4.14.2018

PUTIN PEDE REUNIÃO DA ONU E CONDENA AGRESSÃO DO OCIDENTE À SÍRIA

Baixa imunidade pode ser uma das maiores causas de gripe. Sobre Imunização (passiva e ativa)



 
Especialista fala sobre fatores que podem contribuir com a baixa proteção do corpo humano


Quem nunca pegou uma gripe forte e precisou de muito repouso e medicamentos para se curar? E quem nunca achou que pegou uma gripe porque estava com a imunidade baixa? Mas o que é a imunidade?
A imunidade é a proteção do corpo contra enfermidades e doenças, mais especificamente, as infecções. Algumas pessoas têm uma proteção, mas que não é o suficiente para criar anticorpos que defendam sua saúde de doenças como gripes e infecções de garganta, por exemplo. De acordo com o nutrólogo Maximo Asinelli, vários fatores podem fazer com que a imunidade do corpo seja baixa. ‘‘Variações hormonais, como a menstruação ou uma gravidez, hábitos alimentares não saudáveis e não fazer atividades físicas, podem ser alguns desses fatores’’.
Para tratar esse tipo de sintoma e aumentar a imunidade do corpo, existem vários medicamentos que podem auxiliar na melhora de uma pessoa, mas, na contramão disso, esses medicamentos podem ser prejudiciais à saúde, em outro aspecto, por conter em sua fórmula substâncias não habituais ao corpo humano. Para diminuir os efeitos colaterais, especialistas como Maximo Asinelli indicam o Soro da Imunidade. ‘‘Esse soro é menos agressivo ao corpo humano’’, diz o médico. Para ele, o soro é indicado em vários casos. ‘‘Pessoas que sempre ficam doente, estão com a imunidade sempre baixa e têm dificuldade na reparação dos tecidos da pele, por exemplo, podem tomar esse soro, claro que, se indicado por um médico responsável’’.
O soro da imunidade é aplicado na veia a cada 15 dias e, segundo o nutrólogo, o tratamento pode variar de 4 a 8 aplicações.

Sobre Imunização (passiva e ativa):

A imunização ativa ocorre quando seu organismo adquire a capacidade de produzir anticorpos contra o bioagente patogênico(agente da infecção).
Essa capacidade pode ser adquirida de maneira natural ou artificial.
A natural ocorre quando você entra em contato com o agente, ou seja, o microorganismo entrou no seu corpo e você teve que combatê-lo e a artificial ocorre quando você é vacinado seja por agente atenuado ou morto.

A imunização passiva ocorre quando você recebe anticorpos de uma fonte externa. Esta também pode ser natural ou artificial. A natural ocorre através da placenta ou através do leite materno e, para isso, é preciso que a mãe produza esses anticorpos. A artificial ocorre quando você recebe soro num estabelecimento de saúde contra picada de cobra (anti-ofídico) ou contra tétano (anti-tetânico), por exemplo.

OBS:

A principal diferença entre as duas é que na imunização passiva, caso você entre em contato com o agente infeccioso novamente, você não terá uma resposta ou ela demorará a acontecer. Já na imunização ativa você terá uma resposta rápida e intensa ao entrar em contato com o agente de novo.

  • Imunização passiva: É obtida pela transferência à criança de anticorpos produzidos por um animal ou outro homem. Esse tipo de imunidade produz uma rápida e eficiente proteção, que, contudo, é temporária, durando em média poucas semanas ou meses.
    Imunidade passiva (natural ): É o tipo mais comum de imunidade passiva, sendo caracterizada pela passagem de anticorpos da mãe para o feto através da placenta. Essa transferência de anticorpos ocorre nos últimos 2 meses de gestação, de modo a conferir uma boa imunidade à criança durante seu primeiro ano de vida


  • O sistema imunológico começa a se desenvolver no ser humano a partir de células-tronco quando um embrião com cerca de cinco semanas de idade começa a desenvolver diversos tipos de células e dentre essas, algumas serão desenvolvidas pelo organismo a fim de ter função de defesa do organismo. Quando o indivíduo nasce, o seu sistema imunitário é estimulado pelos germes a que ele está exposto, assim as células começam a produzir anticorpos cerca de seis dias após o nascimento. Ele já está temporariamente imune a algumas doenças, porque sua mãe lhe deu imunidade passiva, enquanto ele estava no útero. Seu próprio sistema imunológico vai continuar a se desenvolver, até atingir 1 ano de idade, onde há um de nível imunidade para algumas doenças (SANTOS,2011).
    A imunidade adquirida refere-se a proteção celular que um organismo desenvolve contra certos tipos de microorganismos ou substâncias estranhas, também conhecidas como "non self". A imunidade adquirida é a imunidade a ser desenvolvida durante toda a vida de um indivíduo, podendo esta imunidade ser ativa ou passiva. Ambas podem ser adquiridas de forma natural ou artificial (SANTOS,2011).
    A imunização pode ocorrer de duas formas: ativa ou passiva, a forma ativa ocorre quando um organismo adquire a capacidade de produzir anticorpos contra um certo agente patogênico (agente da infecção). Essa capacidade pode ser adquirida de maneira natural ou ainda artificial. A natural ocorre quando você entra em contato com o agente, ou seja, o microorganismo entrou no seu corpo e você teve que combatê-lo e a artificial ocorre quando você é vacinado seja por agente atenuado ou morto. A imunização passiva ocorre quando você recebe anticorpos de uma fonte externa. Esta também pode ser natural ou artificial (SANTOS 2011, PONTES 2005). A natural ocorre através da placenta ou através do leite materno e, para isso, é preciso que a mãe produza esses anticorpos. A artificial ocorre quando você recebe soro num estabelecimento de saúde contra picada de cobra (anti-ofídico) ou contra tétano (anti-tetânico), por exemplo. Através da amamentação ele também estará recebendo anticorpos, através de seu leite, chamada imunidade materna, vai desaparecer lentamente durante cerca de seis a oito meses. A principal diferença entre as duas é que na imunização passiva, caso você entre em contato com o agente infeccioso novamente, você não terá uma resposta ou ela demorará a acontecer (SANTOS,2011). Já na imunização ativa você terá uma resposta rápida e intensa ao entrar em contato com o agente de novo.
    As vacinas trabalham através da introdução de antígenos no organismo a fim de, enfraquecidos, de forma segura o sistema imune reage iniciando as cascatas inicias de resposta imune, a fim de ativar o sistema criando uma memória contra esse antígeno porem sem fazer mal. Com a vacina, há a ativação principalmente dos Linfócitos B do organismo, que são células produzidas pela da medula óssea, que inicialmente são as células que protegem o corpo contra as doenças, em seguida, através de estímulos é possível produzir anticorpos específicos para os antígenos que invadem o organismo e tais anticorpos impedem que haja mal maior (SANTOS,2011). Esses anticorpos permanecem no corpo, de modo que, se a criança entrar em contato com esses antígenos específicos novamente, os anticorpos estão prontos para desativar as células antígeno em questão.

     Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

4.13.2018

Gleisi desnuda MPF tucano




                             Geraldo Alckmin "O santo" da Odebrechet
A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, via Twitter, desnudou nesta sexta (13) o Ministério Público Federal (MPF) tucano. Segundo ela, há “alinhamento ideológico” entre o PSDB e os procuradores do órgão.
.“A seletividade nos processos só aumenta. Não usam critérios jurídicos e sim afinidade ideológica nas decisões. Geraldo Alckmin nem precisará de advogado”, escreveu a dirigente.
De acordo com Gleisi, vários companheiros do PT, inclusive ela, foram acusados de receber dinheiro para campanhas, sem que qualquer reciprocidade tenha sido relatada.
“O mesmo MPF que nos acusa dos piores crimes, vem a público defender Alckmin. Só tem uma explicação: alinhamento ideológico!”, disparou.
“Isso demonstra que é mentira quando dizem que ‘pau que dá em Chico, dá em Francisco’. Combate à corrupção seletivo, efetuado sem critérios claros é apenas perseguição política”, concluiu Gleisi Hoffmann.




Partido dos Trabalhadores vai manter candidatura do Presidente Lula ao Planalto.


Ex-presidente Lula é carregado no meio de apoiadores, após discursar em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABCDireito de imagemAFP
Image caption-Presidente Lula é carregado no meio de apoiadores, após discursar em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuará como candidato do Partido dos Trabalhadores para a Presidência do Brasil. "Não será o Partido dos Trabalhadores  que vai retirar Lula das eleições", disse à BBC Brasil o vice-presidente nacional da sigla, Alexandre Padilha, em Boston, nos Estados Unidos.
"A lei estabelece que em agosto são registradas as candidaturas. O nome do Presidente  Lula estará lá. Vamos seguir a lei e caberá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) avaliar esse registro.O Presidente Lula continuará a ser nosso candidato". .
Padilha veio aos Estados Unidos para participar da Brazil Conference, rodada de palestras organizada por alunos de Harvard e MIT.
Colega de Padilha, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, cotado como substituto de Lula na campanha, cancelou a viagem aos EUA após o pedido de prisão do presidente Lula. Haddad esteve com o Presidente no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Questionado pela reportagem sobre a baixa probabilidade de autorização da candidatura, Padilha se recusou a traçar plano B, mas recorreu a uma metáfora futebolística para afirmar que o partido não deve abrir mão de uma candidatura própria para apoiar pré-candidatos de esquerda como Guilherme Boulos (PSOL-SP) ou Manuela D'avila (PCdoB-RS)
"Querem que o PT tire o Pelé no início do campeonato. Nós queremos ter o Pelé até o final. Se cometerem uma injustiça, aí vamos decidir quem vai substituí-lo", afirmou. "O que posso dizer é que, mesmo sem Lula, o 13 continuará em campo".
"Hoje o PT tem 30% da preferência partidária. Depois, vêm PMDB e PSDB com 4% ou 5%. Temos o candidato favorito em todos os cenários. Lula está na frente, com cerca de 37%. Não vamos abrir mão disso".

Alexandre Padilha, quando Ministro da Saúde do governo Dilma RousseffDireito de imagemAGÊNCIA BRASIL
Image captionAtual vice-presidente do PT, Alexandre Padilha foi ministro dos governos Lula e Dilma

Pedido de prisão

Menos de 24 horas depois de ter seu pedido de habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula teve o pedido de prisão expedido pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela execução penal de réus no caso Lava-Jato.
O despacho de Moro foi divulgado quase simultaneamente a uma coletiva de imprensa da defesa do petista, em que o advogado Cristiano Zanin Martins chegou a dizer que não via "risco nenhum de prisão".
A prisão não era esperada até meados da próxima semana, quando, em tese seriam avaliados os últimos recursos da defesa do petista em Porto Alegre. No despacho, no entanto, Moro que tem o seu maior sonho de consumo a prisão do Presidente Lula,  considerou não haver necessidade de aguardar pela resolução de tais recursos jurídicos constitucionais (causa Pétrea) em que ninguém pode ser preso, antes do transitado e julgado.
" Embargos de declaração  constituem apenas uma patologia protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico", escreveu o juiz, esquecendo que este é um dispositivo constitucional.  
Para Padilha, "um juiz classificar um recurso de um cidadão como perfumaria é a maior demonstração de seu desprezo ao que está na lei, na Constituição, no Código do Processo Civil".
Em seu despacho, o juiz Moro justifica a prisão do petista com base na decisão do STF de 2016, que permitiu o início do cumprimento de pena por réus que já tenham condenação confirmada em segunda instância. Em janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou a condenação de Lula dada por Moro e aumentou a pena para 12 anos e um mês de prisão.

Supremo Tribunal Federal

O vice-presidente do PT diz que a Suprema Corte "rasgou a Constituição brasileira" ao permitir a prisão do ex-presidente sem que se esgotassem os recursos.
Padilha ainda classificou o voto a favor de Lula do ministro Gilmar Mendes, frequentemente associado por petistas ao PSDB ou ao PMDB, como um "voto de coerência". "O maior adversário de Lula dentro do STF, Gilmar, votou a favor do habeas corpus. Isso só reforça os argumentos da defesa", afirmou.
Sobre o voto de Luís Roberto Barroso, que de outro lado é tido como um juiz progressista, defensor de ideas que agradam à esquerda, Padilha afirmou que foi "incorreção absurda". "Ele colocou Lula na mesma posição de estupradores, criminosos, presos em flagrante ou que representam risco à sociedade", afirmou. "Ele deveria se candidatar ao Congresso se quer mudar a Constituição."

Fuga

Para Padilha, Lula não decidiu fugir, ou se abrigar em na embaixada de algum país que defenda seu legado político, porque "quer representar todos os presos injustamente no Brasil".
"Ele não quis se utilizar da facilidade que teria, com seu reconhecimento internacional, para se diferenciar de outros presos injustamente", afirmou. "Ele quer se apresentar aqui e vamos defendê-lo até o fim".
Segundo o vice-presidente do PT, Lula continuará participando das articulações políticas do partido, mesmo na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. "Você pode prender uma pessoa, mas não prende ideias. Ele vai continuar muito ativo, pela figura que é e pelas ideias que defende. Não há plano B. Lula é o plano A e vai ser presidente do Brasil", afirmou.

O ódio não vencerá

Existe coisa boa nas redes sociais, o texto que li ontem e compartilhei da Carol é uma delas, redes sociais é uma ferramenta excelente para quem quer aprender, para quem quer saber os motivos, quem tem curiosidade em querer saber, por exemplo quando fica aquela multidão de pessoas idolatrando, amando, acompanhando um político tem que existir algum motivo para isso, não é no meu conforto do lar morando em uma cidade de infraestrutura boa no sudeste do Brasil que vou entender sem procurar saber, tem situações em viagem que a gente até fica sabendo conversando como teve um dia com uma vendedora de cocadas, mas é muito pouco. Ninguém é adorado só por empatia ou por causa de uma pequena ajuda de Bolsa Família, isto é muito pouco, as pessoas gostam dele por n motivos.
Redes sociais como a mídia em geral não muda a opinião das pessoas, ela só aumenta seu amor e seu ódio, no caso do Lula e do PT as pessoas que querem passar coisas boas escrevem seus textos, dizem os motivos e é muito pouco isso, as pessoas que querem mostrar coisas ruins transmitem ódio com figurinhas de ladrão, cachaceiro, nordestino operário pobre que ficou rico.
O ódio está vencendo, tiraram a Dilma e condenaram o Lula, é muito mais fácil destruir as pessoas que levantar, infelizmente até o amor que as pessoas têm por ele principalmente os pobres incomoda quem é manipulado ao ódio, continuarei vendo e aprendendo com aqueles que mostram os motivos que gostam do que figurinhas e palavras que eu sei que em sua grande maioria é mentirosa, caluniosa, de péssimo gosto e pior de tudo imbecis, deviam antes de postar refletir, antes para não caírem no ridículo que estão cometendo.

(por Sergio Barral)

Texto da Carol

Sou branca, filha de professores universitários. Sou privilegiada, estudei em escolas em que meus amigos tinham seus nomes nos livros de história pernambucana. No fim dos anos 90, fiz pesquisa de opinião e vi muita coisa. Entrei na casa
 de muitas famílias em Pernambuco, antes e depois de Lula.

Não sou boa de nomes, mas sou boa de cheiro. Entrei na casa de um senhor. Ele e a casa cheiravam a fumo de rolo. Era em Afogados da Ingazeira, Sertão. Não tinha água. Não tinha nenhuma água. A pele dele era seca igualzinha ao chão da casa. De alento, ele tocava uma sanfona. Me respondeu a pesquisa inteira em poesia.

Entrei no sítio de uma moça, que não sabia a idade dela. Estava suja de sangue de apanhar do marido que bebia do lado. Ela me trouxe o saco de documento, fiz as contas, 35 anos. Formou-se uma fila. Fiz as contas da idade de vinte pessoas, crianças e adultos. A casa cheirava a álcool e à falta de identidade.

Entrei na casa de uma senhora que não tinha nada. Nem cheiro. Só tinha ela mesma e uma fome. Se o cheiro chegasse ali era de ausência.

Entrei numa casa que não tinha luz elétrica e perguntei o que ela compraria quando chegasse luz. Ela falou que já tinha e me trouxe uma lâmpada dentro de uma caixa de sapato. Essa casa cheirava à minha avó. O cheiro igual aos das bolinhas de naftalina.

Filmei em Recife pessoas que moravam dentro de uma ponte. Sim, dentro do concreto. Tinha uma escada do rio para o buraco que se chamava porta de casa e que cheirava a mofo. De vez em quando se perdia um menino mais afoito que caía no Rio Capibaribe. Chamava Vila dos Morcegos. Afinal, morar ali não era coisa de gente.

Morava no Engenho do Meio. Vi amigos de infância serem assassinados. Vi a favela de Roda de Fogo crescer e com ela a violência dos corpos no sinal. A gente ia lá ver o corpo pra saber se tínhamos estado com ele no dia anterior.

Tive mãe sequestrada. Passei horas negociando seu sequestro. Aí o cheiro do Brasil chegou pra mim. A iminência da morte cortando na minha carne. Cheiro de flores de funeral. Graças, no fim deu tudo certo e Dona Teca esta aí pra cheirar à lavanda.

Passei anos sem fazer pesquisa e depois volto a andar pelo estado pra filmar. O cenário e o cheiro são outros.

Depois do governo Lula, as coisas mudaram. E, no sertão, chegaram as cisternas. Pareciam discos voadores ao lado da casa do povo. Agora todo mundo tinha água pra beber. E pra ajeitar um roçado miúdo. As casas cheiravam à terra molhada.

Chegou o bolsa família e toda e qualquer casa agora tinha cheiro. De pelo menos um feijão cozinhando na lenha.

Começou a brotar Instituto Técnico Federal e as pessoas voltaram a estudar pra contar muito mais do que a própria idade.

Os morcegos que viviam pendurados na ponte, construíram suas próprias casas. E aprenderam a usar banheiro.

Chegou a luz elétrica. Chegou Avon, chegou moto-taxi, chegou biscoito recheado, iogurte. Chegou possibilidade, universidade, chegou ousar sonhar. Chegou tanto cheiro junto, que não dá pra diferenciar.

Seu Ze de Severino juntou três comunidades, conseguiu verba num projeto do governo Lula e fez uma rede de encanamento pra todo mundo ter água na torneira. Seu Zé nunca esperou que fizessem por ele, mas nunca seria capaz de fazer antes de Lula.

Com essas mudanças e tantas outras, aqui se viu menos corpos estirados no chão. Virou mar de rosas? Não, claro que não. Lula não fez as reformas estruturais que deveria ter feito. Isso é fato. Mas de fato mudou a vida das pessoas mais pobres que chegaram a entrar na universidade e viajar de avião. Veja que absurdo. Desde que o golpe começou, muitos desses direitos foram tirados. O retrocesso é claro. Um golpe claro de classe. Pobre não pode.

No último mês executaram Marielle e prenderam Lula. Sinto cheiro de sangue. Sinto cheiro de ternos muito bem engomados dizendo quem agora pode cheirar a qualquer coisa. Sinto também muito cheiro de desodorante vencido da luta. Sinto cheiro de pneu queimando e sinto ardor de spray de pimenta.

Já estamos sem um Estado democrático há alguns anos. Vai ter muito cheiro de luta pra voltarmos a viver numa democracia. Mas aviso aos navegantes que vou colocar meu corpo nesse cheiro de luta aí. Sou Marielle, sou Lula, sou todas essas pessoas que não lembro o nome, mas seu cheiro tá entranhado em mim.

Assinado: Carol Vergolino Lula da Silva Franco.