Agência
autorizou importação de 928 mil doses da Sputnik V e de 4 milhões da
Covaxin, mas não garante qualidade, eficácia ou segurança; uso ainda
pode ...
Com
a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da
importação excepcional de lote da vacina Sputnik V para uso contra a
Covid-19 no ...
Acordo
dos sete países mais ricos do mundo por uma reforma tributária global
representa um importante impulso para a reunião do G20, que será
realizada em ...
A
indulgência do comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, ao ato de
flagrante indisciplina do general Eduardo Pazuello, terá consequências
de alto ...
Quase
todos os dias, ao cair da noite, o jornalista Zuenir Ventura recebia a
visita da estilista Zuzu Angel (1921-1976) em sua casa. Entre um assunto
e outro, ...
O
advogado criminalista Nythalmar Dias Ferreira Filho, de 31 anos, afirma
que o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de
Janeiro, ...
Membros
do centro de contingência e interlocutores do governador de São Paulo,
João Doria (PSDB), tentam convencê-lo a se posicionar de forma mais
crítica ...
Após
as desistências de Argentina e Colômbia, Conmebol define como anfitrião
do torneio de seleções deste ano o mesmo da edição de 2019.
Confederação ...
Bolsonaro
nunca foi tão impopular. Milhares de pessoas saíram às ruas para
protestar contra a gestão assassina da pandemia, comandada pelo
ex-capitão. Os protestos do último sábado aconteceram em mais de 200
cidades brasileiras e em outros países. A repercussão dos atos também
extrapolou o território nacional e se espalhou pela imprensa
internacional. Em meio às manifestações, Bolsonaro postou foto nas redes
segurando uma camiseta onde se lê: "Imorrível, imbroxável, incomível".
Mas
a despeito da ironia sociopata de Bolsonaro no dia em que o Brasil
bateu a triste marca de 460 mil mortes por Covid-19, há motivos para
afirmar que os ventos estão mudando para o mito.
Antes mesmo dos protestos, pesquisa Datafolha mostrou que pela primeira
vez a parcela da população favorável ao impeachment de Bolsonaro é
maior que a parcela da população contrária a seu afastamento. A
aprovação ao governo do ex-capitão é a mais baixa de sua gestão, de 24% –
enquanto 45% o rejeitam.
Tudo
isso acontece no momento em que a CPI da Covid fragiliza ainda mais
Bolsonaro. Não que seja novidade para alguém, mas a comissão reforça a
enorme incompetência do governo na administração da maior crise
sanitária do planeta.
Bolsonaro
minimizou o impacto da pandemia. Recusou várias ofertas de vacina
(ofertas comprovadas pela CPI) que teriam poupado milhares de vidas.
Colocou um general despreparado no Ministério da Saúde. Defendeu o uso
da cloroquina e do tratamento precoce. Debochou do uso de máscara e foi à
Justiça contra o isolamento social.
Em
paralelo, lidera o mais brutal processo de desmonte do Estado
brasileiro de nossa história. Esse é o governo que queria um auxílio de
apenas R$ 200 ao mesmo tempo que tira direitos, aprofunda o desemprego e
destrói o mínimo de assistência que ainda temos. Não é apenas um
governo negacionista e de morte, é o governo da fome!
É
por isso que sábado foi um dia tão importante: a temperatura que vem
das ruas é peça nova no jogo político dos novos tempos. A rejeição da
população e a crise econômica na qual o país está mergulhado complicam a
vida de Bolsonaro. Além disso, segundo especialistas, estamos perto de
enfrentar uma terceira onda da pandemia. Ela chega em velocidade
acelerada ao mesmo tempo em que o ritmo da vacinação é lento.
As
pessoas que estavam em casa para ajudar a frear a contaminação foram
empurradas para as ruas pela força do luto por seus mortos e pela
desesperança no futuro. Não faltam motivos para protestar. E a população
brasileira sabe disso. Milhares de pessoas ontem se arriscaram porque
nesse momento Bolsonaro é mais perigoso que o vírus.
Não
temos vacina (apenas 10% de vacinados com a segunda dose), a taxa de
desemprego é histórica, voltamos para o mapa da fome, as ameaças de
golpe são constantes. Derrotar Bolsonaro não é uma questão política, é
uma questão de sobrevivência. Por isso, as próximas semanas são
importantes para acompanharmos o movimento antibolsonarista nas ruas.
O Intercept,
você sabe, é incansável. E tem um lado bem definido nessa questão.
Diferente dos grandes veículos que decidiram brigar com a notícia e
omitir a dimensão dos atos, nós estamos nas ruas e nas redes totalmente
comprometidos com a vida, com os direitos humanos, com o interesse
público.
Nossa contribuição nesse momento é o jornalismo independente, que
investiga com cuidado e denuncia com coragem. Já mostramos que somos
capazes de gerar impacto social e mudar os rumos da história do país. Eu
te garanto que faremos muito mais.
Sputnik -Um
vírus ainda mais transmissível e fatal do que a Covid-19 vai suscitar
nova pandemia no mundo, prevê o diretor-geral da Organização Mundial da
Saúde (OMS), ressaltando "certeza evolutiva" desta possibilidade. O
alerta foi dado por Tedros Adhanom Ghebreyesus durante a reunião anual
da agência das Nações Unidas com participação de ministros da Saúde de
194 Estados-membros na segunda-feira (24).
Não se enganem, esta não vai ser a última vez que o mundo enfrenta a
ameaça de uma pandemia", afirmou. "Há uma certeza evolutiva de que vai
aparecer outro vírus com potencial de ser mais transmissível e mais
fatal do que [o SARS-CoV-2]."
Em uma nota mais positiva, o diretor-geral admitiu que a quantidade global de casos e mortes pela Covid-19 registrados tem diminuído há três semanas consecutivas.
No entanto, o diretor-geral da OMS ressaltou que o mundo permanece
"em uma situação frágil", e repreendeu as nações que acreditam estar
fora de perigo, "não importando sua taxa de vacinação".
Ghebreyesus aproveitou a reunião para reforçar seu apelo aos governos
para que doassem doses de imunizantes contra o coronavírus à Covax, iniciativa apoiada pela OMS e GAVI Alliance. Até agora, mais de 75% de todas as doses de vacinas foram administradas em apenas 10 países, de acordo com dados da OMS.
Para Ghebreyesus, esta "desigualdade escandalosa" está "perpetuando" a
pandemia. Anteriormente, tendo se referido à situação como "apartheid
de vacinas".
A eficácia das vacinas contra a COVID-19 já existentes não parece ser prejudicada pelas variantes emergentes do vírus,
como a cepa primeiramente detectada na Índia, segundo o diretor-geral
da OMS, que avisa que as variantes "estão mudando constantemente" e que
as cepas futuras podem "tornar as nossas ferramentas ineficazes e nos
arrastar de volta à estaca zero"
Ato
aconteceu neste sábado (29), na Esplanada dos Ministérios.
Participantes do protesto carregavam faixas e cartazes com palavras de
ordem como 'Fora ...
Os
protestos realizados neste sábado (29) contra o governo Jair Bolsonaro
(sem partido), iniciados pela manhã, atingem cidades de todas as regiões
do país.
É
um escárnio a tentativa do general Eduardo Pazuello de caracterizar o
desfile de motociclistas e a realização de um comício em favor de Jair
Bolsonaro, ...