1.13.2020

Bolsonaro mandou Queiroz não comparecer ao depoimento no MP-RJ


Jair Bolsonaro ordenou a Fabricio Queiroz, ex-assessor do atual senador Flávio Bolsonaro (sem partido), que não comparecesse ao depoimento no MP-RJ em dezembro de 2018. A informação consta no livro Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos, da jornalista Thaís Oyama
(Foto: Reuters | Reprodução)
247 - Jair Bolsonaro ordenou a Fabricio Queiroz, ex-assessor do atual senador Flávio Bolsonaro (sem partido), que não comparecesse ao depoimento no Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) em dezembro de 2018. A informação consta no livro Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos, da jornalista Thaís Oyama. É o que aponta a coluna de Guilherme Amado, da revista Época, publicada nesta segunda-feira (13). Queiroz está envolvido em um esquema de corrupção que, segundo investigações do Judiciário do Rio, consistia em desviar parte dos salários de assessores, muitos deles fantasmas, e lavar dinheiro.
Segundo o livro, após a divulgação do escândalo do Coaf, sobre movimentações financeiras atípicas e milionárias de Queiroz, Bolsonaro e os advogados do ex-assessor dele fecharam a estratégia de que o ex-policial militar iria até os promotores, mas diria que não daria declarações até ter acesso à investigação. Queiroz também negaria qualquer relação com o clã.
Os juristas entenderam que Queiroz não ficaria com fama de que estaria fugindo do MP-RJ e blindaria Jair e Flávio Bolsonaro. Mas dois dias antes do depoimento, Bolsonaro teria mandado Queiroz não comparecer ao órgão, após ser convencido por um amigo advogado de que a melhor estratégia para abafar o esquema era jogar o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Queiroz está envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro que ocorria na Alerj quando o filho de Jair Bolsonaro era deputado estadua. Queiroz movimentou R$ 7 mihões em de 2014 a 2017, de acordo com relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
Em depoimento por escrito ao MP-RJ, em março do ano passado, Queiroz afirmou que fazia o "gerenciamento" de valores recebidos por servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e coordenava "os trabalhos e demandas" com o objetivo de expandir as redes de contato e de colaboradores do parlamentar.
Vale ressaltar que, no ano passado, a defesa de Flávio Bolsonaro conseguiu uma liminar do presidente da corte, Dias Toffoli, que suspendeu a investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que tenham partido de dados compartilhados por órgãos de controle como o Coaf e  Receita Federal sem autorização judicial. 
Outro detalhe demonstra a proximidade entre Toffoli e o clã Bolsonaro. O presidente do STF confirmou que o Brasil esteve à beira de uma crise institucional entre abril e maio e disse que atuou para tentar acalmar a situação. 
De acordo com informações de Veja, os setores político e empresarial estavam insatisfeitos com Jair Bolsonaro. Um grupo de parlamentares tirou da gaveta um projeto que previa a implantação do parlamentarismo. Empresários do setor industrial discutiam a possibilidade de um impeachment dele.

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A imagem pode conter: texto que diz "Pensão pra filha de militar que não casa pra não perder benefício é socialismo ou capitalismo? @melhordapolitica"

Cicatrizes celulares: o corpo se lembra de seus traumas



A microfisioterapia busca curar agressões que ficaram marcadas


Você sabia que experiências vividas ficam marcadas no corpo humano? De forma física e psicológica, as marcas manifestam-se mais tarde como doenças e dores, isso é chamado de cicatriz celular.
A microfisioterapia baseia-se nesse conceito e busca a autocura dessas marcas. O profissional, ao encontrar o local danificado, faz uma técnica de terapia manual chamada de micropalpação e simula uma agressão ao corpo, fazendo com que este corrija o problema sozinho.
“Problemas como fibromialgia, ansiedade, insônia, enxaqueca, síndrome do pânico, alergias, déficit de atenção e dores em geral mostram grande melhora após sessões da microfisioterapia”, conta Luziana Rossi, fisioterapeuta.
A cicatriz patológica, local onde a microfisioterapia promete promover a autocura, é um ponto enfraquecido do corpo em que há perda de energia vital. Com as duas mãos, o fisioterapeuta pode identificar essa parte do corpo.
Através da micropalpação, o fisioterapeuta informa ao corpo que há um local precisando de mais atenção, geralmente a bastante tempo, advindo de um trauma, e estimula o cuidado natural inconsciente do cérebro.
“Cada tratamento é único, pois trabalha em volta do paciente em específico. Me aprofundando na história de vida que eu corpo conta, posso ajudá-lo a se sentir melhor já na primeira sessão”, relata Luziana. Dependendo do problema, é possível resolver em até 3 visitas à fisioterapeuta.
É comum que o paciente sinta desconfortos após o tratamento, como dor intestinal ou crises emocionais. Isso acontece por causa da reação imediata do corpo, liberando memórias agressoras.
“Evitar medicamentos durante o processo de recuperação e beber bastante água são algumas indicações importantes”, finaliza.
Luziana Maria Rossi
Fisioterapeuta