5.17.2015

Sem sintomas, cresce ameaça de gordura no fígado



Rio - Foi durante os exames de rotina que a dona de casa Marilene Valese Pantarotte, hoje com 69 anos, descobriu que algo não ia bem com seu fígado. Acima do peso, diabética, ela fazia acompanhamentos semestrais.
Depois de muitos especialistas e exames veio o diagnóstico de cirrose e tumor. O fígado estava perdido. Marilene está há dois anos à espera de transplante. Ao contrário do senso comum, que associa cirrose a consumo de álcool, Marilene nunca bebeu. A doença foi causada pelo acúmulo de gordura no fígado, a esteatose hepática. A longo prazo, a gordura acumulada pode levar a processo inflamatório crônico até, por fim, desencadear cirrose ou câncer.
"A esteatose há até dez anos não representava causa importante no transplante de fígado. Hoje, a curva é ascendente", afirma o hepatologista Carlos Terra, presidente do Grupo de Fígado do Rio e médico do Hospital Federal da Lagoa. "Não é difícil entender a razão. Metade da população tem sobrepeso, o principal fator de risco. Se considerarmos que 20% dos pacientes com esteatose podem desenvolver cirrose, a gente entende que o impacto no transplante do fígado vá aumentar progressivamente nas próximas décadas." 
Dados do Ministério da Saúde mostram que 52,2% da população adulta tem excesso de peso. Nove anos atrás, a taxa era de 43% - o aumento da população acima do peso foi de 23%. "É preciso conscientizar as pessoas de que o sobrepeso não é problema de ordem estética. É questão de saúde, que pode impactar muito seriamente a qualidade de vida", diz Terra.
A gordura no fígado não tem sintoma nenhum. O paciente não sente dor, enjoo, nenhum incômodo. Costuma ser descoberta por acaso. Entre as mulheres, quando fazem o exame periódico e o ginecologista pede ultrassom abdominal. Nos homens, quando as enzimas do fígado aparecem alteradas em exames de sangue feitos em check-ups. Não há remédio para acabar com a gordura acumulada no fígado, mas o quadro é reversível com alimentação adequada e exercícios.
"Dos pacientes com gordura no fígado, entre 10% e 15% desenvolverão a inflamação crônica em 10 anos. Desses, nos 10 anos seguintes, 20% terão cirrose; o tipo de cirrose que predispõe ao câncer de fígado", diz o hepatologista Carlos Eduardo Sandoli Baía, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Sem aviso. Como o paciente não sente dor ou desconforto, muitas vezes não entende a gravidade do problema. Nem acredita que está com cirrose. "Surpreendeu muito quando o médico disse que Marilene tinha cirrose. É uma pessoa que não bebe, nunca bebeu", diz o militar reformado João Eduardo Pantarotte, de 72 anos. "Há uma ignorância muito grande da população. Quando digo que ela tem cirrose, a gente nota que a pessoa tem uma reação, vê como coisa pejorativa. Minha mulher adoeceu por causa da alimentação mal feita durante a vida. Ela foi criada passando gordura de porco em tudo, até no pão. Mas o costume adquirido desde o início da vida é difícil mudar. Nesse ponto é que nem o álcool. A pessoa não consegue mudar."
Hoje, as principais causas de transplante de fígado são a cirrose provocada pelas hepatites B e C, com 30% dos casos, e cirrose alcoólica, 20%. "As novas drogas que estão para ser aprovadas para o tratamento da hepatite C resolverão a questão da fila de transplantes. Os pacientes com cirrose por esteatose se tornarão a maioria", disse Baía. Em 2011, os transplantes por cirrose em decorrência da esteatose respondiam por 0,6% dos transplantes de fígado. Em 2014, essa proporção passou para 2,3% - crescimento de 283%.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Risco cardíaco é mais alto em quem tem aperto de mão fraco


Falta de força ainda indica chance de morrer de outras doenças, diz estudo

Risco cardíaco é maior para quem tem aperto de mão fraco
Risco cardíaco é maior para quem tem aperto de mão fraco
PUBLICADO EM 15/05/15 - 03h00
Paris, França. A força ou suavidade de um aperto de mão pode indicar o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral? É o que sugere um estudo publicado ontem pela revista médica britânica “The Lancet

“A força do aperto de mão pode ser um teste barato e fácil para avaliar o risco de morte e risco de doença cardiovascular”, afirmou o pesquisador Darryl Leong, da Universidade McMaster, no Canadá, que coordenou o estudo.
Como parte de um estudo epidemiológico em larga escala, com a participação de cerca de 140 mil pessoas de 35 a 70 anos, em 17 países diferentes, a força do aperto de mãos dos participantes foi medida por um dispositivo especial, o identificador de dinamômetro.
Durante o acompanhamento dessas pessoas ao longo de um período de quatro anos, os pesquisadores analisaram a correlação entre a força da mão e a saúde dos indivíduos em termos de ocorrência de várias doenças, como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e morte prematura.
O resultado mostra uma forte correlação entre o aperto de mão fraco e o risco de morrer por todas as causas.
Força. De acordo com os cálculos dos cientistas, um decréscimo de 5 kg na força do aperto de mão está associado a 16% mais chances de morrer prematuramente por todas as causas.
Essa mesma queda de 5 kg na força da mão está associada a um risco aumentado de 7% de sofrer um ataque do coração, e 9% de ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O teste da resistência da força da mão é um “indicador mais confiável” do que a pressão arterial sistólica para prever a morte prematura, segundo a “The Lancet”.
A correlação funciona mesmo depois de levar em conta fatores de risco tradicionais, como idade, consumo de tabaco ou álcool.
“A força de preensão é um indicador poderoso e simples de uma doença futura, de morbidade e de mortalidade”, estimaram em um comentário dois especialistas britânicos, Aihie Avan Sayer (University of Southampton) e Thomas Kirkwood (University of Newcastle).
“A ideia não é nova (...). Mas a perda de força de preensão pode ser um bom marcador de envelhecimento, talvez devido à escassez de doenças musculares que afetam essa função”, de acordo com comentário também publicado pela “The Lancet”.
Flash
CulturaTestando pessoas de 17 países, os pesquisadores também descobriram que, dependendo da cultura, a força necessária para um “bom” aperto de mão varia.

Estado Islâmico já controla Ramadi, cidade estratégica no Iraque

Estado islâmico: EUA vão enviar armamento ao governo do Iraque

Estado islâmico: EUA vão enviar armamento ao governo do Iraque

Os Estados Unidos vão enviar armamento pesado, munições e outros equipamentos militares ao Governo do Iraque para ajudar na luta contra o grupo terrorista estado islâmico, revelou a Casa branca em comunicado.

Joe Biden, vice-Presidente dos Estados Unidos, falou ao telefone com o primeiro-ministro do Iraque, Haidar al Abadi, para "reafirmar" o apoio dos Estados Unidos ao seu país na luta contra os terroristas.

O vice norte-americano agradeceu a Haidar al Abadi a sua "firme liderança no Iraque" e manifestou o desejo de que este "promova a unidade nacional num momento de grandes desafios para a segurança", revelando o envio de material militar.
O autointitulado estado islâmico matou hoje, pelo menos, 50 pessoas, na sua maioria polícias e civis armados, depois d tomar o controlo da maioria dos bairros do centro da cidade de Ramadi, capital da província ocidental iraquiana de Al Anbar.
Diário Digital com Lusa
Estado Islâmico já controla Ramadi, cidade estratégica no Iraque
Fotografia © REUTERS/Thaier Al-Sudani

(ATUALIZADA) As forças iraquianas estão a retirar-se da cidade. O primeiro-ministro ordenou que ficassem, mas os jihadistas conquistaram a importante cidade do ponto de vista estratégico.

Militantes do Estado Islâmico (EI) já controlaram a cidade de Ramadi, na província de Anbar, que fica apenas a 112 quilómetros de Bagdad. A BBC avança que um comunicado do grupo terrorista garante que a cidade foi tomada.
Horas antes Muhannad Haimur, porta-voz e conselheiro do governador da província de Anbar confirmava à AFP que "o centro de comando das operações na província de Anbar" havia sido abandonado, assegurando que Ramadi ainda não tinha caído e que alguns combatentes ainda lutavam em alguns bairros. Porém, a BBC escreve que uma fonte do governador de Anbar confirma que Ramadi é agora controlada pelo Estado Islâmico. O exército iraquiano começou a abandonar a cidade depois de vários ataques suicidas com recurso a carros armadilhados.
Os combatentes do EI recorreram a vários ataques com viaturas armadilhadas na quinta-feira e na sexta-feira para tomarem o controlo da maior parte de Ramadi.
Na sexta-feira, o grupo radical assumiu o controlo da maioria dos bairros centrais de Ramadi, tendo morto pelo menos 50 pessoas, a maior parte polícias e civis armados, segundo fontes das forças de segurança, que adiantaram que o EI também fez explodir o quartel-general da polícia e as instalações do governador.
A perda de Ramadi preocupa o governo iraquiano, pois tem estradas importantes que ligam o Iraque à Síria e à Jordânia. Segundo a BBC, o EI diz mesmo que já controla grande parte da província de Anbar.

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Cerca de 500 mortos em dois dias de combates na cidade iraquiana de Ramadi

por LusaHojeComentar
Combatentes tentam segurar Ramadi numa luta contra o Estado Islâmico
Combatentes tentam segurar Ramadi numa luta contra o Estado IslâmicoFotografia © REUTERS/Stringer

"Não temos de momento o balanço exato das vítimas, mas cremos que pelo menos 500 pessoas, civis e militares, foram mortos nestes dois últimos dias", disse o porta-voz da província de Al-Anbar.
Cerca de 500 pessoas, civis e membros das forças de segurança, morreram em dois dias de combates na cidade iraquiana de Ramadi, onde o grupo radical Estado Islâmico (EI) lançou uma ofensiva, foi hoje divulgado.
"Não temos de momento o balanço exato das vítimas, mas cremos que pelo menos 500 pessoas, civis e militares, foram mortos nestes dois últimos dias", declarou à agência France Presse Muhannad Haimur, porta-voz do governador da província de Al-Anbar da qual Ramadi é a capital.
Os 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico (EI) tomaram hoje posse do quartel-general das forças de segurança na província de Al-Anbar em Ramadi, reforçando o seu domínio na cidade, onde lançaram na quinta-feira uma nova ofensiva com uma vaga de atentados suicidas.
Na sexta-feira, o grupo radical assumiu o controlo da maioria dos bairros centrais de Ramadi e fez explodir o quartel-general da polícia e as instalações do governador.
O coronel da polícia Jabbar al-Assafi disse hoje à AFP que as forças governamentais retiraram da cidade de Ramadi.

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Luiz Fernando Guimarães encarna papel feminino e fala pela primeira vez de sua sexualidade: ‘Não vou levantar bandeirinha’


Saiu do armário



Luiz Fernando Guimarães posa com o cão Topete: da janela do apartamento cartões-postais do Rio e vizinhança feita de arte Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo
Carol Marques
O apartamento claro e arejado tem imensas janelas que são molduras para vários cartões-postais da cidade: Cristo Redentor, Lagoa Rodrigo de Freitas, Jardim Botânico. E ainda tem várias coberturas e varandas para serem observadas. Lugar ideal para uma refilmagem de “Janela indiscreta”, de Alfred Hitchcock.
Mas o feliz proprietário desse imóvel não é lá um praticante do voyeurismo, apesar de ser um observador pleno da vida. Luiz Fernando Guimarães nos recebe de chinelos, calça folgada, camisa polo. Atrás dele, Topete, um simpático basset de 4 anos, que não larga seu dono. “Ele não vai sossegar enquanto não derem atenção a ele. Está no cio esse cachorro, não é possível”, brinca o ator, que tem como vizinhos de prédio Débora Bloch, que mora em cima; Bruno Mazzeo e Moreno Veloso: “Tem muito artista aqui”.

Luiz Fernando Guimarães: “Ser feliz o tempo inteiro é meio de se desconfiar”
Luiz Fernando Guimarães: “Ser feliz o tempo inteiro é meio de se desconfiar” Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo

O ar-condicionado jamais é desligado. Luiz gosta assim, nos 17 graus. Como também faz questão de frisar que seu nome é com “Z”. “Muita gente confunde, é sempre bom avisar”, explica ele, que a partir de amanhã terá seu nome — na grafia correta —abrindo os créditos de “Acredita na peruca”, novo humorístico do Multishow.
Pela primeira vez, Luiz vai viver uma mulher em cena. Algo que causou certo desconforto de início. “O projeto veio de um monólogo para o teatro. A personagem era só mais uma. Mas para a TV ela virou o centro. Queria fazer algo no universo masculino, com aquelas mulheres gostosas, os homens caracterizados. Gosto de uma coisa Rui e Vani, sabe? E as pessoas se identificam, mas, enfim, aceitei... Topete não dá!”, justifica ele, entrecortando a fala para dar uma bronca no cão de estimação que atenta a maquiadora.

Luiz Fernando Guimarães é Eleonora em “Acredita na peruca”: aristocrata carioca falida e cheia de preconceitos
Luiz Fernando Guimarães é Eleonora em “Acredita na peruca”: aristocrata carioca falida e cheia de preconceitos Foto: Urbano Erbiste

" Não mudo voz, ela é meio masculinizada, porque eu mesmo sou bruto. Pareço um rinoceronte, quebro as coisas, tropeço"
Maria Eleonora Monteiro de Alcântara é uma senhora de seus 60 e poucos anos, dona de um salão de beleza, aristocrata falida e preconceituosa até o último fio de cabelo. “Ela fala coisas absurdas. Minha mãe era meio assim. Quando li o texto, logo me veio ela. Ela dizia: ‘Esse pessoal além túnel tem que ficar lá mesmo, na Zona Sul já tem gente demais’. E eu tinha primos pobríssimos. Fui criado em Laranjeiras, minha família era bem dividida”, recorda ele, que não espera que o público queira ver uma mulher de verdade em cena: “Pedi para tirar bunda e peito. Ali é o Luiz fazendo uma mulher. Não mudo voz, ela é meio masculinizada, porque eu mesmo sou bruto. Pareço um rinoceronte, quebro as coisas, tropeço. Se bem que a Claudia Raia é mulher e também é assim”.

Luiz Fernando Guimarães: “Não tenho nenhum saco para mulher. E elas sabem disso. Mas convivo. O que me irrita é a oscilação”
Luiz Fernando Guimarães: “Não tenho nenhum saco para mulher. E elas sabem disso. Mas convivo. O que me irrita é a oscilação” Foto: Extra Cidade / Agência O Globo

Ao entrar no universo feminino, Luiz Fernando diz que está tendo a chance de entender como as mulheres funcionam. “Não tenho nenhum saco para mulher. E elas sabem disso. Mas convivo. O que me irrita é a oscilação, se bem que também sou assim. De manhã até o meio-dia a mulher já teve vários rompantes”, observa ele, que tem como grandes companheiras Regina Casé, Fernanda Torres e a vizinha Débora: “Regina e Fernanda são bem masculinizadas, a Débora é mais feminina. Fernanda eu chamava de colegão”.
Vírus melancólico
Luiz acaba exercendo sua “mulherzice” na sensibilidade, na organização de festas memoráveis ( “Às vezes, acho que trabalho só para fazer festas”) e em certa melancolia. “Sou antagônico. O que me deixa melancólico é o mundo, as coisas que eu vejo, eu reparo muito. Me entristeço com o planeta, com o desdém das coisas, com política, como a coisa está desleixada”, enumera ele.

O ator Luiz Fernando Guimarães e Topete posam para foto
O ator Luiz Fernando Guimarães e Topete posam para foto Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo

"Acho um saco. Acho que todo mundo sabe da minha preferência sexual, nunca ninguém me perguntou sobre isso"
A entrevista é cortada, mais uma vez, por Topete. “Adriano, chega aqui. O Topete vai transar com a maquiadora desse jeito!”. Adriano é o companheiro de Luiz Fernando. O papo agora é sobre solidão e filhos. “A solidão independe de você estar casado ou estar com 300 pessoas e se sentir só. É um estado de espírito. A gente é casado, e não mora junto. Nunca falei sobre isso porque não vou levantar bandeirinha. Acho um saco. Acho que todo mundo sabe da minha preferência sexual, nunca ninguém me perguntou sobre isso, não tenho a menor vontade de conversar sobre porque o nome disso é intimidade. Porque vira o assunto principal e tenho tantas outras coisas para serem ditas. Aí você vai botar o que eu disse e eu vou falar que não falei nada disso”, diz, entre risos.

Luiz Fernando Guimarães: “A solidão independe de você estar casado ou estar com 300 pessoas e se sentir só. É um estado de espírito”
Luiz Fernando Guimarães: “A solidão independe de você estar casado ou estar com 300 pessoas e se sentir só. É um estado de espírito” Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo

Luiz Fernando, de fato, construiu uma imagem que passa longe da fanfarronice ou do esquema midiático. “Montei a minha vida para ser um ator que não protagoniza escândalos em capa de revista. Direcionei para isso, para que ninguém entre na minha intimidade. Se deixar de ser intimidade, vira casa da sogra”. A entrevista termina, Luiz quer fazer uma foto com a equipe. Na mesma tarde, o registro está postado em seu perfil no Facebook: “Gosto do social”.

Luiz Fernando Guimarães estreia “Acredita na peruca”
Luiz Fernando Guimarães estreia “Acredita na peruca” Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo


Luiz Fernando Guimarães é maquiado para as fotos
Luiz Fernando Guimarães é maquiado para as fotos Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo


Pai soropositivo divulga foto com a família para quebrar o preconceito do vírus HIV


"Ter uma família NEGATIVA pode ser a coisa mais POSITIVA em sua vida", escreveu Andrew na foto.
"Ter uma família NEGATIVA pode ser a coisa mais POSITIVA em sua vida", escreveu Andrew na foto. Foto: Reprodução / Facebook

Extra
O americano Andrew Pulsipher, de 33 anos, é soropositivo desde que nasceu. O estigma do vírus, passado por seus pais, não impediu que ele tivesse uma vida completamente normal, casasse e tivesse filhos. Decidido a quebrar o preconceito que assombra os portadores do vírus da AIDS, Andrew publicou no último domingo uma foto de sua família - além dele, ninguém mais é portador do vírus - no Facebook. A imagem já ultrapassou os 10 mil compartilhamentos.
“Eu estou compartilhando isso com você por que pela primeira vez que posso ser completamente honesto comigo e com os outros. Precisei de muito tempo para estar confortável com isso (quase 34 anos!). Eu sei que o vírus HIV tem um estigma negativo, mas não precisa e eu quero ajudar a mudar isso. É uma doença com tratamento e você pode viver uma vida normal com ela. Eu sou a prova disso. Eu quero educar as pessoas que podemos passar do “COMO você contraiu a doença” para o “COMO você está vivendo com ela”? Existem muitos milagres neste mundo e eu acredito que a minha vida é um dele. Eu não sou o único e nós todos temos histórias para contar. Se você tiver vontade de compartilhar a minha história, por favor faça. Eu adoraria ser parte da mudança sobre como falamos sobre HIV”, escreveu Andrew.
Andrew, que perdeu os pais para a AIDS ainda criança, é o único de seus irmãos que herdou o vírus. Criado por tios, ele conta na publicação que apenas alguns familiares conheciam sua condição, o que possibilitou uma infância normal para ele. Ele diz também que sempre quis ter uma família e, após se formar na escola, ele conheceu Victoria, que viria a ser sua esposa.

Andrew com sua esposa e sua filha mais velha
Andrew com sua esposa e sua filha mais velha Foto: Reprodução / Facebook / apulsipher

“Eu meio que assumi que poderia ser infectada também, mas para mim estava OK, por que eu amava ele e queria estar com ele”, disse Victoria em entrevista a uma afiliada da rede americana NBC.
Em 10 anos de casamento, Andrew e Victoria tiveram três filhos com ajuda de tratamentos de fertilidade e nenhum deles nasceu com o vírus do HIV. Em Andrew, o vírus está quase indetectável e é uma prova, segundo ele, de que a medicação que tem tomado todos os dias está funcionando.
“Não posso dizer com completa confiança que sou a pessoa que viveu mais tempo com a doença, mas tenho quase certeza que eu sou pelo menos uma das pessoas vivas mais velhas infectadas antes de nascer ou nascida com o HIV. Crianças que nascem com HIV e não são tratadas geralmente morrem entre 3 e 7 anos. Eu comecei meu tratamento ao 8 anos. Hoje eu sou ‘indetectável’. Não, não significa que sou um ninja. Isso significa a quantidade de vírus que é detectado em meu sangue, mas eles podem estar escondidos em outras parte do meu corpo. E também significa que os remédios que tomo todos os dias estão funcionando!!!”, comemorou Andrew.

"HIV por 33 anos! O vírus HIV que causa vida!" Foto: Reprodução / Facebook / apulsipher

Neste sábado, Andrew comemorou a viralização da sua publicação na rede e a marca de 10 mil compartilhamentos:
“Quase 10 mil compartilhamentos e minha história na 12news e no buzzfeed e em vários outros portais de notícias!!! Nossa, nós conseguimos!!!”