5.07.2009

HEPATITES: Como Conviver?


Como Conviver com as hepatites?

Quando um dos elementos da família tem hepatite A ou E, os membros da família devem ter cuidados de higiene redobrados: não partilhar loiça e talheres com o doente, desinfectar os sanitários com lixívia e lavar sempre as mãos depois de contactar com a pessoa infectada ou com os seus objectos. Nos casos de hepatite B aguda, raramente é necessário tomar qualquer medida em relação ao agregado familiar.

Nos casos de hepatite B crónica, o parceiro sexual deve ser vacinado e se o portador for uma criança os irmãos devem fazer a vacina. O mesmo acontece para a hepatite D. Estando toda a família vacinada, não é necessário tomar outras precauções.

Em relação às hepatites C e G, a prevenção passa por não partilhar objectos que estiveram em contacto com o sangue do doente. Na hepatite auto-imune não são necessárias quaisquer precauções no convívio com os doentes pois trata-se de uma doença não transmissível.

HEPATITE AO que é a Hepatite A

Infecção provocada pelo vírus da Hepatite A (VHA) que entra no organismo através do aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando neste órgão a inflamação denominada hepatite A. A descoberta do vírus ocorreu em 1975, todavia, na Antiguidade, já se registavam surtos da doença, na altura chamada «icterícia infecciosa», e eram frequentes as epidemias em períodos de guerra e de cataclismos.

A hepatite A transmite-se de pessoa para pessoa quando os alimentos ou a água estão contaminados por dejectos contendo o vírus, daí que seja mais frequente em países menos desenvolvidos, devido à precariedade do saneamento básico, e incida, principalmente, em crianças e adolescentes (50 por cento dos casos acontece antes dos 30 anos).

Nos países ocidentais, com a melhoria das condições de higiene, somos expostos cada vez mais tarde a esta doença considerada aguda, mas que se cura rapidamente na maioria dos casos (ao fim de cerca de três semanas) sem necessitar de internamento hospitalar ou de um tratamento específico e sem deixar vestígios: após a cura, o vírus desaparece do organismo e surgem anticorpos protectores que impedem uma nova infecção, por isso, não existem portadores crónicos.

Raramente esta doença é fatal, embora em adultos afectados por uma doença hepática crónica - originada por outro vírus ou pelo consumo excessivo de álcool - a infecção pelo VHA possa provocar a falência hepática, conhecida por hepatite fulminante; de outro modo, o risco é muito baixo, da ordem de um para mil ou mesmo para dez mil.

O Vírus (Hepatite A)
A sua denominação é VHA - Vírus da Hepatite A - tem uma dimensão de 27 nm, é da família dos picornavírus, tal como o vírus da poliomielite.

O seu genoma é constituído por ARN, positivo e monocatenário. Encontra-se por todo o mundo, especialmente em lugares onde as condições de higiene são escassas. Espalha-se através do contacto directo ou indirecto com material fecal e encontra-se nas fezes da pessoa infectada (foi por essa via que acabou por ser identificado, pela primeira vez, em 1975) duas a três semanas antes de os sintomas se declararem e durante os primeiros oito dias em que a doença permanece activa.

Este vírus é muito infeccioso e é a causa mais frequente de hepatite aguda (mais de 50 por cento dos casos), apesar da sua presença no sangue ser diminuta e de curta duração. Uma pessoa que não tenha anticorpos, adquiridos quando teve a hepatite A ou através da vacina, pode ser infectada e transmitir a doença a outros, mas o risco é pequeno no contacto ocasional.

O chamado período de incubação, que é maior nas crianças do que nos adultos, dura entre 20 a 40 dias, espaço de tempo em que não se revelam quaisquer sintomas. A infecção pode durar seis meses, mas a maioria dos doentes recupera ao fim de três semanas.

HEPATITE B O que é a Hepatite B

A hepatite B, provocada pelo Vírus da Hepatite B (VHB), descoberto em 1965, é a mais perigosa das hepatites e uma das doenças mais frequentes do mundo, estimando-se que existam 350 milhões de portadores crónicos do vírus. Estes portadores podem desenvolver doenças hepáticas graves, como a cirrose e o cancro no fígado, patologias responsáveis pela morte de um milhão de pessoas por ano em todo o planeta; contudo a prevenção contra este vírus está ao nosso alcance através da vacina da hepatite B que tem uma eficácia de 95 por cento.

O vírus transmite-se através do contacto com o sangue e fluidos corporais de uma pessoa infectada, da mesma forma que o vírus da imunodeficiência humana (VIH), que provoca a Sida, só que o vírus da hepatite B é 50 a 100 vezes mais infeccioso do que o VIH.

Existe também a possibilidade de transmissão de mãe para filho, no momento do nascimento, uma forma de contágio especialmente grave, dada a grande tendência de evolução para a cronicidade e que é muito comum nas zonas hiperendémicas de países em desenvolvimento, onde a maior parte dos infectados contrai o vírus durante a infância. Nos países industrializados, esta faixa etária é a que se encontra mais «protegida» já que a vacina contra a hepatite B faz parte do programa nacional de vacinação de 116 países, Portugal incluído. No mundo ocidental, Europa e América do Norte, o vírus é transmitido, sobretudo, aos jovens adultos por via sexual e através da partilha de seringas e outro material de injecção entre os utilizadores de drogas endovenosas.

O vírus provoca hepatite aguda num terço dos atingidos, e um em cada mil infectados pode ser vítima de hepatite fulminante. Em menos de dez por cento dos casos em que a infecção ocorre na idade adulta, a doença torna-se crónica, verificando-se esta situação mais frequentemente nos homens. Em Portugal, calcula-se que existam 150 mil portadores crónicos do VHB .

O Vírus (Hepatite B)
O Vírus da Hepatite B (VHB), da família dos hepadnavírus, é composto por ácido desoxirribonucleico sendo o único vírus de hepatite a possuir ADN como material genético e tem um diâmetro de 42 nm.

A infecção pelo VHB tem um período de incubação longo, entre as seis semanas e os seis meses, e é mais prevalente na Ásia, Pacífico e África inter tropical, onde se calcula que entre cinco e 20 por cento das pessoas sejam portadoras crónicas. O vírus tem menor incidência no mundo desenvolvido, Estados Unidos da América e Europa Ocidental, mas regista-se um elevado número de casos na Europa Central e Oriental.

Hepatite C O que é a Hepatite C

A epidemia silenciosaO vírus da hepatite C foi descoberto em 1989 graças às técnicas de biologia molecular. Como este vírus nunca foi conclusivamente observado ao microscópio electrónico, o conhecimento da sua existência baseia-se na clonagem do seu material genético.

Antes da descoberta do vírus da hepatite C, falava-se de um tipo de hepatite infecciosa então designada por hepatite "não-A, não-B". Os indivíduos com esta doença tinham evidência clínica ou laboratorial de hepatite sem evidência de infecção pelos vírus das hepatites A ou B.

Os estudos realizados em doentes com hepatite "não-A, não-B" permitiram estabelecer uma associação entre a doença e uma história recente de transfusão sanguínea ou de toxicodependência. Em 1989 os cientistas identificaram o vírus da hepatite C como sendo o agente infeccioso responsável por mais de 95% dos casos dessa hepatite "não A não B".

O vírus da hepatite C é um vírus que se encontra no sangue e se transmite essencialmente através do sangue contaminado. Depois de entrar no organismo humano viaja no sangue até ao fígado, local onde desencadeia um processo inflamatório inicial a que se chama hepatite aguda e, muito frequentemente, esta inflamação perpetua-se evoluindo para a forma de hepatite crónica.

A infecção aguda pelo vírus da hepatite C habitualmente não origina sintomas e, por essa razão, raramente é diagnosticada. A maior parte das pessoas com infecção crónica não se recorda de nenhum episódio agudo de icterícia ou de doença hepática. Algumas pessoas desenvolvem sintomas inespecíficos na altura da infecção mas não os associam à doença hepática. Tal como foi referido acima, a infecção evolui para a forma crónica numa grande percentagem de casos. Embora a infecção aguda, que acontece quando o vírus entra no organismo, não seja, geralmente, acompanhada de doença clinicamente evidente, existe uma elevada probabilidade de que este agente permaneça e se replique no fígado conduzindo a uma lesão progressiva deste órgão que poderá, nalguns casos, levar à situação de cirrose.


É uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que quando crónica, pode conduzir à cirrose, insuficiência hepática e cancro. Durante vários anos foi conhecida sob a designação de hepatite não-A e não-B, até ser identificado, em 1989, o agente infeccioso que a provoca e se transmite, sobretudo, por via sanguínea. É conhecida como a epidemia «silenciosa» pela forma como tem aumentado o número de indivíduos com infecção crónica em todo o mundo e pelo facto de os infectados poderem não apresentar qualquer sintoma, durante dez ou 20 anos, e sentir-se de perfeita saúde.

Calcula-se que existam 170 milhões de portadores crónicos (cerca de três por cento da população mundial), dos quais nove milhões são europeus, o que faz com que o VHC seja um vírus muito mais comum que o VIH, responsável pela SIDA. Segundo a Organização Mundial de Saúde, é possível que surjam todos os anos três a quatro milhões de novos casos no planeta. A prevalência do vírus difere de acordo com a região geográfica; enquanto na Europa e na América do Norte os índices de contaminação rondam os dois por cento, em África, no Sudeste Asiático, no Pacífico Ocidental e no Leste do Mediterrâneo as taxas de prevalência são superiores.

No mundo ocidental, os toxicodependentes de drogas injectáveis e inaláveis e as pessoas que foram sujeitas a transfusões de sangue e derivados e/ou a cirurgias antes de 1992, são os principais atingidos. Com a descoberta do vírus da imunodeficiência humana – responsável pela SIDA, na década de 80 do século passado, foram adoptadas novas medidas de prevenção e hoje, a possibilidade de contágio com o VHC, numa transfusão de sangue ou durante uma intervenção cirúrgica nos hospitais, é praticamente nula. Esta segurança não está ainda garantida em alguns centros médicos e hospitalares dos países em desenvolvimento.

Em Portugal, a hepatite C crónica é já uma das principais causas de cirrose e de carcinoma hepatocelular estimando-se que existam 150 mil infectados embora a grande maioria não esteja diagnosticada. De acordo com um estudo do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, Portugal é um dos países europeus a apresentar as mais elevadas taxas de contaminação deste vírus, que atinge 60 a 80 por cento dos toxicodependentes.

Cerca de 20 a 30 por cento dos indivíduos infectados com o VHC recuperam espontaneamente após a infecção aguda pelo VHC, mas os restantes 70 a 80 por cento evoluem para a hepatite crónica e, muitas vezes, sem que se apercebam. Em 20 por cento dos doentes, a hepatite C crónica pode conduzir à cirrose e/ou ao cancro no fígado. Os especialistas ainda não chegaram a uma conclusão sobre as razões que levam alguns doentes a desenvolver uma cirrose em poucos anos, enquanto outros podem levar décadas. Entre as possíveis explicações está a idade em que a pessoa foi contaminada (quanto mais tarde, mais grave pode ser a evolução da infecção), as diferenças hormonais (é mais comum no sexo masculino) e o consumo de álcool (que estimula a multiplicação do vírus e diminui as defesas imunitárias).

Este tipo de hepatite só excepcionalmente se apresenta como hepatite fulminante.

O Vírus (Hepatite C)
O VHC pertence à família dos flaviviridae e o seu genoma é constituído por ARN. Encontra-se no indivíduo doente e tem um período de incubação que oscila entre os 40 e os 70 dias. Tal como o vírus da SIDA é capaz de se modificar e de se camuflar, o que dificulta uma resposta adequada do sistema imunitário.

Até agora foram identificados seis genótipos diferentes do VHC que, por sua vez, se dividem em subtipos. Os genótipos, ou estirpes, são identificados com os números de um a seis e os subtipos com letras.

O tipo de vírus mais frequente em Portugal é o 1b, responsável por cerca de metade das hepatites C e o que mais afecta as pessoas que foram contaminadas através de uma transfusão sanguínea. O genótipo 3a é comum nos toxicodependentes intravenosos que são normalmente doentes mais jovens e que adquiriram a infecção há menos tempo. Nos últimos 3-5 anos temos assistido a um aumento da frequência do genótipo 4 em Portugal e, nalgumas zonas atinge já os 10-12%. Os genótipos 5 e 6 são raros, encontrando-se mais frequentemente em África e na Ásia. Segundo alguns especialistas, é possível que numa mesma pessoa possam coexistir dois tipos diferentes do VHC. Estas diferenças nas populações de vírus dificultam a elaboração de uma vacina.

Hepatite D O que é a Hepatite D

A hepatite D foi conhecida em 1977, ano em que foi descoberto o vírus que a provoca, o VHD ou vírus Delta como também é designado. A hepatite D só se manifesta em conjunto com a hepatite B, isto é, surge por co-infecção ou por superinfecção. Em Portugal é rara e, embora não tenhamos estatísticas específicas, supõe-se que existam cerca de 15 mil portadores crónicos no país.

A doença terá chegado à Europa Ocidental com viajantes toxicodependentes, uma parte da população sempre exposta ao risco deste tipo de infecções, mas encontra-se, sobretudo, na zona do Mediterrâneo, no Médio Oriente, na Ásia Central, na África Ocidental, na América do Sul e em algumas ilhas do sul do Pacífico. No sudeste asiático, permanece em Taiwan, na China e na Índia. Também se registaram casos, muitas vezes mortais, entre a população indígena da Venezuela, Colômbia, Brasil e Peru.

Provoca, por vezes, epidemias de que são exemplo as verificadas em Nápoles, no ano de 1977 e entre os índios Yupca da Venezuela em 1981.

O problema é que uma pessoa nunca sofre apenas de hepatite D: ou é infectada em simultâneo com o VHD e o VHB ou só contrai esta doença quando já tem hepatite B. No caso de uma co-infecção, a hepatite D aguda pode ser severa, ou mesmo fulminante, no entanto, raramente evolui para uma forma crónica ao contrário do que sucede com a superinfecção que provoca hepatite crónica em 80 por cento dos casos, dos quais 40 por cento evoluem para cirrose.

O Vírus (Hepatite D)

O VHD ou Delta é o agente infeccioso da chamada hepatite D, tem 35 nm, pertence à família dos Viróides e o seu genoma é constituído por ácido ribonucleico (ARN) circular, de uma só cadeia. É único no seu género em patologia humana e não se consegue multiplicar senão na presença do vírus da hepatite B.

O período de incubação dura entre 15 a 45 dias e a sua presença no sangue é prolongada, podendo mesmo permanecer para sempre no organismo, o que pode originar formas mais graves de doença hepática.

Encontra-se, com maior incidência, na bacia do Mediterrâneo, no Médio Oriente, na Ásia Central, na África Ocidental, na bacia do Amazonas, na América do Sul, e em algumas ilhas do Pacífico Sul.

Hepatite E O que é a Hepatite E

A hepatite E resulta da infecção pelo vírus da hepatite E (VHE), é transmitida de pessoa a pessoa, através da água e de alimentos contaminados com matéria fecal, e já foi responsável por grandes epidemias no centro e sudeste da Ásia, no norte e oeste de África e na América Central. No mundo industrializado, o vírus quase não existe, como é o caso de Portugal, onde a doença escasseia e apenas se manifesta em indivíduos que tenham estado em regiões tropicais endémicas.

Como doença humana específica só foi identificada em 1980, quando se realizavam testes para detecção de anticorpos da hepatite A, na Índia, durante o estudo de uma hepatite epidémica transmitida através das águas, mas cujo agente infeccioso não era o VHA. Na altura, foi considerada uma doença hepática virulenta sem qualquer outra classificação e só em 1988, com a descoberta do vírus, passou a designar-se hepatite E. A gravidade da infecção pelo VHE é maior que a provocada pelo vírus da hepatite A, mas a recuperação ocorre ao fim de pouco tempo.

A doença pode ser fulminante, a taxa de mortalidade oscila entre os 0,5 a quatro por cento, e os casos ocorridos durante a gravidez são bastante mais graves, podendo atingir taxas de mortalidade na ordem dos 20 por cento se o vírus for contraído durante o terceiro trimestre. Existem também registos de partos prematuros, com taxas de mortalidade infantil que atingem os 33 por cento. Nas crianças, a co-infecção com os vírus A e E pode resultar numa doença grave, incluindo a falência hepática aguda.

Alguns especialistas referem a possibilidade de existir transmissão entre animais e homens, já que vários macacos, porcos, vacas, ovelhas, cabras e roedores são susceptíveis à infecção com o vírus da hepatite E.

Uma leitura das estatísticas indica que a doença tem uma maior taxa de incidência entre os adultos dos 15 aos 40 anos mas, segundo a Organização Mundial de Saúde, a baixa taxa registada entre as crianças pode dever-se ao facto de a hepatite E, normalmente não provocar quaisquer sintomas nos mais novos.

O Vírus Hepatite E
O VHE é composto inteiramente por ácido ribonucleico (ARN) e proteína vírica e tem um diâmetro de 27 a 34 nm. Descoberto em 1988, foi primeiro classificado na família dos calicivírus mas, actualmente, existem dúvidas sobre a sua classificação.

O período de incubação oscila entre os 15 e os 64 dias (três a oito semanas, 40 dias em média) e a transmissão do vírus ocorre desde a segunda metade do período de incubação, até sete dias após o início da icterícia.

O VHE é mais comum em locais com climas quentes do que temperados e, devido à sua forma de propagação, o maior de infecção encontra-se nos países em desenvolvimento com sistemas de saneamento básico precários. Além da Índia, onde foi descoberto, já foi detectado no médio e extremo Orientes, no norte e oeste de África, nas repúblicas centrais da ex-União Soviética, na China e também na América Central.

As epidemias de hepatite ocorridas na Europa, antes do século XX e que até há pouco tempo se supunha serem de vírus da hepatite A, têm, na verdade, as características epidemológicas da hepatite E. Os especialistas avançam com a hipótese de o VHE ter desaparecido dos países industrializados num passado recente, tal como o vírus da hepatite A está hoje a perder importância nestes mesmos países.

O vírus encontra-se no humano doente mas, também, em macacos, porcos, vacas, cabras, ovelhas e roedores (pelo menos naqueles que habitam nas regiões endémicas).

Hepatite G O que é a Hepatite G

A hepatite G foi a hepatite descoberta mais recentemente (em 1995) e é provocada pelo vírus VHG que se estima ser responsável por 0,3 por cento de todas as hepatites víricas. Desconhecem-se, ainda, todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se que a doença é transmitida, sobretudo, pelo contacto sanguíneo.

Em análises feitas nos Estados Unidos da América aos dadores de sangue demonstrou-se que cerca de dois por cento já teve contacto com o vírus. Supõe-se que o VHG se encontre em 20 a 30 por cento dos utilizadores de drogas injectáveis e em dez por cento das pessoas que foram sujeitas a uma transfusão de sangue. Em cerca de 20 por cento dos doentes com infecção pelos VHB ou VHC é possível detectar anticorpos para o VHG, mas esta coinfecção não parece influenciar a evolução daquelas hepatites.

Não foi ainda possível determinar com exactidão – dado que a descoberta da doença e do vírus que a provoca foram recentes –, as consequências da infecção com o vírus da hepatite G. A infecção aguda é geralmente «suave» e transitória e existem relatos duvidosos de casos de hepatite fulminante (os especialistas ainda não chegaram a uma conclusão definitiva sobre as causas destas hepatites fulminantes).

Noventa a 100 por cento dos infectados tornam-se portadores crónicos mas podem nunca vir a sofrer de uma doença hepática. Até agora não foi possível comprovar que a infecção pelo VHG conduza a casos de cirrose ou de cancro no fígado.

O Vírus (Hepatite G)

O VHG é constituído por ácido ribonucleico (ARN), pertence à família dos flavivírus, é um parente afastado do vírus que provoca a hepatite C e, tal como este, também apresenta diferentes genótipos.

A infecção pelo VHG pode, muitas vezes, ocorrer em simultâneo com a provocada pelo VHC, mas os estudos feitos até agora permitem concluir que a hepatite G não agrava a hepatite C, nem perturba o seu tratamento.

Supõe-se que o vírus da hepatite G seja ainda mais comum que o VHC, contudo, a sua gravidade para o organismo humano é baixa ou quase nula.

A forma como se propaga ainda é desconhecida.


Fonte: Roche.com

ROCHE COBIÇA A EUROFARMA OU MANTECORP

PARA CRESCER NO SEGMENTO DE GENÉRICOS, ROCHE COBIÇA A EUROFARMA

Eventual aquisição daria à multinacional suíça a liderança do setor. A recente venda do laboratório Medley para a francesa Sanofi-Aventis deverá provocar uma rearrumação nas prateleiras farmacêuticas. Que o diga a Roche.
O grupo pretende anunciar, em breve, uma grande aquisição no Brasil, com o objetivo, sobretudo, de aumentar sua presença no segmento de genéricos. O alvo principal é a Eurofarma, terceira maior fabricante de medicamentos livres do país e dona de um faturamento na casa de R$ 1 bilhão.
Com a eventual aquisição, a Roche se tornaria a maior produtora de genéricos do Brasil, ultrapassando a EMS e a própria Medley/Sanofi-Aventis. Assumiria ainda o topo do ranking da indústria farmacêutica no país, com faturamento anual em torno de R$ 2,5 bilhões.
Além da Eurofarma, a Roche trabalha com um Plano B, que exigiria uma dosagem menor de investimento. Trata-se da Mantecorp, indústria controlada pela família Mantegazza. Profilaticamente, o laboratório brasileiro procura um parceiro comercial ou um novo sócio. Dentro da empresa, é dado como certo o rompimento do acordo operacional com a Schering- Plough, recentemente vendida para a Merck. A Roche, que recentemente fez uma grande operação mundial - pagou quase US$ 47 bilhões pelo controle da empresa de biotecnologia californiana Genentech -, ensaia uma aquisição no Brasil desde o ano passado. Chegou a sondar a família Negrão para a compra da Medley, mas perdeu a parada para a Sanofi-Aventis. Os planos de expansão foram acelerados justamente por conta da venda do laboratório paulista. Com a negociação, o grupo francês disparou no ranking dos genéricos, exigindo uma resposta da concorrência.
Além da necessidade de uma rápida reação ao avanço da Sanofi-Aventis, a performance no mercado brasileiro motiva a Roche a fazer um investimento de peso no Brasil.
Nos últimos anos, sua taxa de crescimento no país é quase o dobro da média mundial. A subsidiária é hoje a principal operação da Roche na América Latina, que responde por quase 8% do faturamento global do grupo.
Fonte: Cidade Biz Online

Estados Unidos realizam primeiro transplante facial de mulher de 46 anos

Em 2004, uma bala destruiu grande parte do rosto de Connie Culp. O tiro dado pelo marido deixou seu rosto completamente desfigurado, os ossos da face destruídos, e a musculatura desapareceu. O efeito foi devastador. Foram mais de 30 cirurgias - uma delas chegou a durar 22 horas. No primeiro caso registrado nos Estados Unidos, a mulher, de 46 anos, teve o rosto reconstituído após receber a doação de uma mulher morta. ( Veja imagens de Connie )

Na terça-feira, suas imagens rodaram pelo mundo, quando Connie resolveu ir a público e dar uma entrevista coletiva para falar sobre a cirurgia e a felicidade após ter o rosto reconstituído.


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Suas expressões ainda não parecem naturais, mas ela pediu que o mundo não se concentrasse no rosto dela e, sim, no feito dos médicos.

- Quero focar na família da doadora que me permitiu ganhar esse presente de Natal - disse ela aos jornalistas reunidos na Cleveland Clinic, onde ocorreu a cirurgia.


Dois meses após a operação, a americana deixou o hospital e voltou para casa. Antes, ela não comia alimentos sólidos e não sentia o gosto da comida.

- Connie agora pode apreciar a sua comida - disse a médica Maria Siemionow, que chefiou a equipe que realizou o transplante facial.

- Ela come hambúrguer e pizza, além de tomar café da xícara - completou a médica.

A pena para o autor do crime, o então marido de Connie, Thomas, foi de sete anos de prisão. Não foram divulgadas informações sobre a doadora ou sua morte.

O Globo

Gripe A e os Kits

Anvisa intensifica ação em fronteiras; País tem 28 casos suspeitos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou a atuação nas fronteiras secas do País para identificar casos suspeitos de gripe suína entre passageiros de transporte coletivo. A ação foi reforçada na 2ª feira (4), um dia depois de a Colômbia confirmar uma infecção pelo vírus H1N1. O diretor de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor Álvares da Silva, afirmou que a ênfase será dada a áreas como Tabatinga (fronteira com a Colômbia) e Foz do Iguaçu, onde o movimento é bastante intenso. Em Tabatinga, uma força tarefa já está em atuação.


Desde o relato dos primeiros casos de gripe suína no mundo, a Anvisa identificou 88 pontos de entrada do País, entre portos, aeroportos e fronteiras secas; iniciou um trabalho de esclarecimento para turistas e população nesses locais e intensificou a vigilância para identificação de casos suspeitos. Na semana passada, porém, as atenções estavam voltadas principalmente para aeroportos, sobretudo para voos procedentes de regiões onde haviam casos confirmados da doença.


A ação foi ampliada para todos os voos - internacionais e domésticos. Mas o diretor reconhece que algumas empresas ainda não cumpriram as determinações, principalmente a de transmitir, durante a viagem, avisos sonoros com informações sobre a doença. Numa nova reunião com companhias aéreas, programada para esta 4ª feira (6), o assunto será retomado. "Não aceitamos a hipótese de as companhias não apresentarem os avisos", disse Álvares da Silva.


"Vamos encontrar um meio de obrigar - e autuar - as empresas que desrespeitarem as recomendações", completou. Anteontem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), havia informado, por meio de sua assessoria de imprensa, que não existem mecanismos para punir empresas que cumprirem a determinação. "Não há justificativa para que as empresas se recusem a alertar os passageiros. Isso é responsabilidade", completou o diretor da Anvisa.


Na terça-feira (5), o Ministério da Saúde acompanhava 28 casos suspeitos de gripe suína no País: 12 de São Paulo, 3 de Minas, 2 no Distrito Federal, 2 no Rio, 2 em Santa Catarina, 2 em Tocantins, um em Goiás, um no Mato Grosso do Sul, um na Paraíba, um em Pernambuco e um em Rondônia. Outros 28 casos, distribuídos em 20 Estados, estavam em monitoramento e 73 casos haviam sido descartados.(AE)

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SP, PA e RJ receberão kits para gripe suína na sexta


O Ministério da Saúde confirmou hoje que os kits para diagnóstico rápido da Influenza A (H1N1), a gripe suína, chegarão ao Brasil até a sexta-feira. Segundo o Ministério, os kits serão entregues aos laboratórios Adolf Lutz, em São Paulo, Instituto Evandro Chagas, no Pará, e Fiocruz, no Rio de Janeiro. Antes de serem usados, eles ainda precisam passar por testes, provas internas e certificação.


O Ministério não soube informar sobre a quantidade de material que chegará ao País. Os kits prontos para uso, doados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), são considerados indispensáveis para a confirmação ou descarte dos casos suspeitos de gripe suína no País. (AE)

Diagnóstico da síndrome de autismo

Fiocruz cria exame para diagnosticar a síndrome

O Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolve metodologia para a elaboração de diagnóstico da síndrome de autismo por meio de exames laboratoriais com aparelhos de eletroencefalograma computadorizado. Já utilizado no diagnóstico de outras síndromes, o exame amplia e mede as correntes eletromagnéticas no cérebro em diversas freqüências (de 3 a 27 hertz) e permite verificar as ligações entre os grupos de neurônios. Segundo os pesquisadores da Fiocruz, as vantagens do exame são custo acessível e disponibilidade da tecnologia em vários hospitais e postos de saúde no Brasil.

De acordo com o coordenador da pesquisa, o neurologista infantil Adaílton Tadeu Alves de Ponte, a análise de dados já permitiu verificar que as respostas no hemisfério cerebral direito têm uma amplitude menor que o esquerdo, ou seja, há uma deficiência de ativação do hemisfério direito em relação ao hemisfério esquerdo, quando se compara com as crianças que não apresentam o mesmo problema. Segundo o médico, o hemisfério direito está associado às funções socioafetivas, emocionais, de empatia e de percepção do contexto e compreensão social, enquanto o hemisfério esquerdo é mais envolvido com o cálculo e o raciocínio.

Estimativas internacionais mostram que a ocorrência da síndrome pode ser de uma em cada 500 crianças até uma em cada mil crianças. O autismo tem uma incidência maior sobre meninos - 70% das pessoas com autismo são do sexo masculino. Adaílton Tadeu explica que a ciência ainda não sabe porque ocorre o autismo. O grupo de pesquisa trabalha com a hipótese de que é um fenômeno de causa genética, associada a mecanismos alérgicos não identificados e desenvolvidos ainda no útero, durante a gestação. Esses processos desencadeiam inflamação que altera o desenvolvimento do cérebro e as ligações no hemisfério direito.

A síndrome do autismo foi descoberta simultaneamente, na década de 1940, por dois médicos de origem austríaca, que trabalhavam separadamente: Leo Kanner, erradicado nos Estados Unidos, e Hans Asperger, que permaneceu na Europa durante o período da Segunda Guerra Mundial. A palavra autismo foi criada pelo psiquiatra suíço Paul Eugen Bleuler para descrever a fuga da realidade observada em alguns indivíduos.

Segundo o Ministério da Saúde, há grande variabilidade de sintomas autistas (espectro), sendo possível identificar desde pessoas muito comprometidas até pessoas com alto grau de desempenho e com habilidades especiais (os chamados asperger, em homenagem a um dos descobridores da síndrome).

Na rede pública, o atendimento às pessoas com autismo deve ser feito em um dos 1.300 Centros de Atenção Psicossocial que, segundo o ministério, contam com equipes multiprofissionais (médicos, enfermeiros, psicólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, professores de educação física).

Fiocruz

Anvisa proíbe publicidade do medicamento Avastin

Anvisa proíbe publicidade do medicamento Avastin

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu quarta-feira (06) a veiculação de material publicitário que promovia o uso do medicamento Avastin no tratamento de câncer de pulmão. No Brasil, o medicamento foi aprovado pela agência apenas para o tratamento de câncer colorretal. Um encarte enviado para médicos pela indústria farmacêutica Roche, responsável pelo produto, motivou a Resolução Nº 1 622/09, que instituiu a proibição.


O material traz uma pesquisa apresentada no simpósio satélite organizado pela Roche durante o 33º Encontro da Sociedade Europeia para Oncologia Médica (Esmo 2008). O estudo, assinado por Martin Reck, do Hospital Grosshansdorf, na Alemanha, conclui: "Bevacizumabe (princípio ativo do Avastin) é novo padrão na primeira linha de tratamento do câncer de pulmão (do tipo) não pequenas células e não escamoso".


A Roche afirma por nota que o encarte reproduz fielmente a palestra dada pelo pesquisador no Congresso e obedece a Resolução Nº 102/00 que regula a propaganda de medicamentos no Brasil. "Não poderíamos fazer nenhuma alteração (no material) sob pena de interferir na imparcialidade do conteúdo", argumenta o comunicado da empresa.


REFERÊNCIAS


A resolução publicada hoje afirma que o encarte promocional veicula "referências bibliográficas incompletas, tabelas, gráficos e demais informações distorcidas, fragmentadas, e que não condizem com os estudos científicos publicados". "As referências devem ser completas e claras para permitir que os médicos confiram as informações", considera Maria José Delgado Fagundes, gerente de propaganda da Anvisa.


A nota da Roche afirma que "não é política do laboratório reproduzir ou apresentar estudos fragmentados, distorcidos ou manipulados aos especialistas médicos - nem tampouco a nenhum outro público". O texto também sublinha que o uso do medicamento no tratamento de câncer de pulmão já foi aprovado na União Europeia e nos Estados Unidos. "O processo administrativo para julgar se houve infração sanitária continua",

Anvisa

5.06.2009

ALIMENTOS RICOS EM GORDURA ESTIMULAM A FORMAÇÃO DA MEMÓRIA

Aquela sobremesa deliciosa do jantar de ontem à noite continua provocando forte lembrança? Um prato especialmente saboroso, apesar de ter sido consumido há alguns dias, ainda provoca água na boca? Não há motivo de culpa. Tais eventos não são exemplos de gulodice, mas da formação natural da memória, segundo um estudo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O estudo, feito por cientistas dos Estados Unidos e da Itália, indica que a ingestão de alimentos ricos em gordura estimula a formação de memórias de longo prazo, aquela que não desaparece rapidamente. O estudo se soma a trabalho recente do mesmo grupo que havia apontado a relação entre gordura ingerida e controle do apetite e tem implicação importante no desenvolvimento de tratamentos para obesidade e outros distúrbios alimentares. Os pesquisadores haviam identificado que os ácidos oleicos, obtidos a partir da hidrólise da gordura animal e de certos óleos vegetais, são transformados no intestino delgado em uma molécula chamada de oleoletanolamina (OEA).

A OEA envia mensagens de saciedade ao cérebro e, em níveis elevados, pode reduzir o apetite e promover a perda de peso e a diminuição de níveis de triglicérides e de colesterol. Liderados por Daniele Piomelli, do Instituto Italiano de Tecnologia e da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI), e por James McGaugh, da UCI, um dos principais especialistas em memória no mundo, os cientistas descobriram que o OEA também causa a consolidação da memória, processo por meio do qual memórias superficiais, de curto prazo, são transformadas em memórias de longo prazo, que podem ser 'armazenadas'.

A consolidação é feita por meio da ativação de sinais de estímulo na amígdala, a parte do cérebro envolvida na consolidação de memórias e eventos emocionais. Em testes com roedores, os pesquisadores observaram que a administração de oleoletanolamina levou à melhoria na retenção da memória.

Quando receptores celulares ativados pelo OEA foram bloqueados, os efeitos da retenção da memória diminuíram. "O composto oleoletanolamina é parte da 'cola molecular' que faz com que as memórias grudem. Por ajudar a lembrar onde e quando foi feita uma refeição gordurosa, a atividade de estímulo da memória do OEA parece ter sido uma importante ferramenta evolucionária para o homem e outros mamíferos" disse Piomelli.

Gorduras são importantes para a saúde geral, ajudando na absorção de vitaminas e na proteção de órgãos vitais. Apesar de a dieta do homem atualmente ser rica em gorduras, o mesmo não ocorreu com os primeiros humanos. Na natureza, alimentos ricos em gordura são raros. "Lembrar da localização e do contexto de uma refeição cheia de gordura foi, provavelmente, um importante mecanismo de sobrevivência para os primeiros humanos. Faz sentido que os mamíferos tenham essa capacidade" disse o cientista italiano.

Apesar disso, segundo Piomelli, tamanha ajuda para a memória talvez não seja tão benéfica atualmente. Enquanto o oleoletanolamina contribui para a sensação de saciedade após uma refeição, ele pode também estimular a vontade de ingerir novamente alimentos ricos em gordura, que, quando consumidos em excesso, podem causar obesidade.

Drogas que simulam os efeitos do oleoletanolamina já estão sendo usadas em estudos clínicos para controle da triglicéride. O grupo do estudo agora divulgado pretende investigar se tais compostos podem melhorar a consolidação da memória em pessoas com deficiência nesse processo.
Fonte: JB Online - Notícias Terr

TRATAMENTOS VARIZES COM MENOS DOR

RADIOFREQUÊNCIA TRATA VARIZES COM MENOS DOR

Disponível no Brasil, terapia é indicada a casos graves. Um novo procedimento, que trata varizes por meio de radiofrequência, garante uma recuperação mais rápida, com menos dor e baixo risco de complicações.
Apesar de pouco difundida, a técnica já vem sendo utilizada no Brasil e foi lançada oficialmente durante o congresso internacional de cirurgia endovascular, que aconteceu em abril em São Paulo. A radiofrequência beneficia especialmente os pacientes com varizes graves, em que a doença forma feridas e pode levar a sequelas importantes, como alterações na pele, nas articulações e até trombose. Entre as opções disponíveis para esses pacientes, a cirurgia e um tipo específico de escleroterapia trazem riscos de complicações. Já o tratamento com laser, que utiliza calor, pode ser muito dolorido no pós-operatório e não é muito empregado nesses casos.
"A radiofrequência usa o mesmo princípio do laser mas, por não gerar calor, é menos agressiva, não queima a pele e tem pouco risco de complicação", explica o cirurgião endovascular Sidnei Galego, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. "A recuperação é mais rápida", diz Armando Lobato, cirurgião endovascular do Hospital Santa Catarina, que presidiu o congresso sobre a área. Nos pacientes em que o problema é mais estético, as melhores opções continuam sendo a cirurgia, que hoje é feita com minúsculas incisões e que quase não requer internação, e a escleroterapia. O procedimento-que injeta um líquido na veia doente capaz de destruir o vaso-é usado em microvarizes e na telangiectasias, veias fininhas que parecem uma aranha sob a pele.
Para os casos leves, segundo os médicos, a relação custo-benefício da radiofrequência não compensa, pois esse procedimento-que custa em média R$ 2.000- não é coberto pelo SUS. "A radiofrequência não deve ser usada para tratamento estético", diz o cirurgião vascular Paulo Kauffman, da USP.
Vários fatores podem levar à formação de varizes, que afeta entre 15% e 20% da população. Componentes hereditários e os hormônios femininos, entre outros, facilitam o aparecimento de veias varicosas. Já o excesso de peso e o sedentarismo dificultam o retorno venoso. As paredes do vaso vão perdendo elasticidade e se dilatam, o que deixa as veias alargadas e tortuosas. Gabriela Cupani, da Reportagem Fonte: Folha de São Paulo - Portal Médico

TOMAR ASPIRINA A PARTIR DOS 40 PODE REDUZIR RISCO DE CÂNCER

Aqueles que ingerirem regularmente uma certa dose de aspirina a partir dos 40 anos reduzirão o risco de sofrer de câncer quando forem idosos, afirma estudo divulgado nesta terça-feira pela organização britânica Cancer Research UK.

Uma equipe de cientistas da ONG explica que a aspirina é capaz de bloquear as enzimas COX, encarregadas de permitir o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Por isso, se o medicamento for administrado como tratamento preventivo poderia provocar queda no risco de alguém sofrer da doença no longo prazo.

Não é a primeira vez que a comunidade científica analisa as propriedades da aspirina na prevenção do câncer, e vários estudos realizados anteriormente sugerem que as pessoas que tomam o fármaco com certa assiduidade desenvolvem maior proteção frente ao câncer de mama, de intestino e de próstata. Desta vez, os pesquisadores do Cancer Research UK se basearam nas conclusões de 12 projetos, que contaram com participação de mais de 50 mil pessoas.

Apesar das afirmações contidas no estudo, muitos médicos ainda se negam a recomendar a ingestão de aspirina no longo prazo, devido a efeitos colaterais e secundários que podem ser reforçados, como hemorragias intestinais e úlceras estomacais. Os cientistas dizem agora que o tratamento preventivo com aspirinas deve começar a partir dos 40 ou 45 anos, aproximadamente uma década antes da idade na qual os seres humanos são mais propensos a desenvolver câncer.

Segundo o professor Jack Cuzick, da Universidade Queen Mary, em Londres, o tratamento é mais efetivo nessas idades porque "é nesse período que começam a ocorrer lesões pre-cancerígenas".

No entanto, Cuzick considera que ainda é cedo demais para se generalizar o tratamento, já que "são necessários mais exames para avaliar quais tipos de pessoas poderiam ser beneficiados pelo próprio".
Fonte: Agência EFE -

SURDEZ E DISLEXIA

A surdez em crianças é confundida com dislexia e déficit de atenção. A surdez é uma situação complexa, pois pode afetar o desenvolvimento psicológico, a fala, a aprendizagem e a intelectualidade, prolongando os efeitos. As perdas auditivas não precisam ser severas para produzir prejuízos educacionais e emocionais. Até uma perda leve poderá resultar em uma dificuldade para ouvir de forma plena. A surdez na criança pequena (até 3 anos) tem consequências muito mais graves do que no adulto, pois a audição é necessária para o desenvolvimento não só da linguagem, mas da inteligência. Estima-se que existam 15 milhões de pessoas com algum tipo de perda auditiva no Brasil, sendo 406.588 com até 14 anos. Em cada mil crianças, seis apresentam perda de audição no nascimento, estimativa preocupante. Os problemas de aprendizagem e agressividade infantil podem estar ligados a auditivos; a construção da linguagem está ligada à compreensão do conjunto de elementos simbólicos que dependem de uma boa audição. As avaliações devem ser feitas não só nos casos de risco. Todos os bebês devem ser avaliados. A criança disléxica tem dificuldade de soletrar, ler em voz alta, memorizar palavras e escrever. Isso não quer dizer que são menos inteligentes; aliás, muitos apresentam inteligência normal ou até superior à da maioria. Já as crianças com déficit de atenção têm dificuldade de manter a atenção durante períodos prolongados. Pedidos de tarefa devem ser, portanto, feitos um a um. É fundamental professores observarem crianças em idade escolar. Pessoas mais próximas podem usar métodos simples para saber se há perda auditiva. Mas isso não afasta o diagnóstico médico. - Cláudio Coelho, otorrinolaringologista -
Fonte: Jornal do Brasil - Portal Médico

Risco de leucemia observado com o fármaco mitoxantrona para a Esclerose

Risco de leucemia observado com o fármaco mitoxantrona para a Esclerose

Um estudo italiano confirma que as pessoas com Esclerose Múltipla (EM) que são tratadas com o fármaco mitoxantrona têm um risco acrescido de desenvolverem leucemia aguda. Além disso, parece que o risco é significativamente mais elevado do que o relatado anteriormente.

O Dr. Vittorio Martinelli, do Centro de Esclerose Múltipla, da Universidade Vita-Salute, em Milão, alertou que o potencial risco de leucemia aguda deve ser cuidadosamente considerado comparativamente aos potenciais benefícios do tratamento com mitoxantrona, para cada paciente isoladamente.

Estudos anteriores tinham associado o tratamento com mitoxantrona a um aumento do risco de leucemia aguda. De acordo com esses estudos, a leucemia aguda ocorreu de 0,07 a 0,25 por cento dos pacientes com Esclerose Múltipla a tomar mitoxantrona.

Contudo, num estudo retrospectivo com 2854 pacientes italianos com Esclerose Múltipla a receber o fármaco, os investigadores descobriram que 21 (0,74%) desenvolveram leucemia aguda, tendo oito dos quais morrido.

A leucemia aguda desenvolveu-se, em média, 37 meses após o início do tratamento com mitoxantrona e, em média, 18 meses após o fim do tratamento.

O Dr. Martinelli alertou que é vital que todos os pacientes com Esclerose Múltipla tratados com mitoxantrona se submetam a um seguimento hematológico prolongado e cuidadoso para verificar a existência de leucemia aguda.

A mitoxantrona é um medicamento de quimioterapia, originalmente desenvolvido para certas formas de cancro. Foi aprovada pela agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) em 2000 para o tratamento da EM secundária progressiva, EM progressiva por surtos e EM recorrente remitente grave.

Tags: esclerose

5.05.2009

Doenças Respiratórias


Doenças respiratórias são aquelas que atingem órgãos do sistema respiratório (pulmões, boca, faringe, fossas nasais, laringe, brônquios, traquéia, diafragma, bronquiolos e alvéolos pulmonares).

As enfermidades do sistema respiratório mais frequentes são: bronquite, rinite, sinusite, asma, gripe, resfriado, faringite, enfisema pulmonar, câncer de pulmão, tuberculose e pneumonia.

As causas destas doenças podem ser diversas. Fumo, alergias (provocada por substâncias químicas ou ácaros), fatores genéticos, infecção por vírus e respiração em ambientes poluídos estão entre as principais causas destas doenças.

Nas grandes cidades, estas doenças estão cada vez mais comuns, principalmente em função da poluição do ar. O monóxido de carbono e o dióxido de carbono são gases poluentes originados da queima de combustíveis fósseis (gasolina e diesel) e são muito prejudiciais ao aparelho respiratório do ser humano.
A inalação destes gases pode provocar o surgimento de algumas destas doenças.

Como enfrentar a rinite, a asma e as crises respiratórias.

Estima-se que de 10% a 30% das pessoas vivem com rinite alérgica. Há relatos de pacientes que chegam a espirrar mais de dez vezes seguidas.

A doença piora a qualidade de vida e pesquisas mostram que até a vida sexual de um casal é afetada se um dos parceiros tem sintomas intensos de rinite.

Em grandes cidades brasileiras, de 25% a a 30% das crianças sofrem de sintomas alérgicos. E, embora comum, a alergia suscita muitas dúvidas.

É fundamental derrubar os mitos sobre a alergia e esclarecer dúvidas sobre remédios e alimentos.

Principais questões ligadas à doença:

UM MUNDO DE ESPIRROS: "Os casos de alergia aumentaram na segunda metade do século XX, principalmente em países com alto índice de desenvolvimento. Uma das hipóteses é o abuso de antibióticos e o menor contato das crianças pequenas com ambientes contaminados por bactérias. Estas pequenas agressões cotidianas ajudariam a manter o sistema imunológico em alerta. Menos estímulo deixaria o sistema de defesas ocioso e os anticorpos e células agressivas atacariam o próprio organismo. Mas países como o Brasil e o Peru, que têm altos índices de alergia, contrariam esse raciocínio. Por enquanto, não temos certeza."

INFÂNCIA: "As crianças, especialmente nos primeiros anos, têm mais alergia. Não se sabe ao certo o motivo. O contato inicial com o meio ambiente ajuda a moldar o sistema imunológico e infecções virais, comuns na infância, causam muitos dos quadros da doença. Além disso, alimentos novos são introduzidos e corantes são usados em excesso. Algumas cidades brasileiras, como São Paulo e Salvador, por exemplo, têm de 25% a 30% das crianças com sintomas alérgicos."

HEREDITARIEDADE: "A herança genética conta muito, mas grande parte do problema está ligada ao uso de alimentos, remédios e corantes. Não temos como prever quais pacientes terão reações alérgicas mais ou menos graves. Há padrões que se repetem. Indivíduos que já tiveram reação grave (falta de ar, desfalecimento, inchaço e crise de asma) têm maior chance de repetir o quadro, se o mesmo medicamento, por exemplo, for ingerido novamente. Poderão até sofrer queda de pressão prolongada e potencialmente fatal (choque) e anafilaxia."

FATORES DE PREVENÇÃO E RISCO: "O aleitamento materno e a exposição ao tabaco interferem no aparecimento de alergias. Um para o bem, o outro, para o mal. Quando o bebê se alimenta apenas do leite materno, a chance de alergia precoce ou grave cai sensiv elmente. Já o tabaco tem relação com o aumento de sintomas respiratórios."

É praticamente impossível vivermos sem a presença dos ácaros, no entanto, ela pode ser amenizada a partir do momento em que medidas importantes para reforçar a higiene do meio em que vivemos são adotadas.

Entendendo a Rinite Alérgica

Estas medidas podem ser a remoção de carpetes de dentro de casa, retirar o pó de sobre os móveis e também do chão, utilizando sempre um pano umedecido em água.

É importante também trocar as roupas de cama pelo menos uma vez por semana, manter os ambientes sempre arejados, as janelas abertas para permitir a entrada dos raios solares dentro de casa, principalmente dentro do quarto, pois este, é o local onde costuma ter uma maior concentração de ácaros.

Além disso, é importante colocar o colchão em contato direto com o sol sempre que possível, além de trocá-lo de lado, pelo menos, a cada quinze dias. Os travesseiros também devem ser expostos ao sol sempre que possível, os mais indicados aos alérgicos são os de poliéster.

As medidas acima, são apenas algumas das muitas que podem ser adotadas para diminuir a concentração deste aracnídeo, responsável pela maior parte das crises de rinite alérgica.

Além do ácaro, outros fatores também podem desencadear os sintomas da rinite alérgica, tais como: cheiro de perfume e de produtos de limpeza, fungos, o contato com a poluição, alguns tipos de alimentos, fumaça de cigarro, etc.

Para o alérgico, a principal medida a ser tomada, é evitar, o máximo possível, o contato com as substâncias desencadeadoras de sua alergia.
Funções, respiração e doenças Pulmonares

A principal finalidade dos pulmões é abastecer o nosso sangue de oxigênio, que é levado para as células do corpo. Além disso, os pulmões também executam a função de tirar do sangue o dióxido de carbono (gás carbônico) e vapor de água, eliminando-os do corpo através do processo de expiração.

Os pulmões estão envolvidos pela pleura. Quando ocorre uma inflamação da pleura, chamamos a doença de pleurisia. Já quando ocorre a inflamação dos pulmões de um indivíduo, o nome da doença é pneumonia. Esta, se não for bem tratada, pode levar uma pessoa à morte.

O caminho do ar em nosso organismo é bem complexo. Quando respiramos, o ar entra pela boca, passando em seguida pela traquéia (grande tubo condutor) e depois por outros pequenos tubos chamado brônquios. São os brônquios que levam o ar para todas as regiões pulmonares.

A entrada e saída de ar pelos pulmões são controladas por um movimento involuntário (controlado pelo cérebro) do nosso corpo. Através dos movimentos executados pelos músculos peitorais e pelo diafragma, os pulmões aumentam e diminuem de tamanho. Através destes movimentos o ar entra e sai dos pulmões.

Os pulmões dos seres humanos são compostos por uma espécie de tecido esponjoso, repleto de pequenas cavidades. Estas cavidades são atravessadas por vasos sanguíneos.

Observação importante:

- O fumo danifica, com o passar do tempo, os pulmões. Doenças causadas pelo cigarro levam a morte milhões de pessoas todos os anos. A doença mais grave e comum entre os fumantes é o câncer de pulmão.

Fontes de poluição, efeito estufa, chuva ácida, combustíveis fósseis, conseqüências da poluição,
combustíveis não poluentes, poluição ambiental e poluição atmosférica


Indústrias: poluentes despejados no ar ( poluição industrial )

A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, aumentou muito a poluição do ar. A queima do carvão mineral despejava na atmosfera das cidades industriais européias, toneladas de poluentes. A partir deste momento, o ser humano teve que conviver com o ar poluído e com todas os prejuízos advindos deste "progresso". Atualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos daninhos da poluição do ar. Cidades como São Paulo, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo.


A poluição gerada nas cidades de hoje são resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis como, por exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo ( gasolina e diesel ). A queima destes produtos tem lançado uma grande quantidade de monóxido de carbono e dióxido de carbono (gás carbônico) na atmosfera. Estes dois combustíveis são responsáveis pela geração de energia que alimenta os setores industrial, elétrico e de transportes de grande parte das economias do mundo. Por isso, deixá-los de lado atualmente é extremamente difícil.

Esta poluição tem gerado diversos problemas nos grandes centros urbanos. A saúde do ser humano, por exemplo, é a mais afetada com a poluição. Doenças respiratórias como a bronquite, rinite alérgica, alergias e asma levam milhares de pessoas aos hospitais todos os anos. A poluição também tem prejudicado os ecossistemas e o patrimônio histórico e cultural em geral. Fruto desta poluição, a chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o tempo, monumentos históricos. Recentemente, a Acrópole de Atenas teve que passar por um processo de restauração, pois a milenar construção estava sofrendo com a poluição da capital grega.

O clima também é afetado pela poluição do ar. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura em nosso planeta. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma camada de poluição na atmosfera, bloqueando a dissipação do calor. Desta forma, o calor fica concentrado na atmosfera, provocando mudanças climáticas. Futuramente, pesquisadores afirmam que poderemos ter a elevação do nível de água dos oceanos, provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. Muitas espécies animais poderão ser extintas e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais freqüência.

Apesar das notícias negativas, o homem tem procurado soluções para estes problemas. A tecnologia tem avançado no sentido de gerar máquinas e combustíveis menos poluentes ou que não gerem poluição. Muitos automóveis já estão utilizando gás natural como combustível. No Brasil, por exemplo, temos milhões de carros movidos a álcool, combustível não fóssil, que poluí pouco. Testes com hidrogênio tem mostrado que num futuro bem próximo, os carros poderão andar com um tipo de combustível que lança, na atmosfera, apenas vapor de água.

Fonte:O Globo; Sua pesquisa.com

Alérgias Respiratórias

Saiba como se ver livre e como prevenir alergias respiratórias.

Com a chegada do inverno, muitas pessoas, especialmente crianças e idosos, são acometidas pelas alergias sazonais da estação.

Tosse, coriza, coceira nos olhos, garganta e até mesmo na pele são sintomas das crises alérgicas.


As doenças de inverno mais comuns são a asma, rinite, sinusite, gripe, resfriado e bronquite, além das infecções respiratórias virais. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), a asma atinge 10% da população brasileira e é responsável por 400 mil internações hospitalares por ano e dois mil óbitos.

A asma é uma doença pulmonar inflamatória crônica, com episódios recorrentes de falta de ar, tosse crônica, chiado e aperto no peito, que se agrava à noite e nas primeiras horas da manhã. A gravidade da asma varia de pessoa a pessoa, daí a classificação de leve, moderada e grave.

Os fatores desencadeantes ou agravantes são:

alérgicos (pó domiciliar, ácaros, fungos, polens, pêlo e saliva de animais),

infecção respiratória viral, irritantes (fumaça em geral e principalmente de cigarro, poluição do ar, aerossóis, etc)

variação climática como exposição ao frio, alteração emocional, medicamentos (aspirina, anti-inflamatório não hormonal, beta-bloqueadores)
exercícios. Alguns pacientes asmáticos podem apresentar história familiar de asma e/ou rinite.
O tratamento da asma é um programa de parceria do médico e o paciente e, ou seus familiares. Orientar o paciente a identificar e evitar os fatores agravantes e desencadeantes especialmente no ambiente domiciliar. Educar e orientar o paciente sobre sua doença para que possa entender o processo de inflamação e a broncoconstrição [estreitamento do brônquico], diferenciando os dois tipos de medicamento.

Os de alívio imediato que são os brocodilatadores, os que agem na inflamação e os antiinflamatórios inalatórios para tratamento de manutenção”.


Prevenção:

Um dos fatores que previne alergias é abrir janelas e deixar o sol entrar em casa e no ambiente de trabalho. Isso diminui a proliferação de ácaros e fungos, muito prejudiciais a quem tem alergia respiratória. Uma medida importante é lavar cobertores e roupas de inverno que ficaram guardados do ano anterior e eliminar poeira e mofo dos ambientes.

Outra recomendação dos especialistas é que os portadores de asma ou rinite troquem os lençóis de cama pelo menos uma vez a cada sete dias, evitem sair de ambientes quentes e ir para lugares muito frios, evitem fumaça de cigarro e odores fortes como perfumes de limpeza da casa. Além disso é importante manter uma alimentação saudável, rica em verduras, frutas e legumes. A pele também deve ser cuidada com uso constante de cremes hidratantes.


Qual o melhor corticoide inalatorio para asma ?
Inicialmente é sempre importante lembrarmos alguns questionamnetos que não podem ser esquecidos, a saber: 1- O dispositivo inalatório está adequado para a idade da criança? 2- A técnica inalatória está correta? 3- Há uma boa aderência ao tratamento? A família está familiarizada com as medicações e planos de tratamento da pré-crise? A combinação dispositivo-droga com melhor índice terapêutico é aquela que apresenta maior efeito farmacológico desejado e menor efeito sistêmico indesejado. A fluticasona é a mais potente e com menor biodisponibilidade, porém seu custo limita a sua utililização em uma parcela da população. É fundamental enfatizarmos que independente do corticóide utilizado esse deve ser utilizado com a menor dose possível que controle os sintomas do paciente e reavaliações periódicas são mandatórias para o sucesso do tratamento. Sugerimos a leitura do artigo tratamento profilático da asma - \\\\
fonte: volume 1 do suplemento da Sociedade Mineira de Pediatria da Revista Médica de Minas Gerais.

Propensão masculina à promiscuidade

Pesquisa questiona teoria de propensão masculina à promiscuidade

Estudo indica que homens e mulheres tendem a ter mesmo número de filhos
Um estudo científico recém-publicado questiona a teoria da propensão natural dos homens à promiscuidade, mostrando que homens e mulheres nos países ocidentais tendem a ter o mesmo número de filhos com o mesmo número de parceiros.

O estudo compilou dados de mais de 10 mil pessoas em 18 países para avaliar a validade de uma teoria de 1948, que afirmou que os homens tenderiam mais naturalmente à busca de um maior número de parceiras possível, enquanto as mulheres seriam mais seletivas nas suas escolhas de parceiros.

A base da teoria de 1948, formulada por Angus Bateman, era um estudo com moscas de frutas, indicando que as moscas macho têm um maior número de parceiros sexuais e de descendentes em comparação às moscas fêmeas.

Segundo Bateman, isso era explicado pelo fato de um simples óvulo ser mais difícil de ser produzido do que um simples espermatozoide, limitando o número de filhos entre as fêmeas ao número de óvulos produzidos, enquanto entre os machos esse limite seria determinado pelo número de parceiras.

Teoria rejeitada

A nova pesquisa, publicada na última edição da revista especializada Trends in Ecology & Evolution, rejeita a teoria de Bateman e sugere que as estratégias humanas para reprodução não seguem um padrão universal único.

O estudo indica, por exemplo, que apesar de o número de filhos e de parceiros serem semelhantes entre homens e mulheres nas sociedades monogâmicas, o mesmo não acontece nas sociedades poligâmicas.

"A visão convencional de machos promíscuos e não discriminatórios e de fêmeas recatadas e selecionadoras também tem sido aplicada para nossa própria espécie, mas isso não parece ser verdade", afirma a coordenadora do estudo, Gillian Brown, da Escola de Psicologia da Universidade St. Andrews, na Escócia.

"Os avanços recentes em teoria evolutiva sugerem que fatores como diferença de taxas de mortalidade entre os gêneros, a proporção entre os gêneros na população, densidade populacional e a variação na qualidade do acasalamento podem ter um impacto sobre o comportamento dos humanos em relação à reprodução", diz Brown.

Segundo ela, "não devemos esperar que as estratégias humanas para acasalamento possam ser explicadas pelas regras simples derivadas da pesquisa de Bateman".

BBC

Anticoncepcional para homens

Chineses testam com sucesso anticoncepcional para homens

Pesquisadores na China acreditam ter desenvolvido um tratamento anticoncepcional para homens que é eficaz, reversível e sem efeitos colaterais sérios a curto prazo.

Os cientistas realizaram testes com mais de mil homens com idades entre 20 e 45 anos e que tiveram pelo menos um filho nos dois anos anteriores ao experimento. Suas parceiras tinham idades entre 18 e 38 anos, sem problemas reprodutivos.

No tratamento, os homens receberam por dois anos e meio uma injeção de um líquido contendo o hormônio testosterona que provocou a suspensão temporária da produção de espermatozoides.

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Nosso estudo mostra que um método anticoncepcional hormonal para o homem pode ser uma alternativa nova e possível de ser trabalhada
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Durante os testes, apenas um em cada cem voluntários engravidou a parceira. Seis meses após a interrupção do tratamento, o número de espermatozoides dos participantes voltou ao nível normal.

Apesar de a injeção não ter provocado efeitos colaterais, quase um terço dos participantes abandonou o experimento. A saída dos voluntários não foi explicada.

Dificuldades
Tentativas anteriores de desenvolver métodos anticoncepcionais masculinos eficazes e convenientes se mostraram pouco confiáveis e apresentaram efeitos colaterais como mudanças repentinas de humor e diminuição na libido.

"Para casais que não podem ou que preferem não usar somente anticoncepcionais femininos, as opções (até o presente) se limitam à vasectomia, aos preservativos e ao coito interrompido", disse o líder do estudo, Yi-Qun Gu, do Instituto Nacional de Pesquisa em Planejamento Familiar, em Pequim.

"Nosso estudo mostra que um método anticoncepcional hormonal para o homem pode ser uma alternativa nova e possível de ser trabalhada."

No entanto, o pesquisador ressaltou que, apesar dos resultados animadores, o método precisa ser cuidadosamente testado a longo prazo para que se comprove sua segurança em termos de seu efeito sobre a próstata, o sistema cardiovascular e o comportamento do usuário.

Se os testes forem bem sucedidos, disse Yi-Qun, o método pode estar disponível dentro de cerca de cinco anos.

Um artigo descrevendo o novo método deve ser publicado na revista Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism (JCEM) da entidade americana Endocrine Society.

BBC

Malefícios dos refrigerantes


Teste comprova malefícios dos refrigerantes
Bebidas contêm substâncias ligadas a câncer e hipertensão, entre outras doenças

Rio - Refrigerante em excesso pode causar danos ao organismo. A Associação Pro Teste Consumidores analisou 24 marcas e constatou que 7 têm benzeno — substância cancerígena. Também foram encontrados corantes ruins para crianças e altos níveis de açúcar, adoçante, sódio e conservantes.

Níveis de benzeno acima do aceitável foram vistos nas marcas Fanta Laranja Light e Sukita Zero. Amostras de Fanta Laranja e Sukita, normais, diet e light, tinham o corante amarelo crepúsculo, que pode causar hiperatividade em crianças.

Já o amarelo tartrazina, que pode causar alergias, foi encontrado em todas as versões do Grapette. A Pro Teste alertou que o ácido fosfórico dos refrigerante à base de cola reduz a absorção de cálcio, podendo causar osteoporose.

A associação analisou as versões tradicional e diet das marcas Aquarius Fresh, Aqua Zero, H2OH, Coca Cola, Dolly Cola e Guaraná, Guaraná Kuat, Pepsi, Sukita, Fanta Laranja, Sprite, Grapette e Soda.

A Coca Cola (Aquarius Fresh, Aqua Zero, H2OH, Fanta, Kuat e Sprite) informou que a quantidade de açúcar é suficiente para dar sabor à bebida e que os índices das outras substâncias são avaliados pelo Ministério da Saúde. A AmBev (Pepsi, Sukita e Soda) não comentou a pesquisa. O Grapette disse que os ingredientes usados são permitidos.

SUBSTÂNCIAS EM EXCESSO E MALES

AÇÚCAR
Pode causar Obesidade e diabetes. Versões normais de Coca, Pepsi, Kuat, Fanta, Sukita, Sprite e Soda.

ADOÇANTE
Afetaria o sistema nervoso. Aqua Zero Açúcar, Kuat Zero, Fanta Light, Soda Diet, Sprite Zero, Grapette (duas versões).

SÓDIO
Pode causar hipertensão. Aqua Zero Açúcar, H2OH, Coca (Ligh e Zero), todas as versões de Kuat, Fanta Laranja, Sukita, Soda, Sprite e Grapette.

BENZENO
Substância cancerígena. Sprite Zero e todas as versões de Fanta e Sukita.

CORANTES
Ligados a hiperatividade e alergia. Todas as versões de Fanta, Sukita e Grapette.


Bebidas contêm substâncias ligadas a câncer e hipertensão, entre outras doenças

Rio - Refrigerante em excesso pode causar danos ao organismo. A Associação Pro Teste Consumidores analisou 24 marcas e constatou que 7 têm benzeno — substância cancerígena. Também foram encontrados corantes ruins para crianças e altos níveis de açúcar, adoçante, sódio e conservantes.

Níveis de benzeno acima do aceitável foram vistos nas marcas Fanta Laranja Light e Sukita Zero. Amostras de Fanta Laranja e Sukita, normais, diet e light, tinham o corante amarelo crepúsculo, que pode causar hiperatividade em crianças.

Já o amarelo tartrazina, que pode causar alergias, foi encontrado em todas as versões do Grapette. A Pro Teste alertou que o ácido fosfórico dos refrigerante à base de cola reduz a absorção de cálcio, podendo causar osteoporose.

A associação analisou as versões tradicional e diet das marcas Aquarius Fresh, Aqua Zero, H2OH, Coca Cola, Dolly Cola e Guaraná, Guaraná Kuat, Pepsi, Sukita, Fanta Laranja, Sprite, Grapette e Soda.

A Coca Cola (Aquarius Fresh, Aqua Zero, H2OH, Fanta, Kuat e Sprite) informou que a quantidade de açúcar é suficiente para dar sabor à bebida e que os índices das outras substâncias são avaliados pelo Ministério da Saúde. A AmBev (Pepsi, Sukita e Soda) não comentou a pesquisa. O Grapette disse que os ingredientes usados são permitidos.

SUBSTÂNCIAS EM EXCESSO E MALES

AÇÚCAR
Pode causar Obesidade e diabetes. Versões normais de Coca, Pepsi, Kuat, Fanta, Sukita, Sprite e Soda.

ADOÇANTE
Afetaria o sistema nervoso. Aqua Zero Açúcar, Kuat Zero, Fanta Light, Soda Diet, Sprite Zero, Grapette (duas versões).

SÓDIO
Pode causar hipertensão. Aqua Zero Açúcar, H2OH, Coca (Ligh e Zero), todas as versões de Kuat, Fanta Laranja, Sukita, Soda, Sprite e Grapette.

BENZENO
Substância cancerígena. Sprite Zero e todas as versões de Fanta e Sukita.

CORANTES
Ligados a hiperatividade e alergia. Todas as versões de Fanta, Sukita e Grapette.

O Dia

5.04.2009

O poder terapêutico do amor

O poder terapêutico do amor
Especialistas garantem: pessoas que vivem uma relação estável e de cumplicidade têm a saúde fortalecida

Rio - Um relacionamento estável e de cumplicidade só faz bem. E não apenas ao coração, mas à saúde como um todo, garantem especialistas. Fortalecimento do sistema imunológico, maior fluxo sanguíneo, diminuição da ansiedade e do estresse, aumento na autoestima, melhora do sono e até mais viço na pele e nos cabelos são benefícios do amor.

“Quando estamos apaixonados, nosso organismo passa por diversas alterações neuroquímicas, relacionadas, principalmente, com a serotonina e a norepinefrina, que são neurotransmissores ligados aos transtornos do humor. Níveis aumentados dessas substâncias nos deixam mais confiantes, com maior energia vital. Essas alterações também nos ajudam a ter um melhor convívio social e profissional. Portanto, namorar é preciso”, destaca o psiquiatra Ervin Cotrik, do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A psicóloga Valésia Vilela ainda reforça: uma troca afetiva saudável — com respeito, cumplicidade e vida sexual regular e prazerosa — é a receita perfeita para a melhor qualidade da saúde física e mental. “Casais que conseguem desenvolver relacionamentos estáveis, com graus elevados de intimidade e afetividade, tornam-se pessoas mais saudáveis, alegres e produtivas. Isso ocorre porque as pessoas têm sua autoestima fortalecida, o que lhes possibilita uma visão de mundo mais positiva”, acrescenta a especialista.

Pesquisas recentes desenvolvidas pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS) relacionadas à saúde e ao casamento revelam que pessoas casadas vão menos a consultas médicas e permanecem menos tempo em hospitais.

Há três anos com o analista de sistemas Bruno Novaes, 29 anos, a atriz Raquel Nunes, 28, garante que sua saúde e disposição só melhoraram depois do casamento. “Quando você tem um amor verdadeiro, tranquilo, a vida fica melhor em todos os aspectos. Depois que casei, a ansiedade diminuiu e passei a me sentir mais calma, disposta e segura para encarar os desafios. Os problemas também ficam pequenos, e não caio mais doente com frequência. Amar é mesmo um santo remédio!”, brinca a atriz, que interpreta a Olímpia, da série ‘A Lei e o Crime’, na Record.

Pesquisa: toque faz bem

Estudo da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, comprova o que muitos já sabem na prática: o toque da pessoa amada reduz o estresse. Na pesquisa, imagens mostraram imediato aumento da atividade cerebral de 16 mulheres, nas regiões de dor e medo, quando foram avisadas de que receberiam leve descarga elétrica. Mas quando os maridos seguraram suas mãos, o exame mostrou calmaria na massa cinzenta.

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