10.22.2014

Jornal afasta colunista que sugeriu "trancar as domésticas no dia da eleição"

Colunista que ataca pobres e nordestinos é afastado de jornal. Ao defender voto contra Dilma no próximo domingo, Anderson Magalhães sugeriu que "tranquemos em casa nossas empregadas" e não deixemos que os porteiros saiam dos prédios

colunista anderson magalhães pobre dilma
Anderson Magalhães, colunista ‘anti-pobre e anti-nordestino’, é afastado de jornal (Fotos: Eduardo Romano)
O colunista social Anderson Magalhães foi afastado do jornal O Diário de Mogi, do município de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, depois de ter publicado uma coluna defendendo voto contra o PT e ofendendo nordestinos, pobres e empregadas domésticas na edição nº 15 da revista Actual Magazine, que circula na região.
VEJA TAMBÉM: Médica diz que ofensas contra nordestinos são “apenas desabafos”
Em seu texto, intitulado “Desespero”, ele prega voto contra o PT no próximo domingo 26, sugere “trancar nossas ‘secretárias do lar’ em casa, interditar as casas de forró e proibir os porteiros de saírem dos prédios”. Defende que Salvador viva apenas do que produz: dendê, cocada e Luiz Caldas. E que os pernambucanos sejam sustentados apenas de R$ 97 do Bolsa Família e dos direitos autorais de “Morena Tropicana”, música de Alceu Valença.
O colunista idealiza ainda que os estados nordestinos de Alagoas, Piauí e Maranhão fiquem de fora do cenário eleitoral “por falta de fórum privilegiado” e que o voto desses estados só seja validado caso a população formule “uma frase inteira sem erros de concordância e com todos os plurais”. Esquece, porém, de colocar plural em uma frase da própria coluna, quando pede que “Dilma e sua corja perca seus votos” – quando o correto seria “percam”.
Depois da publicação da coluna, Magalhães publicou em suas redes sociais que havia sido “mal interpretado” e que sua intenção era apenas a de ser “irônico”. Em nota, o jornal afirma que “discorda totalmente das opiniões emitidas pelo colunista”, informa não ter responsabilidade pelo conteúdo veiculado na revista e diz que Anderson Magalhães “não é mais colunista deste jornal”, onde assinava a coluna “Beatz”.
SAIBA MAIS: Resposta de um nordestino contra o preconceito viraliza na internet
Em artigo anterior, também na Actual Magazine, o colunista já havia manifestado seu mal estar com os brasileiros que passaram a andar de avião. “E tudo isso começou quando Lula e sua equipe — todos muito acostumados a andar de ônibus desde os tempos de calango — chegaram ao poder”, escreve, saudosista: “Foi-se o tempo que bastava apenas chegar ao guichê, comprar a passagem e embarcar…”. O cenário atual, para ele, é um terror: “Hoje é gente brotando dos ralos e carregando aquelas sacolas plásticas lotadas de cacarecos comprados em camelô e nos mercados de genéricos. O Brasil virou uma grande loja de R$ 1,99. Pelo menos é o que eu vejo nos aeroportos”
Brasil 247

Descubra a diferença entre Dilma Rousself e Aécio Neves

Dilma Rousseff e Aécio Neves durante a juventude

O que faziam Dilma e Aécio na juventude? Conheça as diferenças radicais de trajetórias entre os presidenciáveis e também entre a maneira como eles reivindicam as suas biografias

dilma aécio juventude ditadura história
Biografias antagônicas. Enquanto Aécio teve uma juventude tranquila com a família no Rio de Janeiro, Dilma combateu a ditadura militar e foi torturada pelos opressores do regime
Katarina Peixoto, Carta Maior
Dos 17 aos 21 anos, Aécio Neves vivia no Rio com a família. Seu pai chegou a ser deputado federal da Arena, partido sustentáculo da ditadura. Segundo o site da Câmara dos Deputados, neste período, ele teve um cargo de secretário de gabinete parlamentar na Câmara Federal, localizada em Brasília, embora morasse no Rio.
Durante esses anos, conforme relatos publicados na imprensa brasileira, Aécio foi um “menino do Rio”, que gostava de surfar, de festas e estudava em escolas de elite. Entre 1977 e 1981, período em que o Brasil vivia sob ditadura civil-militar, o jovem de família ligada à Arena, partido de sustentação da ditadura, gozou a vida enquanto o Brasil vivia sob o tacão de um regime ilegítimo.
Como todo regime autoritário, a ditadura brasileira tinha na oligarquia do país o seu sustentáculo da manutenção do poder via a censura e controle da imprensa (que só podia existir como cúmplice) e a força bruta: a tortura, a perseguição e o desaparecimento de dissidentes.
Dos 17 aos 21 anos, Dilma Rousseff resistia à ditadura civil-militar. Segundo ela mesma e os documentos da época, engajou-se na resistência armada que reagiu ao Ato Institucional n. 5 e foi, entre os 18 e 21 anos, barbaramente torturada, pelo governo que tinha, entre outros sustentáculos, a família do candidato Aécio.
Entre 1977 e 1981, Dilma Rousseff morava em Porto Alegre. Estudou, casou, teve uma filha, reerguendo a própria vida e tomando parte na resistência democrática e na luta pela reabertura do país, pelas eleições diretas, pela anistia, pelo fim da ditadura, pela democracia.
A trajetória de Dilma não começou em Porto Alegre, assim como a de Aécio não começou no gabinete de Sarney, onde esteve, por ser neto de Tancredo Neves.
Não é correto, a não ser que se defenda, como o candidato Aécio defende, a redução da maioridade penal, atribuir responsabilidade penal a adolescentes.
Mas é correto, quando se tem compromisso com a democracia, levar a memória, a história e as responsabilidades a sério. A origem social de ninguém, numa democracia, deve ser destino, e menos ainda garantia. Por isso, é inegável reconhecer esta diferença tão radical de trajetórias dos candidatos e da maneira como eles reivindicam as suas biografias; uma candidatura é representante da democracia e da luta histórica pela democracia; outra, da oligarquia e da luta histórica contra a democracia. Em nome dessa luta e de sua legitimidade histórica, é preciso que Aécio seja derrotado pela democracia.

10.21.2014

Caminhada emagrece: detone 2500 calorias em uma semana

Duvida? Então tire a prova com dois treinos turbinados que não dão chance para a monotonia. Na esteira ou ao ar livre, você vai enxugar os excessos, malhar pernas e bumbum para valer, além de ganhar fôlego e disposição

Atualizado em 14/6/2014 P
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Um santo exercício

Quem acha que a caminhada é o exercício certo para quem não curte malhar não sabe do que essa atividade é capaz. E talvez não imagina que a modalidade pode se transformar em uma aliada poderosa para conquistar um corpo sequinho, forte e definido. O segredo para escapar do tédio e fazer a atividade trabalhar a seu favor é variar os tipos de treino no decorrer da semana. "Não adianta caminhar sempre na sua zona de conforto. O corpo precisa receber estímulos diferentes para continuar obtendo resultados", fala Renata Castro, professora de educação física e instrutora de caminhada e corrida do Projeto Mulher, em São Paulo. Para te ajudar, ela elaborou dois treinos sob medida para você: um para quem caminha na esteira e outro para quem prefere andar ao ar livre. Você também pode combinar os dois para deixar o programa ainda mais dinâmico. Cada um é dividido em seis sessões semanais, distribuídas assim: três treinos de força (com variação de velocidade ou de inclinação), dois regenerativos (você vai andar menos e mais leve) e um longo (para trabalhar resistência). "Dessa maneira, o corpo é obrigado a se adaptar a diferentes situações e gasta mais energia", explica Renata. Confira as planilhas montadas pela professora e escolha a que vai ajudar você a mandar embora 2500 kcal em uma semana e queimar todos os excessos.
Foto: Getty Images

Treino na esteira - Semana 1

Segunda e quarta: 10 min de caminhada leve + 24 min (alternar 1 min de caminhada forte + 2 min de caminhada leve) + 10 min de caminhada leve. Total: 44 min

Terça e quinta: 20 min de caminhada leve + 20 min de caminhada moderada. Total: 40 min

Sexta: 10 min de caminhada leve + 8 min de caminhada forte com inclinação 1% + 10 min caminhada forte com inclinação 2% + 8 min caminhada forte com inclinação 3% + 10 min de caminhada leve. Total: 46 min

Sábado: 20 min de caminhada leve + 70 min de caminhada forte. Total: 90 min

Treino na esteira - Semana 2

Segunda e quarta: 15 min de caminhada leve + 30 min (alternar 2 min de caminhada forte + 1 min de caminhada leve) + 15 min de caminhada leve. Total: 60 min

Terça e quinta: 20 min de caminhada leve + 20 min de caminhada moderada. Total: 40 min

Sexta: 15 min de caminhada leve + 30 min (alternar 4 min de caminhada forte + 6 min de caminhada forte com inclinação 3%) + 15 min de caminhada leve. Total: 60 min

Sábado: 10 min de caminhada leve + 80 min de caminhada forte. Total: 90 min

Treino na rua - Semana 1

Segunda e quarta: 10 min de caminhada leve + 48 min (alternar 1 min de caminhada forte + 2 min de caminhada leve + 2 min de caminhada forte + 1 min de caminhada leve) + 10 min de caminhada leve. Total: 68 min

Terça e quinta: 20 min de caminhada leve + 20 min de caminhada moderada. Total: 40 min

Sexta: 10 min de caminhada leve + 20 min (alternar 2 min de caminhada forte na subida + 2 min de caminhada forte na descida) + 10 min de caminhada leve. Total: 40 min

Sábado: 20 min de caminhada leve + 70 min de caminhada forte. Total: 90 min

Foto: Getty Images
Segunda e quarta: treino de força com velocidade = 450 calorias (cada um)

Terça e quinta: treino regenerativo = 250 calorias (cada um)

Sexta: treino de força com inclinação = 450 calorias

Sábado: treino longo = 650 calorias

Escolha seu ritmo

Aprenda a determinar a intensidade do seu treino

Caminhada leve: você consegue conversar com facilidade, é como se fosse um passeio.

Caminhada moderada: mais acelerada, porém ainda dá para bater papo. Você usa os braços para ajudar no movimento.

Caminhada forte: você começa a ficar ofegante e movimenta bastante os braços e as pernas. É como se estivesse com pressa. Descanso ativo: você não fica parada, mas caminha sem esforço.

Você pode fazer o treino na esteira ou na rua. 



Treino na esteira - Semana 3

Segunda e quarta: 10 min de caminhada leve + 40 min (alternar 1 min de caminhada forte + 1 min de caminhada leve + 2 min de caminhada forte + 1 min de caminhada leve) + 10 min de caminhada leve. Total: 60 min

Terça e quinta: 20 min de caminhada leve + 20 min de caminhada moderada. Total: 40 min

Sexta: 10 min de caminhada leve + 26 min de caminhada forte com inclinação 3% + 10 min de caminhada leve. Total: 46 min

Sábado: 10 min de caminhada leve + 75 min de caminhada forte + 10 min de caminhada leve. Total: 95 min 
 

Treino na rua - Semana 3

Segunda e quarta: 10 min de caminhada leve + 48 min (alternar 2 min de caminhada forte + 1 min de caminhada leve + 1 min de caminhada forte + 2 min de caminhada leve) + 10 min de caminhada leve. Total: 68 min

Terça e quinta: 20 min de caminhada leve + 20 min de caminhada moderada. Total: 40 min

Sexta: 15 min de caminhada leve + 10 min (alternar 2 min de caminhada moderada na subida + 2 min de caminhada leve na descida) + 15 min de caminhada leve. Total: 40 min

Sábado: 20 min de caminhada leve + 75 min de caminhada forte + 10 min de caminhada leve. Total: 105 min

Foto: Getty Images

Mamografia pelo SUS só alcança 32% das mulheres e acesso é desigual no País

Por Maria Fernanda Ziegler

Paciente com nódulos aparentes no seio espera há mais de dois anos para fazer uma biópsia; levantamento mostra que há desigualdade entre as regiões no acesso ao diagnóstico

Reuters
OMS recomenda mamografia de rastreamento para mulheres a partir dos 50 anos
Conseguir o diagnóstico de um câncer de mama pode ser considerado uma verdadeira saga.  É difícil conseguir fazer a mamografia e mais difícil ainda é fazer a biopsia para de fato diagnosticar o câncer de mama. Levantamento mostrou que a taxa de cobertura de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre a população alvo é baixa: 32% das mulheres com 50-59 anos; 25% das com 60-69 anos. Entre as que acharam alguma anormalidade no exame, apenas 27% das mulheres entre 50 e 59 anos e 63% das mulheres entre 60 e 69 anos foram submetidas à biópsia.
“O que vimos no levantamento é que há muita demora e por isso, muitas vezes, ocorre o agravamento da doença durante a espera. A falta de acesso leva a uma maior letalidade”, explica Gulnar Azevedo e Silva, do Instituto de Medicina Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A médica coordenou o levantamento feito com dados do Sistema Único de Saúde de 2010. Vale destacar que 80% da população brasileira usa o sistema público de saúde apenas.
Exercício físico previne câncer de mama em mulheres na menopausa
O caso de Vera Lúcia Tormes Costa, de 50 anos, que mora em Viamão, no Rio Grande do Sul é um dos tantos retratados na pesquisa. A ex-diarista notou nódulos no seio direito no começo de 2012. Já fez duas mamografias e uma ecomamária, mas não consegue agendar a consulta com o mastologista para finalmente marcar a biópsia. “Voltei no posto de saúde na semana passada e consegui marcar [uma consulta]com um clínico só para o dia 28 de novembro. Não tem mastologista lá”.
Vera Lúcia conta que mal consegue deitar de bruços, pois sente dor nos seios. “De um tempo pra cá apareceu outro nódulo no seio esquerdo. Dá para notar ao tocar”, disse. Ela conta que também sai uma secreção amarela, igual ao que acontecia na mama direita, que hoje já mudou de cor para um “verde bem preto”.
O caso foi encaminhado para exame e consultas sem prioridade, como casos normais de ginecologia. Porém, o histórico familiar de Vera Lúcia aponta risco já que sua mãe teve câncer de útero e uma tia materna, câncer de mama. Como se não bastasse estes indicativos para configurar um caso de risco, Vera Lúcia retirou o útero por conta de um mioma, em 2011.
Uma a cada três mulheres com câncer tem tumor de mama
Arquivo pessoal
Vera Lúcia e o marido Sérgio dos Santos
A história de Vera Lúcia é extremamente comum no Brasil. A pesquisa de Gulnar aponta, inclusive, que existe uma desigualdade entre as regiões do País. Fora isso, justamente a faixa etária com menor risco é a com maior cobertura de mamografia. Em 2010, foram realizadas 3.126.283 mamografias pelo SUS em mulheres a partir dos 40 anos. Isso corresponde a uma abrangência de apenas 12,4% das mulheres nessa faixa de idade.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a recomendação é fazer rastreamento assintomático só depois dos 50 anos e de dois em dois anos. Mas é a faixa etária de 40-49 anos, não preconizada para o rastreamento mamográfico, há uma abrangência um pouco mais ampla que a de 60-69 anos (25%). A faixa etária entre 50-59 anos a abrangência é de 32,2%. De acordo com a pesquisa, 46% do total de mamografias realizadas em 2010 foram feitas em mulheres com menos de 50 anos. 
“Os médicos têm dificuldade de aceitar esta recomendação e pedem antes dos 40 anos de ano em ano, mesmo para nos casos não assintomáticos e não identificados no exame de toque. O problema é que isto acaba diagnosticando muitos falsos positivos, muita coisa que não precisa de intervenção e que não precisaria de biópsia".
A saga para conseguir uma biópsiaA pesquisadora também mediu a relação entre o número de biópsias e o número de mamografias. A relação entre o número de biópsias e o número de mamografias com indicação para fazer biópsia foi de 0,36. O ideal seria que a relação fosse1.
'O Brasil está às vésperas de uma epidemia de câncer'
De acordo com o levantamento, a pior relação encontrada na Região Sul para mulheres de todas as faixas etárias. Essa razão foi melhor no Nordeste e na faixa etária de 60 a 69 anos em todas as regiões.
BBC
Tumor na mama tem origem nas células que formam os dutos mamários
Conseguir realizar a biópsia é de extrema importância para o tratamento, pois é o exame que de fato diagnostica a doença. “Rastrear e não dar o tratamento não adianta em nada”, disse Gulnar. A demora na biópsia tira do paciente o direito a lei dos 60 dias, que prevê o início do tratamento do câncer em até 60 dias após o diagnóstico da doença, no Sistema Único de Saúde (SUS).
DadosUma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) a Lei dos 60 Dias, que está em vigor há mais de um ano e ainda não está sendo plenamente seguida.
SUS não cumpre lei que prevê início de tratamento contra câncer em 60 dias
“O Ministério da Saúde diz que cumpre a lei em 60% dos casos. Parece um índice interessante até, mas quando se pesquisa o número de casos de câncer cadastrados no sistema do MS [Sistema de Informação do Câncer (SISCAN)] vemos que ele não funciona, há um número muito menor de casos do que o estipulado pelo INCA”,
Os dados do Ministério da Saúde indicam um registro de apenas 7.157 casos até julho de 2014. Turbay ressalta que este número está muito abaixo dos 576 mil novos casos de câncer no Brasil para esse ano, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). “Isso dá 1,25% dos pacientes oncológicos do Brasil estariam registrados no SISCAN”, disse.
Enquanto isso, Vera Lúcia espera há mais de dois anos para fazer a biópsia e finalmente descobrir o que tem e seguir o tratamento. Aparentemente, a saga se repete agora no seio esquerdo.
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Pesquisa mapeia uso indevido de ritalina em universitários

Por Maria Fernanda Ziegler - iG São Paulo

Estudo realizado na UFMG quer saber em que situações, quantos comprimidos e por quanto tempo jovens saudáveis usam remédio com o intuito de turbinar o cérebro

A venda de Ritalina e Concerta explodiu nos últimos anos. Tradicionalmente indicados para o tratamento de narcolepsia (distúrbio do sono) e de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), esses medicamentos tarja preta têm sido utilizados por estudantes, com ou sem prescrição, para “turbinar o cérebro” e, com isso, melhorar o desempenho escolar e acadêmico.
Antonio Scarpinetti/Unicamp
Brasil é o segundo maior consumidor de metilfenidato no mundo; pesquisadores querem traçar perfil de uso em jovens saudáveis
“Tem gente demais usando”, diz a farmacêutica e pesquisadora do Centro de Estudos do Medicamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Daniela Junqueira. O Brasil é o segundo do mundo da Ritalina, atrás apenas dos EUA. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), só em 2011, foram comercializadas 1.212.850 caixas do medicamento nas farmácias do país. Dados do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) apontam que, em dez anos, o consumo de metilfenidato – substância ativa dos dois medicamentos – cresceu 775%. O montante da substância, seja importada ou produzida no País, passou de 122 kg em 2003 para 578 kg em 2012, crescimento de 373%.
Os números de uso são muito altos, mas pouco se sabe sobre o perfil de pessoas que tomam o medicamento, nem quantas usam a substância com o intuito de turbinar o cérebro. Daniela é orientadora da pesquisa de iniciação científica da aluna de graduação Raissa Fonseca Cândido, que desenvolve um estudo com o intuito de traçar um panorama, entre estudantes da UFMG, sobre o uso de medicamento para melhoria do desempenho acadêmico. A universidade tem quase 50 mil alunos.
Na pesquisa, estudantes estão sendo convidados a responder um questionário que mostrará se o estudante faz uso, em que situações, posologia e com que frequência. Raíssa ressalta que a meta é traçar um panorama de uso e não identificar quem está consumindo o medicamento, portanto a identidade do participante é mantida em sigilo.
“Existem estudos realizados nos Estados Unidos que mostram que 10% dos estudantes universitários usam metilfenidato. No Brasil, ainda não temos um estudo amplo sobre isto. Não sabemos para quê as pessoas estão fazendo uso e o medicamento está entre os cinco mais vendidos”, disse Raíssa.
A estudante de farmácia afirma que, quando começou a pesquisa, achou que fosse encontrar mais referência de estudos realizados pelo Brasil. Mas são poucos. Na biblioteca Scielo só existem 34 estudos sobre metilfenidato cadastrados. Uma pesquisa publicada neste ano e feita com estudantes do quinto e sexto ano de uma faculdade de Medicina no Rio Grande do Sul, mostrou que 34,2% dos participantes já haviam usado metilfenidato, sendo que 23,02% haviam usado a substância sem a indicação médica.
Raíssa acredita que o uso exagerado do medicamento esteja relacionado com a pressão social por ter sempre bons resultados e produzir cada vez mais. “Tem também a cultura do imediatismo, um interesse por resultados rápidos, de querer ir bem na prova estudando apenas uma hora”, completa Daniela.
Leia também: SP aumenta em 55% entrega gratuita da "droga da obediência"
Os resultados da pesquisa da UFMG devem sair no fim do próximo ano e dar um panorama mais amplo do consumo do medicamento no Brasil. “É muito importante que os estudantes respondam. Queremos entender os motivos que os levam a usar, e também porque médicos estariam prescrevendo o medicamento para pessoas saudáveis. Até porque nem todas as pessoas que usam têm déficit de atenção e não há nenhum estudo que comprove que o metilfenidato melhora o desempenho acadêmico”, disse Daniela.
Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que a Ritalina não promove melhora cognitiva em pessoas saudáveis. O estudo foi feito com 36 jovens (entre 18 e 30 anos) divididos em quatro grupos: um parte tomou placebo e os outros três doses únicas de 10 mg, 20 mg ou 40 mg da medicação. Depois de tomarem os comprimidos, os participantes fizeram testes de atenção e memória. Os quatro grupos tiveram desempenho semelhantes.
“É um medicamento estimulante do sistema nervoso central, é um dos derivados da cocaína, a pessoa se sente mais condicionada, mas o desempenho, de fato, não melhora”, afirma Daniela.
A farmacêutica ressalta que o medicamento tem efeitos colaterais no sistema cardiovascular (taquicardia e hipertensão), além de causar dependência. “É um fármaco autorizado para situações específicas, não para este tipo de uso. Outro problema é que os estudos sobre efeitos colaterais medem períodos de no máximo dois anos de uso. Não se sabe o que pode acontecer no longo prazo”.
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