6.05.2021

Notícias sobre a COVID-19: Acompanhe toda a cobertura sobre o coronavírus (COVID-19)

Anvisa autoriza importação das vacinas Sputnik V e Covaxin | AFP

Com Sputnik V aprovada, Nordeste ganha protagonismo político e isola ainda mais o governo federal

Análise: Anvisa avalia importação de vacinas | VISÃO CNN

Juiz Marcelo Bretas é acusado de negociar penas e combinar com MP, diz Veja | Poder360

5.31.2021

Copa America no Brasil durante a pandemia: Uma vergonha


Copa América no Brasil é fagulha em barril de pólvora

Deborah Secco se revolta em ter Copa América na pandemia: 'Só o que faltava'

DENÍLSON SHOW SOBRE COPA AMÉRICA NO BRASIL: "É UMA VERGONHA!" | JOGO ABERTO


O antibolsonarismo está nas ruas

 

Segunda-feira, 31 de maio de 2021

Bolsonaro nunca foi tão impopular. Milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a gestão assassina da pandemia, comandada pelo ex-capitão. Os protestos do último sábado aconteceram em mais de 200 cidades brasileiras e em outros países. A repercussão dos atos também extrapolou o território nacional e se espalhou pela imprensa internacional. Em meio às manifestações, Bolsonaro postou foto nas redes segurando uma camiseta onde se lê: "Imorrível, imbroxável, incomível". 

Mas a despeito da ironia sociopata de Bolsonaro no dia em que o Brasil bateu a triste marca de 460 mil mortes por Covid-19, há motivos para afirmar que os ventos estão mudando para o mito. Antes mesmo dos protestos, pesquisa Datafolha mostrou que pela primeira vez a parcela da população favorável ao impeachment de Bolsonaro é maior que a parcela da população contrária a seu afastamento. A aprovação ao governo do ex-capitão é a mais baixa de sua gestão, de 24% – enquanto 45% o rejeitam.

Tudo isso acontece no momento em que a CPI da Covid fragiliza ainda mais Bolsonaro. Não que seja novidade para alguém, mas a comissão reforça a enorme incompetência do governo na administração da maior crise sanitária do planeta. 

Bolsonaro minimizou o impacto da pandemia. Recusou várias ofertas de vacina (ofertas comprovadas pela CPI) que teriam poupado milhares de vidas. Colocou um general despreparado no Ministério da Saúde. Defendeu o uso da cloroquina e do tratamento precoce. Debochou do uso de máscara e foi à Justiça contra o isolamento social.

Em paralelo, lidera o mais brutal processo de desmonte do Estado brasileiro de nossa história. Esse é o governo que queria um auxílio de apenas R$ 200 ao mesmo tempo que tira direitos, aprofunda o desemprego e destrói o mínimo de assistência que ainda temos. Não é apenas um governo negacionista e de morte, é o governo da fome! 

É por isso que sábado foi um dia tão importante: a temperatura que vem das ruas é  peça nova no jogo político dos novos tempos. A rejeição da população e a crise econômica na qual o país está mergulhado complicam a vida de Bolsonaro. Além disso, segundo especialistas, estamos perto de enfrentar uma terceira onda da pandemia. Ela chega em velocidade acelerada ao mesmo tempo em que o ritmo da vacinação é lento.

As pessoas que estavam em casa para ajudar a frear a contaminação foram empurradas para as ruas pela força do luto por seus mortos e pela desesperança no futuro. Não faltam motivos para protestar. E a população brasileira sabe disso. Milhares de pessoas ontem se arriscaram porque nesse momento Bolsonaro é mais perigoso que o vírus.

Não temos vacina (apenas 10% de vacinados com a segunda dose), a taxa de desemprego é histórica, voltamos para o mapa da fome, as ameaças de golpe são constantes. Derrotar Bolsonaro não é uma questão política, é uma questão de sobrevivência. Por isso, as próximas semanas são importantes para acompanharmos o movimento antibolsonarista nas ruas.

O Intercept, você sabe, é incansável. E tem um lado bem definido nessa questão. Diferente dos grandes veículos que decidiram brigar com a notícia e omitir a dimensão dos atos, nós estamos nas ruas e nas redes totalmente comprometidos com a vida, com os direitos humanos, com o interesse público. 

Nossa contribuição nesse momento é o jornalismo independente, que investiga com cuidado e denuncia com coragem. Já mostramos que somos capazes de gerar impacto social e mudar os rumos da história do país. Eu te garanto que faremos muito mais.

5.29.2021

Vírus 'mais mortal' do que a Covid-19 vai acarretar nova pandemia, alerta diretor da OMS

 

Tedros Adhanom Ghebreyesus

Sputnik - Um vírus ainda mais transmissível e fatal do que a Covid-19 vai suscitar nova pandemia no mundo, prevê o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), ressaltando "certeza evolutiva" desta possibilidade. O alerta foi dado por Tedros Adhanom Ghebreyesus durante a reunião anual da agência das Nações Unidas com participação de ministros da Saúde de 194 Estados-membros na segunda-feira (24).

Não se enganem, esta não vai ser a última vez que o mundo enfrenta a ameaça de uma pandemia", afirmou. "Há uma certeza evolutiva de que vai aparecer outro vírus com potencial de ser mais transmissível e mais fatal do que [o SARS-CoV-2]."

Em uma nota mais positiva, o diretor-geral admitiu que a quantidade global de casos e mortes pela Covid-19 registrados tem diminuído há três semanas consecutivas.

No entanto, o diretor-geral da OMS ressaltou que o mundo permanece "em uma situação frágil", e repreendeu as nações que acreditam estar fora de perigo, "não importando sua taxa de vacinação".

Ghebreyesus aproveitou a reunião para reforçar seu apelo aos governos para que doassem doses de imunizantes contra o coronavírus à Covax, iniciativa apoiada pela OMS e GAVI Alliance. Até agora, mais de 75% de todas as doses de vacinas foram administradas em apenas 10 países, de acordo com dados da OMS.

Para Ghebreyesus, esta "desigualdade escandalosa" está "perpetuando" a pandemia. Anteriormente, tendo se referido à situação como "apartheid de vacinas".

A eficácia das vacinas contra a COVID-19 já existentes não parece ser prejudicada pelas variantes emergentes do vírus, como a cepa primeiramente detectada na Índia, segundo o diretor-geral da OMS, que avisa que as variantes "estão mudando constantemente" e que as cepas futuras podem "tornar as nossas ferramentas ineficazes e nos arrastar de volta à estaca zero"

Manifestantes protestam contra o desgoverno Bolsonaro

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Manifestantes fazem ato contra Jair Bolsonaro em Brasília

Era campanha

Protestos contra o governo Bolsonaro começam pelo país