10.07.2008

A cura do câncer é uma das maiores aspirações da humanidade

CÂNCER - POR QUE A LUTA AINDA É TÃO DIFÍCIL
06/10/2008
Há 40 anos a ciência fez da guerra contra a doença uma prioridade. Ainda assim, combatê-la é uma tarefa penosa - como mostra a luta do vice-presidente José Alencar. A cura do câncer é uma das maiores aspirações da humanidade. Quanto mais a ciência aprende sobre a doença, no entanto, menos realista esse objetivo parece. Sabe-se hoje que câncer é um nome genérico para mais de 200 doenças diferentes, com formas de disseminação peculiares e diversos graus de agressividade. É improvável que surja uma solução única, capaz de eliminar todas as formas do mal. Ele é um inimigo antigo - em 1600 a.C., a luta contra um tumor de mama ficou registrada num papiro egípcio. A partir do século XIX, a ciência conseguiu reunir um arsenal capaz de fazer frente a ele. Os médicos o atacam com emissões de raios X, com coquetéis de drogas, com bisturis e agulhas. Ainda assim, o câncer resiste. No Brasil, a mortalidade por câncer aumenta, em vez de recuar. Em 2008, pelo menos 466 mil casos novos surgirão no país. E 141 mil famílias deverão sofrer a perda de um parente. A multiplicação de descobertas sobre a doença enche a sociedade de esperanças. E há mesmo o que comemorar. Em alguns tipos de câncer, como o de mama, é possível salvar a maioria das pacientes. Mas receber o diagnóstico é o passaporte para uma realidade duríssima. O combate exige persistência, disposição, recursos - como revela a luta do vice-presidente, José Alencar. O rosto pálido e o incômodo provocado pelo corte cirúrgico de 40 centímetros no abdome eram, há duas semanas, os únicos sinais evidentes da mais recente batalha de Alencar contra o câncer. Quando me recebeu em seu apartamento, em São Paulo, ele era o mesmo de sempre. Expedito, objetivo, otimista. Não parecia ter enfrentado dias antes uma complicada operação de seis horas para extirpar três novos tumores. Eram do tipo sarcoma, câncer que ocorre em tecidos como músculo, gordura, nervos. Estavam alojados numa membrana perto das alças intestinais. É a sétima vez em dois anos que Alencar enfrenta esse tipo de tumor. Dois dias depois de deixar o hospital, Alencar governava o país de seu ensolarado escritório residencial. O presidente Lula estava em Nova York. O vice decidiu não se licenciar do cargo. De casa, sancionou algumas leis. Uma delas é a que proibiu letras miúdas em contratos. "Sancionei com grande satisfação. Agora, só com corpo 12". Com uma simplicidade cativante, o vice-presidente adoçou meu café e me serviu. Dona Mariza estava às voltas com a máquina de lavar. As empregadas já haviam saído porque logo o casal fecharia a casa e voaria para Brasília. Nos pensamentos de Alencar, a doença está em segundo plano. Mas está lá. O primeiro sarcoma foi extraído numa cirurgia realizada em julho de 2006. A análise do tumor revelou que não fora possível retirá-lo completamente. Haviam sobrado células malignas às margens dele. Após alguns meses indetectável, o câncer sempre reaparece. Alencar já tentou de tudo, inclusive o que há de mais moderno: sucessivas cirurgias, quimioterapia, radiofreqüência (um método para destruir o tumor por meio de uma fonte de calor), novas drogas. De alguma forma, esses recursos contribuíram para retardar a progressão da doença. Mas não há garantia de cura. "Perguntei ao médico qual é minha chance de ficar curado. Ele disse que é de 50%. Isso para mim é uma beleza", afirma. Prever quanto tempo um paciente de câncer vai viver é uma das tarefas mais inglórias da medicina. É possível estimar a sobrevida média com base no acompanhamento de determinado número de casos. Estatísticas, porém, são freqüentemente contrariadas por histórias individuais de sucesso ou insucesso. A longa convivência de Alencar com o câncer parece tê-lo deixado mais confiante. Ele luta contra a doença desde 1997, quando descobriu um tumor no rim direito. Nos anos seguintes, teve câncer no estômago e na próstata. Livrou-se de todos eles enquanto construiu uma carreira política. Elegeu-se senador em 1998, chegou à Vice-Presidência quatro anos depois e reelegeu-se em 2006. Para vencer o sarcoma recorrente, Alencar diz estar disposto a enfrentar outras cirurgias, quimioterapia e o que mais for necessário. "O inimigo é poderoso. É preciso enfrentá-lo com grossos calibres", diz. É difícil apontar outros brasileiros com câncer que tenham recebido tantos cuidados médicos e tratamentos modernos quanto ele. Alencar tem acesso a tudo. É um milionário que nasceu pobre na Zona da Mata mineira e, com muito trabalho, fundou a Coteminas, um dos maiores grupos têxteis do país. Tem todo o direito de gastar quanto quiser na tentativa de se livrar da doença. É difícil, até para a família, calcular quanto já foi gasto em 11 anos de luta contra o câncer. Segundo o vice-presidente, a maior parte das despesas é coberta pelo seguro-saúde Amil, que custa R$ 4.100 mensais ao casal Alencar e Mariza. O plano de saúde paga quase todos os remédios e o atendimento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Despesas extras são pagas pela família. Uma delas foi a cirurgia para extração de um dos sarcomas realizada em novembro de 2006 no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York. Custou US$ 88 mil. O plano de saúde reembolsou metade do valor. Freqüentemente Alencar é surpreendido por gentilezas que talvez não recebesse caso não fosse vice-presidente. Em outubro de 2007, o médico Murray Brennan, considerado o maior especialista do mundo em cirurgias de sarcoma, que já o havia operado em Nova York, veio ao Brasil atendê-lo no Sírio-Libanês. Estava em Dubai, nos Emirados Árabes, e veio a São Paulo com as despesas pagas pela família. Depois da operação, Alencar quis pagar pelo procedimento. Brennan não aceitou receber pagamento. Disse que gostaria de levar para o neto de 8 anos uma camisa da Seleção Brasileira autografada por um craque. Alencar telefonou para Ricardo Teixeira, da Confederação Brasileira de Futebol, e ele providenciou uma camisa autografada por vários jogadores. Enquanto me contava essa história, o vice-presidente chorou. "Até hoje não sei por que o doutor Brennan não cobrou. Acho que foi uma demonstração de apreço muito grande pelo meu país", disse, enquanto enxugava o rosto num lenço branco. A mesma atenção especial Alencar recebeu quando precisou do remédio Yondelis, importado da Espanha, em julho. Trata-se de um quimioterápico novo. Cada aplicação custa cerca de R$ 12 mil. O vice-presidente pediu a um funcionário da embaixada brasileira em Madri que comprasse o remédio. O fabricante não aceitou pagamento e ainda mandou duas cientistas a São Paulo para acompanhar as aplicações. A droga não deteve a doença. Um novo tumor apareceu. Se nem uma pessoa com tantos recursos como o vice-presidente consegue se livrar da doença, que dizer dos outros milhares de pacientes? As histórias de sofrimento despertam um sentimento de insatisfação. Embora a ciência do câncer tenha avançado muito nas últimas quatro décadas, o conhecimento não tem levado ao surgimento de tratamentos eficazes na velocidade que a sociedade espera e necessita. Nos Estados Unidos, essa sensação desencadeou a criação de um movimento que pretende repensar o combate à doença. Desde que o presidente americano Richard Nixon declarou guerra ao câncer, em 1971, o governo dos Estados Unidos, fundações privadas e empresas gastaram cerca de US$ 200 bilhões em busca de curas. O dinheiro produziu cerca de 1,5 milhão de artigos científicos e permitiu o surgimento de tratamentos mais poderosos e ao mesmo tempo mais toleráveis em termos de reações adversas. Os pacientes vivem mais e com maior qualidade de vida. Em inúmeros casos, porém, nem os recursos mais avançados impedem que eles morram de câncer pouco tempo depois. Em algumas formas da doença, os índices de cura continuam muito baixos. O câncer de pulmão, provocado pelo cigarro em nove de cada dez casos, é o mais comum no mundo e um dos mais letais. Cerca de 10% dos pacientes estão vivos cinco anos depois do diagnóstico. No caso de tumores cerebrais, também há pouca coisa a oferecer. O tratamento-padrão é composto de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Como é difícil debelar o câncer com esses métodos, há várias alternativas em teste, como radiocirurgia, novas drogas e vacinas para estimular o sistema imune a lutar contra a doença. A maioria dos pacientes, no entanto, vive poucos meses depois do diagnóstico. O câncer de pâncreas é outro desafio. Não existe um exame específico para detecção precoce. Por isso, apenas 7% dos casos são descobertos no início. A quimioterapia e a radioterapia não costumam surtir o efeito desejado. Há pouco conhecimento sobre os mecanismos que levam a esse tipo de câncer. Por isso, até as drogas mais modernas têm se mostrado pouco eficazes. Embora seja encorajador contar histórias de sobreviventes do câncer - e dos progressos que tornaram isso possível -, não se deve perder de vista o outro lado dessa equação: muita gente ainda morre de câncer. CHANCES DE SOBREVIVER - A cada ano, ocorre uma morte a cada três novos casos de câncer no Brasil. Alguns tumores são mais agressivos e difíceis de tratar: Pulmão - 1 morte a cada 1,5 caso; Esôfago 1 morte a cada 1,5 caso; Estômago - 1 morte a cada 1,8 caso. Leucemia - 1 morte a cada 1,8 caso; Colorretal - 1 morte a cada 2,6 casos; Pele (do tipo melanoma) 1 morte; a cada 4,3 casos; Mama; 1 morte a cada 4,5 casos; Próstata - 1 morte à cada 4,6 casos; Pele (do tipo não-melanoma) - 1 morte a cada 77,8 casos. Nos Estados Unidos, o câncer firmou-se como a primeira causa de morte, ultrapassando as doenças cardiovasculares. Neste ano, 565 mil americanos deverão ser mortos pela doença. Os casos de câncer (mais comuns em idades avançadas) aumentam porque a população está tendo a chance de envelhecer, em vez de morrer precocemente de males do coração ou de doenças infecciosas. De certa forma, essa é uma boa notícia. Não é aceitável, porém, que a mortalidade continue tão elevada mesmo com tanto investimento em pesquisa, diagnóstico e tratamento. Em 1975, morriam de câncer 199 pessoas a cada 100 mil habitantes nos Estados Unidos. Em 2005, a taxa havia caído para 184 mortes por 100 mil. Quando analisamos especificamente alguns tipos de câncer, a situação piorou. A taxa de mortalidade por câncer de pulmão, por exemplo, subiu de 43 para 53 por 100 mil pessoas entre 1975 e 2005. No Brasil, o câncer é a segunda causa de morte (atrás das doenças cardiovasculares). Ao contrário do que aconteceu nos Estados Unidos, a média de mortalidade por câncer (considerando-se todos os tipos) cresceu no país. Em 1979, 86 homens a cada 100 mil morriam de câncer. Em 2005, houve 108 mortes a cada 100 mil pessoas do sexo masculino (26% a mais). Entre as mulheres, o índice era de 63 por 100 mil em 1979. Subiu para 76 em 2005 (20% a mais). O que explica os números brasileiros? A mortalidade por câncer aumenta porque há pouca atenção às medidas de prevenção, falta diagnóstico precoce e acesso a tratamentos adequados. "Há muitas falhas no sistema de saúde. Quando o cidadão não consegue fazer um exame simples na unidade mais básica, perde a chance de descobrir o câncer precocemente e se tratar", diz Luiz Antonio Santini, diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer. "Isso vai sair caro para o sistema e trazer um enorme prejuízo para a pessoa". Além de garantir o básico - diagnóstico e tratamento no caso de tumores contra os quais já existem recursos eficazes -, é possível fazer com que a ciência ande mais rápido e salve quem atualmente tem poucas esperanças? O que fazer para que o conhecimento adquirido na bancada dos laboratórios se transforme rapidamente em soluções aplicáveis à beira do leito? Para alguns críticos do funcionamento-padrão da maioria dos projetos, é preciso arriscar mais. As principais pesquisas sobre câncer são financiadas nos Estados Unidos pelo National Cancer Institute (NCI). O órgão é estruturado para agir com muita cautela. A verba da instituição para pesquisa ficou estacionada em US$ 4,8 bilhões nos últimos três anos. "Quando o dinheiro é escasso, tudo se torna mais conservador", afirma Curtis Harris, pesquisador do NCI. A colaboração entre os cientistas fica prejudicada porque os pesquisadores guardam seus trabalhos em segredo enquanto entram na longa fila do financiamento. Uma nova forma de fazer pesquisa está sendo proposta por grupos organizados de pacientes e empresários que apóiam a causa do câncer. Um deles é o movimento Stand Up to Cancer (SU2C). Em português, algo como Enfrente o Câncer. Trata-se de um grupo fundado por executivos de Hollywood e apoiado pelas principais empresas de mídia. No início de setembro, o grupo organizou um programa de TV para arrecadar dinheiro para pesquisa. Num único dia, chegou-se à soma de US$ 100 milhões. A idéia é financiar apenas projetos que poderão render tratamentos dentro de um período de tempo definido. Os projetos serão selecionados por um comitê dirigido pelo Nobel de Medicina Philip Sharp, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Cerca de 20% dos fundos irão para projetos muito inovadores e de alto risco. Um dos inspiradores da SU2C foi Judah Folkman, morto no início do ano. Folkman afirmava que a criação de novos vasos sanguíneos (angiogênese) ao redor do tumor era o que o alimentava e fazia crescer. Para matar o câncer seria necessário evitar a formação desses novos vasos. A teoria dele foi vista com descrédito durante décadas. Recentemente, a idéia foi reabilitada e tornou-se a base da droga Avastin, usada principalmente contra o câncer colorretal. O grupo quer evitar que outros Folkmans deixem de inovar por falta de dinheiro.

POR QUE A MORTALIDADE NÃO CAI NO BRASIL - O envelhecimento da população produz mais casos de câncer - Os brasileiros dão pouca atenção à prevenção. O cigarro provoca 30% das mortes. Alimentação saudável, atividade física e proteção solar reduzem o risco. ShutterStock - O diagnóstico precoce ocorre na minoria dos casos. A espera por uma mamografia no SUS pode levar meses. O acesso ao tratamento é desigual no país. Cerca de 90 mil pacientes não conseguirão fazer radioterapia em 2008. As drogas modernas raramente são oferecidas pelo SUS. O SU2C não é o único grupo independente que decidiu propor uma nova forma de fazer pesquisa. A Fundação para a Pesquisa do Mieloma Múltiplo financia trabalhos conduzidos cooperativamente por vários grupos. Em quatro anos, surgiram quatro novas drogas contra a doença, um câncer raro que afeta a medula. A instituição está desenvolvendo outras 30 drogas, metade delas já em fase de estudos clínicos. É compreensível que as pessoas - doentes ou parentes de doentes - tenham urgência de resultados, mas não é justo culpar a ciência pelo fato de ainda não ter surgido a cura do câncer. "Um tumor é mais inteligente que cem cientistas brilhantes", diz Otis Brawley, da American Cancer Society. A pesquisa precisa melhorar. Mas não significa que esteja no caminho errado. "Idéias absolutamente originais não aparecem com freqüência. A maioria dos projetos é baseada em dados preliminares. É assim que a ciência caminha", diz Luiz Fernando Lima Reis, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Vem ganhando força, por exemplo, uma hipótese antiga sobre o papel das células-tronco no desenvolvimento do câncer. Elas são responsáveis pela formação de todos os tecidos do organismo. Ao se dividir, cada célula-tronco dá origem a duas novas células. Uma é a do tecido necessário para determinado órgão. A segunda é uma nova célula-tronco. A malformação dessas células durante a divisão parece originar o câncer. Se a hipótese for confirmada, poderão surgir drogas capazes de matar a célula matriz e assim impedir a formação de descendentes malignas. Apesar da expectativa por mais recursos contra o câncer, é inegável que avanços importantes foram conquistados nas últimas décadas. Eles reduziram o sofrimento dos pacientes e salvaram muita gente. Devem ser lembrados e servir de inspiração para a melhoria das tantas carências que ainda temos. O combate à leucemia infantil e outros cânceres hematológicos avançou extraordinariamente. Nos anos 60, as crianças sobreviviam poucos meses. Hoje, mais de 70% dos casos são curáveis. Apenas 10% das crianças com tumores cerebrais sobreviviam na década de 70. Atualmente o índice é de 45%. O câncer de mama deixou de ser sinônimo de mutilação e morte. A maioria das pacientes pode ser salva quando o tumor é descoberto precocemente. O maior pesadelo masculino - o câncer de próstata - também pôde ser amenizado. Cirurgias modernas, tratamento com hormônios e métodos como a braquiterapia (implante de sementes radioativas que destroem as células malignas) elevaram as chances de cura e reduziram o risco de efeitos colaterais devastadores como impotência e incontinência urinária. A quimioterapia complementar, depois da cirurgia, permitiu ampliar as chances de cura do câncer de pulmão, embora ele continue sendo um dos maiores desafios dos oncologistas. Histórias de sucesso começam a se tornar menos raras. É o caso do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Dias atrás um empresário foi ao escritório dele e estranhou a presença de pedreiros reformando o imóvel novo. Não era uma reforma, era uma ampliação. Thomaz Bastos comprara o escritório vizinho, para dobrar o tamanho do seu. "Dobrar o escritório aos 73 anos?", perguntou o cliente. Resposta de Thomaz Bastos: "Nasci de novo. Para mim, a vida começou depois dos 70". A notícia do câncer no pulmão surpreendeu Thomaz Bastos em maio do ano passado, 40 dias depois de sua saída do governo Lula, e acabou com o sonho de uma vida preguiçosa que pretendia levar. "Meu plano era vadiar: ficar mais tempo na praia, trabalhar pouco". Quando recebeu o diagnóstico, a primeira reação foi de raiva. Segundo Drauzio Varella, seu médico, a culpa foi dos mais de 20 anos de cigarro. Uma cirurgia extirpou-lhe a metade superior do pulmão esquerdo. Ele enfrentou 16 sessões de quimioterapia. "Tomava aquele veneno uma semana sim, duas não". Recebeu alta no fim do ano passado. Emagreceu 6 quilos, usa carro o mínimo possível e fez cirurgia para corrigir o astigmatismo que o acompanhava desde os 15 anos de idade - hoje precisa de óculos só para ler. Abandonou a idéia de pendurar a toga. "Agora eu quero trabalhar muito, ganhar dinheiro, pegar grandes causas", diz. "É por isso que estou dobrando o escritório e comprei uma cobertura de 700 metros quadrados que só ficará pronta daqui a quatro anos. Meus planos são todos de longo prazo". Thomaz Bastos tornou-se um antitabagista ferrenho. O comportamento individual tem uma enorme importância na luta global contra o câncer. Não adianta esperar milagres da ciência se cada cidadão não fizer o que está a seu alcance para prevenir a doença. A maior parte dos casos é evitável. Não fumar e evitar o fumo passivo é a melhor medida para reduzir o risco de câncer (confira o que você pode fazer para prevenir a doença na página seguinte). Quando viaja pelo Brasil, freqüentemente o vice-presidente, José Alencar, é abordado por cidadãos que cobram melhorias no atendimento ao câncer. Alencar conhece os problemas, mas não tem soluções prontas. Pediu ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que estudasse a possibilidade de oferecer em cada capital um equipamento PET, aquele que faz um escaneamento completo do corpo e detecta alterações metabólicas que podem ser indícios de câncer. Embora seja sofisticado, o equipamento falha em 30% dos casos. Não parece ser a solução para um país cheio de carências básicas no atendimento ao câncer. Converse com qualquer médico e ele vai contar histórias de quem esperou meses por uma endoscopia e, quando conseguiu realizar o exame, tinha um câncer avançado no estômago. Ou de mulheres que só conseguiram fazer uma mamografia depois que o tumor já era grande o suficiente para ser notado até mesmo sem o exame. A classe média, atendida por planos de saúde menos abrangentes que o do vice-presidente, até consegue realizar os exames num prazo adequado. Quando precisa de tratamento, porém, a situação se complica. A maioria dos planos de saúde não paga as formas mais modernas de radioterapia nem quimioterapia oral. Muitas das drogas mais novas, no entanto, são em forma de comprimido. O custo do tratamento pode chegar a R$ 50 mil por mês e elas não são oferecidas pelo SUS. As economias de uma vida inteira, os imóveis que seriam herdados pelos filhos desaparecem em poucos meses. É por isso que cada vez mais doentes exigem na Justiça que o Estado arque com o tratamento. Mesmo quando não há nenhuma indicação de que o remédio solicitado fará efeito naquele paciente. Às vezes, o doente morre alguns dias depois de o Estado ter arcado com gastos enormes e a Secretaria de Saúde deixa de usar o dinheiro de uma forma mais inteligente. "Está muito difícil praticar oncologia no Brasil", diz André Murad, professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Ele diz entender que o SUS não possa pagar tratamentos experimentais ou drogas caríssimas que prolongam a vida por poucas semanas. "Mas o SUS não está oferecendo nem mesmo remédios que comprovadamente aumentam a sobrevida dos pacientes". Não há comprovação de que a droga oral que o vice-presidente José Alencar vai começar a tomar funcione em casos como o dele. O remédio foi desenvolvido para bloquear a formação de vasos sanguíneos que alimentam os tumores (a idéia essencial de Folkman). Diante da falta de opções, Alencar está disposto a correr o risco. Diz não ter medo da morte. "Ninguém sabe o que é a morte. E se for uma coisa boa? E se eu puder encontrar meus pais?" Alencar é uma pessoa notável. Como tantos brasileiros, torço por ele.
Fonte: ÉPOCA

Criado o exame de sangue que detecta Síndrome de Down (Pré-natal)

Cientistas criam teste de sangue que detecta Síndrome de Down
Exame identifica presença de cópias de cromossomos 21 no sangue da mãe.

Cientistas afirmam ter desenvolvido um exame pré-natal que detecta a Síndrome de Down bem mais seguro e menos invasivo do que os testes habituais.

O teste mais convencional em uso, o da amniocentese, que consiste no uso de uma agulha para retirar líquido do útero, pode causar abortos e danos ao feto.

Com o novo teste, cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos,conseguiram identificar, com sucesso, vários casos de síndrome de Down, segundo um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

O teste consiste em uma análise genética de uma amostra do sangue da mãe. Ele pode detectar a presença de cópias extras do cromossomo 21.

A Síndrome de Down é causada quando a pessoa possui uma cópia extra do cromossomo - condição genética conhecida como trissomia do 21.

De acordo com os cientistas, se um feto possui três cópias do cromossomo, ao invés de apenas as duas normais, haverá também um aumento na quantidade de cromossomos 21 no sangue da mãe, já que o DNA consegue atravessar a placenta do bebê para o corpo da mãe.

Segundo a pesquisa, o exame de sangue desenvolvido em Stanford é capaz de identificar e contar os fragmentos de DNA e é sensível o bastante para detectar até um pequeno aumento no número de cromossomos 21.

Para realizar o estudo, os cientistas testaram o exame em 18 mulheres grávidas e identificaram com sucesso nove casos de Síndrome de Down entre as participantes e dois casos de outras anomalias genéticas conhecidas como aneuploidias, definidas por uma perda ou ganho de material genético.

Stephen Quake, que coordenou o estudo, afirma que será necessário repetir os exames em um número maior de mulheres.

Ele explica que está confiante de que o novo exame de sangue poderá ser usado de forma rotineira em hospitais dentro de alguns anos.

Um dos modos mais comuns para diagnosticar se um bebê possui ou não a Síndrome de Down é a amniocentese, um método invasivo que consiste em introduzir uma agulha no útero para retirada de um líquido para análise genética.

Segundo informações do Royal College de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha, cerca de uma em cada 100 mulheres que realiza o teste acaba perdendo o bebê como resultado da prática invasiva.

Quake esclarece que "o exame não-invasivo será muito mais seguro que as práticas atuais".

Para Lyn Chitty, especialista em genética e medicina fetal da University College, em Londres, o exame é um "desenvolvimento interessante para a prática de métodos menos invasivos e mais seguros para detectar a Síndrome de Down".

Segundo ela, outros cientistas estão estudando marcas genéticas diferentes no sangue para detectar a Síndrome. No entanto, Chitty esclarece que esses testes, ao contrário do teste de DNA, não funcionam em todas as mulheres.

Carol Boys, diretora da Associação da Síndrome de Down, disse que não há dúvidas que métodos não-invasivos serão introduzidos nos próximos anos.

"É muito importante que os pais tenham informações precisas sobre a Síndrome antes que tomem a decisão de interromper ou não a gravidez", disse.

"Não consideramos a Síndrome de Down como uma razão para se terminar a gravidez, mas reconhecemos que criar uma criança com a Síndrome não é certo para todas as pessoas", afirmou.

"Quanto mais informados os pais estão, melhor posicionados eles estarão para tomar a decisão correta para sua família"

Fonte: Globo.com

Há cérebros que não percebem quando é preciso parar de comer

As pessoas com excesso de peso podem não saber quando e quanto é suficiente nos seus estômagos. Uma investigação que recorreu a imagens do cérebro revela como as “mensagens” de saciedade podem ser entregues ao organismo com diferentes tempos de intervalo o que levará a que algumas pessoas continuem a comer mesmo depois de “cheias”.

A investigação foi desenvolvida no Department of Energy’s Brookhaven National Laboratory, nos EUA, e envolveu cerca de duas dezenas de pessoas com diferentes índices de massa corporal (IMC). Os resultados, divulgados esta semana, podem explicar porque é que algumas pessoas comem de mais e consequentemente ganham peso. Ao que tudo indica, a resposta estará em determinados circuitos no cérebro que motivam o desejo de comer. Uma preciosa dica para futuros tratamentos no complexo mundo da obesidade.

“Estimulando a sensação do estômago cheio recorrendo a um balão expansível verificamos que diferentes zonas do cérebro foram activadas no cérebro de pessoas com peso normal e com excesso de peso”, refere Gene-Jack Wang, o autor principal do estudo num comunicado. O documento nota que os indivíduos com excesso de peso mostravam “menos actividade” nas zonas do cérebro que marcam a saciedade e que acusavam menos esta sensação do que as pessoas com peso considerado normal.

Cada participante engoliu um balão que, posteriormente, ficou cheio com água, foi esvaziado e, de novo, reabastecido com água em volumes que variaram entre os 50 e 70 por cento. Um processo que foi cuidadosamente monitorizado com equipamento que ia captando as imagens no cérebro e acompanhado com a colocação de questões aos participantes sobre as sensações que experimentavam nos diferentes cenários. Quanto mais alto o IMC mais reduzida era a possibilidade de ouvir o sujeito acusar a sensação de empanturrado com um balão cheio a 70 por cento.

Uma região específica do cérebro, a amígdala posterior esquerda, foi menos activada nas pessoas com elevado IMC e mais nos participantes magros. Uma zona que aparecia estimulada nas imagens precisamente quando as pessoas envolvidas no estudo acusavam a sensação de estômago cheio. “Este estudo mostra a primeira prova de uma ligação entre a amígdala esquerda e os sentimentos de fome quando o estômago está cheio, demonstrando que a activação desta região cerebral anula a vontade de comer”, assinala Gene-Jack Wang adiantando que esta conclusão pode significar um caminho para novas estratégias de tratamento – quer seja, ao nível do comportamento, médicas ou cirúrgicas – que tenham esta região cerebral como alvo.

Fonte: Público (Portugal)

Como cuidar do bebê nos primeiros dias, A amamentação uma experiência única.

Como cuidar do bebê nos primeiros dias

Dicas para as futuras mamães

Amamentar sem pressa
Não amamentar a criança deitada, para que ela não se engasgue. Quando o peito estiver muito cheio, esvaziar um pouco
Sempre depois das mamadas, colocar para arrotar. É importante lembrar que a criança que mama pode não arrotar com freqüência
Ficar atento ao ganho de peso do bebê, principalmente no primeiro trimestre
Estar atenta à temperatura da água. A água quente pode queimar a pele do bebê. Verificar a temperatura, que deve ser morna, com a área interna do braço. Lavar sempre o bebê de costas, deixando a cabeça para lavar por último. Ter cuidado para não cair água no ouvido
Utilizar roupinhas de tecido ou algodão. Manter as mãos e os pés sempre aquecidos
Banho de sol em torno de dez minutos, antes das 7h30. Não é necessário expor o bebê. Lembrar que é um passeio
Deve-se evitar a utilização de lenços umedecidos porque têm sabão e álcool em sua composição. A higiene dever ser feita com água e sabão
Limpar o umbigo a cada troca de fralda com álcool absoluto
Não deixar no berço fraldas ou paninhos de chupeta. O recém-nascido ainda não tem reflexo suficiente para tirar o pano do rosto e pode se sufocar
Cuidar do bebê (trocar fralda, dar banho...) é uma responsabilidade dos pais. O apoio de enfermeiras e babás especializadas é importante, mas a mãe não pode deixar de lado a relação de maternagem com filho
A quantidade de fralda molhada e a cor das fezes também são indicativos da boa saúde do bebê. O normal é fazer xixi, no mínimo, quatro vezes ao dia. As fezes dos lactentes são pastosas e de cor amarela. Eles podem fazer cocô até dez vezes por dia ou até passar oito dias sem defecar
O sinal mais precoce de icterícia (doença causada pelo excesso de bilirrubina no sangue) é amarelidão da pele e do olho. Mais de 50% dos recém-nascidos apresentam icterícia neonatal, considerada normal pelos pediatras (eles chamam de icterícia fisiológica). Quando se preocupar? Quando o amarelo for muito intenso, do peito pra baixo
O ideal é que o teste do pezinho seja feito nos primeiros dias, para diagnosticar mais rapidamente algumas doenças, mas pode ser feito até o 2º mês
Mãe de primeira viagem liga para o pediatra a cada espirro do bebê (que, aliás, é super normal), mas existem sinais que não podem ser deixados de lado. "Recém-nascido com febre ou que não está mamando bem, por exemplo, ou aquele que está tossindo muito. Também é hora de ligar para o doutor quando o bebê dorme o dia inteiro e não acorda para mamar. Se o recém-nascido dorme seis horas direto, mas, quando acorda, mama bem, chora forte, não é preciso se preocupar".

Fonte: Pediatras Fernando Azevedo e Rita Moraes de Brito

Amamentar deve ser um prazer para mãe e filho


A amamentação é definitivamente uma experiência única. Não tem nada melhor que alimentar o próprio rebento. Passar horas olhando para aquele ser pequenininho que depende de você para tudo. Quando eles riem, mesmo que seja apenas um espasmo e não o que os pediatras chamam de "sorriso social", é o "obrigado (a) mamãe" que esperamos ouvir. Sem falar que as vantagens para mãe e filho não têm preço - literalmente. O bebê que mama está menos exposto a infecções e, a mãe, tem menos risco de ter câncer de mama e de ovário, além de perder peso mais rápido.

O processo, no entanto, nem sempre é fácil. Muitas mulheres apresentam fissuras ou ingurgitamento (inchaço) nas mamas nas duas primeiras semanas após o nascimento do bebê. "Nós ouvimos muito afirmações do tipo 'amamentação dói, mas tem que agüentar, é assim mesmo'. Essas frases nunca deveriam ser ditas, porque amamentar não é para doer. Amamentar deve ser um prazer. Se dói, é porque a pega no peito ou a posição do bebê estão incorretas".

De acordo com o Ministério da Saúde, o ideal é que a mãe ofereça leite materno exclusivo nos seis primeiros meses do bebê, sem água, chás ou qualquer outro líquido. A partir do 6º mês, as mães são orientadas a introduzir alimentos da dieta da família, aos poucos. Mas o leite materno poderá ser oferecido até os dois anos de idade ou mais. "O bebê bem amamentado, provavelmente será um bebê saudável. Essa amamentação deve persistir enquanto for prazerosa para os dois", ressalta a pediatra Rita Moraes.


Desfazendo mitos...

» Não existe leite fraco. O leite no começo da mamada, em todas as mulheres, é mais ralo, algo transparente e muitas vezes parece uma mistura de água e leite. Por esta razão, muitas mulheres costumam achar que o seu leite é "fraco". Entretanto, este leite anterior (leite do começo da mamada), apresenta um elevado valor nutritivo, sendo mais rico em sais minerais e vitaminas, além de conter 80% dos fatores de proteção contra doenças. Atualmente, separa-se o leite anterior para uso em recém-nascidos, prematuros e doentes, para defendê-los contra infecções.

» A amamentação não deve doer. Se doer, a pega no peito e/ou a posição do bebê estão incorretas. O bebê provavelmente está pegando só o mamilo (bico do peito). Para evitar dor e/ou fissuras algumas dicas devem ser seguidas em relação à pega e a posição.

Pega

Boca bem aberta
Lábios virados para fora. Fica parecendo uma boca de "peixe" , principalmente o lábio inferior
Bochechas redondas
Língua acoplado em torno do peito (pode-se ver a língua, afastando-se o peito rapidamente com o dedo)
Mais aréola sendo vista acima da boca do bebê (toda ou quase toda a aréola deve estar na boca do bebê)
Posição

Mãe relaxada e confortável
Corpo do bebê virado para o da mãe, barriga com barriga, bem próximo e de frente para o peito
Cabeça, pescoço e corpo do bebê em linha reta
Queixo do bebê tocando o seio
Nariz do bebê tocando ou próximo ao seio
Nádegas apoiadas
Oferecer toda a aréola e não apenas o bico do peito
» Não é preciso comer doce para estimular a produção de leite. Para ter leite é preciso estimular a aréola vária vezes ao dia. Não há comprovação científica que alimentos e líquidos como doces, comidas de milho e cerveja preta, por exemplo, aumentem o volume de leite

» Para ter muito leite basta amamentar toda vez que o bebê desejar, o tempo que ele desejar. Quanto mais o bebê mama, desde que com uma pega correta, mais leite é produzido. Na aréola, existem terminações nervosas que levam a liberação das substâncias responsáveis pela produção e saída do leite. Quanto mais se estimula a aréola , mais leite é produzido



Fonte: Vilneide Braga Serva, do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip-PE)

10.05.2008

MEDICAMENTOS: Classificação; efeitos; forma farmaceutica; administração; parâmetros farmacológicos, farmacocinéticos e intererações medicamentosas

 Medicamentos chegam às farmácias 12% mais baratos
Classificação medicamentos

Quanto à origem:
-Natural
-Mineral
-Animal
-Vegetal
-Síntese
Semi-síntese – medicamentos origem natural aos quais se retiram, acrescentam ou substituem determinados grupos químicos.

Classificação Medicamentos:
Organotrópicos – condicionam alteração de um parâmetro biológico (EX.:anti-hipertensores)
Etiotrópicos – não influenciam qualquer actividade biológica. Finalidade é matar ou impedir multiplicação de microrganismos patogénicos.
Medicamentos podem ser agrupados
Utilizados a título preventivo:
–Prevenção – vacinas
–Modificar processo biológico – anticoncepcionais
Tratamento substitutivo – compensar carência do organismo:
–Exógena – vitaminas
–Endógena:
Definitiva – insulina
Provisória – hemorragia, diarreia
Suprimem a causa da doença:
–Bactericidas – morte do agente causal
–Bacteriostáticos – dificultam o crescimento e multiplicação
Sintomáticos – corrigem os sintomas, sem eliminar a causa (analgésicos, anti-inflamatórios)

Efeitos que resultam da ação farmacológica dos medicamentos:
-Efeito Terapêutico – acção terapêutica (uma ou mais)
-Efeitos secundários – doses usuais e são previsíveis. Não ocorrem para melhoria da situação patológica
-Reacções adversas – ocasionam sintomas indesejáveis (ou mesmo toxicidade) ou dão lugar a interacções prejudiciais com outros medicamentos usados concomitantemente.
-Efeitos Tóxicos – reacções provocadas por uma dose excessiva ou por acumulação anormal do fármaco no organismo.
-Efeitos locais – reacções que só ocorrem no local de administração do medicamento;
-Efeitos sistémicos – efeitos ocorrem num órgão ou sistema distante do local de administração;
-Efeitos sinérgicos – combinação dos efeitos de dois ou mais fármacos, administrados simultaneamente – efeito final é superior à soma dos efeitos de cada um deles isoladamente. EX.: relaxante muscular+analgésico
-Efeitos antagónicos – efeito oposto entre dois fármacos. Ex.: potássio ( frequência cardíaca) / digitálicos( frequência cardíaca). Potássio antagonisa a potência do digitálico.
Nomenclatura do Medicamento
Químico
Genérico = D.C.I O.M.S. Comercial

“Não confundir nome genérico com medicamento genérico”
Medicamento genérico – similares (com a mesma composição qualitativa e quantitativa em princípios activos, sob a mesma forma terapêutica) de um medicamento já introduzido no mercado – prova de bioequivalência comparativa
Formas Farmacêuticas
Escolha da forma farmacêutica depende:
-Natureza físico-química do fármaco;
-Mecanismo de acção;
-Local de acção do medicamento.
-Dosagem – quantidade de fármaco na forma farmacêutica.
Medicamentos administrados pela via oral
Formas sólidas:
–Comprimidos
–Comprimidos acção prolongada
–Comprimidos com revestimento entérico
–Pastilhas
–Cápsulas
–Pós
Formas efervescentes
Formas líquidas:
–Xaropes
–Soluções
–Suspensões
–Emulsões
–Elixires
–Tinturas
Formas sólidas
Comprimidos
–Formas sólidas de um pó medicamentoso, preparado por compressão, adicionado ou não de substâncias aglutinantes. Comprimidos com ranhura – permitem uma divisão equilibrada da dose
Comprimido com revestimento entérico – resiste à dissolução no pH ácido do estômago, mas dissolve-se no pH alcalino do intestino. Utilizados par fármacos que são destruídos ou inactivados pelo pH ácido. Não devem mastigados ou triturados.
Comprimidos de acção prolongada (retard) ou de libertação controlada – Preparados para serem absorvidos de forma gradual
Cápsulas
–Preparados nos quais uma ou mais substâncias (líquido ou pó) são colocadas dentro de um invólucro gelatinoso, que se dissolve no tubo gastrointestinal e liberta o medicamento para ser absorvido. Forma adequada para administração de fármacos com sabor desagradável. Devem ser deglutidas inteiras.
Cápsulas de acção prolongada, retardada ou contínua (retard)
–Libertação contínua e gradual do fármaco devido aos diferentes níveis de dissolução dos grânulos contidos na cápsula.
–Reduz o número de doses a administrar por dia
–Não devem ser trituradas, nem mastigadas, nem o seu conteúdo esvaziado para misturar com alimentos ou líquidos – pode alterar a absorção.
Pastilhas
–Pequenos discos que contêm um fármaco numa base aromatizada. Devem ser completamente dissolvidos na boca, para que assim se liberte o fármaco. Normalmente exercem o seu efeito terapêutico na mucosa oral.
Pós
–Medicamentos sólidos que são misturados com líquidos (água ou sumos) antes da sua administração.
Formas efervescentes
–Alguns pós e comprimidos, são fornecidos em formas efervescentes, que são diluídos antes da administração. Objectivo é aumentar o efeito terapêutico ou melhorar o sabor
Formas líquidas
Xaropes
–Fármacos dissolvidos numa solução concentrada de açúcar (sacarose) ou muito aromatizada.
–Dissimular o sabor desagradável
–Especialmente para crianças – sabor mais agradável, mais fácil administração e mais fácil o ajuste da dose.
Soluções
–Misturas homogéneas de líquidos em sólidos.
–Habitualmente têm um sabor desagradável
Suspensões
–Misturas de partículas sólidas em meio líquido. As partículas precipitam quando a solução fica em repouso
–Agitar antes da administração – distribuição uniforme das partículas
Emulsões
–Feitas a partir de gorduras (óleos ou vaselina) dispersas em outro líquido.
–Disfarçar o mau sabor ou proporcionar uma melhor solubilidade do fármaco.
–Devem ser agitadas antes da administração
Elixires
–Preparações de fármaco num solvente alcoólico.
–Utilizados para fármacos não solúveis em água.
Alguns medicamentos não devem ser triturados, mastigados ou dissolvidos, pois podem alterar as suas propriedades terapêuticas:
–Comprimidos para serem dissolvidos na boca, para absorção através da mucosa oral (Nitroglicerina)
–Comprimidos revestidos e cápsulas
–Comprimidos e cápsulas de libertação controlada (retard)
–Medicamentos insolúveis quando misturados com outros líquidos
Medicamentos tópicos:
-Loções
-Cremes
-Pomadas
-Pós
-Geís
-Aerossois
-Pensos transdérmicos
Loções
–Suspensões de um pó insolúvel em água ou substâncias dissolvidas num líquido espesso
-Óxido de zinco
-Loção de calamina
–Calmantes, protecção da pele e aliviar o rubor e prurido
–Agitar antes de usar
Cremes
–Óleos emulsionados em 60 a 80% de água, de modo a formar um líquido espesso ou um sólido mole
-Cremes antifúngicos
Pomadas
–Preparações semi-sólidas numa base gorda como a lanolina ou a vaselina
–Completa ou moderadamente absorvidas pela pele
–Conservam a humidade pelo que aumentam a absorção do fármaco – são o veículo mais eficaz para a absorção de fármacos pela pele.
Pós
–Partículas sólidas finas de um fármaco que têm o talco como base –Normalmente são espalhadas na pele – secam a pele –Desaparecem facilmente – aplicação frequente
Géis
–Misturas semi-sólidas que se liquefazem quando aplicadas na pele, evaporam-se rapidamente, formando uma película permeável
–Alguns corticosteróides são fornecidos nesta forma, para evitar a absorção e os consequentes efeitos sistémicos
Aerossois
–Fármacos sólidos ou líquidos em suspensão pulverizada
-Aplicações transdérmicas
-Pensos adesivos impregnados com um fármaco, que é absorvido lentamente através da pele
-Nitroglicerina
-Fentanil
Medicamentos administrados por via parentérica
-Ampolas
-Frasco herméticos
-Frascos duplos
-Seringas pré-cheias
-Recipientes para soluções de grande volume
Ampolas
–Recipiente de vidro, com uma preparação medicamentosa para utilização numa só dosagem.
–Não guardar ampolas abertas
Frascos herméticos
–Recipientes de vidro com um medicamento para uma ou mais administrações.
–Fármaco em solução ou pó estéril que precisa ser reconstituído antes da administração
Frascos duplos
–Recipientes de vidro com dois compartimentos (um contém o soluto e outro o solvente)
–Entre os dois recipientes há uma borracha separadora
Seringas pré-cheias
–Medicamentos pré-preparados
-Seringas de insulina
-Heparina de baixo peso molecular
Recipientes para soluções de grande volume
–Soluções intravenosas estão disponíveis em recipientes de plástico ou de vidro, numa grande variedade de tipos, de concentrações e volumes.

Medicamentos administrados através das mucosas
Rectal
-Supositórios
–Formas sólidas, destinadas a ser introduzidas num orifício corporal (ânus). Temperatura do corpo, a substância dissolve-se e é absorvida pela mucosa
–Devem ser armazenados em local fresco
–Microclisteres
–Solução para enema de pequeno volume, previamente embalada.
Vaginal
–Óvulos e cremes vaginais - fornecidos com aplicador
–Irrigação vaginal
Nariz
–Gotas nasais
–Vaporizador nasal: pequenas gotas de solução contendo o fármaco são rapidamente absorvidas
Olhos
–Gotas oftálmicas: As soluções oftálmicas são estéreis, facilmente administráveis e habitualmente não interferem com a visão
–Pomadas oftálmicas – provocam alterações da acuidade visual. Têm maior duração de acção que as gotas
–Frascos ou bisnagas sempre individualizados
Ouvidos
-Gotas otológicas
Inalação
-Condução de medicamentos para os pulmões através das vias nasal ou oral
–Vaporização – medicamento é transportado através de um fluxo de vapor
–Atomização e nebulização – separação da solução em pequenas gotículas para ser inalada
Farmacocinética
Farmacocinética: estuda o ciclo geral dos medicamentos no organismo: –Absorção (A)
–Distribuição (D)
–Metabolização (M)
–Eliminação (E)
Avalia os efeitos farmacológicos e tóxicos dos medicamentos

Efeito terapêutico depende:
-Características da forma farmacêutica;
-Maior ou menor facilidade com que é libertado dessa forma farmacêutica e atinge o local de acção.

-Biodisponibilidade – É o grau e velocidade com que uma substância activa é absorvida a partir de uma forma farmacêutica e se torna disponível no local de acção. Relacionada com: absorção, características físico-químicas do medicamento e processo de fabrico

1.Fármaco liberta-se da forma farmacêutica, dispersando-se e dissolvendo-se nos fluidos do organismo

2.Absorção – Envolve a passagem das moleculas do farmaco atraves de barreira(s) existente(s) entre o local de administracao e o compartimento vascular, sendo que o compartimento vascular a ser considerado 'e o da circulacao local, como as veias mesentericas, para a absorcao intestinal.
Absorção (estômago/intestino) sistema Porta fígado

3.Distribuição - fluidos intersticiais, celulares e tecidos do organismo
Distribuição
No sangue o fármaco vai ser distribuído pelos diversos tecidos do organismo A distribuição pelos líquidos intra e extracelulares não é equitativa – maior ou menor afinidade para um local Depende das características físico-químicas do fármaco e da fisiologia do local (vascularização, tipo de tecidos, permeabilidade capilar…) Certos fármacos sofrem redistribuição – deixam de estar acumulados nuns tecidos para se acumularem noutros.
Biotransformação – conversão do fármaco através de sistemas enzimáticos ou processos metabólicos, noutras substâncias (metabolitos activos ou inactivos)
Processa-se essencialmente:
Tecidos hepáticos
Rim
Epitélio gastrointestinal
O figado é o principal orgão onde se processa a biotransformação
Eliminação – fármacos são eliminados do organismo, inalterados ou na forma de metabolitos.
Rim é o órgão mais importante
Outras vias:
–Pele
–Pulmões
–Leite materno
–fezes

Factores que condicionam a absorção, além das características físico-químicas do fármaco:
-Solubilidade
-Concentração
-Fluxo sanguíneo no local de absorção
-Superfície de absorção
-Via de administração
Vias de administração – condiciona a absorção, quanto à velocidade e quantidade de fármaco absorvido.

Parâmetros farmacocinéticos básicos

Volume de distribuição aparente (V)
–Relaciona a concentração de fármaco no organismo , com a concentração no sangue ou no plasma.
–Permite: estimativa da dose necessária para se obter uma determinada concentração, e, inversamente a concentração obtida a partir da administração de uma certa dose
Fracção livre – relaciona a concentração total medida com a concentração do fármaco livre (relacionada com os efeitos do fármaco)
Depuração (clearance /clairance) (CL) – velocidade com que um fármaco é eliminado do corpo.

Semi-vida (t1/2)
Tempo necessário para que a concentração plasmática do fármaco (quantidade de fármaco no organismo) se reduza a 50%
Varia com a depuração e com o volume de distribuição

Aumento do (V) – meia-vida do fármaco torna-se maior

meia-vida pode estar aumentada:
-Diminuição do fluxo plasmático renal;
-Adição de um segundo fármaco, desloque o primeiro da sua ligação à albumina – aumento do volume de distribuição do fármaco
-Diminuição da excreção
-Diminuição do metabolismo
Concentração eficaz mínima (CEM) – a mais baixa concentração capaz de produzir o efeito desejado
Concentração tóxica mínima (CTM) - , menor concentração que já origina efeitos tóxicos
Janela terapêutica – concentrações limitadas pela CEM e CTM, que corresponde às concentrações utilizáveis
Dosagem – quantidade de substância activa por unidade de administração de um medicamento
Dose –quantidade de medicamento a tomar ou a administrar numa só vez ou por unidade de tempo
Dose de impregnação – dose ou série de doses que são administradas no inicio do tratamento com o objectivo de atingir rapidamente a concentração desejada
Dose de manutenção – doses repetitivas ou sob a forma de infusão contínua – manter uma concentração em equilíbrio no plasma dentro de uma determinada amplitude terapêutica
Eficácia máxima (eficácia) – efeito máximo que pode ser produzido por um fármaco
Potência – corresponde à concentração plasmática de fármaco
Acumulação – fixação prolongada (meses ou anos) de certos fármacos em diferentes órgãos.
Vias de Administração
Vias entéricas
-Sublingual
- Oral
-Retal
Vias parentéricas
- Endovenosa
- Intramuscular
- Subcutânea
- Inalatória
- Dérmica (percutânea)
(Aplicação tópica ou local)

Outras vias administração:
Intratecal (intraraquidiana)
Intraperitoneal
Intra-óssea
Epidural
Intra-cardíaca
Endotraqueal
Farmacodinâmica
Estudo das interações bioquímicas e fisiológicas dos fármacos, isto é, examina as propriedades Fisico-Quimicas e as interacções farmacológicas com os receptores.
-Maioria dos fármacos exercem as suas acções porque interactuam com receptores celulares
-Alguns fármacos exercem as suas acções sem intervenção directa com receptores
Receptor – macromoléculas orgânicas, localizadas nas células e tecidos, onde se fixam os fármacos para produzir efeitos farmacológicos
Complexo – ligação do fármaco ao receptor (responsável pela resposta farmacológica)
Ligação fármaco-receptor processa-se através de vários tipos de ligações com base nas forças condicionantes:
-Forças iónicas
-Forças covalentes
-Força por pontes de hidrogénio
-Forças de Van der Waals

Interacção fármaco receptor

-Fármaco liga-se reversivelmente ao receptor – complexo fármaco-receptor resposta farmacológica (tanto mais intensa quanto maior o teor de fármaco ligado ao receptor)
-Fármaco agonista – afinidade e actividade intrínseca elevada
-Fármaco antagonista – possuem elevada afinidade, mas não apresentam actividade intrínseca
Antagonismo competitivo –combina-se reversivelmente com o mesmo receptor que o agonista. Maior dose de agonista para indução do efeito
Antagonismo não competitivo – inactiva o receptor e o agonista não se pode ligar, ou impede de outro modo que o agonista exerça os seus efeitos
Tolerância – redução da resposta a um medicamento, após administração repetida.
Taquifilaxia – tolerância que se desenvolve rapidamente a doses repetidas do mesmo fármaco Idiossincrasia – efeito incomum de um fármaco, independente da dosagem, que se manifesta por reacção semelhante à alergia.
Alergia – hipersensibilidade a substâncias estranhas ao organismo (alergéno) – substâncias inofensivas, poeiras, quer um produto medicamentoso ou bacteriano

Factores que afectam a actividade dos fármacos

Além da variabilidade interindividual, são factores determinantes:
-Idade e peso
-Gravidez
-Patologias
-Álcool
-Fumo
-Outros fármacos

Modificação das respostas aos fármacos

Farmacogenética – estudo das variações quantitativas e qualitativas das respostas a fármacos, condicionadas por factores genéticos, bem como eventuais modificações do material genético provocadas pelo contacto do organismo com fármacos.
-Alteração do código genético- origina modificações síntese de proteínas: formação deficitária de enzimas, síntese de enzimas anómalas ou até a sua inexistência
-Alterações do código genético surgem por mutações espontâneas aquando da replicação
Situações farmacogenéticas:
-Anemia hemolítica por deficiência de desidrogenase do fosfato de glicose – 6
-Hipertermia maligna
-Porfírias hepáticas
Interacções Medicamentosas
Interacção potencial de fármacos - possibilidade de um fármaco alterar a intensidade dos efeitos farmacológicos de outro administrado concomitantemente.

Interacções farmacocinéticas:
–Alteração na absorção intestinal
-Alteração do pH
-Formação de complexos
-Alteração da motilidade
–Alterações na distribuição
–Alterações no metabolismo
-Estimulação do metabolismo
-Inibição do metabolismo
–Alterações na excreção urinária

Interacções farmacodinâmicas
Nível dos receptores
Fármacos com acção no mesmo local ou no mesmo sistema fisiológico
Alteração no mecanismo de transporte intracelular
Fármacos com efeitos farmacológicos semelhantes

Administração conjunta de vários fármacos, podem surgir fenómenos de:
Sinergismo – acção do fármaco é aumentada, permite obter um efeito terapêutico com menor toxicidade
Antagonismo
Reacção idiossincrásica

Reacções adversas
Ampla variedade de reacções tóxicas aos fármacos, relacionadas ou não com a dose, que ocorrem em situações terapêuticas:
Leve
Moderada
Grave
Letal
Reacções previsíveis relacionadas com a dosagem:
Efeitos secundários – efeitos farmacológicos previsíveis que ocorrem dentro dos intervalos posológicos terapêuticos.
Toxicidade por superdosagem – efeito tóxico previsível quando administradas doses que excedem o intervalo terapêutico de um determinado utente.
Efeitos não previsíveis e não relacionados com a dose:
Alergia a fármacos
Idiossincrasia

Mutirão para combater a dengue

MUTIRÃO PARA COMBATER A DENGUE

Zeladoria das Cidades retirou ontem cerca de 30 caminhões de entulho da Vila Planalto. O aposentado Francisco Eugênio da Silva, 67 anos, e morador da Vila Planalto há 38, está atento ao combate do aedes aegypti, o mosquito da dengue. Paralelo ao mutirão de limpeza, que começou ontem e vai até sexta-feira, promovido pela Administração de Brasília, o aposentado se antecipou e tratou logo de virar de boca para baixo, as garrafas que possui no quintal, certificou que a caixa d'água estava totalmente tapada e completou com a colocação de areia em todos os vasos de planta de sua residência. Apenas ontem, a Zeladoria das Cidades retirou 27 caminhões de entulho daquela região. Ao todo, são mais de 100 pessoas que fazem o trabalho de limpeza e retirada de materiais que possam servir de criadouro para o mosquito da dengue. Na próxima semana, será a vez da Vila Telebrasília receber o mutirão. Na seqüência, Granja do Torto e as asas Sul e Norte. Se depender dos cuidados de Francisco Eugênio, sua família não entrará para as estatísticas de contaminados pela dengue. - Eu e minha esposa deixamos tudo sempre muito limpo. As garrafas sempre de boca para baixo, pneus, quando não vou usá-los mais, procuro sempre jogar fora. E, se Deus nos abençoar, vamos continuar sem ser contaminados - ressaltou. POPULAÇÃO ENGAJADA - Na casa do estudante Leonardo José da Silva Santos, 23 anos, segue-se o mesmo exemplo do aposentado Eugênio, os vasos de planta sempre com areia em volta para evitar o acúmulo de água. Segundo ele, na semana passada, os pneus que estavam ocupando espaço e que poderiam servir de criadouro, foram para o lixo. - Na minha casa também nunca houve caso de dengue e fazemos de tudo para que isso não aconteça. Além disso, é importante que todos recebam os agentes sanitários. A prevenção é o melhor remédio - destacou

FORÇA-TAREFA - Para o administrador de Brasília, em exercício, Marcelo Castro Carvalho, a força-tarefa que começou ontem na Vila Planalto se faz necessária em regiões que possuem residências, onde a visita acontece de casa em casa. - O trabalho de prevenção acontece o ano todo. Apenas, intensificamos nos períodos que antecedem as chuvas. A visita em domicílio é extraordinário em alguns lugares de Brasília. Em condomínios, por exemplo, fazemos um trabalho de conscientização mas não há necessidade de entrar em casa apartamento, a não ser em casos que há uma solicitação - explicou ele. Marcelo disse que a coleta de entulhos, nesses lugares, acontece com o intuito de evitar um possível criadouro no futuro. O administrador em exercício pediu o apoio da população na ação de combate à dengue. - Pedimos que as pessoas nos ajudem a combater o mosquito. Retirem os entulhos e fiquem atentos à dicas de prevenção, como, por exemplo, jogar fora os pneus velhos - reforçou. Além de Brasília, a cidade satélite de São Sebastião também passa por limpeza. De acordo com a subsecretária de Vigilância à Saúde, Disney Antezana, a cidade de São Sebastião figura entre as que mais possuem registros de infecções. - Estamos intensificando a ação nessa cidade pelo alto índice de casos registrados. As cidades de Sobradinho II, Planaltina, Estrutural e Taguatinga também passarão por uma limpeza geral - disse. DADOS DA DOENÇA NO DF - Os números do Informe Epidemiológico da Secretaria de Saúde mostram que, entre janeiro e setembro, até o dia 19, deste ano, a foram registrados 3.164 casos suspeitos de dengue, com 536 infecções confirmadas. No ano passado, o número de suspeitos, no mesmo período, foi menor - 1.896 e confirmados 643. Neste ano, até a presente data, foram registrados quatro casos de febre hemorrágica da dengue (FHD), sendo que dois evoluíram para óbito.

SAIBA MAIS - A dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus penetra no organismo, pela picada do aedes aegypti. Se o mosquito estiver infectado, o período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias. Os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça. Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos, sangramento, mais comum na gengiva. RISCO DE MORTE - Sobre o risco de morte, a dengue, mesmo na forma clássica, é uma doença séria. Caso a pessoa seja portadora de alguma doença crônica, como problemas cardíacos, devem ser tomados cuidados especiais. No entanto, ela é mais grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Nesse caso, quando tratada a tempo, a pessoa não corre risco de morte. São conhecidos 4 tipos da doença, 1, 2, 3 e 4, sendo que no Brasil não existe circulação do tipo 4.
Fonte: Jornal do Brasil

Infarto do miocárdio. Saiba reconhecer os sintomas para agilizar o atendimento médico e a recuperação do coração

Infarto do miocárdio. Saiba reconhecer os sintomas para agilizar o atendimento médico e a recuperação do coração


O que é infarto do miocárdio?

O infarto é definido como uma lesão isquêmica do músculo cardíaco - miocárdio, que deve-se à falta de oxigênio e nutrientes. Os vasos sangüíneos que irrigam o miocárdio (artérias coronárias) podem apresentar depósito de gordura e cálcio, levando a uma obstrução e comprometendo a irrigação do coração. As placas de gordura localizadas no interior das artérias podem sofrer uma fissura causada por motivos desconhecidos, formando um coágulo que obstrui a artéria e deixa parte do coração sem suprimento de sangue. É assim que ocorre o infarto do miocárdio. Esta situação vai levar à morte celular (necrose), a qual desencadeia uma reação inflamatória local.

O infarto também pode ocorrer em vasos coronarianos normais quando as artérias coronárias apresentam um espasmo, ou seja, uma forte contração que determina um déficit parcial ou total no suprimento de sangue ao músculo cardíaco irrigado por este vaso contraído.

Quais são os sintomas?

O sintoma clássico é uma dor em aperto no lado esquerdo ou no centro do peito podendo irradiar para o pescoço ou para o braço esquerdo, porém em cerca de 15% dos casos, o sintoma pode ser atípico com dor no lado direito do peito, suor, enjôo, vômitos, dor no estômago, falta de ar, tonteira ou palpitações.

Esta dor tem duração maior que 10 minutos, pode ter diferentes intensidades ou ainda sumir e voltar espontaneamente.

Infelizmente, nem todos os pacientes têm este sintoma. Os diabéticos, por exemplo, podem ter um infarto sem apresentar dor.

Quais são os fatores de risco associados ao infarto do miocárdio?

Colesterol alto

Sedentarismo

Cigarro

Hipertensão arterial

Menopausa

Estresse

Alterações hemodinâmicas: hipertensão arterial, hipotensão, choque, mal-estar, etc.

A prevenção é a melhor estratégia. Ela se baseia no controle desses fatores de risco, além de um exame médico periódico e a prática regular de atividades físicas como caminhadas, ciclismo, natação, etc.

O que fazer quando estou sentindo os sintomas que podem ser de um infarto do miocárdio?

Diante de uma dor suspeita, devemos nos dirigir o mais rápido possível a um pronto-atendimento - de preferência em um pronto-socorro equipado com uma unidade coronariana - para confirmar ou excluir o diagnóstico. Caso seja confirmado o infarto, quanto mais rápido o tratamento, melhor será a recuperação do seu coração.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado na tríade: quadro clínico, alterações no ECG (eletrocardiograma) e na dosagem de enzimas cardíacas que se alteram no infarto do miocárdio.

Escolha sempre um médico da sua confiança para tratar os seus sintomas e para lhe auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares.

Fonte: Equipe Médica Centraws

Dieta Mediterrânea reduz em 9% a mortalidade geral, 9% a mortalidade por doenças cardiovasculares, 6% a incidência de câncer e 13% a in

Maior adesão à Dieta Mediterrânea reduz em 9% a mortalidade geral, 9% a mortalidade por doenças cardiovasculares, 6% a incidência de câncer e 13% a incidência de Parkinson e Alzheimer
A+ A- Alterar tamanho da letra A Dieta Mediterrânea preconiza uma alimentação rica em carboidratos, fibras, elevado consumo de verduras, legumes e frutas (frescas e secas) e pobre em ácidos graxos saturados. É recomendada uma ingestão maior de gordura monoinsaturada em decorrência da grande utilização do azeite de oliva. Além de vinho.



Estudo publicado no British Medical Journal (BMJ) revela que a primeira meta-análise realizada com estudos prospectivos que analisaram a relação entre aderência à Dieta Mediterrânea, mortalidade e incidência de doenças crônicas mostrou que uma boa adesão à Dieta Mediterrânea reduz 9% da mortalidade geral, 9% da mortalidade por doenças cardiovasculares, 6% da incidência de câncer e 13% da incidência de Parkinson e Alzheimer.


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Florença, na Itália, fez uma revisão sistemática de doze estudos prospectivos de vários países que, juntos, reuniram um total de 1.574.299 indivíduos acompanhados por um período que variou de 3 a 18 anos.


A boa aderência à Dieta Mediterrânea mostrou uma melhora importante no estado de saúde, com redução significativa da mortalidade. Estes resultados são clinicamente relevantes para a saúde da população, principalmente por encorajar uma dieta saudável para prevenção primária de doenças crônicas e redução do risco de morte prematura.


Fonte: BMJ d

ERROS MÉDICOS:COMO EVITAR ( recomendações da Agência de Pesquisa e Qualidade em Serviços de Saúde Americana)

recomendações da Agência de Pesquisa e Qualidade em Serviços de Saúde americana para evitar erros médicos

Artigo recente do Instituto de Medicina estima que entre 44 mil a 98 mil pessoas morrem em hospitais dos Estados Unidos, por ano, em conseqüência de erros médicos. Isto significa que mais pessoas morrem em decorrência de erros médicos do que por acidentes de trânsito, câncer de mama ou AIDS. Saiba como você pode colaborar para evitá-los.

Segundo definição de Júlio Cezar Meirelles Gomes e Genival Veloso França, em sua obra “Erro Médico”, “Erro Médico é a conduta profissional inadequada que supõe uma inobservância técnica, capaz de produzir um dano à vida ou à saúde de outrem, caracterizada por imperícia, imprudência ou negligência”. Pode ocorrer em hospitais, clínicas, centros cirúrgicos, consultórios médicos, farmácias ou residências de pacientes e involvem medicamentos, cirurgias, diagnósticos, equipamentos ou exames laboratoriais. Muitos são resultado do complexo sistema de saúde atual, mas eles também acontecem quando há um problema de comunicação entre médicos e pacientes.

O governo americano, trabalhando em conjunto com provedores de cuidados em saúde, liberou uma publicação da Agência de Pesquisa e Qualidade em Serviços de Saúde (Agency for Healthcare Research and Quality - AHRQ) que fala como evitar os erros médicos.

O que pode ser feito? Envolva-se com a sua saúde.

1. O caminho mais importante para ajudar a prevenir erros médicos é ser um membro ativo da equipe que cuida da sua saúde. Pesquisas mostram que os pacientes mais envolvidos com os cuidados com a sua saúde são os que alcançam melhores resultados.

2. Tenha certeza de que seus médicos têm conhecimento de todos os medicamentos que você está usando, inclusive aqueles que não necessitam de prescrição médica para serem comprados, suplementos nutricionais e vitaminas. Pelo menos uma vez ao ano, leve todos esses medicamentos que você usa para o médico que acompanha a sua saúde.

3. Tenha certeza de que seu médico conhece todas as alergias ou reações adversas a medicamentos que você já apresentou. Isto evita que você use um medicamento que pode te causar mal.

4. Depois que o médico lhe entregar uma prescrição, procure lê-la para ter a certeza de que entendeu o nome do medicamento receitado. Quando você não consegue ler o nome do medicamento, é muito provável que o farmacêutico ou balconista da farmácia também não consiga. Peça ao médico para escrever novamente em letras legíveis.

5. Procure informações sobre os medicamentos de uma maneira que você possa compreender. Pergunte sobre:

Indicações da medicação;
Como você deve usá-la e por quanto tempo;
Quais são os efeitos colaterais que podem ser observados e o que fazer se algum deles ocorrer com você;
Quais alimentos você deve evitar ingerir ao usar esta medicação;
Pergunte se ela interfere em algum medicamento que você já faz uso.
6. Quando tiver na farmácia comprando o medicamento, pergunte:
Esta é a medicação que o meu médico prescreveu? Um estudo do Massachusetts College of Pharmacy and Allied Health Sciences relata que 88% dos erros com medicação envolvem aviamento errado da receita médica ou uso da dose errada.


7. Caso você tenha alguma dúvida após ler a bula do medicamento, pergunte. Por exemplo, pergunte se “quatro doses ao dia” significa “tomar a medicação de 6 em 6 horas” ou “ingerir a medicação quatro vezes durante o tempo em que você está acordado”.

8. Quando se tratar de um medicamento em forma líquida, use apenas o dispositivo que acompanha o frasco do medicamento para medir as doses. Não troque este dispositivo por talheres da sua casa ou por outras seringas. Pergunte como usar corretamente esta ferramenta, em caso de dúvidas.

9. Obtenha informações sobre os efeitos colaterais que este remédio pode causar. Sabendo o que pode acontecer, você estará mais preparado para obter ajuda caso eles aconteçam.

10. Quando precisar fazer uma cirurgia, se tiver a opção, escolha o hospital em que várias outras pessoas já tenham feito o mesmo procedimento.

11. Quando estiver em um hospital, não se envergonhe de perguntar aos profissionais que vão cuidar de você se eles lavaram as mãos. Lavar as mãos é muito importante para evitar a disseminação de infecções hospitalares. Infelizmente, este ato não é feito com a regularidade que deveria.

12. Quando receber alta hospitalar, procure entender a explicação sobre o tratamento que deve receber e todos os cuidados com alimentação, funções excretoras (urina e fezes), retorno às suas atividades rotineiras, incluindo atividades físicas.

13. É raro que a equipe cirúrgica se engane quanto ao local em que será realizada uma cirurgia, mas isso pode acontecer. Procure confirmar com a equipe cirúrgica o local do seu corpo em que será realizado o ato cirúrgico.

14. Saiba que você tem o direito de ter suas dúvidas esclarecidas pelos profissionais de saúde. Converse com o seu médico.

15. Caso você tenha mais de um problema de saúde, certifique-se de que o médico que o acompanha informou a toda a equipe sobre esses problemas. Isto é particularmente importante quando você está em um hospital.

16. Peça a um membro de sua família ou a um amigo para acompanhá-lo quando for a um hospital. Mesmo se você achar que não precisa no momento, você pode precisar dessa ajuda mais tarde.

17. Nem sempre mais é o melhor. É uma boa idéia perguntar em que um procedimento ou tratamento vai auxiliá-lo.

18. Quando fizer um exame, pergunte sobre os resultados.

19. Aprenda sobre sua condição de saúde perguntando a médicos e enfermeiros. Procure também outras fontes confiáveis de informação.

20. Pergunte a seu médico se o tratamento que você está recebendo está baseado nas últimas evidências científicas.


Fontes: AHRQ

MEDICAMENTOS NÃO DEVEM SER TOMADOS SIMULTANEAMENTE COM SUCO DE FRUTAS: RISCO DE REDUÇÃO DA ABSORÇÃO

Sucos de frutas podem reduzir a absorção de medicamentos e não devem ser ingeridos simultaneamente
Sabe-se que o suco de laranja pode aumentar a absorção de alguns medicamentos, causando efeitos tóxicos ao organismo. Agora, cientistas da University of Western Ontario, apresentaram, no encontro nacional da American Chemical Society, novas evidências que mostram que ingerir suco de toranja, maçã ou laranja junto com medicamentos pode reduzir a absorção de certas drogas, prejudicando seus efeitos benéficos potenciais.

Segundo o coordenador da pesquisa, professor de farmacologia David Bailey, da Universidade de Western Ontario, o efeito dos sucos de frutas pode, inclusive, anular totalmente o efeito dos remédios. Entre as medicações, estão algumas usadas para tratar doenças cardíacas, câncer, rejeição a órgãos transplantados, remédios para alergia e infecção.

Vinte anos atrás Bailey descobriu que o suco de toranja aumentava a absorção do medicamento felodipina, usado para tratar hipertensão arterial, provocando overdoses perigosas. Depois disso, outros pesquisadores concluíram que o suco da fruta tinha o mesmo efeito em quase 50 medicamentos.

No último estudo, a equipe de Bailey deu fexofenadina, um anti-histamínico, a voluntários saudáveis. Alguns voluntários tomaram o remédio acompanhado de um copo de suco de toranja, outros com água pura e um terceiro grupo com água acompanhada de naringenina, ingrediente ativo da toranja.

Entre o grupo que tomou o medicamento acompanhado do suco, apenas metade do remédio foi absorvido, em comparação com os voluntários que beberam água pura.

A naringenina, ingrediente ativo do suco de toranja, parece bloquear um "transportador" da droga, conhecido como OATP1A2, que tem o papel de levar o remédio do intestino para a corrente sanguínea. Este bloqueio diminuiria a absorção da droga e neutralizaria seus efeitos benéficos, afirma Bailey.

Segundo a pesquisa, os sucos de toranja, maçã e laranja diminuíram a absorção da etoposida, um agente usado nos tratamentos contra câncer; alguns beta-bloqueadores usados no tratamento de pressão alta e prevenção de ataques cardíacos (atenolol, celiprolol, talinolol); ciclosporina, usada para tratar a rejeição a orgãos transplantados e alguns antibióticos.

Fonte: 236th ACS National Meeting in Philadelphia

Lançamentos de medicamentos: Sedamed para dores de cabeça, Somavert para tratamento de pacientes com acromegalia e Aclasta para a osteoporose

Lançamentos de medicamentos: Sedamed para dores de cabeça, Somavert para tratamento de pacientes com acromegalia e Aclasta para a osteoporose


Publicado no Diário Oficial da União o registro do mais novo produto do Grupo Cimed, o Sedamed, composto de dipirona sódica, mucato de isometepteno e cafeína. O analgésico e antiespasmódico é indicado para o tratamento de diversos tipos de dores de cabeça e de cólicas.

O isometepteno possui ação analgésica que potencializa a ação da dipirona e é um vasoconstritor craniano efetivo no tratamento da enxaqueca. Tem também ação espasmolítica (relaxa a musculatura lisa), tratando cólicas menstruais, renais e intestinais.

A dipirona tem ação analgésica e antipirética. Não possui efeito sedativo.

A cafeína estimula o córtex cerebral, os centros medulares e outras partes do sistema nervoso central. Devido a sua ação vasoconstritora no sistema nervoso central e inibição dos efeitos das prostaglandinas, perifericamente está indicada para dores de cabeça e enxaquecas. A cafeína contrai os vasos cerebrais, diminuindo o fluxo sanguíneo e a tensão do oxigênio no cérebro. Estes efeitos diminuem a dor de cabeça.


Somavert da Pfizer: novo tratamento para pacientes com acromegalia

A Pfizer acaba de disponibilizar no mercado brasileiro o Somavert (pegvisomanto) para tratametno da acromegalia. O objetivo do tratamento é normalizar os níveis séricos do hormônio de crescimento (IGF-I) com o pegvisomanto.

Ele está indicado para o tratamento da acromegalia em pacientes que não tiveram boa resposta ao tratamento cirúrgico e/ou à radioterapia ou a outras terapias medicamentosas com bromoergocriptina ou octreotida. É um antagonista de receptor de GH (hormônio de crescimento).

O objetivo do tratamento é normalizar os níveis séricos do hormônio de crescimento (IGF-I) com o pegvisomanto.

O Somavert (pegvisomanto), aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser distribuído no Brasil, já é comercializado nos Estados Unidos, México, Argentina e em vários países da Europa e da Ásia.

Os efeitos colaterais mais comuns são dor, infecção, reações no local da aplicação do medicamento, sintomas de gripe, náusea e diarréia.

O medicamento pode influenciar as doses de insulina usadas por diabéticos e também de opióides.


Aclasta da Novartis: para o tratamento da osteoporose

Aclasta (ácido zoledrônico) é uma solução para infusão intravenosa indicada para o tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa para reduzir a incidência de fraturas de quadril, vertebrais e não-vertebrais e para aumentar a densidade mineral óssea. Está também indicado para o tratamento da doença de Paget do osso.

Está contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade ao ácido zoledrônico ou a qualquer excipiente e também a qualquer bisfosfonato, na hipocalcemia e durante a gravidez e lactação. Não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave ou em crianças e adolescentes.

Aclasta contém o mesmo princípio ativo do Zometa (ácido zoledrônico), usado para indicações oncológicas. Um paciente que está sendo tratado com Zometa não deve ser tratado com Aclasta.

Recomenda-se cautela quando administrado juntamente com fármacos que podem impactar significantemente a função renal, como os aminoglicosídeos ou diuréticos que podem ocasionar desidratação.

FarNews

MARAVILHAS DA PLANTA " ALOE VERA OU BABOSA"

A conhecida Aloe Vera ou Babosa é uma planta da família das Liliáceas que possuí inúmeras propriedades regeneradoras, curativas, umectantes, lubrificantes e nutritivas. Chamada de "a planta da saúde e beleza", tem seu uso documentado desde a época do antigo Egito, com passagens na Bíblia e antigos documentos fenícios. Também há relatos que Alexandre Magno usava Aloe Vera como único paliativo para os ferimentos de guerra. Inúmeras e renomadas instituições científicas e docentes, como o Instítuto de Ciências e Medicina Linus Pauling, de Palo Alto, Califórnia; Instituto Weisman de Israel, Universidade de Oklahoma e outros, têm efetuado estudos formais sobre a Aloe Vera.

Depoimento de Mahatmãn Ghandi

"Vocês me perguntam quais eram as forças secretas que me sustentavam durante minhas longas jornadas. Bem, foi a minha inabalável fé em Deus, meu simples e moderado estilo de vida, e a Aloe, cujos benefícios eu descobri quando cheguei na África no final do século XIX."

Propriedades
Apoiada por provas de laboratório como o Instituto de Ciências Médicas Linus Pauling, de Palo Alto, Califórnia, o Conselho Internacional de Ciência do Aloe (IASC) e a Universidade de Oklahoma trabalham em estudos oficiais sobre a Babosa.


Muito bem, e quais são essas propriedades que fazem desta planta uma "Imperatriz"?

O Dr. Greg Henderson, diretor de uma clínica naturalista, no estado da Califórnia, apoiado em provas de laboratório, menciona as seguintes propriedades da babosa:

1) Ação Anestésica: A Aloe Vera reduz a dor ao ser aplicada no lugar do ferimento devido a sua grande capacidade de penetração, ocasionada pela presença de LIGNINA, vantagem que não é encontrada na maioria dos outros produtos.

2) Ação Anti-inflamatória: A Aloe Vera tem uma ação similar à dos esteróides como a cortisona, porém sem os efeitos nocivos que esta provoca. Por esta razão, pode utilizar-se em todos os transtornos inflamatórios, como a bursite, artrite ou picadas de inseto.

3) Ação Coagulante: Como a Aloe Vera contém alto conteúdo de cálcio e potássio, ela provoca a formação de uma rede de fibras que retém os eritrócitos do sangue, ajudando assim a coagulação e a cicatrização necessária. O cálcio é um elemento muito importante para o bom funcionamento do sistema nervoso e para a ação muscular, sendo um grande catalisador em todo o processo de cicatrização.

4) Ação Queratolítica: Esta ação permite que a pele danificada ou ferida se desprenda, havendo uma renovação de tecidos com células novas. Permite que exista também um maior fluxo sanguíneo através de veias e artérias, livrando-as de pequenos coágulos.

5) Ação Antibiótica: Comprovou-se que a Aloe Vera inibe a ação destruidora de muitas bactérias, como a Salmonella e os Staphylococcus que produzem o pus, etc. É um produto excelente para a eliminação bacteriana, bem como para a sua prevenção.

6) Ação Desintoxicante: Desintoxicação = eliminação + regeneração + assimilação Devido ao potássio que a Aloe Vera contém, ela melhora e estimula o fígado e os rins, que são os principais órgãos de desintoxicação. A Aloe contém ácido urônico, o qual elimina as toxinas ao nível celular.

7) Ação Nutritiva: A Aloe Vera contém 18 dos 23 aminoácidos (componentes das proteínas) que o organismo necessita para formação de células e tecidos. Além disso, contém enzimas necessárias aos processamento dos carboidratos, das gorduras e das proteínas no estômago e no intestino.

8) Ação Digestiva: A Aloe Vera contém uma grande quantidade de enzimas. Algumas enzimas podem ser produzidas pelo organismo (ex.: pelo pâncreas), porém outras não o são, havendo portanto a necessidade de serem adquiridas externamente. Durante o processo digestivo, as enzimas transformam as proteínas, convertendo-as em aminoácidos; os carboidratos em açúcares (glicose) e as gorduras em ácidos graxos. E desta forma esses elementos transformados são absorvidos pelo intestino e levados à corrente circulatória.

9) Ação Energizante: A Aloe Vera ajuda no bom funcionamento do metabolismo celular, isto é, ajuda na produção da energia que o corpo necessita. Além disso, devido a seu conteúdo de vitamina C, ela produz uma ação que melhora e estimula a circulação e o bom funcionamento do aparelho cardiovascular. A vitamina C não é produzida pelo organismo, por isso temos de buscá-la externamente. Esta vitamina é muito importante para o fortalecimento do sistema imunológico, do aparelho circulatório, do aparelho digestivo, intervindo na prevenção da maioria das enfermidades.

10) Ação Reidratante da Pele: A Aloe Vera penetra profundamente na pele e restitui os líquidos perdidos, além de restaurar os tecidos danificados de dentro para fora, como acontece no caso das queimaduras, tanto as ocasionadas por fogo, por radiação ou pelo sol.

11) Ação Transportadora: A Aloe Vera é um veículo perfeito para transportar profundamente para dentro da pele outras substâncias ou elementos aos quais está combinada. Esta é a razão pela qual existem milhares de produtos cosméticos e medicinais misturados com Aloe.

12) Ação Regeneradora Celular: A Aloe Vera possui o hormônio que acelera o crescimento de novas células e além disso elimina as células velhas. Graças a presença de cálcio na Aloe Vera, as células podem manter seu equilíbrio interno e externo, proporcionando assim melhor saúde celular a todos os tecidos do corpo, porque o cálcio regula a passagem dos líquidos nestas células.

Esta planta milenar será a ferramenta mais importante contra o câncer no futuro, embora já está comprovado desde 1939 que Aloe Vera previni, combate e cura o câncer. O Dr. Faith Strickland, do Centro de Câncer Anderson, da Universidade do Texas, assegura que Aloe Vera evita que o sistema imunológico da pele se danifique. Uma característica importante é que a Aloe Vera contém 18 aminoácidos que o corpo humano necessita para a formação de proteínas.

As Propriedades e Atividades do Aloe Vera Gel Estabilizado

Foi observado e relatado como propriedades ou atividades do Aloe Vera quando utilizado internamente (como bebida) ou aplicado externamente sobre a pele ou cabelo:
1) É um limpador natural devido à presença de saponinas.
2) Penetra no tecido devido ao seu conteúdo de lignina.
3) Anestesia o tecido na área sobre a qual é aplicado, aliviando a dor profundamente abaixo da superfície, incluindo dores associadas a juntas e músculos inflamados.
4) É bactericida quando em alta concentração por várias horas em contato direto com a bactéria, enquanto os antibióticos matam bactérias quando altamente diluídos.
5) Pode reduzir sangramentos.
6) É viricida e fungicida quando em contato direto com uma alta concentração e por um Iongo período de tempo.
7) É anti-pirético - reduzindo o calor da febre causada por úlcera.
8) É anti-inflamatório. Atua como um esteróide mas sem efeitos colaterais.
9) Acaba com coceiras e ardência.
10) É umedecedor natural levando a umidade a todas as camadas da pele.
11) Estimula a divisão celular.
12) As enzimas proteolíticas quebram os tecidos mortos, limpando a ferida.
13) Ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo na pele através da dilatação dos capilares.
14) Proporciona saúde à pele e ao corpo, fornecendo uma ampla variedade de vitaminas, minerais, açúcares, enzimas e aminoácidos, essenciais e secundários.
15) Segurança - cada uma das propriedades acima pode ser alcançada com um ou mais tipos de droga. Normalmente elas são caras e têm inúmeros efeitos colaterais.
16) O Aloe Vera em alta concentração pode produzir esses efeitos, porém sem efeitos colaterais.

As VITAMINAS e seus campos de atuação mais importantes:
A (Beta Caroteno) Visão, pele, ossos e contra a anemia.
B1 (Tiamina) Crescimento dos tecidos e energia.
B2 (Riboflavina) Associada a vitamina B6 participa da produção das células sangüíneas.
B3 (Niacina) Participa da regulamentação do metabolismo.
B6 (Piridoxina) Associada a vitamina B12 participa da produção das células sangüíneas.
B12 (Cianocobalamina) Contra a anemia e problemas neuro-patológicos.
C (Ácido Ascórbico) Combate as infecções estimulando o sistema imunológico.
E (Tocoferol) Juntamente com a vitamina C combate infecções.
Ácido Fólico (do Complexo B) Auxilia a formação do sangue.
Os MINERAIS e seus campos de atuação mais importantes:

A Aloe Barbadensis contêm mais de 20 minerais essenciais à saúde.
Vamos identificar alguns:
Fosfato de Cálcio Crescimento dos dentes e dos ossos, alimento do sistema nervoso.
Potássio Regula os fluídos do sangue e dos músculos, dos batimentos cardíacos.
Ferro Absorve o oxigênio para dentro dos glóbulos sangüíneos e aumenta resistência às infecções.
Sódio Juntamente com o potássio regula os fluídos do corpo e transporta os aminoácidos e a glicose para dentro das células.
Colina Um dos compostos da lecitina, indispensáveis ao metabolismo.
Magnésio e Manganês: Preservam o sistema nervoso e os músculos.
Cobre Participa da formação do sangue.
Cromo Colabora no controle do nível de açúcar no sangue, do metabolismo, da glicose e da circulação.
Os MONO E POLI SACARÍDEOS e seus campos de atuação mais importantes:

Os polissacarídeos de cadeias longas parecem ser os verdadeiros responsáveis pelos efeitos milagrosos gerados pela utilização da Aloe Vera. Eles são diametralmente opostos aos monosacarídeos (açúcares simples) que não podem ser destruidos pela água. São eles:
Celulose
Glicose
Manose
Aldopentose
Ácido Urônico
Lipase
Alínase
L-raminose
Aceman recentemente descoberto e tendo se tornado o maior foco da maioria das pesquisas sobre Aloe Vera, vem sendo apontado como o maior responsável pela ação “milagrosa” da Aloe como agente contra doenças auto-imunes do tipo câncer, AIDS, reumatismo, artrite, alergias.
Os AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS e seus campos de atuação mais importantes:

Os aminoácidos são os elementos que compõem as proteinas.

AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS:

São aqueles que o organismo não consegue produzir.
Fundamentais às funções cerebrais, eles também exercem uma ação direta sobre as reações emocionais.
Dentre os oito aminoácidos classificados como essenciais, sete estão presentes na Aloe Vera Barbadensis Miller.

AMINOÁCIDOS SECUNDÁRIOS:

Dentre os 14 secundários, isto é, que o organismo pode produzir a partir dos 8 essenciais, 11 estão presentes na Barbadensis Miller:
Àcido Aspártico e Glutâmico;
Alanina e Arginina;
Cistina e Glicina;
Histidina e Hidroxiprolina;
Prolina e Serina;
Tirosina.
As ENZIMAS e seus campos de atuação mais importantes:

Brandiquinase Analgésico, anti-inflamatório e estimulante do sistema imunológico.
Catalase: evita a acumulação de líquidos no corpo
Celulase: ajuda a digerir a celulose
Creatina Fosfoquinase: enzima muscular
Proteolitiase: liquidifica as proteínas no seu interior
Fosfotase, Amilase e Nucleotidase.
Outras substâncias, não menos importantes que as outras apresentadas anteriormente, são as seguintes:
Ácidos Graxos: são os ácidos instaurados indispensáveis à saúde. Dentre esses, o ácido Caprílico é utilizado no tratamento de micoses.
Lignina: penetração rápida até a terceira camada da pele.
Saponinas: são ao mesmo tempo depurativas e anti-sépticas.
Antraquinonas: analgésicas e laxativas.
Aloína: antibiótica e cartática.
Isobarbaloína: analgésica e antibiótica.
Ácido Aloético: antibiótico.
Aloe Emodina: bactericida e laxativa.
Ácido Cinâmico: germicida e fungicida.
Óleo Etéreo: tranquilizante.
Ácido Crisofânico: fungicida para a pele.
Antranol e Resistanol
Pesquisa Bioeletrográfica no consumo de Aloe Vera



# Estudo completo sobre a pesquisa

A Bioeletrografia é um método de obter a fotografia de uma luminosidade que envolve os vivos e não-vivos, tais como: minerais, vegetais, animais e humanos. A obtenção dessas fotografias se dá através de um gerador específico de alta tensão, capaz de gerar uma corrente elétrica apropriada para impregnar a “energia humana” em uma fotografia, quando uma parte do corpo está em contato com o filme, neste caso, o dedo indicador da mão direita...

Depoimento

"Após o uso do suco de Aloe Vera tenho melhorado cada vez mais meu bem-estar... Através das experiências com a Bioeletrografia, só ficou mais claro o quanto é importante cuidar da saúde física, vital, emocional e mental."

Loelmo Coelho Gonçalves (empresário)
Brasil - São Paulo - SP

Os Capilarem determinam nosso destino


Conclusões Finais

Segundo o Dr. Peter Atherton, Aloe Vera não é uma panacéia para todas as doenças e não há mágica nela. "Eu acredito, que ela funcione primariamente nas duas áreas já mencionadas: tecidos epiteliais e sistema imunológico. Isso é largamente registrado por casos evidenciados por milhares de pessoas através dos séculos que relataram os vários benefícios em problemas de pele como eczemas, psoríase, úlceras, queimaduras, acne e picadas de insetos. Eles acharam o alívio em doenças intestinais como colite, diverticolite e síndrome do cólon irritado. Outras condições resultantes de uma desordem no sistema imunológico como artrites, asma, Síndrome de fadiga pós viral e lupus eritematoso, melhoraram depois da ingestão regular do gel da Aloe Vera. Aloe Vera portanto, tem um papel complementar a cumprir no tratamento de várias condições. É muito importante contudo, que as pessoas procurem sempre seus médicos quando o diagnóstico for duvidoso ou quando não encontrarem melhoras em suas condições de saúde. Se autodiagnosticar pode ser muito perigoso uma vez que uma doença grave pode parecer algo sem importância algumas vezes".


Bibliografia

* O Poder Curativo da Aloe Vera - Babosa, Niels Stevens, Ed. Madras
* Revista Ervas & Plantas, Ed. Minuano, Ano I, nº 1
* Revista Ervas & Plantas, Ed. Minuano, Ano II, nº 10
* Os Capilares Determinam o Nosso Destino, Michael Peuser, Ed. Leart
* Saúde & Beleza Forever - Seu Guia Contemporâneo de Nutrição e Higiene, Copyright Mônica Lacombe Camargo, 2003, RJ.
* The Essential Aloe vera: The Actions and the Evidences (1997)
* http://www.aloevera.co.uk/athrtnbk.htm
* Aloe vera: Magic or Medicine? (1998) Ed, Nursing Standard.

Autor:Peter Atherton