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8.22.2011

LIPOASPIRAÇÃO: ESCLAREÇA TODAS AS SUAS DÚVIDAS



Descubra quais os verdadeiros resultados e quando esta técnica deve ser escolhida.

Que atire a primeira pedra quem nunca cogitou a possibilidade de fazer uma lipoaspiração. Afinal, existem algumas gordurinhas que insistem em permanecer no nosso corpo, mesmo depois de muita malhação e uma dieta equilibradíssima. Porém, alguns mitos ainda circulam em torno deste método.

De acordo com a cirurgiã plástica Dra. Débora Cristiam Galvão, Especialista em Cirurgia Plástica e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da International Society Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) – EUA, esta é uma técnica eficiente, mas não milagrosa. Antes de optar pela lipoaspiração, o paciente deve avaliar bem os seus objetivos.

“O principal objetivo da lipoaspiração é eliminar a gordura localizada e promover harmonia corporal. Por isso, este tipo de procedimento estético é indicado quando a pessoa está com excesso de gordura apenas em algumas partes do corpo, como culote e abdome. Se a pessoa tiver excesso de pele e flacidez, além de gordura, ela terá que fazer outro tipo de cirurgia, como a cirurgia plástica de abdome, chamada de abdominoplastia”, explicou a Cirurgiã.

Saiba tudo sobre a lipoaspiração

Lipoaspiração X cirurgia plástica de abdome

Conforme explica a Dra. Débora Galvão, a lipoaspiração trata apenas o tecido celular subcutâneo, retirando a gordura localizada, enquanto que a abdominoplastia tem como foco tratar o músculo, a pele e a gordura, em casos nos quais as regiões do corpo sofrem com flacidez e excesso de pele.

“Este procedimento é indicado, por exemplo, em casos de pessoas que passaram por processos severos de emagrecimento, como nos processos de recuperação de uma cirurgia bariátrica. Se o paciente tiver indicação para fazer abdominoplastia e realizar uma lipoaspiração, ele certamente vai ficar frustrado com o resultado. O excesso de pele pode ficar ainda mais evidente e a pele aparentemente mais flácida. É função do cirurgião fazer a avaliação correta do procedimento mais adequado”, comenta. 


Lipoaspiração: esqueça mini-lipo ou lipo-light

As técnicas conhecidas como mini-lipo e lipo light são nomes criados no mercado para atrair equivocadamente mais clientes. “Estes são apenas nomes diferentes, mas, na verdade, é tudo lipoaspiração e os riscos não são menores. Em minha avaliação, estes nomes banalizam a lipoaspiração e tendem a provocar uma grande confusão na mente das pessoas”, ressalta a médica.

Segundo ela, uma prática comum é a de médicos realizando estes procedimentos, com anestesia local, em pequenas regiões de uma mesma unidade estética do corpo, em várias sessões. “Nesses casos, existem mais riscos de ondulações e assimetrias na pele depois da cirurgia. Na lipoaspiração convencional, a anestesia é geral e a gordura é retirada de forma harmônica das unidades estéticas, como coxas, abdome ou culote, tratadas de uma única vez, respeitando-se e modelando-se o contorno corporal”, esclarece.

Pós-operatório

O uso da cinta cirúrgica após a lipoaspiração é necessário para fazer uma contenção uniforme da pele e não para “modelar” o corpo. “O novo contorno corporal é definido na cirurgia. Se a cinta modelasse o corpo, não seria necessário fazer a lipo. A cinta permite conter o inchaço, deixar a pessoa mais confortável e ajuda na conquista de um resultado mais harmônico. Isso porque cada parte do corpo de recupera num ritmo diferente. Para que se obtenha maior equilíbrio nesta recuperação, a utilização da cinta é indicada por pelo menos um mês, podendo ser substituída por body sem costura depois”, explica.

Segurança

De acordo com a especialista, a lipoaspiração tem os mesmos riscos que qualquer outro ato cirúrgico e precisa ser respeitada como tal. “Para garantir a segurança no procedimento, a pessoa interessada deve procurar um especialista, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Não se deve escolher o médico pelo preço e, além disso, é necessário certificar-se da qualidade e infra-estrutura do local onde o médico opera, dando-se preferência para hospitais de primeira linha”, alerta a médica.

“No Brasil, houve uma banalização da lipoaspiração. Pessoas não qualificadas passaram a fazer esse procedimento, sem os devidos cuidados, tratando-a como se não fosse um ato cirúrgico. Mesmo com o corte quase imperceptível, o paciente precisa entender que ocorreu um trauma importante na região lipoaspirada”, reforça.

 Risco de engordar de novo

Quando uma pessoa se submete a uma lipoaspiração, a quantidade de células de gordura do seu corpo diminui. Ou seja, é como se diminuísse a quantidade de “gavetas” para armazenar a gordura e, com isto, a pessoa se mantém mais magra por algum tempo. Entretanto, a cirurgiã explica que, se o paciente não realizar controle alimentar, com atividade física e dieta saudável, existe sim a possibilidade de voltar a engordar novamente, com o passar do tempo. “O próprio corpo vai criar novas células de gordura para armazenar o excesso de calorias ingerido, então, voltará a engordar”, alerta.
Lipoaspiração


Reuters
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Campeã das cirurgias plásticas - é o procedimento mais feito pelas brasileiras -, a lipoaspiração conquista cada vez mais adeptas, tornando-se acessível também para mulheres com pouco dinheiro, mas que buscam uma forma física perfeita. A popularização dessa cirurgia, contudo, motivou o surgimento de clínicas com infraestrutura precária, onde as pacientes enfrentam muitos riscos. No final de janeiro, a recepcionista Regiane Aparecida Bauer, de 27 anos, morreu após uma parada cardiorrespiratória durante a operação numa clínica da zona leste de São Paulo. Conforme levantamento realizado entre 2001 e 2008 pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp), a lipo ocupa o topo do ranking de processos que investigam problemas decorrentes de cirurgias e até a morte de pacientes na mesa de operaçâo. De 289 processos movidos contra médicos da área estética, 33,5% referem-se à lipoaspiração. Entenda em que casos a lipo é indicada e saiba como escolher um local que não oferece risco à sua saúde:
1. Quando é indicado fazer uma lipoaspiração?
2. Ela é a única forma de eliminar a gordura localizada?
3. Em que casos a cirurgia não deve ser feita?
4. É necessária a realização de exames prévios?
5. O médico precisa ter especialização em cirurgia plástica para fazer uma lipo?
6. Como é possível saber se o local escolhido e o médico são confiáveis?
7. O baixo preço pode ser considerado um indicador de perigo?
8. Quais complicações são mais comuns durante o procedimento?
9. Como funciona o processo de recuperação do paciente?
10. É possível fazer lipoaspiração em qualquer parte do corpo? Até quantos quilos dá para eliminar com a operação?
11. Quais são as técnicas existentes para a realização da cirurgia?
12. Qual a diferença entre lipoaspiração e lipoescultura?
1. Quando é indicado fazer uma lipoaspiração?
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico indicado para pessoas que têm um acúmulo de gordura localizada que a paciente não consegue eliminar através da combinaçâo de dieta e exercícios físicos. “A lipo não é um método de emagrecimento”, lembra o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), José Tariki.



2. Ela é a única forma de eliminar a gordura localizada?
Na maioria dos casos, sim. O cirurgião plástico Adriano Romiti, do Hospital São Camilo, explica que isso acontece quando uma pessoa perdeu todo o excesso de peso, mas o volume de gordura concentrado em algum lugar continua. "Nas mulheres, por exemplo, isso acontece principalmente no culote, onde costuma restar uma gordura que é difícil de perder da forma convencional".
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3. Em que casos a cirurgia não deve ser feita?
As principais contraindicações referem-se a casos de pacientes que tenham excesso exagerado de peso ou muita flacidez de pele. Se a pessoa não apresenta condições clínicas adequadas - quando tem hipertensão, alergia severa ou arritmia, por exemplo - o procedimento também é desaconselhado. O presidente da SBCP informa que é preciso ter cautela antes de operar pacientes muito jovens. Ele afirma que é importante se certificar de que a pessoa tenha tentado outros métodos antes. Caso confirmada a necessidade, o procedimento pode ser feito a partir dos 17 ou 18 anos.


4. É necessária a realização de exames prévios?
Os médicos consultados por VEJA.com são categóricos ao afirmar que o paciente deve ser submetido a todos os exames que são obrigatórios antes de qualquer outro tipo de cirurgia. Eles concordam também ao dizer que é imprescindível a realização de uma boa avaliação clínica. É com ela que o médico diagnosticará quais são as necessidades específicas de cada pessoa. Numa pessoa idosa, por exemplo, a atenção pode ser voltada para problemas relacionados ao coração.

5. O médico precisa ter especialização em cirurgia plástica para fazer uma lipo?
Não. Segundo estabelece a resolução do CRM, "há necessidade de treinamento específico para sua execução, sendo indispensável a habilitação prévia em área cirúrgica geral". Ou seja, médicos como dermatologistas ou cirurgiões sem formação em nenhuma especialização são autorizados a fazê-la. De acordo com Tariki, já houve uma mobilização para tentar alterar essa resolução - o objetivo era passar a exigir a especialização em cirurgia plástica. "Quem faz qualquer curso de fim de semana não pode fazer uma lipoaspiração. Aparentemente é só fazer um cortinho. Não parece que é cirurgia, mas é." Para ele, a experiência na área somada aos três anos de especialização em cirurgia plástica garantem o grau de preparaçâo necessário.

6. Como é possível saber se o local escolhido e o médico são confiáveis?
Segundo o presidente da SBCP, o mais importante é consultar o CRM de sua regiâo para saber em qual especialidade o médico escolhido está registrado. De acordo com levantamento do Cremesp, apenas seis dos 289 médicos processados em casos de lipo eram especializados em cirurgia plástica. Uma outra forma de checar se o médico é cirurgião plástico é pelo site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br). Romiti reitera, porém, que se informar é apenas uma parte do processo. "É importante ainda ter a indicação de um outro profissional. O paciente deve também pedir uma segunda ou terceira opinião de outros especialistas para tirar todas as dúvidas possíveis", aconselhou o cirurgião. Além disso, Tariki afirma que pedir recomendação de pacientes que já foram operadas pelo médico ajuda no critério de seleção.
No caso da escolha do local, é importante que a pessoa que fará uma lipoaspiração visite o estabelecimento e confirme se ele está autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo Takiri, a Anvisa possui seus critérios de condições mínimas necessárias e não obriga que o estabelecimento que faz lipo tenha uma UTI. Romiti disse que, mesmo sem UTI, alguns locais possuem todo o suporte para lidar com uma eventual complicação - conseguem estabilizar o paciente e transferi-lo para um hospital. "Mas se uma pessoa de mais idade for fazer lipo junto com outros procedimentos, vale a pena fazer a cirurgia em um hospital." Takiri ainda acrescenta que "sempre que houver qualquer tipo de sedação endovenosa é necessária a presença de um anestesista".
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7. O baixo preço pode ser considerado um indicador de perigo?
"O preço não deve ser o principal atrativo. É possível encontrar um profissional capacitado que ofereça um valor abaixo do mercado. Mas a pessoa não deve ser atraída pela facilidade de pagamento e parcelar em 20 vezes sem conhecer o médico antes. Então, se não há nenhuma referência do médico, é mesmo um perigo", explicou o presidente da SBCP. Romiti acrescenta ainda que o paciente precisa ficar alerta para não cair em possíveis armadilhas. "Às vezes a pessoa vai para um lugar sem estrutura, que não é profissional. É bom duvidar de preços muito bons e que prometem coisas utópicas", aconselha ele.


8. Quais complicações são mais comuns durante o procedimento?
A lipoaspiração é uma cirurgia como outra qualquer e, por isso, apresenta sérios riscos. Entre as complicações estão a embolia (quando uma placa de gordura ou de sangue se desloca e obstrui outro local) e as reações alérgicas anafiláticas. Segundo Romiti, além dos exames pré-operatórios e de avaliação clínica, é importante que a paciente tenha uma conversa sincera com o médico antes da operação. "Muitas vezes a pessoa está tomando ou tomou um remédio que não quer contar para o médico por medo que ele proíba o procedimento", explicou. Se isso acontece, o risco de apresentar alguma reação inesperada é maior.
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9. Como funciona o processo de recuperação do paciente?
Se a pessoa realizou um procedimento leve, em poucos locais, o processo de recuperação costuma ser bastante tranquilo. Nos dez primeiros dias, o paciente deve evitar praticar exercícios físicos pesados, como levantar peso ou fazer longas caminhadas. É importante ainda observar o aparecimento de manchas roxas. Caso diagnosticadas, o paciente deve evitar tomar sol até que elas desapareçam. Além disso, os médicos também indicam o uso de malhas de compressâo, para evitar um edema, além de sessões de drenagem linfática, para amenizar o inchaço.

10. É possível fazer lipoaspiração em qualquer parte do corpo? Até quantos quilos dá para eliminar com a operação?
"Teoricamente você pode fazer o procedimento em todas as partes, menos em localidades onde pode haver lesão de órgâos ou vasos sanguíneos", resume Tariki. Segundo o cirurgião plástico Adriano Romiti, locais como a área abaixo do joelho ou a face são proibidos. Quanto aos quilos a serem eliminados, o CRM estabelece que até 7% do peso corpóreo do paciente pode ser retirado numa lipoaspiração úmida, quando se injeta soro fisiológico para ajudar no procedimento, e no máximo 5% numa cirurgia seca. Por exemplo: uma pessoa que pesa 70 quilos, pode aspirar, no máximo, 4,5 quilos. "Normalmente os médicos mais cuidadosos não chegam nem a esse limite. A gente observou que o risco de morte diminuiu por conta dessa limitação. Assim, ninguém comete uma imprudência", diz o presidente da SBCP. Se a quantidade estabelecida for excedida, o paciente pode apresentar desidratação e anemia, provocados pela perda de grandes quantidades de sangue, eletrólitos, potássio e sódio.


11. Quais são as técnicas existentes para a realização da cirurgia?
Existem vários diâmetros diferentes de cânula, o instrumento usado para retirar a gordura. Algumas são mais grossas; outras, mais finas. Além disso, foram criados novos aparelhos de ultrassom, vibratórios e com laser. José Tariki explica que esses novos métodos facilitaram apenas a vida do médico, já que destroem a gordura de forma mais rápida. "Nomes como ‘lipo light' são pura fantasia. O resultado final é sempre o mesmo".
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12. Qual a diferença entre lipoaspiração e lipoescultura?
"Os dois termos são praticamente sinônimos", disse Romiti. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica disse que o princípio é o mesmo. Na lipoaspiração, apenas retira-se a gordura de um determinado local do corpo. Na lipoescultura, o médico usa a mesma gordura retirada na lipoaspiração e a enxerta em outro lugar que o paciente desejar remodelar ou preencher.

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