4.16.2018

Cadê o emprego, Temer?


O presidente da UGT-Paraná, Paulo Rossi, desmente Michel Temer e a velha mídia acerca da reforma trabalhista de que geraria milhares de novos empregos. Segundo ele, citando dados oficiais do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram exatos 12.292 postos a menos de trabalho no mês de novembro de 2017.

Paulo Rossi*
Mais de 12 mil empregos a menos 
Cadê o emprego, Temer?O Ministério do Trabalho divulgou nesta quarta-feira (27/12), os dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e o resultado foi que a nova legislação trabalhista, tão propagada pelo (des)governo Temer e pelo empresariado, capitaneado pela Fiesp – Federação das Indústrias de São Paulo, não surtiu o efeito desejado: Foram exatos 12.292 postos a menos de trabalho no mês de novembro/17.
Esse resultado somente não foi pior tendo em vista que o setor do comércio – em virtude do natal, contratou mais do que demitiu. Mas o que nos preocupa é que a agricultura, a indústria de transformação e a construção civil foram as campeãs no quesito demissão, em especial na região sul e sudeste, ou seja, onde se encontram os estados mais ricos do Brasil.
Infelizmente, esses dados divulgados pelo próprio governo, desmentem o que foi amplamente repetido na velha mídia: Que a reforma trabalhista iria gerar milhões de empregos. Uma falácia!
A nova legislação trabalhista, aprovada pelo Congresso Nacional, simplesmente retirou direitos dos menos favorecidos e criou formas escravagistas de trabalho em pleno século XXI, dentre as quais o trabalho intermitente, cujo trabalhador que se submete a isso (ficar em casa aguardando o patrão chamá-lo para prestar serviços), ganha cerca menos de 1 quinto do salário mínimo nacional.
Talvez isso explica os baixos índices de aprovação do ilegítimo Michel Temer e do atual parlamento, ambos a serviço do mercado internacional, sem se importar minimamente com o ser humano.
Diante dos fatos, fica a nossa pergunta: Cadê os empregos, Temer?

Sem Teto ocupam triplex do Guarujá, que o Moro afirma que de Lula.



  
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo Sem Medo ocuparam nesta manhã (16) o triplex do Guarujá (SP) que o Juiz Sergio Moro jura que é de Lula. Acompanhe ao vivo.
O pré-candidato a presidente Guilherme Boulos (PSOL) publicou em sua página no Facebook a informação. Ele afirma: “Se é do Lula, o povo poderá ficar. Se não é, por que então ele está preso?”
O triplex da Construtora OAS é a justificativa da prisão do ex-presidente Lula, apesar de sua defesa já ter provado que ele é da Construtora e inclusive está penhorado pela Caixa Econômica Federal.
Assista ao vivo:
Com informações da Mídia Ninja. 

Datafolha: Quem está verdadeiramente preocupado com Lula?


O jornalista Ricardo Cappelli faz o papel do “advogado do diabo” ao analisar o Datafolha e perguntar quem está verdadeiramente preocupado com Lula. Para ele, o petista terá que se preparar para uma longa estadia atrás das grades. “O ex-presidente precisa ganhar as eleições, virar a conjuntura para que tenha condições mínimas de tentar sair do cárcere”, escreve.
O destino de Lula está diretamente ligado ao resultado eleitoral de outubro. O presidente possui vários processos ainda em curso contra ele. Seus algozes, apesar das ilusões de setores da esquerda, já deram inúmeras demonstrações que irão marchar sobre ele, contra o Lula tem a grande mídia liderada pela Globo, que faz uma espécie de lavagem cerebral, mais a ditadura judiciária que  condena o petista mesmo sem provas.
Uma vitória do campo conservador conduziria o país para um processo de direitização, um inverno longo e rigoroso, uma era de trevas com a legitimação das perseguições. Seria a consolidação de uma democracia de fachada tutelada pela grande mídia e por setores antinacionais da burocracia estatal, vendendo o pais, privatizando até mesmo os serviços essenciais.  
Se isso ocorrer, Lula terá que se preparar para uma longa estadia atrás das grades. Para as pessoas do mundo real, seis anos, tempo estimado de sua prisão em regime fechado, é uma eternidade. Isolado e incapaz de interferir na política, nosso maior líder flertará com o ocaso de sua história.
Os mais apressados afirmarão que pensar em eleições é ilusão, que elas podem não ocorrer. Sinceramente, nunca vi ninguém cancelar um jogo quando pode escolher os jogadores do time adversário e ainda tem o juiz e o “tira-teima” da TV ao seu lado.
O resultado do Datafolha realizado após a prisão confirma o que já é sabido. Lula continua como o principal cabo eleitoral do país, mas o impacto de seu encarceramento será sentido. Para o povo uma pessoa presa é uma pessoa presa, limitada.
O país está rachado sobre a justeza da prisão. A maioria acredita que ele não será candidato, um raciocínio lógico, idéia  bancada pela grande mídia.  
Os nomes apresentados como alternativa pelo PT patinam. Os apaixonados correrão para dizer que escondo números que indicam que dois terços dos eleitores de Lula votariam com certeza num candidato indicado por ele.
Na transferência mecânica destes dados para realidade, Haddad, Wagner, você ou eu, com a mão de Lula no ombro, teríamos 30% dos votos na eleição presidencial. 
Jaques Wagner, o mais equilibrado líder petista do momento, afirmou numa  entrevista concedida na porta da PF em Curitiba que não acredita que isto seja automático. “Já vi gente ganhar e perder com o apoio de Lula”, afirmou o carioca-baiano, abrindo a possibilidade do PT apoiar uma candidatura de outro partido.
O PSB parece ter definido seu caminho com Joaquim Barbosa. O Datafolha confirma a montagem de um paredão para Alckmin. A dupla Bolsonaro-Joaquim Barbosa atropela o paulista no seu eleitorado tradicional, uma barreira quase intransponível que poderá selar seu destino.
Joaquim e Marina, por flancos distintos, disputarão com Bolsonaro a negação da política e dos políticos tradicionais.
Restam no núcleo do campo popular e democrático PT, PDT e PCdoB, além do PSOL. Com a mesma tática do PT dos anos 80, é perda de tempo imaginar uma composição eleitoral com o partido liderado pelo jovem Guilherme Boulos.
Temos ainda Bolsonaro e um campo que, cedo ou tarde, irá se unificar. Rodrigo Maia, Alckmin, Flávio Rocha, Álvaro Dias, Temer-Meireles e outros irão confluir para um mesmo caminho, é questão de tempo. A centro-direita terá seu candidato.
A esquerda ainda pode disputar as eleições. A unidade do campo com o apoio de Lula coloca o campo popular e democrático no segundo turno. Divididos jogaremos roleta russa. A chance de desastre passa a ser enorme.
O PT é o maior partido do país. Teve a presidência da república por quatro mandatos consecutivos com o apoio de seus aliados. Não por acaso virou o alvo principal da reação
Numa guerra assimétrica, com um inimigo de maior poder ofensivo, é uma estratégia correta oferecer o peito aberto? Ou seria mais correto lhe impor uma derrota com inteligência, misturado no meio de aliados históricos? A paixão deve ficar de lado, o coração não é bom conselheiro na guerra.
Zé Dirceu deve voltar para cadeia esta semana. Marcelo Sereno e Gilmar Machado, dois petistas históricos, foram encarcerados na semana que passou. O processo de Gleise está na fila no STF e os sinais não são nada bons. A caçada continua a todo vapor.
Uma saída estreita, de patriotismo partidário descolado da realidade, pode parecer ato de bravura. Na verdade, esconde o oportunismo dos que querem sobreviver eleitoralmente ou manter postos em burocracias partidárias surfando no calvário de Lula.
O ex-presidente precisa ganhar as eleições, virar a conjuntura para que tenha condições mínimas de tentar sair do cárcere. Quem está verdadeiramente preocupado com Lula?
*Ricardo Cappelli é jornalista e secretário de estado do Maranhão, cujo governo representa em Brasília. Foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) na gestão 1997-1999

QUASE RÉU, AÉCIO DIZ QUE FOI INGÊNUO AO PEDIR PROPINA À JBS E SUGERIR MATAR O PRIMO


Lula Marques/Agência PT
Prestes a virar réu por corrupção, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), responsável direto pelo golpe que destruiu o Brasil, publica artigo nesta segunda-feira, em que diz ter sido ingênuo no episódio em que pede R$ 2 milhões à JBS e sugere que as malas sejam entregues a "alguém que a gente possa matar antes de fazer delação" – no caso, o seu primo, Fred Pacheco; segundo o ministro Luis Roberto Barroso, que integra a turma que deve julgá-lo, há poucas pessoas presas no Brasil com mais provas do que no caso Aécio; "fui ingênuo, cometi erros e me penitencio diariamente por eles", diz Aécio

Eletricitários param hoje contra o apagão na Eletrobras


Os trabalhadores do setor elétrico e de movimentos populares darão mais uma demonstração nesta segunda (16) de que não aceitam a entrega da maior empresa de energia elétrica da América Latina à iniciativa privada
Os eletricitários são contrários ao apagão na empresa programado pelo “Vampirão Neoliberalista” Michel Temer.
Durante o dia de hoje ocorrem paralisações, atos e manifestações em todos os estados na defesa da Eletrobras pública, eficiente e para todos.
Portanto, para o setor, hoje é o Dia Nacional de Luta Contra a Privatização da Eletrobras – defesa do patrimônio público, soberania nacional e segurança energética.
Privatizar significa aumento de tarifa
Para o vice-presidente da Federação Nacional dos Urbnitários – FNU, Nailor Guimarães Gato, a privatização da Eletrobras significa aumentos das tarifas, queda na qualidade dos serviços, demissões e perda da soberania nacional. “Trata-se de um problema grave não só para os eletricitários, mas para toda a população brasileira. O aumento da tarifa pode chegar a 30% com a privatização”, aponta.
O dirigente da FNU ressalta que a manutenção do setor elétrico sob controle do Estado não é uma questão ideológica, mas lógica. “Lógico é o Estado controlar um setor estratégico. Se cair na mão da iniciativa privada, eles vão liberar a água do país para energia produzir energia ou vão desviar para o agronegócio ou ‘privatizar’ os rios?”, questiona Gato.
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a venda da Eletrobras vai resultar em um aumento inicial na tarifa de energia de 16,7%, no mínimo. Alguns especialistas apontam reajustes superiores a 70%.
Outro impacto é o corte na tarifa social que garante descontos na conta de energia para pessoas de baixa renda e beneficia mais de 8 milhões de lares brasileiros e será extinta com base na proposta da nota técnica nº 5, proveniente da consulta pública nº 33, que altera o marco regulatório do setor elétrico. Segundo dados da Aneel, do total, 56% dos favorecidos pelo programa estão no nordeste e 24% no sudeste.
A Eletrobras, responsável por mais da metade da energia elétrica consumida no país, controla 47 hidrelétricas, 114 térmicas (energia gerada a partir da queima de carvão, gás ou óleo), 69 eólicas e distribuidoras de energia de seis estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima. Estão entre os estados com menores IDH do país Piauí, Alagoas e Acre.
Privatizar é promover desigualdade social
Diante de todos esses impactos e retrocessos, permitir a privatização das estatais do setor elétrico é promover maior desigualdade social e negar o acesso à energia para a população mais pobre do Brasil. Assim, para barrar mais esse retrocesso é preciso paralisar os locais de trabalho, fazer atos e manifestações, ocupar ruas, avenidas e praças, além de pressionar os parlamentares em suas bases eleitorais.
Em Brasília, hoje, às 10h, acontece um grande ato em frente ao Ministério de Minas e Energia contra o desmonte do setor elétrico estatal.
Área operacional também irar parar
A Federação encaminhou ofício ao presidente da Eletrobras informando sobre a paralisação de 24 horas, quando inclusive a área operacional estará parada. No ofício, a entidade que representa os trabalhadores do setor, reitera que os serviços essenciais serão mantidos.