11.20.2018

Campanha antipetista é a maior mentira em toda a história do Brasil




Vejo muita gente apoiando Fernando Haddad com certo constrangimento, sem admitir que foi enganada o tempo todo pela campanha antipetista da mídia e pela atuação desonesta, parcial e partidária da cúpula do Judiciário, em especial o Ministério Público e os pit bulls da Operação Lava Jato.
Outros – em número muito maior – permanecem imersos no mundo das trevas, das notícias falsas e da histeria antipetista, usadas como justificativa para o endosso à aventura fascista, à tomada do poder por uma gangue altamente perigosa.
A verdade é que a tal "roubalheira do PT" nunca existiu. A mídia confundiu, de propósito, doações de campanha com propinas, para criminalizar esse partido e a política no seu conjunto. A campanha de acusações contra o PT é a maior mentira em toda a história do Brasil.
A mídia caluniou e desmoralizou a maior empresa brasileira, a Petrobrás, sem qualquer base real, movida por interesses inconfessáveis, ligados à busca da privatização dessa companhia estatal e à entrega do pré-sal ao capital externo.
 O grande erro do PT foi ter utilizado caixa 2 em suas campanhas eleitorais, do mesmo modo que todos os demais partidos sempre fizeram, impunemente. Também a vigilância sobre os gestores (alguns deles, corruptos) da Petrobrás e sobre a atuação das empreiteiras deveria ter sido maior, como Haddad já mencionou durante a campanha. Lula deveria ter mantido as empreiteiras e os empresários em geral a uma saudável distância. 
Mas o PT não é nem nunca foi um partido corrupto. Os casos de enriquecimento ilícito no partido são raros, como parecem ter sido os do Antonio Palocci e do Delcídio do Amaral. 
Lula mora no mesmo apartamento em que sempre morou. Nem o sítio de Atibaia nem o apê do Guarujá são dele. Nada, absolutamente nada foi provado quanto a isso. Com o poder e a influência que o Lula tinha, se quisesse, poderia ter se tornado um bilionário de padrão internacional, mas não mudou em nada o seu estilo de vida, nem o seu patrimônio. José Genoino mora na mesma casa modesta onde sempre morou, no bairro do Butantã. Zé Dirceu foi condenado sem qualquer prova, pela teoria maluca do "domínio do fato". Nunca existiu "Mensalão", essa foi outra grande fraude midiática. 
As denúncias da Lava Jato contra integrantes do PT são, quase todas, espúrias, obtidas pelo uso deformado do instrumento da delação premiada. O prisioneiro, para se livrar, diz o que os seus inquisidores querem ouvir. E o que o juiz Sergio Moro e a turma da Lava Jato queriam e querem ouvir é só uma coisa: aquilo que vai ferrar com o PT. 
É pena ver que muita gente honesta se deixou enganar por essa grande farsa da Lava Jato. Sem essa palhaçada, não existiria o antipetismo na dimensão que alcançou. E não estaríamos sob o risco de ter um bandido fascista no Planalto e um novo regime militar instalado no país. 
Não é de hoje que as empresas de mídia e o Poder Judiciário agem como instrumento a serviço dos poderosos, das classes dominantes. Mas tem gente, mesmo entre os setores mais instruídos da sociedade brasileira, que resiste a entender verdades tão simples. Preferem acreditar nas mentiras, em calúnias incrivelmente inconsistentes, a maioria delas já amplamente desmontadas, em público, pelos defensores dos petistas injustamente condenados. 
Por causa disso o país vive neste pesadelo. É uma pena mesmo

O que significa o “sucesso” de Bolsonaro?





REUTERS/Ricardo Moraes/Pool

Bolsonaro assumirá a presidência da república com os seguintes objetivos (entre outros):
- concentrar (ainda mais) a renda nacional nas mãos de uma minoria de privilegiados
- esmagar a esquerda, destruir os movimentos sociais e os sindicatos, reprimir e criminalizar todas as forças progressistas, prender e eventualmente assassinar suas lideranças
- destruir os direitos do povo, eliminar as leis trabalhistas e aposentadoria, substituir o ensino gratuito pelo ensino pago, acabar com o SUS
- implantar um ambiente de repressão sobre todos os que destoam dos padrões do conservadorismo moralista, especialmente os gays
- reforçar a mentalidade machista e patriarcal
- censurar e intimidar o pensamento crítico em todas as esferas, nas escolas, nas artes, nos meios de comunicação
- reafirmar a suposta superioridade da raça branca e destruir todos os avanços obtidos até agora no que se refere às políticas públicas de ação afirmativa
- realinhar a política externa brasileira aos EUA
- entregar as riquezas naturais do Brasil ao imperialismo, principalmente o petróleo do pré-sal
- privatizar as empresas estatais que ainda restam, como a Petrobrás
- autorizar, legalizar e incentivar o massacre da juventude negras das periferias por forças policiais assassinas
- perseguir os ateus, os agnósticos, os adeptos das religiões afro-brasileiras e até mesmo os cristãos que se mantenham fiéis aos princípios humanísticos e igualitários do cristianismo
- substituir o pensamento científico pelo fundamentalismo religioso, impor um clima de paranoia, intriga, medo e delação no ambiente escolar
- preservar as estruturas corruptas do Estado brasileiro;
- instaurar uma novo tipo de ditadura militar, disfarçada de democracia, um regime em que as Forças Armadas se consolidem com o árbitro supremo da vida nacional, o poder máximo acima das instituições civis.
Como pode um cidadão ou cidadã, consciente do que significa o governo de Bolsonaro, desejar que ele seja bem-sucedido?

Jornalões americanos enaltecem o presidente Lula.

A inveja que eles tem do Lula é só porque, jamais terão a história de superação de vida que ele teve, e jamais chegarão aonde ele chegou, e ainda poderá chegar. E sabem porque?. É porque Lula não tem propostas, ele tem Histórico. É destaque no mundo e projetou o Brasil a uma condição econômica e social em poucos anos num resultado acelerado que nem a esquerda julgava possível. Isso é porque Lula não é um preso político, ele é um prisioneiro de guerra. O lado dos golpistas estão armados com o aparelho estatal, e o povo, desarmado. Eles tem armas, e nós só temos nós mesmo.
.#LulaLivre 

"Que diabo: Será que Fachin não sabe que o presidente Lula está preso injustamente? Que pais vive esse ministro?"

Fachin solicita à PGR parecer sobre novo pedido de liberdade de Lula. 

Segundo o ministro, solicitação da defesa poderá entrar na pauta da Segunda Turma do Supremo antes do recesso judicial.
Nelson Jr./Fotos Públicas
Fachin solicita à PGR parecer sobre novo pedido de liberdade de Lula
Fachin analisa o pedido da defesa
Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Edson Fachin solicitou à Procuradoria Geral da República um parecer sobre um novo pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Lula. O que vocês acham que esta procuradora, indicada pelo Temer,vai escrever ao Fachin?
No pedido, a defesa alega a parcialidade do juiz Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, na condenação do petista por lavagem de dinheiro no caso do apartamento triplex na praia do Guarujá e na condução de outros processos.
Moro, argumentam os advogados, demonstrou “inimizade capital” e “interesses exoprocessuais” ao condenar o ex-presidente no ano passado por corrupção e lavagem de dinheiro, o que, no entender dos advogados, deveria afastá-lo do processo.
Duas semanas atrás, Fachin solicitara ao Superior Tribunal de Justiça, ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região e à 13ª Vara Federal de Curitiba o envio de informações em até cinco dias sobre os processos de Lula. "Saudades do relator que morreu em suposto acidente de avião."
No despacho, o ministro destacou que o prazo dado para diversos órgãos prestarem informações foi encerrado. "Expirados os prazos para o envio das informações solicitadas às instâncias de origem, dê-se imediata vista dos autos à Procuradoria Geral da República para que se manifeste no prazo de cinco dias, conforme já determinado em despacho proferido em 6/11/2018".
O relator afirmou a jornalistas que, se as informações fossem prestadas e houvesse tempo hábil, ele pretendia liberar o habeas corpus para julgamento na Segunda Turma antes do início do recesso do Judiciário, que começa em 20 de dezembro. "Vou aguardar o cumprimento dos prazos e a prestação das informações. Aí se tudo isso for feito adequadamente, é possível”.
Além de Fachin, integram a Segunda Turma os ministros Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Brasília, embaixada da “República de Curitiba”


Sérgio Moro coloca a delegada Érika Marena na equipe de transição e convida o superintendente do Paraná para a chefia da Polícia Federal
Brasília, embaixada da "República de Curitiba"
Valeixo e Marena, ao lado de Moro
A influência da “República de Curitiba” não para de aumentar em Brasília. Depois de integrar Érika Marena e Rosalvo Ferreira Franco, delegados da Polícia Federal, à equipe de transição do futuro governo Bolsonaro, o “superministro” Sérgio Moro convidou para a chefia da Polícia Federal o superintendente da corporação no Paraná, Maurício Valeixo.
Valeixo ocupou no passado o cargo de diretor de inteligência da PF e comandou o departamento de Combate ao Crime Organizado. O futuro ministro declarou recentemente a intenção de reeditar o modelo de força-tarefa adotado na Lava Jato no combate às facções criminosas, uma das promessas da campanha de Bolsonaro. Valeixo é descrito como um quadro “operacional”, oposto ao perfil “intelectual” do atual diretor da corporação, Rogério Galloro.
Outro profissional que atua no Paraná a ser sondado por Moro é Fabiano Bordignon, chefe da PF em Foz do Iguaçu. O delegado é cotado para assumir o Departamento Penitenciário Nacional. Bordignon se reuniu com o futuro ministro em Brasília na segunda-feira 19.
Marena, espécie de braço direito de Moro nas articulações da equipe, tem participado das reuniões. A delegada ficou nacionalmente conhecida por processar jornalistas críticos à atuação da Lava Jato e pela investigação espetaculosa que resultou no suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier.
A conduta da policial na Operação Ouvidos Moucos, que investigava uma fraude na universidade, foi bastante questionada. Parentes de Cancellier ingressaram com uma queixa-crime no Ministério Público por conta dos abusos de autoridades e os excessos cometidos pela delegada. Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, agregou-se aos críticos da operação, entre eles cientistas de renome e integrantes do mundo acadêmico.
O suicídio de Cancellier, declarou Mendes, “serve de alerta sobre as consequências do eventual abuso de poder por parte de autoridades”. Uma sindicância da Corregedoria da PF concluiu, no entanto, que Marena agiu de acordo com as regras de conduta da corporação.
A delegada, apelidada de “mãe” da Lava Jato, goza de bastante prestígio entre os pares. Ela liderou os votos na lista tríplice enviada pelos delegados quando Michel Temer estava prestes a escolher o primeiro diretor da PF em seu governo. Temer ignorou a lista e escolheu Fernando Segóvia.
O termo “República de Curitiba” deriva de uma crítica ao poder de investigação acumulado por Moro e pela força-tarefa da Lava Jato. Inúmeros juristas brasileiros e estrangeiros consideram que a atuação do magistrado extrapolou não só os limites de sua jurisdição, mas as regras básicas do Estado de Direito.
A expressão é uma alusão à “República do Galeão”, formada por militares que conduziram em 1954 o inquérito sobre o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda e o major Rubens Florentino Vaz, morto no incidente. O IPM, conduzido na base aérea no Rio de Janeiro, serviu para fustigar Getúlio Vargas e leva-lo à renúncia ou provocar sua deposição. A comoção provocado pelo suicídio de Vargas provocou, no entanto, um efeito inverso e adiou por uma década o golpe militar
por Sergio Lirio