2.15.2020

O manual para envenenar a terra

 

Embora neonicotinoides, um dos inseticidas mais comuns do mundo, sejam proibidos na União Europeia, uma sofisticada guerra de informações os manteve no mercado americano.

Muitas sementes nos EUA são pré-revestidas com neonicotinoides, um dos inseticidas mais comuns no mundo.

Os produtos químicos estão no centro do que muitos chamam de “apocalipse dos insetos”.

Eles tornam o ambiente tóxico para abelhas, borboletas, pássaros e até mamíferos grandes.

É por isso que a Europa proibiu os inseticidas.

Mas, nos Estados Unidos, documentos revelam que uma sofisticada guerra de informações os manteve no mercado.


2.14.2020

Conselho Deliberativo da Fiocruz publica nota sobre a água no Rio de Janeiro



"Manifestação do Conselho Deliberativo da Fiocruz à sociedade fluminense
Em função dos acontecimentos recentes que vêm atingindo o consumo da água produzida pelo Sistema Guandu e distribuída para parte expressiva da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem se envolvido em diversas ações, incluindo inspeções no sistema e discussões com a Vigilância em Saúde estadual e municipais, Ministério Público Estadual, órgãos ambientais e universidades, bem como desenvolvido internamente análises de cenários. Nesse contexto, cumprindo seu dever institucional como instituição de Estado, integrante do Sistema Único de Saúde (SUS), expressa seu posicionamento frente à situação.
A Fiocruz entende que os agentes públicos de saneamento e de saúde pública possuem responsabilidades intransferíveis na condução dos procedimentos necessários para minimizar o impacto sobre a população. Nesse sentido, não se pode minimizar a dimensão do problema e nem criar um sentimento de pânico que não condiz com os riscos reais apontados para a saúde humana. A solução do problema deve estar baseada em transparência e evidências científicas.
Particularmente, o recente surgimento de detergentes na água do manancial, associado à prévia ocorrência de geosmina, confirma que as pressões sobre a qualidade da água do Rio Guandu não são momentâneas ou pontuais. Uma das lições desta crise é que se pode esperar a recorrência futura de eventos similares aos atuais, que serão exacerbados pela dinâmica das mudanças climáticas. É absolutamente necessário e urgente o planejamento de longo prazo da gestão das águas do Rio Guandu e de medidas de contingência e segurança da água, orientadas pela proteção da saúde da população, incluindo o sério enfrentamento da ocupação territorial na bacia do manancial e do controle da poluição das várias fontes existentes.
As obrigações do Brasil relativas aos direitos humanos à água e ao esgotamento sanitário requerem das autoridades envolvidas uma série de medidas de gerenciamento da atual crise, incluindo:
1.    Assumir que a solução para a crise é de responsabilidade do poder público e não deve ser transferida para a população, sobretudo a mais pobre, que já se encontra em situação de ainda maior vulnerabilidade, pelos problemas com a qualidade da água;
2.    Disponibilizar informações claras, reais e não ambíguas para os consumidores da água;
3.    Incluir a participação popular na gestão da crise, de forma livre, ativa e significativa, em coerência com os princípios do SUS;
4.    Fortalecer as ações de vigilância da qualidade da água e sua articulação com a vigilância epidemiológica dos agravos relacionados à água;
5.    Incrementar as ações de controle da qualidade da água pela Cedae, com intensificação da frequência de amostragem e a inclusão de parâmetros que possam contribuir com a explicação e a mitigação da crise, bem como com a antecipação de possíveis cenários futuros;
6.    Implementar ações urgentes para impedir a continuidade da contaminação por esgotos sanitários, efluentes industriais e resíduos sólidos dos rios Poços, Queimados e Ipiranga, que desembocam próximo ao ponto de captação no rio Guandu; e
7.    Desenvolver medidas emergenciais efetivas para a remoção da geosmina, detergentes e outros eventuais poluentes encontrados, considerando que o comprometimento das características estéticas da água tem levado a população a se abastecer de outras fontes de água, muitas vezes inseguras e financeiramente inacessíveis.

Por fim, cabe às autoridades de saúde pública e de saneamento orientar e dar assistência no início do ano letivo para o uso seguro da água.
A Fiocruz continuará à disposição e colaborando com os órgãos públicos responsáveis pelo controle e vigilância da qualidade de água."

2.12.2020

ALZHEIMER

A imagem pode conter: possível texto que diz "Poema do Alzheimer Não peça para lembrar, Não Deixe-me descansar e saber que você está comigo. Beije minha segure minha mão. Estou além da sua compreensão Estou triste doente e perdido. Tudo sei é que preciso que você esteja todo o custo. Não perca paciência comigo. Não xingue nem maldiga meu pranto. Não posso evitar jeito como agindo, Não dá para mudar, ainda que eu tente. Basta lembrar eu preciso de você, Que o melhor já se foi. Por favor, não deixe de ao lado. Dê-me amor até que minha vida se acabe. Desconhecido ongeVIDAdei"

No carnaval, ficamos sujeitos a uma porção de riscos para o corpo, veja como se cuidar para não ficar doente.







Como cuidar do corpo durante o carnaval?

Beber água e ficar atento aos lanches são algumas das dicas

Durante o carnaval, a maioria de nós sai para festejar, aproveitar a música e se divertir. É uma época do ano que celebra a felicidade e a beleza, mas sempre devemos nos lembrar de nos cuidar e não vacilar para perder a festa.
“A alimentação é uma parte crucial desse cuidado, pois é o combustível do seu corpo, se ele não estiver funcionando corretamente, não há como curtir as festas”, conta Kelvin Taporosky, nutricionista.
Quem aproveita o carnaval costuma dormir pouco, ficar entre muita gente, suar muito e comer besteiras, e isso envolve gastar muita energia. Mas o que fazer para recuperá-la? A resposta do nutricionista é simples: beber muita água.
O grande consumo de álcool nessa época, além de ser prejudicial ao cérebro, favorece a diurese. Através da inibição da vasopressina, ele evita que os rins reabsorvam a água do corpo. Por isso, após consumir álcool, vamos ao banheiro constantemente. A água não para em nosso organismo e não é aproveitada.
Esse fator, além de atividades como dançar, pular, ficar muito tempo e movimento, contribuem para a desidratação. “Não é preciso deixar o álcool de lado, mas paralelamente, beber água também. Como sabemos que o pessoal extrapola, esse cuidado vai amenizar possíveis danos”, aconselha Kelvin.
A dor no corpo, dor de cabeça e mal estar, mais conhecidos como ressaca, é um dos sintomas da desidratação, que acontece fortemente no carnaval, assim como a intoxicação alimentar.
“Quando saímos de casa para o carnaval e acabamos ficando com fome, é comum comer lanches, que são comidas mais fáceis e rápidas, porém não conhecemos a procedência dos ingredientes ou se foi bem preparado e armazenado. No momento de euforia, acabamos não percebendo e mais pra frente vai ser preciso lidar com a intoxicação alimentar”, explica.
É preciso ficar atento ao que você consome e quanto consome para evitar problemas e não vacilar nas festas, lembre-se de comer bem e beber água para ter um bom feriado.
Kelvin Taporosky