8.18.2018

Indiano sofre fratura peniana depois de ‘ereção eterna’

De acordo com médicos, o homem sofreu uma ruptura no corpo cavernoso, estrutura responsável por armazenar o sangue durante uma ereção

Um indiano, de 36 anos, fraturou o pênis depois que seu filho “pulou” sobre ele ao tentar acordá-lo. Na ocasião, o homem sofria de uma ereção prolongada causada pelo uso do viagra, nome comercial de um medicamento indicado para disfunção erétil. Apesar da fratura, ele só procurou ajuda médica depois de dois dias, pois alega não ter notado nenhum sintoma nas primeiras 12 horas após o incidente. O caso foi relatado na revista BMJ Case Reports.
O homem, de Uttar Pradesh, estado ao norte da Índia, revelou aos médicos que havia tomado 100 miligramas do medicamento na noite anterior à lesão. A ereção persistiu após o sexo, forçando-o a recorrer a masturbação para se livrar do priapismo. Sem alcançar o resultado esperado, ele decidiu dormir acreditando que a ereção cessaria durante a noite, o que não aconteceu. Pela manhã, enquanto ele dormia, seu filho, ainda criança, caiu sobre o pênis ereto, fraturando o órgão.
Relatos da equipe da King George’s Medical University, na Índia, indicam que o acidente causou a perda da ereção, além de dor súbita e intensa. Os médicos responsáveis pelo caso revelaram ter encontrado um rompimento no corpo cavernoso direito, estrutura peniana formada por tecido esponjoso que armazena o sangue durante uma ereção. A lesão foi reparada e o indiano conseguiu ter ereções normalmente seis semanas após o tratamento.
Segundo os médicos, ele não apresentou deformidade permanente, mas tem se queixado pelo fato de seu pênis ter ganhado a forma de ‘berinjela’ após a lesão.

Fratura peniana

Fraturas penianas ocorrem quando o órgão fica sujeito a um trauma que acontece, geralmente, durante relações sexuais intensas ou masturbações. Outras situações menos comuns, como quedas e pelo rolar na cama, também já foram relatados. De acordo com especialistas, em 50% dos casos é possível ouvir um som parecido com um estalo quando a fratura acontece. O tratamento é feito por meio de cirurgia, que podem deixar sequelas.
O incidente é relativamente raro; desde 1924, cerca de 1 600 casos foram registrados em todo o mundo, o equivalente a 16 casos por ano. Quando as fraturas ocorrem mais de uma vez, o paciente corre o risco de ter problemas de disfunção erétil e relações sexuais dolorosas.

Dieta ‘low carb’ pode reduzir expectativa de vida, afirma estudo

 

A classe dos carboidratos incluem vegetais, frutas e açúcar, mas a principal fonte são alimentos ricos em amido, como batatas, pão, arroz, macarrão e cereais (iStock/Getty Images)

Se você é daquelas pessoas que ficam contando as calorias provenientes dos carboidratos, a recomendação de especialistas é: pare. O motivo é simples: indivíduos que optam por dietas com muito ou pouco carboidrato tem maior risco de morrer precocemente. É o que indica estudo publicado nesta quinta-feira na revista The Lancet Public Health. De acordo com os pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, a melhor maneira de garantir uma expectativa de vida mais alta é consumir uma quantidade moderada de carboidratos — cerca de metade das calorias diárias.
A pesquisa indica que uma pessoa de 50 anos que segue uma dieta equilibrada nesses termos pode viver até os 83 anos, em média;  já os que comem muito carboidrato podem alcançar os 82 anos. O resultado mais surpreendente veio da dieta low carb (pouco carboidrato): a expectativa de vida é de 79 anos, ou seja, quatro anos a menos do que quem ingere com moderação. “Esse estudo é o mais abrangente sobre a ingestão de carboidratos e nos ajuda a entender melhor a relação entre os componentes específicos da dieta e a saúde a longo prazo”, comentou Scott Solomon, da Universidade Médica de Harvard, ao Daily Mail
A classe dos carboidratos inclui vegetais, frutas e açúcar, mas a principal fonte são alimentos ricos em amido, como batatas, pão, arroz, macarrão e cereais.

Nem demais nem de menos

Durante 25 anos, a equipe analisou dados de mais de 15.000 adultos americanos entre 45 e 64 anos que haviam participado de uma investigação sobre risco de aterosclerose em comunidades. Os participantes responderam dois questionários detalhados sobre dieta: um no início da pesquisa e outro seis anos depois; além de fornecer informações sobre antecedentes demográficos, níveis de educação e renda, tabagismo, hábitos de exercícios e históricos médicos. Os fatores de estilo de vida também foram cuidadosamente considerados antes da análise dos resultados para que as associações entre ingestão de carboidratos e mortalidade fossem o mais realísticas possíveis.
A partir daí, os pesquisadores descobriram que o risco de mortalidade era maior para aqueles nas extremidades altas (mais de 70% das calorias totais) e baixa (menos de 40%) se comparados aos que ficaram no espectro moderado — entre 50% e 55% da ingestão calórica de carboidratos. Estes resultados foram confirmados por uma revisão de estudos anteriores que envolveram mais de 432.000 pessoas de 20 países. 

Do grupo original verificado, 6.283 pessoas morreram durante o período do estudo. No entanto, aqueles que tinham baixo consumo de carboidratos mostraram-se 20% mais propensos a morrer do que quem optou pela moderação. Segundo a estimativa, a partir dos 50 anos, as pessoas do grupo moderado de carboidratos podem viver, em média, por mais 33 anos, representando 2,3 anos a mais do que o grupo low-carb e 1,1 anos a mais que o grupo de alto consumo.
Os resultados foram semelhantes aos de estudos anteriores — os autores compararam o seu trabalho, que incluiu mais de 400.000 pessoas de mais de 20 países. “Isso fornece mais evidências de que dietas com pouco carboidrato podem ser incrivelmente prejudiciais à nossa saúde a longo prazo”, disse Alison Tedstone, nutricionista-chefe da Public Health England, à BBC.

Por que isso acontece?

De acordo com a revista Time, os pesquisadores acreditam que esse padrão pode ser explicado pelo fato de os indivíduos na parte alta da escala estarem consumindo grandes quantidades de carboidratos refinados — também conhecidos como carboidratos brancos —, que não têm muito valor nutricional e podem ter consequências para o peso e a saúde geral. Já os que consomem menos tendem a ingerir mais carne e produtos lácteos, o que pode aumentar o risco de doenças cardíacas e morte. O ponto de equilíbrio é encontrado pelos que escolhem o meio-termo, nem carboidrato demais nem de menos.
Entretanto, os especialistas afirmam que é possível manter a quantidade de carboidratos acima ou abaixo desde que os alimentos complementares respeitem as necessidades dos organismo. Em entrevista ao Daily Mail, Sara Seidelmann, principal autora da pesquisa, comentou que dietas de baixo carboidrato têm se tornado cada vez mais populares como estratégia de saúde e perda de peso.
“No entanto, as dietas low carb podem estar associadas a um menor tempo de vida e devem ser desencorajadas. Em vez disso, se alguém escolhe seguir uma dieta com pouco carboidrato, a troca de carboidratos por mais gorduras e proteínas à base de plantas pode realmente promover o envelhecimento saudável a longo prazo”, recomendou.

Precaução

Estudos nutricionais anteriores apontaram que as pessoas que trocam carboidratos por proteínas e gorduras derivadas de plantas, como feijão, nozes e sementes podem ter um risco menor de morte do que aquelas que os substituem por proteínas e gordura animal. O mesmo vale para risco de doença cardíaca.
Apesar das descobertas, os cientistas alertam que os resultados mostraram associações observacionais, em vez de causa e efeito; já os dados de alimentação foram baseados em auto-relatos e, portanto, podem não ser precisos. Além disso, a equipe reconheceu que, como as dietas foram medidas apenas no início do ensaio e seis anos depois, os padrões alimentares podem ter apresentado mudança ao longo dos 19 anos seguintes.

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A diferença no tempo de vida em relação a quem consome carboidratos de forma regular é de quatro anos a menos 




Juristas confirmam: Brasil é obrigado a seguir decisão da ONU sobre Lula

Por Mariana Oliveira, no Conjur – Ao defender o direito de o ex-presidente Lula se candidatar a presidente da República, a ONU provocou um debate sobre a influência de pronunciamentos de órgãos internacionais no território brasileiro.
Para o advogado Michel Saliba, um dos autores do livro Vontade Popular e Democracia — Candidatura Lula?, o Estado deve se submeter à determinação, uma vez que é signatário de diplomas normativos. "O Judiciário brasileiro pode até se negar a aplicar a referida decisão, por entender se tratar de recomendação, despida de caráter cogente, isso, todavia, poderá ter proporções muito negativas no âmbito das relações internacionais", afirma.
Já de acordo com o constitucionalista Lenio Streck, embora a situação do Judiciário brasileiro seja uma "saia justa", a Procuradoria-Geral da República já tomou decisão no sentido da obrigatoriedade de seguir e cumprir uma determinação internacional, ainda que em caráter provisório. "Claro que os advogados do ex-presidente podem usar a decisão da ONU como preliminar na defesa das impugnações ao registro, mas o competente para dizer a palavra final acerca do cumprimento ou não da decisão é o STF", comenta o advogado.
Michel Saliba, advogado e professor:
A partir do momento em que o Estado Brasileiro é signatário de diplomas normativos internacionais, ele (Estado) deve se submeter às decisões embasadas nestes diplomas, notadamente quando emanadas pelo mais importante organismo mundial: a Organização das Nações Unidas.
Prestar jurisdição é uma das funções do Estado, logo, suas deliberações estão sujeitas à observância das orientações e decisões da ONU, sem que com isso haja qualquer violação à soberania nacional.
O Judiciário brasileiro pode até se negar a aplicar a referida decisão, por entender se tratar de recomendação, despida de caráter cogente, isso, todavia, poderá ter proporções muito negativas no âmbito das relações internacionais.
Se o próprio STF, nos debates que concluíram pela interpretação da execução antecipada da pena, e que hoje inclusive atinge o ex-presidente Lula, teve como indicativos de alguns debates as conclusões de organismos internacionais sobre uma suposta impunidade no Brasil, seria, no mínimo, não retilíneo que o Judiciário deixasse de se orientar por uma decisão específica da ONU, principalmente porque trata de proteção às garantias fundamentais e aos direitos humanos.
Confio — e sempre confiei — muito na isenção e imparcialidade do Tribunal Superior Eleitoral, e não poderia ser diferente."
Lenio Streck, jurista e professor de Direito Constitucional:
Eis uma saia justa para o judiciário brasileiro e para a Procuradoria-Geral da República. Explico. Há duas teses: a dualista e a monista. Pela primeira, o Brasil não tem obrigação. Pela monista, sim. O STF não sufraga a tese monista. Sua posição é "dualista-moderada". A Constituição Federal não diz se o Brasil deveria ser dualista ou monista.
No entanto, o artigo 5º, parágrafo 2º, da CF dá azo a que se dê obrigatoriedade a tratados que tratem de direitos humanos. É o que se chama de bloco de constitucionalidade. Por essa tese monista, é possível sustentar a obrigatoriedade quando se trata de direitos humanos. Seria o caso da decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU.
O Brasil firmou esse pacto, que trata da competência do Comitê de direitos Humanos da ONU sobre assuntos desse tipo. É uma obrigação política, jurídica e moral. O artigo primeiro é claro. Não esqueçamos que há um decreto legislativo (311 de 2009) incorporando o Pacto ao ordenamento brasileiro.
Como sempre, essa discussão acabará no STF. Claro que os advogados do ex-presidente podem usar a decisão da ONU como preliminar na defesa das impugnações ao registro. De todo modo, o competente para dizer a palavra final acerca do cumprimento ou não da decisão é o Supremo.
O fato é que existe decisão internacional que, no caso, em caráter provisório, dá um comando à justiça brasileira, por mais contestações que isso venha a gerar no meio político e jurídico.
Tem um detalhe interessante: na ADPF 320, que o PSOL impetrou sobre uma decisão da Corte Interamericana que condenou o Brasil à época, a posição da Procuradoria-Geral da República vai nessa linha da obrigação de cumprimento de decisão internacional.
Há uma parte no parecer de Rodrigo Janot em que ele diz: "não é admissível que, tendo o Brasil se submetido à jurisdição da CIDH, por ato de vontade soberana, despreze a validade e a eficácia da sentença. Isso significa flagrante descumprimento dos compromissos internacionais do país". A ver, pois.
Não é desarrazoado dizer que a decisão do Comitê da ONU, ainda que provisória, é equiparável à decisão da CIDH. Portanto, vamos ver o que dirá a PGR, agora. Se levarmos em conta a posição de Janot, então chefe da Procuradoria, cabe ADPF junto ao STF para fazer cumprir a decisão do comitê da ONU."

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