Substitutivo elimina obrigação da indústria em fracionar Medicamentos
O projeto de lei do governo federal que torna o fracionamento de remédios compulsório corre o risco de naufragar. Por pressão da indústria farmacêutica e do setor de farmácias, uma comissão no Congresso aprovou um substitutivo ao projeto que elimina a obrigatoriedade. A proposta deve passar por outras duas comissões até ir a plenário para votação.
No projeto original, enviado à Câmara em maio de 2006, os laboratórios eram obrigados a fabricar fracionados, sob pena de perderem o registro (autorização) para produzir outros remédios. A obrigatoriedade foi uma das alternativas que o governo encontrou para ver decolar a política de fracionamento, lançada em janeiro de 2005.
O programa ainda não saiu do papel. As farmácias e drogarias do país não têm os produtos sob alegação de que não há procura. Embora o registro de fracionados tenha triplicado no último ano – de 167 para 500 -, a maioria dos laboratórios não os fabrica. Dizem que não há demanda.
Na semana passada, o Ministério da Saúde propôs mudanças no texto do substitutivo. O fracionamento continuaria compulsório, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) teria poder de livrar a empresa da obrigatoriedade quando ela já oferecer medicamentos na quantidade compatível com o tratamento.
A proposta do governo poderá ou não ser incorporada ao substitutivo que está na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio na Câmara. O atual texto, que elimina a obrigatoriedade, já foi aprovado na Comissão de Defesa do Consumidor.
O relator do projeto, deputado Albano Franco (PSDB-SE), defende o fim da obrigatoriedade do fracionamento. “É uma coisa muito importante para a sociedade, mas eu não posso prejudicar as pequenas e médias empresas [farmacêuticas] nacionais, que não têm condições de comprar equipamentos. Elas estão apavoradas”.
Em audiência pública na Câmara no mês passado, pelo menos outros cinco deputados da comissão de indústria e comércio defenderam o fim da obrigatoriedade do fracionamento. A única voz parlamentar dissonante foi a do deputado Miguel Corrêa Jr. (PT-MG). “Se o substitutivo for aprovado dessa forma [sem a obrigatoriedade], o fracionamento naufraga”.
Ciro Mortella, presidente da Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica), discorda. “A obrigatoriedade do fracionamento é extremamente equivocada. Ela parte do pressuposto de que, se impuser tudo para todo mundo, vai funcionar. A indústria faz o que tem demanda. E não há demanda para fracionados”.
Para ele, a alegação de que o fim da obrigatoriedade acabará com o fracionamento é uma “visão distorcida da realidade do mercado farmacêutico”.
“Se for bem regulamentado, vai funcionar sim. As indústrias vão fabricar, e os consumidores vão procurar. Toda vez que alguém quer impor alguma coisa, usa esse argumento: ou eu imponho ou não acontece. Isso não é verdade. Se fosse verdade, o genérico não existiria. E não foi imposto para ninguém”.
O presidente da ABCFarma (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico), Pedro Zidoi, diz que as farmácias não estão comprando fracionados porque não há procura.
“Os médicos não estão prescrevendo, os consumidores não procuram e as farmácias não estão comprando. Se comprar, fica na prateleira, vence a data de validade e o prejuízo é total da farmácia. O fabricante não troca o produto vencido”.
Na avaliação do diretor de assistência farmacêutica do ministério, Dirceu Barbano, da forma como o medicamento é vendido hoje, a compra não-fracionada acaba sendo compulsória para o usuário. “Às vezes, o comprador precisa só de 15 comprimidos, mas é obrigado a comprar 30”.
Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2005 revelou que 86% dos entrevistados são favoráveis à venda de medicamentos fracionados.
Friday, August 31, 2007
Os compostos farmacêuticos no meio ambiente: Investigação
Destaques: Os compostos farmacêuticos no meio ambiente
Índia no centro das preocupações dos investigadores
Nem tudo são rosas para a indústria farmacêutica indiana. Uma investigação da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, acusa o sector de estar a libertar para o meio ambiente quantidades substancialmente preocupantes de compostos farmacêuticos activos. O estudo, publicado no “Journal of Hazardous Materials”, coloca a Ciprofloxacina no topo das substâncias presentes nas águas em maior abundância.
Os resultados levaram os investigadores suecos a pedir “investigações aprofundadas acerca da qualidade das águas residuais, incluindo sobre a libertação de compostos farmacêuticos activos a partir de instalações de produção em diferentes regiões do mundo”. Até porque, há o risco de que o problema detectado em solo indiano seja apenas a ponta do icebergue.
“O estudo demonstra que existem unidades de produção que libertam quantidades substanciais de medicamentos no meio aquático”, afirmam os cientistas que, até ao momento, dizem não possuir informações suficientes para determinar a extensão do problema.
A equipa de investigadores testou os níveis de compostos farmacêuticos activos presentes nas águas residuais provenientes de uma estação de tratamento de águas residuais que serve cerca de 90 farmacêuticas localizada em Patancheru, perto de Hyderabad, um local privilegiado de produção de medicamentos genéricos que fornece o mercado mundial.
Na análise feita às amostras de água provenientes da Índia, os investigadores procuraram a presença de 59 substâncias farmacêuticas, observando que 21 das quais estavam presentes em concentrações superiores a 1μg/L (microgramas por litro). Até então, os níveis detectados nas águas residuais situavam-se entre 1ng/L (nanogramas por litro) e algumas μg/L.
O laboratório quantificou também os níveis das 11 substâncias presentes em maior abundância e realizou testes de toxicidade padrão que demonstraram que os níveis da presença desses medicamentos eram superiores a 100μg/L.
Entre os culpados estão o antibiótico Ciprofloxacina, com níveis entre os 28,000 e os 31, 000μg/L; o Losartan, um antagonista do receptor (tipo AT1) da angiotensina II, com níveis entre os 2,400 e os 2,500μg/L; o anti-histamínico Cetirizina, presente em níveis entre 1,300 e 1,400μg/L; o beta-bloqueador Metoprolol, presente em 800 a 950 μg/L; o antibiótico Enrofloxacin acusou níveis entre 780 e 900μg/L; o Citalopram, um antidepressivo inibidor selectivo da recaptação de serotonina, com 770 a 840μg/L; e dois antibióticos, a Norfloxacina e a Lomefloxacina, com níveis de 390-420μg/L e 50-300μg/L respectivamente.
“Daquilo que temos conhecimento, as concentrações destes 11 medicamentos eram superiores aos valores mais altos alguma vez registados em quaisquer efluentes de esgotos”, escrevem os autores da pesquisa, acrescentando que não têm conhecimento que tal informação tenha sido divulgada em nenhum outro artigo.
Os responsáveis deixam clara a intenção de salientar a “concentração de fluoroquinolonas detectadas, em particular da Ciprofloxacina – um antibiótico produzido por várias empresas da região”.
Para transmitir uma ideia mais concreta relativamente ao significado destes valores, os cientistas referem que “a descarga de Ciprofloxacina corresponde aproximadamente a 45 kg de compostos farmacêuticos activos por dia, o que equivale à quantidade total consumida na Suécia (com nove milhões de habitantes) durante um período de cinco dias”.
Índia no centro das preocupações dos investigadores
Nem tudo são rosas para a indústria farmacêutica indiana. Uma investigação da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, acusa o sector de estar a libertar para o meio ambiente quantidades substancialmente preocupantes de compostos farmacêuticos activos. O estudo, publicado no “Journal of Hazardous Materials”, coloca a Ciprofloxacina no topo das substâncias presentes nas águas em maior abundância.
Os resultados levaram os investigadores suecos a pedir “investigações aprofundadas acerca da qualidade das águas residuais, incluindo sobre a libertação de compostos farmacêuticos activos a partir de instalações de produção em diferentes regiões do mundo”. Até porque, há o risco de que o problema detectado em solo indiano seja apenas a ponta do icebergue.
“O estudo demonstra que existem unidades de produção que libertam quantidades substanciais de medicamentos no meio aquático”, afirmam os cientistas que, até ao momento, dizem não possuir informações suficientes para determinar a extensão do problema.
A equipa de investigadores testou os níveis de compostos farmacêuticos activos presentes nas águas residuais provenientes de uma estação de tratamento de águas residuais que serve cerca de 90 farmacêuticas localizada em Patancheru, perto de Hyderabad, um local privilegiado de produção de medicamentos genéricos que fornece o mercado mundial.
Na análise feita às amostras de água provenientes da Índia, os investigadores procuraram a presença de 59 substâncias farmacêuticas, observando que 21 das quais estavam presentes em concentrações superiores a 1μg/L (microgramas por litro). Até então, os níveis detectados nas águas residuais situavam-se entre 1ng/L (nanogramas por litro) e algumas μg/L.
O laboratório quantificou também os níveis das 11 substâncias presentes em maior abundância e realizou testes de toxicidade padrão que demonstraram que os níveis da presença desses medicamentos eram superiores a 100μg/L.
Entre os culpados estão o antibiótico Ciprofloxacina, com níveis entre os 28,000 e os 31, 000μg/L; o Losartan, um antagonista do receptor (tipo AT1) da angiotensina II, com níveis entre os 2,400 e os 2,500μg/L; o anti-histamínico Cetirizina, presente em níveis entre 1,300 e 1,400μg/L; o beta-bloqueador Metoprolol, presente em 800 a 950 μg/L; o antibiótico Enrofloxacin acusou níveis entre 780 e 900μg/L; o Citalopram, um antidepressivo inibidor selectivo da recaptação de serotonina, com 770 a 840μg/L; e dois antibióticos, a Norfloxacina e a Lomefloxacina, com níveis de 390-420μg/L e 50-300μg/L respectivamente.
“Daquilo que temos conhecimento, as concentrações destes 11 medicamentos eram superiores aos valores mais altos alguma vez registados em quaisquer efluentes de esgotos”, escrevem os autores da pesquisa, acrescentando que não têm conhecimento que tal informação tenha sido divulgada em nenhum outro artigo.
Os responsáveis deixam clara a intenção de salientar a “concentração de fluoroquinolonas detectadas, em particular da Ciprofloxacina – um antibiótico produzido por várias empresas da região”.
Para transmitir uma ideia mais concreta relativamente ao significado destes valores, os cientistas referem que “a descarga de Ciprofloxacina corresponde aproximadamente a 45 kg de compostos farmacêuticos activos por dia, o que equivale à quantidade total consumida na Suécia (com nove milhões de habitantes) durante um período de cinco dias”.
Thursday, August 30, 2007
Dissolução e a absorção de fármacos. Equivalência/ Bioequivalência/ Formas Farmacêuticas
A equivalência farmacêutica entre dois medicamen-
tos relaciona-se à comprovação de que ambos contêm o
mesmo fármaco (mesma base, sal ou éster da mesma molé-
cula terapeuticamente ativa), na mesma dosagem e forma
farmacêutica, o que pode ser avaliado por meio de testes in
vitro (Shargel & Yu, 1999; WHO, 1999). Portanto, pode ser
considerada como um indicativo da bioequivalência entre
os medicamentos em estudo, sem, contudo, garanti-la.
A legislação brasileira, tendo como base a regula-
mentação técnica e a experiência de diversos países na área
de medicamentos genéricos, estabelece que, para um medi-
camento ser registrado como genérico, é necessário que se
comprove sua equivalência farmacêutica e bioequivalência
(mesma biodisponibilidade) em relação ao medicamento de
referência indicado pela Anvisa (Brasil, 2003a).
Tal fato, aliado ao cumprimento das Boas Práticas de
Fabricação e Controle de Qualidade (BPFC), fornece as ba-
ses técnicas e científicas para a intercambialidade entre o
genérico e seu medicamento de referência, uma vez que,
nesse caso, ambos podem ser considerados equivalentes
terapêuticos, ou seja, medicamentos que apresentam a mes-
ma eficácia clínica e o mesmo potencial para gerar efeitos
adversos (Marzo & Balant, 1995; Meredith, 1996; WHO,
1996; Benet, 1999; Marzo, 1999; Meyer, 1999).
O medicamento de referência é, geralmente, o inova-
dor cuja biodisponibilidade foi determinada, durante o desen-
volvimento do produto, e que teve sua eficácia e segurança
comprovadas por meio de ensaios clínicos, antes da obten-
ção do registro para comercialização. Nesse caso, a empresa
fabricante desenvolveu a formulação e a forma farmacêutica
adequadas à via de administração e ao objetivo terapêutico
do medicamento, estabelecendo e validando os processos de
fabricação, bem como as especificações que deverão ser re-
produzidas posteriormente, lote a lote (Storpirtis, 1999).
Para o medicamento genérico, o fabricante deve in-
vestir no desenvolvimento farmacotécnico de um produto
que cumpra com as mesmas especificações in vitro, em rela-
ção ao medicamento de referência. Entretanto, aceita-se que
a formulação e o processo de fabricação não sejam idênti-
cos, o que geralmente ocorre devido aos diferentes equipa-
mentos e fornecedores de matérias-primas empregados por
distintos fabricantes, desde que essas diferenças não com-
prometam a bioequivalência entre os produtos (Dighe, 1999).
Nesse contexto, é fundamental ressaltar que diferen-
ças em relação a características físicas e físico-químicas do
fármaco e demais componentes da formulação, bem como
nos processos de fabricação, podem gerar diferenças na
biodisponibilidade que, no caso do genérico, podem com-
prometer a bioequivalência e, consequentemente, a inter-
cambialidade. Entretanto, tal fato pode ser evitado realizan-
do-se o desenvolvimento farmacotécnico do produto de
forma adequada (Storpirtis et al., 1999).
Assim sendo, merecem atenção especial as formas
farmacêuticas em que o fármaco está presente na forma só-
lida, cuja dissolução pode ser afetada significativamente
pelas características inerentes ao próprio fármaco, bem como
pela presença de excipientes que favorecem ou dificultam a
dissolução, além das técnicas de fabricação empregadas
(Gibaldi, 1991). Portanto, formas farmacêuticas sólidas de
uso oral, de liberação imediata ou modificada, são aquelas
que, potencialmente, podem apresentar problemas em rela-
ção à biodisponibilidade e à bioequivalência (Abdou, 1989;
Arancíbia, 1991; Banakar, 1992).
Essa constatação torna-se clara quando se conside-
ra os casos de isenção de testes de bioequivalência para o
registro de determinados medicamentos genéricos, como,
por exemplo, as soluções aquosas injetáveis por via intra-
venosa. Nessas formas farmacêuticas, o fármaco já está dis-
solvido e toda a dose será administrada diretamente na cor-
rente circulatória do paciente, o que implica em 100% de
biodisponibilidade. Para um genérico desse tipo, a compro-
vação da equivalência farmacêutica e das BPFC é suficiente
para garantir a intercambialidade com o medicamento de
referência (Brasil, 2003b).
Outro exemplo de isenção corresponde a determina-
das soluções aquosas de administração oral, que também
apresentam o fármaco já dissolvido, e em condições de ser
absorvido pelo organismo. Para tais medicamentos, a expe-
riência internacional demonstrou que não é necessário re-
querer a comprovação da bioequivalência do genérico em
relação ao referência para fins de registro, uma vez que a
bioinequivalência é altamente improvável, desde que a for-
mulação do genérico não contenha qualquer substância que
possa alterar a absorção do fármaco, em relação à formula-
ção do medicamento de referência (Brasil, 2003b).
Portanto, as preocupações em termos de biodispo-
nibilidade, bioequivalência e intercambialidade recaem so-
bre medicamentos apresentados sob formas farmacêuticas
para as quais existem muitos fatores que podem alterar a
liberação, a dissolução e a absorção do fármaco no organis-
mo. Tais fatores devem ser amplamente estudados durante
o desenvolvimento farmacotécnico do produto, o que, no
entanto, não exclui a necessidade da realização do teste de
bioequivalência (Banakar, 1992; Manadas et al., 2002).
Desse modo, o teste de bioequivalência realizado,
de acordo com as Boas Práticas de Clínica (BPC) e de Labo-
ratório (BPL), empregando-se voluntários sadios, é funda-
mental para garantir que dois medicamentos que comprova-
ram a equivalência farmacêutica apresentarão o mesmo de-
sempenho no organismo em relação à biodisponibilidade,
expressa em termos da quantidade absorvida do fármaco, a
partir da forma farmacêutica administrada, e da velocidade
do processo de absorção (Storpirtis & Consiglieri, 1995;
Shargel & Yu, 1999; Storpirtis, 1999; Consiglieri & Storpir-
tis, 2000).
Fatores que afetam a dissolução e a absorção de fármacos
O processo de absorção pode ser modulado pela
velocidade de dissolução do fármaco nos líquidos do trato
gastrintestinal (Shargel & Yu, 1999). Entre os fatores que
podem alterar a desagregação da forma farmacêutica e a
dissolução do fármaco destacam-se:
1. Processo de obtenção do fármaco e suas propri-
edades físico-químicas
A existência de polimorfismopode influ-
enciar a biodisponibilidade, a estabilidade quími-
ca e física do fármaco e ter implicações no desen-
volvimento e estabilidade da forma farmacêutica,
levando-se em consideração as alterações ocor-
ridas nas características dos cristais (Arancíbia
& Pezoa, 1992).
Define-se polimorfismo como a proprie-
dade que certas substâncias apresentam de cris-
talizar sob distintas formas cristalinas, quimica-
mente idênticas, mas com diferentes proprieda-
des físicas (ponto de fusão, solubilidade). Tal fato
decorre das condições empregadas na síntese e
purificação da substância, dependendo, por exem-
plo, do tipo de solvente utilizado e da temperatu-
ra da reação (Cárcamo, 1992; Ritschel & Kearns,
1999; Ansel et al., 2000; Martin & Viladrosa, 2000;
Vippagunta et al., 2000).
Dois polimorfos de um mesmo composto
podem ser tão diferentes em estrutura cristalina e
propriedades como dois compostos distintos,
sendo que essas diferenças manifestam-se en-
quanto o fármaco está em estado sólido, ou seja,
uma vez obtida a solução as diferentes formas
não podem mais ser distinguidas (Martin & Vila-
drosa, 2000; Vippagunta et al., 2000).
Portanto, podem ser esperadas diferen-
ças na ação do fármaco, em termos farmacológi-
cos e terapêuticos devido à presença de polimor-
fos em formas farmacêuticas sólidas, assim como
em suspensões líquidas (Ansel et al., 2000; Mar-
tin & Viladrosa, 2000). Outro fator importante é
que o polimorfo menos estável tende a se trans-
formar no polimorfo mais estável (transição poli-
mórfica), o que pode ocorrer em função do tempo
e da temperatura de armazenamento, do tipo de
processo de compressão utilizado e da redução
do tamanho de partículas (Shargel & Yu, 1999;
Ansel et al., 2000)
Caso, no momento da formulação, não
seja verificado qual será o polimorfo utilizado,
pode-se obter um produto ineficaz, devido ao
comprometimento da dissolução do fármaco e,
conseqüentemente, de sua biodisponibilidade.
Outro aspecto a ser considerado, e que
enfatiza a importância do controle da rota de sín-
tese de substâncias de interesse farmacológico,
é o comportamento estereoquímico das molécu-
las. Grande parte das moléculas biológicas é qui-
ral, sendo isoladas normalmente como um único
estereoisômero (Shargel & Yu, 1999).
Quirais são moléculas de composição
química idêntica, mas que não são sobreponí-
veis com sua imagem no espelho. A maior parte
das rotas de síntese empregadas atualmente dá
origem a racematos, ou seja, uma mistura de este-
reoisômeros, pelo fato de serem rotas menos com-
plexas em termos tecnológicos. Aparentemente,
essa diferença é irrelevante. Entretanto, tais com-
postos podem apresentar atividades biológicas
distintas ou diferenças significativas em relação
à intensidade da ação farmacológica (Lima, 1997).
Outros fatores ligados às propriedades
físico-químicas do fármaco também devem ser
considerados:
tamanho das partículas: com a redução
do tamanho das partículas do fármaco ob-
tém-se maior área superficial do sólido em
contato com o meio de dissolução, resul-
tando em maior velocidade de dissolução
(Ansel et al., 2000; Martin & Viladrosa,
2000).
Higroscopicidade: as formas anidras dos
fármacos apresentam atividade termodi-
nâmica maior em relação aos seus hidra-
tos correspondentes e, conseqüentemen-
te, maior solubilidade e velocidade de dis-
solução em relação às formas hidratadas
(Abdou, 1989).
solubilidade: somente o fármaco dissol-
vido nos líquidos do trato gastrintestinal
pode ser absorvido, o que requer deter-
minada hidrossolubilidade; entretanto, o
fármaco deve apresentar também certa li-
possolubilidade para atravessar as mem-
branas biológicas que são de natureza
lipo-protéica; os compostos relativamen-
te insolúveis têm absorção incompleta ou
irregular (Shargel & Yu, 1999).
2. Natureza dos excipientes que
compõem a formulação
Os excipientes presentes em uma formu-
lação farmacêutica podem afetar a dissolução do
fármaco e, conseqüentemente, a velocidade e
quantidade pelas quais o mesmo estará disponí-
vel para ser absorvido (Gibaldi, 1991). Tal fato
ressalta a importância da avaliação do impacto
das alterações efetuadas na formulação, após o
registro do medicamento como genérico, em rela-
ção ao perfil de dissolução do fármaco contido
em formas farmacêuticas sólidas, o que, muitas
vezes, pode requerer a realização de novo teste
de bioequivalência (Brasil, 2003c).
Cabe ressaltar que, em relação aos excipi-
entes, a RDC 135 de 29 de maio de 2003, atual-
mente em vigor para o registro de medicamentos
genéricos, estabelece que os excipientes empre-
gados na formulação desses medicamentos po-
dem ou não ser idênticos aos empregados na for-
mulação de seus respectivos medicamentos de
referência (Brasil, 2003a). Dessa forma, é possí-
vel que dois produtos sejam considerados equi-
valentes farmacêuticos, mas apresentem formu-
lações diferentes em relação à composição quali
e quantitativa dos excipientes (Dighe, 1999).
Alguns componentes das formulações,
como amido e outros desintegrantes tendem a
favorecer a dissolução. Outros como o talco e o
estearato de magnésio, que atuam como lubrifi-
cante e deslizante, respectivamente, dificultam a
dissolução e devem ser adicionados em quanti-
dades mínimas (Gibaldi, 1991).
Também, são importantes, no caso de
comprimidos revestidos e drágeas, as diferenças
no tipo e composição do revestimento, uma vez
que há vários polímeros atualmente disponíveis
comercialmente e empregados para exercer dis-
tintas funções, desde a gastro-resistência até a
formação de matrizes que modulam a liberação
do fármaco. Esses fatores afetam diretamente os
processos de desagregação do medicamento nos
líquidos do trato gastrintestinal, influenciando a
dissolução e, conseqüentemente, a absorção do
fármaco (Storpirtis & Rodrigues, 1998; Manadas
et al., 2002).
3. Tecnologia de fabricação
Os processos envolvidos na fabricação
dos medicamentos também podem influenciar a
dissolução e a biodisponibilidade. Comprimidos
obtidos por compressão direta, granulação via
seca ou via úmida podem apresentar comporta-
mentos in vitro e in vivo diferentes. Aspectos
como forma e condições de secagem do granula-
do, tempo de mistura ou agitação, velocidade e
força de compressão também podem alterar sig-
nificativamente o desempenho da forma farma-
cêutica no organismo (Manadas et al., 2002).
Nesse sentido, torna-se relevante desta-
car que com o aparecimento no mercado de exci-
pientes com características especiais de compres-
sibilidade, as empresas tendem a substituir o pro-
cesso de granulação via úmida pela compressão
direta. Entretanto, no caso de medicamentos já
registrados e comercializados, essa alteração deve
ser cuidadosamente avaliada quanto ao possível
impacto nas características de dissolução e bio-
disponibilidade (Shargel & Yu, 1999).
Relação entre desenvolvimento farmacotécnico,
perfil de dissolução e biodisponibilidade
Considerando-se que os medicamentos sólidos de
uso oral são aqueles que podem apresentar maiores proble-
mas em relação a biodisponibilidade, torna-se imperativo
avaliar o impacto desses fatores sobre a dissolução do fár-
maco, a partir da forma farmacêutica, realizando teste in vi-
tro que permita visualizar como a dissolução ocorre em fun-
ção do tempo (Arancíbia et al., 1992).
Esse teste, conhecido como perfil de dissolução, de-
rivou-se do teste de dissolução de um único ponto incluído
na maioria das farmacopéias, e tem sido utilizado como fer-
ramenta no desenvolvimento de formulações, uma vez que
evidencia diferenças na dissolução causadas por fatores
ligados ao fármaco, aos excipientes e à técnica de fabrica-
ção empregada (Del Comune et al., 1996; Yugue et al., 1996;
Storpirtis et al., 1998).
Para obter se o perfil de dissolução, deve-se realizar
várias coletas do meio de dissolução, em tempos adequa-
dos, determinando-se a porcentagem de fármaco dissolvi-
do a cada tempo. É importante empregar método para quan-
tificação do fármaco previamente desenvolvido e validado.
A partir da curva resultante, pode-se determinar a cinética
do processo de dissolução, bem como calcular diversos
parâmetros, tais como o tempo de latência da forma farmacêutica
(tempo para o início do processo de desagregação)
e a eficiência de dissolução (Cárcamo, 1992; Ferraz et al.,
1998; Porta et al., 2002).
Durante o desenvolvimento de um medicamento ge-
nérico na forma farmacêutica sólida, a empresa deve buscar
reproduzir, a partir de seu produto, o mesmo perfil de disso-
lução obtido com o medicamento de referência, adotando
como critério de semelhança entre os perfis o fator f2, cujo
resultado deverá estar entre 50 e 100 (Liu et al., 1997; Shah
et al., 1998).
Entretanto, o fato de obter a semelhança entre os
perfis de dissolução (in vitro) não garante que os produtos
serão bioequivalentes. Em alguns casos, o candidato a ge-
nérico pode ter comprovado a equivalência farmacêutica
em relação ao de referência, apresentar perfil de dissolução
considerado semelhante ao referência e, mesmo assim, não
passar pelo teste de bioequivalência (in vivo), o que motiva
muitas empresas a realizarem um teste piloto in vivo, com
menor número de voluntários (seis, por exemplo), para ava-
liar o comportamento da formulação que está sendo desen-
volvida, antes de submetê-la ao teste de bioequivalência
(Marques, M.R.C. – Information and Standards Develop-
ment Department, US Pharmacopoeia – Comunicação pes-
soal, 2004).
Desenvolvimento de especificações farmacopéicas
para dissolução formas farmacêuticas sólidas
No caso do medicamento inovador, o método e as
especificações relativos à dissolução são estabelecidos, de-
finitivamente, após a realização do ensaio que determina
sua biodisponibilidade absoluta (fração da dose adminis-
trada efetivamente absorvida por via extravascular, tendo
como referência, quando possível, a mesma dose adminis-
trada por via intravenosa) e dos ensaios clínicos que com-
provam a eficácia clinica e a segurança do medicamento
(Storpirtis & Consiglieri, 1995).
Desse modo, otimiza-se e se valida o teste que será
empregado no controle de qualidade rotineiro, lote a lote,
após registro e autorização de comercialização do produto,
e que deverá ser discriminativo para qualquer alteração que
ocorra e que possa afetar a dissolução do fármaco (Mar-
ques & Brown, 2002; Skoug et al., 1996).
Em muitos casos, especialmente para formas farma-
cêuticas sólidas de liberação modificada, a empresa pode
ainda investir mais recursos na tentativa de obter uma cor-
relação entre parâmetros derivados da dissolução (in vitro)
e da absorção (biodisponibilidade absoluta) determinada in
vivo (Manadas et al., 2002).
Tal investimento justifica-se, quando se obtém uma
correlação in vitro-in vivode nível A, para a qual as curvas de
porcentagem de fármaco dissolvido versus tempo e de por-
centagem de fármaco absorvido versustempo podem ser des-
critas pela mesma equação matemática, o que implica em que
as curvas se sobrepõem (Storpirtis & Consiglieri, 1995).
Esse tipo de correlação de dados permite que altera-
ções de formulação ou de processo de fabricação, posterio-
res ao registro do medicamento, possam ser justificadas
pelo fabricante, sendo avaliadas e aceitas pela autoridade
regulatória, quando pertinente, sem a necessidade de reali-
zar novo teste de bioequivalência, desde que se comprove
que as formulações pré e pós alteração geram perfis de dis-
solução comparáveis (Uppoor, 2001).
Na Farmacopéia Americana, o teste de dissolução
que consta da monografia do produto é aquele que foi de-
senvolvido pela empresa inovadora. Em alguns casos, será
incluído, posteriormente, outro teste de dissolução para o
medicamento genérico, desde que a empresa fabricante com-
prove que, apesar de seu produto ser bioequivalente ao
inovador, o teste de dissolução que consta da referida mo-
nografia não é adequado para controlar a qualidade do seu
produto. Como a bioequivalência é soberana, aceita-se que
seja empregado outro teste de dissolução, desde que devi-
damente justificado e validado (Marques, M.R.C. – Infor-
mation and Standards Development Department, US Phar-
macopoeia – Comunicação pessoal, 2004).
Teste de equivalência farmacêutica (medicamento
teste comparado ao referência) versuslaudo
analítico do medicamento teste (cumprimento
de especificações farmacopéicas)
O teste de equivalência farmacêutica implica na exe-
cução de testes físicos e físico-químicos comparativos en-
tre o candidato a genérico e seu respectivo medicamento de
referência, realizado por centro prestador de serviço em equi-
valência farmacêutica (EQFAR) devidamente habilitado pela
Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Re-
blas – Anvisa).
Essa exigência baseia-se em:
• Por razões de caráter ético, não se deve expor
seres humanos a testes de bioequivalência, sem
a garantia prévia de que os lotes dos medicamen-
tos a serem utilizados no estudo cumprem com
os requisitos de qualidade normatizados pelas
BPFC vigentes no país.
• Nem todos os medicamentos dispõem de mono-
grafias descritas em compêndios oficiais, o que
requer que o fabricante do genérico estabeleça
os testes a serem realizados e valide os métodos
analíticos a serem utilizados (os métodos serão
covalidados posteriormente pelo EQFAR, caso a
empresa não disponha de laboratório habilitado
para execução desses testes).
• A constatação de que o teste de bioequivalência
será realizado entre medicamentos cujo teor de fár-
maco não apresente diferença maior do que 5% e
que tenham sido fabricados preferencialmente até
6 meses antes da data do teste, aliada à validação
dos processos de fabricação e ao cumprimento das
BPFC vigentes, é fundamental para assegurar que
a intercambialidade entre o genérico e o referência
será mantida durante todo o período em que os
mesmos se mantiverem no mercado.
No caso de medicamentos isentos de bioequivalên-
cia, a equivalência farmacêutica passa a ser o princi-
pal requisito que sustenta a intercambialidade.
Fatores relacionados ao ensaio in vivo que afetam a
conclusão sobre a bioequivalência entre medicamentos
Além dos fatores relacionados anteriormente, pode
haver falha em demonstrar a bioequivalência entre dois me-
dicamentos considerados equivalentes farmacêuticos de-
vido a fatores relacionados diretamente à natureza do teste
de bioequivalência. Entre eles, destacam-se:
1. Características de absorção do fármaco
Existem fármacos que apresentam maior
variabilidade em relação a parâmetros relaciona-
dos à absorção, o que dificulta o estabelecimen-
to da bioequivalência entre produtos ou até mes-
mo entre dois lotes de um mesmo produto (Bo-
ddy et al., 1995; Shah et al., 1996; Tothfalusi et
al., 2001).
Quanto maior a variabilidade, maior deverá
ser o número de voluntários sadios empregado no
teste de bioequivalência, sendo que o cálculo do
número adequado de voluntários a serem incluí-
dos no estudo deve ser realizado com base em
dados de coeficiente de variação (CV) dos parâme-
tros de absorção a serem considerados, constan-
tes na literatura, ou derivados de estudos prévios
(Chow & Liu, 1992; Brasil, 2003d).
2. Planejamento do estudo de bioequivalência
A realização do teste de bioequivalência
deve ser precedida, necessariamente, pela reali-
zação do teste de equivalência farmacêutica. A
comparação dos perfis de dissolução do fárma-
co, a partir dos medicamentos em estudo, antes
da realização do teste de bioequivalência, tam-
bém, é necessária e recomendável. Entretanto,
como abordado anteriormente, a demonstração
da semelhança entre os perfis de dissolução per
se não qualifica os produtos como bioequivalen-
tes (Shargel & Yu, 1999).
Para que o estudo de bioequivalência apre-
sente resultados confiáveis é necessário que o
mesmo seja bem planejado e conduzido. Esse pla-
nejamento envolve todas as etapas: clínica, ana-
lítica e estatística (Storpirtis & Consiglieri, 1995;
Consiglieri & Storpirtis, 2000).
Na etapa clínica, devem ser estabelecidos
o cronograma de coleta das amostras, de acordo
com o tipo de forma farmacêutica (liberação ime-
diata ou modificada) e a meia-vida de eliminação
do fármaco. Os critérios de inclusão e exclusão
de voluntários do estudo devem ser suficientes
para selecionar voluntários saudáveis, evitando
que características fisiológicas dos indivíduos
interfiram nos resultados. A forma pela qual as
amostras serão coletadas, processadas, armaze-
nadas e transportadas também faz parte do pla-
nejamento da etapa clínica (Shargel & Yu, 1999).
A etapa analítica é aquela em que o fárma-
co é quantificado nas amostras e deve, por essa
razão, ser realizada de forma a não deixar dúvidas
sobre os resultados obtidos. Durante o planeja-
mento da etapa analítica devem ser estabeleci-
dos o analito a ser quantificado (fármaco inalte-
rado, metabólito ou pró-fármaco), a matriz bioló-
gica utilizada (sangue total, plasma, soro ou uri-
na) e o método analítico adequado. O método de
quantificação deve ser específico para cada ana-
lito, exato e relativamente simples, de modo a mi-
nimizar os erros. Toda a metodologia deve estar
devidamente validada antes da realização do es-
tudo, apresentando todos os parâmetros de vali-
dação previamente estabelecidos (Bressole et al.,
1996; Causon, 1997).
A etapa estatística começa, na realidade,
antes do início do estudo, com o cálculo do núme-
ro adequado de voluntários para o fármaco em ques-
tão e a elaboração da lista de randomização. Tam-
bém faz parte do planejamento da etapa estatística,
o tratamento a que serão submetidos os dados
gerados na etapa analítica (Shargel & Yu, 1999).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na última década, a evolução dos aspectos técnicos
da regulamentação brasileira na área de medicamentos, ten-
do como base princípios científicos, é inquestionável. A
implantação dos medicamentos genéricos tem colaborado
para o aprimoramento da fabricação e garantia de qualidade
dos medicamentos no país, introduzindo conceitos tais
como equivalência farmacêutica, biodisponibilidade e bioe-
quivalência.
Nesse processo, a qualificação profissional tem sido
fundamental, bem como a interação e o debate envolvendo
autoridades e pesquisadores pertencentes à agência regu-
latória, ao setor regulado e às universidades. O processo de
análise e registro de medicamentos tem sido otimizado, bem
como o intercâmbio com instituições internacionais.
Além disso, as perspectivas reais de consolidação
dos mecanismos de transformação do mercado farmacêuti-
co nacional, nos próximos anos, requerem atitudes concre-
tas e participação de todos os segmentos envolvidos como
forma de garantir à população o acesso a medicamentos de
qualidade assegurada a custos compatíveis.
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tos relaciona-se à comprovação de que ambos contêm o
mesmo fármaco (mesma base, sal ou éster da mesma molé-
cula terapeuticamente ativa), na mesma dosagem e forma
farmacêutica, o que pode ser avaliado por meio de testes in
vitro (Shargel & Yu, 1999; WHO, 1999). Portanto, pode ser
considerada como um indicativo da bioequivalência entre
os medicamentos em estudo, sem, contudo, garanti-la.
A legislação brasileira, tendo como base a regula-
mentação técnica e a experiência de diversos países na área
de medicamentos genéricos, estabelece que, para um medi-
camento ser registrado como genérico, é necessário que se
comprove sua equivalência farmacêutica e bioequivalência
(mesma biodisponibilidade) em relação ao medicamento de
referência indicado pela Anvisa (Brasil, 2003a).
Tal fato, aliado ao cumprimento das Boas Práticas de
Fabricação e Controle de Qualidade (BPFC), fornece as ba-
ses técnicas e científicas para a intercambialidade entre o
genérico e seu medicamento de referência, uma vez que,
nesse caso, ambos podem ser considerados equivalentes
terapêuticos, ou seja, medicamentos que apresentam a mes-
ma eficácia clínica e o mesmo potencial para gerar efeitos
adversos (Marzo & Balant, 1995; Meredith, 1996; WHO,
1996; Benet, 1999; Marzo, 1999; Meyer, 1999).
O medicamento de referência é, geralmente, o inova-
dor cuja biodisponibilidade foi determinada, durante o desen-
volvimento do produto, e que teve sua eficácia e segurança
comprovadas por meio de ensaios clínicos, antes da obten-
ção do registro para comercialização. Nesse caso, a empresa
fabricante desenvolveu a formulação e a forma farmacêutica
adequadas à via de administração e ao objetivo terapêutico
do medicamento, estabelecendo e validando os processos de
fabricação, bem como as especificações que deverão ser re-
produzidas posteriormente, lote a lote (Storpirtis, 1999).
Para o medicamento genérico, o fabricante deve in-
vestir no desenvolvimento farmacotécnico de um produto
que cumpra com as mesmas especificações in vitro, em rela-
ção ao medicamento de referência. Entretanto, aceita-se que
a formulação e o processo de fabricação não sejam idênti-
cos, o que geralmente ocorre devido aos diferentes equipa-
mentos e fornecedores de matérias-primas empregados por
distintos fabricantes, desde que essas diferenças não com-
prometam a bioequivalência entre os produtos (Dighe, 1999).
Nesse contexto, é fundamental ressaltar que diferen-
ças em relação a características físicas e físico-químicas do
fármaco e demais componentes da formulação, bem como
nos processos de fabricação, podem gerar diferenças na
biodisponibilidade que, no caso do genérico, podem com-
prometer a bioequivalência e, consequentemente, a inter-
cambialidade. Entretanto, tal fato pode ser evitado realizan-
do-se o desenvolvimento farmacotécnico do produto de
forma adequada (Storpirtis et al., 1999).
Assim sendo, merecem atenção especial as formas
farmacêuticas em que o fármaco está presente na forma só-
lida, cuja dissolução pode ser afetada significativamente
pelas características inerentes ao próprio fármaco, bem como
pela presença de excipientes que favorecem ou dificultam a
dissolução, além das técnicas de fabricação empregadas
(Gibaldi, 1991). Portanto, formas farmacêuticas sólidas de
uso oral, de liberação imediata ou modificada, são aquelas
que, potencialmente, podem apresentar problemas em rela-
ção à biodisponibilidade e à bioequivalência (Abdou, 1989;
Arancíbia, 1991; Banakar, 1992).
Essa constatação torna-se clara quando se conside-
ra os casos de isenção de testes de bioequivalência para o
registro de determinados medicamentos genéricos, como,
por exemplo, as soluções aquosas injetáveis por via intra-
venosa. Nessas formas farmacêuticas, o fármaco já está dis-
solvido e toda a dose será administrada diretamente na cor-
rente circulatória do paciente, o que implica em 100% de
biodisponibilidade. Para um genérico desse tipo, a compro-
vação da equivalência farmacêutica e das BPFC é suficiente
para garantir a intercambialidade com o medicamento de
referência (Brasil, 2003b).
Outro exemplo de isenção corresponde a determina-
das soluções aquosas de administração oral, que também
apresentam o fármaco já dissolvido, e em condições de ser
absorvido pelo organismo. Para tais medicamentos, a expe-
riência internacional demonstrou que não é necessário re-
querer a comprovação da bioequivalência do genérico em
relação ao referência para fins de registro, uma vez que a
bioinequivalência é altamente improvável, desde que a for-
mulação do genérico não contenha qualquer substância que
possa alterar a absorção do fármaco, em relação à formula-
ção do medicamento de referência (Brasil, 2003b).
Portanto, as preocupações em termos de biodispo-
nibilidade, bioequivalência e intercambialidade recaem so-
bre medicamentos apresentados sob formas farmacêuticas
para as quais existem muitos fatores que podem alterar a
liberação, a dissolução e a absorção do fármaco no organis-
mo. Tais fatores devem ser amplamente estudados durante
o desenvolvimento farmacotécnico do produto, o que, no
entanto, não exclui a necessidade da realização do teste de
bioequivalência (Banakar, 1992; Manadas et al., 2002).
Desse modo, o teste de bioequivalência realizado,
de acordo com as Boas Práticas de Clínica (BPC) e de Labo-
ratório (BPL), empregando-se voluntários sadios, é funda-
mental para garantir que dois medicamentos que comprova-
ram a equivalência farmacêutica apresentarão o mesmo de-
sempenho no organismo em relação à biodisponibilidade,
expressa em termos da quantidade absorvida do fármaco, a
partir da forma farmacêutica administrada, e da velocidade
do processo de absorção (Storpirtis & Consiglieri, 1995;
Shargel & Yu, 1999; Storpirtis, 1999; Consiglieri & Storpir-
tis, 2000).
Fatores que afetam a dissolução e a absorção de fármacos
O processo de absorção pode ser modulado pela
velocidade de dissolução do fármaco nos líquidos do trato
gastrintestinal (Shargel & Yu, 1999). Entre os fatores que
podem alterar a desagregação da forma farmacêutica e a
dissolução do fármaco destacam-se:
1. Processo de obtenção do fármaco e suas propri-
edades físico-químicas
A existência de polimorfismopode influ-
enciar a biodisponibilidade, a estabilidade quími-
ca e física do fármaco e ter implicações no desen-
volvimento e estabilidade da forma farmacêutica,
levando-se em consideração as alterações ocor-
ridas nas características dos cristais (Arancíbia
& Pezoa, 1992).
Define-se polimorfismo como a proprie-
dade que certas substâncias apresentam de cris-
talizar sob distintas formas cristalinas, quimica-
mente idênticas, mas com diferentes proprieda-
des físicas (ponto de fusão, solubilidade). Tal fato
decorre das condições empregadas na síntese e
purificação da substância, dependendo, por exem-
plo, do tipo de solvente utilizado e da temperatu-
ra da reação (Cárcamo, 1992; Ritschel & Kearns,
1999; Ansel et al., 2000; Martin & Viladrosa, 2000;
Vippagunta et al., 2000).
Dois polimorfos de um mesmo composto
podem ser tão diferentes em estrutura cristalina e
propriedades como dois compostos distintos,
sendo que essas diferenças manifestam-se en-
quanto o fármaco está em estado sólido, ou seja,
uma vez obtida a solução as diferentes formas
não podem mais ser distinguidas (Martin & Vila-
drosa, 2000; Vippagunta et al., 2000).
Portanto, podem ser esperadas diferen-
ças na ação do fármaco, em termos farmacológi-
cos e terapêuticos devido à presença de polimor-
fos em formas farmacêuticas sólidas, assim como
em suspensões líquidas (Ansel et al., 2000; Mar-
tin & Viladrosa, 2000). Outro fator importante é
que o polimorfo menos estável tende a se trans-
formar no polimorfo mais estável (transição poli-
mórfica), o que pode ocorrer em função do tempo
e da temperatura de armazenamento, do tipo de
processo de compressão utilizado e da redução
do tamanho de partículas (Shargel & Yu, 1999;
Ansel et al., 2000)
Caso, no momento da formulação, não
seja verificado qual será o polimorfo utilizado,
pode-se obter um produto ineficaz, devido ao
comprometimento da dissolução do fármaco e,
conseqüentemente, de sua biodisponibilidade.
Outro aspecto a ser considerado, e que
enfatiza a importância do controle da rota de sín-
tese de substâncias de interesse farmacológico,
é o comportamento estereoquímico das molécu-
las. Grande parte das moléculas biológicas é qui-
ral, sendo isoladas normalmente como um único
estereoisômero (Shargel & Yu, 1999).
Quirais são moléculas de composição
química idêntica, mas que não são sobreponí-
veis com sua imagem no espelho. A maior parte
das rotas de síntese empregadas atualmente dá
origem a racematos, ou seja, uma mistura de este-
reoisômeros, pelo fato de serem rotas menos com-
plexas em termos tecnológicos. Aparentemente,
essa diferença é irrelevante. Entretanto, tais com-
postos podem apresentar atividades biológicas
distintas ou diferenças significativas em relação
à intensidade da ação farmacológica (Lima, 1997).
Outros fatores ligados às propriedades
físico-químicas do fármaco também devem ser
considerados:
tamanho das partículas: com a redução
do tamanho das partículas do fármaco ob-
tém-se maior área superficial do sólido em
contato com o meio de dissolução, resul-
tando em maior velocidade de dissolução
(Ansel et al., 2000; Martin & Viladrosa,
2000).
Higroscopicidade: as formas anidras dos
fármacos apresentam atividade termodi-
nâmica maior em relação aos seus hidra-
tos correspondentes e, conseqüentemen-
te, maior solubilidade e velocidade de dis-
solução em relação às formas hidratadas
(Abdou, 1989).
solubilidade: somente o fármaco dissol-
vido nos líquidos do trato gastrintestinal
pode ser absorvido, o que requer deter-
minada hidrossolubilidade; entretanto, o
fármaco deve apresentar também certa li-
possolubilidade para atravessar as mem-
branas biológicas que são de natureza
lipo-protéica; os compostos relativamen-
te insolúveis têm absorção incompleta ou
irregular (Shargel & Yu, 1999).
2. Natureza dos excipientes que
compõem a formulação
Os excipientes presentes em uma formu-
lação farmacêutica podem afetar a dissolução do
fármaco e, conseqüentemente, a velocidade e
quantidade pelas quais o mesmo estará disponí-
vel para ser absorvido (Gibaldi, 1991). Tal fato
ressalta a importância da avaliação do impacto
das alterações efetuadas na formulação, após o
registro do medicamento como genérico, em rela-
ção ao perfil de dissolução do fármaco contido
em formas farmacêuticas sólidas, o que, muitas
vezes, pode requerer a realização de novo teste
de bioequivalência (Brasil, 2003c).
Cabe ressaltar que, em relação aos excipi-
entes, a RDC 135 de 29 de maio de 2003, atual-
mente em vigor para o registro de medicamentos
genéricos, estabelece que os excipientes empre-
gados na formulação desses medicamentos po-
dem ou não ser idênticos aos empregados na for-
mulação de seus respectivos medicamentos de
referência (Brasil, 2003a). Dessa forma, é possí-
vel que dois produtos sejam considerados equi-
valentes farmacêuticos, mas apresentem formu-
lações diferentes em relação à composição quali
e quantitativa dos excipientes (Dighe, 1999).
Alguns componentes das formulações,
como amido e outros desintegrantes tendem a
favorecer a dissolução. Outros como o talco e o
estearato de magnésio, que atuam como lubrifi-
cante e deslizante, respectivamente, dificultam a
dissolução e devem ser adicionados em quanti-
dades mínimas (Gibaldi, 1991).
Também, são importantes, no caso de
comprimidos revestidos e drágeas, as diferenças
no tipo e composição do revestimento, uma vez
que há vários polímeros atualmente disponíveis
comercialmente e empregados para exercer dis-
tintas funções, desde a gastro-resistência até a
formação de matrizes que modulam a liberação
do fármaco. Esses fatores afetam diretamente os
processos de desagregação do medicamento nos
líquidos do trato gastrintestinal, influenciando a
dissolução e, conseqüentemente, a absorção do
fármaco (Storpirtis & Rodrigues, 1998; Manadas
et al., 2002).
3. Tecnologia de fabricação
Os processos envolvidos na fabricação
dos medicamentos também podem influenciar a
dissolução e a biodisponibilidade. Comprimidos
obtidos por compressão direta, granulação via
seca ou via úmida podem apresentar comporta-
mentos in vitro e in vivo diferentes. Aspectos
como forma e condições de secagem do granula-
do, tempo de mistura ou agitação, velocidade e
força de compressão também podem alterar sig-
nificativamente o desempenho da forma farma-
cêutica no organismo (Manadas et al., 2002).
Nesse sentido, torna-se relevante desta-
car que com o aparecimento no mercado de exci-
pientes com características especiais de compres-
sibilidade, as empresas tendem a substituir o pro-
cesso de granulação via úmida pela compressão
direta. Entretanto, no caso de medicamentos já
registrados e comercializados, essa alteração deve
ser cuidadosamente avaliada quanto ao possível
impacto nas características de dissolução e bio-
disponibilidade (Shargel & Yu, 1999).
Relação entre desenvolvimento farmacotécnico,
perfil de dissolução e biodisponibilidade
Considerando-se que os medicamentos sólidos de
uso oral são aqueles que podem apresentar maiores proble-
mas em relação a biodisponibilidade, torna-se imperativo
avaliar o impacto desses fatores sobre a dissolução do fár-
maco, a partir da forma farmacêutica, realizando teste in vi-
tro que permita visualizar como a dissolução ocorre em fun-
ção do tempo (Arancíbia et al., 1992).
Esse teste, conhecido como perfil de dissolução, de-
rivou-se do teste de dissolução de um único ponto incluído
na maioria das farmacopéias, e tem sido utilizado como fer-
ramenta no desenvolvimento de formulações, uma vez que
evidencia diferenças na dissolução causadas por fatores
ligados ao fármaco, aos excipientes e à técnica de fabrica-
ção empregada (Del Comune et al., 1996; Yugue et al., 1996;
Storpirtis et al., 1998).
Para obter se o perfil de dissolução, deve-se realizar
várias coletas do meio de dissolução, em tempos adequa-
dos, determinando-se a porcentagem de fármaco dissolvi-
do a cada tempo. É importante empregar método para quan-
tificação do fármaco previamente desenvolvido e validado.
A partir da curva resultante, pode-se determinar a cinética
do processo de dissolução, bem como calcular diversos
parâmetros, tais como o tempo de latência da forma farmacêutica
(tempo para o início do processo de desagregação)
e a eficiência de dissolução (Cárcamo, 1992; Ferraz et al.,
1998; Porta et al., 2002).
Durante o desenvolvimento de um medicamento ge-
nérico na forma farmacêutica sólida, a empresa deve buscar
reproduzir, a partir de seu produto, o mesmo perfil de disso-
lução obtido com o medicamento de referência, adotando
como critério de semelhança entre os perfis o fator f2, cujo
resultado deverá estar entre 50 e 100 (Liu et al., 1997; Shah
et al., 1998).
Entretanto, o fato de obter a semelhança entre os
perfis de dissolução (in vitro) não garante que os produtos
serão bioequivalentes. Em alguns casos, o candidato a ge-
nérico pode ter comprovado a equivalência farmacêutica
em relação ao de referência, apresentar perfil de dissolução
considerado semelhante ao referência e, mesmo assim, não
passar pelo teste de bioequivalência (in vivo), o que motiva
muitas empresas a realizarem um teste piloto in vivo, com
menor número de voluntários (seis, por exemplo), para ava-
liar o comportamento da formulação que está sendo desen-
volvida, antes de submetê-la ao teste de bioequivalência
(Marques, M.R.C. – Information and Standards Develop-
ment Department, US Pharmacopoeia – Comunicação pes-
soal, 2004).
Desenvolvimento de especificações farmacopéicas
para dissolução formas farmacêuticas sólidas
No caso do medicamento inovador, o método e as
especificações relativos à dissolução são estabelecidos, de-
finitivamente, após a realização do ensaio que determina
sua biodisponibilidade absoluta (fração da dose adminis-
trada efetivamente absorvida por via extravascular, tendo
como referência, quando possível, a mesma dose adminis-
trada por via intravenosa) e dos ensaios clínicos que com-
provam a eficácia clinica e a segurança do medicamento
(Storpirtis & Consiglieri, 1995).
Desse modo, otimiza-se e se valida o teste que será
empregado no controle de qualidade rotineiro, lote a lote,
após registro e autorização de comercialização do produto,
e que deverá ser discriminativo para qualquer alteração que
ocorra e que possa afetar a dissolução do fármaco (Mar-
ques & Brown, 2002; Skoug et al., 1996).
Em muitos casos, especialmente para formas farma-
cêuticas sólidas de liberação modificada, a empresa pode
ainda investir mais recursos na tentativa de obter uma cor-
relação entre parâmetros derivados da dissolução (in vitro)
e da absorção (biodisponibilidade absoluta) determinada in
vivo (Manadas et al., 2002).
Tal investimento justifica-se, quando se obtém uma
correlação in vitro-in vivode nível A, para a qual as curvas de
porcentagem de fármaco dissolvido versus tempo e de por-
centagem de fármaco absorvido versustempo podem ser des-
critas pela mesma equação matemática, o que implica em que
as curvas se sobrepõem (Storpirtis & Consiglieri, 1995).
Esse tipo de correlação de dados permite que altera-
ções de formulação ou de processo de fabricação, posterio-
res ao registro do medicamento, possam ser justificadas
pelo fabricante, sendo avaliadas e aceitas pela autoridade
regulatória, quando pertinente, sem a necessidade de reali-
zar novo teste de bioequivalência, desde que se comprove
que as formulações pré e pós alteração geram perfis de dis-
solução comparáveis (Uppoor, 2001).
Na Farmacopéia Americana, o teste de dissolução
que consta da monografia do produto é aquele que foi de-
senvolvido pela empresa inovadora. Em alguns casos, será
incluído, posteriormente, outro teste de dissolução para o
medicamento genérico, desde que a empresa fabricante com-
prove que, apesar de seu produto ser bioequivalente ao
inovador, o teste de dissolução que consta da referida mo-
nografia não é adequado para controlar a qualidade do seu
produto. Como a bioequivalência é soberana, aceita-se que
seja empregado outro teste de dissolução, desde que devi-
damente justificado e validado (Marques, M.R.C. – Infor-
mation and Standards Development Department, US Phar-
macopoeia – Comunicação pessoal, 2004).
Teste de equivalência farmacêutica (medicamento
teste comparado ao referência) versuslaudo
analítico do medicamento teste (cumprimento
de especificações farmacopéicas)
O teste de equivalência farmacêutica implica na exe-
cução de testes físicos e físico-químicos comparativos en-
tre o candidato a genérico e seu respectivo medicamento de
referência, realizado por centro prestador de serviço em equi-
valência farmacêutica (EQFAR) devidamente habilitado pela
Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Re-
blas – Anvisa).
Essa exigência baseia-se em:
• Por razões de caráter ético, não se deve expor
seres humanos a testes de bioequivalência, sem
a garantia prévia de que os lotes dos medicamen-
tos a serem utilizados no estudo cumprem com
os requisitos de qualidade normatizados pelas
BPFC vigentes no país.
• Nem todos os medicamentos dispõem de mono-
grafias descritas em compêndios oficiais, o que
requer que o fabricante do genérico estabeleça
os testes a serem realizados e valide os métodos
analíticos a serem utilizados (os métodos serão
covalidados posteriormente pelo EQFAR, caso a
empresa não disponha de laboratório habilitado
para execução desses testes).
• A constatação de que o teste de bioequivalência
será realizado entre medicamentos cujo teor de fár-
maco não apresente diferença maior do que 5% e
que tenham sido fabricados preferencialmente até
6 meses antes da data do teste, aliada à validação
dos processos de fabricação e ao cumprimento das
BPFC vigentes, é fundamental para assegurar que
a intercambialidade entre o genérico e o referência
será mantida durante todo o período em que os
mesmos se mantiverem no mercado.
No caso de medicamentos isentos de bioequivalên-
cia, a equivalência farmacêutica passa a ser o princi-
pal requisito que sustenta a intercambialidade.
Fatores relacionados ao ensaio in vivo que afetam a
conclusão sobre a bioequivalência entre medicamentos
Além dos fatores relacionados anteriormente, pode
haver falha em demonstrar a bioequivalência entre dois me-
dicamentos considerados equivalentes farmacêuticos de-
vido a fatores relacionados diretamente à natureza do teste
de bioequivalência. Entre eles, destacam-se:
1. Características de absorção do fármaco
Existem fármacos que apresentam maior
variabilidade em relação a parâmetros relaciona-
dos à absorção, o que dificulta o estabelecimen-
to da bioequivalência entre produtos ou até mes-
mo entre dois lotes de um mesmo produto (Bo-
ddy et al., 1995; Shah et al., 1996; Tothfalusi et
al., 2001).
Quanto maior a variabilidade, maior deverá
ser o número de voluntários sadios empregado no
teste de bioequivalência, sendo que o cálculo do
número adequado de voluntários a serem incluí-
dos no estudo deve ser realizado com base em
dados de coeficiente de variação (CV) dos parâme-
tros de absorção a serem considerados, constan-
tes na literatura, ou derivados de estudos prévios
(Chow & Liu, 1992; Brasil, 2003d).
2. Planejamento do estudo de bioequivalência
A realização do teste de bioequivalência
deve ser precedida, necessariamente, pela reali-
zação do teste de equivalência farmacêutica. A
comparação dos perfis de dissolução do fárma-
co, a partir dos medicamentos em estudo, antes
da realização do teste de bioequivalência, tam-
bém, é necessária e recomendável. Entretanto,
como abordado anteriormente, a demonstração
da semelhança entre os perfis de dissolução per
se não qualifica os produtos como bioequivalen-
tes (Shargel & Yu, 1999).
Para que o estudo de bioequivalência apre-
sente resultados confiáveis é necessário que o
mesmo seja bem planejado e conduzido. Esse pla-
nejamento envolve todas as etapas: clínica, ana-
lítica e estatística (Storpirtis & Consiglieri, 1995;
Consiglieri & Storpirtis, 2000).
Na etapa clínica, devem ser estabelecidos
o cronograma de coleta das amostras, de acordo
com o tipo de forma farmacêutica (liberação ime-
diata ou modificada) e a meia-vida de eliminação
do fármaco. Os critérios de inclusão e exclusão
de voluntários do estudo devem ser suficientes
para selecionar voluntários saudáveis, evitando
que características fisiológicas dos indivíduos
interfiram nos resultados. A forma pela qual as
amostras serão coletadas, processadas, armaze-
nadas e transportadas também faz parte do pla-
nejamento da etapa clínica (Shargel & Yu, 1999).
A etapa analítica é aquela em que o fárma-
co é quantificado nas amostras e deve, por essa
razão, ser realizada de forma a não deixar dúvidas
sobre os resultados obtidos. Durante o planeja-
mento da etapa analítica devem ser estabeleci-
dos o analito a ser quantificado (fármaco inalte-
rado, metabólito ou pró-fármaco), a matriz bioló-
gica utilizada (sangue total, plasma, soro ou uri-
na) e o método analítico adequado. O método de
quantificação deve ser específico para cada ana-
lito, exato e relativamente simples, de modo a mi-
nimizar os erros. Toda a metodologia deve estar
devidamente validada antes da realização do es-
tudo, apresentando todos os parâmetros de vali-
dação previamente estabelecidos (Bressole et al.,
1996; Causon, 1997).
A etapa estatística começa, na realidade,
antes do início do estudo, com o cálculo do núme-
ro adequado de voluntários para o fármaco em ques-
tão e a elaboração da lista de randomização. Tam-
bém faz parte do planejamento da etapa estatística,
o tratamento a que serão submetidos os dados
gerados na etapa analítica (Shargel & Yu, 1999).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na última década, a evolução dos aspectos técnicos
da regulamentação brasileira na área de medicamentos, ten-
do como base princípios científicos, é inquestionável. A
implantação dos medicamentos genéricos tem colaborado
para o aprimoramento da fabricação e garantia de qualidade
dos medicamentos no país, introduzindo conceitos tais
como equivalência farmacêutica, biodisponibilidade e bioe-
quivalência.
Nesse processo, a qualificação profissional tem sido
fundamental, bem como a interação e o debate envolvendo
autoridades e pesquisadores pertencentes à agência regu-
latória, ao setor regulado e às universidades. O processo de
análise e registro de medicamentos tem sido otimizado, bem
como o intercâmbio com instituições internacionais.
Além disso, as perspectivas reais de consolidação
dos mecanismos de transformação do mercado farmacêuti-
co nacional, nos próximos anos, requerem atitudes concre-
tas e participação de todos os segmentos envolvidos como
forma de garantir à população o acesso a medicamentos de
qualidade assegurada a custos compatíveis.
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VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE MEDICAMENTOS
Por:Jussara Calmon Soares
A Lei Orgânica de Saúde - que é na realidade o conjunto formado pelas Leis nº 8.080/90 e nº 8.142/90 - regula, em todo o país, as ações e serviços de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) é definido como "o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público " (Lei nº 8.080/90, Art.4°).
É essa mesma Lei que define Vigilância Sanitária:
"um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e
II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. " (Art.6°, § 1°; grifo nosso)
Portanto, dentro do SUS, cabe à Vigilância Sanitária principalmente as funções de regulação e controle, que são de responsabilidade exclusiva do Estado. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) também traz importante suporte jurídico à atuação da vigilância sanitária.
Depois de quase uma década de SUS, em 1999 foi promulgada a Lei nº 9.782/99, em que se definiu o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e se criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA.
O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária compreende, então, o conjunto de ações definido pelo § 1º do art. 6º (citado acima) e pelos arts. 15 a 18 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, executado por instituições da Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que exerçam atividades de regulação, normatização, controle e fiscalização na área de vigilância sanitária.
No Art. 2º da Lei nº 9.782/99 são definidas as competências da União no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária:
“I - definir a política nacional de vigilância sanitária;
II - definir o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
III - normatizar, controlar e fiscalizar produtos, substâncias e serviços de interesse para a saúde;
IV - exercer a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo essa atribuição ser supletivamente exercida pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios;
V - acompanhar e coordenar as ações estaduais, distrital e municipais de vigilância sanitária;
VI - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios;
VII - atuar em circunstâncias especiais de risco à saúde; e
VIII - manter sistema de informações em vigilância sanitária, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.”
O Capítulo II trata da criação e da competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, uma autarquia sob regime especial, vinculada ao Ministério da Saúde, com sede e foro no Distrito Federal, prazo de duração indeterminado e atuação em todo território nacional, caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira.
No Art. 6º define-se a sua finalidade institucional: “promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de fronteiras.”
Para cumpri-la, a ANVISA deverá: coordenar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; fomentar e realizar estudos e pesquisas no âmbito de suas atribuições; estabelecer normas, propor, acompanhar e executar as políticas, as diretrizes e as ações de vigilância sanitária; estabelecer normas e padrões sobre limites de contaminantes, resíduos tóxicos, desinfetantes, metais pesados e outros que envolvam risco à saúde; autorizar o funcionamento de empresas de fabricação, distribuição e importação dos produtos sob sua responsabilidade; conceder registros de produtos, conceder e cancelar o certificado de cumprimento de boas práticas de fabricação; entre tantas outras atribuições.
Além disso, a Agência poderá delegar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a execução de algumas atribuições que lhe são próprias.
As atividades de vigilância epidemiológica e de controle de vetores relativas a portos, aeroportos e fronteiras serão executadas pela Agência, sob orientação técnica e normativa do Ministério da Saúde.
Incumbe, ainda, à Agência, respeitada a legislação em vigor, regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública:
I - medicamentos de uso humano, suas substâncias ativas e demais insumos, processos e tecnologias;
II - alimentos, inclusive bebidas, águas envasadas, seus insumos, suas embalagens, aditivos alimentares, limites de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e de medicamentos veterinários;
III - cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes;
IV - saneantes destinados à higienização, desinfecção ou desinfestação em ambientes domiciliares, hospitalares e coletivos;
V - conjuntos, reagentes e insumos destinados a diagnóstico;
VI - equipamentos e materiais médico-hospitalares, odontológicos e hemoterápicos e de diagnóstico laboratorial e por imagem;
VII - imunobiológicos e suas substâncias ativas, sangue e hemoderivados;
VIII - órgãos, tecidos humanos e veterinários para uso em transplantes ou reconstituições;
IX - radioisótopos para uso diagnóstico in vivo e radiofármacos e produtos radioativos utilizados em diagnóstico e terapia;
X - cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco;
XI - quaisquer produtos que envolvam a possibilidade de risco à saúde, obtidos por engenharia genética, por outro procedimento ou ainda submetidos a fontes de radiação.
Os serviços submetidos ao controle e fiscalização sanitária pela Agência são aqueles voltados para a atenção ambulatorial, seja de rotina ou de emergência, os realizados em regime de internação, os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, bem como aqueles que impliquem a incorporação de novas tecnologias.
Mas há diversos conflitos relativos à concepção e operacionalização do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, como mostra o Relatório Final da I Conferência Nacional de Vigilância Sanitária, realizada em Brasília, de 26 a 30 de novembro de 2001. Estes, entretanto, não serão objeto de análise aqui.
Portanto, como dito na Apresentação, a Vigilância Sanitária de Medicamentos - tema dessa apostila - é apenas uma das categorias de produtos sob regime de controle sanitário; a área de vigilância de produtos é, por sua vez, apenas uma das quatro grandes áreas de abrangência da vigilância sanitária. Mas os medicamentos formam uma categoria muito importante, merecendo toda a nossa atenção e interesse. É fundamental tornarmo-nos críticos e ativos em relação ao uso dos medicamentos não apenas como profissionais do setor saúde mas, também, como consumidores e, principalmente, cidadãos.
No site da ANVISA - www.anvisa.gov.br - pode-se acompanhar o que vem sendo proposto e implementado pela Agência em todas as suas áreas de atuação. No site encontra-se também o Sistema de Legislação em Vigilância Sanitária – Anvisalegis – com acesso rápido, atualizado e interativo às leis que regulamentam essa área.
O QUE É O MEDICAMENTO
A Lei 5991/73, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, em seu Art. 4° define medicamento como: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.
Mas o medicamento é muito mais que um produto farmacêutico; ele deve ser compreendido dentro do contexto histórico, socio-econômico e cultural no qual está inserido e que condiciona a sua utilização.
Assim, nas economias de mercado - como é a nossa - o medicamento é também mercadoria, o que traz uma série de implicações ao seu uso. Dentro do modelo de assistência à saúde excessivamente medicalizado e mercantilizado que se desenvolveu no mundo ocidental moderno, os medicamentos passaram a ocupar um espaço importante no processo saúde/doença, sendo praticamente impossível pensar a prática médica ou a relação médico/paciente hoje, sem a presença desses produtos.
O uso “irracional” dos medicamentos no mundo, agravado nos países sub-desenvolvidos pelas condições sócio-econômicas, pode ser mais bem compreendido pela análise da dimensão simbólica e ideológica do medicamento. São as funções simbólicas, sociais e culturais atribuídas aos medicamentos – talvez mais que suas funções farmacológicas - que os tornam tão populares, tanto entre leigos como entre profissionais da saúde.
Por serem tão largamente consumidos, e considerando-se que o seu uso inadequado ou incorreto pode acarretar até mesmo a morte - uma vez que estes produtos têm atividade farmacológica, toxicidade e efeitos colaterais - é fundamental garantir a sua qualidade, eficácia e segurança, dentro do contexto em que se inserem e na sua dimensão enquanto mercadoria simbólica.
Assim, do ponto de vista social e sanitário, a divulgação de informações sobre os medicamentos - não apenas sobre conhecimentos farmacológicos mas, também, visando à desmistificação de suas representações - tanto para os profissionais quanto para a população em geral, consumidora em potencial, é tão importante quanto a garantia de sua segurança e eficácia, na oferta de produtos de qualidade.
Do ponto de vista da vigilância epidemiológica, o medicamento é um ótimo indicador da situação de saúde de uma população. Esta questão será detalhada no item sobre a Farmacovigilância, mais adiante.
A CADEIA DE VIDA DOS MEDICAMENTOS
Além de trabalhar com uma conceito mais ampliado de medicamento, a Vigilância Sanitária de Medicamentos deve exercer suas atividades de forma mais integradora, considerando todos os aspectos qualitativos e quantitativos relacionados à oferta e ao consumo de medicamentos. Assim, pode-se pensar no medicamento dentro de uma cadeia composta por diversos elos que se articulam e se influenciam:
PESQUISA & DESENVOLVIMENTO (P&D)
PRÉ-REGISTRO
REGISTRO
FABRICAÇÃO
TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
PRESCRIÇÃO
DISPENSAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
USO
P & D
O processo de desenvolvimento de um novo medicamento é muito longo - em média, 10 anos -, complexo e caro. Em geral, entre milhares de moléculas estudadas, apenas uma apresenta potencial para tornar-se um medicamento. Atualmente a engenharia genética e as possibilidades de modelagem por computador estão trazendo grandes modificações a esse processo.
As patentes são uma forma de compensar os investimentos gastos com esta fase, sem qualquer retorno financeiro até que o produto entre no mercado. Para isso são pagos os royalties aos fabricantes que desenvolveram o produto original.
PRÉ-REGISTRO
Ao chegar à chamada Fase III dos experimentos científicos, em que são realizados os Ensaios Clínicos Controlados (ECC) em seres humanos selecionados, o fabricante deve submeter o protocolo de investigação à autoridade sanitária para análise e autorização da pesquisa clínica; os responsáveis pela autorização são os técnicos da ANVISA. Portanto, a atuação da vigilância sanitária começa antes mesmo de o medicamento existir como especialidade farmacêutica no mercado.
REGISTRO
A atividade do registro é a que fundamentalmente determina a oferta de medicamentos em um país, uma vez que para serem comercializados, os produtos necessitam de registro dado pela agência reguladora que, no Brasil é, desde 1999, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, como visto acima.
Mesmo com o processo de descentralização das atividades de vigilância sanitária em curso, o registro de medicamentos continua centralizado em Brasília, onde são feitas as análises dos processos, autorizando sua produção e comercialização e, eventualmente, retirando-os do mercado.
A análise para a concessão, ou não, do registro de medicamentos deve ser feita por profissionais especializados em farmacologia clínica, farmacodinâmica, tecnologia farmacêutica, etc.
Os profissionais da vigilância sanitária que atuam neste nível devem considerar, em primeiro lugar, a relação benefício/risco: "um meio para expressar um julgamento referente ao papel de um fármaco na prática médica, baseado em dados sobre a eficácia e a segurança, junto a considerações sobre a doença na qual ele é empregado. Este conceito pode ser aplicado a um só fármaco ou na comparação entre dois ou mais fármacos utilizados para a mesma indicação" (OMS, 1977).
Ou, em outras palavras, devemos considerar que todos os medicamentos podem trazer benefícios , mas também trazem riscos à saúde. Seu uso só é aceitável se os benefícios forem maiores que os riscos. Dependendo da situação, pode-se aceitar um maior risco; um exemplo é o uso de drogas contra a dor para pacientes terminais; ou, ainda, medicamentos para uso em doenças fatais e incuráveis como é o caso da AIDS.
Além disso, também são considerados critérios importantes para a concessão do registro de um medicamento, em diversos países, o custo e a necessidade.
Vejamos cada um dos critérios:
1. eficácia - é a capacidade de um fármaco produzir os efeitos para os quais foi indicado, num determinado número de pessoas. Está relacionada ao benefício que um medicamento pode trazer, porém deve ser sempre relativizada pelos riscos que seu uso pode acarretar.
A avaliação da eficácia é feita através de estudos em seres humanos, nos chamados ensaios clínicos controlados (ECC) ou estudos de fase III, que devem apresentar definição clara da população estudada, ter grupo controle, ser "randomizados" e apresentar protocolo completo do ECC, com todos os dados relevantes.
2. segurança - Está relacionada aos riscos que um medicamento tem potencialmente, uma vez que não existe fármaco sem efeitos colaterais. Até mesmo os excipientes e aditivos utilizados na fabricação de medicamentos apresentam efeitos colaterais. O que é fundamental, aqui também, é considerar a relação entre os benefícios e os riscos que um determinado produto apresenta.
Para a garantia da segurança, em termos sanitários, é fundamental que se faça uma atividade - ainda praticamente inexistente no Brasil - a farmacovigilância pós-comercialização ou pós-registro que, como o nome diz, acompanha a história do medicamento após a sua entrada no mercado. É a Fase IV dos estudos de medicamentos . É somente após o uso "normal" do medicamento, por populações inteiras, que vão sendo conhecidos os efeitos colaterais de um determinado produto, uma vez que os ensaios clínicos, por suas limitações, não podem detectar efeitos colaterais que ocorrem com uma baixa frequência. Porém, em termos sanitários, um efeito colateral que ocorre, por exemplo, em 1 de cada 100 mil pessoas, é muito importante. Por isto é que pode-se esperar que os medicamentos que estão sendo comercializados há mais tempo apresentem, de um modo geral, uma lista maior de efeitos colaterais e reações adversas.
Um outro fator importante em relação à avaliação da segurança é o de se ter dados produzidos no próprio país em que se quer registrar um medicamento, pois dados de outro país não são totalmente aplicáveis ao nosso, por serem as condições sociais, econômicas, culturais e ambientais muito diversas, afetando os resultados.
3. custo - este critério já vem sendo utilizado em diversos países, mas no Brasil, apesar de ser um aspecto importante , não é considerado quando da concessão do registro. O custo não é só um problema econômico, mas também sanitário, porque os recursos são limitados e são utilizados nas prioridades estabelecidas. Assim, o custo de um tratamento medicamentoso deve ser avaliado em relação aos benefícios que serão alcançados, e não de forma isolada: só se pode admitir um custo alto para um medicamento que tenha eficácia e segurança que realmente o compensem (relação benefício/custo positiva). Desperdícios de recursos com produtos de alto custo e baixo benefício vão certamente afetar o quadro sanitário.
4. necessidade - se o objetivo é alcançar o uso correto e racional de medicamentos, além de exigir a comprovação da sua eficácia, com uma segurança aceitável e a um custo razoável, deve-se pensar em limitar o registro aos produtos que sejam necessários para o atendimento das demandas de saúde da população num dado momento. Dados sobre morbidade são, portanto, fundamentais para a avaliação da necessidade.
Este é um critério já utilizado pelos países nórdicos, que têm um ótimo sistema de vigilância sanitária de medicamentos e de farmacovigilância. No Brasil, porém, onde a falta de recursos financeiros, materiais e humanos é bem mais grave, não há até o momento qualquer preocupação com a necessidade, quando da concessão do registro de um medicamento.
Além da limitação da oferta pelos critérios adotados para o registro, essa pode ter outras normas legais de limitação como, por exemplo, a limitação de prescrição pela classificação dos medicamentos em venda livre, venda sob prescrição, venda com retenção de receita, etc.
Também podem ser feitas normas de limitação de dispensação e uso, como a restrição de medicamentos ao uso hospitalar, entre outras.
Quanto maior a oferta de medicamentos, mais difícil é o seu controle e o seu uso correto: um grande número de medicamentos registrados piora a cadeia terapêutica e o nível sanitário de um país, pois aumenta a confusão no registro, dificulta o controle da fabricação, da distribuição, da prescrição, dispensação e uso, inviabiliza o conhecimento adequado sobre os produtos, dificulta o estabelecimento de prioridades de trabalho, etc.
Por isto é importante haver uma oferta racional. O momento do registro é o primeiro momento para esta seleção da oferta. Quando há excesso de produtos registrados e/ou de qualidade duvidosa, como no caso do Brasil, o saneamento do mercado farmacêutico deveria ser uma prioridade dentro de uma política de assistência farmacêutica e de medicamentos para o país.
FABRICAÇÃO
A Vigilância Sanitária também tem atuação no processo de fabricação de medicamentos. Em primeiro lugar, é a ANVISA quem dá a necessária autorização para o funcionamento das empresas do setor, sejam elas produtoras, distribuidoras, importadoras, exportadoras e/ou transportadoras de medicamentos.
É o nível estadual ou municipal que deve fazer a inspeção farmacêutica para avaliar se a empresa tem condições de se instalar para as atividades a que se propõe. A autoridade estadual dá a licença e a ANVISA homologa a decisão local, concedendo a autorização de funcionamento.
Estima-se a existência de cerca de 600 laboratórios produtores de medicamentos autorizados no país, sendo menos de 20 os laboratórios oficiais, estatais.
Uma vez dada a autorização pela Agência, a empresa pode começar a fabricar seus produtos, que já devem estar previamente registrados, como vimos.
A partir daí, a inspeção farmacêutica deveria ocorrer de tempos em tempos, de forma rotineira, para verificar se as boas práticas de fabricação ("GMP", do inglês, Good Manufacturing Practices) estão sendo seguidas, se o controle de qualidade está sendo feito adequadamente.
"Controle Farmacêutico de Qualidade - conjunto de medidas destinadas a garantir, a qualquer momento, durante o processo de fabricação, a produção de lotes de medicamentos, tendo em vista o atendimento das normas sobre atividade, pureza, teor, eficácia e inocuidade."
A preocupação com o controle da qualidade (CQ) dos produtos começou nas próprias indústrias fabricantes, para evitar ou diminuir as perdas que traziam enormes prejuízos econômicos. O conceito foi evoluindo com as mudanças nas necessidades e demandas dos consumidores para a exigência de sistemas de qualidade voltados para a garantia da saúde do consumidor.
Do ponto de vista da VISA, o CQ é o controle mínimo necessário para garantir a qualidade e a segurança de um produto. O CQ deve atender aos limites de aceitação estabelecidos para se considerar um determinado produto com qualidade satisfatória.
Os fabricantes dos produtos são legalmente responsáveis pela garantia da qualidade dos mesmos. Cabe à ANVISA verificar se os produtores estão fazendo o CQ adequadamente.
Entre as estratégias de avaliação inclui-se a inspeção sanitária. Além de se estabelecer um programa rotineiro de inspeções farmacêuticas, deve-se considerar a necessidade de eventuais inspeções a partir da apuração de alguma denúncia contra um determinado produto de uma empresa, da constatação de fraudes ou de qualquer outro problema que possa ter se originado durante o processo de fabricação.
Para esta intervenção nas empresas, os profissionais de vigilância sanitária devem conhecer tanto de tecnologia farmacêutica, como de legislação sanitária: basicamente a Lei nº 6.360/76 e o Decreto nº 79.094/77 (que a regulamenta), a Lei nº 6.437/77, além das normas de GMP. Também é importante conhecer o Código de Defesa do Consumidor, além de Portarias e demais atos relacionados à questão.
Para atividades de inspeção farmacêutica seria fundamental, ainda, contar com o apoio de um laboratório oficial de controle de qualidade para proceder às análises laboratoriais necessárias. O INCQS/FIOCRUZ é o laboratório de referência nacional do Ministério da Saúde e está capacitado para fazer o CQ de todos os produtos sob vigilância sanitária; o que se tem defendido é o estabelecimento de uma rede de laboratórios com os LACENs (Laboratório Central de Saúde Pública). O laboratório oficial de referência da rede pública no Estado do Rio de Janeiro é o Laboratório Noel Nutels.
TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
No momento do registro, a ANVISA já influencia na distribuição futura dos medicamentos, uma vez que é o MS quem decide, em última análise, se os produtos poderão ser distribuídos livremente ou a quais tipos de restrição estarão sujeitos, como por exemplo, o caso de medicamentos restritos ao uso hospitalar.
A classificação dos medicamentos quanto à venda e prescrição, em venda livre, venda sob prescrição médica (tarja vermelha), tarja vermelha com retenção de receita e tarja preta, para os medicamentos controlados por causarem dependência física ou psíquica também tem influência na distribuição dos produtos e deve estar sendo avaliada.
Além disso, a distribuição de amostra grátis e a divulgação de outras formas de propaganda de medicamentos são regulamentadas pela vigilância sanitária. A Resoluação da Diretoria Colegiada da ANVISA - RDC nº 102 de 2000, republicada no DOU de 01/06/2001 – é a mais nova legislação em vigor. Aprova o regulamento sobre propagandas, mensagens publicitárias e promocionais, além de outras práticas cujo objeto seja a divulgação, promoção ou comercialização de medicamentos de produção nacional ou importados, quaisquer que sejam as formas e meios de sua veiculação. Todas essas normas são necessárias para garantir o acesso dos usuários a medicamentos e a informações de qualidade.
Cabe, então, aos fiscais da vigilância verificar o cumprimento da legislação sanitária e, quando for o caso, aplicar as penalidades previstas em lei. Essas atividades ocorrem basicamente através da inspeção de farmácias e serviços de saúde, quando se busca avaliar se os medicamentos estão sendo corretamente distribuídos, em que condições estão sendo transportados e armazenados, etc. Já a vigilância em relação à publicidade deve ser feita também nos meios de comunicação de massa.
Além da legislação sanitária já citada, incluindo as Portarias que normatizam as restrições de distribuição e venda (Port. de medicamentos de venda livre, Portaria SVS-MS 344/98 que regulamenta substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, reeditada em fevereiro de 1999, entre outras), a Lei nº 5.991/73 é suporte essencial para as ações sobre a prática de comercialização, juntamente com as demais regulamentações que vêm se seguindo.
PRESCRIÇÃO
Legalmente, as questões éticas relacionadas à prescrição são regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina e respectivos Conselhos Regionais. Mas a vigilância sanitária também tem responsabilidade no controle da prescrição, uma vez que esta afeta o consumo dos medicamentos.
Assim, é a ANVISA que normatiza, por exemplo, as condições de venda (venda livre, venda sob prescrição médica,etc.), o preenchimento da prescrição (recentemente a Lei dos Genéricos introduziu novas exigências neste sentido); mas, na verdade, apesar do reconhecimento da importância da qualidade da prescrição para o uso racional de medicamentos, não tem havido qualquer atividade de maior impacto neste elo da cadeia.
DISPENSAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
A dispensação é a atividade de fornecimento e orientação quanto ao uso adequado de medicamentos, correlatos e insumos. Deve ser realizada por farmacêuticos, segundo a legislação vigente, podendo ser feita por outros profissionais apenas em casos excepcionais. Mas, na realidade, a dispensação vem sendo feita no Brasil sem qualquer qualidade e controle. É fato bastante conhecido que os farmacêuticos não estão nas farmácias e hospitais privados, que estão ausentes em muitos serviços públicos de saúde, ficando a dispensação nas mãos de funcionários totalmente despreparados para tal função, que é fundamental para o uso correto dos medicamentos.
O que se vê, fundamentalmente, é a chamada "empurroterapia", uma vez que o medicamento foi reduzido à categoria de uma mercadoria como outra qualquer.
A vigilância sanitária, junto com os conselhos de classe - Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs) - tem um enorme campo de atuação aqui, que hoje está muito aquém do que deveria ser.
Minimamente, no momento da dispensação devem ser avaliados o estado de conservação dos medicamentos, as embalagens, adequação da rotulagem, qualidade da informação veiculada. Em outras palavras, é necessário verificar se o produto está devidamente registrado, se constam os nomes do fabricante e do técnico responsável, se está dentro do prazo de validade, se apresenta algum sinal de deterioração ou adulteração, se está armazenado em embalagens e em condições de luz, temperatura e umidade adequadas, etc.
USO
Este é o último elo da cadeia, mas não o menos importante. Ao contrário, toda a cadeia terapêutica é realizada com o objetivo final do consumo do medicamento pelo usuário, seja para o fabricante - que visa à venda e ao lucro - seja para os profissionais de saúde que, na busca da garantia da saúde da população, podem eventualmente necessitar desta ferramenta (o medicamento), seja, ainda, para o usuário que tem o direito ao acesso ao medicamento, quando este for necessário para a prevenção, recuperação, ou cura de uma doença, ou mesmo no alívio de sintomas.
É bom lembrar, principalmente em sociedades medicalizadas e mercantilizadas como a nossa, que o uso do medicamento nem sempre é o tratamento mais adequado; em diversas situações, há várias alternativas terapêuticas não medicamentosas, como exercícios, relaxamento, fisioterapia, acupuntura, alimentação, etc, que são muitas vezes menosprezadas em função da imagem hipervalorizada que é vendida sobre o medicamento, a de que pode curar todos os males, inclusive os devidos às péssimas condições de vida decorrentes do modelo de desenvolvimento dominante.
Dentro de uma política de saúde que privilegie a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a vigilância em saúde, poderíamos esperar um consumo bem menor de medicamentos, à exceção talvez de vacinas e outros produtos de uso preventivo.
Atividades importantes de vigilância sanitária que podem influenciar o uso de medicamentos, além de todas as que interferem nos elos anteriores, são aquelas ligadas principalmente à educação, à orientação dos consumidores e profissionais, à divulgação de informações sobre todas as alternativas terapêuticas, além do controle das informações divulgadas, quer sejam explicitamente através de propaganda, quer sejam de forma mais sutil através de bulas, de profissionais de saúde mal informados ou não capacitados, etc.
Aqui também há um campo extenso de ação para profissionais de vigilância sanitária, ainda incipiente no Brasil, que é o da farmacoepidemiologia ou Estudos de Utilização de Medicamentos (EUM). Na verdade, sabe-se muito pouco sobre o uso de medicamentos no Brasil, quase não há dados acerca desta questão. A indústria farmacêutica tem tido uma preocupação muito maior com o consumo, por seus interesses mercadológicos, do que o Estado. Apenas recentemente, em 1998, foi aprovada uma política de medicamentos para o país, através da Portaria nº 3.916/98 (ver Soares, 2002).
Para os estudos de utilização de medicamentos é essencial a atuação integrada com a epidemiologia, com os métodos epidemiológicos, tanto para o conhecimento dos dados de morbidade, das causas de mortalidade e de outros indicadores do nível sanitário de uma população, quanto para os dados especificamente relacionados ao uso de medicamentos.
A FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA DE MEDICAMENTOS
A fiscalização é considerada por muitos a atividade principal e mais importante de Vigilância Sanitária, por ser a base da relação entre o produtor e o consumidor, sendo o Poder Público o intermediário na aferição da qualidade dos produtos e serviços prestados. O Poder Público - a União, o Distrito Federal, os Estados e Municípios - tem obrigação legal de, em nome do cidadão, não apenas regulamentar a oferta de produtos mas, também, de exercer a fiscalização e rejeitar produtos que possam trazer danos à sua saúde.
Porém, a fiscalização assume um peso maior nestas ações de Vigilância Sanitária em países como o Brasil, fundamentalmente porque a consciência dos direitos de cidadania é ainda incipiente entre nós, permitindo que distorções absurdas venham ocorrendo impunemente.
O profissional de vigilância sanitária tem poder de polícia administrativa para atuar na fiscalização e, para exercê-lo, conta com a legislação sanitária. A Lei nº 6.437/77 configura as infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções que devem ser aplicadas pela autoridade sanitária.
“Infração sanitária - ação ou omissão que resulte da inobservância dos preceitos da legislação em vigor.”
As infrações classificam-se em leves, graves e gravíssimas, e podem ser punidas com as penalidades de: advertência, multa, apreensão de produto, inutilização de produto, interdição de produto, suspensão de vendas e/ou fabricação de produto, cancelamento de registro de produto, interdição parcial ou total do estabelecimento, proibição de propaganda, cancelamento de autorização para funcionamento de empresa e cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento (Art. 2º).
Quando uma irregularidade é constatada pela autoridade sanitária, esta deve lavrar o auto de infração sanitária (A.I.S.), que é a peça inicial do processo administrativo instaurado para apurar as infrações. O AIS pode ser lavrado no local da infração, ou na sede da repartição competente, pela autoridade sanitária que a houver constatado.
Caso haja diligência (exigência) a ser cumprida, o prazo é de 30 dias após a notificação, que pode ser alterado por motivos de interesse público, através de despacho fundamentado.
Quando houver suspeita de alteração ou fraude, o fiscal sanitário deve interditar o estoque do produto existente no local e lavrar o Auto de Interdição (A.I.), que é assinado pela autoridade, o representante legal da empresa e o detentor do produto, ou seu substituto legal. Na ausência destes, duas testemunhas devem assinar.
A interdição do produto e do estabelecimento como medida cautelar terá a duração necessária para a realização dos testes e análises, não podendo exceder o prazo de 90 dias, findo o qual se dará a liberação automática do produto ou estabelecimento.
O infrator tem direito à defesa. Em caso de discordância com o resultado da análise fiscal condenatória, o infrator pode requerer perícia de contraprova.
perícia de contraprova - é cabível quando a empresa responsável pelo produto condenado discordar do laudo da análise fiscal.
A perícia deve ser realizada no laboratório oficial que expedir o laudo condenatório, com a presença de 3 peritos: aquele que efetuou a análise fiscal, o indicado pela empresa e o indicado pelo órgão fiscalizador.
Não havendo contestação do laudo e nos casos de adulteração ou deterioração flagrantes, o produto deve ser imediatamente inutilizado.
No caso de análise de controle, um laudo condenatório implica no cancelamento do registro do produto e na sua apreensão e inutilização em todo o território nacional; estas medidas são de responsabilidade do MS e somente podem ser efetivadas após a publicação da decisão condenatória irreversível no D.O.U.
É dever do fabricante, garantir a oferta de produtos com qualidade comprovada. É dever do Estado controlar e fiscalizar esta oferta. Assim, é função do trabalhador de vigilância sanitária desenvolver também atividades educativas que visem fortalecer esta consciência da população dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos e consumidores em relação à garantia da sua saúde, para que estes possam também atuar na fiscalização e na cobrança do papel do Estado, dos fabricantes e dos próprios consumidores. No Brasil, são os movimentos de defesa do consumidor que vêm assumindo com destaque, nos últimos anos, este papel. O ideal é ter toda a população vigilante. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) é uma arma fundamental para essa atuação.
EPIDEMIOLOGIA DOS MEDICAMENTOS E FARMACOVIGILÂNCIA
A Farmacoepidemiologia é, como o nome indica, uma aplicação da Epidemiologia ao estudo dos medicamentos. Estuda os determinantes e as conseqüências do consumo de medicamentos, através dos procedimentos normais de Epidemiologia. Este termo surgiu há menos de 20 anos; anteriormente eram chamados de estudos de utilização de medicamentos (EUM).
Alguns autores vêem a Farmacoepidemiologia e a Farmacovigilância como duas faces complementares de uma atividade geral, a da vigilância da vida de um medicamento numa comunidade, que é descrita através de técnicas adequadas, padronizadas e comparáveis.
Como exemplos de estudos farmacoepidemiológicos, podem ser citados:
1)Estudos sobre a oferta de medicamentos;
2)Estudos Quantitativos de Consumo;
3)Estudos sobre a Qualidade do Consumo;
4)Estudos de hábitos de prescrição médica;
5)Estudos de cumprimento da prescrição;
6)Vigilância orientada para problemas.
Já a Farmacovigilância busca identificar e avaliar os efeitos do uso, agudo e crônico, dos tratamentos farmacológicos no conjunto da população ou em subgrupos de pacientes expostos a tratamentos específicos (Tognoni & Laporte,1989). Originalmente era um conjunto de atividades que pretendia estudar tanto os efeitos indesejáveis dos medicamentos, quanto os desejáveis. Mas como os ECC dão uma idéia bem clara da eficácia de um novo produto em indicações precisas, os estudos de farmacovigilância (ou estudos de fase IV) tendem mais a centrar seus objetivos nos efeitos indesejáveis dos medicamentos.
Assim, a Farmacovigilância pós-comercialização passou a ser definida como: “Procedimento posto em andamento após a autorização do registro de um novo medicamento, desenhado para procurar informações sobre o uso real do medicamento para uma determinada indicação, assim como sobre o aparecimento de efeitos indesejáveis. Método para o estudo epidemiológico das reações adversas aos medicamentos” (Last, 1989)
A iatrogenia é fenômeno conhecido e considerado há muito tempo. Diz-se que as R.A. produzidas por medicamentos são tão antigas quanto a sua própria história. Qualquer produto com atividade farmacológica pode potencialmente atuar como remédio ou como veneno. A rápida introdução de fármacos potentes na quimioterapia moderna a partir dos anos 40, que indubitavelmente trouxe muitos benefícios, trouxe também um número crescente de reações adversas aos medicamentos. Mas foi apenas após quase 50 anos de uso que se descobriu que a dipirona podia causar agranulocitose; somente quase 40 anos depois da introdução do AAS se descobriu que podia causar hemorragia gastrintestinal... Foram tragédias como as do dietilenoglicol nos EUA, nos anos 30 e a da talidomida na Europa, em 1961, que fizeram com que os países mudassem suas regulamentações acerca dos medicamentos passando a exigir a comprovação da segurança e da eficácia, com maior rigor.
Nas resoluções adotadas pela Assembléia Mundial da Saúde em 1962 e 1963 também foi apontada a necessidade de um programa para a promoção da segurança e da eficácia dos medicamentos. Após uma série de reuniões e recomendações aos países-membros para estabelecimento de programas de R.A., um grupo de 10 países começou em 1968 um programa-piloto de intercâmbio da informação obtida nos seus sistemas nacionais de farmacovigilância. A partir de 70, o Sistema Internacional de Farmacovigilância da OMS vem impulsionando o estabelecimento de Programas de Notificação Espontânea de R.A. em diversos países, integrados ao Sistema Internacional de Farmacovigilância.
Um Sistema de Farmacovigilância tem como objetivos detectar precocemente reações adversas (R.A.), medir os riscos e identificar os grupos populacionais mais suscetíveis às R.A.
Como exemplos de estratégias e métodos utilizados em Farmacovigilância podemos citar:
a)Estudos para avaliar e quantificar a eficácia de um tratamento sobre a cura ou prevenção de uma doença;
b)Análises das estatísticas vitais para avaliação de efeitos indesejáveis agudos e subagudos relacionados com administração de um medicamento;
c)Monitorização intensiva de pacientes hospitalizados;
d)Notificação voluntária de R.A.
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BRASIL. Lei nº 6.360 de 23 de setembro de 1976 e Decreto 79.094 de 05 de janeiro de 1977, com a redação dada pelo Decreto 793 de 05 de abril de 1993. Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 8.080/90 - Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 8.142/90 - Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências.
BRASIL - Lei nº 8.666/93 – Regulamenta o art. 37,XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.
BRASIL - Lei nº 9.787/99. “Lei dos Genéricos.”
BRASIL - Lei nº 9.782/99. Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências.
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BRASIL. ANVISA. RDC nº 102, de 30 de novembro de 2000, republicada no DOU de 01/06/2001. Aprova o Regulamento sobre propagandas, mensagens publicitárias e promocionais e outras práticas cujo objeto seja a divulgação, promoção ou comercialização de medicamentos de produção nacional ou importados...
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Portaria nº 344 traz novas regras para psicotrópicos e entorpecentes. Pharmacia Brasileira 12: 12-15, jan.-fev. 1999
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Vigilância Sanitária - Coletânea de Atos em Vigor Pertinentes à Atual Legislação Sanitária. Volumes I a VIII. São Paulo: Andrei Editora, 1980.
Vigilância Sanitária. RADIS Tema, nº 23, abr/mai 2002.
A Lei Orgânica de Saúde - que é na realidade o conjunto formado pelas Leis nº 8.080/90 e nº 8.142/90 - regula, em todo o país, as ações e serviços de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) é definido como "o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público " (Lei nº 8.080/90, Art.4°).
É essa mesma Lei que define Vigilância Sanitária:
"um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e
II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. " (Art.6°, § 1°; grifo nosso)
Portanto, dentro do SUS, cabe à Vigilância Sanitária principalmente as funções de regulação e controle, que são de responsabilidade exclusiva do Estado. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) também traz importante suporte jurídico à atuação da vigilância sanitária.
Depois de quase uma década de SUS, em 1999 foi promulgada a Lei nº 9.782/99, em que se definiu o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e se criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA.
O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária compreende, então, o conjunto de ações definido pelo § 1º do art. 6º (citado acima) e pelos arts. 15 a 18 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, executado por instituições da Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que exerçam atividades de regulação, normatização, controle e fiscalização na área de vigilância sanitária.
No Art. 2º da Lei nº 9.782/99 são definidas as competências da União no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária:
“I - definir a política nacional de vigilância sanitária;
II - definir o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
III - normatizar, controlar e fiscalizar produtos, substâncias e serviços de interesse para a saúde;
IV - exercer a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo essa atribuição ser supletivamente exercida pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios;
V - acompanhar e coordenar as ações estaduais, distrital e municipais de vigilância sanitária;
VI - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios;
VII - atuar em circunstâncias especiais de risco à saúde; e
VIII - manter sistema de informações em vigilância sanitária, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.”
O Capítulo II trata da criação e da competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, uma autarquia sob regime especial, vinculada ao Ministério da Saúde, com sede e foro no Distrito Federal, prazo de duração indeterminado e atuação em todo território nacional, caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira.
No Art. 6º define-se a sua finalidade institucional: “promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de fronteiras.”
Para cumpri-la, a ANVISA deverá: coordenar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; fomentar e realizar estudos e pesquisas no âmbito de suas atribuições; estabelecer normas, propor, acompanhar e executar as políticas, as diretrizes e as ações de vigilância sanitária; estabelecer normas e padrões sobre limites de contaminantes, resíduos tóxicos, desinfetantes, metais pesados e outros que envolvam risco à saúde; autorizar o funcionamento de empresas de fabricação, distribuição e importação dos produtos sob sua responsabilidade; conceder registros de produtos, conceder e cancelar o certificado de cumprimento de boas práticas de fabricação; entre tantas outras atribuições.
Além disso, a Agência poderá delegar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a execução de algumas atribuições que lhe são próprias.
As atividades de vigilância epidemiológica e de controle de vetores relativas a portos, aeroportos e fronteiras serão executadas pela Agência, sob orientação técnica e normativa do Ministério da Saúde.
Incumbe, ainda, à Agência, respeitada a legislação em vigor, regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública:
I - medicamentos de uso humano, suas substâncias ativas e demais insumos, processos e tecnologias;
II - alimentos, inclusive bebidas, águas envasadas, seus insumos, suas embalagens, aditivos alimentares, limites de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e de medicamentos veterinários;
III - cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes;
IV - saneantes destinados à higienização, desinfecção ou desinfestação em ambientes domiciliares, hospitalares e coletivos;
V - conjuntos, reagentes e insumos destinados a diagnóstico;
VI - equipamentos e materiais médico-hospitalares, odontológicos e hemoterápicos e de diagnóstico laboratorial e por imagem;
VII - imunobiológicos e suas substâncias ativas, sangue e hemoderivados;
VIII - órgãos, tecidos humanos e veterinários para uso em transplantes ou reconstituições;
IX - radioisótopos para uso diagnóstico in vivo e radiofármacos e produtos radioativos utilizados em diagnóstico e terapia;
X - cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco;
XI - quaisquer produtos que envolvam a possibilidade de risco à saúde, obtidos por engenharia genética, por outro procedimento ou ainda submetidos a fontes de radiação.
Os serviços submetidos ao controle e fiscalização sanitária pela Agência são aqueles voltados para a atenção ambulatorial, seja de rotina ou de emergência, os realizados em regime de internação, os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, bem como aqueles que impliquem a incorporação de novas tecnologias.
Mas há diversos conflitos relativos à concepção e operacionalização do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, como mostra o Relatório Final da I Conferência Nacional de Vigilância Sanitária, realizada em Brasília, de 26 a 30 de novembro de 2001. Estes, entretanto, não serão objeto de análise aqui.
Portanto, como dito na Apresentação, a Vigilância Sanitária de Medicamentos - tema dessa apostila - é apenas uma das categorias de produtos sob regime de controle sanitário; a área de vigilância de produtos é, por sua vez, apenas uma das quatro grandes áreas de abrangência da vigilância sanitária. Mas os medicamentos formam uma categoria muito importante, merecendo toda a nossa atenção e interesse. É fundamental tornarmo-nos críticos e ativos em relação ao uso dos medicamentos não apenas como profissionais do setor saúde mas, também, como consumidores e, principalmente, cidadãos.
No site da ANVISA - www.anvisa.gov.br - pode-se acompanhar o que vem sendo proposto e implementado pela Agência em todas as suas áreas de atuação. No site encontra-se também o Sistema de Legislação em Vigilância Sanitária – Anvisalegis – com acesso rápido, atualizado e interativo às leis que regulamentam essa área.
O QUE É O MEDICAMENTO
A Lei 5991/73, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, em seu Art. 4° define medicamento como: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.
Mas o medicamento é muito mais que um produto farmacêutico; ele deve ser compreendido dentro do contexto histórico, socio-econômico e cultural no qual está inserido e que condiciona a sua utilização.
Assim, nas economias de mercado - como é a nossa - o medicamento é também mercadoria, o que traz uma série de implicações ao seu uso. Dentro do modelo de assistência à saúde excessivamente medicalizado e mercantilizado que se desenvolveu no mundo ocidental moderno, os medicamentos passaram a ocupar um espaço importante no processo saúde/doença, sendo praticamente impossível pensar a prática médica ou a relação médico/paciente hoje, sem a presença desses produtos.
O uso “irracional” dos medicamentos no mundo, agravado nos países sub-desenvolvidos pelas condições sócio-econômicas, pode ser mais bem compreendido pela análise da dimensão simbólica e ideológica do medicamento. São as funções simbólicas, sociais e culturais atribuídas aos medicamentos – talvez mais que suas funções farmacológicas - que os tornam tão populares, tanto entre leigos como entre profissionais da saúde.
Por serem tão largamente consumidos, e considerando-se que o seu uso inadequado ou incorreto pode acarretar até mesmo a morte - uma vez que estes produtos têm atividade farmacológica, toxicidade e efeitos colaterais - é fundamental garantir a sua qualidade, eficácia e segurança, dentro do contexto em que se inserem e na sua dimensão enquanto mercadoria simbólica.
Assim, do ponto de vista social e sanitário, a divulgação de informações sobre os medicamentos - não apenas sobre conhecimentos farmacológicos mas, também, visando à desmistificação de suas representações - tanto para os profissionais quanto para a população em geral, consumidora em potencial, é tão importante quanto a garantia de sua segurança e eficácia, na oferta de produtos de qualidade.
Do ponto de vista da vigilância epidemiológica, o medicamento é um ótimo indicador da situação de saúde de uma população. Esta questão será detalhada no item sobre a Farmacovigilância, mais adiante.
A CADEIA DE VIDA DOS MEDICAMENTOS
Além de trabalhar com uma conceito mais ampliado de medicamento, a Vigilância Sanitária de Medicamentos deve exercer suas atividades de forma mais integradora, considerando todos os aspectos qualitativos e quantitativos relacionados à oferta e ao consumo de medicamentos. Assim, pode-se pensar no medicamento dentro de uma cadeia composta por diversos elos que se articulam e se influenciam:
PESQUISA & DESENVOLVIMENTO (P&D)
PRÉ-REGISTRO
REGISTRO
FABRICAÇÃO
TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
PRESCRIÇÃO
DISPENSAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
USO
P & D
O processo de desenvolvimento de um novo medicamento é muito longo - em média, 10 anos -, complexo e caro. Em geral, entre milhares de moléculas estudadas, apenas uma apresenta potencial para tornar-se um medicamento. Atualmente a engenharia genética e as possibilidades de modelagem por computador estão trazendo grandes modificações a esse processo.
As patentes são uma forma de compensar os investimentos gastos com esta fase, sem qualquer retorno financeiro até que o produto entre no mercado. Para isso são pagos os royalties aos fabricantes que desenvolveram o produto original.
PRÉ-REGISTRO
Ao chegar à chamada Fase III dos experimentos científicos, em que são realizados os Ensaios Clínicos Controlados (ECC) em seres humanos selecionados, o fabricante deve submeter o protocolo de investigação à autoridade sanitária para análise e autorização da pesquisa clínica; os responsáveis pela autorização são os técnicos da ANVISA. Portanto, a atuação da vigilância sanitária começa antes mesmo de o medicamento existir como especialidade farmacêutica no mercado.
REGISTRO
A atividade do registro é a que fundamentalmente determina a oferta de medicamentos em um país, uma vez que para serem comercializados, os produtos necessitam de registro dado pela agência reguladora que, no Brasil é, desde 1999, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, como visto acima.
Mesmo com o processo de descentralização das atividades de vigilância sanitária em curso, o registro de medicamentos continua centralizado em Brasília, onde são feitas as análises dos processos, autorizando sua produção e comercialização e, eventualmente, retirando-os do mercado.
A análise para a concessão, ou não, do registro de medicamentos deve ser feita por profissionais especializados em farmacologia clínica, farmacodinâmica, tecnologia farmacêutica, etc.
Os profissionais da vigilância sanitária que atuam neste nível devem considerar, em primeiro lugar, a relação benefício/risco: "um meio para expressar um julgamento referente ao papel de um fármaco na prática médica, baseado em dados sobre a eficácia e a segurança, junto a considerações sobre a doença na qual ele é empregado. Este conceito pode ser aplicado a um só fármaco ou na comparação entre dois ou mais fármacos utilizados para a mesma indicação" (OMS, 1977).
Ou, em outras palavras, devemos considerar que todos os medicamentos podem trazer benefícios , mas também trazem riscos à saúde. Seu uso só é aceitável se os benefícios forem maiores que os riscos. Dependendo da situação, pode-se aceitar um maior risco; um exemplo é o uso de drogas contra a dor para pacientes terminais; ou, ainda, medicamentos para uso em doenças fatais e incuráveis como é o caso da AIDS.
Além disso, também são considerados critérios importantes para a concessão do registro de um medicamento, em diversos países, o custo e a necessidade.
Vejamos cada um dos critérios:
1. eficácia - é a capacidade de um fármaco produzir os efeitos para os quais foi indicado, num determinado número de pessoas. Está relacionada ao benefício que um medicamento pode trazer, porém deve ser sempre relativizada pelos riscos que seu uso pode acarretar.
A avaliação da eficácia é feita através de estudos em seres humanos, nos chamados ensaios clínicos controlados (ECC) ou estudos de fase III, que devem apresentar definição clara da população estudada, ter grupo controle, ser "randomizados" e apresentar protocolo completo do ECC, com todos os dados relevantes.
2. segurança - Está relacionada aos riscos que um medicamento tem potencialmente, uma vez que não existe fármaco sem efeitos colaterais. Até mesmo os excipientes e aditivos utilizados na fabricação de medicamentos apresentam efeitos colaterais. O que é fundamental, aqui também, é considerar a relação entre os benefícios e os riscos que um determinado produto apresenta.
Para a garantia da segurança, em termos sanitários, é fundamental que se faça uma atividade - ainda praticamente inexistente no Brasil - a farmacovigilância pós-comercialização ou pós-registro que, como o nome diz, acompanha a história do medicamento após a sua entrada no mercado. É a Fase IV dos estudos de medicamentos . É somente após o uso "normal" do medicamento, por populações inteiras, que vão sendo conhecidos os efeitos colaterais de um determinado produto, uma vez que os ensaios clínicos, por suas limitações, não podem detectar efeitos colaterais que ocorrem com uma baixa frequência. Porém, em termos sanitários, um efeito colateral que ocorre, por exemplo, em 1 de cada 100 mil pessoas, é muito importante. Por isto é que pode-se esperar que os medicamentos que estão sendo comercializados há mais tempo apresentem, de um modo geral, uma lista maior de efeitos colaterais e reações adversas.
Um outro fator importante em relação à avaliação da segurança é o de se ter dados produzidos no próprio país em que se quer registrar um medicamento, pois dados de outro país não são totalmente aplicáveis ao nosso, por serem as condições sociais, econômicas, culturais e ambientais muito diversas, afetando os resultados.
3. custo - este critério já vem sendo utilizado em diversos países, mas no Brasil, apesar de ser um aspecto importante , não é considerado quando da concessão do registro. O custo não é só um problema econômico, mas também sanitário, porque os recursos são limitados e são utilizados nas prioridades estabelecidas. Assim, o custo de um tratamento medicamentoso deve ser avaliado em relação aos benefícios que serão alcançados, e não de forma isolada: só se pode admitir um custo alto para um medicamento que tenha eficácia e segurança que realmente o compensem (relação benefício/custo positiva). Desperdícios de recursos com produtos de alto custo e baixo benefício vão certamente afetar o quadro sanitário.
4. necessidade - se o objetivo é alcançar o uso correto e racional de medicamentos, além de exigir a comprovação da sua eficácia, com uma segurança aceitável e a um custo razoável, deve-se pensar em limitar o registro aos produtos que sejam necessários para o atendimento das demandas de saúde da população num dado momento. Dados sobre morbidade são, portanto, fundamentais para a avaliação da necessidade.
Este é um critério já utilizado pelos países nórdicos, que têm um ótimo sistema de vigilância sanitária de medicamentos e de farmacovigilância. No Brasil, porém, onde a falta de recursos financeiros, materiais e humanos é bem mais grave, não há até o momento qualquer preocupação com a necessidade, quando da concessão do registro de um medicamento.
Além da limitação da oferta pelos critérios adotados para o registro, essa pode ter outras normas legais de limitação como, por exemplo, a limitação de prescrição pela classificação dos medicamentos em venda livre, venda sob prescrição, venda com retenção de receita, etc.
Também podem ser feitas normas de limitação de dispensação e uso, como a restrição de medicamentos ao uso hospitalar, entre outras.
Quanto maior a oferta de medicamentos, mais difícil é o seu controle e o seu uso correto: um grande número de medicamentos registrados piora a cadeia terapêutica e o nível sanitário de um país, pois aumenta a confusão no registro, dificulta o controle da fabricação, da distribuição, da prescrição, dispensação e uso, inviabiliza o conhecimento adequado sobre os produtos, dificulta o estabelecimento de prioridades de trabalho, etc.
Por isto é importante haver uma oferta racional. O momento do registro é o primeiro momento para esta seleção da oferta. Quando há excesso de produtos registrados e/ou de qualidade duvidosa, como no caso do Brasil, o saneamento do mercado farmacêutico deveria ser uma prioridade dentro de uma política de assistência farmacêutica e de medicamentos para o país.
FABRICAÇÃO
A Vigilância Sanitária também tem atuação no processo de fabricação de medicamentos. Em primeiro lugar, é a ANVISA quem dá a necessária autorização para o funcionamento das empresas do setor, sejam elas produtoras, distribuidoras, importadoras, exportadoras e/ou transportadoras de medicamentos.
É o nível estadual ou municipal que deve fazer a inspeção farmacêutica para avaliar se a empresa tem condições de se instalar para as atividades a que se propõe. A autoridade estadual dá a licença e a ANVISA homologa a decisão local, concedendo a autorização de funcionamento.
Estima-se a existência de cerca de 600 laboratórios produtores de medicamentos autorizados no país, sendo menos de 20 os laboratórios oficiais, estatais.
Uma vez dada a autorização pela Agência, a empresa pode começar a fabricar seus produtos, que já devem estar previamente registrados, como vimos.
A partir daí, a inspeção farmacêutica deveria ocorrer de tempos em tempos, de forma rotineira, para verificar se as boas práticas de fabricação ("GMP", do inglês, Good Manufacturing Practices) estão sendo seguidas, se o controle de qualidade está sendo feito adequadamente.
"Controle Farmacêutico de Qualidade - conjunto de medidas destinadas a garantir, a qualquer momento, durante o processo de fabricação, a produção de lotes de medicamentos, tendo em vista o atendimento das normas sobre atividade, pureza, teor, eficácia e inocuidade."
A preocupação com o controle da qualidade (CQ) dos produtos começou nas próprias indústrias fabricantes, para evitar ou diminuir as perdas que traziam enormes prejuízos econômicos. O conceito foi evoluindo com as mudanças nas necessidades e demandas dos consumidores para a exigência de sistemas de qualidade voltados para a garantia da saúde do consumidor.
Do ponto de vista da VISA, o CQ é o controle mínimo necessário para garantir a qualidade e a segurança de um produto. O CQ deve atender aos limites de aceitação estabelecidos para se considerar um determinado produto com qualidade satisfatória.
Os fabricantes dos produtos são legalmente responsáveis pela garantia da qualidade dos mesmos. Cabe à ANVISA verificar se os produtores estão fazendo o CQ adequadamente.
Entre as estratégias de avaliação inclui-se a inspeção sanitária. Além de se estabelecer um programa rotineiro de inspeções farmacêuticas, deve-se considerar a necessidade de eventuais inspeções a partir da apuração de alguma denúncia contra um determinado produto de uma empresa, da constatação de fraudes ou de qualquer outro problema que possa ter se originado durante o processo de fabricação.
Para esta intervenção nas empresas, os profissionais de vigilância sanitária devem conhecer tanto de tecnologia farmacêutica, como de legislação sanitária: basicamente a Lei nº 6.360/76 e o Decreto nº 79.094/77 (que a regulamenta), a Lei nº 6.437/77, além das normas de GMP. Também é importante conhecer o Código de Defesa do Consumidor, além de Portarias e demais atos relacionados à questão.
Para atividades de inspeção farmacêutica seria fundamental, ainda, contar com o apoio de um laboratório oficial de controle de qualidade para proceder às análises laboratoriais necessárias. O INCQS/FIOCRUZ é o laboratório de referência nacional do Ministério da Saúde e está capacitado para fazer o CQ de todos os produtos sob vigilância sanitária; o que se tem defendido é o estabelecimento de uma rede de laboratórios com os LACENs (Laboratório Central de Saúde Pública). O laboratório oficial de referência da rede pública no Estado do Rio de Janeiro é o Laboratório Noel Nutels.
TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
No momento do registro, a ANVISA já influencia na distribuição futura dos medicamentos, uma vez que é o MS quem decide, em última análise, se os produtos poderão ser distribuídos livremente ou a quais tipos de restrição estarão sujeitos, como por exemplo, o caso de medicamentos restritos ao uso hospitalar.
A classificação dos medicamentos quanto à venda e prescrição, em venda livre, venda sob prescrição médica (tarja vermelha), tarja vermelha com retenção de receita e tarja preta, para os medicamentos controlados por causarem dependência física ou psíquica também tem influência na distribuição dos produtos e deve estar sendo avaliada.
Além disso, a distribuição de amostra grátis e a divulgação de outras formas de propaganda de medicamentos são regulamentadas pela vigilância sanitária. A Resoluação da Diretoria Colegiada da ANVISA - RDC nº 102 de 2000, republicada no DOU de 01/06/2001 – é a mais nova legislação em vigor. Aprova o regulamento sobre propagandas, mensagens publicitárias e promocionais, além de outras práticas cujo objeto seja a divulgação, promoção ou comercialização de medicamentos de produção nacional ou importados, quaisquer que sejam as formas e meios de sua veiculação. Todas essas normas são necessárias para garantir o acesso dos usuários a medicamentos e a informações de qualidade.
Cabe, então, aos fiscais da vigilância verificar o cumprimento da legislação sanitária e, quando for o caso, aplicar as penalidades previstas em lei. Essas atividades ocorrem basicamente através da inspeção de farmácias e serviços de saúde, quando se busca avaliar se os medicamentos estão sendo corretamente distribuídos, em que condições estão sendo transportados e armazenados, etc. Já a vigilância em relação à publicidade deve ser feita também nos meios de comunicação de massa.
Além da legislação sanitária já citada, incluindo as Portarias que normatizam as restrições de distribuição e venda (Port. de medicamentos de venda livre, Portaria SVS-MS 344/98 que regulamenta substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, reeditada em fevereiro de 1999, entre outras), a Lei nº 5.991/73 é suporte essencial para as ações sobre a prática de comercialização, juntamente com as demais regulamentações que vêm se seguindo.
PRESCRIÇÃO
Legalmente, as questões éticas relacionadas à prescrição são regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina e respectivos Conselhos Regionais. Mas a vigilância sanitária também tem responsabilidade no controle da prescrição, uma vez que esta afeta o consumo dos medicamentos.
Assim, é a ANVISA que normatiza, por exemplo, as condições de venda (venda livre, venda sob prescrição médica,etc.), o preenchimento da prescrição (recentemente a Lei dos Genéricos introduziu novas exigências neste sentido); mas, na verdade, apesar do reconhecimento da importância da qualidade da prescrição para o uso racional de medicamentos, não tem havido qualquer atividade de maior impacto neste elo da cadeia.
DISPENSAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
A dispensação é a atividade de fornecimento e orientação quanto ao uso adequado de medicamentos, correlatos e insumos. Deve ser realizada por farmacêuticos, segundo a legislação vigente, podendo ser feita por outros profissionais apenas em casos excepcionais. Mas, na realidade, a dispensação vem sendo feita no Brasil sem qualquer qualidade e controle. É fato bastante conhecido que os farmacêuticos não estão nas farmácias e hospitais privados, que estão ausentes em muitos serviços públicos de saúde, ficando a dispensação nas mãos de funcionários totalmente despreparados para tal função, que é fundamental para o uso correto dos medicamentos.
O que se vê, fundamentalmente, é a chamada "empurroterapia", uma vez que o medicamento foi reduzido à categoria de uma mercadoria como outra qualquer.
A vigilância sanitária, junto com os conselhos de classe - Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs) - tem um enorme campo de atuação aqui, que hoje está muito aquém do que deveria ser.
Minimamente, no momento da dispensação devem ser avaliados o estado de conservação dos medicamentos, as embalagens, adequação da rotulagem, qualidade da informação veiculada. Em outras palavras, é necessário verificar se o produto está devidamente registrado, se constam os nomes do fabricante e do técnico responsável, se está dentro do prazo de validade, se apresenta algum sinal de deterioração ou adulteração, se está armazenado em embalagens e em condições de luz, temperatura e umidade adequadas, etc.
USO
Este é o último elo da cadeia, mas não o menos importante. Ao contrário, toda a cadeia terapêutica é realizada com o objetivo final do consumo do medicamento pelo usuário, seja para o fabricante - que visa à venda e ao lucro - seja para os profissionais de saúde que, na busca da garantia da saúde da população, podem eventualmente necessitar desta ferramenta (o medicamento), seja, ainda, para o usuário que tem o direito ao acesso ao medicamento, quando este for necessário para a prevenção, recuperação, ou cura de uma doença, ou mesmo no alívio de sintomas.
É bom lembrar, principalmente em sociedades medicalizadas e mercantilizadas como a nossa, que o uso do medicamento nem sempre é o tratamento mais adequado; em diversas situações, há várias alternativas terapêuticas não medicamentosas, como exercícios, relaxamento, fisioterapia, acupuntura, alimentação, etc, que são muitas vezes menosprezadas em função da imagem hipervalorizada que é vendida sobre o medicamento, a de que pode curar todos os males, inclusive os devidos às péssimas condições de vida decorrentes do modelo de desenvolvimento dominante.
Dentro de uma política de saúde que privilegie a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a vigilância em saúde, poderíamos esperar um consumo bem menor de medicamentos, à exceção talvez de vacinas e outros produtos de uso preventivo.
Atividades importantes de vigilância sanitária que podem influenciar o uso de medicamentos, além de todas as que interferem nos elos anteriores, são aquelas ligadas principalmente à educação, à orientação dos consumidores e profissionais, à divulgação de informações sobre todas as alternativas terapêuticas, além do controle das informações divulgadas, quer sejam explicitamente através de propaganda, quer sejam de forma mais sutil através de bulas, de profissionais de saúde mal informados ou não capacitados, etc.
Aqui também há um campo extenso de ação para profissionais de vigilância sanitária, ainda incipiente no Brasil, que é o da farmacoepidemiologia ou Estudos de Utilização de Medicamentos (EUM). Na verdade, sabe-se muito pouco sobre o uso de medicamentos no Brasil, quase não há dados acerca desta questão. A indústria farmacêutica tem tido uma preocupação muito maior com o consumo, por seus interesses mercadológicos, do que o Estado. Apenas recentemente, em 1998, foi aprovada uma política de medicamentos para o país, através da Portaria nº 3.916/98 (ver Soares, 2002).
Para os estudos de utilização de medicamentos é essencial a atuação integrada com a epidemiologia, com os métodos epidemiológicos, tanto para o conhecimento dos dados de morbidade, das causas de mortalidade e de outros indicadores do nível sanitário de uma população, quanto para os dados especificamente relacionados ao uso de medicamentos.
A FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA DE MEDICAMENTOS
A fiscalização é considerada por muitos a atividade principal e mais importante de Vigilância Sanitária, por ser a base da relação entre o produtor e o consumidor, sendo o Poder Público o intermediário na aferição da qualidade dos produtos e serviços prestados. O Poder Público - a União, o Distrito Federal, os Estados e Municípios - tem obrigação legal de, em nome do cidadão, não apenas regulamentar a oferta de produtos mas, também, de exercer a fiscalização e rejeitar produtos que possam trazer danos à sua saúde.
Porém, a fiscalização assume um peso maior nestas ações de Vigilância Sanitária em países como o Brasil, fundamentalmente porque a consciência dos direitos de cidadania é ainda incipiente entre nós, permitindo que distorções absurdas venham ocorrendo impunemente.
O profissional de vigilância sanitária tem poder de polícia administrativa para atuar na fiscalização e, para exercê-lo, conta com a legislação sanitária. A Lei nº 6.437/77 configura as infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções que devem ser aplicadas pela autoridade sanitária.
“Infração sanitária - ação ou omissão que resulte da inobservância dos preceitos da legislação em vigor.”
As infrações classificam-se em leves, graves e gravíssimas, e podem ser punidas com as penalidades de: advertência, multa, apreensão de produto, inutilização de produto, interdição de produto, suspensão de vendas e/ou fabricação de produto, cancelamento de registro de produto, interdição parcial ou total do estabelecimento, proibição de propaganda, cancelamento de autorização para funcionamento de empresa e cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento (Art. 2º).
Quando uma irregularidade é constatada pela autoridade sanitária, esta deve lavrar o auto de infração sanitária (A.I.S.), que é a peça inicial do processo administrativo instaurado para apurar as infrações. O AIS pode ser lavrado no local da infração, ou na sede da repartição competente, pela autoridade sanitária que a houver constatado.
Caso haja diligência (exigência) a ser cumprida, o prazo é de 30 dias após a notificação, que pode ser alterado por motivos de interesse público, através de despacho fundamentado.
Quando houver suspeita de alteração ou fraude, o fiscal sanitário deve interditar o estoque do produto existente no local e lavrar o Auto de Interdição (A.I.), que é assinado pela autoridade, o representante legal da empresa e o detentor do produto, ou seu substituto legal. Na ausência destes, duas testemunhas devem assinar.
A interdição do produto e do estabelecimento como medida cautelar terá a duração necessária para a realização dos testes e análises, não podendo exceder o prazo de 90 dias, findo o qual se dará a liberação automática do produto ou estabelecimento.
O infrator tem direito à defesa. Em caso de discordância com o resultado da análise fiscal condenatória, o infrator pode requerer perícia de contraprova.
perícia de contraprova - é cabível quando a empresa responsável pelo produto condenado discordar do laudo da análise fiscal.
A perícia deve ser realizada no laboratório oficial que expedir o laudo condenatório, com a presença de 3 peritos: aquele que efetuou a análise fiscal, o indicado pela empresa e o indicado pelo órgão fiscalizador.
Não havendo contestação do laudo e nos casos de adulteração ou deterioração flagrantes, o produto deve ser imediatamente inutilizado.
No caso de análise de controle, um laudo condenatório implica no cancelamento do registro do produto e na sua apreensão e inutilização em todo o território nacional; estas medidas são de responsabilidade do MS e somente podem ser efetivadas após a publicação da decisão condenatória irreversível no D.O.U.
É dever do fabricante, garantir a oferta de produtos com qualidade comprovada. É dever do Estado controlar e fiscalizar esta oferta. Assim, é função do trabalhador de vigilância sanitária desenvolver também atividades educativas que visem fortalecer esta consciência da população dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos e consumidores em relação à garantia da sua saúde, para que estes possam também atuar na fiscalização e na cobrança do papel do Estado, dos fabricantes e dos próprios consumidores. No Brasil, são os movimentos de defesa do consumidor que vêm assumindo com destaque, nos últimos anos, este papel. O ideal é ter toda a população vigilante. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) é uma arma fundamental para essa atuação.
EPIDEMIOLOGIA DOS MEDICAMENTOS E FARMACOVIGILÂNCIA
A Farmacoepidemiologia é, como o nome indica, uma aplicação da Epidemiologia ao estudo dos medicamentos. Estuda os determinantes e as conseqüências do consumo de medicamentos, através dos procedimentos normais de Epidemiologia. Este termo surgiu há menos de 20 anos; anteriormente eram chamados de estudos de utilização de medicamentos (EUM).
Alguns autores vêem a Farmacoepidemiologia e a Farmacovigilância como duas faces complementares de uma atividade geral, a da vigilância da vida de um medicamento numa comunidade, que é descrita através de técnicas adequadas, padronizadas e comparáveis.
Como exemplos de estudos farmacoepidemiológicos, podem ser citados:
1)Estudos sobre a oferta de medicamentos;
2)Estudos Quantitativos de Consumo;
3)Estudos sobre a Qualidade do Consumo;
4)Estudos de hábitos de prescrição médica;
5)Estudos de cumprimento da prescrição;
6)Vigilância orientada para problemas.
Já a Farmacovigilância busca identificar e avaliar os efeitos do uso, agudo e crônico, dos tratamentos farmacológicos no conjunto da população ou em subgrupos de pacientes expostos a tratamentos específicos (Tognoni & Laporte,1989). Originalmente era um conjunto de atividades que pretendia estudar tanto os efeitos indesejáveis dos medicamentos, quanto os desejáveis. Mas como os ECC dão uma idéia bem clara da eficácia de um novo produto em indicações precisas, os estudos de farmacovigilância (ou estudos de fase IV) tendem mais a centrar seus objetivos nos efeitos indesejáveis dos medicamentos.
Assim, a Farmacovigilância pós-comercialização passou a ser definida como: “Procedimento posto em andamento após a autorização do registro de um novo medicamento, desenhado para procurar informações sobre o uso real do medicamento para uma determinada indicação, assim como sobre o aparecimento de efeitos indesejáveis. Método para o estudo epidemiológico das reações adversas aos medicamentos” (Last, 1989)
A iatrogenia é fenômeno conhecido e considerado há muito tempo. Diz-se que as R.A. produzidas por medicamentos são tão antigas quanto a sua própria história. Qualquer produto com atividade farmacológica pode potencialmente atuar como remédio ou como veneno. A rápida introdução de fármacos potentes na quimioterapia moderna a partir dos anos 40, que indubitavelmente trouxe muitos benefícios, trouxe também um número crescente de reações adversas aos medicamentos. Mas foi apenas após quase 50 anos de uso que se descobriu que a dipirona podia causar agranulocitose; somente quase 40 anos depois da introdução do AAS se descobriu que podia causar hemorragia gastrintestinal... Foram tragédias como as do dietilenoglicol nos EUA, nos anos 30 e a da talidomida na Europa, em 1961, que fizeram com que os países mudassem suas regulamentações acerca dos medicamentos passando a exigir a comprovação da segurança e da eficácia, com maior rigor.
Nas resoluções adotadas pela Assembléia Mundial da Saúde em 1962 e 1963 também foi apontada a necessidade de um programa para a promoção da segurança e da eficácia dos medicamentos. Após uma série de reuniões e recomendações aos países-membros para estabelecimento de programas de R.A., um grupo de 10 países começou em 1968 um programa-piloto de intercâmbio da informação obtida nos seus sistemas nacionais de farmacovigilância. A partir de 70, o Sistema Internacional de Farmacovigilância da OMS vem impulsionando o estabelecimento de Programas de Notificação Espontânea de R.A. em diversos países, integrados ao Sistema Internacional de Farmacovigilância.
Um Sistema de Farmacovigilância tem como objetivos detectar precocemente reações adversas (R.A.), medir os riscos e identificar os grupos populacionais mais suscetíveis às R.A.
Como exemplos de estratégias e métodos utilizados em Farmacovigilância podemos citar:
a)Estudos para avaliar e quantificar a eficácia de um tratamento sobre a cura ou prevenção de uma doença;
b)Análises das estatísticas vitais para avaliação de efeitos indesejáveis agudos e subagudos relacionados com administração de um medicamento;
c)Monitorização intensiva de pacientes hospitalizados;
d)Notificação voluntária de R.A.
*****
BIBLIOGRAFIA:
ARNAU, J.M. & LAPORTE, J.R. Promoção do Uso Racional de Medicamentos e Preparação de Guias Farmacológicos. In: LAPORTE, J.R. et al. Epidemiologia do Medicamento: princípios gerais. São Paulo-Rio de Janeiro: HUCITEC-ABRASCO, 1989. p. 57-74.
BIRIELL, C. & OLSSON, S. O Programa de Farmacovigilância da OMS. In: LAPORTE, J.R. et al. Epidemiologia do Medicamento: princípios gerais.São Paulo-Rio de Janeiro: HUCITEC-ABRASCO, 1989. p. 153-176.
BRASIL. Lei nº 5.991 de 17 de dezembro de 1973 e Decreto 74.170 de 10 de junho de 1974, com a redação dada pelo Decreto 793 de 05 de abril de 1993. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 6.360 de 23 de setembro de 1976 e Decreto 79.094 de 05 de janeiro de 1977, com a redação dada pelo Decreto 793 de 05 de abril de 1993. Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 8.080/90 - Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 8.142/90 - Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências.
BRASIL - Lei nº 8.666/93 – Regulamenta o art. 37,XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.
BRASIL - Lei nº 9.787/99. “Lei dos Genéricos.”
BRASIL - Lei nº 9.782/99. Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências.
BRASIL/ MS/ SNAS. ABC do SUS: doutrinas e princípios. Brasília, 1990
BRASIL. ANVISA. RDC nº 102, de 30 de novembro de 2000, republicada no DOU de 01/06/2001. Aprova o Regulamento sobre propagandas, mensagens publicitárias e promocionais e outras práticas cujo objeto seja a divulgação, promoção ou comercialização de medicamentos de produção nacional ou importados...
CARVALHO,G.I. & SANTOS,L. SUS. Comentários à Lei Orgânica da Saúde (Lei 8080/90 e Lei 8142/90). São Paulo: HUCITEC, 1992.
CONFERÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Relatório Final da I Conferência. Brasília: ANVISA, 2001.
DIAS, H.P. A responsabilidade pela saúde: aspectos jurídicos. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1995.
FOLLADOR, W. Farmacoepidemiologia: uma ciência aplicada. Infarma 1(3) : 5, 1992.
LAPORTE, J.R. et al. Epidemiologia do Medicamento: princípios gerais. São Paulo-Rio de Janeiro: HUCITEC-ABRASCO, 1989.
MELLO, A.L. et al. Vigilância Sanitária de Medicamentos e Correlatos. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora, 1994.
MS/SNVS/DIMED Boas práticas de fabricação de produtos farmacêuticos. Centro de Documentação do Ministério da Saúde, Brasília, 1983.
OMS - Selección de medicamentos esenciales. Serie de Informes Técnicos # 615, Genebra, 1977.
OMS - Pautas para establecer políticas farmacéuticas nacionales. Genebra, 1988.
OMS - Uso racional: una prioridad general. Boletín de Medicamentos Esenciales 7, 1988.
Portaria nº 344 traz novas regras para psicotrópicos e entorpecentes. Pharmacia Brasileira 12: 12-15, jan.-fev. 1999
SIMÕES, M.J.S. - A importância dos sistemas de farmacovigilância. Infarma 2(5): 14, 1993.
SOARES, J.C.R.S. As políticas de medicamentos e de assistência farmacêutica para o SUS. UFF, Niterói, 2002. (Mimeo)
Vigilância Sanitária - Coletânea de Atos em Vigor Pertinentes à Atual Legislação Sanitária. Volumes I a VIII. São Paulo: Andrei Editora, 1980.
Vigilância Sanitária. RADIS Tema, nº 23, abr/mai 2002.
Sunday, August 26, 2007
O MEDICAMENTO LUMIRACOXIBE (PREXIGE) ESTÁ PROIBIDO NA AUSTRÁLIA
ATUALMENTE O MEDICAMENTO LUMIRACOXIBE (PREXIGE)É UM DOS MAIS RECEITADOS PELOS MÉDICOS ORTOPEDISTAS BRASILEIROS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) requisitou à Novartis e está realizando a revisão de novas informações de segurança relacionadas a eventos adversos hepáticos graves em pacientes que utilizam o Prexige (Lumiracoxibe). Esta ação segue o recente cancelamento do registro do medicamento pela agência australiana Therapeutic Goods Administration (TGA), anunciado anteriormente. O Lumiracoxibe é um antiinflamatório não esteroidal, inibidor seletivo da enzima COX-2, e tem as seguintes indicações aprovadas no Brasil: tratamento da osteoartrite e artrite reumatóide, tratamento da dor aguda e da dismenorréia primária. O medicamento está disponível no mercado brasileiro nas apresentações de 100 mg (embalagens com 20 comprimidos) e 400 mg (embalagens com 4 e 7 comprimidos). Os casos de eventos adversos graves que levaram a agência australiana a cancelar o registro do medicamento envolveram oito notificações de eventos hepáticos, incluindo dois óbitos e dois casos que necessitaram de transplante. As doses utilizadas pelos pacientes eram de 200 mg e 400 mg, para o tratamento de artrite reumatóide e osteoartrite, que requerem o uso prolongado do medicamento. No Brasil, as doses recomendadas para o tratamento em logo prazo são menores que as doses utilizadas na Austrália. O Prexige teve seu registro aprovado no país em julho de 2005, e, desde então, a Anvisa monitora os casos de reações adversas notificados espontaneamente e enviados pelo fabricante. Nos casos brasileiros de eventos adversos hepáticos graves, os pacientes evoluíram com melhora do quadro após a retirada do medicamento, e possuíam outros fatores que contribuíam para o agravamento do dano hepático, tais como, polimedicação e histórico de problemas hepáticos. Em um dos casos recebidos pela farmacovigilância, o paciente apresentou aumento das enzimas hepáticas, com progressão à hepatite, por utilizar a dose incorreta do medicamento (quatro vezes a dose prescrita por seu médico). A bula atual do medicamento cita a possibilidade de eventos adversos hepáticos e ressalta a contraindicação do medicamento em pacientes com comprometimento hepático. Existe também a recomendação de não se utilizar o lumiracoxibe por períodos superiores a 10 dias consecutivos quando utilizado em doses altas (tratamento de dor aguda e dismenorréia). A Anvisa enfatiza a recomendação aos profissionais de saúde de se prescrever o medicamento na menor dose possível e pelo período de tempo mais curto, além de se monitorar a função hepática regularmente. Pacientes que utilizam o lumiracoxibe e apresentarem sintomas como urina escura, icterícia e fraqueza devem procurar os profissionais de saúde responsáveis para avaliar a possibilidade de continuidade do tratamento. Com base nestas informações, a Anvisa acredita que, até o momento, não há motivos para se adotar medidas restritivas à comercialização do Prexige para as indicações e nas doses aprovadas para uso no Brasil. A agência continuará com o monitoramento da segurança do medicamento, e à medida que mais dados de segurança estiverem disponíveis, as medidas cabíveis serão tomadas e comunicadas à sociedade. Na busca pela promoção do uso correto e seguro dos medicamentos, a Gerência de Farmacovigilância divulga essa informação e solicita aos profissionais de saúde que notifiquem a suspeita destas reações adversas (e todas as suspeitas de reação adversa grave a qualquer medicamento ou aquelas que não estejam descritas na bula) por meio do Formulário de Suspeita de Reação Adversa a Medicamentos. Fonte: Informe SNVS/Anvisa/GFARM nº 8, de 17 de agosto de 2007
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) requisitou à Novartis e está realizando a revisão de novas informações de segurança relacionadas a eventos adversos hepáticos graves em pacientes que utilizam o Prexige (Lumiracoxibe). Esta ação segue o recente cancelamento do registro do medicamento pela agência australiana Therapeutic Goods Administration (TGA), anunciado anteriormente. O Lumiracoxibe é um antiinflamatório não esteroidal, inibidor seletivo da enzima COX-2, e tem as seguintes indicações aprovadas no Brasil: tratamento da osteoartrite e artrite reumatóide, tratamento da dor aguda e da dismenorréia primária. O medicamento está disponível no mercado brasileiro nas apresentações de 100 mg (embalagens com 20 comprimidos) e 400 mg (embalagens com 4 e 7 comprimidos). Os casos de eventos adversos graves que levaram a agência australiana a cancelar o registro do medicamento envolveram oito notificações de eventos hepáticos, incluindo dois óbitos e dois casos que necessitaram de transplante. As doses utilizadas pelos pacientes eram de 200 mg e 400 mg, para o tratamento de artrite reumatóide e osteoartrite, que requerem o uso prolongado do medicamento. No Brasil, as doses recomendadas para o tratamento em logo prazo são menores que as doses utilizadas na Austrália. O Prexige teve seu registro aprovado no país em julho de 2005, e, desde então, a Anvisa monitora os casos de reações adversas notificados espontaneamente e enviados pelo fabricante. Nos casos brasileiros de eventos adversos hepáticos graves, os pacientes evoluíram com melhora do quadro após a retirada do medicamento, e possuíam outros fatores que contribuíam para o agravamento do dano hepático, tais como, polimedicação e histórico de problemas hepáticos. Em um dos casos recebidos pela farmacovigilância, o paciente apresentou aumento das enzimas hepáticas, com progressão à hepatite, por utilizar a dose incorreta do medicamento (quatro vezes a dose prescrita por seu médico). A bula atual do medicamento cita a possibilidade de eventos adversos hepáticos e ressalta a contraindicação do medicamento em pacientes com comprometimento hepático. Existe também a recomendação de não se utilizar o lumiracoxibe por períodos superiores a 10 dias consecutivos quando utilizado em doses altas (tratamento de dor aguda e dismenorréia). A Anvisa enfatiza a recomendação aos profissionais de saúde de se prescrever o medicamento na menor dose possível e pelo período de tempo mais curto, além de se monitorar a função hepática regularmente. Pacientes que utilizam o lumiracoxibe e apresentarem sintomas como urina escura, icterícia e fraqueza devem procurar os profissionais de saúde responsáveis para avaliar a possibilidade de continuidade do tratamento. Com base nestas informações, a Anvisa acredita que, até o momento, não há motivos para se adotar medidas restritivas à comercialização do Prexige para as indicações e nas doses aprovadas para uso no Brasil. A agência continuará com o monitoramento da segurança do medicamento, e à medida que mais dados de segurança estiverem disponíveis, as medidas cabíveis serão tomadas e comunicadas à sociedade. Na busca pela promoção do uso correto e seguro dos medicamentos, a Gerência de Farmacovigilância divulga essa informação e solicita aos profissionais de saúde que notifiquem a suspeita destas reações adversas (e todas as suspeitas de reação adversa grave a qualquer medicamento ou aquelas que não estejam descritas na bula) por meio do Formulário de Suspeita de Reação Adversa a Medicamentos. Fonte: Informe SNVS/Anvisa/GFARM nº 8, de 17 de agosto de 2007
Thursday, August 23, 2007
Qualidade de Vida: Asma Tratamento e Prevenção
Asma já atinge 20% da população mundial.
Os números surpreendem: cerca de 20% da população mundial é portadora de asma e, desses, 2,5 mil morrem anualmente só no Brasil. "Embora a doença seja crônica e não tenha ainda um tratamento definitivo, a boa notícia é que hoje o paciente com asma pode levar uma vida com qualidade", esclarece Dra. Marta Guidacci, especialista da rede Amil e coordenadora do Programa de Atendimento ao Paciente Asmático da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Considerada um problema de saúde pública, a patologia tem maior prevalência na infância. "Os principais sintomas são falta de ar, tosse, chiado e aperto no peito. Eles ocorrem como conseqüência da liberação de certas substâncias que determinam a contração dos músculos que envolvem os brônquios, estreitando a passagem e causando dificuldade na respiração", explica a médica. Deflagrada por vários fatores, está freqüentemente ligada a alterações climáticas, poeira, mofo, pólen, cheiros fortes, pêlos de animais, fumo, medicamentos e alimentos.
Diagnóstico e Tratamento - O primeiro passo para combater a asma é o diagnóstico preciso. Para detectar a doença, o paciente passa por uma criteriosa avaliação clínica, seguida de exames complementares. "Podemos lançar mão, de acordo com cada caso, de teste de função pulmonar, radiografia de tórax e exame cutâneo para avaliação da resposta alérgica", esclarece Dra. Marta.
Uma vez confirmado o diagnóstico, inicia-se o tratamento. Cuidados ambientais são muito importantes quando se tem um portador de asma na família. "É necessário estabelecer hábitos que visam evitar as crises. Em casa, devemos manter o ambiente arejado; não fumar; evitar carpetes, tapetes, cortinas e móveis estofados de tecido, que se constituem em depósitos de poeira; entre outros", orienta a médica.
Somado ao controle ambiental, há casos nos quais é necessário utilizar terapia farmacológica, com remédios prescritos e acompanhados pelo médico assistente. Pesquisadores defendem também a adoção de dieta especial. "A limitação de açúcares e leveduras e a ingestão de níveis adequados de vitaminas A, B6, B12, C e de ácidos graxos são algumas das medidas que têm apresentado resultados positivos, porque verificamos no paciente asmático uma diminuição do processo inflamatório e relaxamento da musculatura respiratória", enfatiza Dr. Rafael Machado, do Golden Spa.
Outro recurso para o tratamento da asma é a acupuntura, que oferece bons resultados no tratamento da asma crônica e sub-aguda, diminuindo a intensidade das crises. Dr. Rafael, que é acupunturista, explica que as agulhas são colocadas em pontos específicos que promovem o aumento da circulação sanguínea e a melhoria da capacidade pulmonar. Contudo, ele alerta que a técnica é uma medida complementar, que deve ser indicada pelo médico assistente e aplicada juntamente com os demais cuidados.
SE VOCÊ TEM UM FAMILIAR PORTADOR DE ASMA, CONFIRA ALGUMAS RIENTAÇÕES PARA CONTROLE AMBIENTAL:
- Evite ter em casa carpetes, tapetes, cortinas e móveis estofados de tecidos, que se constituem em depósitos de poeira.
- O colchão e o travesseiro devem ser revestidos com material sintético impermeável (plástico, emborrachado ou napa).
- Não utilize travesseiros de lã, chenile ou roupas desses materiais. Use colcha de piquê ou edredon de algodão. - As paredes do quarto e dos demais cômodos devem ter pintura lavável. Mantenha o quarto bem arejado, evitando o mofo.
- Limpe a casa diariamente, em especial, o quarto, com pano úmido e aspirador de pó. Não utilize vassouras, espanadores e panos secos.
- O paciente não deve permanecer em casa durante a limpeza, nem participar de qualquer atividade a ela relacionada. - Evite o contato com animais de pêlo ou penas, como: cães, gatos e pássaros. Animais de estimação ideais para crianças com alergia são: peixes e tartarugas.
- Evite brinquedos de pano e de pelúcia.
- Mantenha armários e depósitos de brinquedos limpos e arejados.
- Não utilize inseticidas, espirais contra insetos, tintas, desodorantes ambientais e outras substâncias de odor ativo.
- Não fume dentro de casa, evitando assim a exposição da criança.
- Elimine baratas.
- Não utilize vaporisador ou umidificador. Eles estimulam o crescimento de ácaros, fungos e bactérias.
- Tenha vida ao ar livre e pratique esportes.
Os números surpreendem: cerca de 20% da população mundial é portadora de asma e, desses, 2,5 mil morrem anualmente só no Brasil. "Embora a doença seja crônica e não tenha ainda um tratamento definitivo, a boa notícia é que hoje o paciente com asma pode levar uma vida com qualidade", esclarece Dra. Marta Guidacci, especialista da rede Amil e coordenadora do Programa de Atendimento ao Paciente Asmático da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Considerada um problema de saúde pública, a patologia tem maior prevalência na infância. "Os principais sintomas são falta de ar, tosse, chiado e aperto no peito. Eles ocorrem como conseqüência da liberação de certas substâncias que determinam a contração dos músculos que envolvem os brônquios, estreitando a passagem e causando dificuldade na respiração", explica a médica. Deflagrada por vários fatores, está freqüentemente ligada a alterações climáticas, poeira, mofo, pólen, cheiros fortes, pêlos de animais, fumo, medicamentos e alimentos.
Diagnóstico e Tratamento - O primeiro passo para combater a asma é o diagnóstico preciso. Para detectar a doença, o paciente passa por uma criteriosa avaliação clínica, seguida de exames complementares. "Podemos lançar mão, de acordo com cada caso, de teste de função pulmonar, radiografia de tórax e exame cutâneo para avaliação da resposta alérgica", esclarece Dra. Marta.
Uma vez confirmado o diagnóstico, inicia-se o tratamento. Cuidados ambientais são muito importantes quando se tem um portador de asma na família. "É necessário estabelecer hábitos que visam evitar as crises. Em casa, devemos manter o ambiente arejado; não fumar; evitar carpetes, tapetes, cortinas e móveis estofados de tecido, que se constituem em depósitos de poeira; entre outros", orienta a médica.
Somado ao controle ambiental, há casos nos quais é necessário utilizar terapia farmacológica, com remédios prescritos e acompanhados pelo médico assistente. Pesquisadores defendem também a adoção de dieta especial. "A limitação de açúcares e leveduras e a ingestão de níveis adequados de vitaminas A, B6, B12, C e de ácidos graxos são algumas das medidas que têm apresentado resultados positivos, porque verificamos no paciente asmático uma diminuição do processo inflamatório e relaxamento da musculatura respiratória", enfatiza Dr. Rafael Machado, do Golden Spa.
Outro recurso para o tratamento da asma é a acupuntura, que oferece bons resultados no tratamento da asma crônica e sub-aguda, diminuindo a intensidade das crises. Dr. Rafael, que é acupunturista, explica que as agulhas são colocadas em pontos específicos que promovem o aumento da circulação sanguínea e a melhoria da capacidade pulmonar. Contudo, ele alerta que a técnica é uma medida complementar, que deve ser indicada pelo médico assistente e aplicada juntamente com os demais cuidados.
SE VOCÊ TEM UM FAMILIAR PORTADOR DE ASMA, CONFIRA ALGUMAS RIENTAÇÕES PARA CONTROLE AMBIENTAL:
- Evite ter em casa carpetes, tapetes, cortinas e móveis estofados de tecidos, que se constituem em depósitos de poeira.
- O colchão e o travesseiro devem ser revestidos com material sintético impermeável (plástico, emborrachado ou napa).
- Não utilize travesseiros de lã, chenile ou roupas desses materiais. Use colcha de piquê ou edredon de algodão. - As paredes do quarto e dos demais cômodos devem ter pintura lavável. Mantenha o quarto bem arejado, evitando o mofo.
- Limpe a casa diariamente, em especial, o quarto, com pano úmido e aspirador de pó. Não utilize vassouras, espanadores e panos secos.
- O paciente não deve permanecer em casa durante a limpeza, nem participar de qualquer atividade a ela relacionada. - Evite o contato com animais de pêlo ou penas, como: cães, gatos e pássaros. Animais de estimação ideais para crianças com alergia são: peixes e tartarugas.
- Evite brinquedos de pano e de pelúcia.
- Mantenha armários e depósitos de brinquedos limpos e arejados.
- Não utilize inseticidas, espirais contra insetos, tintas, desodorantes ambientais e outras substâncias de odor ativo.
- Não fume dentro de casa, evitando assim a exposição da criança.
- Elimine baratas.
- Não utilize vaporisador ou umidificador. Eles estimulam o crescimento de ácaros, fungos e bactérias.
- Tenha vida ao ar livre e pratique esportes.
Qualidade de vida: Doenças criadas por nós
Segundo a psicóloga americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são
criadas por nós. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem
precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que
precisamos perdoar mais.
A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis
causas:
* AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.*
* ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.*
* APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.*
* ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.*
* ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.*
* ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.*
* BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.*
* CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.*
* COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.*
* DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.*
* DIABETES: Tristeza profunda.*
* DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.*
* DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.*
* ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.*
* FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.*
* FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.*
* GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.*
* HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.*
* HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.*
* INSÔNIA: Medo, culpa.*
* LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.*
* MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.*
* NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.*
* PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.*
* PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.*
* PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.*
* PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro
suficiente.*
* PULMÕES: Medo de absorver a vida.*
* QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.*
* RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.*
* REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.*
* RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.*
* RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.*
* SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.*
* TIREOÍDE: Humilhação.*
* TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.*
* ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.*
* VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado
Curioso, não?
Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos, principalmente
daqueles que escondemos de nós mesmos.
Sugestão:
1. Já encontramos nas locadoras o filme: "Quem somos nós" - que fala de
física quântica e espiritualidade. Ele é lindamente ilustrado e bem fácil de
entendermos o poder dos nossos pensamentos e sentimentos no rumo de nossas
vidas.
2. O filme "The secret" também já disponível em circuitos particulares pode
ser baixado da Net ensina como mudarmos o rumo das nossas vidas, inclusive
em termos de saúde.
3. Bert Hellinger e o perdão
Nas constelações familiares, Bert Hellinger diz que não devemos perdoar ou
pedir perdão e sim assumir a responsabilidade pelos nossos atos. Ele apela
para a lei do dar e receber - que funciona para os bons atos, mas também
para as ofensas.
Segundo as "leis do amor" que regem as constelações familiares sistêmicas -
é importante que o ofensor sinta pelo que fez e o ofendido aceite o que
aconteceu.
Na realidade, parece uma troca de vocábulo: perdoar por aceitar.
Mas que faz muita diferença.
Sabemos e falamos freqüentemente que perdoar é divino.
Mas somos apenas humanos.
Para perdoar é preciso antes de tudo termos julgado e condenado aquele ato -
do outro ou nosso.
E temos o direito de julgar?
Cabe a nós, com a visão limitada da tridimensionalidade, dizer o que é
certo, errado, justo ou não?
Conhecemos o passado mais distante?
Conhecemos as conseqüências do futuro?
Por acaso sabemos quando realmente estamos acertando ou não?
O que é sucesso ou fracasso (como está no curso em milagres)?
É realmente difícil e além do humano perdoar quando estamos com ódio, raiva,
medo... mas aceitar e deixar ir é possível.
A melhor forma de adoecer é ficar na auto-pena - não corrige nem adianta
nada - apenas nos "des...culpamos" (tiramos a culpa), mas o movimento de
mudança não vem.
O melhor meio de atingir nossos objetivos é assumirmos a responsabilidade,
aceitarmos nossas responsabilidades como arquitetos do nosso destino - bom
ou ruim.
E construirmos o futuro que queremos aceitando as coisas como são e
deixando-as ir.
criadas por nós. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem
precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que
precisamos perdoar mais.
A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis
causas:
* AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.*
* ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.*
* APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.*
* ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.*
* ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.*
* ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.*
* BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.*
* CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.*
* COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.*
* DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.*
* DIABETES: Tristeza profunda.*
* DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.*
* DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.*
* ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.*
* FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.*
* FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.*
* GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.*
* HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.*
* HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.*
* INSÔNIA: Medo, culpa.*
* LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.*
* MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.*
* NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.*
* PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.*
* PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.*
* PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.*
* PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro
suficiente.*
* PULMÕES: Medo de absorver a vida.*
* QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.*
* RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.*
* REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.*
* RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.*
* RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.*
* SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.*
* TIREOÍDE: Humilhação.*
* TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.*
* ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.*
* VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado
Curioso, não?
Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos, principalmente
daqueles que escondemos de nós mesmos.
Sugestão:
1. Já encontramos nas locadoras o filme: "Quem somos nós" - que fala de
física quântica e espiritualidade. Ele é lindamente ilustrado e bem fácil de
entendermos o poder dos nossos pensamentos e sentimentos no rumo de nossas
vidas.
2. O filme "The secret" também já disponível em circuitos particulares pode
ser baixado da Net ensina como mudarmos o rumo das nossas vidas, inclusive
em termos de saúde.
3. Bert Hellinger e o perdão
Nas constelações familiares, Bert Hellinger diz que não devemos perdoar ou
pedir perdão e sim assumir a responsabilidade pelos nossos atos. Ele apela
para a lei do dar e receber - que funciona para os bons atos, mas também
para as ofensas.
Segundo as "leis do amor" que regem as constelações familiares sistêmicas -
é importante que o ofensor sinta pelo que fez e o ofendido aceite o que
aconteceu.
Na realidade, parece uma troca de vocábulo: perdoar por aceitar.
Mas que faz muita diferença.
Sabemos e falamos freqüentemente que perdoar é divino.
Mas somos apenas humanos.
Para perdoar é preciso antes de tudo termos julgado e condenado aquele ato -
do outro ou nosso.
E temos o direito de julgar?
Cabe a nós, com a visão limitada da tridimensionalidade, dizer o que é
certo, errado, justo ou não?
Conhecemos o passado mais distante?
Conhecemos as conseqüências do futuro?
Por acaso sabemos quando realmente estamos acertando ou não?
O que é sucesso ou fracasso (como está no curso em milagres)?
É realmente difícil e além do humano perdoar quando estamos com ódio, raiva,
medo... mas aceitar e deixar ir é possível.
A melhor forma de adoecer é ficar na auto-pena - não corrige nem adianta
nada - apenas nos "des...culpamos" (tiramos a culpa), mas o movimento de
mudança não vem.
O melhor meio de atingir nossos objetivos é assumirmos a responsabilidade,
aceitarmos nossas responsabilidades como arquitetos do nosso destino - bom
ou ruim.
E construirmos o futuro que queremos aceitando as coisas como são e
deixando-as ir.
Thursday, August 16, 2007
Qualidade de Vida: Quando o Inverno Chegar
Asma - Quando o Inverno Chegar. Os velhos conceitos de prevenção são melhores tratamentos.
Como em todos os anos, está começando a alta temporada da asma. É no inverno que essa doença inflamatória das vias aéreas que afeta 15 milhões de brasileiros atinge seu pico de incidência - pois a baixa temperatura é um fator desencadeante da angústia respiratória.
É a quinta doença que mais interna no país. Mas não é apenas o tratamento correto da moléstia que pode melhorar a qualidade de vida do asmático. Também a informação pode trazer alívio, porque a asma é uma doença complexa, com muitas faces, muitos mitos e aspectos personalizados para cada doente. Não existe cura para a asma - que tem forte componente constitucional. Mas, com diagnóstico coreto e tratamento adequado, os asmáticos podem ter uma vida normal sem maior comprometimento de sua qualidade de vida.
POR ELAINE BARBOSA
Primeiro, a definição. A asma, também conhecida como bronquite asmática ou bronquite alérgica, é uma doença inflamatória que acomete os pulmões, particularmente os brônquios - e é desencadeada por diversos "gatilhos", como alergias, infecções e aspectos emocionais. A palavra deriva do grego "asthma", que quer dizer arquejante ou sufocante, e é utilizada desde os primórdios dos compêndios médicos. Apesar dos progressos da ciência, a asma ainda é uma doença incurável, recorrente e eventualmente grave - podendo levar à morte. E é cada vez mais forte o consenso de que a medicina não pode atuar sozinha no combate a doença. O conhecimento da doença, não só por parte da vítima como de sua família, é fundamental para seu controle - já que cada doente praticamente tem a "sua" asma. E as crises podem variar de pessoa para pessoa - e uma crise pode ser diferente da outra para um mesmo indivíduo. Conhecendo
na intimidade o que desencadeia as crises, e sabendo lidar com elas com os medicamentos adequados, a asma pode ser bem controlada.
UM FUNDO
ALÉRGICO
Mundialmente, a prevalência da asma triplicou nos últimos 30 anos, segundo a especialista em alergologia, dra. Ana Maria Mendes. É um grande problema de saúde pública. No Brasil, ocorrem, a cada ano, cerca de 2.000 óbitos pela doença. O gasto anual com as internações por asma representa o terceiro maior valor de gastos do SUS - Sistema Único de Saúde, em todo o país, com uma doença específica. Em nosso meio, os custos indiretos da doença, como falta à escola e ao trabalho, além de perda de produtividade, não são bem definidos. Mas certamente são bilionários. Entre todos os gatilhos, há hoje uma evidência considerável de que a alergia é um pré-requisito importante para o desenvolvimento da asma. "Pelo menos 70 a 90% dos asmáticos acima de quatro anos de idade apresentam evidência de alergia por alérgenos ou irritantes presentes no meio ambiente", diz a médica. Por isso, o afastamento dos alérgenos, através de uma variedade de estratégias (ver Box), pode resultar em uma diminuição da hiperatividade brônquica, dos sintomas da asma e da necessidade de medicamentos antiasmáticos. A remoção total de exposição à fumaça do cigarro é uma recomendação essencial.
DE LEVE A GRAVE
A gravidade da asma é estabelecida de acordo com a freqüência dos sintomas e sua intensidade. A asma tem diferentes maneiras de se manifestar - falta de ar, aperto no peito, cansaço, chiados, tosse persistente.
Há várias classificações, baseadas nos diferentes consensos internacionais. Entretanto, recomenda-se o uso da que divide a asma em leve, que representa 60% dos casos, moderada, com 25 a 30% dos casos, e grave, com um total de 5 a 10% dos pacientes.
Leve - Segundo a médica, a asma leve geralmente pode ter sintomas clássicos, como chiado, aperto no peito, falta de ar, tosse. Mas em pequena freqüência (não mais do que uma vez por semana) ou intensidade, e sem que nenhuma destas situações chegue a afetar a vida cotidiana ou o sono do paciente.
Moderada ou média - Nos casos de asma moderada, os sintomas acontecem mais de duas vezes por semana, e durante as crises é necessário o uso de medicamentos mais pesados e até internações. Além disso, os portadores deste tipo de asma apresentam crises noturnas com interrupção do sono.
Grave ou forte - Nas pessoas com asma grave, geralmente os sintomas são contínuos, o que provoca prejuízo nas atividades diárias desses indivíduos. Nas situações de crise, explica a dra. Ana Maria, o doente necessita de internação e uso freqüente de medicamentos sistêmicos.
TRATAMENTO
A adesão ao tratamento é essencial. As maiores causas do controle inadequado da asma e as conseqüentes complicações acontecem devido às falhas ao tomar a medicação prevista e ao utilizar adequadamente os dispositivos de inalação. Basicamente, os medicamentos contra a asma podem ser divididos em dois grupos:
De alívio - são os broncodilatadores que agem relaxando os brônquios, que atuam no momento imediato da crise.
Preventivos - são remédios que atuam na inflamação dos brônquios. Nesse sentido, tratam a causa da asma e devem ser utilizados, em alguns pacientes, até na ausência de sintomas.
Usar medicamentos de um ou outro grupo vai depender do grau da asma. Mas os médicos ressaltam: o tratamento ideal da asma, que é uma doença das vias respiratórias, naturalmente é o inalado - que tem efeito mais rápido, permitindo doses menores. Sprays ou aerossóis - as populares bombinhas - são companheiros inseparáveis dos asmáticos, seja para debelar as crises, seja para atuar na prevenção de novas crises. Sob orientação médica e usadas de maneira correta, as bombinhas, ao contrário de alguns mitos, não fazem mal ao coração.
E podem ser usadas virtualmente por qualquer asmático, sobretudo crianças. Uma recomendação final quanto ao tratamento medicamentoso: os asmáticos não devem sistematicamente repetir receitas anteriores ou que "deram certo" para outras pessoas. A supervisão médica é muito importante.
RAIO-X DA ASMA
Segundo a médica, de uma maneira geral, a asma é ainda mal diagnosticada e não tratada adequadamente em quase todo o mundo. O problema do diagnóstico é que os sintomas da asma ocorrem em muitos outros tipos de condições do pulmão ou coração.
Assim, a história clínica bem detalhada sobre os tipos de sintomas, o que os fazem aparecer, quanto tempo duram, qual seu grau de intensidade e se há padrões reconhecíveis de sintomas é o meio essencial para auxiliar o médico no seu diagnóstico.
A auscultação do tórax, embora seja parte do exame, no caso da asma não é, muitas vezes, relevante para o médico. A ausência de chiados não elimina o diagnóstico de asma. Por outro lado, nem todos os chiados indicam necessariamente a condição de asma - o que torna o diagnóstico da asma um tanto complexo. "Portanto, duas estratégias são necessárias: a educação profissional e os programas educacionais para pacientes, suas famílias e outras pessoas envolvidas no cuidado do asmático. Por outro lado, programas educacionais devem ser desenvolvidos para ensinar técnicas de inalação e também para enfocar a necessidade do reconhecimento e tratamento precoce da asma", lembra a especialista. Embora os sintomas de asma muitas vezes ocorram sem um motivo aparente, eles podem acordar os pacientes, sendo muitas vezes um problema quando as pessoas despertam pela manhã. Acordar à noite com asma significa que ela não está sendo tratada adequadamente.
Completa a dra. Ana Maria: "Não há cura para asma, mas há um excelente tratamento que pode permitir a quase todos os asmáticos uma vida dentro da normalidade. A asma é raramente fatal, mas nos casos de óbito, quase sempre o tratamento foi inadequado ou houve falha em seguir os tratamentos e conselhos médicos. Morrem muito mais pacientes por não receberem tratamento adequado do que o contrário. Em doses, tempo e vias convencionais, as drogas não são lesivas para o paciente", destaca.
Conselhos úteis
Uma vez que a maioria dos casos de asma é alérgica, principalmente na infância, algumas medidas preventivas devem ser tomadas, segundo a dra. Ana Maria:
Morar de preferência em lugares secos, quentes, longe de indústrias que soltem poeiras ou fumaças.
Evitar locais úmidos com poeiras ou mofos (bolores) tais como, porões, adegas, bibliotecas, sótãos, etc.
Não fumar e não ficar em ambientes onde haja fumantes.
Procurar viver ao ar livre e praticar esportes (principalmente natação).
No caso de ter que lidar com poeiras, bolores ou cheiros irritantes (cera, inseticida): usar máscara "tipo pintor" ou improvisar uma com pano úmido (lenço).
Evitar medicamentos que contenham ácido acetil salicílico ou seus derivados.
Alguns pacientes devem evitar a ingestão de alimentos ou bebidas que contenham: corantes amarelos, alaranjados e vermelhos (tartrazina) e conservantes (sulfitos, benzoato de sódio).
Se você tiver asma, tenha sempre em mãos um broncodilatador em spray.
No dormitório, procure sempre:
Dormir em quarto ensolarado e bem ventilado.
Não usar ceras, inseticidas, tintas, perfumes, produtos que exalem cheiros fortes, mesmo quando dentro de armários ou caixas.
Tirar do quarto tudo que possa acumular poeira como: carpetes, tapetes, cortinas, estofados, almofadas, brinquedos de pelúcia, livros. etc.
Usar colchão e travesseiro de preferência de espuma, forrados com capa de plástico impermeável. Não usar colchões e travesseiros de palhas, crina, algodão, etc.
Tirar o colchão do estrado da cama duas vezes por mês e limpar com pano úmido.
Não usar pijamas ou cobertores de lã ou pelos, sem que estejam forrados com capa de tecido impermeável ou plastificados.
No final do verão, lavar ou expor ao sol as roupas guardadas.
Limpar a tela do condicionador de ar a cada 15 dias e trocá-la a cada três meses.
Com relação à criança asmática, recomenda-se:
Considerar a criança asmática como uma criança normal, tanto nas crises de asma como nos intervalos. Dar-lhe amor e afeto constante. Não deixar que durma com os pais, mesmo durante as crises.
Dirigir o interesse da criança para atividades permitidas. É aconselhável, além da prática de esportes, como a natação, a prática de outras atividades que desenvolvam a personalidade da criança.
Evitar excessos de restrições, vigilância, tensões emocionais, castigos físicos e super proteção.
Evitar comentários e preocupações relativos à enfermidade. É importante um ambiente calmo no lar.
Fonte: Revista ABCFARMA Ano 10 - 131 - volume II
Como em todos os anos, está começando a alta temporada da asma. É no inverno que essa doença inflamatória das vias aéreas que afeta 15 milhões de brasileiros atinge seu pico de incidência - pois a baixa temperatura é um fator desencadeante da angústia respiratória.
É a quinta doença que mais interna no país. Mas não é apenas o tratamento correto da moléstia que pode melhorar a qualidade de vida do asmático. Também a informação pode trazer alívio, porque a asma é uma doença complexa, com muitas faces, muitos mitos e aspectos personalizados para cada doente. Não existe cura para a asma - que tem forte componente constitucional. Mas, com diagnóstico coreto e tratamento adequado, os asmáticos podem ter uma vida normal sem maior comprometimento de sua qualidade de vida.
POR ELAINE BARBOSA
Primeiro, a definição. A asma, também conhecida como bronquite asmática ou bronquite alérgica, é uma doença inflamatória que acomete os pulmões, particularmente os brônquios - e é desencadeada por diversos "gatilhos", como alergias, infecções e aspectos emocionais. A palavra deriva do grego "asthma", que quer dizer arquejante ou sufocante, e é utilizada desde os primórdios dos compêndios médicos. Apesar dos progressos da ciência, a asma ainda é uma doença incurável, recorrente e eventualmente grave - podendo levar à morte. E é cada vez mais forte o consenso de que a medicina não pode atuar sozinha no combate a doença. O conhecimento da doença, não só por parte da vítima como de sua família, é fundamental para seu controle - já que cada doente praticamente tem a "sua" asma. E as crises podem variar de pessoa para pessoa - e uma crise pode ser diferente da outra para um mesmo indivíduo. Conhecendo
na intimidade o que desencadeia as crises, e sabendo lidar com elas com os medicamentos adequados, a asma pode ser bem controlada.
UM FUNDO
ALÉRGICO
Mundialmente, a prevalência da asma triplicou nos últimos 30 anos, segundo a especialista em alergologia, dra. Ana Maria Mendes. É um grande problema de saúde pública. No Brasil, ocorrem, a cada ano, cerca de 2.000 óbitos pela doença. O gasto anual com as internações por asma representa o terceiro maior valor de gastos do SUS - Sistema Único de Saúde, em todo o país, com uma doença específica. Em nosso meio, os custos indiretos da doença, como falta à escola e ao trabalho, além de perda de produtividade, não são bem definidos. Mas certamente são bilionários. Entre todos os gatilhos, há hoje uma evidência considerável de que a alergia é um pré-requisito importante para o desenvolvimento da asma. "Pelo menos 70 a 90% dos asmáticos acima de quatro anos de idade apresentam evidência de alergia por alérgenos ou irritantes presentes no meio ambiente", diz a médica. Por isso, o afastamento dos alérgenos, através de uma variedade de estratégias (ver Box), pode resultar em uma diminuição da hiperatividade brônquica, dos sintomas da asma e da necessidade de medicamentos antiasmáticos. A remoção total de exposição à fumaça do cigarro é uma recomendação essencial.
DE LEVE A GRAVE
A gravidade da asma é estabelecida de acordo com a freqüência dos sintomas e sua intensidade. A asma tem diferentes maneiras de se manifestar - falta de ar, aperto no peito, cansaço, chiados, tosse persistente.
Há várias classificações, baseadas nos diferentes consensos internacionais. Entretanto, recomenda-se o uso da que divide a asma em leve, que representa 60% dos casos, moderada, com 25 a 30% dos casos, e grave, com um total de 5 a 10% dos pacientes.
Leve - Segundo a médica, a asma leve geralmente pode ter sintomas clássicos, como chiado, aperto no peito, falta de ar, tosse. Mas em pequena freqüência (não mais do que uma vez por semana) ou intensidade, e sem que nenhuma destas situações chegue a afetar a vida cotidiana ou o sono do paciente.
Moderada ou média - Nos casos de asma moderada, os sintomas acontecem mais de duas vezes por semana, e durante as crises é necessário o uso de medicamentos mais pesados e até internações. Além disso, os portadores deste tipo de asma apresentam crises noturnas com interrupção do sono.
Grave ou forte - Nas pessoas com asma grave, geralmente os sintomas são contínuos, o que provoca prejuízo nas atividades diárias desses indivíduos. Nas situações de crise, explica a dra. Ana Maria, o doente necessita de internação e uso freqüente de medicamentos sistêmicos.
TRATAMENTO
A adesão ao tratamento é essencial. As maiores causas do controle inadequado da asma e as conseqüentes complicações acontecem devido às falhas ao tomar a medicação prevista e ao utilizar adequadamente os dispositivos de inalação. Basicamente, os medicamentos contra a asma podem ser divididos em dois grupos:
De alívio - são os broncodilatadores que agem relaxando os brônquios, que atuam no momento imediato da crise.
Preventivos - são remédios que atuam na inflamação dos brônquios. Nesse sentido, tratam a causa da asma e devem ser utilizados, em alguns pacientes, até na ausência de sintomas.
Usar medicamentos de um ou outro grupo vai depender do grau da asma. Mas os médicos ressaltam: o tratamento ideal da asma, que é uma doença das vias respiratórias, naturalmente é o inalado - que tem efeito mais rápido, permitindo doses menores. Sprays ou aerossóis - as populares bombinhas - são companheiros inseparáveis dos asmáticos, seja para debelar as crises, seja para atuar na prevenção de novas crises. Sob orientação médica e usadas de maneira correta, as bombinhas, ao contrário de alguns mitos, não fazem mal ao coração.
E podem ser usadas virtualmente por qualquer asmático, sobretudo crianças. Uma recomendação final quanto ao tratamento medicamentoso: os asmáticos não devem sistematicamente repetir receitas anteriores ou que "deram certo" para outras pessoas. A supervisão médica é muito importante.
RAIO-X DA ASMA
Segundo a médica, de uma maneira geral, a asma é ainda mal diagnosticada e não tratada adequadamente em quase todo o mundo. O problema do diagnóstico é que os sintomas da asma ocorrem em muitos outros tipos de condições do pulmão ou coração.
Assim, a história clínica bem detalhada sobre os tipos de sintomas, o que os fazem aparecer, quanto tempo duram, qual seu grau de intensidade e se há padrões reconhecíveis de sintomas é o meio essencial para auxiliar o médico no seu diagnóstico.
A auscultação do tórax, embora seja parte do exame, no caso da asma não é, muitas vezes, relevante para o médico. A ausência de chiados não elimina o diagnóstico de asma. Por outro lado, nem todos os chiados indicam necessariamente a condição de asma - o que torna o diagnóstico da asma um tanto complexo. "Portanto, duas estratégias são necessárias: a educação profissional e os programas educacionais para pacientes, suas famílias e outras pessoas envolvidas no cuidado do asmático. Por outro lado, programas educacionais devem ser desenvolvidos para ensinar técnicas de inalação e também para enfocar a necessidade do reconhecimento e tratamento precoce da asma", lembra a especialista. Embora os sintomas de asma muitas vezes ocorram sem um motivo aparente, eles podem acordar os pacientes, sendo muitas vezes um problema quando as pessoas despertam pela manhã. Acordar à noite com asma significa que ela não está sendo tratada adequadamente.
Completa a dra. Ana Maria: "Não há cura para asma, mas há um excelente tratamento que pode permitir a quase todos os asmáticos uma vida dentro da normalidade. A asma é raramente fatal, mas nos casos de óbito, quase sempre o tratamento foi inadequado ou houve falha em seguir os tratamentos e conselhos médicos. Morrem muito mais pacientes por não receberem tratamento adequado do que o contrário. Em doses, tempo e vias convencionais, as drogas não são lesivas para o paciente", destaca.
Conselhos úteis
Uma vez que a maioria dos casos de asma é alérgica, principalmente na infância, algumas medidas preventivas devem ser tomadas, segundo a dra. Ana Maria:
Morar de preferência em lugares secos, quentes, longe de indústrias que soltem poeiras ou fumaças.
Evitar locais úmidos com poeiras ou mofos (bolores) tais como, porões, adegas, bibliotecas, sótãos, etc.
Não fumar e não ficar em ambientes onde haja fumantes.
Procurar viver ao ar livre e praticar esportes (principalmente natação).
No caso de ter que lidar com poeiras, bolores ou cheiros irritantes (cera, inseticida): usar máscara "tipo pintor" ou improvisar uma com pano úmido (lenço).
Evitar medicamentos que contenham ácido acetil salicílico ou seus derivados.
Alguns pacientes devem evitar a ingestão de alimentos ou bebidas que contenham: corantes amarelos, alaranjados e vermelhos (tartrazina) e conservantes (sulfitos, benzoato de sódio).
Se você tiver asma, tenha sempre em mãos um broncodilatador em spray.
No dormitório, procure sempre:
Dormir em quarto ensolarado e bem ventilado.
Não usar ceras, inseticidas, tintas, perfumes, produtos que exalem cheiros fortes, mesmo quando dentro de armários ou caixas.
Tirar do quarto tudo que possa acumular poeira como: carpetes, tapetes, cortinas, estofados, almofadas, brinquedos de pelúcia, livros. etc.
Usar colchão e travesseiro de preferência de espuma, forrados com capa de plástico impermeável. Não usar colchões e travesseiros de palhas, crina, algodão, etc.
Tirar o colchão do estrado da cama duas vezes por mês e limpar com pano úmido.
Não usar pijamas ou cobertores de lã ou pelos, sem que estejam forrados com capa de tecido impermeável ou plastificados.
No final do verão, lavar ou expor ao sol as roupas guardadas.
Limpar a tela do condicionador de ar a cada 15 dias e trocá-la a cada três meses.
Com relação à criança asmática, recomenda-se:
Considerar a criança asmática como uma criança normal, tanto nas crises de asma como nos intervalos. Dar-lhe amor e afeto constante. Não deixar que durma com os pais, mesmo durante as crises.
Dirigir o interesse da criança para atividades permitidas. É aconselhável, além da prática de esportes, como a natação, a prática de outras atividades que desenvolvam a personalidade da criança.
Evitar excessos de restrições, vigilância, tensões emocionais, castigos físicos e super proteção.
Evitar comentários e preocupações relativos à enfermidade. É importante um ambiente calmo no lar.
Fonte: Revista ABCFARMA Ano 10 - 131 - volume II
Wednesday, August 15, 2007
Farmácias funcionando como "postos de saúde avançados"
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai permitir que farmácias e drogarias passem a prestar serviços que já são desenvolvidos em postos de saúde, como inalação, aferição de pressão, glicemia capilar e temperatura corporal. A medida poderá possibilitar que esses estabelecimentos tornem-se “postos de saúde avançados” com a supervisão de farmacêuticos.
De acordo com o fiscal do CRF (Conselho Regional de Farmácia), Racib Panage Harb, a Lei Federal 5.991 faculta que as farmácias e drogarias mantenham o serviço de aplicação de injeções sob a responsabilidade de um farmacêutico ou técnico habilitado. Esses serviços serão regulamentados através de uma resolução, após a conclusão da consulta publica que está sendo feita pela Anvisa até dia 10 de setembro.
Além de poder fazer esses serviços que é de interesse de muitas farmácias, os farmacêuticos, se desejarem poderão, estreitar um diálogo entre o paciente e o médico, como já fazem hoje as farmácias de manipulação, o chamado “acompanhamento farmacoterapêutico”.
De acordo com Racib, a consulta publica que está sendo feita, vai criar o Regulamento Técnico de Boas Práticas Farmacêuticas. Caso a proposta seja consolidada, alimentos como chicletes, balas, biscoitos, cartões telefônicos, pilhas e filmes fotográficos não poderão mais ser vendidos nas farmácias.
“Poderão ser vendidos somente produtos que tenham relação direta com a saúde da população, tais como medicamentos, perfumaria, produtos de higiene pessoal e alimentos direcionados a tratamentos, ou que tragam benefícios à saúde, incluindo os de dieta”, disse Racib. Ele alerta que a venda de produtos como doces, bijuterias, bolças, sandálias e biscoitos descaracteriza a atividade desses estabelecimentos. A participação da consulta pública É feita pela internet, no endereço: [www.anvisa.gov.br].
De acordo com o fiscal do CRF (Conselho Regional de Farmácia), Racib Panage Harb, a Lei Federal 5.991 faculta que as farmácias e drogarias mantenham o serviço de aplicação de injeções sob a responsabilidade de um farmacêutico ou técnico habilitado. Esses serviços serão regulamentados através de uma resolução, após a conclusão da consulta publica que está sendo feita pela Anvisa até dia 10 de setembro.
Além de poder fazer esses serviços que é de interesse de muitas farmácias, os farmacêuticos, se desejarem poderão, estreitar um diálogo entre o paciente e o médico, como já fazem hoje as farmácias de manipulação, o chamado “acompanhamento farmacoterapêutico”.
De acordo com Racib, a consulta publica que está sendo feita, vai criar o Regulamento Técnico de Boas Práticas Farmacêuticas. Caso a proposta seja consolidada, alimentos como chicletes, balas, biscoitos, cartões telefônicos, pilhas e filmes fotográficos não poderão mais ser vendidos nas farmácias.
“Poderão ser vendidos somente produtos que tenham relação direta com a saúde da população, tais como medicamentos, perfumaria, produtos de higiene pessoal e alimentos direcionados a tratamentos, ou que tragam benefícios à saúde, incluindo os de dieta”, disse Racib. Ele alerta que a venda de produtos como doces, bijuterias, bolças, sandálias e biscoitos descaracteriza a atividade desses estabelecimentos. A participação da consulta pública É feita pela internet, no endereço: [www.anvisa.gov.br].
Tuesday, August 14, 2007
Qualidade no Relacionamento Humano
O Poder do Afeto
A falta de tato para resolver conflitos e tratar de assuntos com pessoas que têm idéias opostas, tem sido responsável por muitos desentendimentos e dissabores nos relacionamentos.
Por vezes, um problema que poderia ser facilmente resolvido, cria sérios rompimentos por causa da falta de jeito dos antagonistas.
O afeto, usado com sabedoria é uma ferramenta poderosa, mas pouco usada pela maioria dos indivíduos.
O mais comum tem sido a violência, a agressividade, a intolerância.
Existem pessoas que não gostam de mostrar sua intimidade e se escondem sob um véu de sisudez, com ares de poucos amigos, na tentativa de evitar aproximações que deixem expostas suas fragilidades.
São como os caramujos, os tatus, as tartarugas e outros semelhantes.
Ao se sentirem ameaçados, escondem-se em suas carapaças naturais, e não deixam à mostra nenhuma de suas partes vulneráveis.
A propósito, você já tentou alguma vez retirar, à força, de seu esconderijo, um desses animaizinhos?
Seria uma tentativa fracassada, a menos que você não se importe em dilacerar o corpo do seu oponente.
No caso da tartaruga, por exemplo, quanto mais você tentar, com violência, retirála do casco, mais ela irá se encolher para sobreviver.
Mas, se você a colocar num lugar aconchegante, caloroso, que inspire confiança, ela sairá naturalmente.
Assim também acontece com os seres humanos. Se em vez da força se usar o afeto, o aconchego, a ternura, a pessoa naturalmente de desarma e se deixa envolver.
Às vezes a pessoa chega prevenida contra tudo e contra todos e se desarma ao simples contato com um sorriso franco ou um abraço afetuoso.
Mas, se ao invés disso encontra pessoas também predispostas à agressão, ao conflito, as coisas ficam ainda piores.
Como a convivência com outros indivíduos é uma realidade da qual não podemos fugir, precisamos aprender a lidar uns com os outros com sabedoria e sem desgastes.
A força nunca foi e nunca será a melhor alternativa, além de causar sérios prejuízos à vida de relação.
Portanto, criar relacionamentos harmônicos é uma arte que precisa ser cultivada e levada a sério.
Mas para isso é preciso que pelo menos uma das partes o queira e o faça.
E se uma das partes quiser, por mais que a outra esteja revestida de uma proteção semelhante à de um porco-espinho, ninguém sairá ferido e o relacionamento terá êxito.
Basta lembrar dessa regra bem simples, mas eficaz: em vez da força, o afeto. E tudo se resolve sem desgastes.
...............
De tudo o que fazemos na vida ficam apenas algumas lições:
A certeza de que estamos todos em processo de aprendizagem...
A convicção de que precisamos uns dos outros...
A certeza de que não podemos deter o passo...
A confiança no poder de renovação do ser humano.
Portanto, devemos aproveitar as adversidades para cultivar virtudes.
Fazer dos tropeços um passo de dança.
Do medo um desafio.
Dos opositores, amigos.
E retirar, de todas as circunstâncias, lições para ser feliz.
A falta de tato para resolver conflitos e tratar de assuntos com pessoas que têm idéias opostas, tem sido responsável por muitos desentendimentos e dissabores nos relacionamentos.
Por vezes, um problema que poderia ser facilmente resolvido, cria sérios rompimentos por causa da falta de jeito dos antagonistas.
O afeto, usado com sabedoria é uma ferramenta poderosa, mas pouco usada pela maioria dos indivíduos.
O mais comum tem sido a violência, a agressividade, a intolerância.
Existem pessoas que não gostam de mostrar sua intimidade e se escondem sob um véu de sisudez, com ares de poucos amigos, na tentativa de evitar aproximações que deixem expostas suas fragilidades.
São como os caramujos, os tatus, as tartarugas e outros semelhantes.
Ao se sentirem ameaçados, escondem-se em suas carapaças naturais, e não deixam à mostra nenhuma de suas partes vulneráveis.
A propósito, você já tentou alguma vez retirar, à força, de seu esconderijo, um desses animaizinhos?
Seria uma tentativa fracassada, a menos que você não se importe em dilacerar o corpo do seu oponente.
No caso da tartaruga, por exemplo, quanto mais você tentar, com violência, retirála do casco, mais ela irá se encolher para sobreviver.
Mas, se você a colocar num lugar aconchegante, caloroso, que inspire confiança, ela sairá naturalmente.
Assim também acontece com os seres humanos. Se em vez da força se usar o afeto, o aconchego, a ternura, a pessoa naturalmente de desarma e se deixa envolver.
Às vezes a pessoa chega prevenida contra tudo e contra todos e se desarma ao simples contato com um sorriso franco ou um abraço afetuoso.
Mas, se ao invés disso encontra pessoas também predispostas à agressão, ao conflito, as coisas ficam ainda piores.
Como a convivência com outros indivíduos é uma realidade da qual não podemos fugir, precisamos aprender a lidar uns com os outros com sabedoria e sem desgastes.
A força nunca foi e nunca será a melhor alternativa, além de causar sérios prejuízos à vida de relação.
Portanto, criar relacionamentos harmônicos é uma arte que precisa ser cultivada e levada a sério.
Mas para isso é preciso que pelo menos uma das partes o queira e o faça.
E se uma das partes quiser, por mais que a outra esteja revestida de uma proteção semelhante à de um porco-espinho, ninguém sairá ferido e o relacionamento terá êxito.
Basta lembrar dessa regra bem simples, mas eficaz: em vez da força, o afeto. E tudo se resolve sem desgastes.
...............
De tudo o que fazemos na vida ficam apenas algumas lições:
A certeza de que estamos todos em processo de aprendizagem...
A convicção de que precisamos uns dos outros...
A certeza de que não podemos deter o passo...
A confiança no poder de renovação do ser humano.
Portanto, devemos aproveitar as adversidades para cultivar virtudes.
Fazer dos tropeços um passo de dança.
Do medo um desafio.
Dos opositores, amigos.
E retirar, de todas as circunstâncias, lições para ser feliz.
Sunday, August 12, 2007
" Boas Praticas Farmacêuticas" dá dicas sobre Oportunidades de empregos
VENDEDOR EXTERNO - SEGMENTO DE MEDICAMENTOS
Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas externas. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Só aceitaremos candidatos que residam nos locais das vagas abertas (Angra, Itaperuna e Rio das Ostras). Oferecemos: Registro em carteira; Salário (mínimo garantido) - comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência; Benefícios de compras internas; Convênio farmácia; Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Angra dos Reis; Itaperuna; Rio das Ostras. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para recrutamento@prospermed.com.br
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CVRD
Até 16 de setembro, estarão abertas as inscrições para o Programa de Estágios 2007 da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Serão aproximadamente 500 vagas para estudantes de nível técnico e superior no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Sergipe e Bahia. Para os universitários, são oferecidas vagas em 50 cursos diferentes, dentre os quais Administração, Agronomia, Análise de Sistemas, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Comércio Exterior, Computação e cursos de informática, Comunicação Social, Contabilidade, Curso de informática, Direito, Economia, Engenharia, Marketing, Jornalismo, Letras, Relações Internacionais, entre outros. Para o nível técnico, as vagas são para cerca de 30 cursos, tais como Administração, Agropecuária, Automação, Contabilidade, Edificações e Estrada, Elétrica, Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Enfermagem, Gestão de negócios, Informática, Instrumentação, Manutenção de equipamentos, Mecânica, Química, Segurança do Trabalho, Turismo, entre outros. Nesta edição há oportunidades para estudantes tecnólogos das áreas de Gestão de Qualidade, Meio Ambiente, Secretariado Executivo e Segurança. Além da bolsa auxílio mensal (que varia de R$ 350 a R$ 780), os selecionados têm assistência médica, seguro de vida, vale-transporte e vale-alimentação. Este último somente quando a unidade pretendida para o estágio não contar com refeitório. O vale-transporte também só será concedido quando não houver transporte oferecido pela CVRD. A carga horária varia entre 4, 6 e 8 horas, dependendo da função. Para participar do processo seletivo, os universitários devem estar a dois anos da conclusão do curso. Nível avançado em inglês e bons conhecimentos de informática são desejáveis. Para os candidatos de nível técnico, a única exigência é estar a um ano de concluir o curso. Serviço: Inscrições: de 13 de agosto a 16 de setembro de 2007. Como se inscrever: no site www.cvrd.com.br
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TÉCNICO AMBIENTAL
Empresa de engenharia e aero-levantamentos procura técnico ambiental para atual em trabalhos de campo com base em Vassouras - RJ e Juiz de Fora - MG, no setor de GASODUTOS. Contato: gabardo@esteio.com.br
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FARMACIA
Estou com oportunidade de emprego para Analista de Validação Pleno. Requisitos: Graduado em Farmácia; Experiência mínima de 3 anos na função. Habilidades: Experiência em qualificação de equipamentos, sistema de água e HVAC. Experiência em injetáveis. Revisão do plano mestre de validação. Elaboração e revisão do cronograma anual de validação. Elaboração e revisão de procedimentos operacionais (POP's). Avaliação dos relatórios de desvios e auxiliar no processo investigativo. Conhecimento de BPF/GMP. Desejável ter curso de extensão em validação. Inglês Técnico. Local de trabalho: Campos dos Goytacazes (Indústria de grande porte multinacional). Interessados, favor enviar currículos para cadastrorecrutamento@yahoo.com.br
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VENDEDOR EXTERNO - SEGMENTO DE MEDICAMENTOS
Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas, independente do segmento, mas que queiram se desenvolver profissionalmente e tenham disponibilidade para trabalhar em rotas. Fundamental ter boa negociação e relacionamento para atender a carteira de clientes já cadastrada como também conquistar novos. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, alguma experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Oferecemos: Registro em carteira. Salário (mínimo garantido) - comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência. Benefícios de compras internas. Convênio farmácia. Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Barra Mansa; Volta Redonda. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para rh@prospermed.com.br
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ENGENHEIRO DE PRODUTO - ARREFECIMENTO DE MOTORES
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO DE PRODUTO - VIBRAÇÃO OU ACÚSTICA
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO DE PRODUTO - TESTE DE MOTORES
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO PRODUTO - VEICULOS ESPECIAIS
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO HOMOLOGAÇÃO JUNTO AOS ORGÃOS CERTIFICADORES
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO PRODUTO - ACAB. INTERNO CABINA
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva com. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO PRODUTO - CHASSI
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva com. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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SUPERVISOR DE MATERIAIS
A Hares RH Consultoria está assessorando seu cliente, empresa do segmento de offshore na seleção de: Requisitos: Ensino superior completo em Engenharia de Produção, Administração ou áreas afins. Vivência anterior no segmento de OFFSHORE. Experiência mínima de 5 anos em controle de estoque, movimentação de materiais e almoxarifado. Conhecimentos em importação/exportação. Inglês avançado. Local de trabalho: Macaé (RJ). Os candidatos interessados devem enviar currículos (urgente) para comercial@haresrh.com.br; com o assunto "Materiais", indicando a pretensão salarial.
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VENDEDOR (A) EXTERNO (A)
Assessorando nosso cliente, buscamos: Só serão análisados os currículos que preencherem os requisitos abaixo. Requisito: Oriundo de Indústria Farmacêutica. Vivência em vendas de produtos cirúrgicos ortopédicos, com carteira de clientes e veículo próprio disponível. Local de atuação: Petrópolis/Teresópolis. Experiência: 2 anos de experiência. Obs: No assunto do e-mail colocar "VENDEDOR EXTERNO" e encaminhar para o e-mail pedroaugusto@elloselecao.com.br
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ANALISTA QUÍMICO JR
Indústria de grande porte localizada em Petrópolis contrata: Possuir 1 ano de experiência na função ou como Aux. Laboratório; Indispensável formação Técnica em Química; Morar em Petrópolis; Habilidade com Análises Fisico-químicas e microbiológicas; Empresa oferece salário de R$ 1.095,00 + benefícios (Vt + alimentação no local + Plano de saúde + seguro de vida + Cartão Alimentação). Os interessados que estiverem dentro do perfil devem enviar cv para fffernandes@ativaassessoria.com.br colocando o nome da vaga no assunto.
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ANALISTA DE QUALIDADE E PROCESSOS DE PRODUÇÃO
Indústria de grande porte localizada em Petrópolis contrata: Possuir 2 anos de experiência na função em Indústrias; Indispensável nível superior (Administração ou Engenharia); Morar em Petrópolis; Experiência: Participação efetiva na implantação de Sistemas de Gestão baseados nas normas ISO 9000 e ISO 14000; Conhecimento básico dos Sistemas de Gestão baseados nas normas ISO 22000, OHSAS 18000 e SA 8000 (responsabilidade social); prática nas ferramentas da qualidade (Pareto, Ishikawa, planos de ação), indicadores de desempenho, PDCA entre outras. Empresa oferece salário entre R$ 2.200,00 a R$ 2.400,00 + benefícios (Vt + alimentação no local + Plano de saúde + seguro de vida + Cartão Alimentação). Os interessados que estiverem dentro do perfil devem enviar cv para fffernandes@ativaassessoria.com.br colocando o nome da vaga no assunto.
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ANALISTA DE VALIDAÇÃO
Laboratório Localizado na Região Serrana, seleciona com urgência: Graduado em Farmácia ou engenharia de produção; Necessário residir próximo da região; Inglês técnico; Domínio pacote office; Experiência mínima de 1 ano com processos de validação, normas técnicas de
controle de qualidade e produção farmacêutica. Encaminhar currículos atualizados com pretensão salarial para: siahtcon@terra.com.br aos cuidados de Cláudia Medeiros colocando no assunto: analista de validação
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PROGRAMA TRAINEE SEARA
O que é o Programa Trainee Seara?
O Programa Trainee Seara é uma ação de educação continuada que tem como objetivo formar os futuros líderes da organização. Para tanto, se propõe a desenvolver universitários recém-formados em suas competências técnicas e comportamentais.
O que a Seara oferece:
Salário de Admissão - R$ 2.200,00 depois de 6 meses - R$ 2.500,00. Participação nos Resultados - PPR. Treinamento estruturado. Previdência Privada. Assistência Médica e Seguro de Vida. Auxílio-alimentação. Vale Transporte ou ônibus da empresa. Programa de Desenvolvimento.
O Programa Trainee SEARA tem duração de 12 meses e acontecerá no período de janeiro a dezembro.
Durante este período o trainee passará por três Programas de Treinamento:
1) Programa de Integração - Refere-se a todas as ações necessárias ao conhecimento da empresa, objetivando facilitar o entendimento sobre o negócio, bem como sua cultura e valores.
2) Programa de Treinamento On The Job - objetiva proporcionar a aquisição de uma visão completa da área na qual o trainee irá atuar. O Programa prevê rodízio em diferentes áreas. Este rodízio será direcionado para sua área de atuação.
3) Programa de Desenvolvimento das Competências Técnicas e Comportamentais - programa modular cujo objetivo é estimular o autodesenvolvimento do participante.
Ao término do programa o trainee deverá apresentar seu Projeto Final, o qual deverá estar voltado para o negócio da empresa impactando o resultado da Companhia.
Avaliação e Acompanhamento.
Ao longo do Programa o trainee será acompanhado por um coach - um gestor da empresa que terá foco no processo de desenvolvimento do trainee.
Além disso o trainee terá o seu desenvolvimento monitorado das seguintes formas:
- Avaliações formais. Estas avaliações contemplarão aspectos técnicos e comportamentais. Serão três avaliações ao longo do ano
- Acompanhamento com ênfase no aspecto técnico e acompanhamento voltado ao desenvolvimento das potencialidades do trainee.
Perfil desejado:
Jovens com até 28 anos; Graduados ou pós-graduados há no máximo 2 anos (Dez/03 a Dez/05); Fluência em inglês e/ou outros idiomas;
Domínio das ferramentas de informática e; Disponibilidade de mudança de cidade.
A busca é por jovens talentos, empreendedores, dinâmicos, criativos, determinados e com habilidade para trabalhar em time.
As formações acadêmicas serão definidas anualmente com base nas áreas de atuação na qual o trainee terá seu foco.
Os candidatos devem ter inteira disposição para mudança de cidade e/ ou estado.
Etapas do Processo Seletivo:
Triagem curricular
Prova Presencial (Conhecimentos Gerais, Raciocínio Lógico e Inglês)
Avaliação com a consultoria parceira
Entrevista Individual
Case de Negocios
Avaliação final com a Diretoria da empresa
Todas as atividades propostas serão estruturadas de forma que os candidatos tenham a oportunidade de demonstrar seu potencial e perfil pessoal.
Os interessados deverão cadastrar-se no site: http://www.seara.com.br/trainee/
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VENDEDOR (A) EXTERNO (A)
Requisito: Oriundo de Indústria Farmacêutica. Vivência em vendas de produtos cirúrgicos ortopédicos, com carteira de clientes e veículo próprio disponível. Local de atuação: Petrópolis/Teresópolis. Experiência: 2 anos de experiência. obs: No assunto do e-mail colocar "VENDEDOR EXTERNO" e encaminhar para o e-mail pedroaugusto@elloselecao.com.br
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EST
Estamos contratando dois eng° de segurança do trabalho para obras na a.. Cosipa em Cubatão / SP e b.. CSN em Itaguaí / RJ. Solicitamos experiência de no mínimo de 03 anos em montagens eletromecânica. E-mail: seguranca@milplan.com.br
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ENGENHEIRO MECÂNICO
EM ITAGUAÍ A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). (2 vagas). Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO ELÉTRICO
(2 vagas). EM ITAGUAÍ .A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil (ambos): No mínimo sete anos de experiência em projetos, análise e aprovação de detalhamento, acompanhamento de fabricação de equipamentos, inspeção e testes nas fábricas, acompanhamento de montagem e teste de performance. É desejável inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO METALÚRGICO
EM ITAGUAÍ .A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil (A): No mínimo sete anos de experiência em processos de Aciaria, vivência em projetos. Inglês avançado ou intermediário. Perfil (B): No mínimo sete anos de experiência em processos de Laminação, vivência em projetos. Inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ESPECIALISTA EM LOGÍSTICA
EM ITAGUAÍ .A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil: No mínimo sete anos de experiência em Logística e preferencialmente em Start up industrial, formação superior preferencialmente em Engenharia. Inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO SEGURANÇA
EM ITAGUAÍ .A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil: Especialista em Sistema de Combate a Incêndio. Será valorizada experiência anterior em Start up industrial. Inglês avançado desejado ou intermediário necessário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO MECÂNICO
VAGAS - UPV - VOLTA REDONDA: A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Atuará na área de Projetos como especialista em linha em Linha "Dura": Equipamento de transmissão de força, laminadores, Redutores, Ponte Rolante e Elemento de máquinas. Inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO METALÚRGICO
VAGAS - UPV - VOLTA REDONDA: A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil (A): Experiência mínima de sete anos na em empresas de siderurgia. Atuará na área de Projetos como especialista em linha em siderurgia: Coqueria, Sinterização, Alto-forno e Matérias-primas. Inglês avançado ou intermediário. Perfil (B): Experiência mínima de sete anos em empresas de siderurgia. Atuará na área de Projetos como especialista em linha em siderurgia: Aciaria e Lingotamento de Placas. Inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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COCA-COLA TAMBÉM RECRUTA PARA VAGAS DE ESTÁGIO
Estudantes também podem concorrer a uma chance de trabalho na Coca-Cola Brasil. A empresa costuma manter em seu site inscrições abertas durante todo ano para vagas de estágio. O cadastro é voltado para quem reside no Rio de Janeiro. Porém, universitários de localidades como Porto Alegre, São Paulo, Recife e Brasília podem se inscrever, pois pode ser que surjam oportunidades em algum dos escritórios regionais. A seleção é destinada a universitários que já tenham cursado no mínimo a metade da faculdade de Administração, Biologia, Ciências Atuariais, Comunicação Social, Direito, Economia, Engenharia, Estatística, Farmácia, Marketing, Matemática e Química. Ainda é preciso possuir domínio de Inglês e do pacote Office. O processo seletivo consta de triagem curricular, testes online de Inglês e conhecimentos gerais, dinâmicas de grupo e entrevistas individuais. Os estagiários receberão bolsa-auxílio, tíquete-alimentação e vale-transporte para carga horária de quatro ou seis horas diárias. Os interessados devem fazer inscrições pelo site da empresa. www.cocacolabrasil.com.br
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TST
Vaga para Volta Redonda-RJ. Empresa Laurindo e André. Laurindo e André contrata téc. em Segurança do trabalho para consultoria e elaboração de PPRA e LTCAT. Salário aberto a negociações. Interessados devem enviar curriculos para o e-mail: diretoria@laurindoeandre.com.br
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PROGRAMA DE ESTÁGIO ELEKTRO 2008
Conforme contato por telefone, a ELEKTRO em parceria com a Companhia de Talentos está selecionando candidatos para o seu Programa de Estágio 2008. Pedimos, se possível, que encaminhem este material para o e-mail dos alunos ou que fixem nos murais da sua Universidade. No cartaz (clique aqui!) constam informações referentes ao processo seletivo e os pré-requisitos solicitados. Para participar, basta se cadastrar através do site www.ciadetalentos.com.br/elektro até o dia 03 de Setembro de 2007. Solicitamos a confirmação desta divulgação realizada, por e-mail ou através do telefone (11) 5508-3222. A Cia de Talentos agradece antecipadamente sua colaboração!
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ESTAGIÁRIO TÉCNICO DE SEGURANÇA NO TRABALHO
Baker Hughes do Brasil contrata: Estagiário técnico de segurança no trabalho com os seguintes requisitos: Estar cursando Técnico de Segurança no Trabalho. Conhecimentos de inglês. ser residente da cidade de MACAÉ, RIO DAS OSTRAS,CARAPEBUS, CASIMIRO DE ABREU, BARRA DE SÃO JOÃO e CAMPOS DOS GOYTACAZES. A Baker oferece Bolsa Auxílio de R$ 500,00, Vale Transporte , Ticket Refeição, Seguro de Vida e Acidentes pessoais e Flexibilidade de Horário (6 hrs/ dia). Envie seu currículo para anacristina.lima@bakerhughes.com, especificando no assunto : ESTÁGIO HS&E
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ESTÁGIO PETRÓLEO E GÁS / ENG. AMBIENTAL / ENG. QUÍMICA / GEOLOGIA
MULTINACIONAL RECRUTA PARA ESTÁGIO - MACAÉ. PETRÓLEO E GÁS / ENG. AMBIENTAL / ENG. QUÍMICA / GEOLOGIA. Siga as instruções! Já demonstra sua atenção! Instruções: Há preferência de leitura de currículos contendo pretensão salarial; Há preferência de leitura de currículos que estejam no corpo do texto; Informe data de nascimento / Período do curso / Endereço completo; No assunto do e-mail informe: Estágio Macaé - Ambiental/Química/Geologia (E-mail sem assunto é lido por último). PRÉ-REQUISITOS: Cursando ensino superior em Petróleo e Gás / Eng. Química / Eng. Ambiental ou Geologia. Sexo: masculino ou feminino. RESIDIR EM MACAÉ OU CIDADES VIZINHAS. INFORMAÇÕES: VT; VR (R$10,00 diários). Local de Trabalho: Macaé. CV para vagas3000@yahoo.com.br
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TRAINEE SADIA 2008
A Sadia está fazendo um novo processo para seleção de TRAINEES. Interessados acessar a página www.sadia.com.br e fazer a sua inscrição. Inscrições de 01/08 a 02/09.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO PLENO
Segue abaixo perfil para vaga de: ENGENHEIRO DO PRODUTO PLENO - DISPONIBILIDADE P/ MORAR EM RESENDE. Superior em Engenharia Mecânica ou Produção. Experiência mínima de 5 anos desenvolvimento de componentes de chassi, como suspensão, freio, direção, eixos e componentes estruturais. Inglês Fluente. Os interessados deverão enviar currículo dentro do perfil, para: rh.resende@gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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SUPERVISOR DE MATERIAIS
A Hares RH Consultoria está assessorando seu cliente, empresa do segmento de offshore na seleção de: Requisitos: Ensino superior completo em Engenharia de Produção, Administração ou áreas afins. Vivência anterior no segmento de OFFSHORE. Experiência mínima de 5 anos em controle de estoque, movimentação de materiais e almoxarifado. Conhecimentos em importação/exportação. Inglês avançado. Local de trabalho: Macaé (RJ). Os candidatos interessados devem enviar currículos (urgente) para comercial@haresrh.com.br; com o assunto "Materiais", indicando a pretensão salarial.
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ESTAGIÁRIO DE ENGENHARIA
Multinacional seleciona para estagiar em Macaé: Cursando Engenharia Mecânica, Produção ou Petróleo. Desejável: Inglês. Os interessados deverão ter disponibilidade para residir em Macaé ou adjacências. Carga horária: 6 horas de Segunda à sexta. A Empresa oferece Bolsa Auxílio no valor de R$ 900,00 + VR 14,00 + VT. Os interessados deverão encaminhar currículo para cvs_petro@yahoo.com.br
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - CABINE
Oportunidade para MSX (empresa dentro da Volkswagen Caminhões e Ônibus em Resende-RJ). Superior em Engenharia Mecânica/Produção/Automobilística. Desejável especialização em plástico e processos de produção - ferramenteiro. Conhecimento no desenvolvimento de ferramental de peças plásticas e TRIM. Inglês Avançado. Salário: a combinar. Interessados encaminhar currículo dentro do perfil com pretensão salarial para fernanda.pereira@gruposeres.com.br colocar no assunto o nome do cargo.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - MOTOR
Oportunidade para MSX (empresa dentro da Volkswagen Caminhões e Ônibus - Resende-RJ). Superior em Engenharia Mecânica / Produção / Automobilística. conhecimento desenvolvimento de motores, atuando desde a conceituação do produto até sua fase de implementação na linha de produção e também acompanhamento e solução de problemas de campo junto ao nosso departamento de Assistência Técnica. Elaboração de documentos para modificação de componentes de motor, acompanhamento de testes na VW e em nossos fornecedores. Elaboração de FMEA para novos projetos. Contato direto com fornecedores de motor em busca de novas tecnologias. Inglês Avançado. Salário: a combinar. Interessados encaminhar currículo dentro do perfil com pretensão salarial para fernanda.pereira@gruposeres.com.br colocar no assunto o nome do cargo.
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VENDEDOR EXTERNO - SEGMENTO DE MEDICAMENTOS
Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas, independente do segmento, mas que queiram se desenvolver profissionalmente e tenham disponibilidade para trabalhar em rotas. Fundamental ter boa negociação e relacionamento para atender a carteira de clientes já cadastrada como também conquistar novos. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, alguma experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Oferecemos: Registro em carteira. Salário (mínimo garantido) - comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência. Benefícios de compras internas. Convênio farmácia. Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Angra dos Reis; Volta Redonda; Campos. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para rh@prospermed.com.br
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ESTAGIÁRIO ÓLEO & GÁS
Multinacional recruta para atuação em Macaé. Cursando engenharia mecânica, de produção ou gestão de Petróleoe gás; Inglês intermediário; Disponibilidade para estagiar das 08:00 às 15:00. Conhecimentos em MS-PROJECT. Interessados enviar currículo para: triandocv@yahoo.com.br, colocando no campo assunto: óleo e gás. A empresa oferece bolsa de R$700,00 + benefícios
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SUPERVISOR TÉCNICO DE LABORATÓRIO
Recrutamos para multinacional de prospecção de petróleo. Formação: Química ou Engenharia Química. 5 anos de experiência. Local de trabalho: MACAÉ. Responsabilidades: Desenvolvimento de desemulsificante e clarificador/floculante através de testes de laboratório; Preparação de visitas técnicas de campo; Realização de testes para obtenção de informações para suporte das operações de campo; Oferecer orientação técnica e direcionamento de trabalho para equipe; Supervisionar procedimentos em laboratório de campo; Supervisionar e coordenar atividades de testagem, pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos; Compilação, análise e interpretação técnica de resultados; Preparação e manutenção de equipamentos e instrumentos de laboratório, incluindo a solicitação de suprimentos; Manter controle de inventário de químicos e lista de MSDS para os produtos em estoque; Pré-requisitos: Conhecimentos avançados em testes de tendência de emulsão; Conhecimentos avançados de tratamento químico de água e petróleo no processo de produção; Conhecimentos de soluções químicas para produção de petróleo e gás off/on shore; Conhecimento dos processos de campo de água, petróleo e gás; Conhecimentos de procedimentos de analise de corroção e encrustração; Conhecimentos de processos de garantia de escoamento, incluindo parafina, asfaltino, hidrato e encrustração; Conhecimentos de procedimentos de teste e propriedades dos produtos; Inglês - indispensável. Espanhol - desejável. Currículum, com pretensão salarial, para PSICÓLOGOS ASSOCIADOS LTDA E-mail: psicologos@psicologosassociados.com.br
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ANALISTA DE VALIDAÇÃO
Indústria farmacêutica localizada em Campos dos Goytacazes (RJ) está com uma vaga em aberto para Analista de Validação. Requisitos: Superior em Farmácia, inglês avançado, experiência em qualificação de equipamentos, sistema de água, HVAC e utilidades. Desejável experiência em linha de injetáveis. Os interessados devem enviar curriculum para rh@cellofarm.com.br citando o nome da vaga no assunto da mensagem.
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ENGENHEIROS SUBMARINOS - SUBSEA
MULTINACIONAL CONTRATA Desing Engineer. Descrição: Apoio aos projetos R&D de engenharia. Foco em tecnologias e em suporte R&D. Perfil: Profissional dinâmico, com habilidade para trabalhar em equipe, ser veloz e ágil e ter bom relacionamento com os cliente. Remuneração: Negociável. Ramo de Atividade: Oil & Gás. Local de trabalho: Rio de Janeiro e Macaé. Interessados enviar CV para cfant@pop.com.br
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AUXILIAR DE PLANEJAMENTO DE PRODUÇÃO
Distribuidora de Bebida contrata: Necessária experiência mínima de seis meses na área administrativa. Experiência com controle de estoque, produção, almoxarifado, planejamento de manutenção e/ou planejamento de produção. Desejável curso Técnico em Administração. Necessário conhecimento do pacote Office e do sistema Microsiga. Residir em Petrópolis. A empresa oferece salário em 815,00+ benefícios (plano de saúde, seguro de vida, VT e Refeição no local). Os interessados devem enviar currículo para :bfragozo@ativaassessoria.com.br, especificando no assunto AUX. PLAN. E PROD.
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ESPECIALISTA DE OBRAS NOVAS
Empresa: Lafarge Brasil S/A. Formação: Engenharia Mecânica, Elétrica ou Civil; Requisitos: Experiência mínima de 03 anos em execução e coordenação de projetos em empresas de grande porte; Vivência na elaboração, coordenação e implementação de novos projetos através do processo de acompanhamento de investimentos em plantas industriais; Atuação com suporte na análise de investimentos e estudo de viabilidade para implantação de melhorias e novos projetos; Conhecimento em autocad, software de gerenciamento de projetos (MS project) e gestão orçamentária; Mobilidade geográfica para trabalhar no interior do Estado do Rio de Janeiro; Perfil: Capacidade de liderança de equipe, cultura de segurança e flexibilidade. Os interessados deverão enviar seus currículos para: manoelina.henriques@lafarge.com ou patricia.fabiane@lafarge.com
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UNILEVER 205 VAGAS EM PROGRAMAS DE ESTÁGIO E TRAINEE
A Unilever, fabricante de produtos alimentícios, de limpeza, de perfumaria e sorvetes, presente em mais de 150 países, já abriu inscrições para os seus Programas de Estágio e Trainee 2008. Detentora de marcas conhecidas, como Arisco, Dove, Hellmann`s, Kibon, Knorr, Lipton, Lux e Omo, entre outras, a multinacional pretende selecionar um total 180 estagiários (para a Capital paulista, Interior de São Paulo, Goiânia/GO, Pouso Alegre/MG e Recife/PE) e cerca de 25 trainees para São Paulo/SP. "Os Programas de Estágios e Trainees Unilever buscam gerar oportunidades profissionais aos candidatos, valorizar a diversidade, buscar novos talentos e, principalmente, líderes para a companhia. Queremos atrair e estimular pessoas que tragam uma visão diferente", afirma Vera Durante, diretora de recursos humanos da Unilever. Estágio: As oportunidades referentes ao Programa de Estágio são destinadas a candidatos que estejam no penúltimo ou último ano do ensino superior. É necessário que o estudante esteja matriculado em dos seguintes cursos: Cadeia de Suprimentos (Supply Chain), Desenvolvimento de Marcas e Produtos (marketing e pesquisas de mercado), Jurídica, Logística, Manufatura (finanças), Pesquisa e Desenvolvimento (área técnica), Recursos Humanos, Relacionamento com Clientes (vendas e trade marketing) e Tecnologia da Informação. Outra exigência é o conhecimento intermediário da língua inglesa. O processo seletivo, previsto para setembro e novembro deste ano, é composto por diversas etapas eliminatórias: testes virtuais, dinâmicas de grupo e entrevistas. Os alunos aprovados deverão ter disponibilidade para jornada de 20 a 40 horas semanais. O estágio tem duração de um ano com possibilidade de renovação por mais um. "A maior parte do nosso processo de seleção concentra-se no contexto de negócios. Não é necessário que o candidato tenha conhecimentos empresariais. O importante é que ele pense de forma estruturada e consistente e aplique seus conhecimentos às atividades propostas", explica Vera. A bolsa-auxílio oferecida aos estagiários será de R$ 696,57, para alunos do penúltimo ano, com 20 horas semanais de trabalho; R$ 1.040,64, para 30 horas; e de R$ 1.387,52, para 40 horas semanais. No caso de último anistas, a remuneração será de R$ 744,88, para 20 horas trabalhadas; R$ 1.109,73, para 30 horas; e R$ 1.479,65, para 40 horas semanais. Esses valores de bolsa valem para São Paulo (Capital e Interior). Trainee: As 25 vagas oferecidas no Programa de Trainee da Unilever são para atuação nas seguintes áreas: Finanças, Logística, Manufatura (fábricas), Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos, Recursos Humanos, Relacionamento com Clientes (vendas e trade marketing) e Tecnologia da Informação. Podem participar deste programa estudantes, de todo o País, com graduação prevista para o fim deste ano, ou aqueles tenham concluído a graduação ou pós-graduação entre 2005 e 2007. É exigido, também, inglês avançado. O processo de seleção será realizado de setembro a outubro, com provas virtuais, dinâmicas de grupo e entrevistas individuais. O resultado será divulgado em novembro deste ano e os aprovados começam a trabalhar em fevereiro de 2008. "Os trainees são jovens com disposição e potencial para aprender, crescer e se desenvolver na organização tornando-se futuros líderes dentro dos negócios da companhia. Nosso programa fomenta o desenvolvimento não só de habilidades técnicas como também comportamentais, o que viabiliza o plano de desenvolvimento da capacidade de liderança dos trainees", comenta a diretora de Recursos Humanos da Unilever. Os trainees selecionados farão jus a um salário mensal de R$ 4.203,00, bem como aos demais benefícios oferecidos aos funcionários da Unilever: alimentação, estacionamento, participação nos resultados, plano de previdência privada, assistência médica e odontológica, seguro de vida em grupo. Eles também terão a chance de participar de um programa de treinamento específico. Após três anos de atuação como trainees, os candidatos estarão preparados para assumirem cargos de gerência na companhia. Inscrições: Os interessados poderão inscrever-se para os Programas de Estágio e Trainee 2008 da Unilever por meio do site www.unilever.com.br. As inscrições ficarão abertas até 20 de agosto.
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RENAULT SELECIONA PARA CENTRO DE ENGENHARIA
A montadora Renault está selecionando profissionais de Engenharia para seu Centro de Engenharia, que vai ser montado em São José dos Pinhais, como parte dos investimentos de 300 milhões de euros previstos para os próximos dois anos. O Centro de Engenharia América Renault, como será chamado, será o 3º centro desse tipo da empresa no mundo, seguindo com a ampliação da linha Renault e das marcas associadas (Dacia e Samsung). Nele será concentrado o desenvolvimento de produtos adaptados ao consumidor americano, com objetivo de ser um centro de referência da empresa no mundo. Com isso, a área de Engenharia vai dobrar o número de colaboradores nos próximos anos. A empresa tem interesse em profissionais de Engenharia nas seguintes áreas: Mecânica; Produção; Mecatrônica; Eletroeletrônica; Elétrica, Os selecionados vão trabalhar no segmento de Desenvolvimento de Produto, nas seguintes partes: Veículos: partes eletrônicas, chassis e equipamentos de carroceria; Mecânica, em especial motores; Processos; Qualidade. A empresa busca profissionais, de ambos os sexos, para as funções de gestão, analistas e técnicos de vários níveis. É necessário, porém, experiência mínima de 5 anos em indústrias automotivas, metalmecânica ou de autopeças, além de possuir inglês ou francês fluentes. Serviço: Os interessados deverão enviar seu currículo para o e-mail: rta.recrutamento@renault.com, sob o código: RTA.
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ESTAGIÁRIO ENGENHARIA QUÍMICA OU AMBIENTAL
Selecionamos para empresa de grande porte: Estagiário Engenharia Química ou Ambiental (P/ MACAÉ). Cursando Engenharia Química ou Engenharia Ambiental do 3o ao 7o período. Residente em Macaé / RJ. Horário: 6hs diárias / 30hs semanais. Remuneração : R$ 576,00 + VT + VR. Atuará no acompanhamento de obras de gerenciamento de remoção de resíduos; elaboração de relatórios; dentre outras; Os interessados devem encminhar currículo COM URGÊNCIA para silvia@grupolet.com sob título ESTÁGIO MACAE
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - MOTOR
Oportunidade para MSX (empresa dentro da Volkswagen Caminhões e Ônibus - Resende-RJ). Superior em Engenharia Mecânica / Produção / Automobilística conhecimento desenvolvimento de motores, atuando desde a conceituação do produto até sua fase de implementação na linha de produção e também companhamento e solução de problemas de campo junto ao nosso departamento de Assistência Técnica. Elaboração de documentos para modificação de componentes de motor, acompanhamento de testes na VW e em nossos fornecedores. Elaboração de FMEA para novos projetos. Contato direto com fornecedores de motor em busca de novas tecnologias. Inglês Avançado. Salário: a combinar. Interessados encaminhar currículo dentro do perfil com pretensão salarial para fernanda.pereira@gruposeres.com.br colocar no assunto o nome do cargo.
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TÉCNICO EM QUÍMICA
Encaminhar CV para vagas3000@yahoo.com.br. Se estiver cursando faculdade, informar horário e bairro; INFORMAR O ASSUNTO: RJ - Técnico em Química. (E-mail sem assunto só é aberto por último, confunde-se com outras vagas). INFORME A PRETENSÃO SALARIAL (ou pelo menos sua última remuneração). Currículos no CORPO DO E-MAIL (CV só em anexo serão visualizados por último, lemos primeiro os que estão no corpo do texto). PRÉ-REQUISITOS: Sexo: Masculino; Formação Ensino Médio completo. Ensino Técnico em Química completo. Disponibilidade total para atuar na Baía de Sepetiba, com duas folgas na semana por escala, Segunda a Domingo, horário a ser definido. INFORMAÇÕES: Remuneração será informada na entrevista; Temporário 45 dias; VT. VR (R$10,00 diários). Assistência Médica e Odontológica. Local de trabalho: Baía de Sepetiba
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VENDEDOR EXTERNO - SEGMENTO DE MEDICAMENTOS
Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas, independente do segmento, mas que queiram se desenvolver profissionalmente e tenham disponibilidade para trabalhar em rotas. Fundamental ter boa negociação e relacionamento para atender a carteira de clientes já cadastrada como também conquistar novos. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, alguma experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Oferecemos: Registro em carteira. Salário (mínimo garantido) - comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência. Benefícios de compras internas. Convênio farmácia. Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Angra dos Reis; Volta Redonda; Campos. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para rh@prospermed.com.br
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EST
Empresa Multinacional busca Engenheiro de Segurança I para MACAÉ. Requisitos: Superior Completo em Engenharia. Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho (Imprescindível); Inglês Fluente. Experiência mínima de 02 anos trabalhando na área, com vivência em indústrias. Os interessados COM PERFIL devem enviar seu Curriculo com pretensão salarial para oportunidades_2007@yahoo.com.br.
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ILUSTRADOR
Cursos Desenho industrial, Eng. Mecânica/Produção/Eletrônica ou Arquitetura. Conhecimento Elaborar desenhos em perspectiva utilizando osoftware microstation. Analisar as solicitações de trabalho apresentadas pela engenharia e apresentar solução para as revisões. Acompanhamento de montagens e captação de informações necessárias para a construção dos desenhos. Inglês Intermediário. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO
Superior em Engenharia Mecânica. Experiência de 2 anos em análise de tensões (mecânica dossólidos) e vibrações mecânicas. Inglês Intermediário. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - CABINE
Superior em Engenharia Mecânica/Produção/Automobilística. Desejável especialização em plástico e processos de produção- ferramenteiro. Conhecimento no desenvolvimento de ferramental de peçasplásticas e TRIM. Inglês Fluente. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - MOTOR
Superior conhecimento desenvolvimento de motores,atuando desde a conceituação do produto até sua fase de implementação na linhade produção e também acompanhamento e solução de problemas de campo junto aonosso departamento de Assistência Técnica. Elaboração de documentos paramodificação de componentes de motor, acompanhamento de testes na VW e Inglês Fluente. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO PLENO
Superior em Engenharia Mecânica ou Produção. Experiência mínima de 5 anos desenvolvimento de componentes de chassi, como suspensão, freio, direção, eixose componentes estruturais. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DE PLANEJAMENTO
Formação: Engenharia Mecânica. Experiência de 5 anos em projetos. Inglês intermediário. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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PROGRAMA DE ESTÁGIO UNILEVER 2008
Inscrições de 20/7 a 20/8/2007. O que é o Programa Estágios Unilever? O Programa Estágios Unilever tem o objetivo de proporcionar a jovens talentos o exercício profissional do aprendizado acadêmico, alinhando o desenvolvimento ao perfil dos negócios da companhia. Estagiar na Unilever é uma grande oportunidade de crescimento. O estagiário vivenciará o cotidiano da área e receberá a capacitação necessária para o desenvolvimento profissional, por meio de um Programa de Desenvolvimento de Estagiário, que abordará os seguintes pontos: Atuação em projeto orientado pela liderança da área; Complementação da formação acadêmica e aquisição de experiência profissional, com a participação em módulos de treinamento voltados para o desenvolvimento de competências e habilidades. Na Unilever você aprenderá a: trabalhar em equipe, construir visão estratégica e fazer acontecer. Veja o depoimento de quem está em nosso programa: "...estagiário na Unilever é coisa séria! Com quase dois anos de companhia tive o privilégio de trabalhar tanto na área administrativa quanto na área produtiva e, nesse período, coordenei alguns projetos de grande impacto dentro dos setores em que trabalhei. Ter a oportunidade de encarar desafios antes mesmo de estarmos formados é um privilégio para poucos, pois adquirimos uma bagagem que normalmente não obtemos na faculdade. E todo esse desafio é altamente apoiado por um excelente programa de desenvolvimento e por um time de pessoas que estão sempre dispostas a ajudar. Unilever? Eu recomendo!" Para ser elegível ao nosso programa de estágio, os seguintes requisitos devem ser preenchidos: Estar cursando o penúltimo ou último ano do curso da graduação no ano de 2008; Desejável Inglês Intermediário; Se for estrangeiro, estar regularmente matriculado em uma universidade brasileira; Morar até 100 km de distância do local de trabalho; Não estar inscrito no Programa de Trainee da Unilever 2008; Ter no mínimo 20 horas semanais de disponibilidade para estagiar; Análise qualitativa da ficha de inscrição. IMPORTANTE: Fique atento as etapas de inscrição, somente após o preenchimento de todo o cadastro sua candidatura será considerada no processo. ETAPAS DA INSCRIÇÃO: 1ª Termo de Compromisso; 2ª Atualização dos Dados Pessoais; 3ª Realização do Jogo On-Line "Desafio - Unilever" *(este jogo não é eliminatório, porém, seu preenchimento é obrigatório)*; 4ª Preenchimento da Ficha Básica da Cia. de Talentos; 5ª Preenchimento da Ficha Especifica da Unilever; 6ª *CONFIRMAR SUA CANDIDATURA*. Inscrições através dos sites abaixo http://www.unilever.com.br/ourcompany/careers/programadeestagio2007/
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ESSO 150 OPORTUNIDADES PARA ESTAGIÁRIOS
A Rede Esso, presente no País desde 1912, anuncia que receberá inscrições, até o fim de agosto, para o preenchimento de 150 vagas em seu Programa de Estágio 2008. As oportunidades são para atuação nas seguintes cidades: Belo Horizonte (MG), Cabedelo (PB), Campinas (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Quem pode participar: As chances do Programa de Estágio da Esso são destinadas a universitários com previsão de formatura para o 2º semestre de 2008 ou 1º e 2º semestres de 2009, preferencialmente nos seguintes cursos: Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social/Jornalismo, Direito, Economia, Engenharia e Informática. A Esso também recrutará estudantes de nível técnico. Estes deverão ter previsão de término do curso para o 2º semestre de 2008. Áreas: A Esso selecionará estagiários para atuação nas seguintes áreas: Administração de Imóveis e Instalações; Assuntos Externos; Assuntos Fiscais; Compras, Controladoria; Engenharia; Informática; Jurídica; Laboratório; Lubrificantes; Química; Recursos Humanos; Segurança no Trabalho/Meio Ambiente; Suprimentos e Distribuição; Tesouraria; e Vendas/Marketing. Seleção: O processo seletivo da Esso contará com as seguintes etapas: setembro - prova de inglês e espanhol, raciocínio lógico e conhecimentos gerais; outubro - dinâmica de grupo; novembro - entrevista pessoal; dezembro - apuração do resultado final. Os candidatos admitidos como estagiários da companhia participarão de um abrangente Programa de Integração, realizado normalmente em três dias consecutivos e em horário integral. Neste período, o estagiário participará de palestras - ministradas por Diretores e Gerentes da Esso - e de visitas a diversas instalações, com o objetivo de apresentá-lo à estrutura, ao modo operacional da companhia e a seus novos companheiros, estagiários da mesma turma. O estudante terá, ainda, a possibilidade de participar de cursos de informática que o habilitarão à prática de suas atividades. O início das atividades para a maioria dos estagiários está previsto para janeiro de 2008, mas algumas vagas só serão preenchidas em julho do próximo ano. Ao término do período de estágio, o candidato poderá ser convidado a permanecer nos quadros da companhia, já como funcionário efetivado, para atuar no setor em que estagiou ou em qualquer outra área da empresa. Nos últimos anos, o porcentual de contratação foi de 80%. Bolsa-auxílio: Os estagiários selecionados pelo Programa de Estágio da Esso terão direito a recebimento de bolsa-auxílio mensal, cujo valor varia de acordo com o nível de escolaridade do candidato: estudantes universitários receberão R$ 900,00. Já o valor destinado a alunos de nível técnico é de R$ 610,00. As atividades de estágio serão desenvolvidas em uma carga horária semanal de 20 horas flexíveis, podendo o estagiário atuar em período integral (30 horas semanais, para o Rio de Janeiro, e 40 horas, por semana, para demais localidades) nos meses de férias/recesso acadêmico. Inscrições: Os interessados em concorrer as 150 vagas de estágio abertas pela Esso deverão inscrever-se, até 31 de agosto, por meio do endereço eletrônico www.esso.com.br/estagio.
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SUPERVISOR DE CHOPP
Distribuidora de Bebida contrata: Necessária experiência de pelo menos 05 anos na função. Conhecimentos de produção e sanitização na indústria de bebidas. Experiência para organizar treinamentos técnicos, teóricos e práticos. Necessário 2º Grau completo. Disponibilidade de horário. Desejável curso técnico em Química, Mecânica ou Elétrica. Residir em Petrópolis. A empresa oferece salário em 1.800,00 + benefícios (plano de saúde, seguro de vida, VT e VR). Os interessados devem enviar currículo, especificando no assunto SUPERVISOR DE CHOPP, para: bfragozo@ativaassessoria.com.br
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ESTAGIÁRIO DE ENGENHARIA (PETRÓLEO, PRODUÇÃO OU MECÂNICA)
Empresa Multinacional Petrolífera seleciona: Período do curso: 2º ao 5º período. Desejável: Inglês fluente. Local do estágio: Macaé. Bolsa Auxílio R$ 900,00 + Vale Alimentação R$ 14,00 + Vale Transporte. Carga Horária: 6 horas. Os interessados deverão encaminhar currículo para: cvs_petro@yahoo.com.br
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TÉCNICOS DE PATOLOGIA CLÍNICA
PARA ATUAR EM COLETA SANGÜÍNEA. Para laboratório de grande porte, com unidades em todo o Estado do Rio de Janeiro. PRÉ-REQUISITOS: Segundo Grau Completo; Curso Técnico em Patologia Clínica (concluído); Experiência mínima de 1 ano em coleta sangüínea. Interessados deverão enviar currículo para recursoshumanos@lsf.com.br colocando no Assunto: COLETA.
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ENG. AMBIENTAL / ENG. QUÍMICA / GEOLOGIA
MULTINACIONAL RECRUTA PARA ESTÁGIO - MACAÉ. PRÉ-REQUISITOS: Cursando ensino superior em Eng. Química ou Eng. Ambiental ou Geologia. Sexo: masculino ou feminino. INFORMAÇÕES: VT. VR (R$10,00 diários). Local de Trabalho: Macaé. Instruções: Mandar e-mail para vagas3000@yahoo.com.br. Há preferência de leitura de currículos contendo pretensão salarial; Há preferência de leitura de currículos que estejam no corpo do texto; Informe data de nascimento / Período do curso / Endereço completo; No assunto do e-mail informe: Estágio Macaé - Ambiental/Química/Geologia (E-mail sem assunto é lido por último)
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ESTAGIÁRIO ENGENHARIA QUÍMICA OU AMBIENTAL
Selecionamos para empresa de grande porte: Estariário Engenharia Química ou Ambiental (P/ MACAÉ). Cursando Engenharia Química ou Engenharia Ambiental do 3o ao 7o período. Residente em Macaé / RJ. Horário: 6hs diárias / 30hs semanais. Remuneração : R$ 576,00 + VT + VR. Atuará no acompanhamento de obras de gerenciamento de remoção de resíduos; elaboração de relatórios; dentre outras; Os interessados devem encminhar currículo COM URGÊNCIA para silvia@grupolet.com sob título ESTÁGIO MACAE
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TÉCNICO SEGURANÇA DO TRABALHO
residir em Macaé, imprescindível experiência de dois anos na função Garantir o cumprimento das normas de higiene ocupacional e segurança do trabalho conhecimento Técnicas de Primeiro Socorros e contra sinistros, Informática, Gestão Ambiental, Administração de Resíduos Sólidos e Meio Ambiente. Idioma: Inglês intermediário. Os candidatos que estiverem dentro do perfil deverão encaminhar cv urgente para flavia.mendes@hrhunter.com.br
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TST
EMPRESA NACIONAL NO SETOR DE CONSTRUÇÃO CIVIL DA ZONA OESTE CONTRATA: Segundo Completo como Tecnico de Segurança do Trabalho. Registro no MTE; Possuir CNH B. Mínimo de dois anos de experiência como Tecnico de Segurança do Trabalho comprovada em Construção Civil; Experiência em toda rotina de Tecnico de Segurança do Trabalho( NRS, Brigada, PCMSO); Estar atualizado na Legislação; Grau de risco 3. Morar em Itaguai ou Seropédica; Idade até 30 anos; Ambos os sexos; Horário de trabalho: 13:00 ás 22:48 ( 2a a 6f). Salário entre 1.140,00 + Benefícios ( Refeição na Empresa, Assistência Médica e Participações de Resultados). Colar ao corpo da mensagem. Enviar com último salário e pretensão salarial. Colocar o título da vaga no campo Assunto para melhor identificação da vaga desejada. GR RECURSOS HUMANOS está com a seguinte oportunidade: Enviar somente o currículo pelo e-mail: laura.grrh@oi.com.br e ligar com urgência no tels: 2413- 5885/ 9669- 9162 para agendar entrevista urgente
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ANALISTA QUÍMICO
Distribuidora de Bebida contrata: Petrópolis. Necessária experiência mínima de um ano como auxiliar de laboratório ou 2 anos como analista químico Junior. Necessário 2° grau técnico em Química. Necessário conhecimento em análise físico-quimicas. Desejável conhecimento em análises microbiológicas. Desejável estar cursando superior de Química. Necessário residir em Petrópolis. A empresa oferece salário em CLT + benefícios (plano de saúde, seguro de vida, VT e Refeição no local). CV para: bfragozo@ativaassessoria.com.br, especificando no assunto ANAL. QUÍMICO.
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ENGENHEIRO DE SEGURANÇA I
Empresa Multinacional busca Engenheiro de Segurança I para MACAÉ. Requisitos: Superior Completo em Engenharia. Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho (Imprescindível); Inglês Fluente. Experiência mínima de 02 anos trabalhando na área, com vivência em indústrias. Os interessados COM PERFIL devem enviar seu Curriculo com pretensão salarial para oportunidades_2007@yahoo.com.br.
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ENGENHEIRO DE SEGURANÇA
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição, o candidato deve ser formado em Engenharia com Pós-graduação em Engenharia de Segurança e ter experiência superior a 4 anos em Engenharia de Segurança. Comunicação clara, dinamismo e liderança completam o perfil. Inglês avançado é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PMLA48333
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ESPECIALISTA EM CONTROLE DE QUALIDADE
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição, o candidato deve ser formado em Engenharia, preferencialmente Mecânica, com experiência mínima de 03 anos em controle de qualidade em indústria metal-mecânica. Conhecimento e interpretação de Normas Petrobras, ASMI e API e ensaios destrutivos e não destrutivos é um diferencial. Inglês avançado é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PRFR47399
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GERENTE DE CONTRATO
EMPRESA DE OFF-SHORE LOCALIZADA EM MACAÉ SELECIONA COM URGÊNCIA:- Superior Completo em Engenharia; Vivência em Gerenciamento de Contrato; Possuir visão Generalista no ramo de Petróleo (Logística, Suprimentos, etc.); Possuir capacidade de Liderança e ter visão Estratégica; Idade: 30 a 40 anos; Imprescindível que Resida em Macaé; Salário compatível com o mercado + excelentes benefícios; Enviar currículo com pretensão salarial para adriana.franco@extraquadro.com.br, mencionando o assunto. Só serão analisados currículos dentro do perfil solicitado.
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ENGENHEIRO DE CUSTOS
Keppel FELS Brasil S/A seleciona para Angra dos Reis: Pré-requisitos: Superior em Engenharia - ênfase em Produção/Gerência de Contratos.
Experiência de 5 anos em custos de construção, planejamento, controle de recursos, lucratividade e risco. Conhecimento de estimativas, preparação e revisão de informações para Controle de Custos, desenvolvimento de projeções de custos. Conhecimentos na área offshore e plataformas Inglês avançado desejável. Os interessados deverão enviar currículo informando a pretensão salarial para rhoffshore@gmail.com, informando o título do cargo no campo assunto.
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MATERIALS MANAGER
Localização: Macaé - RJ. For this position, the candidate must have a bachelor degree in Engineering (Industrial or Mechanical) and previous experience in supply chain management. Fluency in English is mandatory. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PMLA46043
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SUPERVISOR DE SERVIÇOS II - COILED TUBING
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição, o candidato deve ter experiência anterior na operação de ferramentas de coiled tubing em empresas do ramo de petróleo. Inglês fluente é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PRFA45796
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GERENTE DE SERVIÇOS
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição, você deve ser formado em Engenharia, preferencialmente Mecânica e ter vivência no planejamento e condução de atividade técnicas no segmento eletro-mecânico para o setor de petróleo/marítimo. Liderança, flexibilidade, capacidade de comunicação completam o perfil. Inglês avançado é importante. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br, buscando a referência: PMLA41621
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COMPRADOR JÚNIOR
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição, o candidato deve ser formado necessariamente em Engenharia, preferencialmente Mecânica. Experiência prévia na área de compras será um diferencial. Habilidade de negociação, dinamismo e visão de processos completam o perfil. Inglês fluente é obrigatório. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br, buscando a referência: PMLA45627
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SUPERINTENDENTE DE LOGÍSTICA
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição o candidato deve ter formação superior, preferencialmente em Engenharia, Economia ou Administração de Empresas, com experiência mínima de 5 anos. Conhecimentos sólidos em legislação aduaneira, comércio internacional, além de experiência em importação, reexportação e distribuição de materiais, completam o perfil. Fluência em inglês é mandatório. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PGRI46617 .
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SUPERVISOR DE CUSTOS
EMPRESA MULTINACIONAL NO RAMO DE CONSTRUÇÃO SELECIONA PROFISSIONAIS. Localização: Angra dos Reis - RJ. Superior em Engenharia - ênfase em Produção/Gerência de Contratos. Experiência de 10 anos em custos de construção, planejamento, controle de recursos, lucratividade e risco. Conhecimento de estimativas, preparação e revisão de informações para Controle de Custos, desenvolvimento de projeções de custos. Inglês avançado. Os interessados deverão enviar currículo informando a pretensão salarial para rhoffshore@gmail.com
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SUPERVISOR DE SERVIÇOS - COMPLETION TOOLS
Localização: Macaé - RJ. O candidato deve ter experiência anterior offshore em empresas de serviços. Inglês fluente é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PRFA45794
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PLANEJADOR
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição o profissional deve ter nível técnico ou superior em Engenharia, com experiência de 2 a 3 anos em planejamento de materiais para empresas de oil & gas. Proatividade, organização e detalhismo completam o perfil. Inglês técnico é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PCMO45108
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COORDENADOR DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição você deve ter formação superior em Engenharia e experiência mínima de 10 anos em função gerencial ou coordenação de setor de Assistência Técnica em empresa do segmento petrolífero. Necessário experiência em empresa de equipamentos de perfuração. Inglês avançado é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br, buscando a referência PLSO45107
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TÉCNICO DE AUTOMAÇÃO
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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TÉCNICO DE REFRIGERAÇÃO
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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TÉCNICO DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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TÉCNICO DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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GERENTE DE SERVIÇOS
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição, você deve ser formado em Engenharia, preferencialmente Mecânica e ter vivência no planejamento e condução de atividade técnicas no segmento eletro-mecânico para o setor de petróleo/marítimo. Liderança, flexibilidade, capacidade de comunicação completam o perfil. Inglês avançado é importante. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PMLA41621
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COMPRADOR JÚNIOR
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição, o candidato deve ser formado necessariamente em Engenharia, preferencialmente Mecânica. Experiência prévia na área de compras será um diferencial. Habilidade de negociação, dinamismo e visão de processos completam o perfil. Inglês fluente é obrigatório. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br, buscando a referência: PMLA45627
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SUPERINTENDENTE DE LOGÍSTICA
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição o candidato deve ter formação superior, preferencialmente em Engenharia, Economia ou administração de Empresas, com experiência mínima de 5 anos. Conhecimentos sólidos em legislação aduaneira, comércio internacional, além de experiência em importação, reexportação e distribuição de materiais, completam o perfil. Fluência em inglês é mandatório. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PGRI46617 .
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SUPERVISOR DE SERVIÇOS - COMPLETION TOOLS
Localização: Macaé - RJ. O candidato deve ter experiência anterior offshore em empresas de serviços. Inglês fluente é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PRFA45794
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PLANEJADOR
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição o profissional deve ter nível técnico ou superior em Engenharia, com experiência de 2 a 3 anos em planejamento de materiais para empresas de oil & gas. Proatividade, organização e detalhismo completam o perfil. Inglês técnico é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PCMO45108
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RESPONSÁVEL TÉCNICO DE APOIO
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição o profissional deverá ser Técnico ou Engenheiro Mecânico com experiência mínima 5 anos com ferramentas de produção e perfuração de petróleo offshore. Capacidade de organização, detalhismo e trabalho em equipe são fundamentais. Inglês técnico é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br buscando a referência PMLA45125
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TÉCNICO QUÍMICO OU TÉCNICO EM PLÁSTICOS
Contato: Camila. Quantidade de vagas: 1. Nível hierárquico: Profissional Técnico - com 2º grau. Sexo: Masculino. Faixa salarial: De R$ 1.001,00 até R$ 2.000,00. Formação técnica em química ou em plásticos. Experiência com processos de produção de plásticos (injeção), análises de matérias primas para injeção de plásticos, desenvolvimento de novos materiais para plásticos de engenharia. Irá dar assistência técnica, análise de matérias primas, atendimento de clientes e auxílio técnico no desenvolvimento de novos materiais para clientes. Observações da vaga: Será necessário realizar visitas técnicas no estado de sp, mg e rj. Necessário disponibilidade total para viagens. O local de trabalho será na região de campinas. Necessário cnh. Salário inicial de r$1200,00 + benefícios e carro da empresa. Após 3 meses o salário passa a ser r$1600,00. Pessoas com o perfil acima, favor encaminhar currículo para curriculum@falcaobauer.com.br informando no assunto TÉCNICO PLASTICO.
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AUXILIAR LABORATÓRIO - HISTOLÓGICO e HISTOPATOLÓGICO
Centro Universitário localizado em Itaboraí contrata Auxiliar de Laboratório. 2º Grau completo. Experiência anterior em Laboratório Histológico e Histopatologia. Para atuar em Itaboraí. Salário R$ 500,00, VT, após período de experiência bolsa integral para faculdade. Horário de trabalho 44 horas semanais: De segunda à sexta 08:00 às 18:00 horas. Enviar currículo colado ao corpo do e-mail para: rhniteroi@yahoo.com.br
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TÉCNICO DE LABORATÓRIO - LABORATÓRIO DE ALIMENTOS
Centro Universitário localizado em Itaboraí contrata Técnico de Laboratório. 2º Grau completo. Com Formação técnica em Laboaratório de Alimentos (SENAI ou Similar). Desejável experiência anterior em Gerenciamento de Laboratórios. Para atuar em Itaboraí. Salário R$800,00, VT, após período de experiência bolsa integral para faculdade. Horário de trabalho 44 horas semanais: De segunda à sexta 08:00 às 18:00 horas. Enviar currículo colado ao corpo do e-mail para: rhniteroi@yahoo.com.br
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ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAL SÊNIOR
Multinacional do Segmento Farmacêutico Seleciona para trabalhar como: (residindo em Três Rios /Petrópolis).Preferência terceiro grau completo. Domínio nos aplicativos básicos(principalmente Excel). Oito anos de vivência em RH em empresas de médio e grande porte. Domínio da folha RH. Profundos conhecimento de legislação e CLT - Desejável oriundo do seguimento farmacêutico. Oferecemos: Remuneração compátivel com o mercado. Transporte da empresa (ônibus Fretado) para os funcionários. Assistencia médica e odontolólica Amil. Refeições no local. Possibilidades de crescimento profissional no grupo. O profissional deverá ter disponibilidade para residir em Três Rios / Petrópolis ou Paraíba do Sul . Objetivando morar em cidade do interior com uma boa infra estrutura e qualidade de vida. Os interessados deverão encaminhar CV com pretensão salarial para o email: rh@darrow.com.br. Importante mencionar o cargo almejado no ícone ASSUNTO ao encaminhar e-mail. Obeservação: Nesse momento, não aceitaremos CV que não estejam no perfil acima.
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ANALISTA DE VALIDAÇÃO
Multinacional do Segmento Farmacêutico Seleciona para trabalhar como: (residindo em Três Rios /Petrópolis). Com vivência em garantia da qualidade em laboratórios farmacêuticos e grandes redes de farmácia. Observação:Para essa posição serão selecionados apenas profissionais com formação superior em farmácia. Oferecemos: Remuneração compátivel com o mercado. Transporte da empresa (ônibus Fretado) para os funcionários. Assistencia médica e odontolólica Amil. Refeições no local. Possibilidades de crescimento profissional no grupo. O profissional deverá ter disponibilidade para residir em Três Rios / Petrópolis ou Paraíba do Sul . Objetivando morar em cidade do interior com uma boa infra estrutura e qualidade de vida. Os interessados deverão encaminhar CV com pretensão salarial para o email: rh@darrow.com.br. Importante mencionar o cargo almejado no ícone ASSUNTO ao encaminhar e-mail. Observação: Nesse momento, não aceitaremos CV que não estejam no perfil acima.
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SUPERVISOR DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
Multinacional do Segmento Farmacêutico Seleciona para trabalhar como: (residindo em Três Rios /Petrópolis).Perfil: Graduação em Farmácia. Desejável pós graduação na área de medicamentos e inglês. Vivência anterior em na função com as responsabilidades abaixo: Análise de fornecedores. Desenvolvimento da formulação. Relatórios de fabricação. Supervisão de lotes. Oferecemos: Remuneração compátivel com o mercado. Transporte da empresa (ônibus Fretado) para os funcionários. Assistencia médica e odontolólica Amil. Refeições no local. Possibilidades de crescimento profissional no grupo. O profissional deverá ter disponibilidade para residir em Três Rios / Petrópolis ou Paraíba do Sul . Objetivando morar em cidade do interior com uma boa infra estrutura e qualidade de vida. Os interessados deverão encaminhar CV com pretensão salarial para o email: rh@darrow.com.br. Importante mencionar o cargo almejado no ícone ASSUNTO ao encaminhar e-mail. Obeservação: Nesse momento, não aceitaremos CV que não estejam no perfil acima.
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ESTAGIÁRIO DE ELÉTRICA E MECÂNICA
Multinacional do Segmento Farmacêutico Seleciona para trabalhar como: (residindo em Três Rios /Petrópolis). Que resida em Petrópolis/três rios. Cursando o último ano do curso técnico. 18 anos/ com disponibilidade para estagiar 6 horas por dia. Oferecemos: Remuneração compátivel com o mercado. Transporte da empresa (ônibus Fretado) para os funcionários. Assistencia médica e odontolólica Amil. Refeições no local. Possibilidades de crescimento profissional no grupo. O profissional deverá ter disponibilidade para residir em Três Rios / Petrópolis ou Paraíba do Sul . Objetivando morar em cidade do interior com uma boa infra estrutura e qualidade de vida. Os interessados deverão encaminhar CV com pretensão salarial para o email: rh@darrow.com.br. Importante mencionar o cargo almejado no ícone ASSUNTO ao encaminhar e-mail. Obeservação: Nesse momento, não aceitaremos CV que não estejam no perfil acima.
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SUPERVISOR DE MATERIAIS
Macaé. Profissional residente em Macaé, formado em Administração ou Engenharia, com 3 anos de experiência na gestão de materiais em empresas de Aviação ou Petróleo & Gás. Domínio em informática, principalmente sistemas integrados. Salário: R$ 3.000,00. Benefícios: TR: R$10,25; VA: R$ 122,60; Asssitência Médica (Unimed) e Odontológica (Odontoprev); Previdência Privada e Seguro de Vida. Favor enviar currículo para talentosempresarh@yahoo.com.br mencionando no assunto: Supervisor de Materiais.
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TÉCNICO EM VALIDAÇÃO
Estou com oportunidade de emprego para Técnico em Validação, para atuar em Campos dos Goytacazes. Multinacional Farmacêutica. Graduação completa em farmácia. Experiência em estéreis. Disponibilidade para residir em Campos dos Goytacazes. CV para cadastrorecrutamento@yahoo.com.br
--- www.tqfsite.eng.br --- 15/07/2007 --- www.tqfsite.eng.br ---
ESTÁGIO - GEOLOGIA
MULTINACIONAL RECRUTA PARA ESTÁGIO - GEOLOGIA - Macaé: Interessados devem encaminhar currículo no CORPO DO E-MAIL para vagas_recursoshumanos@yahoo.com.br. Assunto: Estágio - Geologia - Macaé. ATIVIDADES: Suporte à gerência; Atividades em campo. PRÉ-REQUISITOS: Residir e estudar em Macaé ou PROXIMIDADES. Cursando ensino superior em Geologia. Sexo: masculino ou feminino. DESEJÁVEL: Organização; Iniciativa; Fluência Verbal; Criatividade; Habilidade Numérica; Informática. INFORMAÇÕES: Horário: flexível; Bolsa-auxílio: Será passado no ato da entrevista; VT; VR (R$10,00 diários). Local de Trabalho: Macaé. Assunto: Estágio Geologia- Macaé (Importante! Pois e-mail sem assunto se mistura a outras vagas!). Candidato! Já solicite sua declaração de matrícula na faculdade para o decorrer do processo seletivo. Obs.: CV em anexo serão lidos por último - Mande seu CV no corpo do texto!
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VENDEDORES EXTERNO
Vagas para trabalhar em: Caxias, Piabetá, Madureira, Bonsucesso, São Gonçalo, Realengo e Nilópolis. Pré - requisitos: Idade entre 21 a 35 anos, Sexo indiferente, Ecolaridade: 2º grau completo, Carga horária de 09:00hs as 18:00hs, Ter alguma vivencia na área. A empresa oferece: Salário: R$ 500,00 + comissão + vale transporte + plano de saúde, carteira assinada. Interessados enviar currículo no corpo do e-mail e no assunto indicar a função de v.e. e local desejado de trabalho para : trabalheconosco2@yahoo.com.br
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ENGENHEIRO
Atuar em empresa multinacional. Com experiência no ramo OFF SHORE*EM PLC*. Escolaridade: Graduação Completa em Engenharia. Local: Macaé. Período: 14X14. Salário Super Atrativo em relação ao Mercado. Os interessados deve comparecer na Avenida Brás de Pina, 96 - sala 302 - Penha , das 09:00 as 16:00h , com documentos e currículos ou ligar para tel:(21)25645965
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GERENTE INDUSTRIAL
Nosso cliente, empresa nacional na área de Biocombustíveis busca para atuar em sua nova unidade: Este profissional irá acompanhar as instalações de uma destilaria de álcool localizada na cidade de Boa Vista em Roraima. REQUISITOS: Formação: Engenharia; Experiência mínima: 3 anos em indústria de Álcool; Disponibilidade para fixar residência em Roraima a partir de 2008. Envio de currículo para e-mail: processos@alleata.com.br ou cadastro na vaga www.alleata.com.br Informações: F: (19) 3234-1216
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VENDEDOR EXTERNO - SEGMENTO DE MEDICAMENTOS
Distribuidora de Medicamentos em crescimento ampliando seu quadro efetivo na área comercial, busca profissionais para algumas áreas ainda com vagas abertas. Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas, independente do segmento, mas que queiram se desenvolver profissionalmente e tenham disponibilidade para trabalhar em rotas. Fundamental ter boa negociação e relacionamento para atender a carteira de clientes já cadastrada como também conquistar novos. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, alguma experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Oferecemos: Registro em carteira. Salário (mínimo garantido) + comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência. Benefícios de compras internas. Convênio farmácia. Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Volta Redonda. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para rh@prospermed.com.br
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ENGENHEIRO DE PRODUTO
Empresa: IVM Automotive (profissional prestará serviço na Volkswagen Resende- RJ. Descrição da vaga: Prestará serviços na fábrica da Volkswagen Resende - caminhões e ônibus - será responsável por áreas específicas como chassi, sistema de arrefecimento, cabine, novos produtos, carroçaria, powertrain, elétrica, testes, motores, homologação, DMU, veículos especiais, cabine e demais áreas automotivas. Pré requisitos da vaga: superior completo em Engenharia, com Crea, experiência automotiva anterior será um diferencial, Inglês Intermediário. Observações: Vaga CLT e efetiva para trabalhar na Volkswagen Resende. Oferecemos transporte, refeição no local, plano de saúde, seguro de vida, plano odontológico. Salário: R$ 3.000,00 à R$ 5.000,00- Negociável. Interessados enviar currículo URGENTE para: ricardo.negreiro@yahoo.com.br com assunto "ENGENHEIRO DE PRODUTO - RESENDE" ou entrar em contato pelos telefones abaixo.
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ENGENHEIRO QUÍMICO E/OU AMBIENTAL / QUÍMICO INDUSTRIAL
Formação Superior Completa em: ENGENHARIA QUÍMICA OU AMBIENTAL E/OU QUÍMICA INDUSTRIAL. Experiência mínima de 3 anos em processos industriais; Desejável Pós ou Especialização em Meio Ambiente e/ou Química. Experiência em atividades ligadas à área de Meio Ambiente. Local de trabalho: Magé/RJ; A primeira etapa do processo ocorrerá no Rio de Janeiro/RJ; Usuário de informática - Excel; Atuação na área de operação. Remuneração: R$ 3.000 + VT + VR. Os interessados devem encaminhar currículo COM URGÊNCIA para vagas@grupolet.com sob título ENGENHEIRO QUIMICO/AMBIENTAL
Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas externas. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Só aceitaremos candidatos que residam nos locais das vagas abertas (Angra, Itaperuna e Rio das Ostras). Oferecemos: Registro em carteira; Salário (mínimo garantido) - comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência; Benefícios de compras internas; Convênio farmácia; Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Angra dos Reis; Itaperuna; Rio das Ostras. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para recrutamento@prospermed.com.br
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CVRD
Até 16 de setembro, estarão abertas as inscrições para o Programa de Estágios 2007 da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Serão aproximadamente 500 vagas para estudantes de nível técnico e superior no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Sergipe e Bahia. Para os universitários, são oferecidas vagas em 50 cursos diferentes, dentre os quais Administração, Agronomia, Análise de Sistemas, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Comércio Exterior, Computação e cursos de informática, Comunicação Social, Contabilidade, Curso de informática, Direito, Economia, Engenharia, Marketing, Jornalismo, Letras, Relações Internacionais, entre outros. Para o nível técnico, as vagas são para cerca de 30 cursos, tais como Administração, Agropecuária, Automação, Contabilidade, Edificações e Estrada, Elétrica, Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Enfermagem, Gestão de negócios, Informática, Instrumentação, Manutenção de equipamentos, Mecânica, Química, Segurança do Trabalho, Turismo, entre outros. Nesta edição há oportunidades para estudantes tecnólogos das áreas de Gestão de Qualidade, Meio Ambiente, Secretariado Executivo e Segurança. Além da bolsa auxílio mensal (que varia de R$ 350 a R$ 780), os selecionados têm assistência médica, seguro de vida, vale-transporte e vale-alimentação. Este último somente quando a unidade pretendida para o estágio não contar com refeitório. O vale-transporte também só será concedido quando não houver transporte oferecido pela CVRD. A carga horária varia entre 4, 6 e 8 horas, dependendo da função. Para participar do processo seletivo, os universitários devem estar a dois anos da conclusão do curso. Nível avançado em inglês e bons conhecimentos de informática são desejáveis. Para os candidatos de nível técnico, a única exigência é estar a um ano de concluir o curso. Serviço: Inscrições: de 13 de agosto a 16 de setembro de 2007. Como se inscrever: no site www.cvrd.com.br
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TÉCNICO AMBIENTAL
Empresa de engenharia e aero-levantamentos procura técnico ambiental para atual em trabalhos de campo com base em Vassouras - RJ e Juiz de Fora - MG, no setor de GASODUTOS. Contato: gabardo@esteio.com.br
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FARMACIA
Estou com oportunidade de emprego para Analista de Validação Pleno. Requisitos: Graduado em Farmácia; Experiência mínima de 3 anos na função. Habilidades: Experiência em qualificação de equipamentos, sistema de água e HVAC. Experiência em injetáveis. Revisão do plano mestre de validação. Elaboração e revisão do cronograma anual de validação. Elaboração e revisão de procedimentos operacionais (POP's). Avaliação dos relatórios de desvios e auxiliar no processo investigativo. Conhecimento de BPF/GMP. Desejável ter curso de extensão em validação. Inglês Técnico. Local de trabalho: Campos dos Goytacazes (Indústria de grande porte multinacional). Interessados, favor enviar currículos para cadastrorecrutamento@yahoo.com.br
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VENDEDOR EXTERNO - SEGMENTO DE MEDICAMENTOS
Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas, independente do segmento, mas que queiram se desenvolver profissionalmente e tenham disponibilidade para trabalhar em rotas. Fundamental ter boa negociação e relacionamento para atender a carteira de clientes já cadastrada como também conquistar novos. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, alguma experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Oferecemos: Registro em carteira. Salário (mínimo garantido) - comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência. Benefícios de compras internas. Convênio farmácia. Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Barra Mansa; Volta Redonda. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para rh@prospermed.com.br
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ENGENHEIRO DE PRODUTO - ARREFECIMENTO DE MOTORES
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO DE PRODUTO - VIBRAÇÃO OU ACÚSTICA
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO DE PRODUTO - TESTE DE MOTORES
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO PRODUTO - VEICULOS ESPECIAIS
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO HOMOLOGAÇÃO JUNTO AOS ORGÃOS CERTIFICADORES
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO PRODUTO - ACAB. INTERNO CABINA
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva com. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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ENGENHEIRO PRODUTO - CHASSI
LOCAL: Resende. PRÉ-REQUISITOS: Profissional com CREA, Inglês Intermediário, experiência anterior na área automotiva com. Disponibilidade para residir em Resende. OBSERVAÇÕES: Vaga CLT, efetiva, salário compatível com o mercado + pacote de benefícios. Interessados enviar currículo NO CORPO DO E-MAIL para: ricardo.negreiro@ivm-automotive.com Colocando no assunto o título da vaga.
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SUPERVISOR DE MATERIAIS
A Hares RH Consultoria está assessorando seu cliente, empresa do segmento de offshore na seleção de: Requisitos: Ensino superior completo em Engenharia de Produção, Administração ou áreas afins. Vivência anterior no segmento de OFFSHORE. Experiência mínima de 5 anos em controle de estoque, movimentação de materiais e almoxarifado. Conhecimentos em importação/exportação. Inglês avançado. Local de trabalho: Macaé (RJ). Os candidatos interessados devem enviar currículos (urgente) para comercial@haresrh.com.br; com o assunto "Materiais", indicando a pretensão salarial.
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VENDEDOR (A) EXTERNO (A)
Assessorando nosso cliente, buscamos: Só serão análisados os currículos que preencherem os requisitos abaixo. Requisito: Oriundo de Indústria Farmacêutica. Vivência em vendas de produtos cirúrgicos ortopédicos, com carteira de clientes e veículo próprio disponível. Local de atuação: Petrópolis/Teresópolis. Experiência: 2 anos de experiência. Obs: No assunto do e-mail colocar "VENDEDOR EXTERNO" e encaminhar para o e-mail pedroaugusto@elloselecao.com.br
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ANALISTA QUÍMICO JR
Indústria de grande porte localizada em Petrópolis contrata: Possuir 1 ano de experiência na função ou como Aux. Laboratório; Indispensável formação Técnica em Química; Morar em Petrópolis; Habilidade com Análises Fisico-químicas e microbiológicas; Empresa oferece salário de R$ 1.095,00 + benefícios (Vt + alimentação no local + Plano de saúde + seguro de vida + Cartão Alimentação). Os interessados que estiverem dentro do perfil devem enviar cv para fffernandes@ativaassessoria.com.br colocando o nome da vaga no assunto.
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ANALISTA DE QUALIDADE E PROCESSOS DE PRODUÇÃO
Indústria de grande porte localizada em Petrópolis contrata: Possuir 2 anos de experiência na função em Indústrias; Indispensável nível superior (Administração ou Engenharia); Morar em Petrópolis; Experiência: Participação efetiva na implantação de Sistemas de Gestão baseados nas normas ISO 9000 e ISO 14000; Conhecimento básico dos Sistemas de Gestão baseados nas normas ISO 22000, OHSAS 18000 e SA 8000 (responsabilidade social); prática nas ferramentas da qualidade (Pareto, Ishikawa, planos de ação), indicadores de desempenho, PDCA entre outras. Empresa oferece salário entre R$ 2.200,00 a R$ 2.400,00 + benefícios (Vt + alimentação no local + Plano de saúde + seguro de vida + Cartão Alimentação). Os interessados que estiverem dentro do perfil devem enviar cv para fffernandes@ativaassessoria.com.br colocando o nome da vaga no assunto.
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ANALISTA DE VALIDAÇÃO
Laboratório Localizado na Região Serrana, seleciona com urgência: Graduado em Farmácia ou engenharia de produção; Necessário residir próximo da região; Inglês técnico; Domínio pacote office; Experiência mínima de 1 ano com processos de validação, normas técnicas de
controle de qualidade e produção farmacêutica. Encaminhar currículos atualizados com pretensão salarial para: siahtcon@terra.com.br aos cuidados de Cláudia Medeiros colocando no assunto: analista de validação
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PROGRAMA TRAINEE SEARA
O que é o Programa Trainee Seara?
O Programa Trainee Seara é uma ação de educação continuada que tem como objetivo formar os futuros líderes da organização. Para tanto, se propõe a desenvolver universitários recém-formados em suas competências técnicas e comportamentais.
O que a Seara oferece:
Salário de Admissão - R$ 2.200,00 depois de 6 meses - R$ 2.500,00. Participação nos Resultados - PPR. Treinamento estruturado. Previdência Privada. Assistência Médica e Seguro de Vida. Auxílio-alimentação. Vale Transporte ou ônibus da empresa. Programa de Desenvolvimento.
O Programa Trainee SEARA tem duração de 12 meses e acontecerá no período de janeiro a dezembro.
Durante este período o trainee passará por três Programas de Treinamento:
1) Programa de Integração - Refere-se a todas as ações necessárias ao conhecimento da empresa, objetivando facilitar o entendimento sobre o negócio, bem como sua cultura e valores.
2) Programa de Treinamento On The Job - objetiva proporcionar a aquisição de uma visão completa da área na qual o trainee irá atuar. O Programa prevê rodízio em diferentes áreas. Este rodízio será direcionado para sua área de atuação.
3) Programa de Desenvolvimento das Competências Técnicas e Comportamentais - programa modular cujo objetivo é estimular o autodesenvolvimento do participante.
Ao término do programa o trainee deverá apresentar seu Projeto Final, o qual deverá estar voltado para o negócio da empresa impactando o resultado da Companhia.
Avaliação e Acompanhamento.
Ao longo do Programa o trainee será acompanhado por um coach - um gestor da empresa que terá foco no processo de desenvolvimento do trainee.
Além disso o trainee terá o seu desenvolvimento monitorado das seguintes formas:
- Avaliações formais. Estas avaliações contemplarão aspectos técnicos e comportamentais. Serão três avaliações ao longo do ano
- Acompanhamento com ênfase no aspecto técnico e acompanhamento voltado ao desenvolvimento das potencialidades do trainee.
Perfil desejado:
Jovens com até 28 anos; Graduados ou pós-graduados há no máximo 2 anos (Dez/03 a Dez/05); Fluência em inglês e/ou outros idiomas;
Domínio das ferramentas de informática e; Disponibilidade de mudança de cidade.
A busca é por jovens talentos, empreendedores, dinâmicos, criativos, determinados e com habilidade para trabalhar em time.
As formações acadêmicas serão definidas anualmente com base nas áreas de atuação na qual o trainee terá seu foco.
Os candidatos devem ter inteira disposição para mudança de cidade e/ ou estado.
Etapas do Processo Seletivo:
Triagem curricular
Prova Presencial (Conhecimentos Gerais, Raciocínio Lógico e Inglês)
Avaliação com a consultoria parceira
Entrevista Individual
Case de Negocios
Avaliação final com a Diretoria da empresa
Todas as atividades propostas serão estruturadas de forma que os candidatos tenham a oportunidade de demonstrar seu potencial e perfil pessoal.
Os interessados deverão cadastrar-se no site: http://www.seara.com.br/trainee/
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VENDEDOR (A) EXTERNO (A)
Requisito: Oriundo de Indústria Farmacêutica. Vivência em vendas de produtos cirúrgicos ortopédicos, com carteira de clientes e veículo próprio disponível. Local de atuação: Petrópolis/Teresópolis. Experiência: 2 anos de experiência. obs: No assunto do e-mail colocar "VENDEDOR EXTERNO" e encaminhar para o e-mail pedroaugusto@elloselecao.com.br
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EST
Estamos contratando dois eng° de segurança do trabalho para obras na a.. Cosipa em Cubatão / SP e b.. CSN em Itaguaí / RJ. Solicitamos experiência de no mínimo de 03 anos em montagens eletromecânica. E-mail: seguranca@milplan.com.br
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ENGENHEIRO MECÂNICO
EM ITAGUAÍ A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). (2 vagas). Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO ELÉTRICO
(2 vagas). EM ITAGUAÍ .A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil (ambos): No mínimo sete anos de experiência em projetos, análise e aprovação de detalhamento, acompanhamento de fabricação de equipamentos, inspeção e testes nas fábricas, acompanhamento de montagem e teste de performance. É desejável inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO METALÚRGICO
EM ITAGUAÍ .A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil (A): No mínimo sete anos de experiência em processos de Aciaria, vivência em projetos. Inglês avançado ou intermediário. Perfil (B): No mínimo sete anos de experiência em processos de Laminação, vivência em projetos. Inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ESPECIALISTA EM LOGÍSTICA
EM ITAGUAÍ .A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil: No mínimo sete anos de experiência em Logística e preferencialmente em Start up industrial, formação superior preferencialmente em Engenharia. Inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO SEGURANÇA
EM ITAGUAÍ .A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil: Especialista em Sistema de Combate a Incêndio. Será valorizada experiência anterior em Start up industrial. Inglês avançado desejado ou intermediário necessário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO MECÂNICO
VAGAS - UPV - VOLTA REDONDA: A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Atuará na área de Projetos como especialista em linha em Linha "Dura": Equipamento de transmissão de força, laminadores, Redutores, Ponte Rolante e Elemento de máquinas. Inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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ENGENHEIRO METALÚRGICO
VAGAS - UPV - VOLTA REDONDA: A CSN está em plena expansão e busca profissionais de engenharia para Start up da usina de placas que será instalada em Itaguaí (RJ).Também há vagas na usina de Volta Redonda (RJ). Perfil (A): Experiência mínima de sete anos na em empresas de siderurgia. Atuará na área de Projetos como especialista em linha em siderurgia: Coqueria, Sinterização, Alto-forno e Matérias-primas. Inglês avançado ou intermediário. Perfil (B): Experiência mínima de sete anos em empresas de siderurgia. Atuará na área de Projetos como especialista em linha em siderurgia: Aciaria e Lingotamento de Placas. Inglês avançado ou intermediário. Os interessados poderão cadastrar no site da CSN e/ou enviar currículo para: eliana.villela@csn.com.br
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COCA-COLA TAMBÉM RECRUTA PARA VAGAS DE ESTÁGIO
Estudantes também podem concorrer a uma chance de trabalho na Coca-Cola Brasil. A empresa costuma manter em seu site inscrições abertas durante todo ano para vagas de estágio. O cadastro é voltado para quem reside no Rio de Janeiro. Porém, universitários de localidades como Porto Alegre, São Paulo, Recife e Brasília podem se inscrever, pois pode ser que surjam oportunidades em algum dos escritórios regionais. A seleção é destinada a universitários que já tenham cursado no mínimo a metade da faculdade de Administração, Biologia, Ciências Atuariais, Comunicação Social, Direito, Economia, Engenharia, Estatística, Farmácia, Marketing, Matemática e Química. Ainda é preciso possuir domínio de Inglês e do pacote Office. O processo seletivo consta de triagem curricular, testes online de Inglês e conhecimentos gerais, dinâmicas de grupo e entrevistas individuais. Os estagiários receberão bolsa-auxílio, tíquete-alimentação e vale-transporte para carga horária de quatro ou seis horas diárias. Os interessados devem fazer inscrições pelo site da empresa. www.cocacolabrasil.com.br
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TST
Vaga para Volta Redonda-RJ. Empresa Laurindo e André. Laurindo e André contrata téc. em Segurança do trabalho para consultoria e elaboração de PPRA e LTCAT. Salário aberto a negociações. Interessados devem enviar curriculos para o e-mail: diretoria@laurindoeandre.com.br
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PROGRAMA DE ESTÁGIO ELEKTRO 2008
Conforme contato por telefone, a ELEKTRO em parceria com a Companhia de Talentos está selecionando candidatos para o seu Programa de Estágio 2008. Pedimos, se possível, que encaminhem este material para o e-mail dos alunos ou que fixem nos murais da sua Universidade. No cartaz (clique aqui!) constam informações referentes ao processo seletivo e os pré-requisitos solicitados. Para participar, basta se cadastrar através do site www.ciadetalentos.com.br/elektro até o dia 03 de Setembro de 2007. Solicitamos a confirmação desta divulgação realizada, por e-mail ou através do telefone (11) 5508-3222. A Cia de Talentos agradece antecipadamente sua colaboração!
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ESTAGIÁRIO TÉCNICO DE SEGURANÇA NO TRABALHO
Baker Hughes do Brasil contrata: Estagiário técnico de segurança no trabalho com os seguintes requisitos: Estar cursando Técnico de Segurança no Trabalho. Conhecimentos de inglês. ser residente da cidade de MACAÉ, RIO DAS OSTRAS,CARAPEBUS, CASIMIRO DE ABREU, BARRA DE SÃO JOÃO e CAMPOS DOS GOYTACAZES. A Baker oferece Bolsa Auxílio de R$ 500,00, Vale Transporte , Ticket Refeição, Seguro de Vida e Acidentes pessoais e Flexibilidade de Horário (6 hrs/ dia). Envie seu currículo para anacristina.lima@bakerhughes.com, especificando no assunto : ESTÁGIO HS&E
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ESTÁGIO PETRÓLEO E GÁS / ENG. AMBIENTAL / ENG. QUÍMICA / GEOLOGIA
MULTINACIONAL RECRUTA PARA ESTÁGIO - MACAÉ. PETRÓLEO E GÁS / ENG. AMBIENTAL / ENG. QUÍMICA / GEOLOGIA. Siga as instruções! Já demonstra sua atenção! Instruções: Há preferência de leitura de currículos contendo pretensão salarial; Há preferência de leitura de currículos que estejam no corpo do texto; Informe data de nascimento / Período do curso / Endereço completo; No assunto do e-mail informe: Estágio Macaé - Ambiental/Química/Geologia (E-mail sem assunto é lido por último). PRÉ-REQUISITOS: Cursando ensino superior em Petróleo e Gás / Eng. Química / Eng. Ambiental ou Geologia. Sexo: masculino ou feminino. RESIDIR EM MACAÉ OU CIDADES VIZINHAS. INFORMAÇÕES: VT; VR (R$10,00 diários). Local de Trabalho: Macaé. CV para vagas3000@yahoo.com.br
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TRAINEE SADIA 2008
A Sadia está fazendo um novo processo para seleção de TRAINEES. Interessados acessar a página www.sadia.com.br e fazer a sua inscrição. Inscrições de 01/08 a 02/09.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO PLENO
Segue abaixo perfil para vaga de: ENGENHEIRO DO PRODUTO PLENO - DISPONIBILIDADE P/ MORAR EM RESENDE. Superior em Engenharia Mecânica ou Produção. Experiência mínima de 5 anos desenvolvimento de componentes de chassi, como suspensão, freio, direção, eixos e componentes estruturais. Inglês Fluente. Os interessados deverão enviar currículo dentro do perfil, para: rh.resende@gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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SUPERVISOR DE MATERIAIS
A Hares RH Consultoria está assessorando seu cliente, empresa do segmento de offshore na seleção de: Requisitos: Ensino superior completo em Engenharia de Produção, Administração ou áreas afins. Vivência anterior no segmento de OFFSHORE. Experiência mínima de 5 anos em controle de estoque, movimentação de materiais e almoxarifado. Conhecimentos em importação/exportação. Inglês avançado. Local de trabalho: Macaé (RJ). Os candidatos interessados devem enviar currículos (urgente) para comercial@haresrh.com.br; com o assunto "Materiais", indicando a pretensão salarial.
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ESTAGIÁRIO DE ENGENHARIA
Multinacional seleciona para estagiar em Macaé: Cursando Engenharia Mecânica, Produção ou Petróleo. Desejável: Inglês. Os interessados deverão ter disponibilidade para residir em Macaé ou adjacências. Carga horária: 6 horas de Segunda à sexta. A Empresa oferece Bolsa Auxílio no valor de R$ 900,00 + VR 14,00 + VT. Os interessados deverão encaminhar currículo para cvs_petro@yahoo.com.br
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - CABINE
Oportunidade para MSX (empresa dentro da Volkswagen Caminhões e Ônibus em Resende-RJ). Superior em Engenharia Mecânica/Produção/Automobilística. Desejável especialização em plástico e processos de produção - ferramenteiro. Conhecimento no desenvolvimento de ferramental de peças plásticas e TRIM. Inglês Avançado. Salário: a combinar. Interessados encaminhar currículo dentro do perfil com pretensão salarial para fernanda.pereira@gruposeres.com.br colocar no assunto o nome do cargo.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - MOTOR
Oportunidade para MSX (empresa dentro da Volkswagen Caminhões e Ônibus - Resende-RJ). Superior em Engenharia Mecânica / Produção / Automobilística. conhecimento desenvolvimento de motores, atuando desde a conceituação do produto até sua fase de implementação na linha de produção e também acompanhamento e solução de problemas de campo junto ao nosso departamento de Assistência Técnica. Elaboração de documentos para modificação de componentes de motor, acompanhamento de testes na VW e em nossos fornecedores. Elaboração de FMEA para novos projetos. Contato direto com fornecedores de motor em busca de novas tecnologias. Inglês Avançado. Salário: a combinar. Interessados encaminhar currículo dentro do perfil com pretensão salarial para fernanda.pereira@gruposeres.com.br colocar no assunto o nome do cargo.
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VENDEDOR EXTERNO - SEGMENTO DE MEDICAMENTOS
Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas, independente do segmento, mas que queiram se desenvolver profissionalmente e tenham disponibilidade para trabalhar em rotas. Fundamental ter boa negociação e relacionamento para atender a carteira de clientes já cadastrada como também conquistar novos. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, alguma experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Oferecemos: Registro em carteira. Salário (mínimo garantido) - comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência. Benefícios de compras internas. Convênio farmácia. Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Angra dos Reis; Volta Redonda; Campos. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para rh@prospermed.com.br
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ESTAGIÁRIO ÓLEO & GÁS
Multinacional recruta para atuação em Macaé. Cursando engenharia mecânica, de produção ou gestão de Petróleoe gás; Inglês intermediário; Disponibilidade para estagiar das 08:00 às 15:00. Conhecimentos em MS-PROJECT. Interessados enviar currículo para: triandocv@yahoo.com.br, colocando no campo assunto: óleo e gás. A empresa oferece bolsa de R$700,00 + benefícios
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SUPERVISOR TÉCNICO DE LABORATÓRIO
Recrutamos para multinacional de prospecção de petróleo. Formação: Química ou Engenharia Química. 5 anos de experiência. Local de trabalho: MACAÉ. Responsabilidades: Desenvolvimento de desemulsificante e clarificador/floculante através de testes de laboratório; Preparação de visitas técnicas de campo; Realização de testes para obtenção de informações para suporte das operações de campo; Oferecer orientação técnica e direcionamento de trabalho para equipe; Supervisionar procedimentos em laboratório de campo; Supervisionar e coordenar atividades de testagem, pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos; Compilação, análise e interpretação técnica de resultados; Preparação e manutenção de equipamentos e instrumentos de laboratório, incluindo a solicitação de suprimentos; Manter controle de inventário de químicos e lista de MSDS para os produtos em estoque; Pré-requisitos: Conhecimentos avançados em testes de tendência de emulsão; Conhecimentos avançados de tratamento químico de água e petróleo no processo de produção; Conhecimentos de soluções químicas para produção de petróleo e gás off/on shore; Conhecimento dos processos de campo de água, petróleo e gás; Conhecimentos de procedimentos de analise de corroção e encrustração; Conhecimentos de processos de garantia de escoamento, incluindo parafina, asfaltino, hidrato e encrustração; Conhecimentos de procedimentos de teste e propriedades dos produtos; Inglês - indispensável. Espanhol - desejável. Currículum, com pretensão salarial, para PSICÓLOGOS ASSOCIADOS LTDA E-mail: psicologos@psicologosassociados.com.br
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ANALISTA DE VALIDAÇÃO
Indústria farmacêutica localizada em Campos dos Goytacazes (RJ) está com uma vaga em aberto para Analista de Validação. Requisitos: Superior em Farmácia, inglês avançado, experiência em qualificação de equipamentos, sistema de água, HVAC e utilidades. Desejável experiência em linha de injetáveis. Os interessados devem enviar curriculum para rh@cellofarm.com.br citando o nome da vaga no assunto da mensagem.
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ENGENHEIROS SUBMARINOS - SUBSEA
MULTINACIONAL CONTRATA Desing Engineer. Descrição: Apoio aos projetos R&D de engenharia. Foco em tecnologias e em suporte R&D. Perfil: Profissional dinâmico, com habilidade para trabalhar em equipe, ser veloz e ágil e ter bom relacionamento com os cliente. Remuneração: Negociável. Ramo de Atividade: Oil & Gás. Local de trabalho: Rio de Janeiro e Macaé. Interessados enviar CV para cfant@pop.com.br
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AUXILIAR DE PLANEJAMENTO DE PRODUÇÃO
Distribuidora de Bebida contrata: Necessária experiência mínima de seis meses na área administrativa. Experiência com controle de estoque, produção, almoxarifado, planejamento de manutenção e/ou planejamento de produção. Desejável curso Técnico em Administração. Necessário conhecimento do pacote Office e do sistema Microsiga. Residir em Petrópolis. A empresa oferece salário em 815,00+ benefícios (plano de saúde, seguro de vida, VT e Refeição no local). Os interessados devem enviar currículo para :bfragozo@ativaassessoria.com.br, especificando no assunto AUX. PLAN. E PROD.
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ESPECIALISTA DE OBRAS NOVAS
Empresa: Lafarge Brasil S/A. Formação: Engenharia Mecânica, Elétrica ou Civil; Requisitos: Experiência mínima de 03 anos em execução e coordenação de projetos em empresas de grande porte; Vivência na elaboração, coordenação e implementação de novos projetos através do processo de acompanhamento de investimentos em plantas industriais; Atuação com suporte na análise de investimentos e estudo de viabilidade para implantação de melhorias e novos projetos; Conhecimento em autocad, software de gerenciamento de projetos (MS project) e gestão orçamentária; Mobilidade geográfica para trabalhar no interior do Estado do Rio de Janeiro; Perfil: Capacidade de liderança de equipe, cultura de segurança e flexibilidade. Os interessados deverão enviar seus currículos para: manoelina.henriques@lafarge.com ou patricia.fabiane@lafarge.com
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UNILEVER 205 VAGAS EM PROGRAMAS DE ESTÁGIO E TRAINEE
A Unilever, fabricante de produtos alimentícios, de limpeza, de perfumaria e sorvetes, presente em mais de 150 países, já abriu inscrições para os seus Programas de Estágio e Trainee 2008. Detentora de marcas conhecidas, como Arisco, Dove, Hellmann`s, Kibon, Knorr, Lipton, Lux e Omo, entre outras, a multinacional pretende selecionar um total 180 estagiários (para a Capital paulista, Interior de São Paulo, Goiânia/GO, Pouso Alegre/MG e Recife/PE) e cerca de 25 trainees para São Paulo/SP. "Os Programas de Estágios e Trainees Unilever buscam gerar oportunidades profissionais aos candidatos, valorizar a diversidade, buscar novos talentos e, principalmente, líderes para a companhia. Queremos atrair e estimular pessoas que tragam uma visão diferente", afirma Vera Durante, diretora de recursos humanos da Unilever. Estágio: As oportunidades referentes ao Programa de Estágio são destinadas a candidatos que estejam no penúltimo ou último ano do ensino superior. É necessário que o estudante esteja matriculado em dos seguintes cursos: Cadeia de Suprimentos (Supply Chain), Desenvolvimento de Marcas e Produtos (marketing e pesquisas de mercado), Jurídica, Logística, Manufatura (finanças), Pesquisa e Desenvolvimento (área técnica), Recursos Humanos, Relacionamento com Clientes (vendas e trade marketing) e Tecnologia da Informação. Outra exigência é o conhecimento intermediário da língua inglesa. O processo seletivo, previsto para setembro e novembro deste ano, é composto por diversas etapas eliminatórias: testes virtuais, dinâmicas de grupo e entrevistas. Os alunos aprovados deverão ter disponibilidade para jornada de 20 a 40 horas semanais. O estágio tem duração de um ano com possibilidade de renovação por mais um. "A maior parte do nosso processo de seleção concentra-se no contexto de negócios. Não é necessário que o candidato tenha conhecimentos empresariais. O importante é que ele pense de forma estruturada e consistente e aplique seus conhecimentos às atividades propostas", explica Vera. A bolsa-auxílio oferecida aos estagiários será de R$ 696,57, para alunos do penúltimo ano, com 20 horas semanais de trabalho; R$ 1.040,64, para 30 horas; e de R$ 1.387,52, para 40 horas semanais. No caso de último anistas, a remuneração será de R$ 744,88, para 20 horas trabalhadas; R$ 1.109,73, para 30 horas; e R$ 1.479,65, para 40 horas semanais. Esses valores de bolsa valem para São Paulo (Capital e Interior). Trainee: As 25 vagas oferecidas no Programa de Trainee da Unilever são para atuação nas seguintes áreas: Finanças, Logística, Manufatura (fábricas), Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos, Recursos Humanos, Relacionamento com Clientes (vendas e trade marketing) e Tecnologia da Informação. Podem participar deste programa estudantes, de todo o País, com graduação prevista para o fim deste ano, ou aqueles tenham concluído a graduação ou pós-graduação entre 2005 e 2007. É exigido, também, inglês avançado. O processo de seleção será realizado de setembro a outubro, com provas virtuais, dinâmicas de grupo e entrevistas individuais. O resultado será divulgado em novembro deste ano e os aprovados começam a trabalhar em fevereiro de 2008. "Os trainees são jovens com disposição e potencial para aprender, crescer e se desenvolver na organização tornando-se futuros líderes dentro dos negócios da companhia. Nosso programa fomenta o desenvolvimento não só de habilidades técnicas como também comportamentais, o que viabiliza o plano de desenvolvimento da capacidade de liderança dos trainees", comenta a diretora de Recursos Humanos da Unilever. Os trainees selecionados farão jus a um salário mensal de R$ 4.203,00, bem como aos demais benefícios oferecidos aos funcionários da Unilever: alimentação, estacionamento, participação nos resultados, plano de previdência privada, assistência médica e odontológica, seguro de vida em grupo. Eles também terão a chance de participar de um programa de treinamento específico. Após três anos de atuação como trainees, os candidatos estarão preparados para assumirem cargos de gerência na companhia. Inscrições: Os interessados poderão inscrever-se para os Programas de Estágio e Trainee 2008 da Unilever por meio do site www.unilever.com.br. As inscrições ficarão abertas até 20 de agosto.
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RENAULT SELECIONA PARA CENTRO DE ENGENHARIA
A montadora Renault está selecionando profissionais de Engenharia para seu Centro de Engenharia, que vai ser montado em São José dos Pinhais, como parte dos investimentos de 300 milhões de euros previstos para os próximos dois anos. O Centro de Engenharia América Renault, como será chamado, será o 3º centro desse tipo da empresa no mundo, seguindo com a ampliação da linha Renault e das marcas associadas (Dacia e Samsung). Nele será concentrado o desenvolvimento de produtos adaptados ao consumidor americano, com objetivo de ser um centro de referência da empresa no mundo. Com isso, a área de Engenharia vai dobrar o número de colaboradores nos próximos anos. A empresa tem interesse em profissionais de Engenharia nas seguintes áreas: Mecânica; Produção; Mecatrônica; Eletroeletrônica; Elétrica, Os selecionados vão trabalhar no segmento de Desenvolvimento de Produto, nas seguintes partes: Veículos: partes eletrônicas, chassis e equipamentos de carroceria; Mecânica, em especial motores; Processos; Qualidade. A empresa busca profissionais, de ambos os sexos, para as funções de gestão, analistas e técnicos de vários níveis. É necessário, porém, experiência mínima de 5 anos em indústrias automotivas, metalmecânica ou de autopeças, além de possuir inglês ou francês fluentes. Serviço: Os interessados deverão enviar seu currículo para o e-mail: rta.recrutamento@renault.com, sob o código: RTA.
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ESTAGIÁRIO ENGENHARIA QUÍMICA OU AMBIENTAL
Selecionamos para empresa de grande porte: Estagiário Engenharia Química ou Ambiental (P/ MACAÉ). Cursando Engenharia Química ou Engenharia Ambiental do 3o ao 7o período. Residente em Macaé / RJ. Horário: 6hs diárias / 30hs semanais. Remuneração : R$ 576,00 + VT + VR. Atuará no acompanhamento de obras de gerenciamento de remoção de resíduos; elaboração de relatórios; dentre outras; Os interessados devem encminhar currículo COM URGÊNCIA para silvia@grupolet.com sob título ESTÁGIO MACAE
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - MOTOR
Oportunidade para MSX (empresa dentro da Volkswagen Caminhões e Ônibus - Resende-RJ). Superior em Engenharia Mecânica / Produção / Automobilística conhecimento desenvolvimento de motores, atuando desde a conceituação do produto até sua fase de implementação na linha de produção e também companhamento e solução de problemas de campo junto ao nosso departamento de Assistência Técnica. Elaboração de documentos para modificação de componentes de motor, acompanhamento de testes na VW e em nossos fornecedores. Elaboração de FMEA para novos projetos. Contato direto com fornecedores de motor em busca de novas tecnologias. Inglês Avançado. Salário: a combinar. Interessados encaminhar currículo dentro do perfil com pretensão salarial para fernanda.pereira@gruposeres.com.br colocar no assunto o nome do cargo.
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TÉCNICO EM QUÍMICA
Encaminhar CV para vagas3000@yahoo.com.br. Se estiver cursando faculdade, informar horário e bairro; INFORMAR O ASSUNTO: RJ - Técnico em Química. (E-mail sem assunto só é aberto por último, confunde-se com outras vagas). INFORME A PRETENSÃO SALARIAL (ou pelo menos sua última remuneração). Currículos no CORPO DO E-MAIL (CV só em anexo serão visualizados por último, lemos primeiro os que estão no corpo do texto). PRÉ-REQUISITOS: Sexo: Masculino; Formação Ensino Médio completo. Ensino Técnico em Química completo. Disponibilidade total para atuar na Baía de Sepetiba, com duas folgas na semana por escala, Segunda a Domingo, horário a ser definido. INFORMAÇÕES: Remuneração será informada na entrevista; Temporário 45 dias; VT. VR (R$10,00 diários). Assistência Médica e Odontológica. Local de trabalho: Baía de Sepetiba
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VENDEDOR EXTERNO - SEGMENTO DE MEDICAMENTOS
Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas, independente do segmento, mas que queiram se desenvolver profissionalmente e tenham disponibilidade para trabalhar em rotas. Fundamental ter boa negociação e relacionamento para atender a carteira de clientes já cadastrada como também conquistar novos. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, alguma experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Oferecemos: Registro em carteira. Salário (mínimo garantido) - comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência. Benefícios de compras internas. Convênio farmácia. Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Angra dos Reis; Volta Redonda; Campos. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para rh@prospermed.com.br
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EST
Empresa Multinacional busca Engenheiro de Segurança I para MACAÉ. Requisitos: Superior Completo em Engenharia. Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho (Imprescindível); Inglês Fluente. Experiência mínima de 02 anos trabalhando na área, com vivência em indústrias. Os interessados COM PERFIL devem enviar seu Curriculo com pretensão salarial para oportunidades_2007@yahoo.com.br.
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ILUSTRADOR
Cursos Desenho industrial, Eng. Mecânica/Produção/Eletrônica ou Arquitetura. Conhecimento Elaborar desenhos em perspectiva utilizando osoftware microstation. Analisar as solicitações de trabalho apresentadas pela engenharia e apresentar solução para as revisões. Acompanhamento de montagens e captação de informações necessárias para a construção dos desenhos. Inglês Intermediário. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO
Superior em Engenharia Mecânica. Experiência de 2 anos em análise de tensões (mecânica dossólidos) e vibrações mecânicas. Inglês Intermediário. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - CABINE
Superior em Engenharia Mecânica/Produção/Automobilística. Desejável especialização em plástico e processos de produção- ferramenteiro. Conhecimento no desenvolvimento de ferramental de peçasplásticas e TRIM. Inglês Fluente. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO - MOTOR
Superior conhecimento desenvolvimento de motores,atuando desde a conceituação do produto até sua fase de implementação na linhade produção e também acompanhamento e solução de problemas de campo junto aonosso departamento de Assistência Técnica. Elaboração de documentos paramodificação de componentes de motor, acompanhamento de testes na VW e Inglês Fluente. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DO PRODUTO PLENO
Superior em Engenharia Mecânica ou Produção. Experiência mínima de 5 anos desenvolvimento de componentes de chassi, como suspensão, freio, direção, eixose componentes estruturais. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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ENGENHEIRO DE PLANEJAMENTO
Formação: Engenharia Mecânica. Experiência de 5 anos em projetos. Inglês intermediário. Os interessados deverão enviar currículo para: rh.resende@gruposeres.com.br recadastrar no site: www.gruposeres.com.br. OBS: Para participar do processo, favor colocar no assunto do e-mail o título da vaga.
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PROGRAMA DE ESTÁGIO UNILEVER 2008
Inscrições de 20/7 a 20/8/2007. O que é o Programa Estágios Unilever? O Programa Estágios Unilever tem o objetivo de proporcionar a jovens talentos o exercício profissional do aprendizado acadêmico, alinhando o desenvolvimento ao perfil dos negócios da companhia. Estagiar na Unilever é uma grande oportunidade de crescimento. O estagiário vivenciará o cotidiano da área e receberá a capacitação necessária para o desenvolvimento profissional, por meio de um Programa de Desenvolvimento de Estagiário, que abordará os seguintes pontos: Atuação em projeto orientado pela liderança da área; Complementação da formação acadêmica e aquisição de experiência profissional, com a participação em módulos de treinamento voltados para o desenvolvimento de competências e habilidades. Na Unilever você aprenderá a: trabalhar em equipe, construir visão estratégica e fazer acontecer. Veja o depoimento de quem está em nosso programa: "...estagiário na Unilever é coisa séria! Com quase dois anos de companhia tive o privilégio de trabalhar tanto na área administrativa quanto na área produtiva e, nesse período, coordenei alguns projetos de grande impacto dentro dos setores em que trabalhei. Ter a oportunidade de encarar desafios antes mesmo de estarmos formados é um privilégio para poucos, pois adquirimos uma bagagem que normalmente não obtemos na faculdade. E todo esse desafio é altamente apoiado por um excelente programa de desenvolvimento e por um time de pessoas que estão sempre dispostas a ajudar. Unilever? Eu recomendo!" Para ser elegível ao nosso programa de estágio, os seguintes requisitos devem ser preenchidos: Estar cursando o penúltimo ou último ano do curso da graduação no ano de 2008; Desejável Inglês Intermediário; Se for estrangeiro, estar regularmente matriculado em uma universidade brasileira; Morar até 100 km de distância do local de trabalho; Não estar inscrito no Programa de Trainee da Unilever 2008; Ter no mínimo 20 horas semanais de disponibilidade para estagiar; Análise qualitativa da ficha de inscrição. IMPORTANTE: Fique atento as etapas de inscrição, somente após o preenchimento de todo o cadastro sua candidatura será considerada no processo. ETAPAS DA INSCRIÇÃO: 1ª Termo de Compromisso; 2ª Atualização dos Dados Pessoais; 3ª Realização do Jogo On-Line "Desafio - Unilever" *(este jogo não é eliminatório, porém, seu preenchimento é obrigatório)*; 4ª Preenchimento da Ficha Básica da Cia. de Talentos; 5ª Preenchimento da Ficha Especifica da Unilever; 6ª *CONFIRMAR SUA CANDIDATURA*. Inscrições através dos sites abaixo http://www.unilever.com.br/ourcompany/careers/programadeestagio2007/
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ESSO 150 OPORTUNIDADES PARA ESTAGIÁRIOS
A Rede Esso, presente no País desde 1912, anuncia que receberá inscrições, até o fim de agosto, para o preenchimento de 150 vagas em seu Programa de Estágio 2008. As oportunidades são para atuação nas seguintes cidades: Belo Horizonte (MG), Cabedelo (PB), Campinas (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Quem pode participar: As chances do Programa de Estágio da Esso são destinadas a universitários com previsão de formatura para o 2º semestre de 2008 ou 1º e 2º semestres de 2009, preferencialmente nos seguintes cursos: Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social/Jornalismo, Direito, Economia, Engenharia e Informática. A Esso também recrutará estudantes de nível técnico. Estes deverão ter previsão de término do curso para o 2º semestre de 2008. Áreas: A Esso selecionará estagiários para atuação nas seguintes áreas: Administração de Imóveis e Instalações; Assuntos Externos; Assuntos Fiscais; Compras, Controladoria; Engenharia; Informática; Jurídica; Laboratório; Lubrificantes; Química; Recursos Humanos; Segurança no Trabalho/Meio Ambiente; Suprimentos e Distribuição; Tesouraria; e Vendas/Marketing. Seleção: O processo seletivo da Esso contará com as seguintes etapas: setembro - prova de inglês e espanhol, raciocínio lógico e conhecimentos gerais; outubro - dinâmica de grupo; novembro - entrevista pessoal; dezembro - apuração do resultado final. Os candidatos admitidos como estagiários da companhia participarão de um abrangente Programa de Integração, realizado normalmente em três dias consecutivos e em horário integral. Neste período, o estagiário participará de palestras - ministradas por Diretores e Gerentes da Esso - e de visitas a diversas instalações, com o objetivo de apresentá-lo à estrutura, ao modo operacional da companhia e a seus novos companheiros, estagiários da mesma turma. O estudante terá, ainda, a possibilidade de participar de cursos de informática que o habilitarão à prática de suas atividades. O início das atividades para a maioria dos estagiários está previsto para janeiro de 2008, mas algumas vagas só serão preenchidas em julho do próximo ano. Ao término do período de estágio, o candidato poderá ser convidado a permanecer nos quadros da companhia, já como funcionário efetivado, para atuar no setor em que estagiou ou em qualquer outra área da empresa. Nos últimos anos, o porcentual de contratação foi de 80%. Bolsa-auxílio: Os estagiários selecionados pelo Programa de Estágio da Esso terão direito a recebimento de bolsa-auxílio mensal, cujo valor varia de acordo com o nível de escolaridade do candidato: estudantes universitários receberão R$ 900,00. Já o valor destinado a alunos de nível técnico é de R$ 610,00. As atividades de estágio serão desenvolvidas em uma carga horária semanal de 20 horas flexíveis, podendo o estagiário atuar em período integral (30 horas semanais, para o Rio de Janeiro, e 40 horas, por semana, para demais localidades) nos meses de férias/recesso acadêmico. Inscrições: Os interessados em concorrer as 150 vagas de estágio abertas pela Esso deverão inscrever-se, até 31 de agosto, por meio do endereço eletrônico www.esso.com.br/estagio.
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SUPERVISOR DE CHOPP
Distribuidora de Bebida contrata: Necessária experiência de pelo menos 05 anos na função. Conhecimentos de produção e sanitização na indústria de bebidas. Experiência para organizar treinamentos técnicos, teóricos e práticos. Necessário 2º Grau completo. Disponibilidade de horário. Desejável curso técnico em Química, Mecânica ou Elétrica. Residir em Petrópolis. A empresa oferece salário em 1.800,00 + benefícios (plano de saúde, seguro de vida, VT e VR). Os interessados devem enviar currículo, especificando no assunto SUPERVISOR DE CHOPP, para: bfragozo@ativaassessoria.com.br
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ESTAGIÁRIO DE ENGENHARIA (PETRÓLEO, PRODUÇÃO OU MECÂNICA)
Empresa Multinacional Petrolífera seleciona: Período do curso: 2º ao 5º período. Desejável: Inglês fluente. Local do estágio: Macaé. Bolsa Auxílio R$ 900,00 + Vale Alimentação R$ 14,00 + Vale Transporte. Carga Horária: 6 horas. Os interessados deverão encaminhar currículo para: cvs_petro@yahoo.com.br
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TÉCNICOS DE PATOLOGIA CLÍNICA
PARA ATUAR EM COLETA SANGÜÍNEA. Para laboratório de grande porte, com unidades em todo o Estado do Rio de Janeiro. PRÉ-REQUISITOS: Segundo Grau Completo; Curso Técnico em Patologia Clínica (concluído); Experiência mínima de 1 ano em coleta sangüínea. Interessados deverão enviar currículo para recursoshumanos@lsf.com.br colocando no Assunto: COLETA.
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ENG. AMBIENTAL / ENG. QUÍMICA / GEOLOGIA
MULTINACIONAL RECRUTA PARA ESTÁGIO - MACAÉ. PRÉ-REQUISITOS: Cursando ensino superior em Eng. Química ou Eng. Ambiental ou Geologia. Sexo: masculino ou feminino. INFORMAÇÕES: VT. VR (R$10,00 diários). Local de Trabalho: Macaé. Instruções: Mandar e-mail para vagas3000@yahoo.com.br. Há preferência de leitura de currículos contendo pretensão salarial; Há preferência de leitura de currículos que estejam no corpo do texto; Informe data de nascimento / Período do curso / Endereço completo; No assunto do e-mail informe: Estágio Macaé - Ambiental/Química/Geologia (E-mail sem assunto é lido por último)
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ESTAGIÁRIO ENGENHARIA QUÍMICA OU AMBIENTAL
Selecionamos para empresa de grande porte: Estariário Engenharia Química ou Ambiental (P/ MACAÉ). Cursando Engenharia Química ou Engenharia Ambiental do 3o ao 7o período. Residente em Macaé / RJ. Horário: 6hs diárias / 30hs semanais. Remuneração : R$ 576,00 + VT + VR. Atuará no acompanhamento de obras de gerenciamento de remoção de resíduos; elaboração de relatórios; dentre outras; Os interessados devem encminhar currículo COM URGÊNCIA para silvia@grupolet.com sob título ESTÁGIO MACAE
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TÉCNICO SEGURANÇA DO TRABALHO
residir em Macaé, imprescindível experiência de dois anos na função Garantir o cumprimento das normas de higiene ocupacional e segurança do trabalho conhecimento Técnicas de Primeiro Socorros e contra sinistros, Informática, Gestão Ambiental, Administração de Resíduos Sólidos e Meio Ambiente. Idioma: Inglês intermediário. Os candidatos que estiverem dentro do perfil deverão encaminhar cv urgente para flavia.mendes@hrhunter.com.br
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TST
EMPRESA NACIONAL NO SETOR DE CONSTRUÇÃO CIVIL DA ZONA OESTE CONTRATA: Segundo Completo como Tecnico de Segurança do Trabalho. Registro no MTE; Possuir CNH B. Mínimo de dois anos de experiência como Tecnico de Segurança do Trabalho comprovada em Construção Civil; Experiência em toda rotina de Tecnico de Segurança do Trabalho( NRS, Brigada, PCMSO); Estar atualizado na Legislação; Grau de risco 3. Morar em Itaguai ou Seropédica; Idade até 30 anos; Ambos os sexos; Horário de trabalho: 13:00 ás 22:48 ( 2a a 6f). Salário entre 1.140,00 + Benefícios ( Refeição na Empresa, Assistência Médica e Participações de Resultados). Colar ao corpo da mensagem. Enviar com último salário e pretensão salarial. Colocar o título da vaga no campo Assunto para melhor identificação da vaga desejada. GR RECURSOS HUMANOS está com a seguinte oportunidade: Enviar somente o currículo pelo e-mail: laura.grrh@oi.com.br e ligar com urgência no tels: 2413- 5885/ 9669- 9162 para agendar entrevista urgente
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ANALISTA QUÍMICO
Distribuidora de Bebida contrata: Petrópolis. Necessária experiência mínima de um ano como auxiliar de laboratório ou 2 anos como analista químico Junior. Necessário 2° grau técnico em Química. Necessário conhecimento em análise físico-quimicas. Desejável conhecimento em análises microbiológicas. Desejável estar cursando superior de Química. Necessário residir em Petrópolis. A empresa oferece salário em CLT + benefícios (plano de saúde, seguro de vida, VT e Refeição no local). CV para: bfragozo@ativaassessoria.com.br, especificando no assunto ANAL. QUÍMICO.
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ENGENHEIRO DE SEGURANÇA I
Empresa Multinacional busca Engenheiro de Segurança I para MACAÉ. Requisitos: Superior Completo em Engenharia. Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho (Imprescindível); Inglês Fluente. Experiência mínima de 02 anos trabalhando na área, com vivência em indústrias. Os interessados COM PERFIL devem enviar seu Curriculo com pretensão salarial para oportunidades_2007@yahoo.com.br.
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ENGENHEIRO DE SEGURANÇA
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição, o candidato deve ser formado em Engenharia com Pós-graduação em Engenharia de Segurança e ter experiência superior a 4 anos em Engenharia de Segurança. Comunicação clara, dinamismo e liderança completam o perfil. Inglês avançado é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PMLA48333
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ESPECIALISTA EM CONTROLE DE QUALIDADE
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição, o candidato deve ser formado em Engenharia, preferencialmente Mecânica, com experiência mínima de 03 anos em controle de qualidade em indústria metal-mecânica. Conhecimento e interpretação de Normas Petrobras, ASMI e API e ensaios destrutivos e não destrutivos é um diferencial. Inglês avançado é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PRFR47399
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GERENTE DE CONTRATO
EMPRESA DE OFF-SHORE LOCALIZADA EM MACAÉ SELECIONA COM URGÊNCIA:- Superior Completo em Engenharia; Vivência em Gerenciamento de Contrato; Possuir visão Generalista no ramo de Petróleo (Logística, Suprimentos, etc.); Possuir capacidade de Liderança e ter visão Estratégica; Idade: 30 a 40 anos; Imprescindível que Resida em Macaé; Salário compatível com o mercado + excelentes benefícios; Enviar currículo com pretensão salarial para adriana.franco@extraquadro.com.br, mencionando o assunto. Só serão analisados currículos dentro do perfil solicitado.
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ENGENHEIRO DE CUSTOS
Keppel FELS Brasil S/A seleciona para Angra dos Reis: Pré-requisitos: Superior em Engenharia - ênfase em Produção/Gerência de Contratos.
Experiência de 5 anos em custos de construção, planejamento, controle de recursos, lucratividade e risco. Conhecimento de estimativas, preparação e revisão de informações para Controle de Custos, desenvolvimento de projeções de custos. Conhecimentos na área offshore e plataformas Inglês avançado desejável. Os interessados deverão enviar currículo informando a pretensão salarial para rhoffshore@gmail.com, informando o título do cargo no campo assunto.
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MATERIALS MANAGER
Localização: Macaé - RJ. For this position, the candidate must have a bachelor degree in Engineering (Industrial or Mechanical) and previous experience in supply chain management. Fluency in English is mandatory. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PMLA46043
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SUPERVISOR DE SERVIÇOS II - COILED TUBING
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição, o candidato deve ter experiência anterior na operação de ferramentas de coiled tubing em empresas do ramo de petróleo. Inglês fluente é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PRFA45796
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GERENTE DE SERVIÇOS
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição, você deve ser formado em Engenharia, preferencialmente Mecânica e ter vivência no planejamento e condução de atividade técnicas no segmento eletro-mecânico para o setor de petróleo/marítimo. Liderança, flexibilidade, capacidade de comunicação completam o perfil. Inglês avançado é importante. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br, buscando a referência: PMLA41621
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COMPRADOR JÚNIOR
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição, o candidato deve ser formado necessariamente em Engenharia, preferencialmente Mecânica. Experiência prévia na área de compras será um diferencial. Habilidade de negociação, dinamismo e visão de processos completam o perfil. Inglês fluente é obrigatório. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br, buscando a referência: PMLA45627
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SUPERINTENDENTE DE LOGÍSTICA
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição o candidato deve ter formação superior, preferencialmente em Engenharia, Economia ou Administração de Empresas, com experiência mínima de 5 anos. Conhecimentos sólidos em legislação aduaneira, comércio internacional, além de experiência em importação, reexportação e distribuição de materiais, completam o perfil. Fluência em inglês é mandatório. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PGRI46617 .
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SUPERVISOR DE CUSTOS
EMPRESA MULTINACIONAL NO RAMO DE CONSTRUÇÃO SELECIONA PROFISSIONAIS. Localização: Angra dos Reis - RJ. Superior em Engenharia - ênfase em Produção/Gerência de Contratos. Experiência de 10 anos em custos de construção, planejamento, controle de recursos, lucratividade e risco. Conhecimento de estimativas, preparação e revisão de informações para Controle de Custos, desenvolvimento de projeções de custos. Inglês avançado. Os interessados deverão enviar currículo informando a pretensão salarial para rhoffshore@gmail.com
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SUPERVISOR DE SERVIÇOS - COMPLETION TOOLS
Localização: Macaé - RJ. O candidato deve ter experiência anterior offshore em empresas de serviços. Inglês fluente é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PRFA45794
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PLANEJADOR
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição o profissional deve ter nível técnico ou superior em Engenharia, com experiência de 2 a 3 anos em planejamento de materiais para empresas de oil & gas. Proatividade, organização e detalhismo completam o perfil. Inglês técnico é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PCMO45108
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COORDENADOR DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição você deve ter formação superior em Engenharia e experiência mínima de 10 anos em função gerencial ou coordenação de setor de Assistência Técnica em empresa do segmento petrolífero. Necessário experiência em empresa de equipamentos de perfuração. Inglês avançado é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br, buscando a referência PLSO45107
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TÉCNICO DE AUTOMAÇÃO
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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TÉCNICO DE REFRIGERAÇÃO
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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TÉCNICO DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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TÉCNICO DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA
MORADORES DE MACAÉ E/OU ADJACÊNCIAS. Favor encaminhar CV para christinarosalvos@personalservice.com.br
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GERENTE DE SERVIÇOS
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição, você deve ser formado em Engenharia, preferencialmente Mecânica e ter vivência no planejamento e condução de atividade técnicas no segmento eletro-mecânico para o setor de petróleo/marítimo. Liderança, flexibilidade, capacidade de comunicação completam o perfil. Inglês avançado é importante. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência: PMLA41621
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COMPRADOR JÚNIOR
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição, o candidato deve ser formado necessariamente em Engenharia, preferencialmente Mecânica. Experiência prévia na área de compras será um diferencial. Habilidade de negociação, dinamismo e visão de processos completam o perfil. Inglês fluente é obrigatório. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br, buscando a referência: PMLA45627
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SUPERINTENDENTE DE LOGÍSTICA
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição o candidato deve ter formação superior, preferencialmente em Engenharia, Economia ou administração de Empresas, com experiência mínima de 5 anos. Conhecimentos sólidos em legislação aduaneira, comércio internacional, além de experiência em importação, reexportação e distribuição de materiais, completam o perfil. Fluência em inglês é mandatório. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PGRI46617 .
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SUPERVISOR DE SERVIÇOS - COMPLETION TOOLS
Localização: Macaé - RJ. O candidato deve ter experiência anterior offshore em empresas de serviços. Inglês fluente é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PRFA45794
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PLANEJADOR
Localização: Macaé - RJ. Para essa posição o profissional deve ter nível técnico ou superior em Engenharia, com experiência de 2 a 3 anos em planejamento de materiais para empresas de oil & gas. Proatividade, organização e detalhismo completam o perfil. Inglês técnico é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br , buscando a referência PCMO45108
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RESPONSÁVEL TÉCNICO DE APOIO
Localização: Macaé - RJ. Para esta posição o profissional deverá ser Técnico ou Engenheiro Mecânico com experiência mínima 5 anos com ferramentas de produção e perfuração de petróleo offshore. Capacidade de organização, detalhismo e trabalho em equipe são fundamentais. Inglês técnico é desejável. Candidatos devem enviar CV através do site www.michaelpage.com.br buscando a referência PMLA45125
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TÉCNICO QUÍMICO OU TÉCNICO EM PLÁSTICOS
Contato: Camila. Quantidade de vagas: 1. Nível hierárquico: Profissional Técnico - com 2º grau. Sexo: Masculino. Faixa salarial: De R$ 1.001,00 até R$ 2.000,00. Formação técnica em química ou em plásticos. Experiência com processos de produção de plásticos (injeção), análises de matérias primas para injeção de plásticos, desenvolvimento de novos materiais para plásticos de engenharia. Irá dar assistência técnica, análise de matérias primas, atendimento de clientes e auxílio técnico no desenvolvimento de novos materiais para clientes. Observações da vaga: Será necessário realizar visitas técnicas no estado de sp, mg e rj. Necessário disponibilidade total para viagens. O local de trabalho será na região de campinas. Necessário cnh. Salário inicial de r$1200,00 + benefícios e carro da empresa. Após 3 meses o salário passa a ser r$1600,00. Pessoas com o perfil acima, favor encaminhar currículo para curriculum@falcaobauer.com.br informando no assunto TÉCNICO PLASTICO.
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AUXILIAR LABORATÓRIO - HISTOLÓGICO e HISTOPATOLÓGICO
Centro Universitário localizado em Itaboraí contrata Auxiliar de Laboratório. 2º Grau completo. Experiência anterior em Laboratório Histológico e Histopatologia. Para atuar em Itaboraí. Salário R$ 500,00, VT, após período de experiência bolsa integral para faculdade. Horário de trabalho 44 horas semanais: De segunda à sexta 08:00 às 18:00 horas. Enviar currículo colado ao corpo do e-mail para: rhniteroi@yahoo.com.br
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TÉCNICO DE LABORATÓRIO - LABORATÓRIO DE ALIMENTOS
Centro Universitário localizado em Itaboraí contrata Técnico de Laboratório. 2º Grau completo. Com Formação técnica em Laboaratório de Alimentos (SENAI ou Similar). Desejável experiência anterior em Gerenciamento de Laboratórios. Para atuar em Itaboraí. Salário R$800,00, VT, após período de experiência bolsa integral para faculdade. Horário de trabalho 44 horas semanais: De segunda à sexta 08:00 às 18:00 horas. Enviar currículo colado ao corpo do e-mail para: rhniteroi@yahoo.com.br
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ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAL SÊNIOR
Multinacional do Segmento Farmacêutico Seleciona para trabalhar como: (residindo em Três Rios /Petrópolis).Preferência terceiro grau completo. Domínio nos aplicativos básicos(principalmente Excel). Oito anos de vivência em RH em empresas de médio e grande porte. Domínio da folha RH. Profundos conhecimento de legislação e CLT - Desejável oriundo do seguimento farmacêutico. Oferecemos: Remuneração compátivel com o mercado. Transporte da empresa (ônibus Fretado) para os funcionários. Assistencia médica e odontolólica Amil. Refeições no local. Possibilidades de crescimento profissional no grupo. O profissional deverá ter disponibilidade para residir em Três Rios / Petrópolis ou Paraíba do Sul . Objetivando morar em cidade do interior com uma boa infra estrutura e qualidade de vida. Os interessados deverão encaminhar CV com pretensão salarial para o email: rh@darrow.com.br. Importante mencionar o cargo almejado no ícone ASSUNTO ao encaminhar e-mail. Obeservação: Nesse momento, não aceitaremos CV que não estejam no perfil acima.
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ANALISTA DE VALIDAÇÃO
Multinacional do Segmento Farmacêutico Seleciona para trabalhar como: (residindo em Três Rios /Petrópolis). Com vivência em garantia da qualidade em laboratórios farmacêuticos e grandes redes de farmácia. Observação:Para essa posição serão selecionados apenas profissionais com formação superior em farmácia. Oferecemos: Remuneração compátivel com o mercado. Transporte da empresa (ônibus Fretado) para os funcionários. Assistencia médica e odontolólica Amil. Refeições no local. Possibilidades de crescimento profissional no grupo. O profissional deverá ter disponibilidade para residir em Três Rios / Petrópolis ou Paraíba do Sul . Objetivando morar em cidade do interior com uma boa infra estrutura e qualidade de vida. Os interessados deverão encaminhar CV com pretensão salarial para o email: rh@darrow.com.br. Importante mencionar o cargo almejado no ícone ASSUNTO ao encaminhar e-mail. Observação: Nesse momento, não aceitaremos CV que não estejam no perfil acima.
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SUPERVISOR DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
Multinacional do Segmento Farmacêutico Seleciona para trabalhar como: (residindo em Três Rios /Petrópolis).Perfil: Graduação em Farmácia. Desejável pós graduação na área de medicamentos e inglês. Vivência anterior em na função com as responsabilidades abaixo: Análise de fornecedores. Desenvolvimento da formulação. Relatórios de fabricação. Supervisão de lotes. Oferecemos: Remuneração compátivel com o mercado. Transporte da empresa (ônibus Fretado) para os funcionários. Assistencia médica e odontolólica Amil. Refeições no local. Possibilidades de crescimento profissional no grupo. O profissional deverá ter disponibilidade para residir em Três Rios / Petrópolis ou Paraíba do Sul . Objetivando morar em cidade do interior com uma boa infra estrutura e qualidade de vida. Os interessados deverão encaminhar CV com pretensão salarial para o email: rh@darrow.com.br. Importante mencionar o cargo almejado no ícone ASSUNTO ao encaminhar e-mail. Obeservação: Nesse momento, não aceitaremos CV que não estejam no perfil acima.
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ESTAGIÁRIO DE ELÉTRICA E MECÂNICA
Multinacional do Segmento Farmacêutico Seleciona para trabalhar como: (residindo em Três Rios /Petrópolis). Que resida em Petrópolis/três rios. Cursando o último ano do curso técnico. 18 anos/ com disponibilidade para estagiar 6 horas por dia. Oferecemos: Remuneração compátivel com o mercado. Transporte da empresa (ônibus Fretado) para os funcionários. Assistencia médica e odontolólica Amil. Refeições no local. Possibilidades de crescimento profissional no grupo. O profissional deverá ter disponibilidade para residir em Três Rios / Petrópolis ou Paraíba do Sul . Objetivando morar em cidade do interior com uma boa infra estrutura e qualidade de vida. Os interessados deverão encaminhar CV com pretensão salarial para o email: rh@darrow.com.br. Importante mencionar o cargo almejado no ícone ASSUNTO ao encaminhar e-mail. Obeservação: Nesse momento, não aceitaremos CV que não estejam no perfil acima.
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SUPERVISOR DE MATERIAIS
Macaé. Profissional residente em Macaé, formado em Administração ou Engenharia, com 3 anos de experiência na gestão de materiais em empresas de Aviação ou Petróleo & Gás. Domínio em informática, principalmente sistemas integrados. Salário: R$ 3.000,00. Benefícios: TR: R$10,25; VA: R$ 122,60; Asssitência Médica (Unimed) e Odontológica (Odontoprev); Previdência Privada e Seguro de Vida. Favor enviar currículo para talentosempresarh@yahoo.com.br mencionando no assunto: Supervisor de Materiais.
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TÉCNICO EM VALIDAÇÃO
Estou com oportunidade de emprego para Técnico em Validação, para atuar em Campos dos Goytacazes. Multinacional Farmacêutica. Graduação completa em farmácia. Experiência em estéreis. Disponibilidade para residir em Campos dos Goytacazes. CV para cadastrorecrutamento@yahoo.com.br
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ESTÁGIO - GEOLOGIA
MULTINACIONAL RECRUTA PARA ESTÁGIO - GEOLOGIA - Macaé: Interessados devem encaminhar currículo no CORPO DO E-MAIL para vagas_recursoshumanos@yahoo.com.br. Assunto: Estágio - Geologia - Macaé. ATIVIDADES: Suporte à gerência; Atividades em campo. PRÉ-REQUISITOS: Residir e estudar em Macaé ou PROXIMIDADES. Cursando ensino superior em Geologia. Sexo: masculino ou feminino. DESEJÁVEL: Organização; Iniciativa; Fluência Verbal; Criatividade; Habilidade Numérica; Informática. INFORMAÇÕES: Horário: flexível; Bolsa-auxílio: Será passado no ato da entrevista; VT; VR (R$10,00 diários). Local de Trabalho: Macaé. Assunto: Estágio Geologia- Macaé (Importante! Pois e-mail sem assunto se mistura a outras vagas!). Candidato! Já solicite sua declaração de matrícula na faculdade para o decorrer do processo seletivo. Obs.: CV em anexo serão lidos por último - Mande seu CV no corpo do texto!
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VENDEDORES EXTERNO
Vagas para trabalhar em: Caxias, Piabetá, Madureira, Bonsucesso, São Gonçalo, Realengo e Nilópolis. Pré - requisitos: Idade entre 21 a 35 anos, Sexo indiferente, Ecolaridade: 2º grau completo, Carga horária de 09:00hs as 18:00hs, Ter alguma vivencia na área. A empresa oferece: Salário: R$ 500,00 + comissão + vale transporte + plano de saúde, carteira assinada. Interessados enviar currículo no corpo do e-mail e no assunto indicar a função de v.e. e local desejado de trabalho para : trabalheconosco2@yahoo.com.br
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ENGENHEIRO
Atuar em empresa multinacional. Com experiência no ramo OFF SHORE*EM PLC*. Escolaridade: Graduação Completa em Engenharia. Local: Macaé. Período: 14X14. Salário Super Atrativo em relação ao Mercado. Os interessados deve comparecer na Avenida Brás de Pina, 96 - sala 302 - Penha , das 09:00 as 16:00h , com documentos e currículos ou ligar para tel:(21)25645965
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GERENTE INDUSTRIAL
Nosso cliente, empresa nacional na área de Biocombustíveis busca para atuar em sua nova unidade: Este profissional irá acompanhar as instalações de uma destilaria de álcool localizada na cidade de Boa Vista em Roraima. REQUISITOS: Formação: Engenharia; Experiência mínima: 3 anos em indústria de Álcool; Disponibilidade para fixar residência em Roraima a partir de 2008. Envio de currículo para e-mail: processos@alleata.com.br ou cadastro na vaga www.alleata.com.br Informações: F: (19) 3234-1216
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VENDEDOR EXTERNO - SEGMENTO DE MEDICAMENTOS
Distribuidora de Medicamentos em crescimento ampliando seu quadro efetivo na área comercial, busca profissionais para algumas áreas ainda com vagas abertas. Buscamos profissionais com potencial para a área comercial com exigência de já ter atuado em vendas, independente do segmento, mas que queiram se desenvolver profissionalmente e tenham disponibilidade para trabalhar em rotas. Fundamental ter boa negociação e relacionamento para atender a carteira de clientes já cadastrada como também conquistar novos. Exigimos escolaridade a partir do 02º grau completo, alguma experiência anterior em vendas externas, disponibilidade para início imediato e veículo próprio. Oferecemos: Registro em carteira. Salário (mínimo garantido) + comissões + prêmios; Ajuda de custo no período de experiência. Benefícios de compras internas. Convênio farmácia. Possibilidade de crescimento. Vagas abertas para as seguintes áreas: Volta Redonda. OBSERVAÇÃO: Informar no currículo a última remuneração. Se possível enviar foto no corpo do currículo. Enviar os currículos no corpo do e-mail. Os interessados devem enviar currículos para rh@prospermed.com.br
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ENGENHEIRO DE PRODUTO
Empresa: IVM Automotive (profissional prestará serviço na Volkswagen Resende- RJ. Descrição da vaga: Prestará serviços na fábrica da Volkswagen Resende - caminhões e ônibus - será responsável por áreas específicas como chassi, sistema de arrefecimento, cabine, novos produtos, carroçaria, powertrain, elétrica, testes, motores, homologação, DMU, veículos especiais, cabine e demais áreas automotivas. Pré requisitos da vaga: superior completo em Engenharia, com Crea, experiência automotiva anterior será um diferencial, Inglês Intermediário. Observações: Vaga CLT e efetiva para trabalhar na Volkswagen Resende. Oferecemos transporte, refeição no local, plano de saúde, seguro de vida, plano odontológico. Salário: R$ 3.000,00 à R$ 5.000,00- Negociável. Interessados enviar currículo URGENTE para: ricardo.negreiro@yahoo.com.br com assunto "ENGENHEIRO DE PRODUTO - RESENDE" ou entrar em contato pelos telefones abaixo.
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ENGENHEIRO QUÍMICO E/OU AMBIENTAL / QUÍMICO INDUSTRIAL
Formação Superior Completa em: ENGENHARIA QUÍMICA OU AMBIENTAL E/OU QUÍMICA INDUSTRIAL. Experiência mínima de 3 anos em processos industriais; Desejável Pós ou Especialização em Meio Ambiente e/ou Química. Experiência em atividades ligadas à área de Meio Ambiente. Local de trabalho: Magé/RJ; A primeira etapa do processo ocorrerá no Rio de Janeiro/RJ; Usuário de informática - Excel; Atuação na área de operação. Remuneração: R$ 3.000 + VT + VR. Os interessados devem encaminhar currículo COM URGÊNCIA para vagas@grupolet.com sob título ENGENHEIRO QUIMICO/AMBIENTAL
Dicas de Emprego, Trabalho e Oportunidades
EMPREGO, TRABALHO E OPORTUNIDADES
Fábio Dantas
1 – Introdução
A questão do emprego é um problema mundial. Mais contundente nos países em desenvolvimento, mas é um problema que aflige a todos. O emprego não pode ser visto com óticas singulares, mas sim como conseqüência de diversos fatores ou agentes sociais, políticos, tecnológicos e econômicos.
No Brasil, esses fatores têm contribuído de forma corrosiva para o desenvolvimento do país. Traçando um paralelo entre as nações mais desenvolvidas, percebe-se claramente que devido a uma série de equívocos estratégicos que demoraram a ser corrigidos (alguns ainda nem o foram), impediram o pleno desenvolvimento do Brasil ou, pelo menos, impediram a escolha de uma área de atuação mais condizente com as potencialidades do país.
Há inúmeros problemas que podem explicar a situação atual. Citar-se-ão os principais pontos críticos na conjectura atual no intuito propor algumas alternativas aos profissionais que procuram emprego ou novas oportunidades.
2 - Baixo Crescimento Industrial
Além de outros fatores que serão citados adiante, o baixo crescimento industrial do Brasil tem sido um a mola mestra para a manutenção do baixo número de empregos. Esse problema é fundamentado na ausência de investimentos na cadeia produtiva, baixo consumo e pouquíssimo aparecimento de produtos inovativos.
Os empresários ou acionistas só fazem investimento quando o retorno do capital empregado e o lucro têm certo grau de segurança ou certeza. Às vezes, os investimentos visam fatores intangíveis, como alterar positivamente a imagem da empresa perante seus clientes e a sociedade, o que não deixa de ser uma forma indireta aumentar os lucros. Entretanto, a empresa precisa ter um ambiente favorável, entre eles, um mercado consumidor interno forte e estabilidade e adequabilidade de políticas econômicas. Tirando a estabilidade econômica, o Brasil é sofrível nos fatores de mercado consumidor forte e adequabilidade econômica. Com os baixos salários e uma massa de desempregados crescente, o mercado interno consumidor não é garantia. Por suas vez, juros altos e a ausência de uma política industrial agressiva, versátil e bem estruturada, inibem os investimentos industriais e de serviços em áreas tradicionais e, muito menos, em áreas de alta tecnologia.
3 - Educação equivocada e ineficiente
Colocando uma lente sobre o problema citado anteriormente, podemos ver que suas raízes estão na educação. Um povo sem educação pouco pode ajudar o seu país. Para ter cabeças pensantes e competentes, todos devem ter uma educação completa, pelo menos, técnico-profissionalizante fechando o ciclo do segundo grau. Para aqueles que desejassem continuar, as faculdades e as universidades deveriam ter currículo atualizados com mercado. Além disso, os alunos deveriam ser estimulados a serem empreendedores ou agentes de transformação através do conhecimento de seus potenciais e de uma visão mais holística do seu meio. Embora, sob o ponto de vista da eficiência, esses estímulos deveriam ser iniciados no jardim de infância.
A educação equivocada e ineficiente é um problema bastante complexo, mas contornável na medida em que a sociedade torna-se ativa no intuito de mudar o quadro. A sociedade pode começar a se organizar em pequenos grupos e estes em grandes até que se consiga uma consciência mais ou menos homogênea.
Em suma, como a educação é precária, não há base para o surgimento de uma cultura inovativa. Por conseguinte, não há geração de empreendedores ou mesmo de pessoas sensíveis ao aspecto inovador gerando como conseqüência uma sociedade engessada a conceitos conservadores.
4 - Capacitação Técnica
Embora notório saber que quanto mais você conhecer mais você pode, alguns profissionais esquecem-se que o mundo está em constante transformação. Não há apenas transformação técnica, mas também de ordem social. Essas transformações podem ser resumidas nos seguintes exemplos:
- Quebra constante de paradigmas tecnológicos - O acirramento da competição entre empresas vem promovendo uma maior freqüência de novidades tecnológicas no mercado. Isso tem encurtado o tempo da concepção da idéia ao surgimento da inovação tecnológica. Também, as pesquisas científicas estão mais voltadas para os anseios da sociedade ou do mercado e isso foca e acelera a criação de novos produtos. Por outro lado, esse fenômeno criar uma acorrida tecnológica que somente as empresas com grande aporte de capital ou extremante criativas conseguem se manter no mercado.
- Novas técnicas de gerenciamento – As empresas estão constantemente procurando otimizar suas atividades com vista a minimizar os custos ou atrais mais clientes. Esse fato por si só já traz o bojo da inovação e mudanças estruturais na empresa. Muitas destas técnicas preconizam o uso de sistemas de controle automáticos, novas técnicas, equipamentos modernos e automáticos, estruturas com pouca intervenção humana, uso de novos materiais, novos espaços, novas localidades e novas pessoas (leia-se novos pensamentos e capacitação).
- Mudanças de legislação – Estas mudanças também refletem os anseios da sociedade ou são frutos de pesquisas científicas que ditam novos parâmetros (ou conceitos) para produtos ou procedimentos, sejam eles novos ou antigos. A empresa deve está sempre se antecipando às mudanças na legislação, sendo pró-ativa. Para tal, precisa ter um corpo técnico antenado com a sociedade. Nos últimos anos, as empresas farmacêuticas vêm instituindo o setor de assuntos regulatórios, que é reflexo dessa preocupação crescente com a legislação.
4 – Estratégias para se manter empregado ou com trabalho
Como foi visto, há uma série de fatores que agem sinergicamente para inibirem a geração de novos empregos e acabarem com os atuais. Todos os fatores citados indicam que não há alternativas fáceis, ou pior, não podem ser controlada com simples equacionamentos. Isso deixa muito vulnerável a maioria das pessoas.
Na atual conjectura, o profissional que entra no mercado tem que possuir uma formação muito elaborada. Além da graduação, o profissional precisa possuir conhecimentos de línguas, informática, pós-graduação e alguma experiência na sua área de atuação (geralmente adquirida em estágios profissionalizantes).
Alguns pesquisadores citam que o emprego no mundo está acabando. De fato, em algumas áreas é contundente o desaparecimento de posto de trabalho, simplesmente porque determinada tecnologia ficou obsoleta e foi substituída. Na verdade, somente o trabalho é crescente e vem permitindo a manutenção de alguns empregos e surgimento de outros, porém em menor grau como em outras épocas.
Diante desses fatos, a primeira providência para quem está desempregado é tentar resgatar e ampliar a sua rede de conhecidos ou conhecimento da sua área de trabalho. O profissional deve fazer a manutenção constante da sua agenda e ampliá-la. Para quem está começando agora, essa rede começa na própria faculdade mantendo um bom relacionamento com os colegas de classe. O estágio também é uma boa oportunidade para começar a rede. Essa rede é importante porque a maioria dos empregos não é publicada.
Outro ponto importante é estar em constante atualização. Sempre participe de cursos de atualização profissional mesmo que seja de ônus próprio. Também, participe de congressos, encontros e feiras. Esses eventos permitem aumentar sua rede de conhecimento e ampliar seus conhecimentos técnicos.
Sempre observe a área de atuação de sua empresa quanto à possibilidade de fusões, mudanças estruturais ou de tecnologias. Sempre esteja antenado no mercado buscando novas oportunidades de trabalho. Se você for experiente, tente ser empreendedor formando empresas ou dando consultoria. Se você for novo, procure entender melhor a sua área de atuação, busque ampliar seus conhecimento e capacitação. Todos devem ser pró-ativos, terem autoconhecimento e melhorarem sua capacidade de relacionamento interpessoal.
Ter um currículo atualizado, bem elaborado e focado para área de interesse da empresa que está contratando, é fundamental para o sucesso. A visibilidade em sites pagos ou gratuitos também é uma alternativa que não pode ser descartada. Aliás, a internet é um grande campo para garimpagem de emprego e oportunidades. Sites como "Boas Práticas Farmacêuticas" "TQF" "TIF" possibilitam o intercâmbio com milhares de profissionais que invariavelmente disponibilizam vagas, idéias e oportunidades para áreas voltadas aos profissionais, banco de currículos, banco de consultores e banco de empregos.
Fábio Dantas
1 – Introdução
A questão do emprego é um problema mundial. Mais contundente nos países em desenvolvimento, mas é um problema que aflige a todos. O emprego não pode ser visto com óticas singulares, mas sim como conseqüência de diversos fatores ou agentes sociais, políticos, tecnológicos e econômicos.
No Brasil, esses fatores têm contribuído de forma corrosiva para o desenvolvimento do país. Traçando um paralelo entre as nações mais desenvolvidas, percebe-se claramente que devido a uma série de equívocos estratégicos que demoraram a ser corrigidos (alguns ainda nem o foram), impediram o pleno desenvolvimento do Brasil ou, pelo menos, impediram a escolha de uma área de atuação mais condizente com as potencialidades do país.
Há inúmeros problemas que podem explicar a situação atual. Citar-se-ão os principais pontos críticos na conjectura atual no intuito propor algumas alternativas aos profissionais que procuram emprego ou novas oportunidades.
2 - Baixo Crescimento Industrial
Além de outros fatores que serão citados adiante, o baixo crescimento industrial do Brasil tem sido um a mola mestra para a manutenção do baixo número de empregos. Esse problema é fundamentado na ausência de investimentos na cadeia produtiva, baixo consumo e pouquíssimo aparecimento de produtos inovativos.
Os empresários ou acionistas só fazem investimento quando o retorno do capital empregado e o lucro têm certo grau de segurança ou certeza. Às vezes, os investimentos visam fatores intangíveis, como alterar positivamente a imagem da empresa perante seus clientes e a sociedade, o que não deixa de ser uma forma indireta aumentar os lucros. Entretanto, a empresa precisa ter um ambiente favorável, entre eles, um mercado consumidor interno forte e estabilidade e adequabilidade de políticas econômicas. Tirando a estabilidade econômica, o Brasil é sofrível nos fatores de mercado consumidor forte e adequabilidade econômica. Com os baixos salários e uma massa de desempregados crescente, o mercado interno consumidor não é garantia. Por suas vez, juros altos e a ausência de uma política industrial agressiva, versátil e bem estruturada, inibem os investimentos industriais e de serviços em áreas tradicionais e, muito menos, em áreas de alta tecnologia.
3 - Educação equivocada e ineficiente
Colocando uma lente sobre o problema citado anteriormente, podemos ver que suas raízes estão na educação. Um povo sem educação pouco pode ajudar o seu país. Para ter cabeças pensantes e competentes, todos devem ter uma educação completa, pelo menos, técnico-profissionalizante fechando o ciclo do segundo grau. Para aqueles que desejassem continuar, as faculdades e as universidades deveriam ter currículo atualizados com mercado. Além disso, os alunos deveriam ser estimulados a serem empreendedores ou agentes de transformação através do conhecimento de seus potenciais e de uma visão mais holística do seu meio. Embora, sob o ponto de vista da eficiência, esses estímulos deveriam ser iniciados no jardim de infância.
A educação equivocada e ineficiente é um problema bastante complexo, mas contornável na medida em que a sociedade torna-se ativa no intuito de mudar o quadro. A sociedade pode começar a se organizar em pequenos grupos e estes em grandes até que se consiga uma consciência mais ou menos homogênea.
Em suma, como a educação é precária, não há base para o surgimento de uma cultura inovativa. Por conseguinte, não há geração de empreendedores ou mesmo de pessoas sensíveis ao aspecto inovador gerando como conseqüência uma sociedade engessada a conceitos conservadores.
4 - Capacitação Técnica
Embora notório saber que quanto mais você conhecer mais você pode, alguns profissionais esquecem-se que o mundo está em constante transformação. Não há apenas transformação técnica, mas também de ordem social. Essas transformações podem ser resumidas nos seguintes exemplos:
- Quebra constante de paradigmas tecnológicos - O acirramento da competição entre empresas vem promovendo uma maior freqüência de novidades tecnológicas no mercado. Isso tem encurtado o tempo da concepção da idéia ao surgimento da inovação tecnológica. Também, as pesquisas científicas estão mais voltadas para os anseios da sociedade ou do mercado e isso foca e acelera a criação de novos produtos. Por outro lado, esse fenômeno criar uma acorrida tecnológica que somente as empresas com grande aporte de capital ou extremante criativas conseguem se manter no mercado.
- Novas técnicas de gerenciamento – As empresas estão constantemente procurando otimizar suas atividades com vista a minimizar os custos ou atrais mais clientes. Esse fato por si só já traz o bojo da inovação e mudanças estruturais na empresa. Muitas destas técnicas preconizam o uso de sistemas de controle automáticos, novas técnicas, equipamentos modernos e automáticos, estruturas com pouca intervenção humana, uso de novos materiais, novos espaços, novas localidades e novas pessoas (leia-se novos pensamentos e capacitação).
- Mudanças de legislação – Estas mudanças também refletem os anseios da sociedade ou são frutos de pesquisas científicas que ditam novos parâmetros (ou conceitos) para produtos ou procedimentos, sejam eles novos ou antigos. A empresa deve está sempre se antecipando às mudanças na legislação, sendo pró-ativa. Para tal, precisa ter um corpo técnico antenado com a sociedade. Nos últimos anos, as empresas farmacêuticas vêm instituindo o setor de assuntos regulatórios, que é reflexo dessa preocupação crescente com a legislação.
4 – Estratégias para se manter empregado ou com trabalho
Como foi visto, há uma série de fatores que agem sinergicamente para inibirem a geração de novos empregos e acabarem com os atuais. Todos os fatores citados indicam que não há alternativas fáceis, ou pior, não podem ser controlada com simples equacionamentos. Isso deixa muito vulnerável a maioria das pessoas.
Na atual conjectura, o profissional que entra no mercado tem que possuir uma formação muito elaborada. Além da graduação, o profissional precisa possuir conhecimentos de línguas, informática, pós-graduação e alguma experiência na sua área de atuação (geralmente adquirida em estágios profissionalizantes).
Alguns pesquisadores citam que o emprego no mundo está acabando. De fato, em algumas áreas é contundente o desaparecimento de posto de trabalho, simplesmente porque determinada tecnologia ficou obsoleta e foi substituída. Na verdade, somente o trabalho é crescente e vem permitindo a manutenção de alguns empregos e surgimento de outros, porém em menor grau como em outras épocas.
Diante desses fatos, a primeira providência para quem está desempregado é tentar resgatar e ampliar a sua rede de conhecidos ou conhecimento da sua área de trabalho. O profissional deve fazer a manutenção constante da sua agenda e ampliá-la. Para quem está começando agora, essa rede começa na própria faculdade mantendo um bom relacionamento com os colegas de classe. O estágio também é uma boa oportunidade para começar a rede. Essa rede é importante porque a maioria dos empregos não é publicada.
Outro ponto importante é estar em constante atualização. Sempre participe de cursos de atualização profissional mesmo que seja de ônus próprio. Também, participe de congressos, encontros e feiras. Esses eventos permitem aumentar sua rede de conhecimento e ampliar seus conhecimentos técnicos.
Sempre observe a área de atuação de sua empresa quanto à possibilidade de fusões, mudanças estruturais ou de tecnologias. Sempre esteja antenado no mercado buscando novas oportunidades de trabalho. Se você for experiente, tente ser empreendedor formando empresas ou dando consultoria. Se você for novo, procure entender melhor a sua área de atuação, busque ampliar seus conhecimento e capacitação. Todos devem ser pró-ativos, terem autoconhecimento e melhorarem sua capacidade de relacionamento interpessoal.
Ter um currículo atualizado, bem elaborado e focado para área de interesse da empresa que está contratando, é fundamental para o sucesso. A visibilidade em sites pagos ou gratuitos também é uma alternativa que não pode ser descartada. Aliás, a internet é um grande campo para garimpagem de emprego e oportunidades. Sites como "Boas Práticas Farmacêuticas" "TQF" "TIF" possibilitam o intercâmbio com milhares de profissionais que invariavelmente disponibilizam vagas, idéias e oportunidades para áreas voltadas aos profissionais, banco de currículos, banco de consultores e banco de empregos.
Emprego Trabalho e Oportunidades
EMPREGO, TRABALHO E OPORTUNIDADES
1 – Introdução
A questão do emprego é um problema mundial. Mais contundente nos países em desenvolvimento, mas é um problema que aflige a todos. O emprego não pode ser visto com óticas singulares, mas sim como conseqüência de diversos fatores ou agentes sociais, políticos, tecnológicos e econômicos.
No Brasil, esses fatores têm contribuído de forma corrosiva para o desenvolvimento do país. Traçando um paralelo entre as nações mais desenvolvidas, percebe-se claramente que devido a uma série de equívocos estratégicos que demoraram a ser corrigidos (alguns ainda nem o foram), impediram o pleno desenvolvimento do Brasil ou, pelo menos, impediram a escolha de uma área de atuação mais condizente com as potencialidades do país.
Há inúmeros problemas que podem explicar a situação atual. Citar-se-ão os principais pontos críticos na conjectura atual no intuito propor algumas alternativas aos profissionais que procuram emprego ou novas oportunidades.
2 - Baixo Crescimento Industrial
Além de outros fatores que serão citados adiante, o baixo crescimento industrial do Brasil tem sido um a mola mestra para a manutenção do baixo número de empregos. Esse problema é fundamentado na ausência de investimentos na cadeia produtiva, baixo consumo e pouquíssimo aparecimento de produtos inovativos.
Os empresários ou acionistas só fazem investimento quando o retorno do capital empregado e o lucro têm certo grau de segurança ou certeza. Às vezes, os investimentos visam fatores intangíveis, como alterar positivamente a imagem da empresa perante seus clientes e a sociedade, o que não deixa de ser uma forma indireta aumentar os lucros. Entretanto, a empresa precisa ter um ambiente favorável, entre eles, um mercado consumidor interno forte e estabilidade e adequabilidade de políticas econômicas. Tirando a estabilidade econômica, o Brasil é sofrível nos fatores de mercado consumidor forte e adequabilidade econômica. Com os baixos salários e uma massa de desempregados crescente, o mercado interno consumidor não é garantia. Por suas vez, juros altos e a ausência de uma política industrial agressiva, versátil e bem estruturada, inibem os investimentos industriais e de serviços em áreas tradicionais e, muito menos, em áreas de alta tecnologia.
3 - Educação equivocada e ineficiente
Colocando uma lente sobre o problema citado anteriormente, podemos ver que suas raízes estão na educação. Um povo sem educação pouco pode ajudar o seu país. Para ter cabeças pensantes e competentes, todos devem ter uma educação completa, pelo menos, técnico-profissionalizante fechando o ciclo do segundo grau. Para aqueles que desejassem continuar, as faculdades e as universidades deveriam ter currículo atualizados com mercado. Além disso, os alunos deveriam ser estimulados a serem empreendedores ou agentes de transformação através do conhecimento de seus potenciais e de uma visão mais holística do seu meio. Embora, sob o ponto de vista da eficiência, esses estímulos deveriam ser iniciados no jardim de infância.
A educação equivocada e ineficiente é um problema bastante complexo, mas contornável na medida em que a sociedade torna-se ativa no intuito de mudar o quadro. A sociedade pode começar a se organizar em pequenos grupos e estes em grandes até que se consiga uma consciência mais ou menos homogênea.
Em suma, como a educação é precária, não há base para o surgimento de uma cultura inovativa. Por conseguinte, não há geração de empreendedores ou mesmo de pessoas sensíveis ao aspecto inovador gerando como conseqüência uma sociedade engessada a conceitos conservadores.
4 - Capacitação Técnica
Embora notório saber que quanto mais você conhecer mais você pode, alguns profissionais esquecem-se que o mundo está em constante transformação. Não há apenas transformação técnica, mas também de ordem social. Essas transformações podem ser resumidas nos seguintes exemplos:
- Quebra constante de paradigmas tecnológicos - O acirramento da competição entre empresas vem promovendo uma maior freqüência de novidades tecnológicas no mercado. Isso tem encurtado o tempo da concepção da idéia ao surgimento da inovação tecnológica. Também, as pesquisas científicas estão mais voltadas para os anseios da sociedade ou do mercado e isso foca e acelera a criação de novos produtos. Por outro lado, esse fenômeno criar uma acorrida tecnológica que somente as empresas com grande aporte de capital ou extremante criativas conseguem se manter no mercado.
- Novas técnicas de gerenciamento – As empresas estão constantemente procurando otimizar suas atividades com vista a minimizar os custos ou atrais mais clientes. Esse fato por si só já traz o bojo da inovação e mudanças estruturais na empresa. Muitas destas técnicas preconizam o uso de sistemas de controle automáticos, novas técnicas, equipamentos modernos e automáticos, estruturas com pouca intervenção humana, uso de novos materiais, novos espaços, novas localidades e novas pessoas (leia-se novos pensamentos e capacitação).
- Mudanças de legislação – Estas mudanças também refletem os anseios da sociedade ou são frutos de pesquisas científicas que ditam novos parâmetros (ou conceitos) para produtos ou procedimentos, sejam eles novos ou antigos. A empresa deve está sempre se antecipando às mudanças na legislação, sendo pró-ativa. Para tal, precisa ter um corpo técnico antenado com a sociedade. Nos últimos anos, as empresas farmacêuticas vêm instituindo o setor de assuntos regulatórios, que é reflexo dessa preocupação crescente com a legislação.
4 – Estratégias para se manter empregado ou com trabalho
Como foi visto, há uma série de fatores que agem sinergicamente para inibirem a geração de novos empregos e acabarem com os atuais. Todos os fatores citados indicam que não há alternativas fáceis, ou pior, não podem ser controlada com simples equacionamentos. Isso deixa muito vulnerável a maioria das pessoas.
Na atual conjectura, o profissional que entra no mercado tem que possuir uma formação muito elaborada. Além da graduação, o profissional precisa possuir conhecimentos de línguas, informática, pós-graduação e alguma experiência na sua área de atuação (geralmente adquirida em estágios profissionalizantes).
Alguns pesquisadores citam que o emprego no mundo está acabando. De fato, em algumas áreas é contundente o desaparecimento de posto de trabalho, simplesmente porque determinada tecnologia ficou obsoleta e foi substituída. Na verdade, somente o trabalho é crescente e vem permitindo a manutenção de alguns empregos e surgimento de outros, porém em menor grau como em outras épocas.
Diante desses fatos, a primeira providência para quem está desempregado é tentar resgatar e ampliar a sua rede de conhecidos ou conhecimento da sua área de trabalho. O profissional deve fazer a manutenção constante da sua agenda e ampliá-la. Para quem está começando agora, essa rede começa na própria faculdade mantendo um bom relacionamento com os colegas de classe. O estágio também é uma boa oportunidade para começar a rede. Essa rede é importante porque a maioria dos empregos não é publicada.
Outro ponto importante é estar em constante atualização. Sempre participe de cursos de atualização profissional mesmo que seja de ônus próprio. Também, participe de congressos, encontros e feiras. Esses eventos permitem aumentar sua rede de conhecimento e ampliar seus conhecimentos técnicos.
Sempre observe a área de atuação de sua empresa quanto à possibilidade de fusões, mudanças estruturais ou de tecnologias. Sempre esteja antenado no mercado buscando novas oportunidades de trabalho. Se você for experiente, tente ser empreendedor formando empresas ou dando consultoria. Se você for novo, procure entender melhor a sua área de atuação, busque ampliar seus conhecimento e capacitação. Todos devem ser pró-ativos, terem autoconhecimento e melhorarem sua capacidade de relacionamento interpessoal.
Ter um currículo atualizado, bem elaborado e focado para área de interesse da empresa que está contratando, é fundamental para o sucesso. A visibilidade em sites pagos ou gratuitos também é uma alternativa que não pode ser descartada. Aliás, a internet é um grande campo para garimpagem de emprego e oportunidades. Grupos como o Químicos&Farmacêuticos possibilitam o intercâmbio com milhares de profissionais que invariavelmente disponibilizam vagas, idéias e oportunidades. Desde sua fundação, o TQFsite também dedica três áreas voltadas aos profissionais, banco de currículos, banco de consultores e banco de empregos, além de uma página contendo agências de emprego dos principais estados.
1 – Introdução
A questão do emprego é um problema mundial. Mais contundente nos países em desenvolvimento, mas é um problema que aflige a todos. O emprego não pode ser visto com óticas singulares, mas sim como conseqüência de diversos fatores ou agentes sociais, políticos, tecnológicos e econômicos.
No Brasil, esses fatores têm contribuído de forma corrosiva para o desenvolvimento do país. Traçando um paralelo entre as nações mais desenvolvidas, percebe-se claramente que devido a uma série de equívocos estratégicos que demoraram a ser corrigidos (alguns ainda nem o foram), impediram o pleno desenvolvimento do Brasil ou, pelo menos, impediram a escolha de uma área de atuação mais condizente com as potencialidades do país.
Há inúmeros problemas que podem explicar a situação atual. Citar-se-ão os principais pontos críticos na conjectura atual no intuito propor algumas alternativas aos profissionais que procuram emprego ou novas oportunidades.
2 - Baixo Crescimento Industrial
Além de outros fatores que serão citados adiante, o baixo crescimento industrial do Brasil tem sido um a mola mestra para a manutenção do baixo número de empregos. Esse problema é fundamentado na ausência de investimentos na cadeia produtiva, baixo consumo e pouquíssimo aparecimento de produtos inovativos.
Os empresários ou acionistas só fazem investimento quando o retorno do capital empregado e o lucro têm certo grau de segurança ou certeza. Às vezes, os investimentos visam fatores intangíveis, como alterar positivamente a imagem da empresa perante seus clientes e a sociedade, o que não deixa de ser uma forma indireta aumentar os lucros. Entretanto, a empresa precisa ter um ambiente favorável, entre eles, um mercado consumidor interno forte e estabilidade e adequabilidade de políticas econômicas. Tirando a estabilidade econômica, o Brasil é sofrível nos fatores de mercado consumidor forte e adequabilidade econômica. Com os baixos salários e uma massa de desempregados crescente, o mercado interno consumidor não é garantia. Por suas vez, juros altos e a ausência de uma política industrial agressiva, versátil e bem estruturada, inibem os investimentos industriais e de serviços em áreas tradicionais e, muito menos, em áreas de alta tecnologia.
3 - Educação equivocada e ineficiente
Colocando uma lente sobre o problema citado anteriormente, podemos ver que suas raízes estão na educação. Um povo sem educação pouco pode ajudar o seu país. Para ter cabeças pensantes e competentes, todos devem ter uma educação completa, pelo menos, técnico-profissionalizante fechando o ciclo do segundo grau. Para aqueles que desejassem continuar, as faculdades e as universidades deveriam ter currículo atualizados com mercado. Além disso, os alunos deveriam ser estimulados a serem empreendedores ou agentes de transformação através do conhecimento de seus potenciais e de uma visão mais holística do seu meio. Embora, sob o ponto de vista da eficiência, esses estímulos deveriam ser iniciados no jardim de infância.
A educação equivocada e ineficiente é um problema bastante complexo, mas contornável na medida em que a sociedade torna-se ativa no intuito de mudar o quadro. A sociedade pode começar a se organizar em pequenos grupos e estes em grandes até que se consiga uma consciência mais ou menos homogênea.
Em suma, como a educação é precária, não há base para o surgimento de uma cultura inovativa. Por conseguinte, não há geração de empreendedores ou mesmo de pessoas sensíveis ao aspecto inovador gerando como conseqüência uma sociedade engessada a conceitos conservadores.
4 - Capacitação Técnica
Embora notório saber que quanto mais você conhecer mais você pode, alguns profissionais esquecem-se que o mundo está em constante transformação. Não há apenas transformação técnica, mas também de ordem social. Essas transformações podem ser resumidas nos seguintes exemplos:
- Quebra constante de paradigmas tecnológicos - O acirramento da competição entre empresas vem promovendo uma maior freqüência de novidades tecnológicas no mercado. Isso tem encurtado o tempo da concepção da idéia ao surgimento da inovação tecnológica. Também, as pesquisas científicas estão mais voltadas para os anseios da sociedade ou do mercado e isso foca e acelera a criação de novos produtos. Por outro lado, esse fenômeno criar uma acorrida tecnológica que somente as empresas com grande aporte de capital ou extremante criativas conseguem se manter no mercado.
- Novas técnicas de gerenciamento – As empresas estão constantemente procurando otimizar suas atividades com vista a minimizar os custos ou atrais mais clientes. Esse fato por si só já traz o bojo da inovação e mudanças estruturais na empresa. Muitas destas técnicas preconizam o uso de sistemas de controle automáticos, novas técnicas, equipamentos modernos e automáticos, estruturas com pouca intervenção humana, uso de novos materiais, novos espaços, novas localidades e novas pessoas (leia-se novos pensamentos e capacitação).
- Mudanças de legislação – Estas mudanças também refletem os anseios da sociedade ou são frutos de pesquisas científicas que ditam novos parâmetros (ou conceitos) para produtos ou procedimentos, sejam eles novos ou antigos. A empresa deve está sempre se antecipando às mudanças na legislação, sendo pró-ativa. Para tal, precisa ter um corpo técnico antenado com a sociedade. Nos últimos anos, as empresas farmacêuticas vêm instituindo o setor de assuntos regulatórios, que é reflexo dessa preocupação crescente com a legislação.
4 – Estratégias para se manter empregado ou com trabalho
Como foi visto, há uma série de fatores que agem sinergicamente para inibirem a geração de novos empregos e acabarem com os atuais. Todos os fatores citados indicam que não há alternativas fáceis, ou pior, não podem ser controlada com simples equacionamentos. Isso deixa muito vulnerável a maioria das pessoas.
Na atual conjectura, o profissional que entra no mercado tem que possuir uma formação muito elaborada. Além da graduação, o profissional precisa possuir conhecimentos de línguas, informática, pós-graduação e alguma experiência na sua área de atuação (geralmente adquirida em estágios profissionalizantes).
Alguns pesquisadores citam que o emprego no mundo está acabando. De fato, em algumas áreas é contundente o desaparecimento de posto de trabalho, simplesmente porque determinada tecnologia ficou obsoleta e foi substituída. Na verdade, somente o trabalho é crescente e vem permitindo a manutenção de alguns empregos e surgimento de outros, porém em menor grau como em outras épocas.
Diante desses fatos, a primeira providência para quem está desempregado é tentar resgatar e ampliar a sua rede de conhecidos ou conhecimento da sua área de trabalho. O profissional deve fazer a manutenção constante da sua agenda e ampliá-la. Para quem está começando agora, essa rede começa na própria faculdade mantendo um bom relacionamento com os colegas de classe. O estágio também é uma boa oportunidade para começar a rede. Essa rede é importante porque a maioria dos empregos não é publicada.
Outro ponto importante é estar em constante atualização. Sempre participe de cursos de atualização profissional mesmo que seja de ônus próprio. Também, participe de congressos, encontros e feiras. Esses eventos permitem aumentar sua rede de conhecimento e ampliar seus conhecimentos técnicos.
Sempre observe a área de atuação de sua empresa quanto à possibilidade de fusões, mudanças estruturais ou de tecnologias. Sempre esteja antenado no mercado buscando novas oportunidades de trabalho. Se você for experiente, tente ser empreendedor formando empresas ou dando consultoria. Se você for novo, procure entender melhor a sua área de atuação, busque ampliar seus conhecimento e capacitação. Todos devem ser pró-ativos, terem autoconhecimento e melhorarem sua capacidade de relacionamento interpessoal.
Ter um currículo atualizado, bem elaborado e focado para área de interesse da empresa que está contratando, é fundamental para o sucesso. A visibilidade em sites pagos ou gratuitos também é uma alternativa que não pode ser descartada. Aliás, a internet é um grande campo para garimpagem de emprego e oportunidades. Grupos como o Químicos&Farmacêuticos possibilitam o intercâmbio com milhares de profissionais que invariavelmente disponibilizam vagas, idéias e oportunidades. Desde sua fundação, o TQFsite também dedica três áreas voltadas aos profissionais, banco de currículos, banco de consultores e banco de empregos, além de uma página contendo agências de emprego dos principais estados.
DICAS PARA ESCREVER UM BOM CURRÍCULO
DICAS PARA ESCREVER UM BOM CURRÍCULO
Fabio Dantas
O currículo, além de ser um relato da vida profissional, também descreve um pouco da personalidade da pessoa e da sua capacidade de expressão. Após dois anos montando currículos para o TQFsite, notamos claramente essas características. Neste artigo, vamos abordar algumas questões que devem ser observadas na hora de montar um currículo de sucesso.
Ainda é comum encontrar pessoas seguindo o padrão formulário encontrado em papelarias, bancas e alguns sites. Deve-se ter cuidado, pois, a não ser que seja cadastro da própria empresa, esses “currículos formulários” são extremamente impessoais, dão informações desnecessárias e impossibilitam a expressão do profissional. Para evitar equívocos, recomendamos com base em nossa experiência, a seguinte estrutura básica: nome do autor, dados pessoais, introdução ou apresentação, objetivo, formação profissional, experiência profissional, cursos, idiomas, qualificações, publicações, observações.
Vejam as descrições de cada tópico a seguir:
- Nome do autor
O nome deve estar em lugar de destaque e no início do currículo. Letras em caixa altas se destacam melhor, pode-se usar cor diferenciada. Para currículos longos, pode-se colocá-lo como cabeçalho em cada folha acompanhado de uma numeração discreta no rodapé.
- Dados pessoais
Deve-se evitar colocar número de documentos. Esses dados geralmente são fornecidos no momento da contratação e devem estar regularizados para evitar surpresas desagradáveis.
Dados tais como estado civil, naturalidade, número de filhos, não-fumante devem ser colocados quando solicitados porque são dados que caem na mesma questão dos documentos pessoais. Entretanto, a idade deve ser citada ou datada ou se possui alguma deficiência.
O endereço é importante informar por que muitas empresas contratam pela localização da residência do futuro funcionário, pois isto envolve custos de transporte e dificuldades de locomoção.
No caso do telefone de contato, opte sempre por celular, pois o contato é direto. Entretanto, a linha fixa é uma opção a mais para falar com o candidato e também confirma o seu endereço e residência. Um erro comum aqui é a pessoa não indicar o DDD. Para cidades pouco conhecidas, obriga o empregador consultar uma lista telefônica.
O e-mail é a forma mais versátil, barata e moderna de comunicação e deve ser indicado sempre. Todavia, procure indicar um e-mail específico para essa finalidade, principalmente quando publicado em internet. Erros comuns são e-mail com erros de digitação, com caixa postal sempre cheia e com proteção anti-span mal configurada ou inespecífica (exemplo, o sistema anti-span UOL).
- Introdução ou apresentação
Mesmos para pessoas novatas no mercado de trabalho, a apresentação por escrito retrata um pouco de sua educação, personalidade e objetivos. O texto deve ser sucinto e discorrer a pessoa em termos pessoais e profissionais com sutil indicação dos objetivos e interesses pela empresa.
- Objetivo
No objetivo, a pessoa deve citar por extenso qual a área desejada para trabalhar. É deselegante a citação direta, por exemplo, “Objetivo – Controle da Qualidade”. Descreva sucintamente que tem interesse em tal área por que tem experiência, perfil ou se identifica com trabalho.
- Formação profissional
Devem ser citados todos os cursos profissionalizantes de longo período (cursos técnicos, graduação e pós-graduação) que foram ou que estão sendo realizados pelo candidato em ordem cronológica decrescente. Também, indique o nome das instituições de ensino, cidade, data de término ou conclusão. Para estudante, citar o período ou o ano corrente de estudo.
Para pessoas que possuem diploma em áreas dispares, deve citar essas formações se tiverem estreita relação com vaga de emprego desejada, ou seja, em concordância com os objetivos profissionais.
Evite citar os estudos fundamentais. Exceção se for fundamental para o emprego ou trabalho em questão.
- Experiência profissional
Esse é um ponto crítico do currículo, mesmo para pessoas mais experientes. A regra básica é: informe tudo o que você fez, onde, quando e como de forma objetiva e resumida. Cite o nome da empresa, período de trabalho, localização, cargo e funções exercidas. Destaque atividade que foram importantes para empresa que trabalhou ou trabalha. Coloquem em ordem cronológica inversa essas atividades e cargos.
Dependendo do cargo, mais detalhamentos das atividades devem ser necessários. Por exemplo, para consultores e altos cargos de chefia, deve-se anexar projetos e trabalhos realizados com os respectivos resultados, período de realização, balanços financeiros, resultados comerciais e técnicos, etc.
Para pessoais sem experiência, não coloque atividades profissionais de áreas sem afinidades com a função desejada. Por exemplo, procura-se o primeiro emprego como técnico em química e apresenta experiência como escriturário. Se não tem experiência na área desejada, não site esse tópico.
Quando a pessoa já tem muita experiência e deseja mudar de ramo, isso deve ficar claro na introdução e nos objetivos. Neste caso, deve-se citar a experiência anterior se o candidato achar que será útil para o novo emprego pretendido.
- Cursos
Semelhante ao tópico de formação profissional. Mais uma vez, devem ser colocados cursos que ressonem com os objetivos profissionais.
Cite apenas cursos com diploma ou certificados.
Cursos mais longos devem se citadas a carga horária.
Participação de seminários pode ser colocada também.
- Idiomas
Aqui você deve citar o idioma que conhece e comentar a que nível você está, ou seja, é básico, intermediário ou avançado. Cite as escolas de idiomas cursadas ou a forma de aprendizado (autodidata, com os pais estrangeiros, etc). Algumas pessoas possuem maior habilidade em ler, falar ou escrever. Cite no que você é melhor. Também, experiências no exterior devem ser colocadas.
- Qualificações
Esse é um tópico optativo e engloba tudo aquilo que você é capaz de fazer ou que foi desenvolvido pela experiência de vida pessoal e profissional e julgue serem úteis para a vaga de emprego desejada. Por exemplo, liderança, capacidade de negociação, criatividade, companheirismo, capacidade de inovar, entre outras coisas.
A pessoa deve ser sincera, pois essas características poderão ser avaliadas pela equipe de RH das empresas. Também, deve-se ter o cuidado para não entrar em contradição com a apresentação e com os objetivos.
- Publicações
Para pessoas ligadas ao ensino ou áreas intelectuais, a citação de publicações é fundamental para o sucesso do currículo. Aconselha-se seguir a Norma ABNT NBR 10520 e em ordem cronológica inversa.
Quando pertinentes à área objeto, pessoas que fogem a regra acima, podem citar suas publicações.
- Observações
Neste tópico, devem ser citados pretensão salarial, possibilidade de viagens, possibilidade de trabalhar fora da sua região, se porta alguma deficiência e qualquer coisa que não caberia nos tópicos anteriores e que são julgadas importantes pelo candidato.
Não é demais comentar que o candidato deve escrever usando um português correto e sem erros ortográficos ou de digitação. Se o currículo for pelo correio, abrigue-o em uma capa dura. O uso papel reciclado pode causar uma boa impressão. Use papel glossy ser for colocar uma fotografia. Se for e-mail, envie o anexo preferencialmente em PDF livre apenas para leitura e impressão. Procure “layouts” alternativos, porém, elegantes (esses modelos podem ser encontrados facilmente na internet pelo Google). Use capas somente para currículo com muitas páginas.
No caso de documentos com fotos, prefira fotos naturais de qualidade levemente perfilada pegando o tronco e em roupas discretas. Logicamente, a forma de apresentação depende do nível da função requerida e da filosofia da empresa. Deve-se ter muito cuidado. Na dúvida, não coloque fotos.
Para finalizar, procure conhecer bem a empresa para a qual está enviando o currículo. Procure preencher o currículo com as informações que julgue necessárias para o perfil desejado da vaga e de acordo com as características da empresa. A título de exemplo, como você faria um currículo para trabalhar como gerente na Google e como gerente no Vaticano. Observem que são perfis completamente diferentes, mas é comum o tratamento sem critérios.
Fabio Dantas
O currículo, além de ser um relato da vida profissional, também descreve um pouco da personalidade da pessoa e da sua capacidade de expressão. Após dois anos montando currículos para o TQFsite, notamos claramente essas características. Neste artigo, vamos abordar algumas questões que devem ser observadas na hora de montar um currículo de sucesso.
Ainda é comum encontrar pessoas seguindo o padrão formulário encontrado em papelarias, bancas e alguns sites. Deve-se ter cuidado, pois, a não ser que seja cadastro da própria empresa, esses “currículos formulários” são extremamente impessoais, dão informações desnecessárias e impossibilitam a expressão do profissional. Para evitar equívocos, recomendamos com base em nossa experiência, a seguinte estrutura básica: nome do autor, dados pessoais, introdução ou apresentação, objetivo, formação profissional, experiência profissional, cursos, idiomas, qualificações, publicações, observações.
Vejam as descrições de cada tópico a seguir:
- Nome do autor
O nome deve estar em lugar de destaque e no início do currículo. Letras em caixa altas se destacam melhor, pode-se usar cor diferenciada. Para currículos longos, pode-se colocá-lo como cabeçalho em cada folha acompanhado de uma numeração discreta no rodapé.
- Dados pessoais
Deve-se evitar colocar número de documentos. Esses dados geralmente são fornecidos no momento da contratação e devem estar regularizados para evitar surpresas desagradáveis.
Dados tais como estado civil, naturalidade, número de filhos, não-fumante devem ser colocados quando solicitados porque são dados que caem na mesma questão dos documentos pessoais. Entretanto, a idade deve ser citada ou datada ou se possui alguma deficiência.
O endereço é importante informar por que muitas empresas contratam pela localização da residência do futuro funcionário, pois isto envolve custos de transporte e dificuldades de locomoção.
No caso do telefone de contato, opte sempre por celular, pois o contato é direto. Entretanto, a linha fixa é uma opção a mais para falar com o candidato e também confirma o seu endereço e residência. Um erro comum aqui é a pessoa não indicar o DDD. Para cidades pouco conhecidas, obriga o empregador consultar uma lista telefônica.
O e-mail é a forma mais versátil, barata e moderna de comunicação e deve ser indicado sempre. Todavia, procure indicar um e-mail específico para essa finalidade, principalmente quando publicado em internet. Erros comuns são e-mail com erros de digitação, com caixa postal sempre cheia e com proteção anti-span mal configurada ou inespecífica (exemplo, o sistema anti-span UOL).
- Introdução ou apresentação
Mesmos para pessoas novatas no mercado de trabalho, a apresentação por escrito retrata um pouco de sua educação, personalidade e objetivos. O texto deve ser sucinto e discorrer a pessoa em termos pessoais e profissionais com sutil indicação dos objetivos e interesses pela empresa.
- Objetivo
No objetivo, a pessoa deve citar por extenso qual a área desejada para trabalhar. É deselegante a citação direta, por exemplo, “Objetivo – Controle da Qualidade”. Descreva sucintamente que tem interesse em tal área por que tem experiência, perfil ou se identifica com trabalho.
- Formação profissional
Devem ser citados todos os cursos profissionalizantes de longo período (cursos técnicos, graduação e pós-graduação) que foram ou que estão sendo realizados pelo candidato em ordem cronológica decrescente. Também, indique o nome das instituições de ensino, cidade, data de término ou conclusão. Para estudante, citar o período ou o ano corrente de estudo.
Para pessoas que possuem diploma em áreas dispares, deve citar essas formações se tiverem estreita relação com vaga de emprego desejada, ou seja, em concordância com os objetivos profissionais.
Evite citar os estudos fundamentais. Exceção se for fundamental para o emprego ou trabalho em questão.
- Experiência profissional
Esse é um ponto crítico do currículo, mesmo para pessoas mais experientes. A regra básica é: informe tudo o que você fez, onde, quando e como de forma objetiva e resumida. Cite o nome da empresa, período de trabalho, localização, cargo e funções exercidas. Destaque atividade que foram importantes para empresa que trabalhou ou trabalha. Coloquem em ordem cronológica inversa essas atividades e cargos.
Dependendo do cargo, mais detalhamentos das atividades devem ser necessários. Por exemplo, para consultores e altos cargos de chefia, deve-se anexar projetos e trabalhos realizados com os respectivos resultados, período de realização, balanços financeiros, resultados comerciais e técnicos, etc.
Para pessoais sem experiência, não coloque atividades profissionais de áreas sem afinidades com a função desejada. Por exemplo, procura-se o primeiro emprego como técnico em química e apresenta experiência como escriturário. Se não tem experiência na área desejada, não site esse tópico.
Quando a pessoa já tem muita experiência e deseja mudar de ramo, isso deve ficar claro na introdução e nos objetivos. Neste caso, deve-se citar a experiência anterior se o candidato achar que será útil para o novo emprego pretendido.
- Cursos
Semelhante ao tópico de formação profissional. Mais uma vez, devem ser colocados cursos que ressonem com os objetivos profissionais.
Cite apenas cursos com diploma ou certificados.
Cursos mais longos devem se citadas a carga horária.
Participação de seminários pode ser colocada também.
- Idiomas
Aqui você deve citar o idioma que conhece e comentar a que nível você está, ou seja, é básico, intermediário ou avançado. Cite as escolas de idiomas cursadas ou a forma de aprendizado (autodidata, com os pais estrangeiros, etc). Algumas pessoas possuem maior habilidade em ler, falar ou escrever. Cite no que você é melhor. Também, experiências no exterior devem ser colocadas.
- Qualificações
Esse é um tópico optativo e engloba tudo aquilo que você é capaz de fazer ou que foi desenvolvido pela experiência de vida pessoal e profissional e julgue serem úteis para a vaga de emprego desejada. Por exemplo, liderança, capacidade de negociação, criatividade, companheirismo, capacidade de inovar, entre outras coisas.
A pessoa deve ser sincera, pois essas características poderão ser avaliadas pela equipe de RH das empresas. Também, deve-se ter o cuidado para não entrar em contradição com a apresentação e com os objetivos.
- Publicações
Para pessoas ligadas ao ensino ou áreas intelectuais, a citação de publicações é fundamental para o sucesso do currículo. Aconselha-se seguir a Norma ABNT NBR 10520 e em ordem cronológica inversa.
Quando pertinentes à área objeto, pessoas que fogem a regra acima, podem citar suas publicações.
- Observações
Neste tópico, devem ser citados pretensão salarial, possibilidade de viagens, possibilidade de trabalhar fora da sua região, se porta alguma deficiência e qualquer coisa que não caberia nos tópicos anteriores e que são julgadas importantes pelo candidato.
Não é demais comentar que o candidato deve escrever usando um português correto e sem erros ortográficos ou de digitação. Se o currículo for pelo correio, abrigue-o em uma capa dura. O uso papel reciclado pode causar uma boa impressão. Use papel glossy ser for colocar uma fotografia. Se for e-mail, envie o anexo preferencialmente em PDF livre apenas para leitura e impressão. Procure “layouts” alternativos, porém, elegantes (esses modelos podem ser encontrados facilmente na internet pelo Google). Use capas somente para currículo com muitas páginas.
No caso de documentos com fotos, prefira fotos naturais de qualidade levemente perfilada pegando o tronco e em roupas discretas. Logicamente, a forma de apresentação depende do nível da função requerida e da filosofia da empresa. Deve-se ter muito cuidado. Na dúvida, não coloque fotos.
Para finalizar, procure conhecer bem a empresa para a qual está enviando o currículo. Procure preencher o currículo com as informações que julgue necessárias para o perfil desejado da vaga e de acordo com as características da empresa. A título de exemplo, como você faria um currículo para trabalhar como gerente na Google e como gerente no Vaticano. Observem que são perfis completamente diferentes, mas é comum o tratamento sem critérios.
Artigo:O QUE É A VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE MEDICAMENTOS
O QUE É A VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE MEDICAMENTOS
Jussara Calmon Reis de Souza Soares
INTRODUÇÃO
A Lei Orgânica de Saúde - que é na realidade o conjunto formado pelas Leis nº 8.080/90 e nº 8.142/90 - regula, em todo o país, as ações e serviços de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) é definido como "o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público " (Lei nº 8.080/90, Art.4°).
É essa mesma Lei que define Vigilância Sanitária:
"um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e
II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. " (Art.6°, § 1°; grifo nosso)
Portanto, dentro do SUS, cabe à Vigilância Sanitária principalmente as funções de regulação e controle, que são de responsabilidade exclusiva do Estado. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) também traz importante suporte jurídico à atuação da vigilância sanitária.
Depois de quase uma década de SUS, em 1999 foi promulgada a Lei nº 9.782/99, em que se definiu o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e se criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA.
O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária compreende, então, o conjunto de ações definido pelo § 1º do art. 6º (citado acima) e pelos arts. 15 a 18 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, executado por instituições da Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que exerçam atividades de regulação, normatização, controle e fiscalização na área de vigilância sanitária.
No Art. 2º da Lei nº 9.782/99 são definidas as competências da União no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária:
“I - definir a política nacional de vigilância sanitária;
II - definir o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
III - normatizar, controlar e fiscalizar produtos, substâncias e serviços de interesse para a saúde;
IV - exercer a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo essa atribuição ser supletivamente exercida pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios;
V - acompanhar e coordenar as ações estaduais, distrital e municipais de vigilância sanitária;
VI - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios;
VII - atuar em circunstâncias especiais de risco à saúde; e
VIII - manter sistema de informações em vigilância sanitária, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.”
O Capítulo II trata da criação e da competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, uma autarquia sob regime especial, vinculada ao Ministério da Saúde, com sede e foro no Distrito Federal, prazo de duração indeterminado e atuação em todo território nacional, caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira.
No Art. 6º define-se a sua finalidade institucional: “promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de fronteiras.”
Para cumpri-la, a ANVISA deverá: coordenar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; fomentar e realizar estudos e pesquisas no âmbito de suas atribuições; estabelecer normas, propor, acompanhar e executar as políticas, as diretrizes e as ações de vigilância sanitária; estabelecer normas e padrões sobre limites de contaminantes, resíduos tóxicos, desinfetantes, metais pesados e outros que envolvam risco à saúde; autorizar o funcionamento de empresas de fabricação, distribuição e importação dos produtos sob sua responsabilidade; conceder registros de produtos, conceder e cancelar o certificado de cumprimento de boas práticas de fabricação; entre tantas outras atribuições.
Além disso, a Agência poderá delegar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a execução de algumas atribuições que lhe são próprias.
As atividades de vigilância epidemiológica e de controle de vetores relativas a portos, aeroportos e fronteiras serão executadas pela Agência, sob orientação técnica e normativa do Ministério da Saúde.
Incumbe, ainda, à Agência, respeitada a legislação em vigor, regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública:
I - medicamentos de uso humano, suas substâncias ativas e demais insumos, processos e tecnologias;
II - alimentos, inclusive bebidas, águas envasadas, seus insumos, suas embalagens, aditivos alimentares, limites de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e de medicamentos veterinários;
III - cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes;
IV - saneantes destinados à higienização, desinfecção ou desinfestação em ambientes domiciliares, hospitalares e coletivos;
V - conjuntos, reagentes e insumos destinados a diagnóstico;
VI - equipamentos e materiais médico-hospitalares, odontológicos e hemoterápicos e de diagnóstico laboratorial e por imagem;
VII - imunobiológicos e suas substâncias ativas, sangue e hemoderivados;
VIII - órgãos, tecidos humanos e veterinários para uso em transplantes ou reconstituições;
IX - radioisótopos para uso diagnóstico in vivo e radiofármacos e produtos radioativos utilizados em diagnóstico e terapia;
X - cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco;
XI - quaisquer produtos que envolvam a possibilidade de risco à saúde, obtidos por engenharia genética, por outro procedimento ou ainda submetidos a fontes de radiação.
Os serviços submetidos ao controle e fiscalização sanitária pela Agência são aqueles voltados para a atenção ambulatorial, seja de rotina ou de emergência, os realizados em regime de internação, os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, bem como aqueles que impliquem a incorporação de novas tecnologias.
Mas há diversos conflitos relativos à concepção e operacionalização do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, como mostra o Relatório Final da I Conferência Nacional de Vigilância Sanitária, realizada em Brasília, de 26 a 30 de novembro de 2001. Estes, entretanto, não serão objeto de análise aqui.
Portanto, como dito na Apresentação, a Vigilância Sanitária de Medicamentos - tema dessa apostila - é apenas uma das categorias de produtos sob regime de controle sanitário; a área de vigilância de produtos é, por sua vez, apenas uma das quatro grandes áreas de abrangência da vigilância sanitária. Mas os medicamentos formam uma categoria muito importante, merecendo toda a nossa atenção e interesse. É fundamental tornarmo-nos críticos e ativos em relação ao uso dos medicamentos não apenas como profissionais do setor saúde mas, também, como consumidores e, principalmente, cidadãos.
No site da ANVISA - www.anvisa.gov.br - pode-se acompanhar o que vem sendo proposto e implementado pela Agência em todas as suas áreas de atuação. No site encontra-se também o Sistema de Legislação em Vigilância Sanitária – Anvisalegis – com acesso rápido, atualizado e interativo às leis que regulamentam essa área.
O QUE É O MEDICAMENTO
A Lei 5991/73, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, em seu Art. 4° define medicamento como: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.
Mas o medicamento é muito mais que um produto farmacêutico; ele deve ser compreendido dentro do contexto histórico, socio-econômico e cultural no qual está inserido e que condiciona a sua utilização.
Assim, nas economias de mercado - como é a nossa - o medicamento é também mercadoria, o que traz uma série de implicações ao seu uso. Dentro do modelo de assistência à saúde excessivamente medicalizado e mercantilizado que se desenvolveu no mundo ocidental moderno, os medicamentos passaram a ocupar um espaço importante no processo saúde/doença, sendo praticamente impossível pensar a prática médica ou a relação médico/paciente hoje, sem a presença desses produtos.
O uso “irracional” dos medicamentos no mundo, agravado nos países sub-desenvolvidos pelas condições sócio-econômicas, pode ser mais bem compreendido pela análise da dimensão simbólica e ideológica do medicamento. São as funções simbólicas, sociais e culturais atribuídas aos medicamentos – talvez mais que suas funções farmacológicas - que os tornam tão populares, tanto entre leigos como entre profissionais da saúde.
Por serem tão largamente consumidos, e considerando-se que o seu uso inadequado ou incorreto pode acarretar até mesmo a morte - uma vez que estes produtos têm atividade farmacológica, toxicidade e efeitos colaterais - é fundamental garantir a sua qualidade, eficácia e segurança, dentro do contexto em que se inserem e na sua dimensão enquanto mercadoria simbólica.
Assim, do ponto de vista social e sanitário, a divulgação de informações sobre os medicamentos - não apenas sobre conhecimentos farmacológicos mas, também, visando à desmistificação de suas representações - tanto para os profissionais quanto para a população em geral, consumidora em potencial, é tão importante quanto a garantia de sua segurança e eficácia, na oferta de produtos de qualidade.
Do ponto de vista da vigilância epidemiológica, o medicamento é um ótimo indicador da situação de saúde de uma população. Esta questão será detalhada no item sobre a Farmacovigilância, mais adiante.
A CADEIA DE VIDA DOS MEDICAMENTOS
Além de trabalhar com uma conceito mais ampliado de medicamento, a Vigilância Sanitária de Medicamentos deve exercer suas atividades de forma mais integradora, considerando todos os aspectos qualitativos e quantitativos relacionados à oferta e ao consumo de medicamentos. Assim, pode-se pensar no medicamento dentro de uma cadeia composta por diversos elos que se articulam e se influenciam:
1 PESQUISA & DESENVOLVIMENTO (P&D)
2 PRÉ-REGISTRO
3 REGISTRO
4 FABRICAÇÃO
5 TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
6 PRESCRIÇÃO
7 DISPENSAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
8 USO
1 P & D
O processo de desenvolvimento de um novo medicamento é muito longo - em média, 10 anos -, complexo e caro. Em geral, entre milhares de moléculas estudadas, apenas uma apresenta potencial para tornar-se um medicamento. Atualmente a engenharia genética e as possibilidades de modelagem por computador estão trazendo grandes modificações a esse processo.
As patentes são uma forma de compensar os investimentos gastos com esta fase, sem qualquer retorno financeiro até que o produto entre no mercado. Para isso são pagos os royalties aos fabricantes que desenvolveram o produto original.
2 PRÉ-REGISTRO
Ao chegar à chamada Fase III dos experimentos científicos, em que são realizados os Ensaios Clínicos Controlados (ECC) em seres humanos selecionados, o fabricante deve submeter o protocolo de investigação à autoridade sanitária para análise e autorização da pesquisa clínica; os responsáveis pela autorização são os técnicos da ANVISA. Portanto, a atuação da vigilância sanitária começa antes mesmo de o medicamento existir como especialidade farmacêutica no mercado.
3 REGISTRO
A atividade do registro é a que fundamentalmente determina a oferta de medicamentos em um país, uma vez que para serem comercializados, os produtos necessitam de registro dado pela agência reguladora que, no Brasil é, desde 1999, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, como visto acima.
Mesmo com o processo de descentralização das atividades de vigilância sanitária em curso, o registro de medicamentos continua centralizado em Brasília, onde são feitas as análises dos processos, autorizando sua produção e comercialização e, eventualmente, retirando-os do mercado.
A análise para a concessão, ou não, do registro de medicamentos deve ser feita por profissionais especializados em farmacologia clínica, farmacodinâmica, tecnologia farmacêutica, etc.
Os profissionais da vigilância sanitária que atuam neste nível devem considerar, em primeiro lugar, a relação benefício/risco: "um meio para expressar um julgamento referente ao papel de um fármaco na prática médica, baseado em dados sobre a eficácia e a segurança, junto a considerações sobre a doença na qual ele é empregado. Este conceito pode ser aplicado a um só fármaco ou na comparação entre dois ou mais fármacos utilizados para a mesma indicação" (OMS, 1977).
Ou, em outras palavras, devemos considerar que todos os medicamentos podem trazer benefícios , mas também trazem riscos à saúde. Seu uso só é aceitável se os benefícios forem maiores que os riscos. Dependendo da situação, pode-se aceitar um maior risco; um exemplo é o uso de drogas contra a dor para pacientes terminais; ou, ainda, medicamentos para uso em doenças fatais e incuráveis como é o caso da AIDS.
Além disso, também são considerados critérios importantes para a concessão do registro de um medicamento, em diversos países, o custo e a necessidade.
Vejamos cada um dos critérios:
1. eficácia - é a capacidade de um fármaco produzir os efeitos para os quais foi indicado, num determinado número de pessoas. Está relacionada ao benefício que um medicamento pode trazer, porém deve ser sempre relativizada pelos riscos que seu uso pode acarretar.
A avaliação da eficácia é feita através de estudos em seres humanos, nos chamados ensaios clínicos controlados (ECC) ou estudos de fase III, que devem apresentar definição clara da população estudada, ter grupo controle, ser "randomizados" e apresentar protocolo completo do ECC, com todos os dados relevantes.
2. segurança - Está relacionada aos riscos que um medicamento tem potencialmente, uma vez que não existe fármaco sem efeitos colaterais. Até mesmo os excipientes e aditivos utilizados na fabricação de medicamentos apresentam efeitos colaterais. O que é fundamental, aqui também, é considerar a relação entre os benefícios e os riscos que um determinado produto apresenta.
Para a garantia da segurança, em termos sanitários, é fundamental que se faça uma atividade - ainda praticamente inexistente no Brasil - a farmacovigilância pós-comercialização ou pós-registro que, como o nome diz, acompanha a história do medicamento após a sua entrada no mercado. É a Fase IV dos estudos de medicamentos . É somente após o uso "normal" do medicamento, por populações inteiras, que vão sendo conhecidos os efeitos colaterais de um determinado produto, uma vez que os ensaios clínicos, por suas limitações, não podem detectar efeitos colaterais que ocorrem com uma baixa frequência. Porém, em termos sanitários, um efeito colateral que ocorre, por exemplo, em 1 de cada 100 mil pessoas, é muito importante. Por isto é que pode-se esperar que os medicamentos que estão sendo comercializados há mais tempo apresentem, de um modo geral, uma lista maior de efeitos colaterais e reações adversas.
Um outro fator importante em relação à avaliação da segurança é o de se ter dados produzidos no próprio país em que se quer registrar um medicamento, pois dados de outro país não são totalmente aplicáveis ao nosso, por serem as condições sociais, econômicas, culturais e ambientais muito diversas, afetando os resultados.
3. custo - este critério já vem sendo utilizado em diversos países, mas no Brasil, apesar de ser um aspecto importante , não é considerado quando da concessão do registro. O custo não é só um problema econômico, mas também sanitário, porque os recursos são limitados e são utilizados nas prioridades estabelecidas. Assim, o custo de um tratamento medicamentoso deve ser avaliado em relação aos benefícios que serão alcançados, e não de forma isolada: só se pode admitir um custo alto para um medicamento que tenha eficácia e segurança que realmente o compensem (relação benefício/custo positiva). Desperdícios de recursos com produtos de alto custo e baixo benefício vão certamente afetar o quadro sanitário.
4. necessidade - se o objetivo é alcançar o uso correto e racional de medicamentos, além de exigir a comprovação da sua eficácia, com uma segurança aceitável e a um custo razoável, deve-se pensar em limitar o registro aos produtos que sejam necessários para o atendimento das demandas de saúde da população num dado momento. Dados sobre morbidade são, portanto, fundamentais para a avaliação da necessidade.
Este é um critério já utilizado pelos países nórdicos, que têm um ótimo sistema de vigilância sanitária de medicamentos e de farmacovigilância. No Brasil, porém, onde a falta de recursos financeiros, materiais e humanos é bem mais grave, não há até o momento qualquer preocupação com a necessidade, quando da concessão do registro de um medicamento.
Além da limitação da oferta pelos critérios adotados para o registro, essa pode ter outras normas legais de limitação como, por exemplo, a limitação de prescrição pela classificação dos medicamentos em venda livre, venda sob prescrição, venda com retenção de receita, etc.
Também podem ser feitas normas de limitação de dispensação e uso, como a restrição de medicamentos ao uso hospitalar, entre outras.
Quanto maior a oferta de medicamentos, mais difícil é o seu controle e o seu uso correto: um grande número de medicamentos registrados piora a cadeia terapêutica e o nível sanitário de um país, pois aumenta a confusão no registro, dificulta o controle da fabricação, da distribuição, da prescrição, dispensação e uso, inviabiliza o conhecimento adequado sobre os produtos, dificulta o estabelecimento de prioridades de trabalho, etc.
Por isto é importante haver uma oferta racional. O momento do registro é o primeiro momento para esta seleção da oferta. Quando há excesso de produtos registrados e/ou de qualidade duvidosa, como no caso do Brasil, o saneamento do mercado farmacêutico deveria ser uma prioridade dentro de uma política de assistência farmacêutica e de medicamentos para o país.
4-FABRICAÇÃO
A Vigilância Sanitária também tem atuação no processo de fabricação de medicamentos. Em primeiro lugar, é a ANVISA quem dá a necessária autorização para o funcionamento das empresas do setor, sejam elas produtoras, distribuidoras, importadoras, exportadoras e/ou transportadoras de medicamentos.
É o nível estadual ou municipal que deve fazer a inspeção farmacêutica para avaliar se a empresa tem condições de se instalar para as atividades a que se propõe. A autoridade estadual dá a licença e a ANVISA homologa a decisão local, concedendo a autorização de funcionamento.
Estima-se a existência de cerca de 600 laboratórios produtores de medicamentos autorizados no país, sendo menos de 20 os laboratórios oficiais, estatais.
Uma vez dada a autorização pela Agência, a empresa pode começar a fabricar seus produtos, que já devem estar previamente registrados, como vimos.
A partir daí, a inspeção farmacêutica deveria ocorrer de tempos em tempos, de forma rotineira, para verificar se as boas práticas de fabricação ("GMP", do inglês, Good Manufacturing Practices) estão sendo seguidas, se o controle de qualidade está sendo feito adequadamente.
"Controle Farmacêutico de Qualidade - conjunto de medidas destinadas a garantir, a qualquer momento, durante o processo de fabricação, a produção de lotes de medicamentos, tendo em vista o atendimento das normas sobre atividade, pureza, teor, eficácia e inocuidade."
A preocupação com o controle da qualidade (CQ) dos produtos começou nas próprias indústrias fabricantes, para evitar ou diminuir as perdas que traziam enormes prejuízos econômicos. O conceito foi evoluindo com as mudanças nas necessidades e demandas dos consumidores para a exigência de sistemas de qualidade voltados para a garantia da saúde do consumidor.
Do ponto de vista da VISA, o CQ é o controle mínimo necessário para garantir a qualidade e a segurança de um produto. O CQ deve atender aos limites de aceitação estabelecidos para se considerar um determinado produto com qualidade satisfatória.
Os fabricantes dos produtos são legalmente responsáveis pela garantia da qualidade dos mesmos. Cabe à ANVISA verificar se os produtores estão fazendo o CQ adequadamente.
Entre as estratégias de avaliação inclui-se a inspeção sanitária. Além de se estabelecer um programa rotineiro de inspeções farmacêuticas, deve-se considerar a necessidade de eventuais inspeções a partir da apuração de alguma denúncia contra um determinado produto de uma empresa, da constatação de fraudes ou de qualquer outro problema que possa ter se originado durante o processo de fabricação.
Para esta intervenção nas empresas, os profissionais de vigilância sanitária devem conhecer tanto de tecnologia farmacêutica, como de legislação sanitária: basicamente a Lei nº 6.360/76 e o Decreto nº 79.094/77 (que a regulamenta), a Lei nº 6.437/77, além das normas de GMP. Também é importante conhecer o Código de Defesa do Consumidor, além de Portarias e demais atos relacionados à questão.
Para atividades de inspeção farmacêutica seria fundamental, ainda, contar com o apoio de um laboratório oficial de controle de qualidade para proceder às análises laboratoriais necessárias. O INCQS/FIOCRUZ é o laboratório de referência nacional do Ministério da Saúde e está capacitado para fazer o CQ de todos os produtos sob vigilância sanitária; o que se tem defendido é o estabelecimento de uma rede de laboratórios com os LACENs (Laboratório Central de Saúde Pública). O laboratório oficial de referência da rede pública no Estado do Rio de Janeiro é o Laboratório Noel Nutels.
5-TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
No momento do registro, a ANVISA já influencia na distribuição futura dos medicamentos, uma vez que é o MS quem decide, em última análise, se os produtos poderão ser distribuídos livremente ou a quais tipos de restrição estarão sujeitos, como por exemplo, o caso de medicamentos restritos ao uso hospitalar.
A classificação dos medicamentos quanto à venda e prescrição, em venda livre, venda sob prescrição médica (tarja vermelha), tarja vermelha com retenção de receita e tarja preta, para os medicamentos controlados por causarem dependência física ou psíquica também tem influência na distribuição dos produtos e deve estar sendo avaliada.
Além disso, a distribuição de amostra grátis e a divulgação de outras formas de propaganda de medicamentos são regulamentadas pela vigilância sanitária. A Resoluação da Diretoria Colegiada da ANVISA - RDC nº 102 de 2000, republicada no DOU de 01/06/2001 – é a mais nova legislação em vigor. Aprova o regulamento sobre propagandas, mensagens publicitárias e promocionais, além de outras práticas cujo objeto seja a divulgação, promoção ou comercialização de medicamentos de produção nacional ou importados, quaisquer que sejam as formas e meios de sua veiculação. Todas essas normas são necessárias para garantir o acesso dos usuários a medicamentos e a informações de qualidade.
Cabe, então, aos fiscais da vigilância verificar o cumprimento da legislação sanitária e, quando for o caso, aplicar as penalidades previstas em lei. Essas atividades ocorrem basicamente através da inspeção de farmácias e serviços de saúde, quando se busca avaliar se os medicamentos estão sendo corretamente distribuídos, em que condições estão sendo transportados e armazenados, etc. Já a vigilância em relação à publicidade deve ser feita também nos meios de comunicação de massa.
Além da legislação sanitária já citada, incluindo as Portarias que normatizam as restrições de distribuição e venda (Port. de medicamentos de venda livre, Portaria SVS-MS 344/98 que regulamenta substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, reeditada em fevereiro de 1999, entre outras), a Lei nº 5.991/73 é suporte essencial para as ações sobre a prática de comercialização, juntamente com as demais regulamentações que vêm se seguindo.
6-PRESCRIÇÃO
Legalmente, as questões éticas relacionadas à prescrição são regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina e respectivos Conselhos Regionais. Mas a vigilância sanitária também tem responsabilidade no controle da prescrição, uma vez que esta afeta o consumo dos medicamentos.
Assim, é a ANVISA que normatiza, por exemplo, as condições de venda (venda livre, venda sob prescrição médica,etc.), o preenchimento da prescrição (recentemente a Lei dos Genéricos introduziu novas exigências neste sentido); mas, na verdade, apesar do reconhecimento da importância da qualidade da prescrição para o uso racional de medicamentos, não tem havido qualquer atividade de maior impacto neste elo da cadeia.
7-DISPENSAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
A dispensação é a atividade de fornecimento e orientação quanto ao uso adequado de medicamentos, correlatos e insumos. Deve ser realizada por farmacêuticos, segundo a legislação vigente, podendo ser feita por outros profissionais apenas em casos excepcionais. Mas, na realidade, a dispensação vem sendo feita no Brasil sem qualquer qualidade e controle. É fato bastante conhecido que os farmacêuticos não estão nas farmácias e hospitais privados, que estão ausentes em muitos serviços públicos de saúde, ficando a dispensação nas mãos de funcionários totalmente despreparados para tal função, que é fundamental para o uso correto dos medicamentos.
O que se vê, fundamentalmente, é a chamada "empurroterapia", uma vez que o medicamento foi reduzido à categoria de uma mercadoria como outra qualquer.
A vigilância sanitária, junto com os conselhos de classe - Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs) - tem um enorme campo de atuação aqui, que hoje está muito aquém do que deveria ser.
Minimamente, no momento da dispensação devem ser avaliados o estado de conservação dos medicamentos, as embalagens, adequação da rotulagem, qualidade da informação veiculada. Em outras palavras, é necessário verificar se o produto está devidamente registrado, se constam os nomes do fabricante e do técnico responsável, se está dentro do prazo de validade, se apresenta algum sinal de deterioração ou adulteração, se está armazenado em embalagens e em condições de luz, temperatura e umidade adequadas, etc.
8-USO
Este é o último elo da cadeia, mas não o menos importante. Ao contrário, toda a cadeia terapêutica é realizada com o objetivo final do consumo do medicamento pelo usuário, seja para o fabricante - que visa à venda e ao lucro - seja para os profissionais de saúde que, na busca da garantia da saúde da população, podem eventualmente necessitar desta ferramenta (o medicamento), seja, ainda, para o usuário que tem o direito ao acesso ao medicamento, quando este for necessário para a prevenção, recuperação, ou cura de uma doença, ou mesmo no alívio de sintomas.
É bom lembrar, principalmente em sociedades medicalizadas e mercantilizadas como a nossa, que o uso do medicamento nem sempre é o tratamento mais adequado; em diversas situações, há várias alternativas terapêuticas não medicamentosas, como exercícios, relaxamento, fisioterapia, acupuntura, alimentação, etc, que são muitas vezes menosprezadas em função da imagem hipervalorizada que é vendida sobre o medicamento, a de que pode curar todos os males, inclusive os devidos às péssimas condições de vida decorrentes do modelo de desenvolvimento dominante.
Dentro de uma política de saúde que privilegie a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a vigilância em saúde, poderíamos esperar um consumo bem menor de medicamentos, à exceção talvez de vacinas e outros produtos de uso preventivo.
Atividades importantes de vigilância sanitária que podem influenciar o uso de medicamentos, além de todas as que interferem nos elos anteriores, são aquelas ligadas principalmente à educação, à orientação dos consumidores e profissionais, à divulgação de informações sobre todas as alternativas terapêuticas, além do controle das informações divulgadas, quer sejam explicitamente através de propaganda, quer sejam de forma mais sutil através de bulas, de profissionais de saúde mal informados ou não capacitados, etc.
Aqui também há um campo extenso de ação para profissionais de vigilância sanitária, ainda incipiente no Brasil, que é o da farmacoepidemiologia ou Estudos de Utilização de Medicamentos (EUM). Na verdade, sabe-se muito pouco sobre o uso de medicamentos no Brasil, quase não há dados acerca desta questão. A indústria farmacêutica tem tido uma preocupação muito maior com o consumo, por seus interesses mercadológicos, do que o Estado. Apenas recentemente, em 1998, foi aprovada uma política de medicamentos para o país, através da Portaria nº 3.916/98 (ver Soares, 2002).
Para os estudos de utilização de medicamentos é essencial a atuação integrada com a epidemiologia, com os métodos epidemiológicos, tanto para o conhecimento dos dados de morbidade, das causas de mortalidade e de outros indicadores do nível sanitário de uma população, quanto para os dados especificamente relacionados ao uso de medicamentos.
A FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA DE MEDICAMENTOS
A fiscalização é considerada por muitos a atividade principal e mais importante de Vigilância Sanitária, por ser a base da relação entre o produtor e o consumidor, sendo o Poder Público o intermediário na aferição da qualidade dos produtos e serviços prestados. O Poder Público - a União, o Distrito Federal, os Estados e Municípios - tem obrigação legal de, em nome do cidadão, não apenas regulamentar a oferta de produtos mas, também, de exercer a fiscalização e rejeitar produtos que possam trazer danos à sua saúde.
Porém, a fiscalização assume um peso maior nestas ações de Vigilância Sanitária em países como o Brasil, fundamentalmente porque a consciência dos direitos de cidadania é ainda incipiente entre nós, permitindo que distorções absurdas venham ocorrendo impunemente.
O profissional de vigilância sanitária tem poder de polícia administrativa para atuar na fiscalização e, para exercê-lo, conta com a legislação sanitária. A Lei nº 6.437/77 configura as infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções que devem ser aplicadas pela autoridade sanitária.
“Infração sanitária - ação ou omissão que resulte da inobservância dos preceitos da legislação em vigor.”
As infrações classificam-se em leves, graves e gravíssimas, e podem ser punidas com as penalidades de: advertência, multa, apreensão de produto, inutilização de produto, interdição de produto, suspensão de vendas e/ou fabricação de produto, cancelamento de registro de produto, interdição parcial ou total do estabelecimento, proibição de propaganda, cancelamento de autorização para funcionamento de empresa e cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento (Art. 2º).
Quando uma irregularidade é constatada pela autoridade sanitária, esta deve lavrar o auto de infração sanitária (A.I.S.), que é a peça inicial do processo administrativo instaurado para apurar as infrações. O AIS pode ser lavrado no local da infração, ou na sede da repartição competente, pela autoridade sanitária que a houver constatado.
Caso haja diligência (exigência) a ser cumprida, o prazo é de 30 dias após a notificação, que pode ser alterado por motivos de interesse público, através de despacho fundamentado.
Quando houver suspeita de alteração ou fraude, o fiscal sanitário deve interditar o estoque do produto existente no local e lavrar o Auto de Interdição (A.I.), que é assinado pela autoridade, o representante legal da empresa e o detentor do produto, ou seu substituto legal. Na ausência destes, duas testemunhas devem assinar.
A interdição do produto e do estabelecimento como medida cautelar terá a duração necessária para a realização dos testes e análises, não podendo exceder o prazo de 90 dias, findo o qual se dará a liberação automática do produto ou estabelecimento.
O infrator tem direito à defesa. Em caso de discordância com o resultado da análise fiscal condenatória, o infrator pode requerer perícia de contraprova.
perícia de contraprova - é cabível quando a empresa responsável pelo produto condenado discordar do laudo da análise fiscal.
A perícia deve ser realizada no laboratório oficial que expedir o laudo condenatório, com a presença de 3 peritos: aquele que efetuou a análise fiscal, o indicado pela empresa e o indicado pelo órgão fiscalizador.
Não havendo contestação do laudo e nos casos de adulteração ou deterioração flagrantes, o produto deve ser imediatamente inutilizado.
No caso de análise de controle, um laudo condenatório implica no cancelamento do registro do produto e na sua apreensão e inutilização em todo o território nacional; estas medidas são de responsabilidade do MS e somente podem ser efetivadas após a publicação da decisão condenatória irreversível no D.O.U.
É dever do fabricante, garantir a oferta de produtos com qualidade comprovada. É dever do Estado controlar e fiscalizar esta oferta. Assim, é função do trabalhador de vigilância sanitária desenvolver também atividades educativas que visem fortalecer esta consciência da população dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos e consumidores em relação à garantia da sua saúde, para que estes possam também atuar na fiscalização e na cobrança do papel do Estado, dos fabricantes e dos próprios consumidores. No Brasil, são os movimentos de defesa do consumidor que vêm assumindo com destaque, nos últimos anos, este papel. O ideal é ter toda a população vigilante. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) é uma arma fundamental para essa atuação.
EPIDEMIOLOGIA DOS MEDICAMENTOS E FARMACOVIGILÂNCIA
A Farmacoepidemiologia é, como o nome indica, uma aplicação da Epidemiologia ao estudo dos medicamentos. Estuda os determinantes e as conseqüências do consumo de medicamentos, através dos procedimentos normais de Epidemiologia. Este termo surgiu há menos de 20 anos; anteriormente eram chamados de estudos de utilização de medicamentos (EUM).
Alguns autores vêem a Farmacoepidemiologia e a Farmacovigilância como duas faces complementares de uma atividade geral, a da vigilância da vida de um medicamento numa comunidade, que é descrita através de técnicas adequadas, padronizadas e comparáveis.
Como exemplos de estudos farmacoepidemiológicos, podem ser citados:
1) Estudos sobre a oferta de medicamentos;
2) Estudos Quantitativos de Consumo;
3) Estudos sobre a Qualidade do Consumo;
4) Estudos de hábitos de prescrição médica;
5) Estudos de cumprimento da prescrição;
6) Vigilância orientada para problemas.
Já a Farmacovigilância busca identificar e avaliar os efeitos do uso, agudo e crônico, dos tratamentos farmacológicos no conjunto da população ou em subgrupos de pacientes expostos a tratamentos específicos (Tognoni & Laporte,1989). Originalmente era um conjunto de atividades que pretendia estudar tanto os efeitos indesejáveis dos medicamentos, quanto os desejáveis. Mas como os ECC dão uma idéia bem clara da eficácia de um novo produto em indicações precisas, os estudos de farmacovigilância (ou estudos de fase IV) tendem mais a centrar seus objetivos nos efeitos indesejáveis dos medicamentos.
Assim, a Farmacovigilância pós-comercialização passou a ser definida como: “Procedimento posto em andamento após a autorização do registro de um novo medicamento, desenhado para procurar informações sobre o uso real do medicamento para uma determinada indicação, assim como sobre o aparecimento de efeitos indesejáveis. Método para o estudo epidemiológico das reações adversas aos medicamentos” (Last, 1989)
A iatrogenia é fenômeno conhecido e considerado há muito tempo. Diz-se que as R.A. produzidas por medicamentos são tão antigas quanto a sua própria história. Qualquer produto com atividade farmacológica pode potencialmente atuar como remédio ou como veneno. A rápida introdução de fármacos potentes na quimioterapia moderna a partir dos anos 40, que indubitavelmente trouxe muitos benefícios, trouxe também um número crescente de reações adversas aos medicamentos. Mas foi apenas após quase 50 anos de uso que se descobriu que a dipirona podia causar agranulocitose; somente quase 40 anos depois da introdução do AAS se descobriu que podia causar hemorragia gastrintestinal... Foram tragédias como as do dietilenoglicol nos EUA, nos anos 30 e a da talidomida na Europa, em 1961, que fizeram com que os países mudassem suas regulamentações acerca dos medicamentos passando a exigir a comprovação da segurança e da eficácia, com maior rigor.
Nas resoluções adotadas pela Assembléia Mundial da Saúde em 1962 e 1963 também foi apontada a necessidade de um programa para a promoção da segurança e da eficácia dos medicamentos. Após uma série de reuniões e recomendações aos países-membros para estabelecimento de programas de R.A., um grupo de 10 países começou em 1968 um programa-piloto de intercâmbio da informação obtida nos seus sistemas nacionais de farmacovigilância. A partir de 70, o Sistema Internacional de Farmacovigilância da OMS vem impulsionando o estabelecimento de Programas de Notificação Espontânea de R.A. em diversos países, integrados ao Sistema Internacional de Farmacovigilância.
Um Sistema de Farmacovigilância tem como objetivos detectar precocemente reações adversas (R.A.), medir os riscos e identificar os grupos populacionais mais suscetíveis às R.A.
Como exemplos de estratégias e métodos utilizados em Farmacovigilância podemos citar:
a) Estudos para avaliar e quantificar a eficácia de um tratamento sobre a cura ou prevenção de uma doença;
b) Análises das estatísticas vitais para avaliação de efeitos indesejáveis agudos e subagudos relacionados com administração de um medicamento;
c) Monitorização intensiva de pacientes hospitalizados;
d) Notificação voluntária de R.A.
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BIBLIOGRAFIA:
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BRASIL. Lei nº 6.360 de 23 de setembro de 1976 e Decreto 79.094 de 05 de janeiro de 1977, com a redação dada pelo Decreto 793 de 05 de abril de 1993. Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 8.080/90 - Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 8.142/90 - Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências.
BRASIL - Lei nº 8.666/93 – Regulamenta o art. 37,XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.
BRASIL - Lei nº 9.787/99. “Lei dos Genéricos.”
BRASIL - Lei nº 9.782/99. Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências.
BRASIL/ MS/ SNAS. ABC do SUS: doutrinas e princípios. Brasília, 1990
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www.anvisa.gov.br
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Jussara Calmon Reis de Souza Soares
INTRODUÇÃO
A Lei Orgânica de Saúde - que é na realidade o conjunto formado pelas Leis nº 8.080/90 e nº 8.142/90 - regula, em todo o país, as ações e serviços de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) é definido como "o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público " (Lei nº 8.080/90, Art.4°).
É essa mesma Lei que define Vigilância Sanitária:
"um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e
II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. " (Art.6°, § 1°; grifo nosso)
Portanto, dentro do SUS, cabe à Vigilância Sanitária principalmente as funções de regulação e controle, que são de responsabilidade exclusiva do Estado. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) também traz importante suporte jurídico à atuação da vigilância sanitária.
Depois de quase uma década de SUS, em 1999 foi promulgada a Lei nº 9.782/99, em que se definiu o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e se criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA.
O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária compreende, então, o conjunto de ações definido pelo § 1º do art. 6º (citado acima) e pelos arts. 15 a 18 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, executado por instituições da Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que exerçam atividades de regulação, normatização, controle e fiscalização na área de vigilância sanitária.
No Art. 2º da Lei nº 9.782/99 são definidas as competências da União no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária:
“I - definir a política nacional de vigilância sanitária;
II - definir o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
III - normatizar, controlar e fiscalizar produtos, substâncias e serviços de interesse para a saúde;
IV - exercer a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo essa atribuição ser supletivamente exercida pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios;
V - acompanhar e coordenar as ações estaduais, distrital e municipais de vigilância sanitária;
VI - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios;
VII - atuar em circunstâncias especiais de risco à saúde; e
VIII - manter sistema de informações em vigilância sanitária, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.”
O Capítulo II trata da criação e da competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, uma autarquia sob regime especial, vinculada ao Ministério da Saúde, com sede e foro no Distrito Federal, prazo de duração indeterminado e atuação em todo território nacional, caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira.
No Art. 6º define-se a sua finalidade institucional: “promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de fronteiras.”
Para cumpri-la, a ANVISA deverá: coordenar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; fomentar e realizar estudos e pesquisas no âmbito de suas atribuições; estabelecer normas, propor, acompanhar e executar as políticas, as diretrizes e as ações de vigilância sanitária; estabelecer normas e padrões sobre limites de contaminantes, resíduos tóxicos, desinfetantes, metais pesados e outros que envolvam risco à saúde; autorizar o funcionamento de empresas de fabricação, distribuição e importação dos produtos sob sua responsabilidade; conceder registros de produtos, conceder e cancelar o certificado de cumprimento de boas práticas de fabricação; entre tantas outras atribuições.
Além disso, a Agência poderá delegar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a execução de algumas atribuições que lhe são próprias.
As atividades de vigilância epidemiológica e de controle de vetores relativas a portos, aeroportos e fronteiras serão executadas pela Agência, sob orientação técnica e normativa do Ministério da Saúde.
Incumbe, ainda, à Agência, respeitada a legislação em vigor, regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública:
I - medicamentos de uso humano, suas substâncias ativas e demais insumos, processos e tecnologias;
II - alimentos, inclusive bebidas, águas envasadas, seus insumos, suas embalagens, aditivos alimentares, limites de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e de medicamentos veterinários;
III - cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes;
IV - saneantes destinados à higienização, desinfecção ou desinfestação em ambientes domiciliares, hospitalares e coletivos;
V - conjuntos, reagentes e insumos destinados a diagnóstico;
VI - equipamentos e materiais médico-hospitalares, odontológicos e hemoterápicos e de diagnóstico laboratorial e por imagem;
VII - imunobiológicos e suas substâncias ativas, sangue e hemoderivados;
VIII - órgãos, tecidos humanos e veterinários para uso em transplantes ou reconstituições;
IX - radioisótopos para uso diagnóstico in vivo e radiofármacos e produtos radioativos utilizados em diagnóstico e terapia;
X - cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco;
XI - quaisquer produtos que envolvam a possibilidade de risco à saúde, obtidos por engenharia genética, por outro procedimento ou ainda submetidos a fontes de radiação.
Os serviços submetidos ao controle e fiscalização sanitária pela Agência são aqueles voltados para a atenção ambulatorial, seja de rotina ou de emergência, os realizados em regime de internação, os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, bem como aqueles que impliquem a incorporação de novas tecnologias.
Mas há diversos conflitos relativos à concepção e operacionalização do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, como mostra o Relatório Final da I Conferência Nacional de Vigilância Sanitária, realizada em Brasília, de 26 a 30 de novembro de 2001. Estes, entretanto, não serão objeto de análise aqui.
Portanto, como dito na Apresentação, a Vigilância Sanitária de Medicamentos - tema dessa apostila - é apenas uma das categorias de produtos sob regime de controle sanitário; a área de vigilância de produtos é, por sua vez, apenas uma das quatro grandes áreas de abrangência da vigilância sanitária. Mas os medicamentos formam uma categoria muito importante, merecendo toda a nossa atenção e interesse. É fundamental tornarmo-nos críticos e ativos em relação ao uso dos medicamentos não apenas como profissionais do setor saúde mas, também, como consumidores e, principalmente, cidadãos.
No site da ANVISA - www.anvisa.gov.br - pode-se acompanhar o que vem sendo proposto e implementado pela Agência em todas as suas áreas de atuação. No site encontra-se também o Sistema de Legislação em Vigilância Sanitária – Anvisalegis – com acesso rápido, atualizado e interativo às leis que regulamentam essa área.
O QUE É O MEDICAMENTO
A Lei 5991/73, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, em seu Art. 4° define medicamento como: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.
Mas o medicamento é muito mais que um produto farmacêutico; ele deve ser compreendido dentro do contexto histórico, socio-econômico e cultural no qual está inserido e que condiciona a sua utilização.
Assim, nas economias de mercado - como é a nossa - o medicamento é também mercadoria, o que traz uma série de implicações ao seu uso. Dentro do modelo de assistência à saúde excessivamente medicalizado e mercantilizado que se desenvolveu no mundo ocidental moderno, os medicamentos passaram a ocupar um espaço importante no processo saúde/doença, sendo praticamente impossível pensar a prática médica ou a relação médico/paciente hoje, sem a presença desses produtos.
O uso “irracional” dos medicamentos no mundo, agravado nos países sub-desenvolvidos pelas condições sócio-econômicas, pode ser mais bem compreendido pela análise da dimensão simbólica e ideológica do medicamento. São as funções simbólicas, sociais e culturais atribuídas aos medicamentos – talvez mais que suas funções farmacológicas - que os tornam tão populares, tanto entre leigos como entre profissionais da saúde.
Por serem tão largamente consumidos, e considerando-se que o seu uso inadequado ou incorreto pode acarretar até mesmo a morte - uma vez que estes produtos têm atividade farmacológica, toxicidade e efeitos colaterais - é fundamental garantir a sua qualidade, eficácia e segurança, dentro do contexto em que se inserem e na sua dimensão enquanto mercadoria simbólica.
Assim, do ponto de vista social e sanitário, a divulgação de informações sobre os medicamentos - não apenas sobre conhecimentos farmacológicos mas, também, visando à desmistificação de suas representações - tanto para os profissionais quanto para a população em geral, consumidora em potencial, é tão importante quanto a garantia de sua segurança e eficácia, na oferta de produtos de qualidade.
Do ponto de vista da vigilância epidemiológica, o medicamento é um ótimo indicador da situação de saúde de uma população. Esta questão será detalhada no item sobre a Farmacovigilância, mais adiante.
A CADEIA DE VIDA DOS MEDICAMENTOS
Além de trabalhar com uma conceito mais ampliado de medicamento, a Vigilância Sanitária de Medicamentos deve exercer suas atividades de forma mais integradora, considerando todos os aspectos qualitativos e quantitativos relacionados à oferta e ao consumo de medicamentos. Assim, pode-se pensar no medicamento dentro de uma cadeia composta por diversos elos que se articulam e se influenciam:
1 PESQUISA & DESENVOLVIMENTO (P&D)
2 PRÉ-REGISTRO
3 REGISTRO
4 FABRICAÇÃO
5 TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
6 PRESCRIÇÃO
7 DISPENSAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
8 USO
1 P & D
O processo de desenvolvimento de um novo medicamento é muito longo - em média, 10 anos -, complexo e caro. Em geral, entre milhares de moléculas estudadas, apenas uma apresenta potencial para tornar-se um medicamento. Atualmente a engenharia genética e as possibilidades de modelagem por computador estão trazendo grandes modificações a esse processo.
As patentes são uma forma de compensar os investimentos gastos com esta fase, sem qualquer retorno financeiro até que o produto entre no mercado. Para isso são pagos os royalties aos fabricantes que desenvolveram o produto original.
2 PRÉ-REGISTRO
Ao chegar à chamada Fase III dos experimentos científicos, em que são realizados os Ensaios Clínicos Controlados (ECC) em seres humanos selecionados, o fabricante deve submeter o protocolo de investigação à autoridade sanitária para análise e autorização da pesquisa clínica; os responsáveis pela autorização são os técnicos da ANVISA. Portanto, a atuação da vigilância sanitária começa antes mesmo de o medicamento existir como especialidade farmacêutica no mercado.
3 REGISTRO
A atividade do registro é a que fundamentalmente determina a oferta de medicamentos em um país, uma vez que para serem comercializados, os produtos necessitam de registro dado pela agência reguladora que, no Brasil é, desde 1999, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, como visto acima.
Mesmo com o processo de descentralização das atividades de vigilância sanitária em curso, o registro de medicamentos continua centralizado em Brasília, onde são feitas as análises dos processos, autorizando sua produção e comercialização e, eventualmente, retirando-os do mercado.
A análise para a concessão, ou não, do registro de medicamentos deve ser feita por profissionais especializados em farmacologia clínica, farmacodinâmica, tecnologia farmacêutica, etc.
Os profissionais da vigilância sanitária que atuam neste nível devem considerar, em primeiro lugar, a relação benefício/risco: "um meio para expressar um julgamento referente ao papel de um fármaco na prática médica, baseado em dados sobre a eficácia e a segurança, junto a considerações sobre a doença na qual ele é empregado. Este conceito pode ser aplicado a um só fármaco ou na comparação entre dois ou mais fármacos utilizados para a mesma indicação" (OMS, 1977).
Ou, em outras palavras, devemos considerar que todos os medicamentos podem trazer benefícios , mas também trazem riscos à saúde. Seu uso só é aceitável se os benefícios forem maiores que os riscos. Dependendo da situação, pode-se aceitar um maior risco; um exemplo é o uso de drogas contra a dor para pacientes terminais; ou, ainda, medicamentos para uso em doenças fatais e incuráveis como é o caso da AIDS.
Além disso, também são considerados critérios importantes para a concessão do registro de um medicamento, em diversos países, o custo e a necessidade.
Vejamos cada um dos critérios:
1. eficácia - é a capacidade de um fármaco produzir os efeitos para os quais foi indicado, num determinado número de pessoas. Está relacionada ao benefício que um medicamento pode trazer, porém deve ser sempre relativizada pelos riscos que seu uso pode acarretar.
A avaliação da eficácia é feita através de estudos em seres humanos, nos chamados ensaios clínicos controlados (ECC) ou estudos de fase III, que devem apresentar definição clara da população estudada, ter grupo controle, ser "randomizados" e apresentar protocolo completo do ECC, com todos os dados relevantes.
2. segurança - Está relacionada aos riscos que um medicamento tem potencialmente, uma vez que não existe fármaco sem efeitos colaterais. Até mesmo os excipientes e aditivos utilizados na fabricação de medicamentos apresentam efeitos colaterais. O que é fundamental, aqui também, é considerar a relação entre os benefícios e os riscos que um determinado produto apresenta.
Para a garantia da segurança, em termos sanitários, é fundamental que se faça uma atividade - ainda praticamente inexistente no Brasil - a farmacovigilância pós-comercialização ou pós-registro que, como o nome diz, acompanha a história do medicamento após a sua entrada no mercado. É a Fase IV dos estudos de medicamentos . É somente após o uso "normal" do medicamento, por populações inteiras, que vão sendo conhecidos os efeitos colaterais de um determinado produto, uma vez que os ensaios clínicos, por suas limitações, não podem detectar efeitos colaterais que ocorrem com uma baixa frequência. Porém, em termos sanitários, um efeito colateral que ocorre, por exemplo, em 1 de cada 100 mil pessoas, é muito importante. Por isto é que pode-se esperar que os medicamentos que estão sendo comercializados há mais tempo apresentem, de um modo geral, uma lista maior de efeitos colaterais e reações adversas.
Um outro fator importante em relação à avaliação da segurança é o de se ter dados produzidos no próprio país em que se quer registrar um medicamento, pois dados de outro país não são totalmente aplicáveis ao nosso, por serem as condições sociais, econômicas, culturais e ambientais muito diversas, afetando os resultados.
3. custo - este critério já vem sendo utilizado em diversos países, mas no Brasil, apesar de ser um aspecto importante , não é considerado quando da concessão do registro. O custo não é só um problema econômico, mas também sanitário, porque os recursos são limitados e são utilizados nas prioridades estabelecidas. Assim, o custo de um tratamento medicamentoso deve ser avaliado em relação aos benefícios que serão alcançados, e não de forma isolada: só se pode admitir um custo alto para um medicamento que tenha eficácia e segurança que realmente o compensem (relação benefício/custo positiva). Desperdícios de recursos com produtos de alto custo e baixo benefício vão certamente afetar o quadro sanitário.
4. necessidade - se o objetivo é alcançar o uso correto e racional de medicamentos, além de exigir a comprovação da sua eficácia, com uma segurança aceitável e a um custo razoável, deve-se pensar em limitar o registro aos produtos que sejam necessários para o atendimento das demandas de saúde da população num dado momento. Dados sobre morbidade são, portanto, fundamentais para a avaliação da necessidade.
Este é um critério já utilizado pelos países nórdicos, que têm um ótimo sistema de vigilância sanitária de medicamentos e de farmacovigilância. No Brasil, porém, onde a falta de recursos financeiros, materiais e humanos é bem mais grave, não há até o momento qualquer preocupação com a necessidade, quando da concessão do registro de um medicamento.
Além da limitação da oferta pelos critérios adotados para o registro, essa pode ter outras normas legais de limitação como, por exemplo, a limitação de prescrição pela classificação dos medicamentos em venda livre, venda sob prescrição, venda com retenção de receita, etc.
Também podem ser feitas normas de limitação de dispensação e uso, como a restrição de medicamentos ao uso hospitalar, entre outras.
Quanto maior a oferta de medicamentos, mais difícil é o seu controle e o seu uso correto: um grande número de medicamentos registrados piora a cadeia terapêutica e o nível sanitário de um país, pois aumenta a confusão no registro, dificulta o controle da fabricação, da distribuição, da prescrição, dispensação e uso, inviabiliza o conhecimento adequado sobre os produtos, dificulta o estabelecimento de prioridades de trabalho, etc.
Por isto é importante haver uma oferta racional. O momento do registro é o primeiro momento para esta seleção da oferta. Quando há excesso de produtos registrados e/ou de qualidade duvidosa, como no caso do Brasil, o saneamento do mercado farmacêutico deveria ser uma prioridade dentro de uma política de assistência farmacêutica e de medicamentos para o país.
4-FABRICAÇÃO
A Vigilância Sanitária também tem atuação no processo de fabricação de medicamentos. Em primeiro lugar, é a ANVISA quem dá a necessária autorização para o funcionamento das empresas do setor, sejam elas produtoras, distribuidoras, importadoras, exportadoras e/ou transportadoras de medicamentos.
É o nível estadual ou municipal que deve fazer a inspeção farmacêutica para avaliar se a empresa tem condições de se instalar para as atividades a que se propõe. A autoridade estadual dá a licença e a ANVISA homologa a decisão local, concedendo a autorização de funcionamento.
Estima-se a existência de cerca de 600 laboratórios produtores de medicamentos autorizados no país, sendo menos de 20 os laboratórios oficiais, estatais.
Uma vez dada a autorização pela Agência, a empresa pode começar a fabricar seus produtos, que já devem estar previamente registrados, como vimos.
A partir daí, a inspeção farmacêutica deveria ocorrer de tempos em tempos, de forma rotineira, para verificar se as boas práticas de fabricação ("GMP", do inglês, Good Manufacturing Practices) estão sendo seguidas, se o controle de qualidade está sendo feito adequadamente.
"Controle Farmacêutico de Qualidade - conjunto de medidas destinadas a garantir, a qualquer momento, durante o processo de fabricação, a produção de lotes de medicamentos, tendo em vista o atendimento das normas sobre atividade, pureza, teor, eficácia e inocuidade."
A preocupação com o controle da qualidade (CQ) dos produtos começou nas próprias indústrias fabricantes, para evitar ou diminuir as perdas que traziam enormes prejuízos econômicos. O conceito foi evoluindo com as mudanças nas necessidades e demandas dos consumidores para a exigência de sistemas de qualidade voltados para a garantia da saúde do consumidor.
Do ponto de vista da VISA, o CQ é o controle mínimo necessário para garantir a qualidade e a segurança de um produto. O CQ deve atender aos limites de aceitação estabelecidos para se considerar um determinado produto com qualidade satisfatória.
Os fabricantes dos produtos são legalmente responsáveis pela garantia da qualidade dos mesmos. Cabe à ANVISA verificar se os produtores estão fazendo o CQ adequadamente.
Entre as estratégias de avaliação inclui-se a inspeção sanitária. Além de se estabelecer um programa rotineiro de inspeções farmacêuticas, deve-se considerar a necessidade de eventuais inspeções a partir da apuração de alguma denúncia contra um determinado produto de uma empresa, da constatação de fraudes ou de qualquer outro problema que possa ter se originado durante o processo de fabricação.
Para esta intervenção nas empresas, os profissionais de vigilância sanitária devem conhecer tanto de tecnologia farmacêutica, como de legislação sanitária: basicamente a Lei nº 6.360/76 e o Decreto nº 79.094/77 (que a regulamenta), a Lei nº 6.437/77, além das normas de GMP. Também é importante conhecer o Código de Defesa do Consumidor, além de Portarias e demais atos relacionados à questão.
Para atividades de inspeção farmacêutica seria fundamental, ainda, contar com o apoio de um laboratório oficial de controle de qualidade para proceder às análises laboratoriais necessárias. O INCQS/FIOCRUZ é o laboratório de referência nacional do Ministério da Saúde e está capacitado para fazer o CQ de todos os produtos sob vigilância sanitária; o que se tem defendido é o estabelecimento de uma rede de laboratórios com os LACENs (Laboratório Central de Saúde Pública). O laboratório oficial de referência da rede pública no Estado do Rio de Janeiro é o Laboratório Noel Nutels.
5-TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
No momento do registro, a ANVISA já influencia na distribuição futura dos medicamentos, uma vez que é o MS quem decide, em última análise, se os produtos poderão ser distribuídos livremente ou a quais tipos de restrição estarão sujeitos, como por exemplo, o caso de medicamentos restritos ao uso hospitalar.
A classificação dos medicamentos quanto à venda e prescrição, em venda livre, venda sob prescrição médica (tarja vermelha), tarja vermelha com retenção de receita e tarja preta, para os medicamentos controlados por causarem dependência física ou psíquica também tem influência na distribuição dos produtos e deve estar sendo avaliada.
Além disso, a distribuição de amostra grátis e a divulgação de outras formas de propaganda de medicamentos são regulamentadas pela vigilância sanitária. A Resoluação da Diretoria Colegiada da ANVISA - RDC nº 102 de 2000, republicada no DOU de 01/06/2001 – é a mais nova legislação em vigor. Aprova o regulamento sobre propagandas, mensagens publicitárias e promocionais, além de outras práticas cujo objeto seja a divulgação, promoção ou comercialização de medicamentos de produção nacional ou importados, quaisquer que sejam as formas e meios de sua veiculação. Todas essas normas são necessárias para garantir o acesso dos usuários a medicamentos e a informações de qualidade.
Cabe, então, aos fiscais da vigilância verificar o cumprimento da legislação sanitária e, quando for o caso, aplicar as penalidades previstas em lei. Essas atividades ocorrem basicamente através da inspeção de farmácias e serviços de saúde, quando se busca avaliar se os medicamentos estão sendo corretamente distribuídos, em que condições estão sendo transportados e armazenados, etc. Já a vigilância em relação à publicidade deve ser feita também nos meios de comunicação de massa.
Além da legislação sanitária já citada, incluindo as Portarias que normatizam as restrições de distribuição e venda (Port. de medicamentos de venda livre, Portaria SVS-MS 344/98 que regulamenta substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, reeditada em fevereiro de 1999, entre outras), a Lei nº 5.991/73 é suporte essencial para as ações sobre a prática de comercialização, juntamente com as demais regulamentações que vêm se seguindo.
6-PRESCRIÇÃO
Legalmente, as questões éticas relacionadas à prescrição são regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina e respectivos Conselhos Regionais. Mas a vigilância sanitária também tem responsabilidade no controle da prescrição, uma vez que esta afeta o consumo dos medicamentos.
Assim, é a ANVISA que normatiza, por exemplo, as condições de venda (venda livre, venda sob prescrição médica,etc.), o preenchimento da prescrição (recentemente a Lei dos Genéricos introduziu novas exigências neste sentido); mas, na verdade, apesar do reconhecimento da importância da qualidade da prescrição para o uso racional de medicamentos, não tem havido qualquer atividade de maior impacto neste elo da cadeia.
7-DISPENSAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
A dispensação é a atividade de fornecimento e orientação quanto ao uso adequado de medicamentos, correlatos e insumos. Deve ser realizada por farmacêuticos, segundo a legislação vigente, podendo ser feita por outros profissionais apenas em casos excepcionais. Mas, na realidade, a dispensação vem sendo feita no Brasil sem qualquer qualidade e controle. É fato bastante conhecido que os farmacêuticos não estão nas farmácias e hospitais privados, que estão ausentes em muitos serviços públicos de saúde, ficando a dispensação nas mãos de funcionários totalmente despreparados para tal função, que é fundamental para o uso correto dos medicamentos.
O que se vê, fundamentalmente, é a chamada "empurroterapia", uma vez que o medicamento foi reduzido à categoria de uma mercadoria como outra qualquer.
A vigilância sanitária, junto com os conselhos de classe - Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs) - tem um enorme campo de atuação aqui, que hoje está muito aquém do que deveria ser.
Minimamente, no momento da dispensação devem ser avaliados o estado de conservação dos medicamentos, as embalagens, adequação da rotulagem, qualidade da informação veiculada. Em outras palavras, é necessário verificar se o produto está devidamente registrado, se constam os nomes do fabricante e do técnico responsável, se está dentro do prazo de validade, se apresenta algum sinal de deterioração ou adulteração, se está armazenado em embalagens e em condições de luz, temperatura e umidade adequadas, etc.
8-USO
Este é o último elo da cadeia, mas não o menos importante. Ao contrário, toda a cadeia terapêutica é realizada com o objetivo final do consumo do medicamento pelo usuário, seja para o fabricante - que visa à venda e ao lucro - seja para os profissionais de saúde que, na busca da garantia da saúde da população, podem eventualmente necessitar desta ferramenta (o medicamento), seja, ainda, para o usuário que tem o direito ao acesso ao medicamento, quando este for necessário para a prevenção, recuperação, ou cura de uma doença, ou mesmo no alívio de sintomas.
É bom lembrar, principalmente em sociedades medicalizadas e mercantilizadas como a nossa, que o uso do medicamento nem sempre é o tratamento mais adequado; em diversas situações, há várias alternativas terapêuticas não medicamentosas, como exercícios, relaxamento, fisioterapia, acupuntura, alimentação, etc, que são muitas vezes menosprezadas em função da imagem hipervalorizada que é vendida sobre o medicamento, a de que pode curar todos os males, inclusive os devidos às péssimas condições de vida decorrentes do modelo de desenvolvimento dominante.
Dentro de uma política de saúde que privilegie a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a vigilância em saúde, poderíamos esperar um consumo bem menor de medicamentos, à exceção talvez de vacinas e outros produtos de uso preventivo.
Atividades importantes de vigilância sanitária que podem influenciar o uso de medicamentos, além de todas as que interferem nos elos anteriores, são aquelas ligadas principalmente à educação, à orientação dos consumidores e profissionais, à divulgação de informações sobre todas as alternativas terapêuticas, além do controle das informações divulgadas, quer sejam explicitamente através de propaganda, quer sejam de forma mais sutil através de bulas, de profissionais de saúde mal informados ou não capacitados, etc.
Aqui também há um campo extenso de ação para profissionais de vigilância sanitária, ainda incipiente no Brasil, que é o da farmacoepidemiologia ou Estudos de Utilização de Medicamentos (EUM). Na verdade, sabe-se muito pouco sobre o uso de medicamentos no Brasil, quase não há dados acerca desta questão. A indústria farmacêutica tem tido uma preocupação muito maior com o consumo, por seus interesses mercadológicos, do que o Estado. Apenas recentemente, em 1998, foi aprovada uma política de medicamentos para o país, através da Portaria nº 3.916/98 (ver Soares, 2002).
Para os estudos de utilização de medicamentos é essencial a atuação integrada com a epidemiologia, com os métodos epidemiológicos, tanto para o conhecimento dos dados de morbidade, das causas de mortalidade e de outros indicadores do nível sanitário de uma população, quanto para os dados especificamente relacionados ao uso de medicamentos.
A FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA DE MEDICAMENTOS
A fiscalização é considerada por muitos a atividade principal e mais importante de Vigilância Sanitária, por ser a base da relação entre o produtor e o consumidor, sendo o Poder Público o intermediário na aferição da qualidade dos produtos e serviços prestados. O Poder Público - a União, o Distrito Federal, os Estados e Municípios - tem obrigação legal de, em nome do cidadão, não apenas regulamentar a oferta de produtos mas, também, de exercer a fiscalização e rejeitar produtos que possam trazer danos à sua saúde.
Porém, a fiscalização assume um peso maior nestas ações de Vigilância Sanitária em países como o Brasil, fundamentalmente porque a consciência dos direitos de cidadania é ainda incipiente entre nós, permitindo que distorções absurdas venham ocorrendo impunemente.
O profissional de vigilância sanitária tem poder de polícia administrativa para atuar na fiscalização e, para exercê-lo, conta com a legislação sanitária. A Lei nº 6.437/77 configura as infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções que devem ser aplicadas pela autoridade sanitária.
“Infração sanitária - ação ou omissão que resulte da inobservância dos preceitos da legislação em vigor.”
As infrações classificam-se em leves, graves e gravíssimas, e podem ser punidas com as penalidades de: advertência, multa, apreensão de produto, inutilização de produto, interdição de produto, suspensão de vendas e/ou fabricação de produto, cancelamento de registro de produto, interdição parcial ou total do estabelecimento, proibição de propaganda, cancelamento de autorização para funcionamento de empresa e cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento (Art. 2º).
Quando uma irregularidade é constatada pela autoridade sanitária, esta deve lavrar o auto de infração sanitária (A.I.S.), que é a peça inicial do processo administrativo instaurado para apurar as infrações. O AIS pode ser lavrado no local da infração, ou na sede da repartição competente, pela autoridade sanitária que a houver constatado.
Caso haja diligência (exigência) a ser cumprida, o prazo é de 30 dias após a notificação, que pode ser alterado por motivos de interesse público, através de despacho fundamentado.
Quando houver suspeita de alteração ou fraude, o fiscal sanitário deve interditar o estoque do produto existente no local e lavrar o Auto de Interdição (A.I.), que é assinado pela autoridade, o representante legal da empresa e o detentor do produto, ou seu substituto legal. Na ausência destes, duas testemunhas devem assinar.
A interdição do produto e do estabelecimento como medida cautelar terá a duração necessária para a realização dos testes e análises, não podendo exceder o prazo de 90 dias, findo o qual se dará a liberação automática do produto ou estabelecimento.
O infrator tem direito à defesa. Em caso de discordância com o resultado da análise fiscal condenatória, o infrator pode requerer perícia de contraprova.
perícia de contraprova - é cabível quando a empresa responsável pelo produto condenado discordar do laudo da análise fiscal.
A perícia deve ser realizada no laboratório oficial que expedir o laudo condenatório, com a presença de 3 peritos: aquele que efetuou a análise fiscal, o indicado pela empresa e o indicado pelo órgão fiscalizador.
Não havendo contestação do laudo e nos casos de adulteração ou deterioração flagrantes, o produto deve ser imediatamente inutilizado.
No caso de análise de controle, um laudo condenatório implica no cancelamento do registro do produto e na sua apreensão e inutilização em todo o território nacional; estas medidas são de responsabilidade do MS e somente podem ser efetivadas após a publicação da decisão condenatória irreversível no D.O.U.
É dever do fabricante, garantir a oferta de produtos com qualidade comprovada. É dever do Estado controlar e fiscalizar esta oferta. Assim, é função do trabalhador de vigilância sanitária desenvolver também atividades educativas que visem fortalecer esta consciência da população dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos e consumidores em relação à garantia da sua saúde, para que estes possam também atuar na fiscalização e na cobrança do papel do Estado, dos fabricantes e dos próprios consumidores. No Brasil, são os movimentos de defesa do consumidor que vêm assumindo com destaque, nos últimos anos, este papel. O ideal é ter toda a população vigilante. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) é uma arma fundamental para essa atuação.
EPIDEMIOLOGIA DOS MEDICAMENTOS E FARMACOVIGILÂNCIA
A Farmacoepidemiologia é, como o nome indica, uma aplicação da Epidemiologia ao estudo dos medicamentos. Estuda os determinantes e as conseqüências do consumo de medicamentos, através dos procedimentos normais de Epidemiologia. Este termo surgiu há menos de 20 anos; anteriormente eram chamados de estudos de utilização de medicamentos (EUM).
Alguns autores vêem a Farmacoepidemiologia e a Farmacovigilância como duas faces complementares de uma atividade geral, a da vigilância da vida de um medicamento numa comunidade, que é descrita através de técnicas adequadas, padronizadas e comparáveis.
Como exemplos de estudos farmacoepidemiológicos, podem ser citados:
1) Estudos sobre a oferta de medicamentos;
2) Estudos Quantitativos de Consumo;
3) Estudos sobre a Qualidade do Consumo;
4) Estudos de hábitos de prescrição médica;
5) Estudos de cumprimento da prescrição;
6) Vigilância orientada para problemas.
Já a Farmacovigilância busca identificar e avaliar os efeitos do uso, agudo e crônico, dos tratamentos farmacológicos no conjunto da população ou em subgrupos de pacientes expostos a tratamentos específicos (Tognoni & Laporte,1989). Originalmente era um conjunto de atividades que pretendia estudar tanto os efeitos indesejáveis dos medicamentos, quanto os desejáveis. Mas como os ECC dão uma idéia bem clara da eficácia de um novo produto em indicações precisas, os estudos de farmacovigilância (ou estudos de fase IV) tendem mais a centrar seus objetivos nos efeitos indesejáveis dos medicamentos.
Assim, a Farmacovigilância pós-comercialização passou a ser definida como: “Procedimento posto em andamento após a autorização do registro de um novo medicamento, desenhado para procurar informações sobre o uso real do medicamento para uma determinada indicação, assim como sobre o aparecimento de efeitos indesejáveis. Método para o estudo epidemiológico das reações adversas aos medicamentos” (Last, 1989)
A iatrogenia é fenômeno conhecido e considerado há muito tempo. Diz-se que as R.A. produzidas por medicamentos são tão antigas quanto a sua própria história. Qualquer produto com atividade farmacológica pode potencialmente atuar como remédio ou como veneno. A rápida introdução de fármacos potentes na quimioterapia moderna a partir dos anos 40, que indubitavelmente trouxe muitos benefícios, trouxe também um número crescente de reações adversas aos medicamentos. Mas foi apenas após quase 50 anos de uso que se descobriu que a dipirona podia causar agranulocitose; somente quase 40 anos depois da introdução do AAS se descobriu que podia causar hemorragia gastrintestinal... Foram tragédias como as do dietilenoglicol nos EUA, nos anos 30 e a da talidomida na Europa, em 1961, que fizeram com que os países mudassem suas regulamentações acerca dos medicamentos passando a exigir a comprovação da segurança e da eficácia, com maior rigor.
Nas resoluções adotadas pela Assembléia Mundial da Saúde em 1962 e 1963 também foi apontada a necessidade de um programa para a promoção da segurança e da eficácia dos medicamentos. Após uma série de reuniões e recomendações aos países-membros para estabelecimento de programas de R.A., um grupo de 10 países começou em 1968 um programa-piloto de intercâmbio da informação obtida nos seus sistemas nacionais de farmacovigilância. A partir de 70, o Sistema Internacional de Farmacovigilância da OMS vem impulsionando o estabelecimento de Programas de Notificação Espontânea de R.A. em diversos países, integrados ao Sistema Internacional de Farmacovigilância.
Um Sistema de Farmacovigilância tem como objetivos detectar precocemente reações adversas (R.A.), medir os riscos e identificar os grupos populacionais mais suscetíveis às R.A.
Como exemplos de estratégias e métodos utilizados em Farmacovigilância podemos citar:
a) Estudos para avaliar e quantificar a eficácia de um tratamento sobre a cura ou prevenção de uma doença;
b) Análises das estatísticas vitais para avaliação de efeitos indesejáveis agudos e subagudos relacionados com administração de um medicamento;
c) Monitorização intensiva de pacientes hospitalizados;
d) Notificação voluntária de R.A.
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BRASIL. Lei nº 5.991 de 17 de dezembro de 1973 e Decreto 74.170 de 10 de junho de 1974, com a redação dada pelo Decreto 793 de 05 de abril de 1993. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 6.360 de 23 de setembro de 1976 e Decreto 79.094 de 05 de janeiro de 1977, com a redação dada pelo Decreto 793 de 05 de abril de 1993. Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 8.080/90 - Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 8.142/90 - Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências.
BRASIL - Lei nº 8.666/93 – Regulamenta o art. 37,XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.
BRASIL - Lei nº 9.787/99. “Lei dos Genéricos.”
BRASIL - Lei nº 9.782/99. Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências.
BRASIL/ MS/ SNAS. ABC do SUS: doutrinas e princípios. Brasília, 1990
BRASIL. ANVISA. RDC nº 102, de 30 de novembro de 2000, republicada no DOU de 01/06/2001. Aprova o Regulamento sobre propagandas, mensagens publicitárias e promocionais e outras práticas cujo objeto seja a divulgação, promoção ou comercialização de medicamentos de produção nacional ou importados...
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Saturday, August 11, 2007
Dicas sobre: Prescrição / Dispensação / bulas / vias de administração
Conceitos Básicos
Medicamento: Substância química capaz de promover no organismo ação preventiva, curativa, paliativa ou diagnóstica.
Medicamento Simples: É aquele que contém em sua fórmula um único sal.
Medicamento Composto: É aquele que contém em sua fórmula dois ou mais sais.
Princípio Ativo/Sal: Substância que irá exercer a ação terapêutica no organismo.
Dose: Quantidade do medicamento que deverá ser aplicada ou tomada, por vez.
Dosagem/Concentração: É a quantidade do princípio ativo no medicamento, ou seja, princípio ativo + excipiente/veículo.
Excipiente/Veículo: Substância que não possui ação terapêutica e que tem por função dar forma e volume ao medicamento.
Excipiente : Forma farmacêutica sólida
Veículo : Forma farmacêutica líquida
Forma Farmacêutica: São várias formas de industrialização do medicamento (comprido, pomada, xarope, etc)
Reações Adversas: Efeitos indesejados causados pelo medicamento em uso.
Efeitos Colaterais: Possíveis reações que poderão ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfico ou maléfico.
Uso Interno: Todo o medicamento que é engolido, ou seja, passa por todo o sistema digestivo.
Uso Externo: Todo o medicamento que não é engolido.
Ação Local: Região onde o medicamento fará efeito, sem cair na corrente sangüínea.
Ação Sistêmica: O medicamento precisa cair na corrente sangüínea para fazer efeito.
Apresentação: São as várias formas em que os medicamentos são embalados (envelope, ampola, blíster etc)
Medicamentos de Ação Rápida: São aqueles que após a sua administração apresentam efeitos rápidos.
Vias de Ação Rápida:
Sublingual – administração debaixo da língua.
Endovenosa – administração direto na veia.
Retal – administrados pelo reto (ânus).
Vaginal – administrado pelo canal vaginal.
Parenteral: É a administração do medicamento através dos injetáveis: Endovenosa, muscular, subcutânea e intradérmica.
Características Diferenciais Entre
Algumas Formas Farmacêuticas
Loção: Medicamento composto por água, álcool, glicerina, sorbitol e o princípio ativo.
Creme: Forma farmacêutica de consistência mole destinada ao uso tópico e difere das pomadas por possuir grande quantidade de água em sua formulação, e por isso apresenta absorção mais rápida. Ideal para lesões úmidas.
Pomadas: Forma farmacêutica de consistência mole e oleosa destinada ao uso tópico. Devido a sua oleosidade, a absorção do princípio ativo pode ser mais lenta, porém de efeito local mais prolongado. Possui poder hidratante e é ideal para lesões secas.
Gel: Forma farmacêutica que possui grande quantidade de água em sua formulação, o que proporciona uma absorção mais rápida se comparar com creme e pomada. O Gel em si não é absorvido pela pele, sendo utilizado quando a pele do indivíduo for oleosa.
Pasta: Forma farmacêutica de consistência pastosa para uso externo.
Emulsão: Forma farmacêutica líquida com base aquosa e oleosa contendo o princípio ativo em uma delas.
Supositório: Forma farmacêutica sólida ou semi–sólida de formato cilíndrico ou ovulado destinado à aplicação retal.
Óvulo: Forma farmacêutica de uso vaginal, cujo os princípios ativos são incorporados à gelatina fundida e moldados em formas específicas.
Colutório: Forma farmacêutica líquida destinada à higiene bucal (anti-sépticos orais). Não devendo ser engolido.
Licor/Elixir: Misturas hidroalcoólicas açucaradas. O termo licor é utilizado quando ligado à frutas.
Tintura: Forma farmacêutica líquida à base de água e álcool. Processo de extração a partir da planta seca.
Alcoolatura: Processo de extração a partir de planta frescas.
Extratos: São alcoolaturas ou tinturas padronizadas utilizadas na concentração do fármaco.
Colírio: Forma farmacêutica líquida e estéril destinada ao uso oftálmico.
Enema: Forma farmacêutica líquida de uso retal. São divididos em medicamentoso e laxativo.
Laxativo/purgativo – utilizado para estimular a eliminação das fezes. O purgativo é o laxativo usado em maior quantidade.
Medicamentoso – utilizado para fazer tratamento de infecções a nível de intestino.
Pó: Forma farmacêutica em que o princípio ativo encontra-se pulverizado, podendo ser destinado ao uso interno ou externo.
Adesivo Tópico: Adesivo de material poroso que libera lentamente o medicamento através da pele.
Xarope: Forma farmacêutica líquida resultante da mistura de água e açúcar, podendo conter também edulcorantes (morango, framboesa).
Suspensão: Forma farmacêutica heterogênea, resultante da mistura de líquidos ou líquidos e sólidos.
Solução: Forma farmacêutica líquida homogênea, resultante da mistura de líquidos ou líquidos sólidos.
Injetáveis: Formas farmacêuticas estéreis para uso parenteral.
Comprimido Simples: Forma farmacêutica sólida resultante da compressão de vários pós (princípio ativo + excipiente). Apenas os comprimidos sulcados poderão ser cortados.
Comprimido Mastigável: Forma farmacêutica absorvida pela mucosa bucal, não reagindo com o suco gástrico.
Comprimido Sublingual: Comprimido de ação rápida.
Comprimido Vaginal: Comprimido revestido por uma película de gelatina glicerinada para uso na vagina.
Comprimido Tamponado: Comprimido laqueado por uma película protetora de hidróxido de alumínio ou hidróxido de magnésio, permitindo a utilização deste medicamento por pessoas que sofram de gastrite ou úlcera.
Comprimido Fervescente: Composto por talco, amido, lactose e bicarbonato de sódio ou carbonato de cálcio + princípio ativo.
Comprimido Revestido: Comprimido que passou por um processo de revestimento com açúcar.
Drágea: Forma farmacêutica sólida cujo o núcleo é um comprimido que passou por um processo de revestimento com açúcar e corante (drageamento).
Cápsulas: Forma farmacêutica constituída de um invólucro de gelatina, que contém em seu interior os excipientes + princípios ativos. Podendo ser:
Moles: contém medicamento oleoso
Duras: Contém medicamentos granulados ou pós.
Oros: Sistema oral de liberação osmótica. É uma cápsula não absorvível, contendo um pequeno orifício que libera gradativamente a substância e que no final é eliminado pelas fezes.
Comentários: O encapsulamento e o drageamento tem por finalidade mascarar o sabor, odor, proteger a mucosa gástrica de substâncias irritantes e, ainda, evitar que o princípio ativo seja destruído pelo suco gástrico.
Significado das Siglas nos Medicamentos
CR: Liberação Controlada
D: Disperssível
DEPOT: Ação Prolongada
DI: Desagregação Instantânea
DL: Desagregação Lenta
DURILES: Desintegração Equilibrada
L: Lenta
LP: Liberação Prolongada
M: Mista
N: Normal
U: Ultra Lenta
R: Regular
OROS: Sistema Oral de Liberação Osmótica
PLUS: Algo Mais ou Dosagem Mais Forte
Q.S.P: Quantidade Suficiente Para
REPETABS: Tablete Duplo de Repetição
RETARD: Ação Retardada
SPANDETS: Comprimido Especial de Liberação Controlada
SR: Liberação Lenta
TTS: Sistema Terapêutico Transdérmico
Abreviaturas Mais Encontradas nas Prescrições
A/O: Ambos os Olhos ou Ouvidos
AMP: Ampola
CC: Centímetro Cúbico
CÁPS: Cápsulas
COMP: Comprimidos
DRG: Drágea
ENV: Envelope
EV/IV: Endovenosa/Intravenosa
FLAC: Flaconete
G/GR: Grama
MG.: Miligrama
GTS: Gotas
INJ: Injetável
H202: Água Oxigenada
ID: Intradérmica
IM: Intramuscular
KCL: Cloreto de Potássio
NACL: Cloreto de Sódio
KMN04: Permanganato de Potássio
O/D: Olho ou Ouvido Direito
O/E: Olho ou Ouvido Esquerdo
SC: Subcutânea
S/N: Se Necessário
ACM: A Critério do Médico
U.I: Unidade Internacional
V.O: Via Oral
V.R: Via Retal
V.V: Via Vaginal
USO INT: Uso Interno
USO EXT: Uso Externo
Noções Básicas Para o Uso de Medicamentos
Sempre que avir uma receita, perguntar ao cliente se o médico o orientou. Caso não tenha recebido orientações, deverá presta-lhe, de forma segura, podendo solicitar o auxílio do FARMACÊUTICO.
Orientações:
Comprimido Simples
Tomar com bastante água
Tomar os antiinflamatórios de estômago cheio
Comprimido Sublingual
Colocar o comprimido debaixo da língua
Não ingerir líquidos ou alimentos durante 10 minutos
Comprimido Tamponado
Tomar o comprimido sem mastigar e com bastante água.
Comprimido Mastigável
Não Engolir
Mastigar até que o mesmo se desintegre totalmente na boca.
Comprimido Efervescente
Tomar dissolvido em um copo com água, esperando sua total dissolução. Nunca passar ou colocar para dissolver sobre a língua, uma vez que sua ação ácida pode provocar queimaduras de 1° grau na mucosa da boca.
Antibióticos
Nunca tomar fazendo uso de bebida alcoólica.
Nunca tomar junto com anti-ácidos.
Tomar com o estômago vazio, porém com bastante água.
Obedecer diariamente os horários e n° de dias de tomada. O desrespeito do horário e do tempo de tomada poderá permitir o retorno da infecção com muito maior resistência.
Drágea
Tomar com bastante água.
Nunca mastigá-las ou parti-las.
Lembre ao cliente que o princípio ativo não combina com suco gástrico, tendo de ser absorvido na mucosa intestinal.
Cápsulas
Tomar com bastante água.
Nunca abrir os dois cilindros. São películas de gelatina; seu rompimento irrita o tubo digestivo, principalmente em sua parte superior.
Comprimido/Creme Vaginal
Fazer higiene vaginal externa com água e sabão antes da aplicação.
Colocar no aplicador o comprimido ou creme.
Deitar em posição ginecológica (barriga para cima e pernas dobradas).
Afastar com uma das mãos os grandes e pequenos lábios.
Introduzir o aplicador até que o mesmo toque o fundo do canal vaginal
Empurrar o êmbolo.
Retirar o aplicador e permanecer na posição inicial por 3 minutos.
Lavar o aplicador e guardar na caixa, caso o mesmo não seja descartável.
Óvulos
Mesmas instruções usadas para comprimidos ou cremes vaginais, usando a dedeira no dedo indicador direito após ter lavado as mãos. Caso o invólucro do óvulo volte após 3 minutos, tendo o mesmo se rompido, basta jogar fora, uma vez que o medicamento já foi desintegrado no canal vaginal.
Supositório Infantil
Caso esteja mole ao aplicar, colocar na geladeira por 10 minutos.
Nunca cortar o supositório ao meio, por achar que o mesmo é grande.
Ele se molda no reto à medida que é introduzido.
Orientar para não fazer força ao evacuar.
Lavar as mãos.
Posicionar a criança de barriga para baixo.
Usar luvas para pegar o supositório.
Introduzir lentamente o supositório no reto, comprimindo as duas nádegas por 3 minutos.
Cremes Contendo Em Sua Formulação Cortisona
Só usar em áreas superficiais.
Não utilizar caso a pele esteja lesada, ou seja, ferida, pois ela poderá abrir ainda mais o ferimento.
Pomada
Só poderá ser aplicada em lesões limpas, sem pus ou infecção, devendo ser aplicada após remoção mecânica da secreção purulenta.
Suspensão
Colocar até a marca indicada no vidro: águas filtradas, minerais sem gás ou água fervida fria.
Homogeneizar (misturar) até dissolver todo o pó.
Caso após a mistura o volume fique abaixo da marca, não adicione mais água.
Administrar conforme orientações médicas.
Guardar na parte baixa da geladeira (porta).
Lembrar que após a reconstituição do pó o prazo de validade passa a ser apenas de 14 dias, devendo ser inutilizado.
Emplastro
Para ter efeito satisfatório, precisa ser trocado diariamente, pois sua ação dura apenas 24 horas.
Vitaminas A,D,E e K
São chamadas de lipossolúveis. Para a sua perfeita absorção, necessitam ser tomadas após a ingestão de alguma substância gordurosa. Ex. Pão com manteiga, leite, queijo etc.
Horário Padrão Para Administração de Medicamentos
De 06 em 06 horas: 6 – 12 – 18 – 24h
De 08 em 08 horas: 6 – 14 – 22h ou 7 – 15 –23h
De 12 em 12 horas: 8 – 20h
Diuréticos: 10h
Receita Médica
Não aviar se não tiver certeza.
Procurar o FARMACÊUTICO ou a gerência para tirar dúvidas.
Confirmar com outro colega, sem mostrar o medicamento, qual é o produto prescrito.
Ligar para o médico do cliente caso a dúvida não seja esclarecida.
Se receber a receita sem a dosagem do medicamento
(concentração), não sendo possível certificar-se da mesma, confirmar com o médico.
NUNCA dizer NÃO TENHO O PRODUTO, antes de confirmar com um colega, e também ver a possibilidade de encomendá-lo.
Classes Terapêuticas
Analgésicos
Conceito - medicamentos empregados para aliviar dor, sem causar a perda da consciência.
Os analgésicos são divididos em 2 grupos:
FORTES: utilizados para o tratamento de dores intensas. Ex: Tramal, Timasen, Sylador
FRACOS: utilizados para o tratamento de dores suaves e moderadas. Ex: Anador e Doril
Comentários: Ácido acetilsalicílico acima de 1g. Possui efeito antiinflamatório; dipirona possui efeito anti-espasmódico, cafeína potencializa o efeito analgésico e diminui a sonolência.
Antitérmicos
Conceito – são medicamentos utilizados para aliviar os estados febris, que podem ser causados por inflamações, desidratações e moléstias infecciosas. Ex. Paracetamol, Dipirona e AAS.
Antigripais
Conceito – são medicamentos utilizados para aliviar os sintomas das gripes e resfriados. Geralmente associados, reúnem em sua fórmula analgésicos, antitérmicos, vitamina C e descongestionantes nasais. EX. Coristina D, Apracur e Cheracap.
Antiácidos
Conceito – são medicamentos utilizados para combater o excesso de ácido clorídrico no estômago. No processo digestivo, o estômago produz o ácido clorídrico, além de outras substâncias. Devido a alguns distúrbios, há indivíduos que passam a produzir esse ácido em excesso, provocando dor, queimação (Azia) etc.
Comentários: Os antiácidos aqui citados possuem ação local e praticamente não são absorvidos no intestino, sendo eliminados nas fezes. Os antiácidos de ação local neutralizam rapidamente o excesso de ácido clorídrico do suco gástrico, diminuindo a acidez. EX. AL (OH) + 3HCL - ALCL3 – 3H2O
Reeducadores Intestinais
Conceito – são medicamentos utilizados para regular a função normal do intestino. São compostos ricos em fibras, normalmente derivados de frutas como mamão, ameixa e tamarindo. Ex. Trifibra Mix, Fiber Bran, Naturetti.
Laxativos e Purgativos
Conceito – são medicamentos que facilitam a eliminação das fezes através de mecanismos variados. São os medicamentos somente variando a dosagem, ou seja, os purgativos são laxantes em maior quantidade.
Mecanismo de ação: aumentam o peristaltismo intestinal – Dulcolax, Gutalax e Laxol.
Lubrificam e estimulam a contração do reto – Sup. De Glicelina
Aumentam o volume do bolo fecal – Fleet enema
Antiflatulentos
Conceito – são medicamentos utilizados para eliminação de gases formados pelo trato gastrointestinal. Os gases são formados normalmente no processo de digestão dos alimentos. Em alguns casos, há formação exagerada de gases devido a problemas associados à alimentação errada, mal funcionamento do estômago e intestinos e, ainda, mastigação incorreta dos alimentos. Ex. Dimeticona
Antiespasmódicos
Conceito – são medicamentos utilizados para diminuir a freqüência e a força de contração da musculatura lisa, aliviando assim a dor. Ex. Buscopan e Atroveran
Comentários: Espasmos são contrações involuntárias da musculatura lisa (estômago, intestino, útero e bexiga)
Rehidratantes Orais
Conceito – são substâncias utilizadas para repor rapidamente água e sais minerais essenciais ao organismo, que passam por processo de desidratação. Ex. Pedialyte, Rehidrat e soro caseiro.
Hepatoprotetores
Conceito - são medicamentos utilizados para a proteção das células do fígado e contribuem para o equilíbrio funcional do mesmo.
Modo de ação: de maneira simplificada, os hepatoprotetores são substâncias ricas em aminoácidos que são usados pelo fígado na produção de enzimas que irão degradar o álcool e as gorduras ingeridas. São exemplos de hepatoprotetores:
Epocler: Associação de vit. B6 (piridoxina) e aminoácidos
Metiocolin, Xantinon: Vit. B2 e aminoácidos
Eparema:, Cáscara sagrada, Boldo: São colagogos (promovem a excreção da bile armazenada na vesícula biliar) e coleréticos (estimulam a produção da bile pelo fígado)
Antimicóticos e Fungicidas
Conceito – são medicamentos usados no combate a infecções causadas por fungos. Esses medicamentos são amplamente utilizados na clínica humana e veterinária.
Anti-Séptico
Conceito – são substâncias utilizadas para destruir ou inibir o crescimento de microorganismos. São aplicadas principalmente na pele ou nas mucosas. Podem ser para:
Higiene Bucal: Cepacol, Flogoral, Listerine e etc.
Higiene Ocular: Água boricada, Colírios como Leri, Lavoolho
Higiene da Pele: Dermacyd, Proderm, Água Oxigenada.
Anti-Seborréicos
Conceito – são medicamentos destinados a diminuir o acúmulo de gorduras (oleosidade) da pele e do couro cabeludo. São exemplos:
Acne-aid wash, Salisoap sabonete e Dermotivin sabonete (para remover a oleosidade da pele), Denorex, Selsun azul, Polytar etc (para o couro cabeludo).
Comentários: AAS: Limpa e descama
Selênio: Antifúngico
Enxofre: Diminui a Oleosidade
Pediculicidas
Conceito – são substâncias utilizadas no tratamento da infestação parasitária da pele causada pelo o piolho, que pode ocorrer na cabeça, no corpo e na região genital. São exemplos de pediculicidas:
Específico para a cabeça: Kwell, Toppyc
Específico para o corpo e região genital: Arcasan sabonete e Miticoçan sabonete.
Descongestionantes
Conceito – o descongestionante alivia a congestão nasal, diminui a coriza e ressaca a mucosa nasal.
Comentários: O uso prolongado pode provocar inchaço, que é o efeito contrário do desejado, além do ressecamento da mucosa nasal. Não usar por mais de 5 dias consecutivos.
Testes e Diagnósticos
Conceito – são substâncias usadas para examinar o organismo quanto ao desempenho de suas funções. Normalmente, são usados para detectar alterações no organismo. Ex. Predictor e Glicofita.
Vitaminas
Conceito- são substâncias essenciais para o bom funcionamento do organismo. Em geral, são obtidas através de uma dieta alimentar adequada e são necessárias em pequenas quantidades. Alguns produtos apresentam apenas uma ou várias vitaminas associadas. A falta de vitaminas no organismo pode resultar de dietas inadequadas devido à pobreza, ignorância, tabus alimentares, dentição insatisfatória, má absorção alimentar, necessidade aumentada como em mulheres grávidas, lactação, crescimento e certas doenças como o raquitismo.
Comentários: O uso abusivo, além de ser caro, pode levar a manifestações tóxicas e a reações adversas que são específicas para cada vitamina.
VIT. A – Pele, Cabelo, Visão
VIT. B – Musculatura e Nervos, além de participar na formação das hemácias
VIT. C – Radicais Livres e Imunidade
VIT. D – Absorção de Cálcio
VIT. E – Radicais Livres e Fertilidade
VIT. KI – Coagulação
Anti-Anêmicos
Conceitos – São medicamentos usados no combate à anemia. No caso específico da anemia ferropriva, estes medicamentos suprem a carência de ferro no organismo (sulfato ferroso).
Algumas causas da deficiência de ferro: Absorção deficiente, aumento da necessidade (gravidez, lactação e crescimento) e perdas (hemorragias e verminoses ).
Comentários: No sangue existem células chamadas hemácias, entre outras. No interior das hemácias existe uma substância chamada hemoglobina, no qual o ferro é indispensável à sua formação. A principal função da hemoglobina é o transporte de oxigênio para as células do nosso corpo. O ferro é obtido através da dieta alimentar balanceada, pois não é produzido pelo nosso organismo. Portanto, a sua deficiência causa a anemia do tipo ferropriva. Existem ainda outros tipos de anemia, causadas pela deficiência de vit. B12 ou ácido fólico (anemia megaloblástica) e por fatores hereditários (anemia falciforme).
Antibióticos
Conceito – são compostos químicos produzidos por seres vivos e modificados quimicamente em laboratórios, sendo capazes de inibir ou destruir as bactérias.
Comentários: Infecção é a agressão causada por um microorganismo, geralmente bactérias e fungos, ao nosso organismo. O uso de antibióticos prejudica a flora intestinal, podendo causar diarréia. Infecções causadas por BACTÉRIAS GRM POSITIVAS são mais comuns no sistema respiratório e as causadas por GRAM NEGATIVAS, no sistema urinário.
Antiinflamatórios
Conceito – são medicamentos utilizados para amenizar sintomas como febre, dores e edemas decorrentes de uma agressão ao organismo. Existem, basicamente, duas classes de antiinflamatórios:
ESTEROIDAIS – Cortisonas (dexametasona, Hidrocortisona etc)
NÃO-ESTEROIDAIS – Cataflan, Piroxican etc.
Corticosteróides
Conceito – o cortisol ou hidrocortisona é o principal corticóide (hormônio) produzido pelo organismo. Ele serve para a síntese de outros corticóides mais potentes. A ação antiinflamatória do corticóide se deve ao fato deste impedir a produção de substâncias mediadoras da inflamação. Os corticóides prejudicam o processo de cicatrização do organismo, visto que este está intimamente ligado ao processo inflamatório.
Antialérgicos
Conceito – são medicamentos usados principalmente para o controle de certas afecções de fundo alérgico.
Comentários: Os antialérgicos podem pertencer a uma das seguintes classes de medicamentos: anti-histamínicos, glicocorticóides e outros fármacos como a epinefrina e a pseudoepinefrina.
O cloridato de fexofenadina é o único anti-histamínico não sedativo, pois o mesmo não atravessa a barreira hemato-encefálica.
Antidiarréicos
Conceito – a diarréia é a eliminação das fezes numa consistência mais líquida. Os antidiarréticos são medicamentos usados no tratamento da diarréia resultante de infecções, ingestão de alimentos estragados, alergias etc.
Comentários: Kaomagma – recupera a consistência do bolo fecal
Floratil – recupera a flora intestinal
Imosec – diminui a motilidade intestinal, usado em diarréias de origem emocional ou não infecciosa.
Emolientes
Conceito – usados para suavizar/lubrificar a pele e a mucosa exercendo ação protetora. Exemplo: óleo de amêndoas, manteiga de cacau.
Comentários: Há também os emolientes utilizados para remover o excesso de cera do ouvido, como o Cerumim e Oticerin.
Otológicos
Conceito – São medicamentos utilizados em dores de ouvido que podem estar geralmente associados a infecções. Ex. Lidosporin, Otosynalar etc.
Antieméticos
Conceito – são drogas que impedem ou aliviam sintomas de ânsia de vômito. O vômito é um mecanismo normal de defesa do organismo.
Comentários: em caso de vômito e diarréia concomitantemente dá-se preferência à metoclopramida, por ter efeito estimulante sobre o trato gastrointestinal, isto é, dificulta o vômito mas facilita o funcionamento intestinal, não prejudicando assim o esvaziamento gástrico.
Disfunção Prostática
Conceito – são medicamentos utilizados quando há um aumento benigno da próstata, ou seja, (HIPERTROFIA BENIGNA DA PRÓSTATA). Ex. Proscar, Finasterida.
Comentários: A Finasterida age inibindo o hormônio diidrosterona responsável pelo crescimento da próstata.
Miorrelaxantes
Conceito – são medicamentos utilizados para o relaxamento da musculatura esquelética. A contração da musculatura deve-se à tensão, ansiedade ou lesões ortopédicas. Existem dois tipos de miorrelaxantes:
MIORRELAXANTES CENTRAIS – agem no SNC controlando o tônus muscular. Ex. Dorflex.
MIORRELAXANTES PERIFÉRICOS – normalmente associados com anestésicos.
Vermífugos
Conceito – para combate aos vermes, pela expulsão ou destruição. Ex. Ascaridil.
Tricomonicidas
Conceito – medicamento utilizado para combater a infecção causada pelo TRICOMONAS.
Comentários: A tricomiase é uma doença causada por infecção parasitária do trato intestinal ou genito-urinário. A transmissão pode ser direta, através do ato sexual, ou indireta, através de artigos de toalete.
Antiulceroso
Conceito – são medicamentos utilizados no tratamento de úlceras pépticas, gástricas e duodenais, bem como no tratamento de esofagite de refluxo e hemorragia gastrointestinal. Atuam reduzindo a secreção do suco gástrico basal e também após a refeição.
Colírios e Pomadas Oftálmicas
Não se trata de uma classe terapêutica, mas simplesmente de um conjunto importante de medicamentos utilizados para o tratamento de inúmeras patologias que acometem a região ocular.
Conceito – são medicamentos que têm a função de combater alergias, inflamações, infecções ou qualquer outra patologia que ocorra na região dos olhos. São formas estéreis que, após abertas, devem ser usadas por um curto espaço de tempo e descartada a seguir, evitando assim contaminações.
O conservante utilizado no Lacrima (cloreto de bensalcônio) não permite o seu uso por pessoas que usam lentes de contato do tipo gelatinosa. No entanto, tais pessoas podem fazer uso do Lacrima Plus.
Broncodilatadores
Conceito – medicamentos que promovem uma maior expansão pulmonar, ou seja, broncodilatação, aliviando assim crises de asma e bronquite.
Alguns Broncodilatores:
- Agonistas B-adrenérgicos – Reveni, Berotec e Aerolin
O efeito colateral mais comum é a taquicardia, principalmente em crianças, sendo preferível seu uso através de inalação.
- Metilxantinas – aminofilina e teofilina
Possuem ação mais lenta quando tomadas por via oral. Em asma moderada são usados em associação com outros broncodilatadores.
Antitussígeno / Expectorantes
Conceito – os antitussígenos são medicamentos que ajudam a reduzir a freqüência da tosse e os expectorantes servem para eliminar o catarro. A tosse é um reflexo natural de proteção e sua função é expelir substâncias irritantes ou excesso de secreção do trato respiratório.
A sua origem pode ser alérgica, irritativa, infecciosa e de origem psicológica (geralmente em crianças).
Digestivos
Conceitos: agem estimulando a motilidade propulsora gastrointestinal, estimulando a produção e liberação da bile e enzimas pancreáticas ou mesmo fornecendo estas enzimas diretamente.
Comentários: a má digestão pode ocorrer devido a deficiência de varias substâncias participantes do processo digestivo como ácido clorídrico e enzimas necessárias para a degradação dos alimentos, ou por problemas na motilidade do aparelho digestivo.
Anestésicos
Conceito: são substâncias capazes de provocar insensibilidade geral ou local, para que o paciente não sinta dor. A grande maioria é de uso específico durante procedimentos médicos ou odontológicos.
Antidiabéticos
Conceito: são medicamentos utilizados para controlar os níveis de glicose no sangue.
Ex. Glibenclamida – estimula a liberação endógena de insulina
Glucobay – retarda a absorção da glicose pelo o organismo.
Comentário: Tais medicamentos podem provocar várias reações adversas como coceira, diarréia, alergias, distúrbios visuais e etc.
Alguns tipos de diabetes:
- Diabete Tipo 1 – insulino-dependente – normalmente congênita ou logo nos primeiros anos de vida.
- Diabete Tipo 2 – não insulino-dependente – ocorre na idade adulta. Pode ter como origem a hereditariedade, fatores emocionais, problemas de obesidade e crescimento.
Anticolesteral
Conceito: são medicamentos utilizados para reduzir os níveis de gordura no sangue, ou seja, colesterol e triglicérides. A origem da doença pode ser hereditária e por alimentação rica em gorduras.
Anti-Hipertensivos
Conceito: medicamentos utilizados para controlar a pressão arterial.
Ex. Divelol e Carduran – inibidores adrenérgicos
Vascase e Capoten – inibidores da ECA
Comentários: deve-se tentar o controle da pressão arterial primeiramente por modificação do estilo de vida, redução de peso, restrição ao consumo de sal, abstenção do fumo, aumento de atividades físicas. Se tudo isso não adiantar, recorre-se ao uso de diuréticos isoladamente ou em associação com outros anti-hipertensivos.
Diuréticos
Conceito – são substâncias que estimulam a excreção de alguns íons e diminuem a reabsorção de água nos túbulos renais, aumentando assim a eliminação de água do organismo.
Comentários: São medicamentos utilizados no alívio de edemas e como coadjuvante no controle da hipertensão bem como insuficiência cardíaca congestiva crônica, insuficiência renal crônica e hipercalcemia.
Alguns diuréticos:
- Depletores de potássio – clortalidona e hidroclorotiazida – podem causar hipopotassemia e, por isso, muitas vezes são tomados juntamente com sais de potássio.
- Poupadores de potássio – espirolactona – diminuem a excreção de potássio e a reabsorção de sódio.
- Diuréticos de alça – furosemida - também chamados de diuréticos de alta potência.
Cardiotônicos
Conceito – são medicamentos que aumentam a força de concentração do coração e controlam a velocidade dos batimentos cardíacos. Exemplo: Digoxina e Ancoron.
Comentários: Insuficiência Cardíaca – o coração bate devagar
Arritmia – o coração bate descompassado
Vasculares
Anti-hemorrágicos: evitam as hemorragias – o perigo de hemorragias aparece quando o organismo não produz os anti-hemorrágicos naturais (principalmente a Vit. K1) de maneira suficiente. Ex. Kanakion e Ergotrate.
Circulatórios: servem para controlar a circulação do sangue, tentando evitar a formação de hemorróidas e varizes. Ex. Venocur triplex e Venalot.
Vasodilatadores: aumentam o diâmetro dos vasos. São usados principalmente para anginas e dor forte no peito, e tratam a insuficiência cardíaca congestiva. Ex. Adalat e Sustrate.
Antineoplásicos
Conceito – são quimioterápicos usados no tratamento do câncer. O objetivo do seu emprego é a destruição seletiva das células tumorais. Ex. Alkeran e Zoladex
Comentários: Neoplasia é uma massa de células anormais que se desenvolvem de maneira desordenada. Hoje em dia é muito comum a utilização de associações de quimioterápicos, evitando assim o desenvolvimento de células resistentes num curto espaço de tempo e procurando também resultados mais eficientes.
Anticoagulantes
Conceito – são agentes que prolongam o tempo de coagulação do sangue. São usados em diversos distúrbios cardiovasculares, tais como infarto do miocárdio, embolia pulmonar, doença vascular cerebral periférica e trombose. Ex. Marevan, Heparina Sódica e Clexane.
Comentários: O coágulo é uma rede de finíssimas fibras que são formadas pelo próprio organismo. A formação do coagulo envolve uma série de reações e de substâncias.
Anti-Herpéticos
Conceito - medicamentos de ação paliativa usados para diminuir os sinais e sintomas do herpes. O herpes é uma doença sem cura causada pelo o vírus herpex, muito comum no ser humano, mas que só se manifesta com baixa resistência imunológica. Caracteriza-se por lesões da pele e mucosas.
Comentários: Nunca utilizar pomadas à base de cortisona em herpes, pois pode ocorre piora do quadro clínico.
Orexígenos
Conceito – são medicamentos utilizados para estimular o apetite. EX. Carnabol, Profol etc.
Hormônios
Conceito – são substâncias secretadas por glândulas e liberadas na corrente sangüínea para que possam atingir os tecidos onde irão exercer seus efeitos.
Alguns hormônios:
- Hormônio do Crescimento – chamado somatropina, é produzido pela hipófise e sua deficiência durante a fase de crescimento pode gerar nanismo.
- Hormônios Tiroidianos – T3 e T4, o exame do pezinho feito em lactentes tem como um dos objetivos a detecção precoce do hipotiroidismo, que deve ser tratado, evitando assim o cretinismo. Já o hipertiroidismo é tratado com fármacos antitiroidianos, que impedem a síntese do hormônio tiroidiano. Ex. Propiltiouracil.
Comentários: Quando o organismo não produz ou produz insuficientemente os hormônios é necessária a reposição hormonal, que é feita por substâncias sintéticas, ou seja, produzidas em laboratórios.
Anticoncepcionais
Conceito – são hormônios utilizados para evitar a fecundação (gravidez), no tratamento de algumas patologias ovarianas (cistos) bem como regular o ciclo menstrual. Ex. Gracial e Minulet.
Ovulatórios
Conceito – é um hormônio que atua no SNC no sentido de induzir a ovulação. Este medicamento pode induzir a liberação de 1 ou mais óvulos, aumentando as chances da mulher engravidar. Ex: Clomid e Serofene.
Antidepressivos
Conceito – são medicamentos que melhoram o humor.
Ex: Anafranil, cloridrato de clomipramida e Pondera.
Comentários: A depressão pode ser causada por distúrbios hormonais ou emocionais.
Ansiolíticos
Conceito – são medicamentos usados para diminuir a ansiedade.
EX: Alprazolan e Bromazepan.
Comentários: A ansiedade não tem origem definida, variando de pessoa para pessoa. Pode apresentar-se como um distúrbio do pânico (medo), de ansiedade ou pós-traumático.
Antiparkinsoniano
Conceito – são medicamentos utilizados para tratar os sintomas do mal de Parkinson.
Comentários: A doença de Parkinson deve-se à deficiência de uma substância existente no cérebro chamada DOPAMINA, que é responsável pela coordenação dos movimentos juntamente com a ACETILCOLINA (é preciso que ocorra o equilíbrio entre elas). A LEVODOPA, no sistema central, é convertida em DOPAMINA. O CLOR. DE BIPERIDENO promove a diminuição de ACETILCOLINA, restabelecendo assim o equilíbrio entre a mesma e a DOPAMINA.
Hipnóticos e Sedativos
Conceito – são usados para o tratamento de diversos tipos de insônia, tensão emocional, pois reduz a inquietação e induz o sono e a sedação. Agem deprimindo o SNC de maneira não seletiva ou geral. Em doses elevadas, são usados como hipnóticos e em doses menores como sedativos. Ex. Dormonid e Sonebon.
Neurolépticos
Conceito – são usados para o tratamento de pacientes com desorganização mental de pensamento e comportamento, como por exemplo: obsessão, mania de perseguição e no alívio de tensão emocional grave. Não curam, mas diminuem os sintomas da doença. Portanto, não são curativos, sua ação é primariamente e paliativa. Ex. Carbonato de lítio, baloperidona e risperidona.
Comentários: Neurose – distúrbio da pessoa com ela mesma.
Ex. mania de limpeza
Psicose – distúrbio da pessoa com a realidade.
Ex. ouvir vozes
Analgésicos Narcóticos
Conceito – são medicamentos utilizados para deprimir o SNC, ou seja, diminuem o ritmo cerebral que está acelerado. Ex: Fenobarbital e Fenitoína.
Comentários: A epilepsia caracteriza-se por crises de convulsão que são decorrentes de uma disritmia cerebral, levando a um equilíbrio das cargas elétricas, podendo ocorrer em intensidade e freqüências variadas.
Anorexígenos
Conceito – são medicamentos usados para reduzir o apetite e também agir corrigindo o fator emocional que leva à ingestão excessiva de alimentos.
Ex. Femproporex e Anfepramona.
Comentários: A obesidade é o excesso de gordura que fica armazenada no organismo proveniente de uma alimentação excessiva ou de distúrbios hormonais.
Interação Medicamentosa
Interação é uma reação química resultante da mistura entre dois ou mais medicamentos, formando uma terceira substância, com características indesejáveis ao organismo por causarem modificações na absorção, distribuição, biotransformação, excreção e até mesmo na ação de alguns fármacos, comprometendo a eficácia dos mesmos.
A Interação também se dá com a mistura de medicamentos e alimentos.
Classificação das Interações Medicamentosas
Didaticamente, costuma-se classificar as interações medicamentosas em dois grandes grupos:
a) INTERAÇÕES FARMACOCINÉTICAS – são as que ocorrem na absorção, distribuição, biotransformação ou excreção dos fármacos.
- Interações na Absorção dos Fármacos – quando fármacos interagem no organismo, um ou mais deles podem ficar insolúveis no estômago, impossibilitando a absorção. Também podem ocorrer alterações na motilidade intestinal ou um fármaco alterar o Ph gástrico ou entérico, comprometendo a absorção do outro fármaco.
- Interações na Distribuição dos Fármacos – alguns fármacos são distribuídos no organismo pela ligação a proteínas plasmáticas. Muitas vezes um fármaco pode comprometer a ligação de outro a essas proteínas, prejudicando a sua distribuição.
- Interações na Biotransformação dos Fármacos – a biotransformação dos fármacos no interior do organismo ocorre principalmente no fígado, através de reações bioquímicas catalisadas por enzimas. Determinados fármacos têm a capacidade de estimular a ação dessas enzimas (indutores enzimáticos) e outros de inibi-las (inibidores enzimáticos). Portanto, sua administração em conjunto com outros agentes pode provocar a indução ou inibição enzimática, levando à perda ou redução de ação do segundo fármaco ou, em alguns casos, acelerando sua excreção.
- Interações na excreção dos Fármacos – os fármacos são eliminados do organismo principalmente por via retal, através de mecanismos específicos. Quando ocorrem interações medicamentosas, alterações nesses mecanismos podem levar ao retardo ou aceleração da excreção dos fármacos, ocasionando modificações nas suas concentrações e possibilitando o prolongamento ou redução de sua ação.
b) INTERAÇÕES FARMACODINÃMICAS – são as que interferem na ação dos fármacos envolvidos, o que pode resultar na potencialização dos efeitos (Sinergismo) ou na exacerbação de um ou mais efeitos colaterais. Algumas interações podem gerar efeitos antagônicos (resultados opostos). Assim, quando dois fármacos atuam em um mesmo receptor no organismo e são administrados simultaneamente, pode ocorrer competição pelo receptor, comprometendo a ação terapêutica.
Comentários:
Substâncias que devem ser tomadas com estômago vazio e muita água:
- Cefalexina
- Tetraciclina
- Penicilina
- Eritromicina
- Pantomicina
- Compostos de Diazepam com Ergotamina e propantelina
Substâncias que não devem ser tomadas com leite:
- Sais de Ferro
- Bisacodil
- Antibióticos
Os antibióticos nunca devem ser misturados com Vitamina C ou qualquer substância que a contenha (sucos cítricos), pois a mesma inibe a ação dos antibióticos. O cálcio contido no leite reduz a absorção dos antibióticos.
Medicamentos que devem ser tomados junto com alimentos:
- Ácido Acetilsalicílico
- Fenitoína
- Metoclopramida
- Carisoprodol
- Amiodarona
- Reserpina
- Teofilina
- Cinarizina
- Prednisona
- Analgésicos
- Antiinflamatórios
Nunca misturar com outros medicamentos:
- Prometazina
- Diazepan
- Digoxina
- Dexametazona
- Cloreto de Potássio
Tais medicamentos quando associados formam precipitados e compostos indesejáveis ao organismo.
Nunca usar fazendo uso de bebidas alcoólicas:
- Analgésicos fortes
- Tranqüilizadores
- Anticonvulsivantes
- Neurolépticos
- Hipnóticos
- Anti–histamínicos
- Barbitúricos
- Antibióticos
Nunca misturar os seguintes medicamentos injetáveis:
AMPICILINA COM:
- Lincomicina
- Gentamicina
- Cloranfenicol
- Tetraciclina
- Liquemine
- Amicacina
- Hidrocortisona
- Oxitetraciclina
CEFALOTINA COM:
- Anti-histamínico
- Gentamicina
- Eritromicina
- Cálcio
- Amicacina
- Aminofilina
- Fenobarbital
- Liquemine
- Oxitetraciclina
- Penicilina G Potássica
- Pentobarbital
GENTAMICINA COM:
- Anfoterecina B
- Liquemine
- Cefalotina
- Ampicilina
- Penicilina G Potássica
- Oxacilina
- Carbenicilina
CLORANFENICOL/TETRACICLINA COM:
- Anfoterecina B
- Aminofilina
- Ampicilina
- Carbenicilina
- Cálcio
- Riboflavina
- Oxacilina
- Cefalotina
- Prometazina
- Hidrocortisona
OXACILINA COM :
- Complexo B
- Tetraciclina
- Gentamicina
- Tianfenicol
Observações importantes: Evite misturar um medicamento com outro na mesma seringa. Observe somente as associações recomendadas pelo médico.
Nesta parte são focalizadas algumas interações medicamentosas. Dado o seu grande número foram selecionadas aquelas mais importantes do ponto-de-vista clínico, relacionadas às drogas habitualmente usadas.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Antiinflamatórios não esteróides (em geral) Ácido Fólico Diminuição do efeito terapêutico dos antiinflamatórios
Anticoagulantes orais Aumento no risco de hemorragias
Anti-hipertensivos (bloqueadores beta e diuréticos) Redução do efeito
anti-hipertensivo
Diuréticos Insuficiência renal aguda em pacientes desidratados
Glicocorticóides (corticosteróides) Maior possibilidade de surgimento de efeitos colaterais indesejáveis
Heparina
(via parentera) Aumento no risco de hemorragias
Sais de Lítio A indometacina, cetoprofeno, ácido mefenâmico, clometacina, fenilbutazona, diclofenaco, piroxican e ibuprofeno aumentam as concentrações séricas de lítio em 30 a 60%
Anticonvulsivantes indutores enzimáticos (carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e primidona) em geral Anticoncepcionais orais (Associações estrógeno/ progestágenos) Diminuição da eficácia do anticoncepcional
Corticóides Diminuição da eficácia dos corticosteróides
Teofilina e derivados Diminuição das taxas plasmáticas e da atividade da teofilina
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Antidepressivos tricíclicos (em geral) Anticonvulsivantes Os antidepressivos tricíclicos favorecem o aparecimento de convulsões
Benzodiazepínicos (em geral) Cimetidina A administração de cimetidina e alguns benzodiazepínicos (alprazolam, clordiazepóxido, clorazepato, diazepam e triazolam) resulta em diminuição do clearence plasmático e aumento da meia vida plasmática e concentração destes benzodiazepínicos. Além disso, foi observado um aumento do efeito sedativo em alguns pacientes tomando cimetidina e benzodiazepínicos.
Digoxina O diazepam pode reduzir a excreção renal da digoxina, com aumento da meia vida plasmática e risco de toxicidade. Este efeito foi também relatado com o alprazolam.
Glicorticóides
(Corticosteróides/ Corticóides) em geral Anticoagulantes Orais Aumento no risco de hemorragia conseqüente à terapia corticosteróide (mucosa digestiva, fragilidade vascular).
Anticoncepcionais Orais Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da predinisolona. Provavelmente, vale para todos os corticosteróides.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Glicocorticóides (Corticosteróides/ corticóides) em geral Digitálicos Predisposição para toxicidade digitálica
Diuréticos depletores de potássio (ácido etacrínico, furosemida, tiazídicos) e outras drogas depletoras de potássio (anfoterecina B) Podem aumentar a depleção de potássio, que é um dos efeitos dos corticosteróides.
Antidiabéticos orais (em geral) Derivados pirazolônicos A administração de fenilbutazona e outros derivados pirazolônicos concomitantemente aos antidiabéticos orais pode potencializar a atividade hipoglicêmica.
Isoniazida Redução da eficácia dos antidiabéticos orais. Pode, entretanto, aparecer o inverso, ou seja, uma potencialização da hipoglicemi
Anticoncepcionais orais (em geral) Anti-hipertensivos Os anticoncepcionais podem elevar a pressão arterial, anulando a ação dos hipotensores.
Antiinfecciosos( Ampicilina, Cloranfenicol, Neomicina, Nitrofurantopina, Penicilina V, Sulfonamidas, Tetraciclina Diminuição do efeito anticoncepcional causado por todos os antiinfecciosos que atuam sobre a flora intestinal.
Betabloqueadores Acúmulo do betabloqueador.
Risco de intoxicação.
Corticosteróides Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da prednisolona. Provavelmente, válido para todos os corticosteróides.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Anticoncepcionais orais (em geral) Indutores de enzimas microssônicas (Rifampicina, barbitúricos, carbamazepina, fnitoína, primidona, griseofulvina ) Diminuição do efeito anticoncepcional. Em relação à fenitoína: possibilidade de aparecimento de convulsões. (entretanto, é duvidosa esta interação).
Anticoagulantes orais (em geral) Anticoncepcionais orais Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.
Cimetidina Aumento dos efeitos dos anticoagulantes.
Clorafenicol Aumento dos efeitos dos anticoagulantes e no risco hemorrágico.
Clortalidona (e outros diuréticos tiazídicos) Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.
Diuréticos depletores de potássio ou hipocalemiantes (Tiazídicos e similares, como a clortalidona, incluindo ácido tienílico e indapamida, e diuréticos de alça como ácido etacrínico, bumetanida e furosemida) em geral. Alguns antiarrítmicos (Bepridil, antiarrítmicos do tipo quinidínico, sotalol, amiodarona). Aumento dos efeitos dos antiarrítmicos, com possibilidade de intoxicação.
Bloqueadores neuromusculares não desporizantes Prolongamento do bloqueio neuromuscular.
Digitálicos Aumento dos efeitos tóxicos dos digitálicos.
Imunização
É a característica que o organismo adquire ao se tornar resistente contra determinada doença. Essa resistência decorre da produção de anticorpos específicos para cada tipo de antígeno.
Mas, afinal o que são anticorpos e antígenos?
Resumidamente, podemos dizer que antígeno é toda a substância estranha ao organismo que, por qualquer motivo, penetra ou tenta nele penetrar. Já os anticorpos são substâncias próprias do organismo, isto é, produzidas por ele, que destróem ou tentam destruir os antígenos que invadiram o corpo.
Tipos de Imunização:
Existem dois tipos de imunidade: a ativa e a passiva. A imunidade ativa desenvolve-se quando o próprio organismo produz os anticorpos (vacina). A passiva não é uma imunidade definitiva e desenvolve-se quando o indivíduo recebe anticorpos já formados em outro organismo (soro).
Noções Básicas Sobre Injetáveis:
Intradérmica (I.D) – Também chamada intracutânea ou cutânea, é utilizada para testes alérgicos e algumas vacinas. É aplicada na camada mais profunda da pele, chamada derme. Sua característica é a formação de uma bolinha (pápula na pele).
Local de aplicação: geralmente é feita na parte interna do antebraço, por ser de fácil acesso, pouco pigmentado e com poucos pelos.
Posição: geralmente sentado com o antebraço apoiado em suporte específico.
Quantidade: geralmente não ultrapassa 0,1ml. Quantidades superiores devem ser divididas em duas partes, ou mais aplicações.
Técnica de Aplicação
1- Estique a pele e introduza a agulha em ângulo d5 a 15° com o bisel voltado para cima. Aproximadamente da agulha é introduzido. Puxe o êmbolo levemente para trás.
2- Não refluindo sangue, injete o líquido delicadamente e observe a pele se distender, tomando o aspecto de uma bolha chamada pápula. Já que a injeção é feita de modo muito superficial (entre a derme e a epiderme).
3- Terminada a aplicação, retire cuidadosamente a agulha. Não massageie o local. Esta injeção dispensa a anti-sepsia. A presença do álcool pode comprometer os resultados dos testes e o efeito das vacinas fabricadas com microorganismos vivos inativos. Se necessário, lave a área com água e sabão ou soro fisiológico, secando em seguida com algodão seco.
4- Descarte adequadamente as seringas e o material usado.
Aplicação Subcutânea: Feita no tecido subcutâneo, que fica entre a pele e o músculo, é usada para a aplicação de vacinas, insulinas, anticoagulantes e outros medicamentos que devam ser absorvidos lentamente. É um tipo de aplicação geralmente indolor, feito com seringas específicas e agulhas curtas, chamadas agulhas de insulina. Volume máximo recomendado é de 1,5ml.
Locais de Aplicação: parte posterior dos braços, parte anterior e lateral externa das coxas e abdôme e nádegas.
Material necessário: algodão com álcool, seringa agulhada de vacina ou insulina.
Execução da Técnica: Após limpar o local da aplicação, faça uma prega na pele com o dedo indicador e polegar e, em seguida, introduza profunda e rapidamente a agulha, em ângulo reto (90°) para que a absorção se faça de forma eficaz através dos capilares existentes na camada profunda do tecido. Aspire, faça a aplicação e retire a agulha com auxílio do algodão. Não massageie o local. Em pessoas magras, faça a aplicação com a seringa inclinada para evitar a aplicação no músculo e proceda conforme as orientações anteriores. Para as vacinas são utilizadas seringas específicas com escalas em décimo de ml.
Material necessário para a aplicação da insulina:
- Algodão com álcool
- Frasco de insulina U-100 tipo R, N ou L (trazida pelo cliente)
- Seringa de insulina de 30,50 ou 100 unidades
- Endovenosa (E.V.) ou Intravenosa (I.V.): é aplicada na veia e o efeito é imediato. Deve ser aplicada lentamente para se evitar mal estar, hipotensão, formigamento e ondas de calor, fenômenos de origem nervosa que acometem pessoas ansiosas. Com este cuidado, evita-se também a elevação do volume circulatório, prejudicial aos cardíacos. A injeção é geralmente indolor e deve ser aplicada somente por pessoa realmente habilitada, podendo causar sérios problemas se for mal aplicada.
Locais de Aplicação:
- Veias do Braço
- Veias do dorso da mão
- Veia do Pé
Material Necessário:
- Algodão Seco e embebido em álcool
- Seringa de bico lateral e agulha 20x5,5 ou 25x7
- Garrote
-AplicaçãoIntramuscular (I.M.): é feita no músculo, parte do corpo responsável pelos movimentos, rica em vaso sangüíneos que facilitam a absorção de grande número de medicamentos. Possui também grande número de nervos que comandam a atividade muscular, sendo, por isso, muito importante que se identifique com exatidão as áreas apropriadas para a aplicação, afim de evitar possíveis complicações. Este é o tipo de injeção mais utilizado em farmácias. As injeções intramusculares devem ser sempre profundas, isto é, aplicadas com agulhas de tamanho apropriado e com ângulo reto (90°), salvo exceções, para favorecer a absorção e não haver retorno do medicamento para a camada subcutânea. Os medicamentos mais doloridos e irritantes são aplicados por esta via.
Material Necessário:
Algodão com álcool a 70°
Seringas com 3,5 ou 10ml
Agulhas do tamanho apropriado:
- Adultos magros – 25x7
- Adultos com ossos bem desenvolvidos ou obesos– 30x7 ou 30x8
- Crianças bem desenvolvidas – 25x7 ou 25x8
- Crianças e adolescentes obesos – 30x7
- Crianças muito pequenas – 20x5,55 (exceto para aplicação de suspensões de penicilina)
As agulhas com calibre 25x7 ou 30x7 são usadas para soluções aquosas. As de calibre 25x8 ou 30x8 são reservadas para soluções oleosas e para suspensões de penicilina, para facilitar a aplicação e não entupir a agulha.
Músculos Utilizados:
- Braço ou região deltoideana (volume de líquido máximo de 3ml)
- Nádega ou região dorsoglútea (volume de líquido no máximo de 5ml, se ultrapassar devem ser aplicados em dois locais diferentes)
- Quadril ou região ventroglútea (volume de líquido no máximo de 5ml)
- Coxa (volume de líquido no máximo de 4ml)
Técnica em Z ou trilha em Z - técnica ideal para evitar o refluxo do medicamento para a camada subcutânea, evitando o aparecimento de nódulos doloridos por reação inflamatória, principalmente no caso de aplicações feitas com soluções oleosas (como Perlutan) e à base de ferro como Noripurum, este podendo deixar manchas escuras na pele.
Pode ser usada em qualquer um dos locais descritos previamente sendo, entretanto, mais utilizada na região glútea.
1- Após fazer a anti-sepsia da pele, puxe-a firmemente para o lado ou para baixo com a parte lateral da mão esquerda (se for canhoto faça com a mão oposta)
2- Introduza a agulha. Sempre mantendo a pele puxada, segure a seringa com o polegar e o dedo indicador da mão esquerda.
3- Puxe o êmbolo discretamente para trás e observe se há refluxo de sangue. Caso isso não ocorra, faça a aplicação.
4- Aguarde aproximadamente 10 segundos antes de retirar a agulha e só então solte a pele.
Outra alternativa é usar a lateral da mão ao puxar a pele para o lado ou para baixo. Nesse caso, os dedos indicador e polegar ficarão livres para segurar a seringa. Voltando a posição relaxada, a pele vedará a saída do líquido injetado para fora do músculo.
Formas de Apresentação da Medicação Injetável
- Aquosa (ex. Voltaren)
- Oleosa (ex. Perlutan)
- Líquida com pó em suspensão (ex. Benzetacil)
- Pó (ex. Despacilina e Tilatil)
Sala de Aplicação
Deve possuir área física bem iluminada, bem ventilada e deve conter:
- Pia
- Sabão líquido ou em barra
- Papel Toalha
- Álcool 70° ou álcool swabs
- Algodão
- Bancada para preparar as injeções
- Lixeira
- Cadeira
- Garrote
- Seringas e agulhas descartáveis
Cuidados Gerais na Administração de Injetáveis
Para maior segurança, tanto para o aplicador quanto para o cliente, peça a receita médica na hora de aplicar injeções. Observe os seguintes itens: nome e n° do CRM do médico, nome do cliente, data, nome do medicamento, dosagem, via de aplicação e concentração, se houver.
Termos Técnicos em Aplicações de Injeções
Anti-Sepsia – é a redução de germes e eliminação de partículas de sujeira da pele através do uso de anti-sépticos como álcool, água oxigenada e outros.
Contaminação – significa levar para um material, medicamento, ambiente ou organismo vivo partículas de sujeira, pó, micróbios etc.
Desinfecção – é o processo pelo qual reduzem-se os micróbios do ambiente e dos materiais através do uso da fervura ou soluções desinfetantes, como álcool e outras.
Esterilização – é um processo radical onde todos os germes presentes no material são eliminados, assim como qualquer partícula de sujeira. Tanto a medicação injetável quanto as seringas e agulhas são esterilizadas.
Germes ou Micróbios – estão presentes na pele, no ar, nos objetos e gotículas de saliva. Sem os devidos cuidados de higiene, eles podem ser introduzidos no organismo através da injeção, causando infecção em pessoas predispostas. São os chamados abscessos por contaminação, com presença de pus.
Infecção – é a penetração e proliferação de germes no organismo. As pessoas mais sensíveis são as crianças, idosos, portadores de câncer, aidéticos e pessoas muito estressadas.
A falta dos devidos cuidados higiênicos no preparo ou na aplicação da injeção pode causar infecção.
Descarte do Material Utilizado
- Após a aplicação, descarte a seringa e a agulha em coletores feitos especialmente para este fim, de paredes rígidas.
- Nunca jogue agulhas descobertas em sacos plásticos.
- A agulha também não deve ser desconectada da seringa para evitar riscos de acidente com o aplicador.
- Os protetores das agulhas não devem ser nelas recolocados.
- Descarte materiais somente até o limite recomendado no DESCARTEX.
- Para o descarte final do coletor, transporte o DESCARTEX fechado, segurando somente pela a alça e afastado do corpo.
Noções Básicas Sobre Portaria 344
3.1.1 – Notificação de Receita A
- De cor amarela.
- Confeccionada e fornecida pela autoridade sanitária.
- Prescrição dos medicamentos à base das substâncias das listas:
A1, A2 e A3.
- Válida em todo o território nacional desde que acompanhado de justificativa.
- Deve ser preenchida de forma legível, sendo a quantidade dos medicamentos prescritos em algarismos arábicos e por extenso.
- A farmácia ou drogaria só pode aviar ou dispensar quando todos os itens da receita e da notificação de receita estiverem devidamente preenchidas e assinadas pelo profissional prescritor.
- A notificação será retida na farmácia/drogaria e a receita devolvida ao paciente com carimbo (anexo 1 – modelo de carimbo).
- Vale por 30 dias após a sua emissão.
- Podem conter, no máximo, 5 (cinco) ampolas e para as demais formas farmacêuticas de apresentação, a quantidade correspondente a 30 (trinta) dias de tratamento.
- Pode ser prescrito acima das quantidades previstas, devendo o prescritor anexar justificativa indicando com CID da doença ou diagnóstico, posologia, data e assinatura.
- No caso de formulações magistrais, as formas farmacêuticas deverão conter, no máximo, as concentrações que constam na literatura nacional internacional oficialmente reconhecidas.
O profissional prescritor, para receber o talonário, deve se dirigir à autoridade sanitária para o preenchimento da ficha cadastral, munido de carteira de identidade expedido pelo conselho profissional e comprovante de residência. O cadastramento pode ser feito por pessoa devidamente autorizada. Após o cadastramento, o profissional pode requerer o talonário.
No ato do recebimento do talonário, o profissional, ou portador, deve levar o carimbo que será aposto na presença da autoridade sanitária, em todas as folhas do talonário no campo “Identificador do Emitente”.
SIAP344 – Guia para Prescrição e Dispensação
3.1.2 – Notificação de Receita B
Para Uso Humano e Uso Veterinário
- De cor azul.
- Impressa às expensas do profissional ou instituição.
- Prescrição dos medicamentos à base das substâncias das Listas B1 e B2.
- Válida apenas na unidade federativa que concedeu a numeração.
- Nos campos UF, NÚMERO, IDENTIFICAÇÃO DO EMITENTE, DADOS DA GRÁFICA, NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO e a NUMERAÇÃO CONCEDIDA devem estar impressas.
- Pode haver prescrição acima das quantidades previstas, devendo-se para tanto o prescritor anexar justificativa indicando o CID da doença ou diagnóstico, posologia, data, assinatura e carimbo.
- Pode conter apenas uma substância ou medicamento que a contenha.
- Devem vir acompanhada da receita comum.
- A receita comum deve receber os carimbos (Anexo 1 - Modelo de Carimbo).
- A notificação fica retida na farmácia e a receita devolvida ao paciente.
- Antes de confeccionar esta Notificação de Receita, deve o interessado solicitar à Autoridade Sanitária autorização e numeração (intervalo numérico) para confecção do talonário.
- O rodapé da notificação deve conter os dados da gráfica (razão social, CGC e endereço), o intervalo numérico concedido pela Vigilância Sanitária local e o número da autorização.
- Válida por 30 dias após sua emissão.
- Cada notificação pode conter, no máximo, 05 ampolas ou o suficiente para 60 dias de tratamento nas demais formas farmacêuticas (comprimidos, solução e xaropes orais etc).
- É proibido fórmulas contendo associações medicamentosas das substâncias anorexígenas entre si ou com ansiolíticos, diuréticos, hormônios ou extratos hormonais e laxantes, bem como quaisquer outras substâncias medicamentosas.
- É proibido associações medicamentosas de substâncias ansiolíticas associadas a substâncias simpaticolíticas ou parasimpaticolíticas.
SIAP344 – Guia para Prescrição e Dispensação
3.2.1- Receita Controle Especial
- Válida em todo o território nacional por trinta dias após a sua emissão.
- Deve ser preenchida em duas vias.
- Destina-se aos medicamentos à base das substâncias das Listas C1 e C5.
- Deve ser preenchida de forma legível, sem rasuras ou emendas, a quantidade em algarismos arábicos e por extenso.
- Só pode ser dispensada ou aviada quando todos os itens estiverem devidamente preenchidos.
- Em 72 horas, as farmácias ou drogarias devem apresentar as receitas de controle especial provenientes de outras Unidades Federativas à Autoridade Sanitária.
- A 2ª via deve ser devolvida ao paciente contendo carimbo do estabelecimento atestando o aviamento/dispensação.
- Os medicamentos das listas C4 (antiretrovirais) devem ser dispensados no âmbito do SUS por formulário próprio fornecido pelo Programa DST/AIDS ou na Receita de Controle Especial quando para aquisição em farmácia ou drogaria.
- Os antiretrovirais só podem ser prescritos por profissionais médicos.
- Cirurgiões dentistas e veterinários só podem prescrever para uso odontológico e veterinário, respectivamente.
- Cada receita poderá conter até 03 (três) substâncias ou medicamento das Listas C1 e C5.
- De cada uma das substâncias ou medicamentos poderão ser prescrito até 05 (cinco) ampolas ou o suficiente para 60 (sessenta) dias de tratamento, quando em outra forma farmacêutica.
- Para os antiretrovirais podem conter, cada receita, até 05 (cinco) medicamentos.
- antiparkinsonianos e anticonvulsivantes podem ser prescritos para até 06 meses de tratamento.
- Acima das quantidades previstas, o prescritor deve anexar justificativa com CID ou diagnóstico, posologia, datando e assinando as duas vias.
Procedimento do Balconista:
É de responsabilidade do balconista:
- Abordagem do cliente no meio da loja.
- Prestar um bom atendimento a todos os clientes.
- As expressões: senhor (a), bom dia, como vai, até logo, muito obrigado, posso lhe ajudar, estamos às suas ordens, devem fazer parte constante do vocabulário.
- Para evitar vendas erradas, toda a receita deverá ser lida por dois balconistas, mesmo que a receita esteja legível.
Em caso de dúvida, consultar o FARMACÊUTICO. Persistindo a dúvida, ligar para o médico.
- Anotar as faltas e encomendas de produtos.
- Não é permitida a aplicação de injeções sem a apresentação da receita. Antes da aplicação, o balconista deverá apresentar o medicamento e a receita para o FARMACÊUTICO confirmar.
- Retirada dos produtos a vencer, com 90 dias de antecedência (a critério da loja).
- Auxiliar na limpeza e organização da filial, principalmente prateleiras, gôndolas e sala de aplicação.
Medicamento: Substância química capaz de promover no organismo ação preventiva, curativa, paliativa ou diagnóstica.
Medicamento Simples: É aquele que contém em sua fórmula um único sal.
Medicamento Composto: É aquele que contém em sua fórmula dois ou mais sais.
Princípio Ativo/Sal: Substância que irá exercer a ação terapêutica no organismo.
Dose: Quantidade do medicamento que deverá ser aplicada ou tomada, por vez.
Dosagem/Concentração: É a quantidade do princípio ativo no medicamento, ou seja, princípio ativo + excipiente/veículo.
Excipiente/Veículo: Substância que não possui ação terapêutica e que tem por função dar forma e volume ao medicamento.
Excipiente : Forma farmacêutica sólida
Veículo : Forma farmacêutica líquida
Forma Farmacêutica: São várias formas de industrialização do medicamento (comprido, pomada, xarope, etc)
Reações Adversas: Efeitos indesejados causados pelo medicamento em uso.
Efeitos Colaterais: Possíveis reações que poderão ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfico ou maléfico.
Uso Interno: Todo o medicamento que é engolido, ou seja, passa por todo o sistema digestivo.
Uso Externo: Todo o medicamento que não é engolido.
Ação Local: Região onde o medicamento fará efeito, sem cair na corrente sangüínea.
Ação Sistêmica: O medicamento precisa cair na corrente sangüínea para fazer efeito.
Apresentação: São as várias formas em que os medicamentos são embalados (envelope, ampola, blíster etc)
Medicamentos de Ação Rápida: São aqueles que após a sua administração apresentam efeitos rápidos.
Vias de Ação Rápida:
Sublingual – administração debaixo da língua.
Endovenosa – administração direto na veia.
Retal – administrados pelo reto (ânus).
Vaginal – administrado pelo canal vaginal.
Parenteral: É a administração do medicamento através dos injetáveis: Endovenosa, muscular, subcutânea e intradérmica.
Características Diferenciais Entre
Algumas Formas Farmacêuticas
Loção: Medicamento composto por água, álcool, glicerina, sorbitol e o princípio ativo.
Creme: Forma farmacêutica de consistência mole destinada ao uso tópico e difere das pomadas por possuir grande quantidade de água em sua formulação, e por isso apresenta absorção mais rápida. Ideal para lesões úmidas.
Pomadas: Forma farmacêutica de consistência mole e oleosa destinada ao uso tópico. Devido a sua oleosidade, a absorção do princípio ativo pode ser mais lenta, porém de efeito local mais prolongado. Possui poder hidratante e é ideal para lesões secas.
Gel: Forma farmacêutica que possui grande quantidade de água em sua formulação, o que proporciona uma absorção mais rápida se comparar com creme e pomada. O Gel em si não é absorvido pela pele, sendo utilizado quando a pele do indivíduo for oleosa.
Pasta: Forma farmacêutica de consistência pastosa para uso externo.
Emulsão: Forma farmacêutica líquida com base aquosa e oleosa contendo o princípio ativo em uma delas.
Supositório: Forma farmacêutica sólida ou semi–sólida de formato cilíndrico ou ovulado destinado à aplicação retal.
Óvulo: Forma farmacêutica de uso vaginal, cujo os princípios ativos são incorporados à gelatina fundida e moldados em formas específicas.
Colutório: Forma farmacêutica líquida destinada à higiene bucal (anti-sépticos orais). Não devendo ser engolido.
Licor/Elixir: Misturas hidroalcoólicas açucaradas. O termo licor é utilizado quando ligado à frutas.
Tintura: Forma farmacêutica líquida à base de água e álcool. Processo de extração a partir da planta seca.
Alcoolatura: Processo de extração a partir de planta frescas.
Extratos: São alcoolaturas ou tinturas padronizadas utilizadas na concentração do fármaco.
Colírio: Forma farmacêutica líquida e estéril destinada ao uso oftálmico.
Enema: Forma farmacêutica líquida de uso retal. São divididos em medicamentoso e laxativo.
Laxativo/purgativo – utilizado para estimular a eliminação das fezes. O purgativo é o laxativo usado em maior quantidade.
Medicamentoso – utilizado para fazer tratamento de infecções a nível de intestino.
Pó: Forma farmacêutica em que o princípio ativo encontra-se pulverizado, podendo ser destinado ao uso interno ou externo.
Adesivo Tópico: Adesivo de material poroso que libera lentamente o medicamento através da pele.
Xarope: Forma farmacêutica líquida resultante da mistura de água e açúcar, podendo conter também edulcorantes (morango, framboesa).
Suspensão: Forma farmacêutica heterogênea, resultante da mistura de líquidos ou líquidos e sólidos.
Solução: Forma farmacêutica líquida homogênea, resultante da mistura de líquidos ou líquidos sólidos.
Injetáveis: Formas farmacêuticas estéreis para uso parenteral.
Comprimido Simples: Forma farmacêutica sólida resultante da compressão de vários pós (princípio ativo + excipiente). Apenas os comprimidos sulcados poderão ser cortados.
Comprimido Mastigável: Forma farmacêutica absorvida pela mucosa bucal, não reagindo com o suco gástrico.
Comprimido Sublingual: Comprimido de ação rápida.
Comprimido Vaginal: Comprimido revestido por uma película de gelatina glicerinada para uso na vagina.
Comprimido Tamponado: Comprimido laqueado por uma película protetora de hidróxido de alumínio ou hidróxido de magnésio, permitindo a utilização deste medicamento por pessoas que sofram de gastrite ou úlcera.
Comprimido Fervescente: Composto por talco, amido, lactose e bicarbonato de sódio ou carbonato de cálcio + princípio ativo.
Comprimido Revestido: Comprimido que passou por um processo de revestimento com açúcar.
Drágea: Forma farmacêutica sólida cujo o núcleo é um comprimido que passou por um processo de revestimento com açúcar e corante (drageamento).
Cápsulas: Forma farmacêutica constituída de um invólucro de gelatina, que contém em seu interior os excipientes + princípios ativos. Podendo ser:
Moles: contém medicamento oleoso
Duras: Contém medicamentos granulados ou pós.
Oros: Sistema oral de liberação osmótica. É uma cápsula não absorvível, contendo um pequeno orifício que libera gradativamente a substância e que no final é eliminado pelas fezes.
Comentários: O encapsulamento e o drageamento tem por finalidade mascarar o sabor, odor, proteger a mucosa gástrica de substâncias irritantes e, ainda, evitar que o princípio ativo seja destruído pelo suco gástrico.
Significado das Siglas nos Medicamentos
CR: Liberação Controlada
D: Disperssível
DEPOT: Ação Prolongada
DI: Desagregação Instantânea
DL: Desagregação Lenta
DURILES: Desintegração Equilibrada
L: Lenta
LP: Liberação Prolongada
M: Mista
N: Normal
U: Ultra Lenta
R: Regular
OROS: Sistema Oral de Liberação Osmótica
PLUS: Algo Mais ou Dosagem Mais Forte
Q.S.P: Quantidade Suficiente Para
REPETABS: Tablete Duplo de Repetição
RETARD: Ação Retardada
SPANDETS: Comprimido Especial de Liberação Controlada
SR: Liberação Lenta
TTS: Sistema Terapêutico Transdérmico
Abreviaturas Mais Encontradas nas Prescrições
A/O: Ambos os Olhos ou Ouvidos
AMP: Ampola
CC: Centímetro Cúbico
CÁPS: Cápsulas
COMP: Comprimidos
DRG: Drágea
ENV: Envelope
EV/IV: Endovenosa/Intravenosa
FLAC: Flaconete
G/GR: Grama
MG.: Miligrama
GTS: Gotas
INJ: Injetável
H202: Água Oxigenada
ID: Intradérmica
IM: Intramuscular
KCL: Cloreto de Potássio
NACL: Cloreto de Sódio
KMN04: Permanganato de Potássio
O/D: Olho ou Ouvido Direito
O/E: Olho ou Ouvido Esquerdo
SC: Subcutânea
S/N: Se Necessário
ACM: A Critério do Médico
U.I: Unidade Internacional
V.O: Via Oral
V.R: Via Retal
V.V: Via Vaginal
USO INT: Uso Interno
USO EXT: Uso Externo
Noções Básicas Para o Uso de Medicamentos
Sempre que avir uma receita, perguntar ao cliente se o médico o orientou. Caso não tenha recebido orientações, deverá presta-lhe, de forma segura, podendo solicitar o auxílio do FARMACÊUTICO.
Orientações:
Comprimido Simples
Tomar com bastante água
Tomar os antiinflamatórios de estômago cheio
Comprimido Sublingual
Colocar o comprimido debaixo da língua
Não ingerir líquidos ou alimentos durante 10 minutos
Comprimido Tamponado
Tomar o comprimido sem mastigar e com bastante água.
Comprimido Mastigável
Não Engolir
Mastigar até que o mesmo se desintegre totalmente na boca.
Comprimido Efervescente
Tomar dissolvido em um copo com água, esperando sua total dissolução. Nunca passar ou colocar para dissolver sobre a língua, uma vez que sua ação ácida pode provocar queimaduras de 1° grau na mucosa da boca.
Antibióticos
Nunca tomar fazendo uso de bebida alcoólica.
Nunca tomar junto com anti-ácidos.
Tomar com o estômago vazio, porém com bastante água.
Obedecer diariamente os horários e n° de dias de tomada. O desrespeito do horário e do tempo de tomada poderá permitir o retorno da infecção com muito maior resistência.
Drágea
Tomar com bastante água.
Nunca mastigá-las ou parti-las.
Lembre ao cliente que o princípio ativo não combina com suco gástrico, tendo de ser absorvido na mucosa intestinal.
Cápsulas
Tomar com bastante água.
Nunca abrir os dois cilindros. São películas de gelatina; seu rompimento irrita o tubo digestivo, principalmente em sua parte superior.
Comprimido/Creme Vaginal
Fazer higiene vaginal externa com água e sabão antes da aplicação.
Colocar no aplicador o comprimido ou creme.
Deitar em posição ginecológica (barriga para cima e pernas dobradas).
Afastar com uma das mãos os grandes e pequenos lábios.
Introduzir o aplicador até que o mesmo toque o fundo do canal vaginal
Empurrar o êmbolo.
Retirar o aplicador e permanecer na posição inicial por 3 minutos.
Lavar o aplicador e guardar na caixa, caso o mesmo não seja descartável.
Óvulos
Mesmas instruções usadas para comprimidos ou cremes vaginais, usando a dedeira no dedo indicador direito após ter lavado as mãos. Caso o invólucro do óvulo volte após 3 minutos, tendo o mesmo se rompido, basta jogar fora, uma vez que o medicamento já foi desintegrado no canal vaginal.
Supositório Infantil
Caso esteja mole ao aplicar, colocar na geladeira por 10 minutos.
Nunca cortar o supositório ao meio, por achar que o mesmo é grande.
Ele se molda no reto à medida que é introduzido.
Orientar para não fazer força ao evacuar.
Lavar as mãos.
Posicionar a criança de barriga para baixo.
Usar luvas para pegar o supositório.
Introduzir lentamente o supositório no reto, comprimindo as duas nádegas por 3 minutos.
Cremes Contendo Em Sua Formulação Cortisona
Só usar em áreas superficiais.
Não utilizar caso a pele esteja lesada, ou seja, ferida, pois ela poderá abrir ainda mais o ferimento.
Pomada
Só poderá ser aplicada em lesões limpas, sem pus ou infecção, devendo ser aplicada após remoção mecânica da secreção purulenta.
Suspensão
Colocar até a marca indicada no vidro: águas filtradas, minerais sem gás ou água fervida fria.
Homogeneizar (misturar) até dissolver todo o pó.
Caso após a mistura o volume fique abaixo da marca, não adicione mais água.
Administrar conforme orientações médicas.
Guardar na parte baixa da geladeira (porta).
Lembrar que após a reconstituição do pó o prazo de validade passa a ser apenas de 14 dias, devendo ser inutilizado.
Emplastro
Para ter efeito satisfatório, precisa ser trocado diariamente, pois sua ação dura apenas 24 horas.
Vitaminas A,D,E e K
São chamadas de lipossolúveis. Para a sua perfeita absorção, necessitam ser tomadas após a ingestão de alguma substância gordurosa. Ex. Pão com manteiga, leite, queijo etc.
Horário Padrão Para Administração de Medicamentos
De 06 em 06 horas: 6 – 12 – 18 – 24h
De 08 em 08 horas: 6 – 14 – 22h ou 7 – 15 –23h
De 12 em 12 horas: 8 – 20h
Diuréticos: 10h
Receita Médica
Não aviar se não tiver certeza.
Procurar o FARMACÊUTICO ou a gerência para tirar dúvidas.
Confirmar com outro colega, sem mostrar o medicamento, qual é o produto prescrito.
Ligar para o médico do cliente caso a dúvida não seja esclarecida.
Se receber a receita sem a dosagem do medicamento
(concentração), não sendo possível certificar-se da mesma, confirmar com o médico.
NUNCA dizer NÃO TENHO O PRODUTO, antes de confirmar com um colega, e também ver a possibilidade de encomendá-lo.
Classes Terapêuticas
Analgésicos
Conceito - medicamentos empregados para aliviar dor, sem causar a perda da consciência.
Os analgésicos são divididos em 2 grupos:
FORTES: utilizados para o tratamento de dores intensas. Ex: Tramal, Timasen, Sylador
FRACOS: utilizados para o tratamento de dores suaves e moderadas. Ex: Anador e Doril
Comentários: Ácido acetilsalicílico acima de 1g. Possui efeito antiinflamatório; dipirona possui efeito anti-espasmódico, cafeína potencializa o efeito analgésico e diminui a sonolência.
Antitérmicos
Conceito – são medicamentos utilizados para aliviar os estados febris, que podem ser causados por inflamações, desidratações e moléstias infecciosas. Ex. Paracetamol, Dipirona e AAS.
Antigripais
Conceito – são medicamentos utilizados para aliviar os sintomas das gripes e resfriados. Geralmente associados, reúnem em sua fórmula analgésicos, antitérmicos, vitamina C e descongestionantes nasais. EX. Coristina D, Apracur e Cheracap.
Antiácidos
Conceito – são medicamentos utilizados para combater o excesso de ácido clorídrico no estômago. No processo digestivo, o estômago produz o ácido clorídrico, além de outras substâncias. Devido a alguns distúrbios, há indivíduos que passam a produzir esse ácido em excesso, provocando dor, queimação (Azia) etc.
Comentários: Os antiácidos aqui citados possuem ação local e praticamente não são absorvidos no intestino, sendo eliminados nas fezes. Os antiácidos de ação local neutralizam rapidamente o excesso de ácido clorídrico do suco gástrico, diminuindo a acidez. EX. AL (OH) + 3HCL - ALCL3 – 3H2O
Reeducadores Intestinais
Conceito – são medicamentos utilizados para regular a função normal do intestino. São compostos ricos em fibras, normalmente derivados de frutas como mamão, ameixa e tamarindo. Ex. Trifibra Mix, Fiber Bran, Naturetti.
Laxativos e Purgativos
Conceito – são medicamentos que facilitam a eliminação das fezes através de mecanismos variados. São os medicamentos somente variando a dosagem, ou seja, os purgativos são laxantes em maior quantidade.
Mecanismo de ação: aumentam o peristaltismo intestinal – Dulcolax, Gutalax e Laxol.
Lubrificam e estimulam a contração do reto – Sup. De Glicelina
Aumentam o volume do bolo fecal – Fleet enema
Antiflatulentos
Conceito – são medicamentos utilizados para eliminação de gases formados pelo trato gastrointestinal. Os gases são formados normalmente no processo de digestão dos alimentos. Em alguns casos, há formação exagerada de gases devido a problemas associados à alimentação errada, mal funcionamento do estômago e intestinos e, ainda, mastigação incorreta dos alimentos. Ex. Dimeticona
Antiespasmódicos
Conceito – são medicamentos utilizados para diminuir a freqüência e a força de contração da musculatura lisa, aliviando assim a dor. Ex. Buscopan e Atroveran
Comentários: Espasmos são contrações involuntárias da musculatura lisa (estômago, intestino, útero e bexiga)
Rehidratantes Orais
Conceito – são substâncias utilizadas para repor rapidamente água e sais minerais essenciais ao organismo, que passam por processo de desidratação. Ex. Pedialyte, Rehidrat e soro caseiro.
Hepatoprotetores
Conceito - são medicamentos utilizados para a proteção das células do fígado e contribuem para o equilíbrio funcional do mesmo.
Modo de ação: de maneira simplificada, os hepatoprotetores são substâncias ricas em aminoácidos que são usados pelo fígado na produção de enzimas que irão degradar o álcool e as gorduras ingeridas. São exemplos de hepatoprotetores:
Epocler: Associação de vit. B6 (piridoxina) e aminoácidos
Metiocolin, Xantinon: Vit. B2 e aminoácidos
Eparema:, Cáscara sagrada, Boldo: São colagogos (promovem a excreção da bile armazenada na vesícula biliar) e coleréticos (estimulam a produção da bile pelo fígado)
Antimicóticos e Fungicidas
Conceito – são medicamentos usados no combate a infecções causadas por fungos. Esses medicamentos são amplamente utilizados na clínica humana e veterinária.
Anti-Séptico
Conceito – são substâncias utilizadas para destruir ou inibir o crescimento de microorganismos. São aplicadas principalmente na pele ou nas mucosas. Podem ser para:
Higiene Bucal: Cepacol, Flogoral, Listerine e etc.
Higiene Ocular: Água boricada, Colírios como Leri, Lavoolho
Higiene da Pele: Dermacyd, Proderm, Água Oxigenada.
Anti-Seborréicos
Conceito – são medicamentos destinados a diminuir o acúmulo de gorduras (oleosidade) da pele e do couro cabeludo. São exemplos:
Acne-aid wash, Salisoap sabonete e Dermotivin sabonete (para remover a oleosidade da pele), Denorex, Selsun azul, Polytar etc (para o couro cabeludo).
Comentários: AAS: Limpa e descama
Selênio: Antifúngico
Enxofre: Diminui a Oleosidade
Pediculicidas
Conceito – são substâncias utilizadas no tratamento da infestação parasitária da pele causada pelo o piolho, que pode ocorrer na cabeça, no corpo e na região genital. São exemplos de pediculicidas:
Específico para a cabeça: Kwell, Toppyc
Específico para o corpo e região genital: Arcasan sabonete e Miticoçan sabonete.
Descongestionantes
Conceito – o descongestionante alivia a congestão nasal, diminui a coriza e ressaca a mucosa nasal.
Comentários: O uso prolongado pode provocar inchaço, que é o efeito contrário do desejado, além do ressecamento da mucosa nasal. Não usar por mais de 5 dias consecutivos.
Testes e Diagnósticos
Conceito – são substâncias usadas para examinar o organismo quanto ao desempenho de suas funções. Normalmente, são usados para detectar alterações no organismo. Ex. Predictor e Glicofita.
Vitaminas
Conceito- são substâncias essenciais para o bom funcionamento do organismo. Em geral, são obtidas através de uma dieta alimentar adequada e são necessárias em pequenas quantidades. Alguns produtos apresentam apenas uma ou várias vitaminas associadas. A falta de vitaminas no organismo pode resultar de dietas inadequadas devido à pobreza, ignorância, tabus alimentares, dentição insatisfatória, má absorção alimentar, necessidade aumentada como em mulheres grávidas, lactação, crescimento e certas doenças como o raquitismo.
Comentários: O uso abusivo, além de ser caro, pode levar a manifestações tóxicas e a reações adversas que são específicas para cada vitamina.
VIT. A – Pele, Cabelo, Visão
VIT. B – Musculatura e Nervos, além de participar na formação das hemácias
VIT. C – Radicais Livres e Imunidade
VIT. D – Absorção de Cálcio
VIT. E – Radicais Livres e Fertilidade
VIT. KI – Coagulação
Anti-Anêmicos
Conceitos – São medicamentos usados no combate à anemia. No caso específico da anemia ferropriva, estes medicamentos suprem a carência de ferro no organismo (sulfato ferroso).
Algumas causas da deficiência de ferro: Absorção deficiente, aumento da necessidade (gravidez, lactação e crescimento) e perdas (hemorragias e verminoses ).
Comentários: No sangue existem células chamadas hemácias, entre outras. No interior das hemácias existe uma substância chamada hemoglobina, no qual o ferro é indispensável à sua formação. A principal função da hemoglobina é o transporte de oxigênio para as células do nosso corpo. O ferro é obtido através da dieta alimentar balanceada, pois não é produzido pelo nosso organismo. Portanto, a sua deficiência causa a anemia do tipo ferropriva. Existem ainda outros tipos de anemia, causadas pela deficiência de vit. B12 ou ácido fólico (anemia megaloblástica) e por fatores hereditários (anemia falciforme).
Antibióticos
Conceito – são compostos químicos produzidos por seres vivos e modificados quimicamente em laboratórios, sendo capazes de inibir ou destruir as bactérias.
Comentários: Infecção é a agressão causada por um microorganismo, geralmente bactérias e fungos, ao nosso organismo. O uso de antibióticos prejudica a flora intestinal, podendo causar diarréia. Infecções causadas por BACTÉRIAS GRM POSITIVAS são mais comuns no sistema respiratório e as causadas por GRAM NEGATIVAS, no sistema urinário.
Antiinflamatórios
Conceito – são medicamentos utilizados para amenizar sintomas como febre, dores e edemas decorrentes de uma agressão ao organismo. Existem, basicamente, duas classes de antiinflamatórios:
ESTEROIDAIS – Cortisonas (dexametasona, Hidrocortisona etc)
NÃO-ESTEROIDAIS – Cataflan, Piroxican etc.
Corticosteróides
Conceito – o cortisol ou hidrocortisona é o principal corticóide (hormônio) produzido pelo organismo. Ele serve para a síntese de outros corticóides mais potentes. A ação antiinflamatória do corticóide se deve ao fato deste impedir a produção de substâncias mediadoras da inflamação. Os corticóides prejudicam o processo de cicatrização do organismo, visto que este está intimamente ligado ao processo inflamatório.
Antialérgicos
Conceito – são medicamentos usados principalmente para o controle de certas afecções de fundo alérgico.
Comentários: Os antialérgicos podem pertencer a uma das seguintes classes de medicamentos: anti-histamínicos, glicocorticóides e outros fármacos como a epinefrina e a pseudoepinefrina.
O cloridato de fexofenadina é o único anti-histamínico não sedativo, pois o mesmo não atravessa a barreira hemato-encefálica.
Antidiarréicos
Conceito – a diarréia é a eliminação das fezes numa consistência mais líquida. Os antidiarréticos são medicamentos usados no tratamento da diarréia resultante de infecções, ingestão de alimentos estragados, alergias etc.
Comentários: Kaomagma – recupera a consistência do bolo fecal
Floratil – recupera a flora intestinal
Imosec – diminui a motilidade intestinal, usado em diarréias de origem emocional ou não infecciosa.
Emolientes
Conceito – usados para suavizar/lubrificar a pele e a mucosa exercendo ação protetora. Exemplo: óleo de amêndoas, manteiga de cacau.
Comentários: Há também os emolientes utilizados para remover o excesso de cera do ouvido, como o Cerumim e Oticerin.
Otológicos
Conceito – São medicamentos utilizados em dores de ouvido que podem estar geralmente associados a infecções. Ex. Lidosporin, Otosynalar etc.
Antieméticos
Conceito – são drogas que impedem ou aliviam sintomas de ânsia de vômito. O vômito é um mecanismo normal de defesa do organismo.
Comentários: em caso de vômito e diarréia concomitantemente dá-se preferência à metoclopramida, por ter efeito estimulante sobre o trato gastrointestinal, isto é, dificulta o vômito mas facilita o funcionamento intestinal, não prejudicando assim o esvaziamento gástrico.
Disfunção Prostática
Conceito – são medicamentos utilizados quando há um aumento benigno da próstata, ou seja, (HIPERTROFIA BENIGNA DA PRÓSTATA). Ex. Proscar, Finasterida.
Comentários: A Finasterida age inibindo o hormônio diidrosterona responsável pelo crescimento da próstata.
Miorrelaxantes
Conceito – são medicamentos utilizados para o relaxamento da musculatura esquelética. A contração da musculatura deve-se à tensão, ansiedade ou lesões ortopédicas. Existem dois tipos de miorrelaxantes:
MIORRELAXANTES CENTRAIS – agem no SNC controlando o tônus muscular. Ex. Dorflex.
MIORRELAXANTES PERIFÉRICOS – normalmente associados com anestésicos.
Vermífugos
Conceito – para combate aos vermes, pela expulsão ou destruição. Ex. Ascaridil.
Tricomonicidas
Conceito – medicamento utilizado para combater a infecção causada pelo TRICOMONAS.
Comentários: A tricomiase é uma doença causada por infecção parasitária do trato intestinal ou genito-urinário. A transmissão pode ser direta, através do ato sexual, ou indireta, através de artigos de toalete.
Antiulceroso
Conceito – são medicamentos utilizados no tratamento de úlceras pépticas, gástricas e duodenais, bem como no tratamento de esofagite de refluxo e hemorragia gastrointestinal. Atuam reduzindo a secreção do suco gástrico basal e também após a refeição.
Colírios e Pomadas Oftálmicas
Não se trata de uma classe terapêutica, mas simplesmente de um conjunto importante de medicamentos utilizados para o tratamento de inúmeras patologias que acometem a região ocular.
Conceito – são medicamentos que têm a função de combater alergias, inflamações, infecções ou qualquer outra patologia que ocorra na região dos olhos. São formas estéreis que, após abertas, devem ser usadas por um curto espaço de tempo e descartada a seguir, evitando assim contaminações.
O conservante utilizado no Lacrima (cloreto de bensalcônio) não permite o seu uso por pessoas que usam lentes de contato do tipo gelatinosa. No entanto, tais pessoas podem fazer uso do Lacrima Plus.
Broncodilatadores
Conceito – medicamentos que promovem uma maior expansão pulmonar, ou seja, broncodilatação, aliviando assim crises de asma e bronquite.
Alguns Broncodilatores:
- Agonistas B-adrenérgicos – Reveni, Berotec e Aerolin
O efeito colateral mais comum é a taquicardia, principalmente em crianças, sendo preferível seu uso através de inalação.
- Metilxantinas – aminofilina e teofilina
Possuem ação mais lenta quando tomadas por via oral. Em asma moderada são usados em associação com outros broncodilatadores.
Antitussígeno / Expectorantes
Conceito – os antitussígenos são medicamentos que ajudam a reduzir a freqüência da tosse e os expectorantes servem para eliminar o catarro. A tosse é um reflexo natural de proteção e sua função é expelir substâncias irritantes ou excesso de secreção do trato respiratório.
A sua origem pode ser alérgica, irritativa, infecciosa e de origem psicológica (geralmente em crianças).
Digestivos
Conceitos: agem estimulando a motilidade propulsora gastrointestinal, estimulando a produção e liberação da bile e enzimas pancreáticas ou mesmo fornecendo estas enzimas diretamente.
Comentários: a má digestão pode ocorrer devido a deficiência de varias substâncias participantes do processo digestivo como ácido clorídrico e enzimas necessárias para a degradação dos alimentos, ou por problemas na motilidade do aparelho digestivo.
Anestésicos
Conceito: são substâncias capazes de provocar insensibilidade geral ou local, para que o paciente não sinta dor. A grande maioria é de uso específico durante procedimentos médicos ou odontológicos.
Antidiabéticos
Conceito: são medicamentos utilizados para controlar os níveis de glicose no sangue.
Ex. Glibenclamida – estimula a liberação endógena de insulina
Glucobay – retarda a absorção da glicose pelo o organismo.
Comentário: Tais medicamentos podem provocar várias reações adversas como coceira, diarréia, alergias, distúrbios visuais e etc.
Alguns tipos de diabetes:
- Diabete Tipo 1 – insulino-dependente – normalmente congênita ou logo nos primeiros anos de vida.
- Diabete Tipo 2 – não insulino-dependente – ocorre na idade adulta. Pode ter como origem a hereditariedade, fatores emocionais, problemas de obesidade e crescimento.
Anticolesteral
Conceito: são medicamentos utilizados para reduzir os níveis de gordura no sangue, ou seja, colesterol e triglicérides. A origem da doença pode ser hereditária e por alimentação rica em gorduras.
Anti-Hipertensivos
Conceito: medicamentos utilizados para controlar a pressão arterial.
Ex. Divelol e Carduran – inibidores adrenérgicos
Vascase e Capoten – inibidores da ECA
Comentários: deve-se tentar o controle da pressão arterial primeiramente por modificação do estilo de vida, redução de peso, restrição ao consumo de sal, abstenção do fumo, aumento de atividades físicas. Se tudo isso não adiantar, recorre-se ao uso de diuréticos isoladamente ou em associação com outros anti-hipertensivos.
Diuréticos
Conceito – são substâncias que estimulam a excreção de alguns íons e diminuem a reabsorção de água nos túbulos renais, aumentando assim a eliminação de água do organismo.
Comentários: São medicamentos utilizados no alívio de edemas e como coadjuvante no controle da hipertensão bem como insuficiência cardíaca congestiva crônica, insuficiência renal crônica e hipercalcemia.
Alguns diuréticos:
- Depletores de potássio – clortalidona e hidroclorotiazida – podem causar hipopotassemia e, por isso, muitas vezes são tomados juntamente com sais de potássio.
- Poupadores de potássio – espirolactona – diminuem a excreção de potássio e a reabsorção de sódio.
- Diuréticos de alça – furosemida - também chamados de diuréticos de alta potência.
Cardiotônicos
Conceito – são medicamentos que aumentam a força de concentração do coração e controlam a velocidade dos batimentos cardíacos. Exemplo: Digoxina e Ancoron.
Comentários: Insuficiência Cardíaca – o coração bate devagar
Arritmia – o coração bate descompassado
Vasculares
Anti-hemorrágicos: evitam as hemorragias – o perigo de hemorragias aparece quando o organismo não produz os anti-hemorrágicos naturais (principalmente a Vit. K1) de maneira suficiente. Ex. Kanakion e Ergotrate.
Circulatórios: servem para controlar a circulação do sangue, tentando evitar a formação de hemorróidas e varizes. Ex. Venocur triplex e Venalot.
Vasodilatadores: aumentam o diâmetro dos vasos. São usados principalmente para anginas e dor forte no peito, e tratam a insuficiência cardíaca congestiva. Ex. Adalat e Sustrate.
Antineoplásicos
Conceito – são quimioterápicos usados no tratamento do câncer. O objetivo do seu emprego é a destruição seletiva das células tumorais. Ex. Alkeran e Zoladex
Comentários: Neoplasia é uma massa de células anormais que se desenvolvem de maneira desordenada. Hoje em dia é muito comum a utilização de associações de quimioterápicos, evitando assim o desenvolvimento de células resistentes num curto espaço de tempo e procurando também resultados mais eficientes.
Anticoagulantes
Conceito – são agentes que prolongam o tempo de coagulação do sangue. São usados em diversos distúrbios cardiovasculares, tais como infarto do miocárdio, embolia pulmonar, doença vascular cerebral periférica e trombose. Ex. Marevan, Heparina Sódica e Clexane.
Comentários: O coágulo é uma rede de finíssimas fibras que são formadas pelo próprio organismo. A formação do coagulo envolve uma série de reações e de substâncias.
Anti-Herpéticos
Conceito - medicamentos de ação paliativa usados para diminuir os sinais e sintomas do herpes. O herpes é uma doença sem cura causada pelo o vírus herpex, muito comum no ser humano, mas que só se manifesta com baixa resistência imunológica. Caracteriza-se por lesões da pele e mucosas.
Comentários: Nunca utilizar pomadas à base de cortisona em herpes, pois pode ocorre piora do quadro clínico.
Orexígenos
Conceito – são medicamentos utilizados para estimular o apetite. EX. Carnabol, Profol etc.
Hormônios
Conceito – são substâncias secretadas por glândulas e liberadas na corrente sangüínea para que possam atingir os tecidos onde irão exercer seus efeitos.
Alguns hormônios:
- Hormônio do Crescimento – chamado somatropina, é produzido pela hipófise e sua deficiência durante a fase de crescimento pode gerar nanismo.
- Hormônios Tiroidianos – T3 e T4, o exame do pezinho feito em lactentes tem como um dos objetivos a detecção precoce do hipotiroidismo, que deve ser tratado, evitando assim o cretinismo. Já o hipertiroidismo é tratado com fármacos antitiroidianos, que impedem a síntese do hormônio tiroidiano. Ex. Propiltiouracil.
Comentários: Quando o organismo não produz ou produz insuficientemente os hormônios é necessária a reposição hormonal, que é feita por substâncias sintéticas, ou seja, produzidas em laboratórios.
Anticoncepcionais
Conceito – são hormônios utilizados para evitar a fecundação (gravidez), no tratamento de algumas patologias ovarianas (cistos) bem como regular o ciclo menstrual. Ex. Gracial e Minulet.
Ovulatórios
Conceito – é um hormônio que atua no SNC no sentido de induzir a ovulação. Este medicamento pode induzir a liberação de 1 ou mais óvulos, aumentando as chances da mulher engravidar. Ex: Clomid e Serofene.
Antidepressivos
Conceito – são medicamentos que melhoram o humor.
Ex: Anafranil, cloridrato de clomipramida e Pondera.
Comentários: A depressão pode ser causada por distúrbios hormonais ou emocionais.
Ansiolíticos
Conceito – são medicamentos usados para diminuir a ansiedade.
EX: Alprazolan e Bromazepan.
Comentários: A ansiedade não tem origem definida, variando de pessoa para pessoa. Pode apresentar-se como um distúrbio do pânico (medo), de ansiedade ou pós-traumático.
Antiparkinsoniano
Conceito – são medicamentos utilizados para tratar os sintomas do mal de Parkinson.
Comentários: A doença de Parkinson deve-se à deficiência de uma substância existente no cérebro chamada DOPAMINA, que é responsável pela coordenação dos movimentos juntamente com a ACETILCOLINA (é preciso que ocorra o equilíbrio entre elas). A LEVODOPA, no sistema central, é convertida em DOPAMINA. O CLOR. DE BIPERIDENO promove a diminuição de ACETILCOLINA, restabelecendo assim o equilíbrio entre a mesma e a DOPAMINA.
Hipnóticos e Sedativos
Conceito – são usados para o tratamento de diversos tipos de insônia, tensão emocional, pois reduz a inquietação e induz o sono e a sedação. Agem deprimindo o SNC de maneira não seletiva ou geral. Em doses elevadas, são usados como hipnóticos e em doses menores como sedativos. Ex. Dormonid e Sonebon.
Neurolépticos
Conceito – são usados para o tratamento de pacientes com desorganização mental de pensamento e comportamento, como por exemplo: obsessão, mania de perseguição e no alívio de tensão emocional grave. Não curam, mas diminuem os sintomas da doença. Portanto, não são curativos, sua ação é primariamente e paliativa. Ex. Carbonato de lítio, baloperidona e risperidona.
Comentários: Neurose – distúrbio da pessoa com ela mesma.
Ex. mania de limpeza
Psicose – distúrbio da pessoa com a realidade.
Ex. ouvir vozes
Analgésicos Narcóticos
Conceito – são medicamentos utilizados para deprimir o SNC, ou seja, diminuem o ritmo cerebral que está acelerado. Ex: Fenobarbital e Fenitoína.
Comentários: A epilepsia caracteriza-se por crises de convulsão que são decorrentes de uma disritmia cerebral, levando a um equilíbrio das cargas elétricas, podendo ocorrer em intensidade e freqüências variadas.
Anorexígenos
Conceito – são medicamentos usados para reduzir o apetite e também agir corrigindo o fator emocional que leva à ingestão excessiva de alimentos.
Ex. Femproporex e Anfepramona.
Comentários: A obesidade é o excesso de gordura que fica armazenada no organismo proveniente de uma alimentação excessiva ou de distúrbios hormonais.
Interação Medicamentosa
Interação é uma reação química resultante da mistura entre dois ou mais medicamentos, formando uma terceira substância, com características indesejáveis ao organismo por causarem modificações na absorção, distribuição, biotransformação, excreção e até mesmo na ação de alguns fármacos, comprometendo a eficácia dos mesmos.
A Interação também se dá com a mistura de medicamentos e alimentos.
Classificação das Interações Medicamentosas
Didaticamente, costuma-se classificar as interações medicamentosas em dois grandes grupos:
a) INTERAÇÕES FARMACOCINÉTICAS – são as que ocorrem na absorção, distribuição, biotransformação ou excreção dos fármacos.
- Interações na Absorção dos Fármacos – quando fármacos interagem no organismo, um ou mais deles podem ficar insolúveis no estômago, impossibilitando a absorção. Também podem ocorrer alterações na motilidade intestinal ou um fármaco alterar o Ph gástrico ou entérico, comprometendo a absorção do outro fármaco.
- Interações na Distribuição dos Fármacos – alguns fármacos são distribuídos no organismo pela ligação a proteínas plasmáticas. Muitas vezes um fármaco pode comprometer a ligação de outro a essas proteínas, prejudicando a sua distribuição.
- Interações na Biotransformação dos Fármacos – a biotransformação dos fármacos no interior do organismo ocorre principalmente no fígado, através de reações bioquímicas catalisadas por enzimas. Determinados fármacos têm a capacidade de estimular a ação dessas enzimas (indutores enzimáticos) e outros de inibi-las (inibidores enzimáticos). Portanto, sua administração em conjunto com outros agentes pode provocar a indução ou inibição enzimática, levando à perda ou redução de ação do segundo fármaco ou, em alguns casos, acelerando sua excreção.
- Interações na excreção dos Fármacos – os fármacos são eliminados do organismo principalmente por via retal, através de mecanismos específicos. Quando ocorrem interações medicamentosas, alterações nesses mecanismos podem levar ao retardo ou aceleração da excreção dos fármacos, ocasionando modificações nas suas concentrações e possibilitando o prolongamento ou redução de sua ação.
b) INTERAÇÕES FARMACODINÃMICAS – são as que interferem na ação dos fármacos envolvidos, o que pode resultar na potencialização dos efeitos (Sinergismo) ou na exacerbação de um ou mais efeitos colaterais. Algumas interações podem gerar efeitos antagônicos (resultados opostos). Assim, quando dois fármacos atuam em um mesmo receptor no organismo e são administrados simultaneamente, pode ocorrer competição pelo receptor, comprometendo a ação terapêutica.
Comentários:
Substâncias que devem ser tomadas com estômago vazio e muita água:
- Cefalexina
- Tetraciclina
- Penicilina
- Eritromicina
- Pantomicina
- Compostos de Diazepam com Ergotamina e propantelina
Substâncias que não devem ser tomadas com leite:
- Sais de Ferro
- Bisacodil
- Antibióticos
Os antibióticos nunca devem ser misturados com Vitamina C ou qualquer substância que a contenha (sucos cítricos), pois a mesma inibe a ação dos antibióticos. O cálcio contido no leite reduz a absorção dos antibióticos.
Medicamentos que devem ser tomados junto com alimentos:
- Ácido Acetilsalicílico
- Fenitoína
- Metoclopramida
- Carisoprodol
- Amiodarona
- Reserpina
- Teofilina
- Cinarizina
- Prednisona
- Analgésicos
- Antiinflamatórios
Nunca misturar com outros medicamentos:
- Prometazina
- Diazepan
- Digoxina
- Dexametazona
- Cloreto de Potássio
Tais medicamentos quando associados formam precipitados e compostos indesejáveis ao organismo.
Nunca usar fazendo uso de bebidas alcoólicas:
- Analgésicos fortes
- Tranqüilizadores
- Anticonvulsivantes
- Neurolépticos
- Hipnóticos
- Anti–histamínicos
- Barbitúricos
- Antibióticos
Nunca misturar os seguintes medicamentos injetáveis:
AMPICILINA COM:
- Lincomicina
- Gentamicina
- Cloranfenicol
- Tetraciclina
- Liquemine
- Amicacina
- Hidrocortisona
- Oxitetraciclina
CEFALOTINA COM:
- Anti-histamínico
- Gentamicina
- Eritromicina
- Cálcio
- Amicacina
- Aminofilina
- Fenobarbital
- Liquemine
- Oxitetraciclina
- Penicilina G Potássica
- Pentobarbital
GENTAMICINA COM:
- Anfoterecina B
- Liquemine
- Cefalotina
- Ampicilina
- Penicilina G Potássica
- Oxacilina
- Carbenicilina
CLORANFENICOL/TETRACICLINA COM:
- Anfoterecina B
- Aminofilina
- Ampicilina
- Carbenicilina
- Cálcio
- Riboflavina
- Oxacilina
- Cefalotina
- Prometazina
- Hidrocortisona
OXACILINA COM :
- Complexo B
- Tetraciclina
- Gentamicina
- Tianfenicol
Observações importantes: Evite misturar um medicamento com outro na mesma seringa. Observe somente as associações recomendadas pelo médico.
Nesta parte são focalizadas algumas interações medicamentosas. Dado o seu grande número foram selecionadas aquelas mais importantes do ponto-de-vista clínico, relacionadas às drogas habitualmente usadas.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Antiinflamatórios não esteróides (em geral) Ácido Fólico Diminuição do efeito terapêutico dos antiinflamatórios
Anticoagulantes orais Aumento no risco de hemorragias
Anti-hipertensivos (bloqueadores beta e diuréticos) Redução do efeito
anti-hipertensivo
Diuréticos Insuficiência renal aguda em pacientes desidratados
Glicocorticóides (corticosteróides) Maior possibilidade de surgimento de efeitos colaterais indesejáveis
Heparina
(via parentera) Aumento no risco de hemorragias
Sais de Lítio A indometacina, cetoprofeno, ácido mefenâmico, clometacina, fenilbutazona, diclofenaco, piroxican e ibuprofeno aumentam as concentrações séricas de lítio em 30 a 60%
Anticonvulsivantes indutores enzimáticos (carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e primidona) em geral Anticoncepcionais orais (Associações estrógeno/ progestágenos) Diminuição da eficácia do anticoncepcional
Corticóides Diminuição da eficácia dos corticosteróides
Teofilina e derivados Diminuição das taxas plasmáticas e da atividade da teofilina
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Antidepressivos tricíclicos (em geral) Anticonvulsivantes Os antidepressivos tricíclicos favorecem o aparecimento de convulsões
Benzodiazepínicos (em geral) Cimetidina A administração de cimetidina e alguns benzodiazepínicos (alprazolam, clordiazepóxido, clorazepato, diazepam e triazolam) resulta em diminuição do clearence plasmático e aumento da meia vida plasmática e concentração destes benzodiazepínicos. Além disso, foi observado um aumento do efeito sedativo em alguns pacientes tomando cimetidina e benzodiazepínicos.
Digoxina O diazepam pode reduzir a excreção renal da digoxina, com aumento da meia vida plasmática e risco de toxicidade. Este efeito foi também relatado com o alprazolam.
Glicorticóides
(Corticosteróides/ Corticóides) em geral Anticoagulantes Orais Aumento no risco de hemorragia conseqüente à terapia corticosteróide (mucosa digestiva, fragilidade vascular).
Anticoncepcionais Orais Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da predinisolona. Provavelmente, vale para todos os corticosteróides.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Glicocorticóides (Corticosteróides/ corticóides) em geral Digitálicos Predisposição para toxicidade digitálica
Diuréticos depletores de potássio (ácido etacrínico, furosemida, tiazídicos) e outras drogas depletoras de potássio (anfoterecina B) Podem aumentar a depleção de potássio, que é um dos efeitos dos corticosteróides.
Antidiabéticos orais (em geral) Derivados pirazolônicos A administração de fenilbutazona e outros derivados pirazolônicos concomitantemente aos antidiabéticos orais pode potencializar a atividade hipoglicêmica.
Isoniazida Redução da eficácia dos antidiabéticos orais. Pode, entretanto, aparecer o inverso, ou seja, uma potencialização da hipoglicemi
Anticoncepcionais orais (em geral) Anti-hipertensivos Os anticoncepcionais podem elevar a pressão arterial, anulando a ação dos hipotensores.
Antiinfecciosos( Ampicilina, Cloranfenicol, Neomicina, Nitrofurantopina, Penicilina V, Sulfonamidas, Tetraciclina Diminuição do efeito anticoncepcional causado por todos os antiinfecciosos que atuam sobre a flora intestinal.
Betabloqueadores Acúmulo do betabloqueador.
Risco de intoxicação.
Corticosteróides Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da prednisolona. Provavelmente, válido para todos os corticosteróides.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Anticoncepcionais orais (em geral) Indutores de enzimas microssônicas (Rifampicina, barbitúricos, carbamazepina, fnitoína, primidona, griseofulvina ) Diminuição do efeito anticoncepcional. Em relação à fenitoína: possibilidade de aparecimento de convulsões. (entretanto, é duvidosa esta interação).
Anticoagulantes orais (em geral) Anticoncepcionais orais Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.
Cimetidina Aumento dos efeitos dos anticoagulantes.
Clorafenicol Aumento dos efeitos dos anticoagulantes e no risco hemorrágico.
Clortalidona (e outros diuréticos tiazídicos) Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.
Diuréticos depletores de potássio ou hipocalemiantes (Tiazídicos e similares, como a clortalidona, incluindo ácido tienílico e indapamida, e diuréticos de alça como ácido etacrínico, bumetanida e furosemida) em geral. Alguns antiarrítmicos (Bepridil, antiarrítmicos do tipo quinidínico, sotalol, amiodarona). Aumento dos efeitos dos antiarrítmicos, com possibilidade de intoxicação.
Bloqueadores neuromusculares não desporizantes Prolongamento do bloqueio neuromuscular.
Digitálicos Aumento dos efeitos tóxicos dos digitálicos.
Imunização
É a característica que o organismo adquire ao se tornar resistente contra determinada doença. Essa resistência decorre da produção de anticorpos específicos para cada tipo de antígeno.
Mas, afinal o que são anticorpos e antígenos?
Resumidamente, podemos dizer que antígeno é toda a substância estranha ao organismo que, por qualquer motivo, penetra ou tenta nele penetrar. Já os anticorpos são substâncias próprias do organismo, isto é, produzidas por ele, que destróem ou tentam destruir os antígenos que invadiram o corpo.
Tipos de Imunização:
Existem dois tipos de imunidade: a ativa e a passiva. A imunidade ativa desenvolve-se quando o próprio organismo produz os anticorpos (vacina). A passiva não é uma imunidade definitiva e desenvolve-se quando o indivíduo recebe anticorpos já formados em outro organismo (soro).
Noções Básicas Sobre Injetáveis:
Intradérmica (I.D) – Também chamada intracutânea ou cutânea, é utilizada para testes alérgicos e algumas vacinas. É aplicada na camada mais profunda da pele, chamada derme. Sua característica é a formação de uma bolinha (pápula na pele).
Local de aplicação: geralmente é feita na parte interna do antebraço, por ser de fácil acesso, pouco pigmentado e com poucos pelos.
Posição: geralmente sentado com o antebraço apoiado em suporte específico.
Quantidade: geralmente não ultrapassa 0,1ml. Quantidades superiores devem ser divididas em duas partes, ou mais aplicações.
Técnica de Aplicação
1- Estique a pele e introduza a agulha em ângulo d5 a 15° com o bisel voltado para cima. Aproximadamente da agulha é introduzido. Puxe o êmbolo levemente para trás.
2- Não refluindo sangue, injete o líquido delicadamente e observe a pele se distender, tomando o aspecto de uma bolha chamada pápula. Já que a injeção é feita de modo muito superficial (entre a derme e a epiderme).
3- Terminada a aplicação, retire cuidadosamente a agulha. Não massageie o local. Esta injeção dispensa a anti-sepsia. A presença do álcool pode comprometer os resultados dos testes e o efeito das vacinas fabricadas com microorganismos vivos inativos. Se necessário, lave a área com água e sabão ou soro fisiológico, secando em seguida com algodão seco.
4- Descarte adequadamente as seringas e o material usado.
Aplicação Subcutânea: Feita no tecido subcutâneo, que fica entre a pele e o músculo, é usada para a aplicação de vacinas, insulinas, anticoagulantes e outros medicamentos que devam ser absorvidos lentamente. É um tipo de aplicação geralmente indolor, feito com seringas específicas e agulhas curtas, chamadas agulhas de insulina. Volume máximo recomendado é de 1,5ml.
Locais de Aplicação: parte posterior dos braços, parte anterior e lateral externa das coxas e abdôme e nádegas.
Material necessário: algodão com álcool, seringa agulhada de vacina ou insulina.
Execução da Técnica: Após limpar o local da aplicação, faça uma prega na pele com o dedo indicador e polegar e, em seguida, introduza profunda e rapidamente a agulha, em ângulo reto (90°) para que a absorção se faça de forma eficaz através dos capilares existentes na camada profunda do tecido. Aspire, faça a aplicação e retire a agulha com auxílio do algodão. Não massageie o local. Em pessoas magras, faça a aplicação com a seringa inclinada para evitar a aplicação no músculo e proceda conforme as orientações anteriores. Para as vacinas são utilizadas seringas específicas com escalas em décimo de ml.
Material necessário para a aplicação da insulina:
- Algodão com álcool
- Frasco de insulina U-100 tipo R, N ou L (trazida pelo cliente)
- Seringa de insulina de 30,50 ou 100 unidades
- Endovenosa (E.V.) ou Intravenosa (I.V.): é aplicada na veia e o efeito é imediato. Deve ser aplicada lentamente para se evitar mal estar, hipotensão, formigamento e ondas de calor, fenômenos de origem nervosa que acometem pessoas ansiosas. Com este cuidado, evita-se também a elevação do volume circulatório, prejudicial aos cardíacos. A injeção é geralmente indolor e deve ser aplicada somente por pessoa realmente habilitada, podendo causar sérios problemas se for mal aplicada.
Locais de Aplicação:
- Veias do Braço
- Veias do dorso da mão
- Veia do Pé
Material Necessário:
- Algodão Seco e embebido em álcool
- Seringa de bico lateral e agulha 20x5,5 ou 25x7
- Garrote
-AplicaçãoIntramuscular (I.M.): é feita no músculo, parte do corpo responsável pelos movimentos, rica em vaso sangüíneos que facilitam a absorção de grande número de medicamentos. Possui também grande número de nervos que comandam a atividade muscular, sendo, por isso, muito importante que se identifique com exatidão as áreas apropriadas para a aplicação, afim de evitar possíveis complicações. Este é o tipo de injeção mais utilizado em farmácias. As injeções intramusculares devem ser sempre profundas, isto é, aplicadas com agulhas de tamanho apropriado e com ângulo reto (90°), salvo exceções, para favorecer a absorção e não haver retorno do medicamento para a camada subcutânea. Os medicamentos mais doloridos e irritantes são aplicados por esta via.
Material Necessário:
Algodão com álcool a 70°
Seringas com 3,5 ou 10ml
Agulhas do tamanho apropriado:
- Adultos magros – 25x7
- Adultos com ossos bem desenvolvidos ou obesos– 30x7 ou 30x8
- Crianças bem desenvolvidas – 25x7 ou 25x8
- Crianças e adolescentes obesos – 30x7
- Crianças muito pequenas – 20x5,55 (exceto para aplicação de suspensões de penicilina)
As agulhas com calibre 25x7 ou 30x7 são usadas para soluções aquosas. As de calibre 25x8 ou 30x8 são reservadas para soluções oleosas e para suspensões de penicilina, para facilitar a aplicação e não entupir a agulha.
Músculos Utilizados:
- Braço ou região deltoideana (volume de líquido máximo de 3ml)
- Nádega ou região dorsoglútea (volume de líquido no máximo de 5ml, se ultrapassar devem ser aplicados em dois locais diferentes)
- Quadril ou região ventroglútea (volume de líquido no máximo de 5ml)
- Coxa (volume de líquido no máximo de 4ml)
Técnica em Z ou trilha em Z - técnica ideal para evitar o refluxo do medicamento para a camada subcutânea, evitando o aparecimento de nódulos doloridos por reação inflamatória, principalmente no caso de aplicações feitas com soluções oleosas (como Perlutan) e à base de ferro como Noripurum, este podendo deixar manchas escuras na pele.
Pode ser usada em qualquer um dos locais descritos previamente sendo, entretanto, mais utilizada na região glútea.
1- Após fazer a anti-sepsia da pele, puxe-a firmemente para o lado ou para baixo com a parte lateral da mão esquerda (se for canhoto faça com a mão oposta)
2- Introduza a agulha. Sempre mantendo a pele puxada, segure a seringa com o polegar e o dedo indicador da mão esquerda.
3- Puxe o êmbolo discretamente para trás e observe se há refluxo de sangue. Caso isso não ocorra, faça a aplicação.
4- Aguarde aproximadamente 10 segundos antes de retirar a agulha e só então solte a pele.
Outra alternativa é usar a lateral da mão ao puxar a pele para o lado ou para baixo. Nesse caso, os dedos indicador e polegar ficarão livres para segurar a seringa. Voltando a posição relaxada, a pele vedará a saída do líquido injetado para fora do músculo.
Formas de Apresentação da Medicação Injetável
- Aquosa (ex. Voltaren)
- Oleosa (ex. Perlutan)
- Líquida com pó em suspensão (ex. Benzetacil)
- Pó (ex. Despacilina e Tilatil)
Sala de Aplicação
Deve possuir área física bem iluminada, bem ventilada e deve conter:
- Pia
- Sabão líquido ou em barra
- Papel Toalha
- Álcool 70° ou álcool swabs
- Algodão
- Bancada para preparar as injeções
- Lixeira
- Cadeira
- Garrote
- Seringas e agulhas descartáveis
Cuidados Gerais na Administração de Injetáveis
Para maior segurança, tanto para o aplicador quanto para o cliente, peça a receita médica na hora de aplicar injeções. Observe os seguintes itens: nome e n° do CRM do médico, nome do cliente, data, nome do medicamento, dosagem, via de aplicação e concentração, se houver.
Termos Técnicos em Aplicações de Injeções
Anti-Sepsia – é a redução de germes e eliminação de partículas de sujeira da pele através do uso de anti-sépticos como álcool, água oxigenada e outros.
Contaminação – significa levar para um material, medicamento, ambiente ou organismo vivo partículas de sujeira, pó, micróbios etc.
Desinfecção – é o processo pelo qual reduzem-se os micróbios do ambiente e dos materiais através do uso da fervura ou soluções desinfetantes, como álcool e outras.
Esterilização – é um processo radical onde todos os germes presentes no material são eliminados, assim como qualquer partícula de sujeira. Tanto a medicação injetável quanto as seringas e agulhas são esterilizadas.
Germes ou Micróbios – estão presentes na pele, no ar, nos objetos e gotículas de saliva. Sem os devidos cuidados de higiene, eles podem ser introduzidos no organismo através da injeção, causando infecção em pessoas predispostas. São os chamados abscessos por contaminação, com presença de pus.
Infecção – é a penetração e proliferação de germes no organismo. As pessoas mais sensíveis são as crianças, idosos, portadores de câncer, aidéticos e pessoas muito estressadas.
A falta dos devidos cuidados higiênicos no preparo ou na aplicação da injeção pode causar infecção.
Descarte do Material Utilizado
- Após a aplicação, descarte a seringa e a agulha em coletores feitos especialmente para este fim, de paredes rígidas.
- Nunca jogue agulhas descobertas em sacos plásticos.
- A agulha também não deve ser desconectada da seringa para evitar riscos de acidente com o aplicador.
- Os protetores das agulhas não devem ser nelas recolocados.
- Descarte materiais somente até o limite recomendado no DESCARTEX.
- Para o descarte final do coletor, transporte o DESCARTEX fechado, segurando somente pela a alça e afastado do corpo.
Noções Básicas Sobre Portaria 344
3.1.1 – Notificação de Receita A
- De cor amarela.
- Confeccionada e fornecida pela autoridade sanitária.
- Prescrição dos medicamentos à base das substâncias das listas:
A1, A2 e A3.
- Válida em todo o território nacional desde que acompanhado de justificativa.
- Deve ser preenchida de forma legível, sendo a quantidade dos medicamentos prescritos em algarismos arábicos e por extenso.
- A farmácia ou drogaria só pode aviar ou dispensar quando todos os itens da receita e da notificação de receita estiverem devidamente preenchidas e assinadas pelo profissional prescritor.
- A notificação será retida na farmácia/drogaria e a receita devolvida ao paciente com carimbo (anexo 1 – modelo de carimbo).
- Vale por 30 dias após a sua emissão.
- Podem conter, no máximo, 5 (cinco) ampolas e para as demais formas farmacêuticas de apresentação, a quantidade correspondente a 30 (trinta) dias de tratamento.
- Pode ser prescrito acima das quantidades previstas, devendo o prescritor anexar justificativa indicando com CID da doença ou diagnóstico, posologia, data e assinatura.
- No caso de formulações magistrais, as formas farmacêuticas deverão conter, no máximo, as concentrações que constam na literatura nacional internacional oficialmente reconhecidas.
O profissional prescritor, para receber o talonário, deve se dirigir à autoridade sanitária para o preenchimento da ficha cadastral, munido de carteira de identidade expedido pelo conselho profissional e comprovante de residência. O cadastramento pode ser feito por pessoa devidamente autorizada. Após o cadastramento, o profissional pode requerer o talonário.
No ato do recebimento do talonário, o profissional, ou portador, deve levar o carimbo que será aposto na presença da autoridade sanitária, em todas as folhas do talonário no campo “Identificador do Emitente”.
SIAP344 – Guia para Prescrição e Dispensação
3.1.2 – Notificação de Receita B
Para Uso Humano e Uso Veterinário
- De cor azul.
- Impressa às expensas do profissional ou instituição.
- Prescrição dos medicamentos à base das substâncias das Listas B1 e B2.
- Válida apenas na unidade federativa que concedeu a numeração.
- Nos campos UF, NÚMERO, IDENTIFICAÇÃO DO EMITENTE, DADOS DA GRÁFICA, NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO e a NUMERAÇÃO CONCEDIDA devem estar impressas.
- Pode haver prescrição acima das quantidades previstas, devendo-se para tanto o prescritor anexar justificativa indicando o CID da doença ou diagnóstico, posologia, data, assinatura e carimbo.
- Pode conter apenas uma substância ou medicamento que a contenha.
- Devem vir acompanhada da receita comum.
- A receita comum deve receber os carimbos (Anexo 1 - Modelo de Carimbo).
- A notificação fica retida na farmácia e a receita devolvida ao paciente.
- Antes de confeccionar esta Notificação de Receita, deve o interessado solicitar à Autoridade Sanitária autorização e numeração (intervalo numérico) para confecção do talonário.
- O rodapé da notificação deve conter os dados da gráfica (razão social, CGC e endereço), o intervalo numérico concedido pela Vigilância Sanitária local e o número da autorização.
- Válida por 30 dias após sua emissão.
- Cada notificação pode conter, no máximo, 05 ampolas ou o suficiente para 60 dias de tratamento nas demais formas farmacêuticas (comprimidos, solução e xaropes orais etc).
- É proibido fórmulas contendo associações medicamentosas das substâncias anorexígenas entre si ou com ansiolíticos, diuréticos, hormônios ou extratos hormonais e laxantes, bem como quaisquer outras substâncias medicamentosas.
- É proibido associações medicamentosas de substâncias ansiolíticas associadas a substâncias simpaticolíticas ou parasimpaticolíticas.
SIAP344 – Guia para Prescrição e Dispensação
3.2.1- Receita Controle Especial
- Válida em todo o território nacional por trinta dias após a sua emissão.
- Deve ser preenchida em duas vias.
- Destina-se aos medicamentos à base das substâncias das Listas C1 e C5.
- Deve ser preenchida de forma legível, sem rasuras ou emendas, a quantidade em algarismos arábicos e por extenso.
- Só pode ser dispensada ou aviada quando todos os itens estiverem devidamente preenchidos.
- Em 72 horas, as farmácias ou drogarias devem apresentar as receitas de controle especial provenientes de outras Unidades Federativas à Autoridade Sanitária.
- A 2ª via deve ser devolvida ao paciente contendo carimbo do estabelecimento atestando o aviamento/dispensação.
- Os medicamentos das listas C4 (antiretrovirais) devem ser dispensados no âmbito do SUS por formulário próprio fornecido pelo Programa DST/AIDS ou na Receita de Controle Especial quando para aquisição em farmácia ou drogaria.
- Os antiretrovirais só podem ser prescritos por profissionais médicos.
- Cirurgiões dentistas e veterinários só podem prescrever para uso odontológico e veterinário, respectivamente.
- Cada receita poderá conter até 03 (três) substâncias ou medicamento das Listas C1 e C5.
- De cada uma das substâncias ou medicamentos poderão ser prescrito até 05 (cinco) ampolas ou o suficiente para 60 (sessenta) dias de tratamento, quando em outra forma farmacêutica.
- Para os antiretrovirais podem conter, cada receita, até 05 (cinco) medicamentos.
- antiparkinsonianos e anticonvulsivantes podem ser prescritos para até 06 meses de tratamento.
- Acima das quantidades previstas, o prescritor deve anexar justificativa com CID ou diagnóstico, posologia, datando e assinando as duas vias.
Procedimento do Balconista:
É de responsabilidade do balconista:
- Abordagem do cliente no meio da loja.
- Prestar um bom atendimento a todos os clientes.
- As expressões: senhor (a), bom dia, como vai, até logo, muito obrigado, posso lhe ajudar, estamos às suas ordens, devem fazer parte constante do vocabulário.
- Para evitar vendas erradas, toda a receita deverá ser lida por dois balconistas, mesmo que a receita esteja legível.
Em caso de dúvida, consultar o FARMACÊUTICO. Persistindo a dúvida, ligar para o médico.
- Anotar as faltas e encomendas de produtos.
- Não é permitida a aplicação de injeções sem a apresentação da receita. Antes da aplicação, o balconista deverá apresentar o medicamento e a receita para o FARMACÊUTICO confirmar.
- Retirada dos produtos a vencer, com 90 dias de antecedência (a critério da loja).
- Auxiliar na limpeza e organização da filial, principalmente prateleiras, gôndolas e sala de aplicação.
Dicas sobrePrescrição/Dispensação
Conceitos Básicos
Medicamento: Substância química capaz de promover no organismo ação preventiva, curativa, paliativa ou diagnóstica.
Medicamento Simples: É aquele que contém em sua fórmula um único sal.
Medicamento Composto: É aquele que contém em sua fórmula dois ou mais sais.
Princípio Ativo/Sal: Substância que irá exercer a ação terapêutica no organismo.
Dose: Quantidade do medicamento que deverá ser aplicada ou tomada, por vez.
Dosagem/Concentração: É a quantidade do princípio ativo no medicamento, ou seja, princípio ativo + excipiente/veículo.
Excipiente/Veículo: Substância que não possui ação terapêutica e que tem por função dar forma e volume ao medicamento.
Excipiente : Forma farmacêutica sólida
Veículo : Forma farmacêutica líquida
Forma Farmacêutica: São várias formas de industrialização do medicamento (comprido, pomada, xarope, etc)
Reações Adversas: Efeitos indesejados causados pelo medicamento em uso.
Efeitos Colaterais: Possíveis reações que poderão ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfico ou maléfico.
Uso Interno: Todo o medicamento que é engolido, ou seja, passa por todo o sistema digestivo.
Uso Externo: Todo o medicamento que não é engolido.
Ação Local: Região onde o medicamento fará efeito, sem cair na corrente sangüínea.
Ação Sistêmica: O medicamento precisa cair na corrente sangüínea para fazer efeito.
Apresentação: São as várias formas em que os medicamentos são embalados (envelope, ampola, blíster etc)
Medicamentos de Ação Rápida: São aqueles que após a sua administração apresentam efeitos rápidos.
Vias de Ação Rápida:
Sublingual – administração debaixo da língua.
Endovenosa – administração direto na veia.
Retal – administrados pelo reto (ânus).
Vaginal – administrado pelo canal vaginal.
Parenteral: É a administração do medicamento através dos injetáveis: Endovenosa, muscular, subcutânea e intradérmica.
Características Diferenciais Entre
Algumas Formas Farmacêuticas
Loção: Medicamento composto por água, álcool, glicerina, sorbitol e o princípio ativo.
Creme: Forma farmacêutica de consistência mole destinada ao uso tópico e difere das pomadas por possuir grande quantidade de água em sua formulação, e por isso apresenta absorção mais rápida. Ideal para lesões úmidas.
Pomadas: Forma farmacêutica de consistência mole e oleosa destinada ao uso tópico. Devido a sua oleosidade, a absorção do princípio ativo pode ser mais lenta, porém de efeito local mais prolongado. Possui poder hidratante e é ideal para lesões secas.
Gel: Forma farmacêutica que possui grande quantidade de água em sua formulação, o que proporciona uma absorção mais rápida se comparar com creme e pomada. O Gel em si não é absorvido pela pele, sendo utilizado quando a pele do indivíduo for oleosa.
Pasta: Forma farmacêutica de consistência pastosa para uso externo.
Emulsão: Forma farmacêutica líquida com base aquosa e oleosa contendo o princípio ativo em uma delas.
Supositório: Forma farmacêutica sólida ou semi–sólida de formato cilíndrico ou ovulado destinado à aplicação retal.
Óvulo: Forma farmacêutica de uso vaginal, cujo os princípios ativos são incorporados à gelatina fundida e moldados em formas específicas.
Colutório: Forma farmacêutica líquida destinada à higiene bucal (anti-sépticos orais). Não devendo ser engolido.
Licor/Elixir: Misturas hidroalcoólicas açucaradas. O termo licor é utilizado quando ligado à frutas.
Tintura: Forma farmacêutica líquida à base de água e álcool. Processo de extração a partir da planta seca.
Alcoolatura: Processo de extração a partir de planta frescas.
Extratos: São alcoolaturas ou tinturas padronizadas utilizadas na concentração do fármaco.
Colírio: Forma farmacêutica líquida e estéril destinada ao uso oftálmico.
Enema: Forma farmacêutica líquida de uso retal. São divididos em medicamentoso e laxativo.
Laxativo/purgativo – utilizado para estimular a eliminação das fezes. O purgativo é o laxativo usado em maior quantidade.
Medicamentoso – utilizado para fazer tratamento de infecções a nível de intestino.
Pó: Forma farmacêutica em que o princípio ativo encontra-se pulverizado, podendo ser destinado ao uso interno ou externo.
Adesivo Tópico: Adesivo de material poroso que libera lentamente o medicamento através da pele.
Xarope: Forma farmacêutica líquida resultante da mistura de água e açúcar, podendo conter também edulcorantes (morango, framboesa).
Suspensão: Forma farmacêutica heterogênea, resultante da mistura de líquidos ou líquidos e sólidos.
Solução: Forma farmacêutica líquida homogênea, resultante da mistura de líquidos ou líquidos sólidos.
Injetáveis: Formas farmacêuticas estéreis para uso parenteral.
Comprimido Simples: Forma farmacêutica sólida resultante da compressão de vários pós (princípio ativo + excipiente). Apenas os comprimidos sulcados poderão ser cortados.
Comprimido Mastigável: Forma farmacêutica absorvida pela mucosa bucal, não reagindo com o suco gástrico.
Comprimido Sublingual: Comprimido de ação rápida.
Comprimido Vaginal: Comprimido revestido por uma película de gelatina glicerinada para uso na vagina.
Comprimido Tamponado: Comprimido laqueado por uma película protetora de hidróxido de alumínio ou hidróxido de magnésio, permitindo a utilização deste medicamento por pessoas que sofram de gastrite ou úlcera.
Comprimido Fervescente: Composto por talco, amido, lactose e bicarbonato de sódio ou carbonato de cálcio + princípio ativo.
Comprimido Revestido: Comprimido que passou por um processo de revestimento com açúcar.
Drágea: Forma farmacêutica sólida cujo o núcleo é um comprimido que passou por um processo de revestimento com açúcar e corante (drageamento).
Cápsulas: Forma farmacêutica constituída de um invólucro de gelatina, que contém em seu interior os excipientes + princípios ativos. Podendo ser:
Moles: contém medicamento oleoso
Duras: Contém medicamentos granulados ou pós.
Oros: Sistema oral de liberação osmótica. É uma cápsula não absorvível, contendo um pequeno orifício que libera gradativamente a substância e que no final é eliminado pelas fezes.
Comentários: O encapsulamento e o drageamento tem por finalidade mascarar o sabor, odor, proteger a mucosa gástrica de substâncias irritantes e, ainda, evitar que o princípio ativo seja destruído pelo suco gástrico.
Significado das Siglas nos Medicamentos
CR: Liberação Controlada
D: Disperssível
DEPOT: Ação Prolongada
DI: Desagregação Instantânea
DL: Desagregação Lenta
DURILES: Desintegração Equilibrada
L: Lenta
LP: Liberação Prolongada
M: Mista
N: Normal
U: Ultra Lenta
R: Regular
OROS: Sistema Oral de Liberação Osmótica
PLUS: Algo Mais ou Dosagem Mais Forte
Q.S.P: Quantidade Suficiente Para
REPETABS: Tablete Duplo de Repetição
RETARD: Ação Retardada
SPANDETS: Comprimido Especial de Liberação Controlada
SR: Liberação Lenta
TTS: Sistema Terapêutico Transdérmico
Abreviaturas Mais Encontradas nas Prescrições
A/O: Ambos os Olhos ou Ouvidos
AMP: Ampola
CC: Centímetro Cúbico
CÁPS: Cápsulas
COMP: Comprimidos
DRG: Drágea
ENV: Envelope
EV/IV: Endovenosa/Intravenosa
FLAC: Flaconete
G/GR: Grama
MG.: Miligrama
GTS: Gotas
INJ: Injetável
H202: Água Oxigenada
ID: Intradérmica
IM: Intramuscular
KCL: Cloreto de Potássio
NACL: Cloreto de Sódio
KMN04: Permanganato de Potássio
O/D: Olho ou Ouvido Direito
O/E: Olho ou Ouvido Esquerdo
SC: Subcutânea
S/N: Se Necessário
ACM: A Critério do Médico
U.I: Unidade Internacional
V.O: Via Oral
V.R: Via Retal
V.V: Via Vaginal
USO INT: Uso Interno
USO EXT: Uso Externo
Noções Básicas Para o Uso de Medicamentos
Sempre que avir uma receita, perguntar ao cliente se o médico o orientou. Caso não tenha recebido orientações, deverá presta-lhe, de forma segura, podendo solicitar o auxílio do FARMACÊUTICO.
Orientações:
Comprimido Simples
Tomar com bastante água
Tomar os antiinflamatórios de estômago cheio
Comprimido Sublingual
Colocar o comprimido debaixo da língua
Não ingerir líquidos ou alimentos durante 10 minutos
Comprimido Tamponado
Tomar o comprimido sem mastigar e com bastante água.
Comprimido Mastigável
Não Engolir
Mastigar até que o mesmo se desintegre totalmente na boca.
Comprimido Efervescente
Tomar dissolvido em um copo com água, esperando sua total dissolução. Nunca passar ou colocar para dissolver sobre a língua, uma vez que sua ação ácida pode provocar queimaduras de 1° grau na mucosa da boca.
Antibióticos
Nunca tomar fazendo uso de bebida alcoólica.
Nunca tomar junto com anti-ácidos.
Tomar com o estômago vazio, porém com bastante água.
Obedecer diariamente os horários e n° de dias de tomada. O desrespeito do horário e do tempo de tomada poderá permitir o retorno da infecção com muito maior resistência.
Drágea
Tomar com bastante água.
Nunca mastigá-las ou parti-las.
Lembre ao cliente que o princípio ativo não combina com suco gástrico, tendo de ser absorvido na mucosa intestinal.
Cápsulas
Tomar com bastante água.
Nunca abrir os dois cilindros. São películas de gelatina; seu rompimento irrita o tubo digestivo, principalmente em sua parte superior.
Comprimido/Creme Vaginal
Fazer higiene vaginal externa com água e sabão antes da aplicação.
Colocar no aplicador o comprimido ou creme.
Deitar em posição ginecológica (barriga para cima e pernas dobradas).
Afastar com uma das mãos os grandes e pequenos lábios.
Introduzir o aplicador até que o mesmo toque o fundo do canal vaginal
Empurrar o êmbolo.
Retirar o aplicador e permanecer na posição inicial por 3 minutos.
Lavar o aplicador e guardar na caixa, caso o mesmo não seja descartável.
Óvulos
Mesmas instruções usadas para comprimidos ou cremes vaginais, usando a dedeira no dedo indicador direito após ter lavado as mãos. Caso o invólucro do óvulo volte após 3 minutos, tendo o mesmo se rompido, basta jogar fora, uma vez que o medicamento já foi desintegrado no canal vaginal.
Supositório Infantil
Caso esteja mole ao aplicar, colocar na geladeira por 10 minutos.
Nunca cortar o supositório ao meio, por achar que o mesmo é grande.
Ele se molda no reto à medida que é introduzido.
Orientar para não fazer força ao evacuar.
Lavar as mãos.
Posicionar a criança de barriga para baixo.
Usar luvas para pegar o supositório.
Introduzir lentamente o supositório no reto, comprimindo as duas nádegas por 3 minutos.
Cremes Contendo Em Sua Formulação Cortisona
Só usar em áreas superficiais.
Não utilizar caso a pele esteja lesada, ou seja, ferida, pois ela poderá abrir ainda mais o ferimento.
Pomada
Só poderá ser aplicada em lesões limpas, sem pus ou infecção, devendo ser aplicada após remoção mecânica da secreção purulenta.
Suspensão
Colocar até a marca indicada no vidro: águas filtradas, minerais sem gás ou água fervida fria.
Homogeneizar (misturar) até dissolver todo o pó.
Caso após a mistura o volume fique abaixo da marca, não adicione mais água.
Administrar conforme orientações médicas.
Guardar na parte baixa da geladeira (porta).
Lembrar que após a reconstituição do pó o prazo de validade passa a ser apenas de 14 dias, devendo ser inutilizado.
Emplastro
Para ter efeito satisfatório, precisa ser trocado diariamente, pois sua ação dura apenas 24 horas.
Vitaminas A,D,E e K
São chamadas de lipossolúveis. Para a sua perfeita absorção, necessitam ser tomadas após a ingestão de alguma substância gordurosa. Ex. Pão com manteiga, leite, queijo etc.
Horário Padrão Para Administração de Medicamentos
De 06 em 06 horas: 6 – 12 – 18 – 24h
De 08 em 08 horas: 6 – 14 – 22h ou 7 – 15 –23h
De 12 em 12 horas: 8 – 20h
Diuréticos: 10h
Receita Médica
Não aviar se não tiver certeza.
Procurar o FARMACÊUTICO ou a gerência para tirar dúvidas.
Confirmar com outro colega, sem mostrar o medicamento, qual é o produto prescrito.
Ligar para o médico do cliente caso a dúvida não seja esclarecida.
Se receber a receita sem a dosagem do medicamento
(concentração), não sendo possível certificar-se da mesma, confirmar com o médico.
NUNCA dizer NÃO TENHO O PRODUTO, antes de confirmar com um colega, e também ver a possibilidade de encomendá-lo.
Classes Terapêuticas
Analgésicos
Conceito - medicamentos empregados para aliviar dor, sem causar a perda da consciência.
Os analgésicos são divididos em 2 grupos:
FORTES: utilizados para o tratamento de dores intensas. Ex: Tramal, Timasen, Sylador
FRACOS: utilizados para o tratamento de dores suaves e moderadas. Ex: Anador e Doril
Comentários: Ácido acetilsalicílico acima de 1g. Possui efeito antiinflamatório; dipirona possui efeito anti-espasmódico, cafeína potencializa o efeito analgésico e diminui a sonolência.
Antitérmicos
Conceito – são medicamentos utilizados para aliviar os estados febris, que podem ser causados por inflamações, desidratações e moléstias infecciosas. Ex. Paracetamol, Dipirona e AAS.
Antigripais
Conceito – são medicamentos utilizados para aliviar os sintomas das gripes e resfriados. Geralmente associados, reúnem em sua fórmula analgésicos, antitérmicos, vitamina C e descongestionantes nasais. EX. Coristina D, Apracur e Cheracap.
Antiácidos
Conceito – são medicamentos utilizados para combater o excesso de ácido clorídrico no estômago. No processo digestivo, o estômago produz o ácido clorídrico, além de outras substâncias. Devido a alguns distúrbios, há indivíduos que passam a produzir esse ácido em excesso, provocando dor, queimação (Azia) etc.
Comentários: Os antiácidos aqui citados possuem ação local e praticamente não são absorvidos no intestino, sendo eliminados nas fezes. Os antiácidos de ação local neutralizam rapidamente o excesso de ácido clorídrico do suco gástrico, diminuindo a acidez. EX. AL (OH) + 3HCL - ALCL3 – 3H2O
Reeducadores Intestinais
Conceito – são medicamentos utilizados para regular a função normal do intestino. São compostos ricos em fibras, normalmente derivados de frutas como mamão, ameixa e tamarindo. Ex. Trifibra Mix, Fiber Bran, Naturetti.
Laxativos e Purgativos
Conceito – são medicamentos que facilitam a eliminação das fezes através de mecanismos variados. São os medicamentos somente variando a dosagem, ou seja, os purgativos são laxantes em maior quantidade.
Mecanismo de ação: aumentam o peristaltismo intestinal – Dulcolax, Gutalax e Laxol.
Lubrificam e estimulam a contração do reto – Sup. De Glicelina
Aumentam o volume do bolo fecal – Fleet enema
Antiflatulentos
Conceito – são medicamentos utilizados para eliminação de gases formados pelo trato gastrointestinal. Os gases são formados normalmente no processo de digestão dos alimentos. Em alguns casos, há formação exagerada de gases devido a problemas associados à alimentação errada, mal funcionamento do estômago e intestinos e, ainda, mastigação incorreta dos alimentos. Ex. Dimeticona
Antiespasmódicos
Conceito – são medicamentos utilizados para diminuir a freqüência e a força de contração da musculatura lisa, aliviando assim a dor. Ex. Buscopan e Atroveran
Comentários: Espasmos são contrações involuntárias da musculatura lisa (estômago, intestino, útero e bexiga)
Rehidratantes Orais
Conceito – são substâncias utilizadas para repor rapidamente água e sais minerais essenciais ao organismo, que passam por processo de desidratação. Ex. Pedialyte, Rehidrat e soro caseiro.
Hepatoprotetores
Conceito - são medicamentos utilizados para a proteção das células do fígado e contribuem para o equilíbrio funcional do mesmo.
Modo de ação: de maneira simplificada, os hepatoprotetores são substâncias ricas em aminoácidos que são usados pelo fígado na produção de enzimas que irão degradar o álcool e as gorduras ingeridas. São exemplos de hepatoprotetores:
Epocler: Associação de vit. B6 (piridoxina) e aminoácidos
Metiocolin, Xantinon: Vit. B2 e aminoácidos
Eparema:, Cáscara sagrada, Boldo: São colagogos (promovem a excreção da bile armazenada na vesícula biliar) e coleréticos (estimulam a produção da bile pelo fígado)
Antimicóticos e Fungicidas
Conceito – são medicamentos usados no combate a infecções causadas por fungos. Esses medicamentos são amplamente utilizados na clínica humana e veterinária.
Anti-Séptico
Conceito – são substâncias utilizadas para destruir ou inibir o crescimento de microorganismos. São aplicadas principalmente na pele ou nas mucosas. Podem ser para:
Higiene Bucal: Cepacol, Flogoral, Listerine e etc.
Higiene Ocular: Água boricada, Colírios como Leri, Lavoolho
Higiene da Pele: Dermacyd, Proderm, Água Oxigenada.
Anti-Seborréicos
Conceito – são medicamentos destinados a diminuir o acúmulo de gorduras (oleosidade) da pele e do couro cabeludo. São exemplos:
Acne-aid wash, Salisoap sabonete e Dermotivin sabonete (para remover a oleosidade da pele), Denorex, Selsun azul, Polytar etc (para o couro cabeludo).
Comentários: AAS: Limpa e descama
Selênio: Antifúngico
Enxofre: Diminui a Oleosidade
Pediculicidas
Conceito – são substâncias utilizadas no tratamento da infestação parasitária da pele causada pelo o piolho, que pode ocorrer na cabeça, no corpo e na região genital. São exemplos de pediculicidas:
Específico para a cabeça: Kwell, Toppyc
Específico para o corpo e região genital: Arcasan sabonete e Miticoçan sabonete.
Descongestionantes
Conceito – o descongestionante alivia a congestão nasal, diminui a coriza e ressaca a mucosa nasal.
Comentários: O uso prolongado pode provocar inchaço, que é o efeito contrário do desejado, além do ressecamento da mucosa nasal. Não usar por mais de 5 dias consecutivos.
Testes e Diagnósticos
Conceito – são substâncias usadas para examinar o organismo quanto ao desempenho de suas funções. Normalmente, são usados para detectar alterações no organismo. Ex. Predictor e Glicofita.
Vitaminas
Conceito- são substâncias essenciais para o bom funcionamento do organismo. Em geral, são obtidas através de uma dieta alimentar adequada e são necessárias em pequenas quantidades. Alguns produtos apresentam apenas uma ou várias vitaminas associadas. A falta de vitaminas no organismo pode resultar de dietas inadequadas devido à pobreza, ignorância, tabus alimentares, dentição insatisfatória, má absorção alimentar, necessidade aumentada como em mulheres grávidas, lactação, crescimento e certas doenças como o raquitismo.
Comentários: O uso abusivo, além de ser caro, pode levar a manifestações tóxicas e a reações adversas que são específicas para cada vitamina.
VIT. A – Pele, Cabelo, Visão
VIT. B – Musculatura e Nervos, além de participar na formação das hemácias
VIT. C – Radicais Livres e Imunidade
VIT. D – Absorção de Cálcio
VIT. E – Radicais Livres e Fertilidade
VIT. KI – Coagulação
Anti-Anêmicos
Conceitos – São medicamentos usados no combate à anemia. No caso específico da anemia ferropriva, estes medicamentos suprem a carência de ferro no organismo (sulfato ferroso).
Algumas causas da deficiência de ferro: Absorção deficiente, aumento da necessidade (gravidez, lactação e crescimento) e perdas (hemorragias e verminoses ).
Comentários: No sangue existem células chamadas hemácias, entre outras. No interior das hemácias existe uma substância chamada hemoglobina, no qual o ferro é indispensável à sua formação. A principal função da hemoglobina é o transporte de oxigênio para as células do nosso corpo. O ferro é obtido através da dieta alimentar balanceada, pois não é produzido pelo nosso organismo. Portanto, a sua deficiência causa a anemia do tipo ferropriva. Existem ainda outros tipos de anemia, causadas pela deficiência de vit. B12 ou ácido fólico (anemia megaloblástica) e por fatores hereditários (anemia falciforme).
Antibióticos
Conceito – são compostos químicos produzidos por seres vivos e modificados quimicamente em laboratórios, sendo capazes de inibir ou destruir as bactérias.
Comentários: Infecção é a agressão causada por um microorganismo, geralmente bactérias e fungos, ao nosso organismo. O uso de antibióticos prejudica a flora intestinal, podendo causar diarréia. Infecções causadas por BACTÉRIAS GRM POSITIVAS são mais comuns no sistema respiratório e as causadas por GRAM NEGATIVAS, no sistema urinário.
Antiinflamatórios
Conceito – são medicamentos utilizados para amenizar sintomas como febre, dores e edemas decorrentes de uma agressão ao organismo. Existem, basicamente, duas classes de antiinflamatórios:
ESTEROIDAIS – Cortisonas (dexametasona, Hidrocortisona etc)
NÃO-ESTEROIDAIS – Cataflan, Piroxican etc.
Corticosteróides
Conceito – o cortisol ou hidrocortisona é o principal corticóide (hormônio) produzido pelo organismo. Ele serve para a síntese de outros corticóides mais potentes. A ação antiinflamatória do corticóide se deve ao fato deste impedir a produção de substâncias mediadoras da inflamação. Os corticóides prejudicam o processo de cicatrização do organismo, visto que este está intimamente ligado ao processo inflamatório.
Antialérgicos
Conceito – são medicamentos usados principalmente para o controle de certas afecções de fundo alérgico.
Comentários: Os antialérgicos podem pertencer a uma das seguintes classes de medicamentos: anti-histamínicos, glicocorticóides e outros fármacos como a epinefrina e a pseudoepinefrina.
O cloridato de fexofenadina é o único anti-histamínico não sedativo, pois o mesmo não atravessa a barreira hemato-encefálica.
Antidiarréicos
Conceito – a diarréia é a eliminação das fezes numa consistência mais líquida. Os antidiarréticos são medicamentos usados no tratamento da diarréia resultante de infecções, ingestão de alimentos estragados, alergias etc.
Comentários: Kaomagma – recupera a consistência do bolo fecal
Floratil – recupera a flora intestinal
Imosec – diminui a motilidade intestinal, usado em diarréias de origem emocional ou não infecciosa.
Emolientes
Conceito – usados para suavizar/lubrificar a pele e a mucosa exercendo ação protetora. Exemplo: óleo de amêndoas, manteiga de cacau.
Comentários: Há também os emolientes utilizados para remover o excesso de cera do ouvido, como o Cerumim e Oticerin.
Otológicos
Conceito – São medicamentos utilizados em dores de ouvido que podem estar geralmente associados a infecções. Ex. Lidosporin, Otosynalar etc.
Antieméticos
Conceito – são drogas que impedem ou aliviam sintomas de ânsia de vômito. O vômito é um mecanismo normal de defesa do organismo.
Comentários: em caso de vômito e diarréia concomitantemente dá-se preferência à metoclopramida, por ter efeito estimulante sobre o trato gastrointestinal, isto é, dificulta o vômito mas facilita o funcionamento intestinal, não prejudicando assim o esvaziamento gástrico.
Disfunção Prostática
Conceito – são medicamentos utilizados quando há um aumento benigno da próstata, ou seja, (HIPERTROFIA BENIGNA DA PRÓSTATA). Ex. Proscar, Finasterida.
Comentários: A Finasterida age inibindo o hormônio diidrosterona responsável pelo crescimento da próstata.
Miorrelaxantes
Conceito – são medicamentos utilizados para o relaxamento da musculatura esquelética. A contração da musculatura deve-se à tensão, ansiedade ou lesões ortopédicas. Existem dois tipos de miorrelaxantes:
MIORRELAXANTES CENTRAIS – agem no SNC controlando o tônus muscular. Ex. Dorflex.
MIORRELAXANTES PERIFÉRICOS – normalmente associados com anestésicos.
Vermífugos
Conceito – para combate aos vermes, pela expulsão ou destruição. Ex. Ascaridil.
Tricomonicidas
Conceito – medicamento utilizado para combater a infecção causada pelo TRICOMONAS.
Comentários: A tricomiase é uma doença causada por infecção parasitária do trato intestinal ou genito-urinário. A transmissão pode ser direta, através do ato sexual, ou indireta, através de artigos de toalete.
Antiulceroso
Conceito – são medicamentos utilizados no tratamento de úlceras pépticas, gástricas e duodenais, bem como no tratamento de esofagite de refluxo e hemorragia gastrointestinal. Atuam reduzindo a secreção do suco gástrico basal e também após a refeição.
Colírios e Pomadas Oftálmicas
Não se trata de uma classe terapêutica, mas simplesmente de um conjunto importante de medicamentos utilizados para o tratamento de inúmeras patologias que acometem a região ocular.
Conceito – são medicamentos que têm a função de combater alergias, inflamações, infecções ou qualquer outra patologia que ocorra na região dos olhos. São formas estéreis que, após abertas, devem ser usadas por um curto espaço de tempo e descartada a seguir, evitando assim contaminações.
O conservante utilizado no Lacrima (cloreto de bensalcônio) não permite o seu uso por pessoas que usam lentes de contato do tipo gelatinosa. No entanto, tais pessoas podem fazer uso do Lacrima Plus.
Broncodilatadores
Conceito – medicamentos que promovem uma maior expansão pulmonar, ou seja, broncodilatação, aliviando assim crises de asma e bronquite.
Alguns Broncodilatores:
- Agonistas B-adrenérgicos – Reveni, Berotec e Aerolin
O efeito colateral mais comum é a taquicardia, principalmente em crianças, sendo preferível seu uso através de inalação.
- Metilxantinas – aminofilina e teofilina
Possuem ação mais lenta quando tomadas por via oral. Em asma moderada são usados em associação com outros broncodilatadores.
Antitussígeno / Expectorantes
Conceito – os antitussígenos são medicamentos que ajudam a reduzir a freqüência da tosse e os expectorantes servem para eliminar o catarro. A tosse é um reflexo natural de proteção e sua função é expelir substâncias irritantes ou excesso de secreção do trato respiratório.
A sua origem pode ser alérgica, irritativa, infecciosa e de origem psicológica (geralmente em crianças).
Digestivos
Conceitos: agem estimulando a motilidade propulsora gastrointestinal, estimulando a produção e liberação da bile e enzimas pancreáticas ou mesmo fornecendo estas enzimas diretamente.
Comentários: a má digestão pode ocorrer devido a deficiência de varias substâncias participantes do processo digestivo como ácido clorídrico e enzimas necessárias para a degradação dos alimentos, ou por problemas na motilidade do aparelho digestivo.
Anestésicos
Conceito: são substâncias capazes de provocar insensibilidade geral ou local, para que o paciente não sinta dor. A grande maioria é de uso específico durante procedimentos médicos ou odontológicos.
Antidiabéticos
Conceito: são medicamentos utilizados para controlar os níveis de glicose no sangue.
Ex. Glibenclamida – estimula a liberação endógena de insulina
Glucobay – retarda a absorção da glicose pelo o organismo.
Comentário: Tais medicamentos podem provocar várias reações adversas como coceira, diarréia, alergias, distúrbios visuais e etc.
Alguns tipos de diabetes:
- Diabete Tipo 1 – insulino-dependente – normalmente congênita ou logo nos primeiros anos de vida.
- Diabete Tipo 2 – não insulino-dependente – ocorre na idade adulta. Pode ter como origem a hereditariedade, fatores emocionais, problemas de obesidade e crescimento.
Anticolesteral
Conceito: são medicamentos utilizados para reduzir os níveis de gordura no sangue, ou seja, colesterol e triglicérides. A origem da doença pode ser hereditária e por alimentação rica em gorduras.
Anti-Hipertensivos
Conceito: medicamentos utilizados para controlar a pressão arterial.
Ex. Divelol e Carduran – inibidores adrenérgicos
Vascase e Capoten – inibidores da ECA
Comentários: deve-se tentar o controle da pressão arterial primeiramente por modificação do estilo de vida, redução de peso, restrição ao consumo de sal, abstenção do fumo, aumento de atividades físicas. Se tudo isso não adiantar, recorre-se ao uso de diuréticos isoladamente ou em associação com outros anti-hipertensivos.
Diuréticos
Conceito – são substâncias que estimulam a excreção de alguns íons e diminuem a reabsorção de água nos túbulos renais, aumentando assim a eliminação de água do organismo.
Comentários: São medicamentos utilizados no alívio de edemas e como coadjuvante no controle da hipertensão bem como insuficiência cardíaca congestiva crônica, insuficiência renal crônica e hipercalcemia.
Alguns diuréticos:
- Depletores de potássio – clortalidona e hidroclorotiazida – podem causar hipopotassemia e, por isso, muitas vezes são tomados juntamente com sais de potássio.
- Poupadores de potássio – espirolactona – diminuem a excreção de potássio e a reabsorção de sódio.
- Diuréticos de alça – furosemida - também chamados de diuréticos de alta potência.
Cardiotônicos
Conceito – são medicamentos que aumentam a força de concentração do coração e controlam a velocidade dos batimentos cardíacos. Exemplo: Digoxina e Ancoron.
Comentários: Insuficiência Cardíaca – o coração bate devagar
Arritmia – o coração bate descompassado
Vasculares
Anti-hemorrágicos: evitam as hemorragias – o perigo de hemorragias aparece quando o organismo não produz os anti-hemorrágicos naturais (principalmente a Vit. K1) de maneira suficiente. Ex. Kanakion e Ergotrate.
Circulatórios: servem para controlar a circulação do sangue, tentando evitar a formação de hemorróidas e varizes. Ex. Venocur triplex e Venalot.
Vasodilatadores: aumentam o diâmetro dos vasos. São usados principalmente para anginas e dor forte no peito, e tratam a insuficiência cardíaca congestiva. Ex. Adalat e Sustrate.
Antineoplásicos
Conceito – são quimioterápicos usados no tratamento do câncer. O objetivo do seu emprego é a destruição seletiva das células tumorais. Ex. Alkeran e Zoladex
Comentários: Neoplasia é uma massa de células anormais que se desenvolvem de maneira desordenada. Hoje em dia é muito comum a utilização de associações de quimioterápicos, evitando assim o desenvolvimento de células resistentes num curto espaço de tempo e procurando também resultados mais eficientes.
Anticoagulantes
Conceito – são agentes que prolongam o tempo de coagulação do sangue. São usados em diversos distúrbios cardiovasculares, tais como infarto do miocárdio, embolia pulmonar, doença vascular cerebral periférica e trombose. Ex. Marevan, Heparina Sódica e Clexane.
Comentários: O coágulo é uma rede de finíssimas fibras que são formadas pelo próprio organismo. A formação do coagulo envolve uma série de reações e de substâncias.
Anti-Herpéticos
Conceito - medicamentos de ação paliativa usados para diminuir os sinais e sintomas do herpes. O herpes é uma doença sem cura causada pelo o vírus herpex, muito comum no ser humano, mas que só se manifesta com baixa resistência imunológica. Caracteriza-se por lesões da pele e mucosas.
Comentários: Nunca utilizar pomadas à base de cortisona em herpes, pois pode ocorre piora do quadro clínico.
Orexígenos
Conceito – são medicamentos utilizados para estimular o apetite. EX. Carnabol, Profol etc.
Hormônios
Conceito – são substâncias secretadas por glândulas e liberadas na corrente sangüínea para que possam atingir os tecidos onde irão exercer seus efeitos.
Alguns hormônios:
- Hormônio do Crescimento – chamado somatropina, é produzido pela hipófise e sua deficiência durante a fase de crescimento pode gerar nanismo.
- Hormônios Tiroidianos – T3 e T4, o exame do pezinho feito em lactentes tem como um dos objetivos a detecção precoce do hipotiroidismo, que deve ser tratado, evitando assim o cretinismo. Já o hipertiroidismo é tratado com fármacos antitiroidianos, que impedem a síntese do hormônio tiroidiano. Ex. Propiltiouracil.
Comentários: Quando o organismo não produz ou produz insuficientemente os hormônios é necessária a reposição hormonal, que é feita por substâncias sintéticas, ou seja, produzidas em laboratórios.
Anticoncepcionais
Conceito – são hormônios utilizados para evitar a fecundação (gravidez), no tratamento de algumas patologias ovarianas (cistos) bem como regular o ciclo menstrual. Ex. Gracial e Minulet.
Ovulatórios
Conceito – é um hormônio que atua no SNC no sentido de induzir a ovulação. Este medicamento pode induzir a liberação de 1 ou mais óvulos, aumentando as chances da mulher engravidar. Ex: Clomid e Serofene.
Antidepressivos
Conceito – são medicamentos que melhoram o humor.
Ex: Anafranil, cloridrato de clomipramida e Pondera.
Comentários: A depressão pode ser causada por distúrbios hormonais ou emocionais.
Ansiolíticos
Conceito – são medicamentos usados para diminuir a ansiedade.
EX: Alprazolan e Bromazepan.
Comentários: A ansiedade não tem origem definida, variando de pessoa para pessoa. Pode apresentar-se como um distúrbio do pânico (medo), de ansiedade ou pós-traumático.
Antiparkinsoniano
Conceito – são medicamentos utilizados para tratar os sintomas do mal de Parkinson.
Comentários: A doença de Parkinson deve-se à deficiência de uma substância existente no cérebro chamada DOPAMINA, que é responsável pela coordenação dos movimentos juntamente com a ACETILCOLINA (é preciso que ocorra o equilíbrio entre elas). A LEVODOPA, no sistema central, é convertida em DOPAMINA. O CLOR. DE BIPERIDENO promove a diminuição de ACETILCOLINA, restabelecendo assim o equilíbrio entre a mesma e a DOPAMINA.
Hipnóticos e Sedativos
Conceito – são usados para o tratamento de diversos tipos de insônia, tensão emocional, pois reduz a inquietação e induz o sono e a sedação. Agem deprimindo o SNC de maneira não seletiva ou geral. Em doses elevadas, são usados como hipnóticos e em doses menores como sedativos. Ex. Dormonid e Sonebon.
Neurolépticos
Conceito – são usados para o tratamento de pacientes com desorganização mental de pensamento e comportamento, como por exemplo: obsessão, mania de perseguição e no alívio de tensão emocional grave. Não curam, mas diminuem os sintomas da doença. Portanto, não são curativos, sua ação é primariamente e paliativa. Ex. Carbonato de lítio, baloperidona e risperidona.
Comentários: Neurose – distúrbio da pessoa com ela mesma.
Ex. mania de limpeza
Psicose – distúrbio da pessoa com a realidade.
Ex. ouvir vozes
Analgésicos Narcóticos
Conceito – são medicamentos utilizados para deprimir o SNC, ou seja, diminuem o ritmo cerebral que está acelerado. Ex: Fenobarbital e Fenitoína.
Comentários: A epilepsia caracteriza-se por crises de convulsão que são decorrentes de uma disritmia cerebral, levando a um equilíbrio das cargas elétricas, podendo ocorrer em intensidade e freqüências variadas.
Anorexígenos
Conceito – são medicamentos usados para reduzir o apetite e também agir corrigindo o fator emocional que leva à ingestão excessiva de alimentos.
Ex. Femproporex e Anfepramona.
Comentários: A obesidade é o excesso de gordura que fica armazenada no organismo proveniente de uma alimentação excessiva ou de distúrbios hormonais.
Interação Medicamentosa
Interação é uma reação química resultante da mistura entre dois ou mais medicamentos, formando uma terceira substância, com características indesejáveis ao organismo por causarem modificações na absorção, distribuição, biotransformação, excreção e até mesmo na ação de alguns fármacos, comprometendo a eficácia dos mesmos.
A Interação também se dá com a mistura de medicamentos e alimentos.
Classificação das Interações Medicamentosas
Didaticamente, costuma-se classificar as interações medicamentosas em dois grandes grupos:
a) INTERAÇÕES FARMACOCINÉTICAS – são as que ocorrem na absorção, distribuição, biotransformação ou excreção dos fármacos.
- Interações na Absorção dos Fármacos – quando fármacos interagem no organismo, um ou mais deles podem ficar insolúveis no estômago, impossibilitando a absorção. Também podem ocorrer alterações na motilidade intestinal ou um fármaco alterar o Ph gástrico ou entérico, comprometendo a absorção do outro fármaco.
- Interações na Distribuição dos Fármacos – alguns fármacos são distribuídos no organismo pela ligação a proteínas plasmáticas. Muitas vezes um fármaco pode comprometer a ligação de outro a essas proteínas, prejudicando a sua distribuição.
- Interações na Biotransformação dos Fármacos – a biotransformação dos fármacos no interior do organismo ocorre principalmente no fígado, através de reações bioquímicas catalisadas por enzimas. Determinados fármacos têm a capacidade de estimular a ação dessas enzimas (indutores enzimáticos) e outros de inibi-las (inibidores enzimáticos). Portanto, sua administração em conjunto com outros agentes pode provocar a indução ou inibição enzimática, levando à perda ou redução de ação do segundo fármaco ou, em alguns casos, acelerando sua excreção.
- Interações na excreção dos Fármacos – os fármacos são eliminados do organismo principalmente por via retal, através de mecanismos específicos. Quando ocorrem interações medicamentosas, alterações nesses mecanismos podem levar ao retardo ou aceleração da excreção dos fármacos, ocasionando modificações nas suas concentrações e possibilitando o prolongamento ou redução de sua ação.
b) INTERAÇÕES FARMACODINÃMICAS – são as que interferem na ação dos fármacos envolvidos, o que pode resultar na potencialização dos efeitos (Sinergismo) ou na exacerbação de um ou mais efeitos colaterais. Algumas interações podem gerar efeitos antagônicos (resultados opostos). Assim, quando dois fármacos atuam em um mesmo receptor no organismo e são administrados simultaneamente, pode ocorrer competição pelo receptor, comprometendo a ação terapêutica.
Comentários:
Substâncias que devem ser tomadas com estômago vazio e muita água:
- Cefalexina
- Tetraciclina
- Penicilina
- Eritromicina
- Pantomicina
- Compostos de Diazepam com Ergotamina e propantelina
Substâncias que não devem ser tomadas com leite:
- Sais de Ferro
- Bisacodil
- Antibióticos
Os antibióticos nunca devem ser misturados com Vitamina C ou qualquer substância que a contenha (sucos cítricos), pois a mesma inibe a ação dos antibióticos. O cálcio contido no leite reduz a absorção dos antibióticos.
Medicamentos que devem ser tomados junto com alimentos:
- Ácido Acetilsalicílico
- Fenitoína
- Metoclopramida
- Carisoprodol
- Amiodarona
- Reserpina
- Teofilina
- Cinarizina
- Prednisona
- Analgésicos
- Antiinflamatórios
Nunca misturar com outros medicamentos:
- Prometazina
- Diazepan
- Digoxina
- Dexametazona
- Cloreto de Potássio
Tais medicamentos quando associados formam precipitados e compostos indesejáveis ao organismo.
Nunca usar fazendo uso de bebidas alcoólicas:
- Analgésicos fortes
- Tranqüilizadores
- Anticonvulsivantes
- Neurolépticos
- Hipnóticos
- Anti–histamínicos
- Barbitúricos
- Antibióticos
Nunca misturar os seguintes medicamentos injetáveis:
AMPICILINA COM:
- Lincomicina
- Gentamicina
- Cloranfenicol
- Tetraciclina
- Liquemine
- Amicacina
- Hidrocortisona
- Oxitetraciclina
CEFALOTINA COM:
- Anti-histamínico
- Gentamicina
- Eritromicina
- Cálcio
- Amicacina
- Aminofilina
- Fenobarbital
- Liquemine
- Oxitetraciclina
- Penicilina G Potássica
- Pentobarbital
GENTAMICINA COM:
- Anfoterecina B
- Liquemine
- Cefalotina
- Ampicilina
- Penicilina G Potássica
- Oxacilina
- Carbenicilina
CLORANFENICOL/TETRACICLINA COM:
- Anfoterecina B
- Aminofilina
- Ampicilina
- Carbenicilina
- Cálcio
- Riboflavina
- Oxacilina
- Cefalotina
- Prometazina
- Hidrocortisona
OXACILINA COM :
- Complexo B
- Tetraciclina
- Gentamicina
- Tianfenicol
Observações importantes: Evite misturar um medicamento com outro na mesma seringa. Observe somente as associações recomendadas pelo médico.
Nesta parte são focalizadas algumas interações medicamentosas. Dado o seu grande número foram selecionadas aquelas mais importantes do ponto-de-vista clínico, relacionadas às drogas habitualmente usadas.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Antiinflamatórios não esteróides (em geral) Ácido Fólico Diminuição do efeito terapêutico dos antiinflamatórios
Anticoagulantes orais Aumento no risco de hemorragias
Anti-hipertensivos (bloqueadores beta e diuréticos) Redução do efeito
anti-hipertensivo
Diuréticos Insuficiência renal aguda em pacientes desidratados
Glicocorticóides (corticosteróides) Maior possibilidade de surgimento de efeitos colaterais indesejáveis
Heparina
(via parentera) Aumento no risco de hemorragias
Sais de Lítio A indometacina, cetoprofeno, ácido mefenâmico, clometacina, fenilbutazona, diclofenaco, piroxican e ibuprofeno aumentam as concentrações séricas de lítio em 30 a 60%
Anticonvulsivantes indutores enzimáticos (carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e primidona) em geral Anticoncepcionais orais (Associações estrógeno/ progestágenos) Diminuição da eficácia do anticoncepcional
Corticóides Diminuição da eficácia dos corticosteróides
Teofilina e derivados Diminuição das taxas plasmáticas e da atividade da teofilina
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Antidepressivos tricíclicos (em geral) Anticonvulsivantes Os antidepressivos tricíclicos favorecem o aparecimento de convulsões
Benzodiazepínicos (em geral) Cimetidina A administração de cimetidina e alguns benzodiazepínicos (alprazolam, clordiazepóxido, clorazepato, diazepam e triazolam) resulta em diminuição do clearence plasmático e aumento da meia vida plasmática e concentração destes benzodiazepínicos. Além disso, foi observado um aumento do efeito sedativo em alguns pacientes tomando cimetidina e benzodiazepínicos.
Digoxina O diazepam pode reduzir a excreção renal da digoxina, com aumento da meia vida plasmática e risco de toxicidade. Este efeito foi também relatado com o alprazolam.
Glicorticóides
(Corticosteróides/ Corticóides) em geral Anticoagulantes Orais Aumento no risco de hemorragia conseqüente à terapia corticosteróide (mucosa digestiva, fragilidade vascular).
Anticoncepcionais Orais Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da predinisolona. Provavelmente, vale para todos os corticosteróides.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Glicocorticóides (Corticosteróides/ corticóides) em geral Digitálicos Predisposição para toxicidade digitálica
Diuréticos depletores de potássio (ácido etacrínico, furosemida, tiazídicos) e outras drogas depletoras de potássio (anfoterecina B) Podem aumentar a depleção de potássio, que é um dos efeitos dos corticosteróides.
Antidiabéticos orais (em geral) Derivados pirazolônicos A administração de fenilbutazona e outros derivados pirazolônicos concomitantemente aos antidiabéticos orais pode potencializar a atividade hipoglicêmica.
Isoniazida Redução da eficácia dos antidiabéticos orais. Pode, entretanto, aparecer o inverso, ou seja, uma potencialização da hipoglicemia.
Anticoncepcionais orais (em geral) Anti-hipertensivos Os anticoncepcionais podem elevar a pressão arterial, anulando a ação dos hipotensores.
Antiinfecciosos ( Ampicilina, Cloranfenicol, Neomicina, Nitrofurantopina, Penicilina V, Sulfonamidas, Tetraciclinas) Diminuição do efeito anticoncepcional causado por todos os antiinfecciosos que atuam sobre a flora intestinal.
Betabloqueadores Acúmulo do betabloqueador.
Risco de intoxicação.
Corticosteróides Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da prednisolona. Provavelmente, válido para todos os corticosteróides.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Anticoncepcionais orais (em geral) Indutores de enzimas microssônicas (Rifampicina, barbitúricos, carbamazepina, fnitoína, primidona, griseofulvina ) Diminuição do efeito anticoncepcional. Em relação à fenitoína: possibilidade de aparecimento de convulsões. (entretanto, é duvidosa esta interação).
Anticoagulantes orais (em geral) Anticoncepcionais orais Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.
Cimetidina Aumento dos efeitos dos anticoagulantes.
Clorafenicol Aumento dos efeitos dos anticoagulantes e no risco hemorrágico.
Clortalidona (e outros diuréticos tiazídicos) Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.
Diuréticos depletores de potássio ou hipocalemiantes (Tiazídicos e similares, como a clortalidona, incluindo ácido tienílico e indapamida, e diuréticos de alça como ácido etacrínico, bumetanida e furosemida) em geral. Alguns antiarrítmicos (Bepridil, antiarrítmicos do tipo quinidínico, sotalol, amiodarona). Aumento dos efeitos dos antiarrítmicos, com possibilidade de intoxicação.
Bloqueadores neuromusculares não desporizantes Prolongamento do bloqueio neuromuscular.
Digitálicos Aumento dos efeitos tóxicos dos digitálicos.
Imunização
É a característica que o organismo adquire ao se tornar resistente contra determinada doença. Essa resistência decorre da produção de anticorpos específicos para cada tipo de antígeno.
Mas, afinal o que são anticorpos e antígenos?
Resumidamente, podemos dizer que antígeno é toda a substância estranha ao organismo que, por qualquer motivo, penetra ou tenta nele penetrar. Já os anticorpos são substâncias próprias do organismo, isto é, produzidas por ele, que destróem ou tentam destruir os antígenos que invadiram o corpo.
Tipos de Imunização:
Existem dois tipos de imunidade: a ativa e a passiva. A imunidade ativa desenvolve-se quando o próprio organismo produz os anticorpos (vacina). A passiva não é uma imunidade definitiva e desenvolve-se quando o indivíduo recebe anticorpos já formados em outro organismo (soro).
Noções Básicas Sobre Injetáveis
Vias de aplicação de injetáves
Intradérmica (I.D) – Também chamada intracutânea ou cutânea, é utilizada para testes alérgicos e algumas vacinas. É aplicada na camada mais profunda da pele, chamada derme. Sua característica é a formação de uma bolinha (pápula na pele).
Local de aplicação: geralmente é feita na parte interna do antebraço, por ser de fácil acesso, pouco pigmentado e com poucos pelos.
Posição: geralmente sentado com o antebraço apoiado em suporte específico.
Quantidade: geralmente não ultrapassa 0,1ml. Quantidades superiores devem ser divididas em duas partes, ou mais aplicações.
Técnica de Aplicação
1- Estique a pele e introduza a agulha em ângulo d5 a 15° com o bisel voltado para cima. Aproximadamente da agulha é introduzido. Puxe o êmbolo levemente para trás.
2- Não refluindo sangue, injete o líquido delicadamente e observe a pele se distender, tomando o aspecto de uma bolha chamada pápula. Já que a injeção é feita de modo muito superficial (entre a derme e a epiderme).
3- Terminada a aplicação, retire cuidadosamente a agulha. Não massageie o local. Esta injeção dispensa a anti-sepsia. A presença do álcool pode comprometer os resultados dos testes e o efeito das vacinas fabricadas com microorganismos vivos inativos. Se necessário, lave a área com água e sabão ou soro fisiológico, secando em seguida com algodão seco.
4- Descarte adequadamente as seringas e o material usado.
- Subcutânea: Feita no tecido subcutâneo, que fica entre a pele e o músculo, é usada para a aplicação de vacinas, insulinas, anticoagulantes e outros medicamentos que devam ser absorvidos lentamente. É um tipo de aplicação geralmente indolor, feito com seringas específicas e agulhas curtas, chamadas agulhas de insulina. Volume máximo recomendado é de 1,5ml.
Locais de Aplicação: parte posterior dos braços, parte anterior e lateral externa das coxas e abdôme e nádegas.
Material necessário: algodão com álcool, seringa agulhada de vacina ou insulina.
Execução da Técnica: Após limpar o local da aplicação, faça uma prega na pele com o dedo indicador e polegar e, em seguida, introduza profunda e rapidamente a agulha, em ângulo reto (90°) para que a absorção se faça de forma eficaz através dos capilares existentes na camada profunda do tecido. Aspire, faça a aplicação e retire a agulha com auxílio do algodão. Não massageie o local. Em pessoas magras, faça a aplicação com a seringa inclinada para evitar a aplicação no músculo e proceda conforme as orientações anteriores. Para as vacinas são utilizadas seringas específicas com escalas em décimo de ml.
Material necessário para a aplicação da insulina:
- Algodão com álcool
- Frasco de insulina U-100 tipo R, N ou L (trazida pelo cliente)
- Seringa de insulina de 30,50 ou 100 unidades
- Endovenosa (E.V.) ou Intravenosa (I.V.): é aplicada na veia e o efeito é imediato. Deve ser aplicada lentamente para se evitar mal estar, hipotensão, formigamento e ondas de calor, fenômenos de origem nervosa que acometem pessoas ansiosas. Com este cuidado, evita-se também a elevação do volume circulatório, prejudicial aos cardíacos. A injeção é geralmente indolor e deve ser aplicada somente por pessoa realmente habilitada, podendo causar sérios problemas se for mal aplicada.
Locais de Aplicação:
- Veias do Braço
- Veias do dorso da mão
- Veia do Pé
Material Necessário:
- Algodão Seco e embebido em álcool
- Seringa de bico lateral e agulha 20x5,5 ou 25x7
- Garrote
- Intramuscular (I.M.): é feita no músculo, parte do corpo responsável pelos movimentos, rica em vaso sangüíneos que facilitam a absorção de grande número de medicamentos. Possui também grande número de nervos que comandam a atividade muscular, sendo, por isso, muito importante que se identifique com exatidão as áreas apropriadas para a aplicação, afim de evitar possíveis complicações. Este é o tipo de injeção mais utilizado em farmácias. As injeções intramusculares devem ser sempre profundas, isto é, aplicadas com agulhas de tamanho apropriado e com ângulo reto (90°), salvo exceções, para favorecer a absorção e não haver retorno do medicamento para a camada subcutânea. Os medicamentos mais doloridos e irritantes são aplicados por esta via.
Material Necessário:
Algodão com álcool a 70°
Seringas com 3,5 ou 10ml
Agulhas do tamanho apropriado:
- Adultos magros – 25x7
- Adultos com ossos bem desenvolvidos ou obesos– 30x7 ou 30x8
- Crianças bem desenvolvidas – 25x7 ou 25x8
- Crianças e adolescentes obesos – 30x7
- Crianças muito pequenas – 20x5,55 (exceto para aplicação de suspensões de penicilina)
As agulhas com calibre 25x7 ou 30x7 são usadas para soluções aquosas. As de calibre 25x8 ou 30x8 são reservadas para soluções oleosas e para suspensões de penicilina, para facilitar a aplicação e não entupir a agulha.
Músculos Utilizados:
- Braço ou região deltoideana (volume de líquido máximo de 3ml)
- Nádega ou região dorsoglútea (volume de líquido no máximo de 5ml, se ultrapassar devem ser aplicados em dois locais diferentes)
- Quadril ou região ventroglútea (volume de líquido no máximo de 5ml)
- Coxa (volume de líquido no máximo de 4ml)
Técnica em Z ou trilha em Z - técnica ideal para evitar o refluxo do medicamento para a camada subcutânea, evitando o aparecimento de nódulos doloridos por reação inflamatória, principalmente no caso de aplicações feitas com soluções oleosas (como Perlutan) e à base de ferro como Noripurum, este podendo deixar manchas escuras na pele.
Pode ser usada em qualquer um dos locais descritos previamente sendo, entretanto, mais utilizada na região glútea.
1- Após fazer a anti-sepsia da pele, puxe-a firmemente para o lado ou para baixo com a parte lateral da mão esquerda (se for canhoto faça com a mão oposta)
2- Introduza a agulha. Sempre mantendo a pele puxada, segure a seringa com o polegar e o dedo indicador da mão esquerda.
3- Puxe o êmbolo discretamente para trás e observe se há refluxo de sangue. Caso isso não ocorra, faça a aplicação.
4- Aguarde aproximadamente 10 segundos antes de retirar a agulha e só então solte a pele.
Outra alternativa é usar a lateral da mão ao puxar a pele para o lado ou para baixo. Nesse caso, os dedos indicador e polegar ficarão livres para segurar a seringa. Voltando a posição relaxada, a pele vedará a saída do líquido injetado para fora do músculo.
Formas de Apresentação da Medicação Injetável
- Aquosa (ex. Voltaren)
- Oleosa (ex. Perlutan)
- Líquida com pó em suspensão (ex. Benzetacil)
- Pó (ex. Despacilina e Tilatil)
Sala de Aplicação
Deve possuir área física bem iluminada, bem ventilada e deve conter:
- Pia
- Sabão líquido ou em barra
- Papel Toalha
- Álcool 70° ou álcool swabs
- Algodão
- Bancada para preparar as injeções
- Lixeira
- Cadeira
- Garrote
- Seringas e agulhas descartáveis
Cuidados Gerais na Administração de Injetáveis
Para maior segurança, tanto para o aplicador quanto para o cliente, peça a receita médica na hora de aplicar injeções. Observe os seguintes itens: nome e n° do CRM do médico, nome do cliente, data, nome do medicamento, dosagem, via de aplicação e concentração, se houver.
Termos Técnicos em Aplicações de Injeções
Anti-Sepsia – é a redução de germes e eliminação de partículas de sujeira da pele através do uso de anti-sépticos como álcool, água oxigenada e outros.
Contaminação – significa levar para um material, medicamento, ambiente ou organismo vivo partículas de sujeira, pó, micróbios etc.
Desinfecção – é o processo pelo qual reduzem-se os micróbios do ambiente e dos materiais através do uso da fervura ou soluções desinfetantes, como álcool e outras.
Esterilização – é um processo radical onde todos os germes presentes no material são eliminados, assim como qualquer partícula de sujeira. Tanto a medicação injetável quanto as seringas e agulhas são esterilizadas.
Germes ou Micróbios – estão presentes na pele, no ar, nos objetos e gotículas de saliva. Sem os devidos cuidados de higiene, eles podem ser introduzidos no organismo através da injeção, causando infecção em pessoas predispostas. São os chamados abscessos por contaminação, com presença de pus.
Infecção – é a penetração e proliferação de germes no organismo. As pessoas mais sensíveis são as crianças, idosos, portadores de câncer, aidéticos e pessoas muito estressadas.
A falta dos devidos cuidados higiênicos no preparo ou na aplicação da injeção pode causar infecção.
Descarte do Material Utilizado
- Após a aplicação, descarte a seringa e a agulha em coletores feitos especialmente para este fim, de paredes rígidas.
- Nunca jogue agulhas descobertas em sacos plásticos.
- A agulha também não deve ser desconectada da seringa para evitar riscos de acidente com o aplicador.
- Os protetores das agulhas não devem ser nelas recolocados.
- Descarte materiais somente até o limite recomendado no DESCARTEX.
- Para o descarte final do coletor, transporte o DESCARTEX fechado, segurando somente pela a alça e afastado do corpo.
Noções Básicas Sobre Portaria 344
3.1.1 – Notificação de Receita A
- De cor amarela.
- Confeccionada e fornecida pela autoridade sanitária.
- Prescrição dos medicamentos à base das substâncias das listas:
A1, A2 e A3.
- Válida em todo o território nacional desde que acompanhado de justificativa.
- Deve ser preenchida de forma legível, sendo a quantidade dos medicamentos prescritos em algarismos arábicos e por extenso.
- A farmácia ou drogaria só pode aviar ou dispensar quando todos os itens da receita e da notificação de receita estiverem devidamente preenchidas e assinadas pelo profissional prescritor.
- A notificação será retida na farmácia/drogaria e a receita devolvida ao paciente com carimbo (anexo 1 – modelo de carimbo).
- Vale por 30 dias após a sua emissão.
- Podem conter, no máximo, 5 (cinco) ampolas e para as demais formas farmacêuticas de apresentação, a quantidade correspondente a 30 (trinta) dias de tratamento.
- Pode ser prescrito acima das quantidades previstas, devendo o prescritor anexar justificativa indicando com CID da doença ou diagnóstico, posologia, data e assinatura.
- No caso de formulações magistrais, as formas farmacêuticas deverão conter, no máximo, as concentrações que constam na literatura nacional internacional oficialmente reconhecidas.
O profissional prescritor, para receber o talonário, deve se dirigir à autoridade sanitária para o preenchimento da ficha cadastral, munido de carteira de identidade expedido pelo conselho profissional e comprovante de residência. O cadastramento pode ser feito por pessoa devidamente autorizada. Após o cadastramento, o profissional pode requerer o talonário.
No ato do recebimento do talonário, o profissional, ou portador, deve levar o carimbo que será aposto na presença da autoridade sanitária, em todas as folhas do talonário no campo “Identificador do Emitente”.
SIAP344 – Guia para Prescrição e Dispensação
3.1.2 – Notificação de Receita B
Para Uso Humano e Uso Veterinário
- De cor azul.
- Impressa às expensas do profissional ou instituição.
- Prescrição dos medicamentos à base das substâncias das Listas B1 e B2.
- Válida apenas na unidade federativa que concedeu a numeração.
- Nos campos UF, NÚMERO, IDENTIFICAÇÃO DO EMITENTE, DADOS DA GRÁFICA, NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO e a NUMERAÇÃO CONCEDIDA devem estar impressas.
- Pode haver prescrição acima das quantidades previstas, devendo-se para tanto o prescritor anexar justificativa indicando o CID da doença ou diagnóstico, posologia, data, assinatura e carimbo.
- Pode conter apenas uma substância ou medicamento que a contenha.
- Devem vir acompanhada da receita comum.
- A receita comum deve receber os carimbos (Anexo 1 - Modelo de Carimbo).
- A notificação fica retida na farmácia e a receita devolvida ao paciente.
- Antes de confeccionar esta Notificação de Receita, deve o interessado solicitar à Autoridade Sanitária autorização e numeração (intervalo numérico) para confecção do talonário.
- O rodapé da notificação deve conter os dados da gráfica (razão social, CGC e endereço), o intervalo numérico concedido pela Vigilância Sanitária local e o número da autorização.
- Válida por 30 dias após sua emissão.
- Cada notificação pode conter, no máximo, 05 ampolas ou o suficiente para 60 dias de tratamento nas demais formas farmacêuticas (comprimidos, solução e xaropes orais etc).
- É proibido fórmulas contendo associações medicamentosas das substâncias anorexígenas entre si ou com ansiolíticos, diuréticos, hormônios ou extratos hormonais e laxantes, bem como quaisquer outras substâncias medicamentosas.
- É proibido associações medicamentosas de substâncias ansiolíticas associadas a substâncias simpaticolíticas ou parasimpaticolíticas.
SIAP344 – Guia para Prescrição e Dispensação
3.2.1- Receita Controle Especial
- Válida em todo o território nacional por trinta dias após a sua emissão.
- Deve ser preenchida em duas vias.
- Destina-se aos medicamentos à base das substâncias das Listas C1 e C5.
- Deve ser preenchida de forma legível, sem rasuras ou emendas, a quantidade em algarismos arábicos e por extenso.
- Só pode ser dispensada ou aviada quando todos os itens estiverem devidamente preenchidos.
- Em 72 horas, as farmácias ou drogarias devem apresentar as receitas de controle especial provenientes de outras Unidades Federativas à Autoridade Sanitária.
- A 2ª via deve ser devolvida ao paciente contendo carimbo do estabelecimento atestando o aviamento/dispensação.
- Os medicamentos das listas C4 (antiretrovirais) devem ser dispensados no âmbito do SUS por formulário próprio fornecido pelo Programa DST/AIDS ou na Receita de Controle Especial quando para aquisição em farmácia ou drogaria.
- Os antiretrovirais só podem ser prescritos por profissionais médicos.
- Cirurgiões dentistas e veterinários só podem prescrever para uso odontológico e veterinário, respectivamente.
- Cada receita poderá conter até 03 (três) substâncias ou medicamento das Listas C1 e C5.
- De cada uma das substâncias ou medicamentos poderão ser prescrito até 05 (cinco) ampolas ou o suficiente para 60 (sessenta) dias de tratamento, quando em outra forma farmacêutica.
- Para os antiretrovirais podem conter, cada receita, até 05 (cinco) medicamentos.
- antiparkinsonianos e anticonvulsivantes podem ser prescritos para até 06 meses de tratamento.
- Acima das quantidades previstas, o prescritor deve anexar justificativa com CID ou diagnóstico, posologia, datando e assinando as duas vias.
Procedimento do Balconista
É de responsabilidade do balconista:
- Abordagem do cliente no meio da loja.
- Prestar um bom atendimento a todos os clientes.
- As expressões: senhor (a), bom dia, como vai, até logo, muito obrigado, posso lhe ajudar, estamos às suas ordens, devem fazer parte constante do vocabulário.
- Para evitar vendas erradas, toda a receita deverá ser lida por dois balconistas, mesmo que a receita esteja legível. Em caso de dúvida, consultar o FARMACÊUTICO. Persistindo a dúvida, ligar para o médico.
- Anotar as faltas e encomendas de produtos.
- Não é permitida a aplicação de injeções sem a apresentação da receita. Antes da aplicação, o balconista deverá apresentar o medicamento e a receita para o FARMACÊUTICO confirmar.
- Retirada dos produtos a vencer, com 90 dias de antecedência (a critério da loja).
- Auxiliar na limpeza e organização da filial, principalmente prateleiras, gôndolas e sala de aplicação.
Medicamento: Substância química capaz de promover no organismo ação preventiva, curativa, paliativa ou diagnóstica.
Medicamento Simples: É aquele que contém em sua fórmula um único sal.
Medicamento Composto: É aquele que contém em sua fórmula dois ou mais sais.
Princípio Ativo/Sal: Substância que irá exercer a ação terapêutica no organismo.
Dose: Quantidade do medicamento que deverá ser aplicada ou tomada, por vez.
Dosagem/Concentração: É a quantidade do princípio ativo no medicamento, ou seja, princípio ativo + excipiente/veículo.
Excipiente/Veículo: Substância que não possui ação terapêutica e que tem por função dar forma e volume ao medicamento.
Excipiente : Forma farmacêutica sólida
Veículo : Forma farmacêutica líquida
Forma Farmacêutica: São várias formas de industrialização do medicamento (comprido, pomada, xarope, etc)
Reações Adversas: Efeitos indesejados causados pelo medicamento em uso.
Efeitos Colaterais: Possíveis reações que poderão ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfico ou maléfico.
Uso Interno: Todo o medicamento que é engolido, ou seja, passa por todo o sistema digestivo.
Uso Externo: Todo o medicamento que não é engolido.
Ação Local: Região onde o medicamento fará efeito, sem cair na corrente sangüínea.
Ação Sistêmica: O medicamento precisa cair na corrente sangüínea para fazer efeito.
Apresentação: São as várias formas em que os medicamentos são embalados (envelope, ampola, blíster etc)
Medicamentos de Ação Rápida: São aqueles que após a sua administração apresentam efeitos rápidos.
Vias de Ação Rápida:
Sublingual – administração debaixo da língua.
Endovenosa – administração direto na veia.
Retal – administrados pelo reto (ânus).
Vaginal – administrado pelo canal vaginal.
Parenteral: É a administração do medicamento através dos injetáveis: Endovenosa, muscular, subcutânea e intradérmica.
Características Diferenciais Entre
Algumas Formas Farmacêuticas
Loção: Medicamento composto por água, álcool, glicerina, sorbitol e o princípio ativo.
Creme: Forma farmacêutica de consistência mole destinada ao uso tópico e difere das pomadas por possuir grande quantidade de água em sua formulação, e por isso apresenta absorção mais rápida. Ideal para lesões úmidas.
Pomadas: Forma farmacêutica de consistência mole e oleosa destinada ao uso tópico. Devido a sua oleosidade, a absorção do princípio ativo pode ser mais lenta, porém de efeito local mais prolongado. Possui poder hidratante e é ideal para lesões secas.
Gel: Forma farmacêutica que possui grande quantidade de água em sua formulação, o que proporciona uma absorção mais rápida se comparar com creme e pomada. O Gel em si não é absorvido pela pele, sendo utilizado quando a pele do indivíduo for oleosa.
Pasta: Forma farmacêutica de consistência pastosa para uso externo.
Emulsão: Forma farmacêutica líquida com base aquosa e oleosa contendo o princípio ativo em uma delas.
Supositório: Forma farmacêutica sólida ou semi–sólida de formato cilíndrico ou ovulado destinado à aplicação retal.
Óvulo: Forma farmacêutica de uso vaginal, cujo os princípios ativos são incorporados à gelatina fundida e moldados em formas específicas.
Colutório: Forma farmacêutica líquida destinada à higiene bucal (anti-sépticos orais). Não devendo ser engolido.
Licor/Elixir: Misturas hidroalcoólicas açucaradas. O termo licor é utilizado quando ligado à frutas.
Tintura: Forma farmacêutica líquida à base de água e álcool. Processo de extração a partir da planta seca.
Alcoolatura: Processo de extração a partir de planta frescas.
Extratos: São alcoolaturas ou tinturas padronizadas utilizadas na concentração do fármaco.
Colírio: Forma farmacêutica líquida e estéril destinada ao uso oftálmico.
Enema: Forma farmacêutica líquida de uso retal. São divididos em medicamentoso e laxativo.
Laxativo/purgativo – utilizado para estimular a eliminação das fezes. O purgativo é o laxativo usado em maior quantidade.
Medicamentoso – utilizado para fazer tratamento de infecções a nível de intestino.
Pó: Forma farmacêutica em que o princípio ativo encontra-se pulverizado, podendo ser destinado ao uso interno ou externo.
Adesivo Tópico: Adesivo de material poroso que libera lentamente o medicamento através da pele.
Xarope: Forma farmacêutica líquida resultante da mistura de água e açúcar, podendo conter também edulcorantes (morango, framboesa).
Suspensão: Forma farmacêutica heterogênea, resultante da mistura de líquidos ou líquidos e sólidos.
Solução: Forma farmacêutica líquida homogênea, resultante da mistura de líquidos ou líquidos sólidos.
Injetáveis: Formas farmacêuticas estéreis para uso parenteral.
Comprimido Simples: Forma farmacêutica sólida resultante da compressão de vários pós (princípio ativo + excipiente). Apenas os comprimidos sulcados poderão ser cortados.
Comprimido Mastigável: Forma farmacêutica absorvida pela mucosa bucal, não reagindo com o suco gástrico.
Comprimido Sublingual: Comprimido de ação rápida.
Comprimido Vaginal: Comprimido revestido por uma película de gelatina glicerinada para uso na vagina.
Comprimido Tamponado: Comprimido laqueado por uma película protetora de hidróxido de alumínio ou hidróxido de magnésio, permitindo a utilização deste medicamento por pessoas que sofram de gastrite ou úlcera.
Comprimido Fervescente: Composto por talco, amido, lactose e bicarbonato de sódio ou carbonato de cálcio + princípio ativo.
Comprimido Revestido: Comprimido que passou por um processo de revestimento com açúcar.
Drágea: Forma farmacêutica sólida cujo o núcleo é um comprimido que passou por um processo de revestimento com açúcar e corante (drageamento).
Cápsulas: Forma farmacêutica constituída de um invólucro de gelatina, que contém em seu interior os excipientes + princípios ativos. Podendo ser:
Moles: contém medicamento oleoso
Duras: Contém medicamentos granulados ou pós.
Oros: Sistema oral de liberação osmótica. É uma cápsula não absorvível, contendo um pequeno orifício que libera gradativamente a substância e que no final é eliminado pelas fezes.
Comentários: O encapsulamento e o drageamento tem por finalidade mascarar o sabor, odor, proteger a mucosa gástrica de substâncias irritantes e, ainda, evitar que o princípio ativo seja destruído pelo suco gástrico.
Significado das Siglas nos Medicamentos
CR: Liberação Controlada
D: Disperssível
DEPOT: Ação Prolongada
DI: Desagregação Instantânea
DL: Desagregação Lenta
DURILES: Desintegração Equilibrada
L: Lenta
LP: Liberação Prolongada
M: Mista
N: Normal
U: Ultra Lenta
R: Regular
OROS: Sistema Oral de Liberação Osmótica
PLUS: Algo Mais ou Dosagem Mais Forte
Q.S.P: Quantidade Suficiente Para
REPETABS: Tablete Duplo de Repetição
RETARD: Ação Retardada
SPANDETS: Comprimido Especial de Liberação Controlada
SR: Liberação Lenta
TTS: Sistema Terapêutico Transdérmico
Abreviaturas Mais Encontradas nas Prescrições
A/O: Ambos os Olhos ou Ouvidos
AMP: Ampola
CC: Centímetro Cúbico
CÁPS: Cápsulas
COMP: Comprimidos
DRG: Drágea
ENV: Envelope
EV/IV: Endovenosa/Intravenosa
FLAC: Flaconete
G/GR: Grama
MG.: Miligrama
GTS: Gotas
INJ: Injetável
H202: Água Oxigenada
ID: Intradérmica
IM: Intramuscular
KCL: Cloreto de Potássio
NACL: Cloreto de Sódio
KMN04: Permanganato de Potássio
O/D: Olho ou Ouvido Direito
O/E: Olho ou Ouvido Esquerdo
SC: Subcutânea
S/N: Se Necessário
ACM: A Critério do Médico
U.I: Unidade Internacional
V.O: Via Oral
V.R: Via Retal
V.V: Via Vaginal
USO INT: Uso Interno
USO EXT: Uso Externo
Noções Básicas Para o Uso de Medicamentos
Sempre que avir uma receita, perguntar ao cliente se o médico o orientou. Caso não tenha recebido orientações, deverá presta-lhe, de forma segura, podendo solicitar o auxílio do FARMACÊUTICO.
Orientações:
Comprimido Simples
Tomar com bastante água
Tomar os antiinflamatórios de estômago cheio
Comprimido Sublingual
Colocar o comprimido debaixo da língua
Não ingerir líquidos ou alimentos durante 10 minutos
Comprimido Tamponado
Tomar o comprimido sem mastigar e com bastante água.
Comprimido Mastigável
Não Engolir
Mastigar até que o mesmo se desintegre totalmente na boca.
Comprimido Efervescente
Tomar dissolvido em um copo com água, esperando sua total dissolução. Nunca passar ou colocar para dissolver sobre a língua, uma vez que sua ação ácida pode provocar queimaduras de 1° grau na mucosa da boca.
Antibióticos
Nunca tomar fazendo uso de bebida alcoólica.
Nunca tomar junto com anti-ácidos.
Tomar com o estômago vazio, porém com bastante água.
Obedecer diariamente os horários e n° de dias de tomada. O desrespeito do horário e do tempo de tomada poderá permitir o retorno da infecção com muito maior resistência.
Drágea
Tomar com bastante água.
Nunca mastigá-las ou parti-las.
Lembre ao cliente que o princípio ativo não combina com suco gástrico, tendo de ser absorvido na mucosa intestinal.
Cápsulas
Tomar com bastante água.
Nunca abrir os dois cilindros. São películas de gelatina; seu rompimento irrita o tubo digestivo, principalmente em sua parte superior.
Comprimido/Creme Vaginal
Fazer higiene vaginal externa com água e sabão antes da aplicação.
Colocar no aplicador o comprimido ou creme.
Deitar em posição ginecológica (barriga para cima e pernas dobradas).
Afastar com uma das mãos os grandes e pequenos lábios.
Introduzir o aplicador até que o mesmo toque o fundo do canal vaginal
Empurrar o êmbolo.
Retirar o aplicador e permanecer na posição inicial por 3 minutos.
Lavar o aplicador e guardar na caixa, caso o mesmo não seja descartável.
Óvulos
Mesmas instruções usadas para comprimidos ou cremes vaginais, usando a dedeira no dedo indicador direito após ter lavado as mãos. Caso o invólucro do óvulo volte após 3 minutos, tendo o mesmo se rompido, basta jogar fora, uma vez que o medicamento já foi desintegrado no canal vaginal.
Supositório Infantil
Caso esteja mole ao aplicar, colocar na geladeira por 10 minutos.
Nunca cortar o supositório ao meio, por achar que o mesmo é grande.
Ele se molda no reto à medida que é introduzido.
Orientar para não fazer força ao evacuar.
Lavar as mãos.
Posicionar a criança de barriga para baixo.
Usar luvas para pegar o supositório.
Introduzir lentamente o supositório no reto, comprimindo as duas nádegas por 3 minutos.
Cremes Contendo Em Sua Formulação Cortisona
Só usar em áreas superficiais.
Não utilizar caso a pele esteja lesada, ou seja, ferida, pois ela poderá abrir ainda mais o ferimento.
Pomada
Só poderá ser aplicada em lesões limpas, sem pus ou infecção, devendo ser aplicada após remoção mecânica da secreção purulenta.
Suspensão
Colocar até a marca indicada no vidro: águas filtradas, minerais sem gás ou água fervida fria.
Homogeneizar (misturar) até dissolver todo o pó.
Caso após a mistura o volume fique abaixo da marca, não adicione mais água.
Administrar conforme orientações médicas.
Guardar na parte baixa da geladeira (porta).
Lembrar que após a reconstituição do pó o prazo de validade passa a ser apenas de 14 dias, devendo ser inutilizado.
Emplastro
Para ter efeito satisfatório, precisa ser trocado diariamente, pois sua ação dura apenas 24 horas.
Vitaminas A,D,E e K
São chamadas de lipossolúveis. Para a sua perfeita absorção, necessitam ser tomadas após a ingestão de alguma substância gordurosa. Ex. Pão com manteiga, leite, queijo etc.
Horário Padrão Para Administração de Medicamentos
De 06 em 06 horas: 6 – 12 – 18 – 24h
De 08 em 08 horas: 6 – 14 – 22h ou 7 – 15 –23h
De 12 em 12 horas: 8 – 20h
Diuréticos: 10h
Receita Médica
Não aviar se não tiver certeza.
Procurar o FARMACÊUTICO ou a gerência para tirar dúvidas.
Confirmar com outro colega, sem mostrar o medicamento, qual é o produto prescrito.
Ligar para o médico do cliente caso a dúvida não seja esclarecida.
Se receber a receita sem a dosagem do medicamento
(concentração), não sendo possível certificar-se da mesma, confirmar com o médico.
NUNCA dizer NÃO TENHO O PRODUTO, antes de confirmar com um colega, e também ver a possibilidade de encomendá-lo.
Classes Terapêuticas
Analgésicos
Conceito - medicamentos empregados para aliviar dor, sem causar a perda da consciência.
Os analgésicos são divididos em 2 grupos:
FORTES: utilizados para o tratamento de dores intensas. Ex: Tramal, Timasen, Sylador
FRACOS: utilizados para o tratamento de dores suaves e moderadas. Ex: Anador e Doril
Comentários: Ácido acetilsalicílico acima de 1g. Possui efeito antiinflamatório; dipirona possui efeito anti-espasmódico, cafeína potencializa o efeito analgésico e diminui a sonolência.
Antitérmicos
Conceito – são medicamentos utilizados para aliviar os estados febris, que podem ser causados por inflamações, desidratações e moléstias infecciosas. Ex. Paracetamol, Dipirona e AAS.
Antigripais
Conceito – são medicamentos utilizados para aliviar os sintomas das gripes e resfriados. Geralmente associados, reúnem em sua fórmula analgésicos, antitérmicos, vitamina C e descongestionantes nasais. EX. Coristina D, Apracur e Cheracap.
Antiácidos
Conceito – são medicamentos utilizados para combater o excesso de ácido clorídrico no estômago. No processo digestivo, o estômago produz o ácido clorídrico, além de outras substâncias. Devido a alguns distúrbios, há indivíduos que passam a produzir esse ácido em excesso, provocando dor, queimação (Azia) etc.
Comentários: Os antiácidos aqui citados possuem ação local e praticamente não são absorvidos no intestino, sendo eliminados nas fezes. Os antiácidos de ação local neutralizam rapidamente o excesso de ácido clorídrico do suco gástrico, diminuindo a acidez. EX. AL (OH) + 3HCL - ALCL3 – 3H2O
Reeducadores Intestinais
Conceito – são medicamentos utilizados para regular a função normal do intestino. São compostos ricos em fibras, normalmente derivados de frutas como mamão, ameixa e tamarindo. Ex. Trifibra Mix, Fiber Bran, Naturetti.
Laxativos e Purgativos
Conceito – são medicamentos que facilitam a eliminação das fezes através de mecanismos variados. São os medicamentos somente variando a dosagem, ou seja, os purgativos são laxantes em maior quantidade.
Mecanismo de ação: aumentam o peristaltismo intestinal – Dulcolax, Gutalax e Laxol.
Lubrificam e estimulam a contração do reto – Sup. De Glicelina
Aumentam o volume do bolo fecal – Fleet enema
Antiflatulentos
Conceito – são medicamentos utilizados para eliminação de gases formados pelo trato gastrointestinal. Os gases são formados normalmente no processo de digestão dos alimentos. Em alguns casos, há formação exagerada de gases devido a problemas associados à alimentação errada, mal funcionamento do estômago e intestinos e, ainda, mastigação incorreta dos alimentos. Ex. Dimeticona
Antiespasmódicos
Conceito – são medicamentos utilizados para diminuir a freqüência e a força de contração da musculatura lisa, aliviando assim a dor. Ex. Buscopan e Atroveran
Comentários: Espasmos são contrações involuntárias da musculatura lisa (estômago, intestino, útero e bexiga)
Rehidratantes Orais
Conceito – são substâncias utilizadas para repor rapidamente água e sais minerais essenciais ao organismo, que passam por processo de desidratação. Ex. Pedialyte, Rehidrat e soro caseiro.
Hepatoprotetores
Conceito - são medicamentos utilizados para a proteção das células do fígado e contribuem para o equilíbrio funcional do mesmo.
Modo de ação: de maneira simplificada, os hepatoprotetores são substâncias ricas em aminoácidos que são usados pelo fígado na produção de enzimas que irão degradar o álcool e as gorduras ingeridas. São exemplos de hepatoprotetores:
Epocler: Associação de vit. B6 (piridoxina) e aminoácidos
Metiocolin, Xantinon: Vit. B2 e aminoácidos
Eparema:, Cáscara sagrada, Boldo: São colagogos (promovem a excreção da bile armazenada na vesícula biliar) e coleréticos (estimulam a produção da bile pelo fígado)
Antimicóticos e Fungicidas
Conceito – são medicamentos usados no combate a infecções causadas por fungos. Esses medicamentos são amplamente utilizados na clínica humana e veterinária.
Anti-Séptico
Conceito – são substâncias utilizadas para destruir ou inibir o crescimento de microorganismos. São aplicadas principalmente na pele ou nas mucosas. Podem ser para:
Higiene Bucal: Cepacol, Flogoral, Listerine e etc.
Higiene Ocular: Água boricada, Colírios como Leri, Lavoolho
Higiene da Pele: Dermacyd, Proderm, Água Oxigenada.
Anti-Seborréicos
Conceito – são medicamentos destinados a diminuir o acúmulo de gorduras (oleosidade) da pele e do couro cabeludo. São exemplos:
Acne-aid wash, Salisoap sabonete e Dermotivin sabonete (para remover a oleosidade da pele), Denorex, Selsun azul, Polytar etc (para o couro cabeludo).
Comentários: AAS: Limpa e descama
Selênio: Antifúngico
Enxofre: Diminui a Oleosidade
Pediculicidas
Conceito – são substâncias utilizadas no tratamento da infestação parasitária da pele causada pelo o piolho, que pode ocorrer na cabeça, no corpo e na região genital. São exemplos de pediculicidas:
Específico para a cabeça: Kwell, Toppyc
Específico para o corpo e região genital: Arcasan sabonete e Miticoçan sabonete.
Descongestionantes
Conceito – o descongestionante alivia a congestão nasal, diminui a coriza e ressaca a mucosa nasal.
Comentários: O uso prolongado pode provocar inchaço, que é o efeito contrário do desejado, além do ressecamento da mucosa nasal. Não usar por mais de 5 dias consecutivos.
Testes e Diagnósticos
Conceito – são substâncias usadas para examinar o organismo quanto ao desempenho de suas funções. Normalmente, são usados para detectar alterações no organismo. Ex. Predictor e Glicofita.
Vitaminas
Conceito- são substâncias essenciais para o bom funcionamento do organismo. Em geral, são obtidas através de uma dieta alimentar adequada e são necessárias em pequenas quantidades. Alguns produtos apresentam apenas uma ou várias vitaminas associadas. A falta de vitaminas no organismo pode resultar de dietas inadequadas devido à pobreza, ignorância, tabus alimentares, dentição insatisfatória, má absorção alimentar, necessidade aumentada como em mulheres grávidas, lactação, crescimento e certas doenças como o raquitismo.
Comentários: O uso abusivo, além de ser caro, pode levar a manifestações tóxicas e a reações adversas que são específicas para cada vitamina.
VIT. A – Pele, Cabelo, Visão
VIT. B – Musculatura e Nervos, além de participar na formação das hemácias
VIT. C – Radicais Livres e Imunidade
VIT. D – Absorção de Cálcio
VIT. E – Radicais Livres e Fertilidade
VIT. KI – Coagulação
Anti-Anêmicos
Conceitos – São medicamentos usados no combate à anemia. No caso específico da anemia ferropriva, estes medicamentos suprem a carência de ferro no organismo (sulfato ferroso).
Algumas causas da deficiência de ferro: Absorção deficiente, aumento da necessidade (gravidez, lactação e crescimento) e perdas (hemorragias e verminoses ).
Comentários: No sangue existem células chamadas hemácias, entre outras. No interior das hemácias existe uma substância chamada hemoglobina, no qual o ferro é indispensável à sua formação. A principal função da hemoglobina é o transporte de oxigênio para as células do nosso corpo. O ferro é obtido através da dieta alimentar balanceada, pois não é produzido pelo nosso organismo. Portanto, a sua deficiência causa a anemia do tipo ferropriva. Existem ainda outros tipos de anemia, causadas pela deficiência de vit. B12 ou ácido fólico (anemia megaloblástica) e por fatores hereditários (anemia falciforme).
Antibióticos
Conceito – são compostos químicos produzidos por seres vivos e modificados quimicamente em laboratórios, sendo capazes de inibir ou destruir as bactérias.
Comentários: Infecção é a agressão causada por um microorganismo, geralmente bactérias e fungos, ao nosso organismo. O uso de antibióticos prejudica a flora intestinal, podendo causar diarréia. Infecções causadas por BACTÉRIAS GRM POSITIVAS são mais comuns no sistema respiratório e as causadas por GRAM NEGATIVAS, no sistema urinário.
Antiinflamatórios
Conceito – são medicamentos utilizados para amenizar sintomas como febre, dores e edemas decorrentes de uma agressão ao organismo. Existem, basicamente, duas classes de antiinflamatórios:
ESTEROIDAIS – Cortisonas (dexametasona, Hidrocortisona etc)
NÃO-ESTEROIDAIS – Cataflan, Piroxican etc.
Corticosteróides
Conceito – o cortisol ou hidrocortisona é o principal corticóide (hormônio) produzido pelo organismo. Ele serve para a síntese de outros corticóides mais potentes. A ação antiinflamatória do corticóide se deve ao fato deste impedir a produção de substâncias mediadoras da inflamação. Os corticóides prejudicam o processo de cicatrização do organismo, visto que este está intimamente ligado ao processo inflamatório.
Antialérgicos
Conceito – são medicamentos usados principalmente para o controle de certas afecções de fundo alérgico.
Comentários: Os antialérgicos podem pertencer a uma das seguintes classes de medicamentos: anti-histamínicos, glicocorticóides e outros fármacos como a epinefrina e a pseudoepinefrina.
O cloridato de fexofenadina é o único anti-histamínico não sedativo, pois o mesmo não atravessa a barreira hemato-encefálica.
Antidiarréicos
Conceito – a diarréia é a eliminação das fezes numa consistência mais líquida. Os antidiarréticos são medicamentos usados no tratamento da diarréia resultante de infecções, ingestão de alimentos estragados, alergias etc.
Comentários: Kaomagma – recupera a consistência do bolo fecal
Floratil – recupera a flora intestinal
Imosec – diminui a motilidade intestinal, usado em diarréias de origem emocional ou não infecciosa.
Emolientes
Conceito – usados para suavizar/lubrificar a pele e a mucosa exercendo ação protetora. Exemplo: óleo de amêndoas, manteiga de cacau.
Comentários: Há também os emolientes utilizados para remover o excesso de cera do ouvido, como o Cerumim e Oticerin.
Otológicos
Conceito – São medicamentos utilizados em dores de ouvido que podem estar geralmente associados a infecções. Ex. Lidosporin, Otosynalar etc.
Antieméticos
Conceito – são drogas que impedem ou aliviam sintomas de ânsia de vômito. O vômito é um mecanismo normal de defesa do organismo.
Comentários: em caso de vômito e diarréia concomitantemente dá-se preferência à metoclopramida, por ter efeito estimulante sobre o trato gastrointestinal, isto é, dificulta o vômito mas facilita o funcionamento intestinal, não prejudicando assim o esvaziamento gástrico.
Disfunção Prostática
Conceito – são medicamentos utilizados quando há um aumento benigno da próstata, ou seja, (HIPERTROFIA BENIGNA DA PRÓSTATA). Ex. Proscar, Finasterida.
Comentários: A Finasterida age inibindo o hormônio diidrosterona responsável pelo crescimento da próstata.
Miorrelaxantes
Conceito – são medicamentos utilizados para o relaxamento da musculatura esquelética. A contração da musculatura deve-se à tensão, ansiedade ou lesões ortopédicas. Existem dois tipos de miorrelaxantes:
MIORRELAXANTES CENTRAIS – agem no SNC controlando o tônus muscular. Ex. Dorflex.
MIORRELAXANTES PERIFÉRICOS – normalmente associados com anestésicos.
Vermífugos
Conceito – para combate aos vermes, pela expulsão ou destruição. Ex. Ascaridil.
Tricomonicidas
Conceito – medicamento utilizado para combater a infecção causada pelo TRICOMONAS.
Comentários: A tricomiase é uma doença causada por infecção parasitária do trato intestinal ou genito-urinário. A transmissão pode ser direta, através do ato sexual, ou indireta, através de artigos de toalete.
Antiulceroso
Conceito – são medicamentos utilizados no tratamento de úlceras pépticas, gástricas e duodenais, bem como no tratamento de esofagite de refluxo e hemorragia gastrointestinal. Atuam reduzindo a secreção do suco gástrico basal e também após a refeição.
Colírios e Pomadas Oftálmicas
Não se trata de uma classe terapêutica, mas simplesmente de um conjunto importante de medicamentos utilizados para o tratamento de inúmeras patologias que acometem a região ocular.
Conceito – são medicamentos que têm a função de combater alergias, inflamações, infecções ou qualquer outra patologia que ocorra na região dos olhos. São formas estéreis que, após abertas, devem ser usadas por um curto espaço de tempo e descartada a seguir, evitando assim contaminações.
O conservante utilizado no Lacrima (cloreto de bensalcônio) não permite o seu uso por pessoas que usam lentes de contato do tipo gelatinosa. No entanto, tais pessoas podem fazer uso do Lacrima Plus.
Broncodilatadores
Conceito – medicamentos que promovem uma maior expansão pulmonar, ou seja, broncodilatação, aliviando assim crises de asma e bronquite.
Alguns Broncodilatores:
- Agonistas B-adrenérgicos – Reveni, Berotec e Aerolin
O efeito colateral mais comum é a taquicardia, principalmente em crianças, sendo preferível seu uso através de inalação.
- Metilxantinas – aminofilina e teofilina
Possuem ação mais lenta quando tomadas por via oral. Em asma moderada são usados em associação com outros broncodilatadores.
Antitussígeno / Expectorantes
Conceito – os antitussígenos são medicamentos que ajudam a reduzir a freqüência da tosse e os expectorantes servem para eliminar o catarro. A tosse é um reflexo natural de proteção e sua função é expelir substâncias irritantes ou excesso de secreção do trato respiratório.
A sua origem pode ser alérgica, irritativa, infecciosa e de origem psicológica (geralmente em crianças).
Digestivos
Conceitos: agem estimulando a motilidade propulsora gastrointestinal, estimulando a produção e liberação da bile e enzimas pancreáticas ou mesmo fornecendo estas enzimas diretamente.
Comentários: a má digestão pode ocorrer devido a deficiência de varias substâncias participantes do processo digestivo como ácido clorídrico e enzimas necessárias para a degradação dos alimentos, ou por problemas na motilidade do aparelho digestivo.
Anestésicos
Conceito: são substâncias capazes de provocar insensibilidade geral ou local, para que o paciente não sinta dor. A grande maioria é de uso específico durante procedimentos médicos ou odontológicos.
Antidiabéticos
Conceito: são medicamentos utilizados para controlar os níveis de glicose no sangue.
Ex. Glibenclamida – estimula a liberação endógena de insulina
Glucobay – retarda a absorção da glicose pelo o organismo.
Comentário: Tais medicamentos podem provocar várias reações adversas como coceira, diarréia, alergias, distúrbios visuais e etc.
Alguns tipos de diabetes:
- Diabete Tipo 1 – insulino-dependente – normalmente congênita ou logo nos primeiros anos de vida.
- Diabete Tipo 2 – não insulino-dependente – ocorre na idade adulta. Pode ter como origem a hereditariedade, fatores emocionais, problemas de obesidade e crescimento.
Anticolesteral
Conceito: são medicamentos utilizados para reduzir os níveis de gordura no sangue, ou seja, colesterol e triglicérides. A origem da doença pode ser hereditária e por alimentação rica em gorduras.
Anti-Hipertensivos
Conceito: medicamentos utilizados para controlar a pressão arterial.
Ex. Divelol e Carduran – inibidores adrenérgicos
Vascase e Capoten – inibidores da ECA
Comentários: deve-se tentar o controle da pressão arterial primeiramente por modificação do estilo de vida, redução de peso, restrição ao consumo de sal, abstenção do fumo, aumento de atividades físicas. Se tudo isso não adiantar, recorre-se ao uso de diuréticos isoladamente ou em associação com outros anti-hipertensivos.
Diuréticos
Conceito – são substâncias que estimulam a excreção de alguns íons e diminuem a reabsorção de água nos túbulos renais, aumentando assim a eliminação de água do organismo.
Comentários: São medicamentos utilizados no alívio de edemas e como coadjuvante no controle da hipertensão bem como insuficiência cardíaca congestiva crônica, insuficiência renal crônica e hipercalcemia.
Alguns diuréticos:
- Depletores de potássio – clortalidona e hidroclorotiazida – podem causar hipopotassemia e, por isso, muitas vezes são tomados juntamente com sais de potássio.
- Poupadores de potássio – espirolactona – diminuem a excreção de potássio e a reabsorção de sódio.
- Diuréticos de alça – furosemida - também chamados de diuréticos de alta potência.
Cardiotônicos
Conceito – são medicamentos que aumentam a força de concentração do coração e controlam a velocidade dos batimentos cardíacos. Exemplo: Digoxina e Ancoron.
Comentários: Insuficiência Cardíaca – o coração bate devagar
Arritmia – o coração bate descompassado
Vasculares
Anti-hemorrágicos: evitam as hemorragias – o perigo de hemorragias aparece quando o organismo não produz os anti-hemorrágicos naturais (principalmente a Vit. K1) de maneira suficiente. Ex. Kanakion e Ergotrate.
Circulatórios: servem para controlar a circulação do sangue, tentando evitar a formação de hemorróidas e varizes. Ex. Venocur triplex e Venalot.
Vasodilatadores: aumentam o diâmetro dos vasos. São usados principalmente para anginas e dor forte no peito, e tratam a insuficiência cardíaca congestiva. Ex. Adalat e Sustrate.
Antineoplásicos
Conceito – são quimioterápicos usados no tratamento do câncer. O objetivo do seu emprego é a destruição seletiva das células tumorais. Ex. Alkeran e Zoladex
Comentários: Neoplasia é uma massa de células anormais que se desenvolvem de maneira desordenada. Hoje em dia é muito comum a utilização de associações de quimioterápicos, evitando assim o desenvolvimento de células resistentes num curto espaço de tempo e procurando também resultados mais eficientes.
Anticoagulantes
Conceito – são agentes que prolongam o tempo de coagulação do sangue. São usados em diversos distúrbios cardiovasculares, tais como infarto do miocárdio, embolia pulmonar, doença vascular cerebral periférica e trombose. Ex. Marevan, Heparina Sódica e Clexane.
Comentários: O coágulo é uma rede de finíssimas fibras que são formadas pelo próprio organismo. A formação do coagulo envolve uma série de reações e de substâncias.
Anti-Herpéticos
Conceito - medicamentos de ação paliativa usados para diminuir os sinais e sintomas do herpes. O herpes é uma doença sem cura causada pelo o vírus herpex, muito comum no ser humano, mas que só se manifesta com baixa resistência imunológica. Caracteriza-se por lesões da pele e mucosas.
Comentários: Nunca utilizar pomadas à base de cortisona em herpes, pois pode ocorre piora do quadro clínico.
Orexígenos
Conceito – são medicamentos utilizados para estimular o apetite. EX. Carnabol, Profol etc.
Hormônios
Conceito – são substâncias secretadas por glândulas e liberadas na corrente sangüínea para que possam atingir os tecidos onde irão exercer seus efeitos.
Alguns hormônios:
- Hormônio do Crescimento – chamado somatropina, é produzido pela hipófise e sua deficiência durante a fase de crescimento pode gerar nanismo.
- Hormônios Tiroidianos – T3 e T4, o exame do pezinho feito em lactentes tem como um dos objetivos a detecção precoce do hipotiroidismo, que deve ser tratado, evitando assim o cretinismo. Já o hipertiroidismo é tratado com fármacos antitiroidianos, que impedem a síntese do hormônio tiroidiano. Ex. Propiltiouracil.
Comentários: Quando o organismo não produz ou produz insuficientemente os hormônios é necessária a reposição hormonal, que é feita por substâncias sintéticas, ou seja, produzidas em laboratórios.
Anticoncepcionais
Conceito – são hormônios utilizados para evitar a fecundação (gravidez), no tratamento de algumas patologias ovarianas (cistos) bem como regular o ciclo menstrual. Ex. Gracial e Minulet.
Ovulatórios
Conceito – é um hormônio que atua no SNC no sentido de induzir a ovulação. Este medicamento pode induzir a liberação de 1 ou mais óvulos, aumentando as chances da mulher engravidar. Ex: Clomid e Serofene.
Antidepressivos
Conceito – são medicamentos que melhoram o humor.
Ex: Anafranil, cloridrato de clomipramida e Pondera.
Comentários: A depressão pode ser causada por distúrbios hormonais ou emocionais.
Ansiolíticos
Conceito – são medicamentos usados para diminuir a ansiedade.
EX: Alprazolan e Bromazepan.
Comentários: A ansiedade não tem origem definida, variando de pessoa para pessoa. Pode apresentar-se como um distúrbio do pânico (medo), de ansiedade ou pós-traumático.
Antiparkinsoniano
Conceito – são medicamentos utilizados para tratar os sintomas do mal de Parkinson.
Comentários: A doença de Parkinson deve-se à deficiência de uma substância existente no cérebro chamada DOPAMINA, que é responsável pela coordenação dos movimentos juntamente com a ACETILCOLINA (é preciso que ocorra o equilíbrio entre elas). A LEVODOPA, no sistema central, é convertida em DOPAMINA. O CLOR. DE BIPERIDENO promove a diminuição de ACETILCOLINA, restabelecendo assim o equilíbrio entre a mesma e a DOPAMINA.
Hipnóticos e Sedativos
Conceito – são usados para o tratamento de diversos tipos de insônia, tensão emocional, pois reduz a inquietação e induz o sono e a sedação. Agem deprimindo o SNC de maneira não seletiva ou geral. Em doses elevadas, são usados como hipnóticos e em doses menores como sedativos. Ex. Dormonid e Sonebon.
Neurolépticos
Conceito – são usados para o tratamento de pacientes com desorganização mental de pensamento e comportamento, como por exemplo: obsessão, mania de perseguição e no alívio de tensão emocional grave. Não curam, mas diminuem os sintomas da doença. Portanto, não são curativos, sua ação é primariamente e paliativa. Ex. Carbonato de lítio, baloperidona e risperidona.
Comentários: Neurose – distúrbio da pessoa com ela mesma.
Ex. mania de limpeza
Psicose – distúrbio da pessoa com a realidade.
Ex. ouvir vozes
Analgésicos Narcóticos
Conceito – são medicamentos utilizados para deprimir o SNC, ou seja, diminuem o ritmo cerebral que está acelerado. Ex: Fenobarbital e Fenitoína.
Comentários: A epilepsia caracteriza-se por crises de convulsão que são decorrentes de uma disritmia cerebral, levando a um equilíbrio das cargas elétricas, podendo ocorrer em intensidade e freqüências variadas.
Anorexígenos
Conceito – são medicamentos usados para reduzir o apetite e também agir corrigindo o fator emocional que leva à ingestão excessiva de alimentos.
Ex. Femproporex e Anfepramona.
Comentários: A obesidade é o excesso de gordura que fica armazenada no organismo proveniente de uma alimentação excessiva ou de distúrbios hormonais.
Interação Medicamentosa
Interação é uma reação química resultante da mistura entre dois ou mais medicamentos, formando uma terceira substância, com características indesejáveis ao organismo por causarem modificações na absorção, distribuição, biotransformação, excreção e até mesmo na ação de alguns fármacos, comprometendo a eficácia dos mesmos.
A Interação também se dá com a mistura de medicamentos e alimentos.
Classificação das Interações Medicamentosas
Didaticamente, costuma-se classificar as interações medicamentosas em dois grandes grupos:
a) INTERAÇÕES FARMACOCINÉTICAS – são as que ocorrem na absorção, distribuição, biotransformação ou excreção dos fármacos.
- Interações na Absorção dos Fármacos – quando fármacos interagem no organismo, um ou mais deles podem ficar insolúveis no estômago, impossibilitando a absorção. Também podem ocorrer alterações na motilidade intestinal ou um fármaco alterar o Ph gástrico ou entérico, comprometendo a absorção do outro fármaco.
- Interações na Distribuição dos Fármacos – alguns fármacos são distribuídos no organismo pela ligação a proteínas plasmáticas. Muitas vezes um fármaco pode comprometer a ligação de outro a essas proteínas, prejudicando a sua distribuição.
- Interações na Biotransformação dos Fármacos – a biotransformação dos fármacos no interior do organismo ocorre principalmente no fígado, através de reações bioquímicas catalisadas por enzimas. Determinados fármacos têm a capacidade de estimular a ação dessas enzimas (indutores enzimáticos) e outros de inibi-las (inibidores enzimáticos). Portanto, sua administração em conjunto com outros agentes pode provocar a indução ou inibição enzimática, levando à perda ou redução de ação do segundo fármaco ou, em alguns casos, acelerando sua excreção.
- Interações na excreção dos Fármacos – os fármacos são eliminados do organismo principalmente por via retal, através de mecanismos específicos. Quando ocorrem interações medicamentosas, alterações nesses mecanismos podem levar ao retardo ou aceleração da excreção dos fármacos, ocasionando modificações nas suas concentrações e possibilitando o prolongamento ou redução de sua ação.
b) INTERAÇÕES FARMACODINÃMICAS – são as que interferem na ação dos fármacos envolvidos, o que pode resultar na potencialização dos efeitos (Sinergismo) ou na exacerbação de um ou mais efeitos colaterais. Algumas interações podem gerar efeitos antagônicos (resultados opostos). Assim, quando dois fármacos atuam em um mesmo receptor no organismo e são administrados simultaneamente, pode ocorrer competição pelo receptor, comprometendo a ação terapêutica.
Comentários:
Substâncias que devem ser tomadas com estômago vazio e muita água:
- Cefalexina
- Tetraciclina
- Penicilina
- Eritromicina
- Pantomicina
- Compostos de Diazepam com Ergotamina e propantelina
Substâncias que não devem ser tomadas com leite:
- Sais de Ferro
- Bisacodil
- Antibióticos
Os antibióticos nunca devem ser misturados com Vitamina C ou qualquer substância que a contenha (sucos cítricos), pois a mesma inibe a ação dos antibióticos. O cálcio contido no leite reduz a absorção dos antibióticos.
Medicamentos que devem ser tomados junto com alimentos:
- Ácido Acetilsalicílico
- Fenitoína
- Metoclopramida
- Carisoprodol
- Amiodarona
- Reserpina
- Teofilina
- Cinarizina
- Prednisona
- Analgésicos
- Antiinflamatórios
Nunca misturar com outros medicamentos:
- Prometazina
- Diazepan
- Digoxina
- Dexametazona
- Cloreto de Potássio
Tais medicamentos quando associados formam precipitados e compostos indesejáveis ao organismo.
Nunca usar fazendo uso de bebidas alcoólicas:
- Analgésicos fortes
- Tranqüilizadores
- Anticonvulsivantes
- Neurolépticos
- Hipnóticos
- Anti–histamínicos
- Barbitúricos
- Antibióticos
Nunca misturar os seguintes medicamentos injetáveis:
AMPICILINA COM:
- Lincomicina
- Gentamicina
- Cloranfenicol
- Tetraciclina
- Liquemine
- Amicacina
- Hidrocortisona
- Oxitetraciclina
CEFALOTINA COM:
- Anti-histamínico
- Gentamicina
- Eritromicina
- Cálcio
- Amicacina
- Aminofilina
- Fenobarbital
- Liquemine
- Oxitetraciclina
- Penicilina G Potássica
- Pentobarbital
GENTAMICINA COM:
- Anfoterecina B
- Liquemine
- Cefalotina
- Ampicilina
- Penicilina G Potássica
- Oxacilina
- Carbenicilina
CLORANFENICOL/TETRACICLINA COM:
- Anfoterecina B
- Aminofilina
- Ampicilina
- Carbenicilina
- Cálcio
- Riboflavina
- Oxacilina
- Cefalotina
- Prometazina
- Hidrocortisona
OXACILINA COM :
- Complexo B
- Tetraciclina
- Gentamicina
- Tianfenicol
Observações importantes: Evite misturar um medicamento com outro na mesma seringa. Observe somente as associações recomendadas pelo médico.
Nesta parte são focalizadas algumas interações medicamentosas. Dado o seu grande número foram selecionadas aquelas mais importantes do ponto-de-vista clínico, relacionadas às drogas habitualmente usadas.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Antiinflamatórios não esteróides (em geral) Ácido Fólico Diminuição do efeito terapêutico dos antiinflamatórios
Anticoagulantes orais Aumento no risco de hemorragias
Anti-hipertensivos (bloqueadores beta e diuréticos) Redução do efeito
anti-hipertensivo
Diuréticos Insuficiência renal aguda em pacientes desidratados
Glicocorticóides (corticosteróides) Maior possibilidade de surgimento de efeitos colaterais indesejáveis
Heparina
(via parentera) Aumento no risco de hemorragias
Sais de Lítio A indometacina, cetoprofeno, ácido mefenâmico, clometacina, fenilbutazona, diclofenaco, piroxican e ibuprofeno aumentam as concentrações séricas de lítio em 30 a 60%
Anticonvulsivantes indutores enzimáticos (carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e primidona) em geral Anticoncepcionais orais (Associações estrógeno/ progestágenos) Diminuição da eficácia do anticoncepcional
Corticóides Diminuição da eficácia dos corticosteróides
Teofilina e derivados Diminuição das taxas plasmáticas e da atividade da teofilina
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Antidepressivos tricíclicos (em geral) Anticonvulsivantes Os antidepressivos tricíclicos favorecem o aparecimento de convulsões
Benzodiazepínicos (em geral) Cimetidina A administração de cimetidina e alguns benzodiazepínicos (alprazolam, clordiazepóxido, clorazepato, diazepam e triazolam) resulta em diminuição do clearence plasmático e aumento da meia vida plasmática e concentração destes benzodiazepínicos. Além disso, foi observado um aumento do efeito sedativo em alguns pacientes tomando cimetidina e benzodiazepínicos.
Digoxina O diazepam pode reduzir a excreção renal da digoxina, com aumento da meia vida plasmática e risco de toxicidade. Este efeito foi também relatado com o alprazolam.
Glicorticóides
(Corticosteróides/ Corticóides) em geral Anticoagulantes Orais Aumento no risco de hemorragia conseqüente à terapia corticosteróide (mucosa digestiva, fragilidade vascular).
Anticoncepcionais Orais Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da predinisolona. Provavelmente, vale para todos os corticosteróides.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Glicocorticóides (Corticosteróides/ corticóides) em geral Digitálicos Predisposição para toxicidade digitálica
Diuréticos depletores de potássio (ácido etacrínico, furosemida, tiazídicos) e outras drogas depletoras de potássio (anfoterecina B) Podem aumentar a depleção de potássio, que é um dos efeitos dos corticosteróides.
Antidiabéticos orais (em geral) Derivados pirazolônicos A administração de fenilbutazona e outros derivados pirazolônicos concomitantemente aos antidiabéticos orais pode potencializar a atividade hipoglicêmica.
Isoniazida Redução da eficácia dos antidiabéticos orais. Pode, entretanto, aparecer o inverso, ou seja, uma potencialização da hipoglicemia.
Anticoncepcionais orais (em geral) Anti-hipertensivos Os anticoncepcionais podem elevar a pressão arterial, anulando a ação dos hipotensores.
Antiinfecciosos ( Ampicilina, Cloranfenicol, Neomicina, Nitrofurantopina, Penicilina V, Sulfonamidas, Tetraciclinas) Diminuição do efeito anticoncepcional causado por todos os antiinfecciosos que atuam sobre a flora intestinal.
Betabloqueadores Acúmulo do betabloqueador.
Risco de intoxicação.
Corticosteróides Reforço da ação antiinflamatória da hidrocortisona. Diminuição do metabolismo da prednisolona. Provavelmente, válido para todos os corticosteróides.
DROGA ASSOCIADA COM EFEITO
Anticoncepcionais orais (em geral) Indutores de enzimas microssônicas (Rifampicina, barbitúricos, carbamazepina, fnitoína, primidona, griseofulvina ) Diminuição do efeito anticoncepcional. Em relação à fenitoína: possibilidade de aparecimento de convulsões. (entretanto, é duvidosa esta interação).
Anticoagulantes orais (em geral) Anticoncepcionais orais Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.
Cimetidina Aumento dos efeitos dos anticoagulantes.
Clorafenicol Aumento dos efeitos dos anticoagulantes e no risco hemorrágico.
Clortalidona (e outros diuréticos tiazídicos) Diminuição dos efeitos dos anticoagulantes.
Diuréticos depletores de potássio ou hipocalemiantes (Tiazídicos e similares, como a clortalidona, incluindo ácido tienílico e indapamida, e diuréticos de alça como ácido etacrínico, bumetanida e furosemida) em geral. Alguns antiarrítmicos (Bepridil, antiarrítmicos do tipo quinidínico, sotalol, amiodarona). Aumento dos efeitos dos antiarrítmicos, com possibilidade de intoxicação.
Bloqueadores neuromusculares não desporizantes Prolongamento do bloqueio neuromuscular.
Digitálicos Aumento dos efeitos tóxicos dos digitálicos.
Imunização
É a característica que o organismo adquire ao se tornar resistente contra determinada doença. Essa resistência decorre da produção de anticorpos específicos para cada tipo de antígeno.
Mas, afinal o que são anticorpos e antígenos?
Resumidamente, podemos dizer que antígeno é toda a substância estranha ao organismo que, por qualquer motivo, penetra ou tenta nele penetrar. Já os anticorpos são substâncias próprias do organismo, isto é, produzidas por ele, que destróem ou tentam destruir os antígenos que invadiram o corpo.
Tipos de Imunização:
Existem dois tipos de imunidade: a ativa e a passiva. A imunidade ativa desenvolve-se quando o próprio organismo produz os anticorpos (vacina). A passiva não é uma imunidade definitiva e desenvolve-se quando o indivíduo recebe anticorpos já formados em outro organismo (soro).
Noções Básicas Sobre Injetáveis
Vias de aplicação de injetáves
Intradérmica (I.D) – Também chamada intracutânea ou cutânea, é utilizada para testes alérgicos e algumas vacinas. É aplicada na camada mais profunda da pele, chamada derme. Sua característica é a formação de uma bolinha (pápula na pele).
Local de aplicação: geralmente é feita na parte interna do antebraço, por ser de fácil acesso, pouco pigmentado e com poucos pelos.
Posição: geralmente sentado com o antebraço apoiado em suporte específico.
Quantidade: geralmente não ultrapassa 0,1ml. Quantidades superiores devem ser divididas em duas partes, ou mais aplicações.
Técnica de Aplicação
1- Estique a pele e introduza a agulha em ângulo d5 a 15° com o bisel voltado para cima. Aproximadamente da agulha é introduzido. Puxe o êmbolo levemente para trás.
2- Não refluindo sangue, injete o líquido delicadamente e observe a pele se distender, tomando o aspecto de uma bolha chamada pápula. Já que a injeção é feita de modo muito superficial (entre a derme e a epiderme).
3- Terminada a aplicação, retire cuidadosamente a agulha. Não massageie o local. Esta injeção dispensa a anti-sepsia. A presença do álcool pode comprometer os resultados dos testes e o efeito das vacinas fabricadas com microorganismos vivos inativos. Se necessário, lave a área com água e sabão ou soro fisiológico, secando em seguida com algodão seco.
4- Descarte adequadamente as seringas e o material usado.
- Subcutânea: Feita no tecido subcutâneo, que fica entre a pele e o músculo, é usada para a aplicação de vacinas, insulinas, anticoagulantes e outros medicamentos que devam ser absorvidos lentamente. É um tipo de aplicação geralmente indolor, feito com seringas específicas e agulhas curtas, chamadas agulhas de insulina. Volume máximo recomendado é de 1,5ml.
Locais de Aplicação: parte posterior dos braços, parte anterior e lateral externa das coxas e abdôme e nádegas.
Material necessário: algodão com álcool, seringa agulhada de vacina ou insulina.
Execução da Técnica: Após limpar o local da aplicação, faça uma prega na pele com o dedo indicador e polegar e, em seguida, introduza profunda e rapidamente a agulha, em ângulo reto (90°) para que a absorção se faça de forma eficaz através dos capilares existentes na camada profunda do tecido. Aspire, faça a aplicação e retire a agulha com auxílio do algodão. Não massageie o local. Em pessoas magras, faça a aplicação com a seringa inclinada para evitar a aplicação no músculo e proceda conforme as orientações anteriores. Para as vacinas são utilizadas seringas específicas com escalas em décimo de ml.
Material necessário para a aplicação da insulina:
- Algodão com álcool
- Frasco de insulina U-100 tipo R, N ou L (trazida pelo cliente)
- Seringa de insulina de 30,50 ou 100 unidades
- Endovenosa (E.V.) ou Intravenosa (I.V.): é aplicada na veia e o efeito é imediato. Deve ser aplicada lentamente para se evitar mal estar, hipotensão, formigamento e ondas de calor, fenômenos de origem nervosa que acometem pessoas ansiosas. Com este cuidado, evita-se também a elevação do volume circulatório, prejudicial aos cardíacos. A injeção é geralmente indolor e deve ser aplicada somente por pessoa realmente habilitada, podendo causar sérios problemas se for mal aplicada.
Locais de Aplicação:
- Veias do Braço
- Veias do dorso da mão
- Veia do Pé
Material Necessário:
- Algodão Seco e embebido em álcool
- Seringa de bico lateral e agulha 20x5,5 ou 25x7
- Garrote
- Intramuscular (I.M.): é feita no músculo, parte do corpo responsável pelos movimentos, rica em vaso sangüíneos que facilitam a absorção de grande número de medicamentos. Possui também grande número de nervos que comandam a atividade muscular, sendo, por isso, muito importante que se identifique com exatidão as áreas apropriadas para a aplicação, afim de evitar possíveis complicações. Este é o tipo de injeção mais utilizado em farmácias. As injeções intramusculares devem ser sempre profundas, isto é, aplicadas com agulhas de tamanho apropriado e com ângulo reto (90°), salvo exceções, para favorecer a absorção e não haver retorno do medicamento para a camada subcutânea. Os medicamentos mais doloridos e irritantes são aplicados por esta via.
Material Necessário:
Algodão com álcool a 70°
Seringas com 3,5 ou 10ml
Agulhas do tamanho apropriado:
- Adultos magros – 25x7
- Adultos com ossos bem desenvolvidos ou obesos– 30x7 ou 30x8
- Crianças bem desenvolvidas – 25x7 ou 25x8
- Crianças e adolescentes obesos – 30x7
- Crianças muito pequenas – 20x5,55 (exceto para aplicação de suspensões de penicilina)
As agulhas com calibre 25x7 ou 30x7 são usadas para soluções aquosas. As de calibre 25x8 ou 30x8 são reservadas para soluções oleosas e para suspensões de penicilina, para facilitar a aplicação e não entupir a agulha.
Músculos Utilizados:
- Braço ou região deltoideana (volume de líquido máximo de 3ml)
- Nádega ou região dorsoglútea (volume de líquido no máximo de 5ml, se ultrapassar devem ser aplicados em dois locais diferentes)
- Quadril ou região ventroglútea (volume de líquido no máximo de 5ml)
- Coxa (volume de líquido no máximo de 4ml)
Técnica em Z ou trilha em Z - técnica ideal para evitar o refluxo do medicamento para a camada subcutânea, evitando o aparecimento de nódulos doloridos por reação inflamatória, principalmente no caso de aplicações feitas com soluções oleosas (como Perlutan) e à base de ferro como Noripurum, este podendo deixar manchas escuras na pele.
Pode ser usada em qualquer um dos locais descritos previamente sendo, entretanto, mais utilizada na região glútea.
1- Após fazer a anti-sepsia da pele, puxe-a firmemente para o lado ou para baixo com a parte lateral da mão esquerda (se for canhoto faça com a mão oposta)
2- Introduza a agulha. Sempre mantendo a pele puxada, segure a seringa com o polegar e o dedo indicador da mão esquerda.
3- Puxe o êmbolo discretamente para trás e observe se há refluxo de sangue. Caso isso não ocorra, faça a aplicação.
4- Aguarde aproximadamente 10 segundos antes de retirar a agulha e só então solte a pele.
Outra alternativa é usar a lateral da mão ao puxar a pele para o lado ou para baixo. Nesse caso, os dedos indicador e polegar ficarão livres para segurar a seringa. Voltando a posição relaxada, a pele vedará a saída do líquido injetado para fora do músculo.
Formas de Apresentação da Medicação Injetável
- Aquosa (ex. Voltaren)
- Oleosa (ex. Perlutan)
- Líquida com pó em suspensão (ex. Benzetacil)
- Pó (ex. Despacilina e Tilatil)
Sala de Aplicação
Deve possuir área física bem iluminada, bem ventilada e deve conter:
- Pia
- Sabão líquido ou em barra
- Papel Toalha
- Álcool 70° ou álcool swabs
- Algodão
- Bancada para preparar as injeções
- Lixeira
- Cadeira
- Garrote
- Seringas e agulhas descartáveis
Cuidados Gerais na Administração de Injetáveis
Para maior segurança, tanto para o aplicador quanto para o cliente, peça a receita médica na hora de aplicar injeções. Observe os seguintes itens: nome e n° do CRM do médico, nome do cliente, data, nome do medicamento, dosagem, via de aplicação e concentração, se houver.
Termos Técnicos em Aplicações de Injeções
Anti-Sepsia – é a redução de germes e eliminação de partículas de sujeira da pele através do uso de anti-sépticos como álcool, água oxigenada e outros.
Contaminação – significa levar para um material, medicamento, ambiente ou organismo vivo partículas de sujeira, pó, micróbios etc.
Desinfecção – é o processo pelo qual reduzem-se os micróbios do ambiente e dos materiais através do uso da fervura ou soluções desinfetantes, como álcool e outras.
Esterilização – é um processo radical onde todos os germes presentes no material são eliminados, assim como qualquer partícula de sujeira. Tanto a medicação injetável quanto as seringas e agulhas são esterilizadas.
Germes ou Micróbios – estão presentes na pele, no ar, nos objetos e gotículas de saliva. Sem os devidos cuidados de higiene, eles podem ser introduzidos no organismo através da injeção, causando infecção em pessoas predispostas. São os chamados abscessos por contaminação, com presença de pus.
Infecção – é a penetração e proliferação de germes no organismo. As pessoas mais sensíveis são as crianças, idosos, portadores de câncer, aidéticos e pessoas muito estressadas.
A falta dos devidos cuidados higiênicos no preparo ou na aplicação da injeção pode causar infecção.
Descarte do Material Utilizado
- Após a aplicação, descarte a seringa e a agulha em coletores feitos especialmente para este fim, de paredes rígidas.
- Nunca jogue agulhas descobertas em sacos plásticos.
- A agulha também não deve ser desconectada da seringa para evitar riscos de acidente com o aplicador.
- Os protetores das agulhas não devem ser nelas recolocados.
- Descarte materiais somente até o limite recomendado no DESCARTEX.
- Para o descarte final do coletor, transporte o DESCARTEX fechado, segurando somente pela a alça e afastado do corpo.
Noções Básicas Sobre Portaria 344
3.1.1 – Notificação de Receita A
- De cor amarela.
- Confeccionada e fornecida pela autoridade sanitária.
- Prescrição dos medicamentos à base das substâncias das listas:
A1, A2 e A3.
- Válida em todo o território nacional desde que acompanhado de justificativa.
- Deve ser preenchida de forma legível, sendo a quantidade dos medicamentos prescritos em algarismos arábicos e por extenso.
- A farmácia ou drogaria só pode aviar ou dispensar quando todos os itens da receita e da notificação de receita estiverem devidamente preenchidas e assinadas pelo profissional prescritor.
- A notificação será retida na farmácia/drogaria e a receita devolvida ao paciente com carimbo (anexo 1 – modelo de carimbo).
- Vale por 30 dias após a sua emissão.
- Podem conter, no máximo, 5 (cinco) ampolas e para as demais formas farmacêuticas de apresentação, a quantidade correspondente a 30 (trinta) dias de tratamento.
- Pode ser prescrito acima das quantidades previstas, devendo o prescritor anexar justificativa indicando com CID da doença ou diagnóstico, posologia, data e assinatura.
- No caso de formulações magistrais, as formas farmacêuticas deverão conter, no máximo, as concentrações que constam na literatura nacional internacional oficialmente reconhecidas.
O profissional prescritor, para receber o talonário, deve se dirigir à autoridade sanitária para o preenchimento da ficha cadastral, munido de carteira de identidade expedido pelo conselho profissional e comprovante de residência. O cadastramento pode ser feito por pessoa devidamente autorizada. Após o cadastramento, o profissional pode requerer o talonário.
No ato do recebimento do talonário, o profissional, ou portador, deve levar o carimbo que será aposto na presença da autoridade sanitária, em todas as folhas do talonário no campo “Identificador do Emitente”.
SIAP344 – Guia para Prescrição e Dispensação
3.1.2 – Notificação de Receita B
Para Uso Humano e Uso Veterinário
- De cor azul.
- Impressa às expensas do profissional ou instituição.
- Prescrição dos medicamentos à base das substâncias das Listas B1 e B2.
- Válida apenas na unidade federativa que concedeu a numeração.
- Nos campos UF, NÚMERO, IDENTIFICAÇÃO DO EMITENTE, DADOS DA GRÁFICA, NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO e a NUMERAÇÃO CONCEDIDA devem estar impressas.
- Pode haver prescrição acima das quantidades previstas, devendo-se para tanto o prescritor anexar justificativa indicando o CID da doença ou diagnóstico, posologia, data, assinatura e carimbo.
- Pode conter apenas uma substância ou medicamento que a contenha.
- Devem vir acompanhada da receita comum.
- A receita comum deve receber os carimbos (Anexo 1 - Modelo de Carimbo).
- A notificação fica retida na farmácia e a receita devolvida ao paciente.
- Antes de confeccionar esta Notificação de Receita, deve o interessado solicitar à Autoridade Sanitária autorização e numeração (intervalo numérico) para confecção do talonário.
- O rodapé da notificação deve conter os dados da gráfica (razão social, CGC e endereço), o intervalo numérico concedido pela Vigilância Sanitária local e o número da autorização.
- Válida por 30 dias após sua emissão.
- Cada notificação pode conter, no máximo, 05 ampolas ou o suficiente para 60 dias de tratamento nas demais formas farmacêuticas (comprimidos, solução e xaropes orais etc).
- É proibido fórmulas contendo associações medicamentosas das substâncias anorexígenas entre si ou com ansiolíticos, diuréticos, hormônios ou extratos hormonais e laxantes, bem como quaisquer outras substâncias medicamentosas.
- É proibido associações medicamentosas de substâncias ansiolíticas associadas a substâncias simpaticolíticas ou parasimpaticolíticas.
SIAP344 – Guia para Prescrição e Dispensação
3.2.1- Receita Controle Especial
- Válida em todo o território nacional por trinta dias após a sua emissão.
- Deve ser preenchida em duas vias.
- Destina-se aos medicamentos à base das substâncias das Listas C1 e C5.
- Deve ser preenchida de forma legível, sem rasuras ou emendas, a quantidade em algarismos arábicos e por extenso.
- Só pode ser dispensada ou aviada quando todos os itens estiverem devidamente preenchidos.
- Em 72 horas, as farmácias ou drogarias devem apresentar as receitas de controle especial provenientes de outras Unidades Federativas à Autoridade Sanitária.
- A 2ª via deve ser devolvida ao paciente contendo carimbo do estabelecimento atestando o aviamento/dispensação.
- Os medicamentos das listas C4 (antiretrovirais) devem ser dispensados no âmbito do SUS por formulário próprio fornecido pelo Programa DST/AIDS ou na Receita de Controle Especial quando para aquisição em farmácia ou drogaria.
- Os antiretrovirais só podem ser prescritos por profissionais médicos.
- Cirurgiões dentistas e veterinários só podem prescrever para uso odontológico e veterinário, respectivamente.
- Cada receita poderá conter até 03 (três) substâncias ou medicamento das Listas C1 e C5.
- De cada uma das substâncias ou medicamentos poderão ser prescrito até 05 (cinco) ampolas ou o suficiente para 60 (sessenta) dias de tratamento, quando em outra forma farmacêutica.
- Para os antiretrovirais podem conter, cada receita, até 05 (cinco) medicamentos.
- antiparkinsonianos e anticonvulsivantes podem ser prescritos para até 06 meses de tratamento.
- Acima das quantidades previstas, o prescritor deve anexar justificativa com CID ou diagnóstico, posologia, datando e assinando as duas vias.
Procedimento do Balconista
É de responsabilidade do balconista:
- Abordagem do cliente no meio da loja.
- Prestar um bom atendimento a todos os clientes.
- As expressões: senhor (a), bom dia, como vai, até logo, muito obrigado, posso lhe ajudar, estamos às suas ordens, devem fazer parte constante do vocabulário.
- Para evitar vendas erradas, toda a receita deverá ser lida por dois balconistas, mesmo que a receita esteja legível. Em caso de dúvida, consultar o FARMACÊUTICO. Persistindo a dúvida, ligar para o médico.
- Anotar as faltas e encomendas de produtos.
- Não é permitida a aplicação de injeções sem a apresentação da receita. Antes da aplicação, o balconista deverá apresentar o medicamento e a receita para o FARMACÊUTICO confirmar.
- Retirada dos produtos a vencer, com 90 dias de antecedência (a critério da loja).
- Auxiliar na limpeza e organização da filial, principalmente prateleiras, gôndolas e sala de aplicação.
Selzentry: Nova droga contra HIV aprovada pelo FDA
PFIZER RECEBE AUTORIZAÇÃO PARA NOVA DROGA CONTRA HIV
06/08 - A Pfizer anunciou na segunda-feira ter recebido autorização das autoridades norte-americanas para o Selzentry, primeiro de uma nova classe de medicamentos de uso oral contra o vírus da Aids. Trata-se da primeira droga criada para impedir que o vírus HIV entre nas células imunológicas humanas. Remédios mais antigos atacam o vírus propriamente dito. O medicamento, também chamado de maraviroc, bloqueia o co-receptor CCR5, que serve como principal acesso do HIV às células imunológicas. A Administração de Alimentos e Drogas (FDA) dos EUA aprovou o Selzentry para uso em pacientes que tentaram outras drogas e para aqueles cujos exames confirmam a presença de uma cepa do HIV ligada ao receptor CCR5. Cerca de 50 a 60 por cento dos pacientes tratados com outras drogas para a Aids se encaixam nessa definição, segundo a FDA. O Selzentry será vendido com um aviso tipo "tarja preta" alertando para os riscos de toxicidade para o fígado, segundo a agência reguladora. O rótulo mencionará também a possibilidade de ataque cardíaco, entre outros alertas e precauções. Os efeitos colaterais mais comuns incluem tosse, febre, infecções do trato respiratório superior, "rash" cutâneo, dores abdominais e enjôo. A Pfizer, maior laboratório do mundo, prevê a chegada do Selzentry às farmácias no mês que vem.
Fonte: Reuters – Notícias Terra
06/08 - A Pfizer anunciou na segunda-feira ter recebido autorização das autoridades norte-americanas para o Selzentry, primeiro de uma nova classe de medicamentos de uso oral contra o vírus da Aids. Trata-se da primeira droga criada para impedir que o vírus HIV entre nas células imunológicas humanas. Remédios mais antigos atacam o vírus propriamente dito. O medicamento, também chamado de maraviroc, bloqueia o co-receptor CCR5, que serve como principal acesso do HIV às células imunológicas. A Administração de Alimentos e Drogas (FDA) dos EUA aprovou o Selzentry para uso em pacientes que tentaram outras drogas e para aqueles cujos exames confirmam a presença de uma cepa do HIV ligada ao receptor CCR5. Cerca de 50 a 60 por cento dos pacientes tratados com outras drogas para a Aids se encaixam nessa definição, segundo a FDA. O Selzentry será vendido com um aviso tipo "tarja preta" alertando para os riscos de toxicidade para o fígado, segundo a agência reguladora. O rótulo mencionará também a possibilidade de ataque cardíaco, entre outros alertas e precauções. Os efeitos colaterais mais comuns incluem tosse, febre, infecções do trato respiratório superior, "rash" cutâneo, dores abdominais e enjôo. A Pfizer, maior laboratório do mundo, prevê a chegada do Selzentry às farmácias no mês que vem.
Fonte: Reuters – Notícias Terra
Obesidade:Hormonio (leptina) regula o desejo de comer.
HORMÔNIO REGULA DESEJO POR CERTOS ALIMENTOS
10/08 - Pesquisa britânica diz que a deficiência de leptina contribui para o excesso de peso. Londres. A leptina, um hormônio produzido por células de gordura e que indica quando o organismo está saciado, também regula o desejo de comer certos alimentos. É o que diz estudo da Universidade de Cambridge, publicado na revista "Science". A descoberta pode explicar porque algumas pessoas ganham peso e ajudar na pesquisa de tratamentos contra obesidade. Segundo a pesquisadora I. S. Farooqi, pacientes com uma rara alteração genética que causa deficiência de leptina comiam menos após receber injeções do hormônio. Estudo prévio mostrou que ele não ajuda as pessoas com níveis normais a perder peso. Para entender o funcionamento do hormônio, os cientistas mostraram aos pacientes fotografias de diferentes tipos de alimentos, como torta de chocolate, pizza, couve-flor e brócolis. As pessoas com a alteração - da qual se conhece uma dúzia de casos - gostavam de todos, comiam em excesso e eram obesas. Com auxílio de imagens de ressonância magnética, foram analisadas a atividade cerebral dos pacientes, à medida que eles respondiam a respeito das fotografias. E os autores identificaram zonas chaves com papel importante no desejo de comer. VONTADE DE COMER É BIOLÓGICA - Depois que os pacientes receberam injeções de leptina, as áreas que anteriormente tinham se mostrado ativas ao ver as fotos dos alimentos só apresentavam atividade se as pessoas não tinham se alimentado na noite anterior. Uma resposta normal. Isso sugere que o desejo por comida é biológico e não tem relação com a gula, o que leva a pessoa a se alimentar em excesso. Saber como o hormônio leptina estimula diferentes partes do cérebro poderia permitir o desenvolvimento de novos medicamentos contra obesidade e auxiliar pessoas com excesso de peso a perder vários quilos. Fonte: O Globo
10/08 - Pesquisa britânica diz que a deficiência de leptina contribui para o excesso de peso. Londres. A leptina, um hormônio produzido por células de gordura e que indica quando o organismo está saciado, também regula o desejo de comer certos alimentos. É o que diz estudo da Universidade de Cambridge, publicado na revista "Science". A descoberta pode explicar porque algumas pessoas ganham peso e ajudar na pesquisa de tratamentos contra obesidade. Segundo a pesquisadora I. S. Farooqi, pacientes com uma rara alteração genética que causa deficiência de leptina comiam menos após receber injeções do hormônio. Estudo prévio mostrou que ele não ajuda as pessoas com níveis normais a perder peso. Para entender o funcionamento do hormônio, os cientistas mostraram aos pacientes fotografias de diferentes tipos de alimentos, como torta de chocolate, pizza, couve-flor e brócolis. As pessoas com a alteração - da qual se conhece uma dúzia de casos - gostavam de todos, comiam em excesso e eram obesas. Com auxílio de imagens de ressonância magnética, foram analisadas a atividade cerebral dos pacientes, à medida que eles respondiam a respeito das fotografias. E os autores identificaram zonas chaves com papel importante no desejo de comer. VONTADE DE COMER É BIOLÓGICA - Depois que os pacientes receberam injeções de leptina, as áreas que anteriormente tinham se mostrado ativas ao ver as fotos dos alimentos só apresentavam atividade se as pessoas não tinham se alimentado na noite anterior. Uma resposta normal. Isso sugere que o desejo por comida é biológico e não tem relação com a gula, o que leva a pessoa a se alimentar em excesso. Saber como o hormônio leptina estimula diferentes partes do cérebro poderia permitir o desenvolvimento de novos medicamentos contra obesidade e auxiliar pessoas com excesso de peso a perder vários quilos. Fonte: O Globo
Wednesday, August 08, 2007
Para quem é pai / mãe e para aqueles que o serão...
Para quem é pai / mãe e para aqueles que o serão...
Affonso Romano de Sant'Anna
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre,
e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias de igual maneira.
Crescem de repente
Um dia sentam-se perto de você no terraço
e dizem uma frase com tal maturidade
que você sente que não pode mais trocar as fraldas
daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha
que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia,
as festinhas de aniversário com palhaços
e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual
de obediência orgânica e desobediência civil...
E você está agora ali, na porta da discoteca,
esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante,
esperando que eles saiam esfuziantes
sobre patins e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas,
lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração:
incômodas mochilas da moda nos ombros.
Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar,
apesar dos golpes dos ventos, das colheitas,
das notícias e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados,
observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos
que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando
um pouco órfãos dos próprios filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas
e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês,
da natação e do judô. Saíram do banco de trás
e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer
para ouvir sua alma respirando conversas
e confidências entre os lençóis da infância,
e os adolescentes cobertores daquele quarto
cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas
e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter,
ao Shopping,
não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas,
não lhes compramos todos os sorvetes e roupas
que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles
todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia
entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais,
páscoas, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as brigas dentro do carro,
a disputa pela janela, os pedidos de chicletes
e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais
começou a ser um esforço, um sofrimento,
pois era impossível deixar a turma
e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram,
mas, de repente, morriam de saudades
daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe
torcendo e rezando muito
(nessa hora, se a gente tinha desaprendido,
reaprende a rezar)
para que eles acertem nas escolhas em busca
de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar:
qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado,
não exercido nos próprios filhos
e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados
e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de re-editar
o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais,
antes que eles cresçam.
Aprendemos a ser filhosdepois que somos pais...
“Só aprendemos a ser pais
depois que somos avós...”
Affonso Romano de Sant'Anna
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre,
e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias de igual maneira.
Crescem de repente
Um dia sentam-se perto de você no terraço
e dizem uma frase com tal maturidade
que você sente que não pode mais trocar as fraldas
daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha
que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia,
as festinhas de aniversário com palhaços
e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual
de obediência orgânica e desobediência civil...
E você está agora ali, na porta da discoteca,
esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante,
esperando que eles saiam esfuziantes
sobre patins e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas,
lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração:
incômodas mochilas da moda nos ombros.
Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar,
apesar dos golpes dos ventos, das colheitas,
das notícias e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados,
observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos
que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando
um pouco órfãos dos próprios filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas
e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês,
da natação e do judô. Saíram do banco de trás
e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer
para ouvir sua alma respirando conversas
e confidências entre os lençóis da infância,
e os adolescentes cobertores daquele quarto
cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas
e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter,
ao Shopping,
não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas,
não lhes compramos todos os sorvetes e roupas
que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles
todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia
entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais,
páscoas, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as brigas dentro do carro,
a disputa pela janela, os pedidos de chicletes
e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais
começou a ser um esforço, um sofrimento,
pois era impossível deixar a turma
e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram,
mas, de repente, morriam de saudades
daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe
torcendo e rezando muito
(nessa hora, se a gente tinha desaprendido,
reaprende a rezar)
para que eles acertem nas escolhas em busca
de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar:
qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado,
não exercido nos próprios filhos
e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados
e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de re-editar
o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais,
antes que eles cresçam.
Aprendemos a ser filhosdepois que somos pais...
“Só aprendemos a ser pais
depois que somos avós...”
Sunday, August 05, 2007
Drogas: Álcool & Maconha
DROGAS
DROGA LEGAL ABRE CAMINHO (Álcool)
19/07 - Estudo aponta o álcool como uma ponte que pode levar jovens ao vício e a consumir drogas ilícitas. O consumo do álcool entre crianças e adolescentes pode ser a porta de entrada para que eles recorram a outras drogas ilícitas. As estatísticas vêm crescendo e comprovam os riscos que o álcool oferece à população jovem, quando ingerido em larga escala. No Distrito Federal, um em cada três meninos e meninas, com idade entre dez e 18 anos, consomem bebidas alcoólicas pelo menos uma vez por mês, o que corresponde a 31,5% de jovens brasilienses que bebem com regularidade. O levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), órgãos do Governo Federal, traz outros números preocupantes. Cerca de 46% dos estudantes dos ensinos Fundamental e Médio das escolas públicas e particulares do Distrito Federal já consumiram bebidas alcoólicas. Muitos pais nem imaginam, mas 9,5% dos estudantes brasilienses entrevistados revelaram que fazem uso freqüente do álcool. Na faixa etária de 10 a 12 anos, 44,7% dos entrevistados confirmaram o consumo; entre 13 e 15 anos, o índice sobe para 73,4%; e entre 16 e 18 anos, o número assusta: 82,2%. Entre as meninas, nessa faixa etária, o consumo é ainda maior. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há dez anos, no Brasil, a média de idade do primeiro contato com a bebida ocorria por volta dos 13 anos. Atualmente, a faixa etária inicial varia entre 10 e 11 anos. Entre os adolescentes de 12 a 17 anos, 54% já experimentaram alguma bebida e 7% deles são dependentes do álcool. PROBLEMAS - O uso regular de bebidas alcoólicas pode causar complicações orgânicas e psíquicas aos seus usuários. Segundo avaliação da psicóloga e especialista em alcoolismo na infância e adolescência, Maria Luci Porto, em função da sensibilidade do organismo jovem, mesmo que ingerido em pequenas quantidades, o álcool pode trazer sérios problemas à saúde. "O consumo agudo na adolescência provoca, em muitos casos, um estado depressivo e a sensação de angústia. O efeito pode ser maior que no adulto", compara a psicóloga. De acordo com Maria Luci, por ser o álcool uma droga lícita e de fácil acesso, os adolescentes podem deixar de consumir o álcool e se sentir atraídos por outras drogas como a maconha, o ecstasy ou a cocaína. "Em função da licitude do álcool, eles podem ser motivados para usar e conhecer drogas ilícitas", afirma. MEDIDAS PREVENTIVAS - Para enfrentar problemas como dependência e doenças físicas relacionadas ao consumo do álcool, o Ministério da Saúde lançou, recentemente, a Política Nacional sobre Álcool que, entre outras medidas, restringe a propaganda de bebidas com teor alcoólico acima de 0,5 grau Gay-Lussac? - antes era acima de 13º - o que inclui cervejas, ices e coolers. O governo também vai atuar na prevenção dos acidentes de trânsito e limitar a venda de álcool nas estradas e nos postos de gasolina. A psicóloga Fátima Sudbrack, coordenadora do Programa de Estudo e Atenção às Dependências Químicas (Prodequi), da Universidade de Brasília (UnB), apóia a nova política e afirma que nos últimos anos a oferta ficou mais massiva e agressiva e o controle menos eficaz. "A publicidade, da forma como é feita no Brasil, é uma violência a tudo o que se pode imaginar de informação adequada, quando se associa a bebida ao sucesso, ao desempenho sexual e à socialização. Quando, na verdade, não é isso o que acontece com quem consome o álcool", avalia. EXEMPLO VEM DE CASA - Fátima define que o consumo de bebidas alcoólicas se tornou um padrão de comportamento brasileiro e, em muitos casos, o exemplo vem de casa, o que dificulta cada vez mais convencer o jovem de que a cerveja também pode ser prejudicial. "Existe um certo glamour em beber durante a passagem para a vida adulta. O jovem bebe porque procura fazer o que os adultos fazem", explica. Segundo a psicóloga, todas as pessoas que procuram qualquer droga estão em busca de algo bom. "De alguma maneira, essas pessoas procuram algo que lhes dê prazer. Essa demanda está ligada a todo um estresse da sociedade contemporânea e a uma cultura. Além disso, parece inimaginável qualquer lazer sem o consumo de bebida alcoólica", exemplifica. SEM BUROCRACIA - Em alguns pontos da cidade, não há nenhuma burocracia para o consumo do álcool. Muitos estabelecimentos não cobram documentação como condição de compra. Segundo a Lei Federal 9.294/96, a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos é ilegal. O artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) preceitua que vender e fornecer, ainda que gratuitamente, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica é crime, com pena de seis meses a dois anos de detenção, além de multa. TRAJETÓRIA DA DEPENDÊNCIA - Primeiro um gole, depois um copo e, logo, a bebida alcóolica se torna um componente obrigatório das noitadas de jovens. O próximo passo, em muitos casos, é a ingestão de drogas mais pesadas. Foi o que aconteceu com o estudante de Administração Mateus (nome fictício), de 20 anos. Aos 14, ele provou o álcool pela primeira vez e, pouco tempo depois, já ingeria o líquido cada vez que saía com os amigos. Com a mesma idade, o menino passou a consumir maconha, dentro da própria casa. "É muito fácil passar do álcool para a maconha. Hoje, eu fumo todos os dias. Meus pais já se acostumaram, não reclamavam mais", conta. Dois anos mais tarde, o jovem chegou ao ecstasy. Atualmente, Mateus costuma ingerir vários tipos de droga e, inclusive, mistura algumas delas. "Quem usa ecstasy não usa só isso. É comum misturar com álcool, porque aumenta o efeito da droga", diz. O garoto afirma que já viu muita gente passar mal por fazer uso de drogas pesadas, mas acredita que já conhece o próprio organismo e que, por isso, não enfrenta tantos perigos. "Cada organismo tem a sua força. Hoje eu me sinto confiante porque já sei usar a quantidade certa. Não sou viviado e sei reconhecer quando já estou mal ou não", explica o usuário. Depois que passou a consumir outros tipos de droga, o jovem afirma que mudou a sua perspectiva em relação à bebidas alcoólicas. "Muita gente subestima o álcool, mas ele causa mais danos sociais do que muitas outras substâncias". Quanto ao medo de desenvolver problemas de saúde, Mateus conta que freqüentemente costuma pensar sobre o assunto, mas que, por enquanto, o prazer que a droga proporciona ainda fala mais alto. "A sensação é boa demais", comenta. PAIS PODEM SER ESPELHOS - É muitas vezes em casa que surge a curiosidade pelo álcool. Ao ver parentes ingerindo o líquido, a atitude acaba despertando o interesse nos jovens. A estudante Joana (nome fictício), de 16 anos, provou a bebida alcoólica pela primeira vez aos 13, do mesmo copo em que bebia o tio. "Eu tomei um gole de cerveja, mas achei o gosto muito ruim e não quis beber mais. Só que vi que os meus primos tomaram mais e ficaram agindo de forma bem diferente. Achei muito divertido. Então procurei outro tipo de bebida pra mim", recorda. A menina passou a consumir destilados, como vodca e vinho, cada vez que ia a uma festa. Em pouco tempo, já estava ingerindo álcool, em média, três vezes por semana. Joana conta que sempre gostou de sair com pessoas mais velhas que ela, mas que, mesmo entre os jovens de sua idade, beber é comum. "Comecei a ingerir álcool aos 13 e fui uma das últimas da minha turma da escola a fazer isso", afirma. Apesar da pouca idade, Joana não sentia vergonha de dizer à família que consumia bebidas alcoólicas. Segundo ela, a mãe não a repreendia, apenas aconselhava a menina a tomar cuidado e não ingerir a substância em excesso. "Acho que não adianta proibir. Tudo que é limitado dá mais vontade", opina. Ela garante que sempre teve responsabilidade na hora de beber, mas confessa que, desde os 14 anos, costuma voltar dirigindo o carro de amigos durante a madrugada. EFEITO CONTRÁRIO - No caso da estudante de Pedagogia Mariana (nome fictício), de 19 anos, o exemplo da família surtiu um efeito contrário. Por influência de amigos, começou a beber aos 16. Mas, ao ver que a mãe não ingeria bebidas alcoólicas, nem sentia a necessidade de fazê-lo, deixou o álcool. "Acho que os filhos são o reflexo dos pais. O exemplo da minha mãe foi um dos maiores motivos de eu ter deixado de beber", relata. A mãe da garota conta que nunca proibiu a filha de ingerir bebidas, apenas mostrou à filha que o álcool não era algo necessário. "O dever dos pais não é repreender, e sim, ensinar", diz. A auxiliar de serviços gerais Maria Aparecida Santana concorda que os pais têm de estar atentos às ações dos filhos e orientá-los. Ela tem dois filhos adolescentes, de 15 e 18 anos. "Não proibo meus filhos de beber. Deixo que eles provem bebidas alcoólicas em casa,para saber o gosto. É melhor que eles bebam quando a gente está por perto", esclarece Maria Aparecida. - Márcia Leite - Fonte: Jornal de Brasília
MACONHA LIDERA PREFERÊNCIA
20/07 - Estatísticas apontam aumento da entrada da droga no DF, onde foram apreendidos 1.348 kg este ano. Considerada por especialistas como a droga ilícita mais consumida no mundo, a maconha, muitas vezes é por meio dela que crianças e adolescentes avançam no obscuro universo das drogas. Fácil acesso e preços mais baixos, se comparados aos de drogas sintéticas, são os principais atrativos. Estatísticas da Polícia Federal apontam que já este ano foram apreendidos 1.348 quilos da droga e 36 pessoas envolvidas no tráfico foram detidas no Distro Federal. Os números desse ano são altos quando comparados com os de 2006, ano em que foram apreendidos 1.954 quilos. Já em 2005, a PF recolheu 498 quilos de maconha, o que mostra o aumento significativo da entrada da droga no DF. Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Nacional Anti-Drogas? (Senad), em 2005, dos 633 entrevistados, entre jovens e adultos, somente na região Centro-Oeste?, incluindo o DF, 7,8% consomem maconha e 0,6% são dependentes da droga. Em primeiro lugar no ranking está o álcool e o cigarro, com 10,6% do total. A Secretaria de Saúde do DF aponta que, em 2006, dos alunos da rede pública que usam drogas (exceto álcool e tabaco) com freqüência, 2,1% são dependentes de solventes, 0,6% de ansiolíticos, 0,6% de anfetaminas, 0,5% de maconha e 0,3% de cocaína. A maioria dos jovens que decide experimentar a maconha, é convencida pelo argumento de que trata-se de um produto natural e por isso não tem o mesmo efeito destrutivo das drogas sintéticas ou da cocaína. O princípio ativo da maconha é composto por mais de 60 substâncias, conhecidas pelo nome genérico de canabióides. O tetrahidrocanabiol é a substância preponderante e o principal elemento da droga. Outro componenete é o delta 9 tetrahidrocanabiol. Sua concentração pode ser de 1% a 5%. DERIVAÇÃO - A maconha é usada como fumo, feito de folhas e, algumas vezes, de flores da planta. O haxixe é um narcótico derivado da maconha. A diferença é que utiliza-se a resina que cobre as flores e as folhas da parte superior da planta. É um extrato, e por isso é muitas vezes mais potente que a maconha comum. Há algum tempo surgiu uma nova variedade de maconha, o "skunk" ou "supermaconha". O skunk é produzido em laboratório com variedades de cânhamo, um dos tipos da planta da maconha, cultivados no Egito, Afeganistão e Marrocos. Ele tem alto teor de tetrahidrocanabiol, composto químico responsável pelo princípio tóxico ativo da maconha, de até 33%. Seus efeitos são dez vezes mais potentes que os da maconha comum. No Brasil, segundo a pesquisa, o consumo do skunk cresce. Para a psicóloga Maria Fátima Olivier Sudbrack, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), a estrutura familiar é determinante para deixar crianças e adolescentes longe das drogas. "O papel da família é fundamental, mas não como culpada. Ela é a grande aliada no trabalho com os adolescentes. É, em geral, quem mais sofre e quem procura a ajuda de um psicólogo", afirma ela. APOIO DA FAMÍLIA - Maria de Fátima alerta que os pais não devem abandonar os filhos, já que a reaproximação da família é a melhor forma de ajudá-los a largar o vício. "Não estou falando que um pai desista, conscientemente, do filho. Mas as pessoas se afastam. Se sentem tão incompetentes que acabam por deixar os filhos só, aos cuidados do especialista, quando, na verdade, os jovens precisam se reaproximar dos pais", esclarece. Para o psiquiatra Leonardo Moreira, existem dois critérios para classificar um jovem como dependente. O primeiro deles é a tolerância, ou seja, a intensificação do consumo na tentativa de conseguir o mesmo efeito provocado pelo primeiro trago. O segundo é a abstinência, quando a falta da droga começa a deixar o dependente nervoso. "Na maconha a abstinência é mais rara e provoca apenas alterações de humor e ansiedade, enquanto na cocaína, por exemplo, o dependente fica violento". Moreira adianta que o uso da maconha não favorece a entrada em outras drogas. "O problema não é o consumo da maconha. É o ambiente que se anda para consegui-la. Onde tem maconha tem drogas de todos os tipos e isso é o que induz o usuário a consumir outras coisas", avalia. Moreira orienta os pais a observarem seus filhos. Qualquer alteração de humor, aumento do apetite ou sonolências, devem procurar ajuda médica. "Um psiquiatra ajudará a família a lidar com o dependente. E o jovem precisa ser convencido da necessidade de se tratar, o que deve ser feito com calma e diálogo", ensina. FUMANTES SEM CULPA OU TEMOR - Fumante desde os 18 anos, o estudante de antropologia, João* afirma que optou pela maconha devido a sensação de relaxamento que ela lhe trás. Segundo ele, dependendo da necessidade que sente, pode fumar diariamente ou semanalmente. "A maconha me passa uma sensação boa, relaxante. Me estimula intelectualmente. Costumo fumar antes de ver filmes ou ir a uma exposição", conta. João diz ainda que a droga potencializa seus sentidos. "Assim como a comida tem efeito sobre nossos sentidos, a maconha também. Você fica com o olhar mais apurado e se livra de moralismos que sem o efeito de psicotrópicos você não se livraria", garante. Para ele, é um risco comprar de traficantes, mas é a única alternativa. "Enquanto não for legalizada, estamos correndo muito risco comprando de traficantes e estimulando o mercado obscuro. Por isso, acredito na legalização como a melhor forma de reduzir os riscos", afirma ele, que compra a erva a cada dois meses. O jovem afirma que não é consumidor de outros tipos de droga, e nega que a maconha seja a porta de entrada para a ingestão de ecstasy ou cocaína. "Experimenta quem quer. Nem sempre o traficante que vende maconha tem cocaína, mas se você pedir, eles arrumam, claro", explica. O estudante garante que seus pais sabem que ele é consumidor de maconha e que embora tenham uma percepção negativa do produto não podem interferir na sua opção. "Eu mesmo contei. Mas eles não tem argumento. Porque o consumo não altera minha vida. Trabalho, ganho meu dinheiro e estudo em uma universidade pública, ou seja, derrubo todos os clichês da sociedade", desafia. Lorena*, 20 anos, também fuma maconha. Ela começou aos 16 anos, quando conheceu o namorado e o grupo de amigos dele. "Nunca tinha tocado num cigarro, nem desses comuns. Mas depois que experimentei a maconha tive uma sensação prazerosa e por isso não larguei. Fumo diariamente e me sinto leve", afirma a jovem. - Bruna Serra- Fonte: Jornal de Brasília
DROGA LEGAL ABRE CAMINHO (Álcool)
19/07 - Estudo aponta o álcool como uma ponte que pode levar jovens ao vício e a consumir drogas ilícitas. O consumo do álcool entre crianças e adolescentes pode ser a porta de entrada para que eles recorram a outras drogas ilícitas. As estatísticas vêm crescendo e comprovam os riscos que o álcool oferece à população jovem, quando ingerido em larga escala. No Distrito Federal, um em cada três meninos e meninas, com idade entre dez e 18 anos, consomem bebidas alcoólicas pelo menos uma vez por mês, o que corresponde a 31,5% de jovens brasilienses que bebem com regularidade. O levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), órgãos do Governo Federal, traz outros números preocupantes. Cerca de 46% dos estudantes dos ensinos Fundamental e Médio das escolas públicas e particulares do Distrito Federal já consumiram bebidas alcoólicas. Muitos pais nem imaginam, mas 9,5% dos estudantes brasilienses entrevistados revelaram que fazem uso freqüente do álcool. Na faixa etária de 10 a 12 anos, 44,7% dos entrevistados confirmaram o consumo; entre 13 e 15 anos, o índice sobe para 73,4%; e entre 16 e 18 anos, o número assusta: 82,2%. Entre as meninas, nessa faixa etária, o consumo é ainda maior. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há dez anos, no Brasil, a média de idade do primeiro contato com a bebida ocorria por volta dos 13 anos. Atualmente, a faixa etária inicial varia entre 10 e 11 anos. Entre os adolescentes de 12 a 17 anos, 54% já experimentaram alguma bebida e 7% deles são dependentes do álcool. PROBLEMAS - O uso regular de bebidas alcoólicas pode causar complicações orgânicas e psíquicas aos seus usuários. Segundo avaliação da psicóloga e especialista em alcoolismo na infância e adolescência, Maria Luci Porto, em função da sensibilidade do organismo jovem, mesmo que ingerido em pequenas quantidades, o álcool pode trazer sérios problemas à saúde. "O consumo agudo na adolescência provoca, em muitos casos, um estado depressivo e a sensação de angústia. O efeito pode ser maior que no adulto", compara a psicóloga. De acordo com Maria Luci, por ser o álcool uma droga lícita e de fácil acesso, os adolescentes podem deixar de consumir o álcool e se sentir atraídos por outras drogas como a maconha, o ecstasy ou a cocaína. "Em função da licitude do álcool, eles podem ser motivados para usar e conhecer drogas ilícitas", afirma. MEDIDAS PREVENTIVAS - Para enfrentar problemas como dependência e doenças físicas relacionadas ao consumo do álcool, o Ministério da Saúde lançou, recentemente, a Política Nacional sobre Álcool que, entre outras medidas, restringe a propaganda de bebidas com teor alcoólico acima de 0,5 grau Gay-Lussac? - antes era acima de 13º - o que inclui cervejas, ices e coolers. O governo também vai atuar na prevenção dos acidentes de trânsito e limitar a venda de álcool nas estradas e nos postos de gasolina. A psicóloga Fátima Sudbrack, coordenadora do Programa de Estudo e Atenção às Dependências Químicas (Prodequi), da Universidade de Brasília (UnB), apóia a nova política e afirma que nos últimos anos a oferta ficou mais massiva e agressiva e o controle menos eficaz. "A publicidade, da forma como é feita no Brasil, é uma violência a tudo o que se pode imaginar de informação adequada, quando se associa a bebida ao sucesso, ao desempenho sexual e à socialização. Quando, na verdade, não é isso o que acontece com quem consome o álcool", avalia. EXEMPLO VEM DE CASA - Fátima define que o consumo de bebidas alcoólicas se tornou um padrão de comportamento brasileiro e, em muitos casos, o exemplo vem de casa, o que dificulta cada vez mais convencer o jovem de que a cerveja também pode ser prejudicial. "Existe um certo glamour em beber durante a passagem para a vida adulta. O jovem bebe porque procura fazer o que os adultos fazem", explica. Segundo a psicóloga, todas as pessoas que procuram qualquer droga estão em busca de algo bom. "De alguma maneira, essas pessoas procuram algo que lhes dê prazer. Essa demanda está ligada a todo um estresse da sociedade contemporânea e a uma cultura. Além disso, parece inimaginável qualquer lazer sem o consumo de bebida alcoólica", exemplifica. SEM BUROCRACIA - Em alguns pontos da cidade, não há nenhuma burocracia para o consumo do álcool. Muitos estabelecimentos não cobram documentação como condição de compra. Segundo a Lei Federal 9.294/96, a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos é ilegal. O artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) preceitua que vender e fornecer, ainda que gratuitamente, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica é crime, com pena de seis meses a dois anos de detenção, além de multa. TRAJETÓRIA DA DEPENDÊNCIA - Primeiro um gole, depois um copo e, logo, a bebida alcóolica se torna um componente obrigatório das noitadas de jovens. O próximo passo, em muitos casos, é a ingestão de drogas mais pesadas. Foi o que aconteceu com o estudante de Administração Mateus (nome fictício), de 20 anos. Aos 14, ele provou o álcool pela primeira vez e, pouco tempo depois, já ingeria o líquido cada vez que saía com os amigos. Com a mesma idade, o menino passou a consumir maconha, dentro da própria casa. "É muito fácil passar do álcool para a maconha. Hoje, eu fumo todos os dias. Meus pais já se acostumaram, não reclamavam mais", conta. Dois anos mais tarde, o jovem chegou ao ecstasy. Atualmente, Mateus costuma ingerir vários tipos de droga e, inclusive, mistura algumas delas. "Quem usa ecstasy não usa só isso. É comum misturar com álcool, porque aumenta o efeito da droga", diz. O garoto afirma que já viu muita gente passar mal por fazer uso de drogas pesadas, mas acredita que já conhece o próprio organismo e que, por isso, não enfrenta tantos perigos. "Cada organismo tem a sua força. Hoje eu me sinto confiante porque já sei usar a quantidade certa. Não sou viviado e sei reconhecer quando já estou mal ou não", explica o usuário. Depois que passou a consumir outros tipos de droga, o jovem afirma que mudou a sua perspectiva em relação à bebidas alcoólicas. "Muita gente subestima o álcool, mas ele causa mais danos sociais do que muitas outras substâncias". Quanto ao medo de desenvolver problemas de saúde, Mateus conta que freqüentemente costuma pensar sobre o assunto, mas que, por enquanto, o prazer que a droga proporciona ainda fala mais alto. "A sensação é boa demais", comenta. PAIS PODEM SER ESPELHOS - É muitas vezes em casa que surge a curiosidade pelo álcool. Ao ver parentes ingerindo o líquido, a atitude acaba despertando o interesse nos jovens. A estudante Joana (nome fictício), de 16 anos, provou a bebida alcoólica pela primeira vez aos 13, do mesmo copo em que bebia o tio. "Eu tomei um gole de cerveja, mas achei o gosto muito ruim e não quis beber mais. Só que vi que os meus primos tomaram mais e ficaram agindo de forma bem diferente. Achei muito divertido. Então procurei outro tipo de bebida pra mim", recorda. A menina passou a consumir destilados, como vodca e vinho, cada vez que ia a uma festa. Em pouco tempo, já estava ingerindo álcool, em média, três vezes por semana. Joana conta que sempre gostou de sair com pessoas mais velhas que ela, mas que, mesmo entre os jovens de sua idade, beber é comum. "Comecei a ingerir álcool aos 13 e fui uma das últimas da minha turma da escola a fazer isso", afirma. Apesar da pouca idade, Joana não sentia vergonha de dizer à família que consumia bebidas alcoólicas. Segundo ela, a mãe não a repreendia, apenas aconselhava a menina a tomar cuidado e não ingerir a substância em excesso. "Acho que não adianta proibir. Tudo que é limitado dá mais vontade", opina. Ela garante que sempre teve responsabilidade na hora de beber, mas confessa que, desde os 14 anos, costuma voltar dirigindo o carro de amigos durante a madrugada. EFEITO CONTRÁRIO - No caso da estudante de Pedagogia Mariana (nome fictício), de 19 anos, o exemplo da família surtiu um efeito contrário. Por influência de amigos, começou a beber aos 16. Mas, ao ver que a mãe não ingeria bebidas alcoólicas, nem sentia a necessidade de fazê-lo, deixou o álcool. "Acho que os filhos são o reflexo dos pais. O exemplo da minha mãe foi um dos maiores motivos de eu ter deixado de beber", relata. A mãe da garota conta que nunca proibiu a filha de ingerir bebidas, apenas mostrou à filha que o álcool não era algo necessário. "O dever dos pais não é repreender, e sim, ensinar", diz. A auxiliar de serviços gerais Maria Aparecida Santana concorda que os pais têm de estar atentos às ações dos filhos e orientá-los. Ela tem dois filhos adolescentes, de 15 e 18 anos. "Não proibo meus filhos de beber. Deixo que eles provem bebidas alcoólicas em casa,para saber o gosto. É melhor que eles bebam quando a gente está por perto", esclarece Maria Aparecida. - Márcia Leite - Fonte: Jornal de Brasília
MACONHA LIDERA PREFERÊNCIA
20/07 - Estatísticas apontam aumento da entrada da droga no DF, onde foram apreendidos 1.348 kg este ano. Considerada por especialistas como a droga ilícita mais consumida no mundo, a maconha, muitas vezes é por meio dela que crianças e adolescentes avançam no obscuro universo das drogas. Fácil acesso e preços mais baixos, se comparados aos de drogas sintéticas, são os principais atrativos. Estatísticas da Polícia Federal apontam que já este ano foram apreendidos 1.348 quilos da droga e 36 pessoas envolvidas no tráfico foram detidas no Distro Federal. Os números desse ano são altos quando comparados com os de 2006, ano em que foram apreendidos 1.954 quilos. Já em 2005, a PF recolheu 498 quilos de maconha, o que mostra o aumento significativo da entrada da droga no DF. Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Nacional Anti-Drogas? (Senad), em 2005, dos 633 entrevistados, entre jovens e adultos, somente na região Centro-Oeste?, incluindo o DF, 7,8% consomem maconha e 0,6% são dependentes da droga. Em primeiro lugar no ranking está o álcool e o cigarro, com 10,6% do total. A Secretaria de Saúde do DF aponta que, em 2006, dos alunos da rede pública que usam drogas (exceto álcool e tabaco) com freqüência, 2,1% são dependentes de solventes, 0,6% de ansiolíticos, 0,6% de anfetaminas, 0,5% de maconha e 0,3% de cocaína. A maioria dos jovens que decide experimentar a maconha, é convencida pelo argumento de que trata-se de um produto natural e por isso não tem o mesmo efeito destrutivo das drogas sintéticas ou da cocaína. O princípio ativo da maconha é composto por mais de 60 substâncias, conhecidas pelo nome genérico de canabióides. O tetrahidrocanabiol é a substância preponderante e o principal elemento da droga. Outro componenete é o delta 9 tetrahidrocanabiol. Sua concentração pode ser de 1% a 5%. DERIVAÇÃO - A maconha é usada como fumo, feito de folhas e, algumas vezes, de flores da planta. O haxixe é um narcótico derivado da maconha. A diferença é que utiliza-se a resina que cobre as flores e as folhas da parte superior da planta. É um extrato, e por isso é muitas vezes mais potente que a maconha comum. Há algum tempo surgiu uma nova variedade de maconha, o "skunk" ou "supermaconha". O skunk é produzido em laboratório com variedades de cânhamo, um dos tipos da planta da maconha, cultivados no Egito, Afeganistão e Marrocos. Ele tem alto teor de tetrahidrocanabiol, composto químico responsável pelo princípio tóxico ativo da maconha, de até 33%. Seus efeitos são dez vezes mais potentes que os da maconha comum. No Brasil, segundo a pesquisa, o consumo do skunk cresce. Para a psicóloga Maria Fátima Olivier Sudbrack, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), a estrutura familiar é determinante para deixar crianças e adolescentes longe das drogas. "O papel da família é fundamental, mas não como culpada. Ela é a grande aliada no trabalho com os adolescentes. É, em geral, quem mais sofre e quem procura a ajuda de um psicólogo", afirma ela. APOIO DA FAMÍLIA - Maria de Fátima alerta que os pais não devem abandonar os filhos, já que a reaproximação da família é a melhor forma de ajudá-los a largar o vício. "Não estou falando que um pai desista, conscientemente, do filho. Mas as pessoas se afastam. Se sentem tão incompetentes que acabam por deixar os filhos só, aos cuidados do especialista, quando, na verdade, os jovens precisam se reaproximar dos pais", esclarece. Para o psiquiatra Leonardo Moreira, existem dois critérios para classificar um jovem como dependente. O primeiro deles é a tolerância, ou seja, a intensificação do consumo na tentativa de conseguir o mesmo efeito provocado pelo primeiro trago. O segundo é a abstinência, quando a falta da droga começa a deixar o dependente nervoso. "Na maconha a abstinência é mais rara e provoca apenas alterações de humor e ansiedade, enquanto na cocaína, por exemplo, o dependente fica violento". Moreira adianta que o uso da maconha não favorece a entrada em outras drogas. "O problema não é o consumo da maconha. É o ambiente que se anda para consegui-la. Onde tem maconha tem drogas de todos os tipos e isso é o que induz o usuário a consumir outras coisas", avalia. Moreira orienta os pais a observarem seus filhos. Qualquer alteração de humor, aumento do apetite ou sonolências, devem procurar ajuda médica. "Um psiquiatra ajudará a família a lidar com o dependente. E o jovem precisa ser convencido da necessidade de se tratar, o que deve ser feito com calma e diálogo", ensina. FUMANTES SEM CULPA OU TEMOR - Fumante desde os 18 anos, o estudante de antropologia, João* afirma que optou pela maconha devido a sensação de relaxamento que ela lhe trás. Segundo ele, dependendo da necessidade que sente, pode fumar diariamente ou semanalmente. "A maconha me passa uma sensação boa, relaxante. Me estimula intelectualmente. Costumo fumar antes de ver filmes ou ir a uma exposição", conta. João diz ainda que a droga potencializa seus sentidos. "Assim como a comida tem efeito sobre nossos sentidos, a maconha também. Você fica com o olhar mais apurado e se livra de moralismos que sem o efeito de psicotrópicos você não se livraria", garante. Para ele, é um risco comprar de traficantes, mas é a única alternativa. "Enquanto não for legalizada, estamos correndo muito risco comprando de traficantes e estimulando o mercado obscuro. Por isso, acredito na legalização como a melhor forma de reduzir os riscos", afirma ele, que compra a erva a cada dois meses. O jovem afirma que não é consumidor de outros tipos de droga, e nega que a maconha seja a porta de entrada para a ingestão de ecstasy ou cocaína. "Experimenta quem quer. Nem sempre o traficante que vende maconha tem cocaína, mas se você pedir, eles arrumam, claro", explica. O estudante garante que seus pais sabem que ele é consumidor de maconha e que embora tenham uma percepção negativa do produto não podem interferir na sua opção. "Eu mesmo contei. Mas eles não tem argumento. Porque o consumo não altera minha vida. Trabalho, ganho meu dinheiro e estudo em uma universidade pública, ou seja, derrubo todos os clichês da sociedade", desafia. Lorena*, 20 anos, também fuma maconha. Ela começou aos 16 anos, quando conheceu o namorado e o grupo de amigos dele. "Nunca tinha tocado num cigarro, nem desses comuns. Mas depois que experimentei a maconha tive uma sensação prazerosa e por isso não larguei. Fumo diariamente e me sinto leve", afirma a jovem. - Bruna Serra- Fonte: Jornal de Brasília
Saturday, August 04, 2007
Comunicação / Desenvolvimento Pessoal / Mudanças / Liderança / Ética
Comunicação / Desenvolvimento Pessoal / Mudanças / Liderança / Ética
Comunicar-se bem é empregar bem as palavra, buscar a harmonia dos sons com os gestos, reavaliar crenças e valores e encontrar o caminho da mente e do coração. Nos dias de hoje, todo profissional é solicitado a ser um formador de opinião, agente de mudanças. Em todos os casos, a comunicação eficaz é o eixo central da realização pessoal e um recurso indispensável para manter o bom desempenho. Falar bem não é somente um dom de alguns privilegiados, mas algo que pode ser desenvolvido por todos. Todo bom comunicador necessita transmitir um certo carisma e este é um fundamento a ser aprimorado.
O Desenvolvimento Pessoal é uma das competências mais importantes para garantir o sucesso pessoal e profissional no mundo moderno, porque através dele aprofundamos a percepção de nós mesmos. O Desenvolvimento Pessoal pode transformar seu desempenho, sua carreira e outros aspectos da sua vida! Só se aprende fazendo e também ensinando.
No mundo em que vivemos hoje, cooperar e trabalhar em equipe deixou de ser uma opção e passou a ser uma questão de sobrevivência, tanto no ambiente organizacional como na vida em geral! Num mundo instável e turbulento, é preferível ser razoavelmente eficiente, e altamente adaptativo, é importante apresentar grande eficiência e baixa flexibilidade. Todos nós temos algum grau de resistência à mudança. Devemos alcançar uma compreensão mais clara sobre o que ocorre à nossa volta e devemos encarar o processo de mudança como um desafio a ser superado.
Já o poder pessoal é baseado nas habilidades de envolvimento e comprometimento das pessoas, em sua competência de ser um líder que conquista seguidores, que podem ser seus filhos, funcionários, alunos, amigos, chefe, enfim, qualquer um que esteja ligado à sua vida. A competência em influenciar não está na posição que a pessoa ocupa na relação com o outro, mas na sua habilidade de estabelecer vínculos com as pessoas de tal forma que, voluntariamente, elas fazem o que você espera delas.
Dominar o tempo é uma prioridade na vida do homem de hoje. Os atropelos do dia-a-dia de boa parte das pessoas tornam seu cotidiano estressante e minam compromissos profissionais e pessoais. A crescente aceleração dos processos e informações torna o tempo ainda mais escasso e precioso. Evitar o desperdício de tempo, com técnicas para melhorar a administração do tempo é importante.A elaboração de um projeto de vida é um fator preponderante para a realização dos objetivos e metas a serem alcançadas. Todas as reuniões devem ter hora para começar e hora para terminar.
O grande diferencial entre o sucesso e a derrota está na capacidade, competência e conjunto de valores da liderança das empresas. O grande líder necessita ter: visão, comunicação, assertividade, flexibilidade,carisma, respostas rápidas, motivação, efetividade na estratégica e determinação.
Precisamos despertar a consciência dos dirigentes de empresas públicas e privadas para a compreensão de que sendo o capital humano o fator básico da empresa, é necessário investir no aporte de conhecimentos, cujos resultados não são apenas de ordem financeira, mas principalmente de eficiência,efetividade e eficácia nos resultados a serem alcançados.
A implantação da qualidade surge da consciência do trabalhador para o trabalho em equipe, com ênfase ao trabalho participativo e cooperativo. Deve-se iniciar pela análise de problemas e a busca de solução para então se dar início ao trabalho.
Uma das premissas básicas de uma gestão é a valorização do ser humano: desenvolver o potencial das pessoas e atender dentro do possível as necessidades deve ser meta das empresas que desejam trabalhar com qualidade.
Uma das grandes dificuldades encontradas nas empresas reside no fato dos seus dirigentes serem, de uma forma geral, despreparados para as funções.
Na vida o processo de negociação é uma constante, seja no campo pessoal ou no profissional, há momentos em que os nossos interesses são divergentes daqueles com quem temos que negociar. Se esses interesses são compreendidos como obstáculos para o alcance de uma solução, surge a necessidade do uso de técnicas que permitam que ambas as partes saiam satisfeitas do processo.
Porém nesta negociação nunca deveremos deixar a ética de lado. Toda a negociação é bem vinda, desde que os preceitos éticos não sejam arranhados.
Antonio Celso Brandão
Comunicar-se bem é empregar bem as palavra, buscar a harmonia dos sons com os gestos, reavaliar crenças e valores e encontrar o caminho da mente e do coração. Nos dias de hoje, todo profissional é solicitado a ser um formador de opinião, agente de mudanças. Em todos os casos, a comunicação eficaz é o eixo central da realização pessoal e um recurso indispensável para manter o bom desempenho. Falar bem não é somente um dom de alguns privilegiados, mas algo que pode ser desenvolvido por todos. Todo bom comunicador necessita transmitir um certo carisma e este é um fundamento a ser aprimorado.
O Desenvolvimento Pessoal é uma das competências mais importantes para garantir o sucesso pessoal e profissional no mundo moderno, porque através dele aprofundamos a percepção de nós mesmos. O Desenvolvimento Pessoal pode transformar seu desempenho, sua carreira e outros aspectos da sua vida! Só se aprende fazendo e também ensinando.
No mundo em que vivemos hoje, cooperar e trabalhar em equipe deixou de ser uma opção e passou a ser uma questão de sobrevivência, tanto no ambiente organizacional como na vida em geral! Num mundo instável e turbulento, é preferível ser razoavelmente eficiente, e altamente adaptativo, é importante apresentar grande eficiência e baixa flexibilidade. Todos nós temos algum grau de resistência à mudança. Devemos alcançar uma compreensão mais clara sobre o que ocorre à nossa volta e devemos encarar o processo de mudança como um desafio a ser superado.
Já o poder pessoal é baseado nas habilidades de envolvimento e comprometimento das pessoas, em sua competência de ser um líder que conquista seguidores, que podem ser seus filhos, funcionários, alunos, amigos, chefe, enfim, qualquer um que esteja ligado à sua vida. A competência em influenciar não está na posição que a pessoa ocupa na relação com o outro, mas na sua habilidade de estabelecer vínculos com as pessoas de tal forma que, voluntariamente, elas fazem o que você espera delas.
Dominar o tempo é uma prioridade na vida do homem de hoje. Os atropelos do dia-a-dia de boa parte das pessoas tornam seu cotidiano estressante e minam compromissos profissionais e pessoais. A crescente aceleração dos processos e informações torna o tempo ainda mais escasso e precioso. Evitar o desperdício de tempo, com técnicas para melhorar a administração do tempo é importante.A elaboração de um projeto de vida é um fator preponderante para a realização dos objetivos e metas a serem alcançadas. Todas as reuniões devem ter hora para começar e hora para terminar.
O grande diferencial entre o sucesso e a derrota está na capacidade, competência e conjunto de valores da liderança das empresas. O grande líder necessita ter: visão, comunicação, assertividade, flexibilidade,carisma, respostas rápidas, motivação, efetividade na estratégica e determinação.
Precisamos despertar a consciência dos dirigentes de empresas públicas e privadas para a compreensão de que sendo o capital humano o fator básico da empresa, é necessário investir no aporte de conhecimentos, cujos resultados não são apenas de ordem financeira, mas principalmente de eficiência,efetividade e eficácia nos resultados a serem alcançados.
A implantação da qualidade surge da consciência do trabalhador para o trabalho em equipe, com ênfase ao trabalho participativo e cooperativo. Deve-se iniciar pela análise de problemas e a busca de solução para então se dar início ao trabalho.
Uma das premissas básicas de uma gestão é a valorização do ser humano: desenvolver o potencial das pessoas e atender dentro do possível as necessidades deve ser meta das empresas que desejam trabalhar com qualidade.
Uma das grandes dificuldades encontradas nas empresas reside no fato dos seus dirigentes serem, de uma forma geral, despreparados para as funções.
Na vida o processo de negociação é uma constante, seja no campo pessoal ou no profissional, há momentos em que os nossos interesses são divergentes daqueles com quem temos que negociar. Se esses interesses são compreendidos como obstáculos para o alcance de uma solução, surge a necessidade do uso de técnicas que permitam que ambas as partes saiam satisfeitas do processo.
Porém nesta negociação nunca deveremos deixar a ética de lado. Toda a negociação é bem vinda, desde que os preceitos éticos não sejam arranhados.
Antonio Celso Brandão
PROVEME:QUALIDADE DOS MEDICAMENTOS NO BRASIL
PROGRAMA ANALISA QUALIDADE DOS MEDICAMENTOS NO BRASIL
Durante os dois primeiros quadrimestres foram analisados 551 amostras. Dentre estas, 477 tiveram resultado satisfatório. O Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos (Proveme), instituído pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2004, constatou que 87% dos medicamentos disponíveis no mercado e distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) têm qualidade satisfatória. Apenas 8,46% dos medicamentos foram reprovados nas análises, de acordo com nota divulgada pela Anvisa.
O Proveme tem como objetivo principal monitorar a qualidade dos medicamentos. É um trabalho desenvolvido em conjunto com as vigilâncias sanitárias, os Lacens (laboratórios oficiais) e o Instituto Nacional de Controle de Qualidade e Saúde (INCQS). As coletas, realizadas pelas vigilâncias sanitárias dos Estados, foram iniciadas no segundo semestre de 2004. As amostras são encaminhadas aos respectivos laboratórios oficiais (Lacens), que encaminham os resultados para a Anvisa. O Proveme foi dividido em três etapas.
São períodos de quatro meses que incluem a definição dos medicamentos que serão coletados; a coleta; a execução da análise; o agrupamento dos dados; e a reunião do grupo de trabalho, com um representante de cada setor envolvido, para discutir os resultados. É realizada, ainda, uma oficina com todos os participantes, para apresentação dos resultados e programação do próximo período. Durante os dois primeiros quadrimestres foram analisados 551 amostras.
Dentre estas, 477 tiveram resultado satisfatório (86,56%). Foram reprovados por ensaios físico-químicos 48 medicamentos (8,72%), que apresentaram problemas como baixa dissolução, contaminação, teor de substância ativa abaixo do indicado na composição, variação de conteúdo e peso, etc. 26 amostras (4,72%) apresentaram problemas com a rotulagem.
Quando a Anvisa recebe um laudo insatisfatório, o produto ou lote é interditado cautelarmente. A interdição cautelar vale por 90 dias, e a empresa pode apresentar a contraprova. Caso o medicamento seja reprovado na segunda análise, é determinado seu recolhimento do mercado. Os resultados de cada fase do programa, os gráficos, o manual operacional com as responsabilidades de cada parceiro e outras informações pode ser obtidos no wbsite ad Anvisa, seção "Inspeção > Fiscalização > Proveme".
Nota: Este programa foi uma das melhores iniciativas que Anvisa tomou em relação à fiscalização de medicamentos oferecidos à população.
Durante os dois primeiros quadrimestres foram analisados 551 amostras. Dentre estas, 477 tiveram resultado satisfatório. O Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos (Proveme), instituído pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2004, constatou que 87% dos medicamentos disponíveis no mercado e distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) têm qualidade satisfatória. Apenas 8,46% dos medicamentos foram reprovados nas análises, de acordo com nota divulgada pela Anvisa.
O Proveme tem como objetivo principal monitorar a qualidade dos medicamentos. É um trabalho desenvolvido em conjunto com as vigilâncias sanitárias, os Lacens (laboratórios oficiais) e o Instituto Nacional de Controle de Qualidade e Saúde (INCQS). As coletas, realizadas pelas vigilâncias sanitárias dos Estados, foram iniciadas no segundo semestre de 2004. As amostras são encaminhadas aos respectivos laboratórios oficiais (Lacens), que encaminham os resultados para a Anvisa. O Proveme foi dividido em três etapas.
São períodos de quatro meses que incluem a definição dos medicamentos que serão coletados; a coleta; a execução da análise; o agrupamento dos dados; e a reunião do grupo de trabalho, com um representante de cada setor envolvido, para discutir os resultados. É realizada, ainda, uma oficina com todos os participantes, para apresentação dos resultados e programação do próximo período. Durante os dois primeiros quadrimestres foram analisados 551 amostras.
Dentre estas, 477 tiveram resultado satisfatório (86,56%). Foram reprovados por ensaios físico-químicos 48 medicamentos (8,72%), que apresentaram problemas como baixa dissolução, contaminação, teor de substância ativa abaixo do indicado na composição, variação de conteúdo e peso, etc. 26 amostras (4,72%) apresentaram problemas com a rotulagem.
Quando a Anvisa recebe um laudo insatisfatório, o produto ou lote é interditado cautelarmente. A interdição cautelar vale por 90 dias, e a empresa pode apresentar a contraprova. Caso o medicamento seja reprovado na segunda análise, é determinado seu recolhimento do mercado. Os resultados de cada fase do programa, os gráficos, o manual operacional com as responsabilidades de cada parceiro e outras informações pode ser obtidos no wbsite ad Anvisa, seção "Inspeção > Fiscalização > Proveme".
Nota: Este programa foi uma das melhores iniciativas que Anvisa tomou em relação à fiscalização de medicamentos oferecidos à população.
LÍDERES E GERENTES
LÍDERES E GERENTES
Por Ricardo Jordão Magalhães
Site: www.bizrevolution.com.br
Você é um Gerente ou um Líder? Ao longo da sua carreira talvez você consiga com muito esforço ser um gerente e um líder, mas..., não se desanime se nunca conseguir, as personalidades são muito diferentes e muito difíceis de se encontrar em uma mesma pessoa.
O Gerente e o Líder têm diferentes atitudes com relação aos problemas.
O Gerente. Enfatiza o lado racional das coisas e os controles; são resolvedores de problemas (focados em metas, recursos, estruturas e pessoas); geralmente fazem perguntas do tipo, “Quais são os problemas que precisam ser resolvidos, e qual é a melhor maneira de atingirmos os resultados?”; gerentes são persistentes, trabalham duro, são inteligentes, tolerantes e pensam no bem estar dos outros.
O Líder. É percebido como brilhante, mas às vezes é solitário; atinge o autocontrole sobre si mesmo antes de tentar controlar os outros; consegue visualizar o propósito das coisas e criar valor no trabalho; são imaginativos, apaixonados e não tem medo de arriscar.
Gerentes e Líderes têm diferentes atitudes com relação a metas.
O Gerente. Adota atitudes passivas com relação a metas; toma decisões com relação a metas baseado nas suas necessidades ao invés de se basear nos desejos e cultura da empresa; tende a ser reativo uma vez que são focados nas informações que têm na mão.
O Líder. Adota atitudes pró-ativas uma vez que conseguem visualizar e promover suas idéias ao invés de reagir às situações correntes; define idéias ao invés de responder a elas; tem uma orientação natural com relação a metas; sabe articular visões que alteram a maneira que as outras pessoas pensam sobre o que é possível, desejável e necessário.
Gerentes e Líderes têm diferentes atitudes com relação ao trabalho.
O Gerente. Vê o trabalho como uma maneira de fazer as coisas; estabelece estratégias e toma decisões ao combinar pessoas e idéias; sabe coordenar e administrar diferentes visões sobre o mesmo assunto; são bons em alcançar compromissos; toleram o trabalho mediano porque possuem um forte instinto de sobrevivência que os fazem temer os riscos.
O Líder. Desenvolve novas maneiras de resolver os mesmos problemas; usam sua visão para empolgar as pessoas e somente depois fornece suas idéias sobre como resolver os problemas; preocupa-se em colocar as pessoas focadas em compartilhar ideais e aumentar suas expectativas com relação à qualidade do trabalho; trabalha a partir de posições de risco porque não se conforma com um trabalho mediano.
Gerentes e Líderes têm diferentes atitudes com relação ao relacionamento com outras pessoas.
O Gerente. Prefere trabalhar com os outros; são colaborativos; mantêm um baixo nível de envolvimento emocional em seus relacionamentos; procuram compromissos; estabelecem poder; se relacionam com as pessoas de acordo com o papel delas com o trabalho a ser feito; o seu foco é como as coisas são feitas; mantêm um controle racional e equilibrado das estruturas; às vezes é visto pelos outros como manipulador e desinteressado.
O Líder. Usa a sua percepção interna das coisas para se relacionar com os outros; se relaciona com as pessoas de maneira intuitiva e cheio de empatia; se preocupa em entender o que o trabalho significa para as pessoas; atrai fortes sentimentos de amor e ódio das pessoas que se relaciona; cria sistemas onde as relações humanas talvez sejam intensas e às vezes até desorganizados.
Gerentes e Líderes têm diferentes identidades porque são influenciados pelo seu passado.
O Gerente. Diz que a sua vida tem sido mais ou menos tranqüila desde o seu nascimento; se vê como uma pessoa conservadora e reguladora da ordem existente que ele pessoalmente se identifica e da qual é recompensado; diz que a sua função é perpetuar as instituições existentes; mostra uma vida de desenvolvimento pessoal focado na socialização, um processo que o prepara para guiar instituições e mantê-las como são.
O Líder. Diz que a sua vida não foi fácil; teve uma vida marcada por uma contínua luta pelo sentido de ordem nas coisas; não toma as realizações que gerou como sendo suas realizações; nunca está satisfeito com o status quo; diz que a razão para estar vivo é derivada de um sentimento profundo que o une as outras pessoas; talvez trabalhe em empresas, mas nunca pertence de verdade a elas; diz que é independente de qualquer status ou indicador social; procura por oportunidades de mudanças; apóia mudanças; diz que o seu propósito é mudar o status econômico, político e social do Ser Humano; mostra uma vida de desenvolvimento pessoal focada na excelência pessoal, um processo que o leva a lutar por mudanças psicológicas e sociais.
Como você pode ver, gerentes e líderes são pessoas completamente diferentes. Ambas tem pontos fortes e fracos. Enquanto um gerente é muito bom em manter as coisas como são, o líder é muito bom em mexer com as emoções das pessoas e aumentar as suas expectativas com relação a tudo que o cerca.
Você é um Gerente ou um Líder?
Ricardo Jordão Magalhães – Administrador e especialista em marketing pela Kellogg University nos EUA
e-mail: ricardom@bizrevolution.com.br
Por Ricardo Jordão Magalhães
Site: www.bizrevolution.com.br
Você é um Gerente ou um Líder? Ao longo da sua carreira talvez você consiga com muito esforço ser um gerente e um líder, mas..., não se desanime se nunca conseguir, as personalidades são muito diferentes e muito difíceis de se encontrar em uma mesma pessoa.
O Gerente e o Líder têm diferentes atitudes com relação aos problemas.
O Gerente. Enfatiza o lado racional das coisas e os controles; são resolvedores de problemas (focados em metas, recursos, estruturas e pessoas); geralmente fazem perguntas do tipo, “Quais são os problemas que precisam ser resolvidos, e qual é a melhor maneira de atingirmos os resultados?”; gerentes são persistentes, trabalham duro, são inteligentes, tolerantes e pensam no bem estar dos outros.
O Líder. É percebido como brilhante, mas às vezes é solitário; atinge o autocontrole sobre si mesmo antes de tentar controlar os outros; consegue visualizar o propósito das coisas e criar valor no trabalho; são imaginativos, apaixonados e não tem medo de arriscar.
Gerentes e Líderes têm diferentes atitudes com relação a metas.
O Gerente. Adota atitudes passivas com relação a metas; toma decisões com relação a metas baseado nas suas necessidades ao invés de se basear nos desejos e cultura da empresa; tende a ser reativo uma vez que são focados nas informações que têm na mão.
O Líder. Adota atitudes pró-ativas uma vez que conseguem visualizar e promover suas idéias ao invés de reagir às situações correntes; define idéias ao invés de responder a elas; tem uma orientação natural com relação a metas; sabe articular visões que alteram a maneira que as outras pessoas pensam sobre o que é possível, desejável e necessário.
Gerentes e Líderes têm diferentes atitudes com relação ao trabalho.
O Gerente. Vê o trabalho como uma maneira de fazer as coisas; estabelece estratégias e toma decisões ao combinar pessoas e idéias; sabe coordenar e administrar diferentes visões sobre o mesmo assunto; são bons em alcançar compromissos; toleram o trabalho mediano porque possuem um forte instinto de sobrevivência que os fazem temer os riscos.
O Líder. Desenvolve novas maneiras de resolver os mesmos problemas; usam sua visão para empolgar as pessoas e somente depois fornece suas idéias sobre como resolver os problemas; preocupa-se em colocar as pessoas focadas em compartilhar ideais e aumentar suas expectativas com relação à qualidade do trabalho; trabalha a partir de posições de risco porque não se conforma com um trabalho mediano.
Gerentes e Líderes têm diferentes atitudes com relação ao relacionamento com outras pessoas.
O Gerente. Prefere trabalhar com os outros; são colaborativos; mantêm um baixo nível de envolvimento emocional em seus relacionamentos; procuram compromissos; estabelecem poder; se relacionam com as pessoas de acordo com o papel delas com o trabalho a ser feito; o seu foco é como as coisas são feitas; mantêm um controle racional e equilibrado das estruturas; às vezes é visto pelos outros como manipulador e desinteressado.
O Líder. Usa a sua percepção interna das coisas para se relacionar com os outros; se relaciona com as pessoas de maneira intuitiva e cheio de empatia; se preocupa em entender o que o trabalho significa para as pessoas; atrai fortes sentimentos de amor e ódio das pessoas que se relaciona; cria sistemas onde as relações humanas talvez sejam intensas e às vezes até desorganizados.
Gerentes e Líderes têm diferentes identidades porque são influenciados pelo seu passado.
O Gerente. Diz que a sua vida tem sido mais ou menos tranqüila desde o seu nascimento; se vê como uma pessoa conservadora e reguladora da ordem existente que ele pessoalmente se identifica e da qual é recompensado; diz que a sua função é perpetuar as instituições existentes; mostra uma vida de desenvolvimento pessoal focado na socialização, um processo que o prepara para guiar instituições e mantê-las como são.
O Líder. Diz que a sua vida não foi fácil; teve uma vida marcada por uma contínua luta pelo sentido de ordem nas coisas; não toma as realizações que gerou como sendo suas realizações; nunca está satisfeito com o status quo; diz que a razão para estar vivo é derivada de um sentimento profundo que o une as outras pessoas; talvez trabalhe em empresas, mas nunca pertence de verdade a elas; diz que é independente de qualquer status ou indicador social; procura por oportunidades de mudanças; apóia mudanças; diz que o seu propósito é mudar o status econômico, político e social do Ser Humano; mostra uma vida de desenvolvimento pessoal focada na excelência pessoal, um processo que o leva a lutar por mudanças psicológicas e sociais.
Como você pode ver, gerentes e líderes são pessoas completamente diferentes. Ambas tem pontos fortes e fracos. Enquanto um gerente é muito bom em manter as coisas como são, o líder é muito bom em mexer com as emoções das pessoas e aumentar as suas expectativas com relação a tudo que o cerca.
Você é um Gerente ou um Líder?
Ricardo Jordão Magalhães – Administrador e especialista em marketing pela Kellogg University nos EUA
e-mail: ricardom@bizrevolution.com.br
UM GUIA PARA O LÍDER
UM GUIA PARA O LÍDER
Por Sonia Jordão
Se você tomou várias decisões erradas, prepare-se para ter sua liderança questionada.
Estabelecer hoje quem são seus aliados é a única forma de assegurar que eles estarão disponíveis quando necessário.
Saiba exatamente o motivo que o levou a ser indicado para um cargo e o que as pessoas que o indicaram esperam de você.
Identifique modos de, ao mesmo tempo, remunerar o acionista e servir o interesse público no longo prazo, mesmo que os lucros sejam momentaneamente reduzidos. Assim você poderá promover uma cultura favorável, atrair uma equipe de colaboradores competentes e estabelecer uma reputação pública capaz de compensar qualquer diminuição temporária no valor do investidor.
Se você quiser confiança e apoio, explique-se. Ser uma pessoa de poucas palavras pode funcionar num cargo técnico, mas é um desastre num cargo de liderança.
Se você espera que as pessoas que trabalham para você sejam capazes de julgar entre o certo e o errado, providencie para que ganhem experiências na tomada de decisões. Se você espera que elas entendam como você pensa, compartilhe agora suas experiências anteriores.
Em momentos de ansiedade e estresse, seu colaborador menos experiente será o primeiro a entrar em pânico. Fornecer o máximo de treinamento para os recém-contratados é uma forma de evitar isso.
A expectativa de um bom desempenho é um pré-requisito para que aqueles que trabalham com você o alcancem. Seu otimismo não irá garantir um resultado favorável, mas a ausência dele irá com certeza criar o oposto.
A criação de equipes por meio de treinamento e exercícios resulta em tomadas de decisões precisas e rápidas.
Reconheça que as pessoas têm diferentes motivações para se envolver e participar das equipes. Esse é o primeiro passo essencial para que elas contribuam. A criação de oportunidades para que todos sejam bem-sucedidos, independentemente de seus motivos, é o próximo passo essencial.
Quando o cume de uma montanha, um produto ou um projeto parece estar ao seu alcance, moderar o excesso de confiança pode assegurar que a energia fique concentrada em alcançá-lo. Quando o objetivo parece estar quase fora de alcance, promover maior confiança pode assegurar que a motivação permaneça.
Se você está solicitando o apoio de um grupo, convença-o de que a causa é justa, a intenção nobre, o caminho coletivo, o desafio crítico. Mostre que o objetivo não pode ser alcançado sem o compromisso de todos.
Ganhar a confiança de seu grupo agora pode ser indispensável no futuro. O tempo investido em angariar apoio, até mesmo de seus oponentes, pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso quando você tiver um teste decisivo pela frente.
Algumas das medidas utilizadas hoje na mobilização de pessoas podem não ter muito valor. Outras trazem ótimos resultados. Uma vez que não se pode saber qual medida será indispensável mais tarde, você não pode se dar ao luxo de ignorar qualquer uma delas.
Quando você é promovido a um cargo de responsabilidade sem nenhum aviso e pouquíssima preparação, pergunte que medidas devem ser tomadas nesse cargo e quais as estratégias que funcionaram no passado.
A experiência em cargos variados desenvolve confiança pessoal e outras habilidades necessárias para dominar um conjunto de tarefas mais ambiciosas. A experiência em diferentes organizações estimula os requisitos essenciais para liderar organizações diferentes.
A inércia é tão prejudicial à liderança quanto uma medida ineficaz.
Cooperação explícita, auto-avaliação, aceitação da responsabilidade e um enfoque concentrado na recuperação são ingredientes decisivos para restaurar a reputação ameaçada de uma organização.
Não se atenha a convenções. Faça aquilo que funcionar melhor.
A convicção em relação à sua opinião é uma condição i
Por Sonia Jordão
Se você tomou várias decisões erradas, prepare-se para ter sua liderança questionada.
Estabelecer hoje quem são seus aliados é a única forma de assegurar que eles estarão disponíveis quando necessário.
Saiba exatamente o motivo que o levou a ser indicado para um cargo e o que as pessoas que o indicaram esperam de você.
Identifique modos de, ao mesmo tempo, remunerar o acionista e servir o interesse público no longo prazo, mesmo que os lucros sejam momentaneamente reduzidos. Assim você poderá promover uma cultura favorável, atrair uma equipe de colaboradores competentes e estabelecer uma reputação pública capaz de compensar qualquer diminuição temporária no valor do investidor.
Se você quiser confiança e apoio, explique-se. Ser uma pessoa de poucas palavras pode funcionar num cargo técnico, mas é um desastre num cargo de liderança.
Se você espera que as pessoas que trabalham para você sejam capazes de julgar entre o certo e o errado, providencie para que ganhem experiências na tomada de decisões. Se você espera que elas entendam como você pensa, compartilhe agora suas experiências anteriores.
Em momentos de ansiedade e estresse, seu colaborador menos experiente será o primeiro a entrar em pânico. Fornecer o máximo de treinamento para os recém-contratados é uma forma de evitar isso.
A expectativa de um bom desempenho é um pré-requisito para que aqueles que trabalham com você o alcancem. Seu otimismo não irá garantir um resultado favorável, mas a ausência dele irá com certeza criar o oposto.
A criação de equipes por meio de treinamento e exercícios resulta em tomadas de decisões precisas e rápidas.
Reconheça que as pessoas têm diferentes motivações para se envolver e participar das equipes. Esse é o primeiro passo essencial para que elas contribuam. A criação de oportunidades para que todos sejam bem-sucedidos, independentemente de seus motivos, é o próximo passo essencial.
Quando o cume de uma montanha, um produto ou um projeto parece estar ao seu alcance, moderar o excesso de confiança pode assegurar que a energia fique concentrada em alcançá-lo. Quando o objetivo parece estar quase fora de alcance, promover maior confiança pode assegurar que a motivação permaneça.
Se você está solicitando o apoio de um grupo, convença-o de que a causa é justa, a intenção nobre, o caminho coletivo, o desafio crítico. Mostre que o objetivo não pode ser alcançado sem o compromisso de todos.
Ganhar a confiança de seu grupo agora pode ser indispensável no futuro. O tempo investido em angariar apoio, até mesmo de seus oponentes, pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso quando você tiver um teste decisivo pela frente.
Algumas das medidas utilizadas hoje na mobilização de pessoas podem não ter muito valor. Outras trazem ótimos resultados. Uma vez que não se pode saber qual medida será indispensável mais tarde, você não pode se dar ao luxo de ignorar qualquer uma delas.
Quando você é promovido a um cargo de responsabilidade sem nenhum aviso e pouquíssima preparação, pergunte que medidas devem ser tomadas nesse cargo e quais as estratégias que funcionaram no passado.
A experiência em cargos variados desenvolve confiança pessoal e outras habilidades necessárias para dominar um conjunto de tarefas mais ambiciosas. A experiência em diferentes organizações estimula os requisitos essenciais para liderar organizações diferentes.
A inércia é tão prejudicial à liderança quanto uma medida ineficaz.
Cooperação explícita, auto-avaliação, aceitação da responsabilidade e um enfoque concentrado na recuperação são ingredientes decisivos para restaurar a reputação ameaçada de uma organização.
Não se atenha a convenções. Faça aquilo que funcionar melhor.
A convicção em relação à sua opinião é uma condição i