11.07.2007

Insulina recombinante será produzida no Brasil

Farmanguinhos produzirá insulina recombinante

Insulina Recombinante

Fiocruz assina acordo técnico-científico com a Ucrânia para produzir insulina humana

Um intercâmbio tecnológico com o Instituto Indar, da Ucrânia, vai permitir que Farmanguinhos produza 8 milhões de doses de insulina humana por ano, a partir de 2010. Atualmente, o Brasil importa 170 milhões de doses do medicamento, dedicado ao tratamento da diabete. A tecnologia da produção será a da insulina recombinante, que permite um produto final mais barato e eficaz.

Pelo acordo, a Fiocruz vai importar do Instituto Indar as doses necessárias para abastecer o mercado brasileiro até que Farmanguinhos comece a produzir a insulina . Os entendimentos preliminares com o Indar da Ucrânia incluíram além da transferência da tecnologia recombinante de produção da insulina, o desenvolvimento conjunto de aprimoramentos e cooperação para desenvolvimento e produção de outros medicamentos em ambas as direções, inclusive de anti-retrovirais; entendimentos esses formalizados através de protocolo firmado entre a Fiocruz e o Indar. Esse acordo incluía o pleno licenciamento para a Fiocruz, inclusive para exportação na América Latina e África.

A tecnologia do Indar envolve a utilização por expressão da insulina Escherichia coli Transgênica . A incorporação da tecnologia recombinante seria útil para a Fiocruz não só para suprir o país, e regular o mercado, mas principalmente para abrir um capítulo de desenvolvimento tecnológico associado visando outros biofármacos.

A transferência tecnológica se dará em um período de quarenta meses, quando Farmanguinhos estará pronto para produzir cristais de insulina em território nacional.

Acordo para produção de insulina apresenta os primeiros resultados

Denise Monteiro

Chegou ao Rio de Janeiro a primeira remessa composta por 504 mil frascos de insulina recombinante importada da Ucrânia, parte do acordo de transferência de tecnologia firmado entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz e o Instituto Indar para a produção de insulina brasileira. A insulina será distribuída, de acordo com demanda informada pelo Ministério da Saúde, entre 13 estados brasileiros e recebida pelos pacientes por meio do Sistema Único de Saúde. Os primeiros estados a serem atendidos serão o Rio Grande do Sul e o Espírito Santo.


Em 40 meses, Farmanguinhos estará pronto para produzir cristais de insulina em território nacional


Um intercâmbio tecnológico com o Indar vai permitir que Farmanguinhos produza 50 milhões de doses de insulina humana por ano, a partir de 2010. Atualmente, o Brasil importa 170 milhões de doses do medicamento, dedicado ao tratamento da diabete. A tecnologia da produção será a da insulina recombinante, que gera um produto final mais barato e eficaz. “Como o preço foi reduzido de R$ 17,35 para R$ 9,18 por frasco, calculamos uma economia anual na casa dos R$ 80 milhões”, diz o diretor de Farmanguinhos, Eduardo Costa.

Pelo acordo a Fiocruz vai importar do Indar as doses necessárias para abastecer o mercado brasileiro até que Farmanguinhos comece a produzir a insulina. Os entendimentos preliminares com o Indar incluíram,além da transferência da tecnologia recombinante de produção da insulina, o desenvolvimento conjunto de aprimoramentos e cooperação para desenvolvimento e produção de outros medicamentos em ambas as direções, inclusive de anti-retrovirais; entendimentos esses formalizados por protocolo firmado entre a Fiocruz e o Indar. O acordo incluía o pleno licenciamento para a Fundação, inclusive para exportação na América Latina e África.

A tecnologia do Indar envolve a utilização por expressão da insulina Escherichia coli transgênica. A incorporação da tecnologia recombinante seria útil para a Fiocruz não só para suprir o país, e regular o mercado, mas principalmente para abrir um capítulo de desenvolvimento tecnológico associado visando outros biofármacos.

A transferência tecnológica se dará em um período de 40 meses, quando Farmanguinhos estará pronto para produzir cristais de insulina em território nacional. Estima-se que existam 500 mil diabéticos no Brasil que dependem de insulina - uma pessoa é diagnosticada a cada dois minutos e 18 segundos no país.


Notícias

11.05.2007

Drogas anabolizantes.

esteróides anabolizantes

Os esteróides anabolizantes, mais conhecidos apenas com o nome de anabolizantes, são drogas relacionadas ao hormônio masculino Testosterona fabricado pelos testículos. Os anabolizantes possuem vários usos clínicos, nos quais sua função principal é a reposição da testosterona nos casos em que por algum motivo patológico tenha ocorrido um déficit.

Além desse uso médico, eles têm a propriedade de aumentar os músculos e por esse motivo são muito procurados por atletas ou pessoas que querem melhorar a performance e a aparência física. Segundo especialistas o problema do abuso dessas drogas não está com o atleta consagrado, mas com aquela "pessoa pequena que é infeliz em ser pequena". Esse uso estético não é médico, portanto é ilegal e ainda acarreta problemas à saúde.

No comércio brasileiro existem muitos medicamentos à base dessas drogas que utilizados com fins ilícitos, porém, além desses, existem dezenas de outros produtos que entram ilegalmente no país e são vendidos em academias e farmácias. Alguns usuários chegam a utilizar produtos veterinários à base de esteróides, sobre os quais não se tem nenhuma idéia sobre os riscos do uso em humanos.

Usuários, freqüentemente, tornam-se clinicamente deprimidos quando param de tomar a droga. Um sintoma de síndrome de abstinência que pode contribuir para a dependência.

Atletas, treinadores físicos e mesmo médicos relatam que os anabolizantes aumentam significativamente a massa muscular, força e resistência. Apesar dessas afirmações, até o momento não existe nenhum estudo científico que comprove que essas drogas melhoram a capacidade cardiovascular, agilidade, destreza ou performance física.

Devido a todos esses efeitos o Comitê Olímpico Internacional colocou 20 esteróides anabolizantes e compostos relacionados a eles, como drogas banidas, ficando o atleta que fizer uso deles sujeito às duras penas.

HISTÓRIA DOS ESTERÓIDES ANABOLIZANTES

Os esteróides são substâncias que já vem sendo usadas por muitos anos.Quando vencer era importante, atletas só se preocupavam em combater seus rivais, nunca pararam para distinguir o "natural" do "artificial". Na antiga Grécia, muitos campeões olímpicos devem ter perdido sua glória por ter ingerido testículos de carneiro (principal origem de testosterona).

Os africanos usam plantas desde a antiguidade para afastar a fadiga e o cansaço, os noruegueses Vikings comiam fungos para se manterem acordados e descansados para as suas batalhas e conquistas pelo alto mar.

O primeiro caso moderno documentado de doping aconteceu em 1865, com Deutch, que usava estimulantes afim de melhorar a sua performance na natação. No séc. XIX, de acordo com os jornalistas, os ciclistas europeus estavam se drogando com "produtos milagrosos" originados da cafeína para uma camada de cubos de açúcar, com a finalidade de acabar com a dor e a exaustão dos esportes.

Os esteróides são conhecidos desde 1935, mas menos como substância e mais como um para efeito dos andrógenos. A sua aplicação no esporte teria começado em 1954, com os atletas russos. Seu uso foi vedado pelo COI em 1976, sendo usado com mais freqüência pelos leigos.

TIPOS DE ESTERÓIDES ANABOLIZANTES

Foram produzidos vários tipos de esteróides anabólicos pela indústria farmacêutica: Supositórios, cremes, selos de fixação na pele e sublingual, porém os mais consumidos são os: orais e os injetáveis.

Orais: Comprimidos - na sua ingestão passa pelo estômago, é absorvido pelo intestino, processado pelo fígado, então vai para acorrente sanguínea. Como o fígado é responsável pela destruição de qualquer corpo estranho no organismo, vários esteróides estavam sendo destruídos através de um processo chamado 17 alpha alcalinização. A alcalinização provoca uma sobrecarga no fígado que acaba danificado por um esforço para combater algo que não consegue processar.

Injetáveis: Os esteróides injetáveis são menos nocivos do que os orais, por não passar por um processo de alcalinização. Esse tipo de esteróide passa pela corrente sanguínea via muscular, e umas das vantagens é que a base oleosa permanece na corrente sanguínea com uma longa duração, visto que o óleo demora para se dissipar no local da aplicação devido a sua viscosidade. As desvantagens dos anabolizantes injetáveis é que são mais tóxicos para os rins e são desconfortáveis devido a sua forma de aplicação.

ALGUNS EFEITOS COLATERAIS DOS ESTERÓIDES ANABOLIZANTES

O principal culpado pelos efeitos colaterais provocados pelo uso de anabolizantes é um hormônio denominado: DIHIDROTESTOSTERONA (DHL).

Os efeitos indesejáveis provocados por essa droga são: Calvície, Hipertrofia Prostática, Acne, Agressividade, Hipertensão, Limitação do Crescimento, Virilização em mulheres, Aumento do Colesterol, Ginecomastia, Dores de Cabeça, Impotência, e Esterilidade, Insônia, Hepatoxidade, Problemas de Tendões e Ligamentos, entre outros.

· Calvície: O DHL faz com que o folículo capilar pare de crescer cabelo;

· Hipertrofia Prostática: O DHL tem um papel importante no mecanismo de aumento prostático, podendo levar o consumidor à impotência;

· Acne: O DHL faz com que as glândulas sebáceas produzam mais óleo, isto é combinado com as bactérias do ar e a pele seca, formam a acne;

· Agressividade: É a causadora deste estado por ser uma droga muito andrógena;

· Hipertensão: Isso ocorre, pois os esteróides provocam grande retenção de água, inclusive no sangue, fazendo que este aumente de volume, em conseqüência de pressão;

· Limitação do Crescimento: Alguns tipos de esteróides usados em longa duração ou em quantidades abusivas, tem como efeito colateral o fechamento prematuro dos discos de crescimento localizado nas epífese ósseas;

· Aumento do Colesterol: Os esteróides rotinamente tem como efeito colateral o acumulo de LDL e diminuição do DHL. (Os esteróides anabolizantes são um tipo de colesterol);

· Virilização em Mulheres: Pode ocorrer nas mulheres que utilizam esteróides o crescimento de pêlos, engrossamento da voz, hipertrofia do clitóris e amenorréia; Ginecomastia: Excessivo desenvolvimento dos mamilos em indivíduos do sexo masculino, que é conhecido popularmente como "TETA DE VACA";

· Dores de Cabeça: Também é ocasionada em função dos esteróides mais androg6enicos e dos efeitos da elevação da pressão arterial;

· Impotência e Esterilidade: No início do tratamento com esteróides, o homem passa por uma fase de excitação sexual com o aumento da freqüência das ereções, entretanto dura por apenas algumas semanas, isto se reverte gradualmente até a perda do interesse sexual. Esse desinteresse é o resultado da redução da produção de testosterona devido a elevação excessiva de testosterona no corpo;

· Insônia: Os anabolizantes têm um efeito estimulante no sistema nervoso central, que provoca insônia;

· Hepatoxidade: O fígado é prejudicado ou lesionado pelos esteróides mais tóxicos, porém, estas lesões são reversíveis tão logo o uso seja interrompido;

· Problemas de Tendões e Ligamentos: Os esteróides anabólicos fazem com que os músculos se desenvolvam rapidamente, e este desenvolvimento não é acompanhado pelos tendões e ligamentos que se desenvolvem lentamente, isto causa problemas para tendões e ligamentos como: inflamação, inchaço e até ruptura.

CATEGORIA DOS ESTERÓIDES ANABOLIZANTES

São três as categorias dos esteróides anabolizantes:

· Estrógenos: (Hormônio Feminino). É produzido nos ovários e é o responsável por produzir os caracteres sexuais femininos.

· Andrógenos: (Hormônio Masculino): É produzido nos testículos e são responsáveis pela produção de características sexuais masculinas.

Esses dois hormônios são produzidos em ambos os sexos havendo apenas uma predominância dos estrógenos nas mulheres e andrógenos nos homens.

· Cortisona: É produzida pelos dois sexos, e tem efeito analgésico e antiinflamatório.

11.04.2007

O que é estresse e como identificá-lo?

Estresse
O estresse é um componente da vida moderna e está cada dia mais presente, muitas vezes é um aliado na superação de desafios, mas cronicamente pode causar danos importantes para a saúde física e mental.
As facilidades e a agitação da vida moderna trouxeram consigo o estresse. O trânsito, a instabilidade no emprego, a violência, entre outras coisas, fazem com que recebamos doses diárias de estresse. Mas o estresse em si não é algo ruim, na verdade ele é uma importante resposta do organismo para a manutenção da vida. Temos que aprender portanto a lidar com ele, não permitindo que o estresse traga conseqüências danosas para a nossa saúde.
O que estresse?
O estresse é uma resposta do organismo frente a um perigo, que prepara o corpo para fugir ou lutar. Está presente nos animais com a finalidade de preservação da espécie, como por exemplo, para fugir de um predador. Hoje não precisamos nos defender de predadores, mas há muitas outras coisas que disparam o gatilho do estresse, que podem ser externas ou internas, agudas ou crônicas. A externas incluem condições físicas adversas (como dor, frio ou calor excessivos) e situações psicologicamente estressantes (más condições de trabalho, problemas de relacionamentos, etc). Entre as internas estão também as condições físicas (doenças em geral) e psicológicas.
O estresse agudo é uma reação a uma ameaça imediata, que pode ser qualquer situação que é experimentada como um perigo. Algumas pessoas, por exemplo, tem verdadeiro pavor de viajar de avião, e quando o fazem, apresentam um estresse passageiro. Na maioria dessas circunstâncias de estresse agudo, uma vez eliminado o fator estressante, a resposta do organismo se inativa e os níveis dos hormônios voltam ao normal. Entretanto, a vida moderna freqüentemente nos expõe a situações cronicamente estressantes, e a resposta do organismo ao estresse não é suprimida. Dentre os fatores estressantes crônicos, estão a pressão no trabalho, problemas de relacionamento, solidão e problemas financeiros.

Quais os efeitos biológicos do estresse?
O estresse tem um importante papel no desempenho de atividades como competições esportivas, reuniões importantes, ou em situações de perigo, em que o estresse pode ser um importante aliado proporcionando um aumento da capacidade física, raciocínio, memória e concentração através de alterações em todo o organismo. Entretanto, se o estresse se torna persistente todo esse aparato biológico pode ser danificado.
Algumas condições podem favorecer o aparecimento dos efeitos negativos sobre o organismo:

Um acúmulo de situações persistentemente estressantes, particularmente aquelas de difícil controle, como a pressão no trabalho, um relacionamento infeliz.

Estresse persistente seguido de uma resposta aguda a um evento traumático, como um acidente automobilístico.

Um relaxamento ineficiente ou insuficiente.

Um estresse agudo em pessoas com doenças graves.

Os efeitos danosos do estresse persistente
Efeitos psicológicos.
Estudos sugerem que a incapacidade de se adaptar ao estresse está associado ao início de depressão ou ansiedade. Parece que a liberação repetida do hormônio de estresse diminui a liberação de serotonina, uma substância importante para a sensação de sentimentos de bem estar. Certamente o estresse diminui a qualidade de vida reduzindo os sentimentos de prazer e realização, e os relacionamentos são freqüentemente prejudicados.
Efeitos físicos.

aumento da pressão arterial;

maior risco de derrame;

maior susceptibilidade a infecções;

distúrbios gastrointestinais, como diarréia e constipação;

desordens alimentares, ganho ou perda excessivos de peso;

resistência à insulina que está associada ao diabetes tipo 2, e exacerbação do diabetes;

dor de cabeça do tipo tensional;

insônia;

diminuição do desejo sexual e impotência temporária nos homens;

exacerbação da tensão pré-menstrual;

diminuição da concentração, inibição do aprendizado e redução da memória;

exacerbação de lesões de pele, como por exemplo à acne.

Como lidar com o estresse?
Antes de tratarmos das estratégias de como diminuir o estresse, alguns considerações devem ser feitas:
Primeiro, nenhum método isolado é infalível, uma combinação de vários fatores é geralmente mais efetiva.

Segundo, o que funciona para uma pessoa, não necessariamente funcionará para todo mundo.

Terceiro, o estresse pode ser tanto negativo como positivo. O estresse apropriado e controlado melhora o interesse e motiva o indivíduo, e a falta de estresse pode levar ao tédio e depressão.
E finalmente, um médico ou psicólogo deve ser procurado quando forem identificadas condições físicas e psicológicas associadas ao estresse, como sintomas cardíacos, dor significativa, ansiedade, ou depressão.
Dieta saudável

Uma dieta saudável é essencial para qualquer programa de redução do estresse. A saúde em geral e a resistência ao estresse podem melhorar com uma dieta rica em cereais integrais, vegetais e frutas, e evitando o abuso álcool, cafeína e cigarro.

Exercícios
O exercício físico é uma ótima maneira de se distrair dos eventos estressantes. E o estresse lesa menos a saúde geral em pessoas fisicamente ativas. Procure uma atividade que proporcione prazer, algumas sugestões são: ginásticas aeróbicas, caminhadas, natação, yoga e tai chi. Mas comece devagar e vá aumentado a intensidade e a freqüência gradualmente.
Técnicas de relaxamento
Relaxe através de técnicas específicas, como exercícios de respiração profunda, prestando atenção na respiração e respirando profunda e lentamente; relaxamento muscular, em uma posição confortável concentre-se em cada parte do corpo e sinta os músculos se relaxando totalmente; meditação; e massagem.

Técnicas cognitivas e comportamentais

Os métodos cognitivos e comportamentais são as maneiras mais efetivas para a redução do estresse. Incluem a identificação das fontes do estresse, reestruturação de prioridades, mudança na resposta ao estresse, e identificar as experiências positivas que diminuem o estresse.
Considere todas as possíveis opções:

escutar música;

tirar férias;

se a fonte e estresse for em casa, fique um tempo à toa, mesmo se for apenas uma ou duas horas por semana;

substitua o tempo desnecessário com o trabalho por atividades interessantes e agradáveis;

tenha tempo para o lazer;

tenha um animal de estimação.

É importante encarar os eventos cotidianos de uma maneira diferente. Mantenha um senso de humor durante as situações difíceis, o riso não somente ajuda a aliviar a tensão e manter as perspectivas, mas também parece ter um efeito físico que reduz os níveis do hormônio do estresse.

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/index.cfm

Manipulação Farmacêutica / Dicas / Sugestões / excipientes

Manipulação Farmacêutica - Dicas e Sugestões
Introdução
Como os medicamentos extemporâneos têm aumentado a prática farmacêutica, numerosos métodos estão surgindo, auxiliando no desenvolvimento das formas farmacêuticas preparadas por farmacêuticos. O desenvolvimento de novas formas farmacêuticas pelos farmacêuticos manipuladores envolve a administração de fármacos a pacientes que muitas vezes não cumprem ao tratamento, especialmente os pacientes muito jovens ou muito idosos.

Quando novos métodos e técnicas são desenvolvidos, são demonstrados entre os farmacêuticos em encontros locais, regionais e nacionais. O objetivo é a preparação de produtos seguros e efetivos, usando os melhores recursos e técnicas disponíveis, em tempo mínimo. O propósito desse manual é demonstrar algumas dessas técnicas. Serão vistos os diferentes tipos de produtos sendo preparados e as sugestões para reduzir o tempo e preparar os melhores produtos.

Com o aumento da disponibilidade de vários tipos de equipamentos para farmácias de manipulação, a eficiência aumenta, reduzindo o tempo necessário para manipular uma prescrição. Catálogos de equipamentos de laboratório e alguns equipamentos elétricos usados na cozinha oferecem grande oportunidade de atualizar os equipamentos usados na manipulação. O uso de veículos comerciais para todos os tipos de formas farmacêuticas, tornam a manipulação mais conveniente e eficiente.

Soluções
Agitadores magnéticos, misturadores elétricos economizam tempo e ajudam a preparar produtos uniformes

Um "spray" de álcool (etanol para soluções internas) ajuda a "quebrar" a espuma, ou um agente antiespumante como o silicone pode ser adicionado à preparação

A filtração de um líquido pode ajudar na obtenção de produtos claros, límpidos

Um medidor de pH barato, ajuda na conferência do pH e a prevenção de incompatibilidades relacionadas a esse pH

Remover as barras magnéticas de dentro da vidraria onde o produto está sendo preparado, antes de completar o volume

Dissolver sais em uma quantidade mínima de água antes de adicioná-lo a um veículo viscoso

Agitar constantemente quando misturar dois líquidos minimiza incompatibilidades devido aos efeitos da concentração

Quando incorporar um material insolúvel, levigar o pó com uma pequena porção do veículo ou um líquido miscível com o veículo

Agitar gentilmente e não chacoalhar o produto para evitar a formação de espuma

Adicione líquidos de alta viscosidade a líquidos de baixa viscosidade com agitação constante

Sempre esteja atento ao pH e concentração alcoólica dos produtos preparados

Quando filtrar, esteja atento sobre o que está sendo retido no filtro

Quando trabalhar com hidrocolóides, deixar que hidratem lentamente antes de qualquer incorporação

Quando selecionar um veículo, estudar a concentração do fármaco, solubilidade, pKa, sabor e estabilidade.

Considerações ou estudos sobre o veículo devem incluir pH, aroma e sabor, dulçor, cor, conservantes, viscosidade, compatibilidade e, se indicado, agentes suspensores e emulsificantes.

Quando preparar elixires, dissolver os constituintes solúveis em álcool no álcool e os constituintes solúveis na água, em água. Adicione a solução aquosa à solução alcoólica, com agitação, para manter alta a concentração do álcool, o mais possível.

Talco pode ser usado para remover óleos essenciais em excesso. Isso é obtido pela adição de 1-2 g de talco por 100 ml de solução e filtra-se. Durante a filtração, as primeiras porções do filtrado são devolvidas ao filtro até obtenção de um filtrado límpido (repassar o filtrado).

Sistemas co-solventes, misturas de água, álcool, glicerina e propilenoglicol podem ajudar na clarificação de soluções que são pouco límpidas, devido a insolubilidade em água.

A velocidade de dissolução pode ser aumentada colocando-se o béquer em um banho ultra-sônico

Partículas pequenas dissolvem-se mais rápido que partículas grandes

Agitação aumenta a velocidade de dissolução do fármaco

Geralmente, quanto mais solúvel for o fármaco, mais rápida será a sua velocidade de dissolução

Quando trabalhar com um líquido viscoso, a velocidade de dissolução do fármaco é diminuída

Um aumento na temperatura geralmente permite um aumento na solubilidade e na velocidade de dissolução de um fármaco. Algumas exceções são o Hidróxido de Cálcio e Metilcelulose

A solubilidade de um fármaco não iônico pode ser aumentada ou diminuída pela adição de um eletrólito

Um alcalóide base ou uma base nitrogenada de peso molecular relativamente alto é geralmente pouco solúvel, a menos que o pH do meio seja diminuído (conversão a sal).

A solubilidade de uma substância ácida pouco solúvel é aumentada quando o pH do meio é aumentado (conversão a sal)

A efetividade de um conservante pode estar relacionada ao pH. Por exemplo: Parabenos são geralmente utilizados na faixa de 4 a 8, Clorobutanol requer pH menor que 5 e, o Benzoato de sódio é mais efetivo em pH ao redor de 4.

Suspensões
Reduzir pós a partículas muito finas antes de suspende-los

Molhar os pós com um líquido hidrofílico antes de adicioná-los ao veículo quando preparar uma suspensão aquosa

Se os pós são lipófilos, um tensoativo deve ser usado para ajudar na molhabilidade desses pós antes de adicionar um veículo.

Formulações de Metilcelulose são melhor preparadas pela dispersão em cerca de ? a ½ do total do volume de água, seguido da adição do restante da água como água gelada ou gelo pilado.

Muitos polímeros são facilmente dispersos quando agitados com um solvente hidrofílico, como glicerina, antes de adicioná-los a um veículo aquoso.

A dispersão dos polímeros pode ser facilitada, quando são polvilhados sobre água em agitação rápida.

Suspensões deveriam ser dispensadas em frascos de boca larga, para serem retiradas facilmente.

Emulsões
Dissolver os componentes solúveis em óleo na fase oleosa e os componentes solúveis em água na fase aquosa

Quando usar gral e pistilo, a trituração rápida é mais efetiva que a trituração pesada, lenta.

Adicionar as fases aquosa e oleosa sob agitação constante

Quando usar aquecimento, a fase aquosa deverá estar um pouco mais aquecida que a fase oleosa.

Pomadas
Pós devem estar reduzidos a sua forma impalpável por trituração em gral

Misturas de dois ou mais cremes podem ser obtidas com ajuda de um saco plástico

Pomadas podem ser removidas do saco plástico e acondicionadas em tubos, cortando-se uma das pontas do saco plástico e espremendo-se o conteúdo do saco para o tubo, diretamente (facilita a limpeza).

Quando preparar grandes quantidades, um misturador de cozinha pode ser muito útil.

Plastibase T não deve ser aquecida

A técnica da diluição geométrica acelera o processo de mistura de pomadas

Algumas gotas de óleo mineral ou outro solvente adequado pode melhorar a manipulação de fármacos que desenvolvem forças eletrostáticas

Não usar solventes voláteis quando levigar pós, pois o solvente poderá evaporar e carregar cristais do fármaco com ele.

Quando misturar as fases aquosa e oleosa para uma emulsão líquida, aquecer a fase aquosa alguns graus acima da fase oleosa antes da mistura, é muito útil. A fase aquosa tende a esfriar mais rapidamente que a fase oleosa

Quando preparar bases para pomadas, aquecer os componentes com ponto de fusão mais alto primeiramente, seguido da adição dos componentes com menor ponto de fusão, em ordem, até que todos tenham sido adicionados.

O aquecimento pode ser usado para amolecer pomadas antes de serem acondicionadas em potes ou tubo, facilitando o trabalho. Deve ser feito com cuidado para evitar a estratificação dos componentes

Quando colocar pomadas liquefeitas em tubos ou potes, resfriar a pomada até poucos graus acima do ponto de solidificação. Isso minimiza a formação de camadas de pomadas no acondicionamento

Cremes
Bases de cremes sem componentes ativos podem ser amaciadas em microondas, usando-se força mínima e pouco tempo.

Um umectante como glicerina, propilenoglicol, sorbitol 70% ou PEG 300 ou 400, adicionados a um creme, minimizam a evaporação.

Utilize aquecimento brando na preparação de cremes para minimizar a evaporação de água

Óleos voláteis podem ser adicionados somente após o resfriamento da preparação. Se soluções alcoólicas de aromatizantes serão adicionadas, resfriar a preparação abaixo do ponto de ebulição do álcool, em primeiro lugar.

A determinação do tipo de emulsão (O/A ou A/O) poderá ser efetuada, colocando uma gota da emulsão ou creme em uma superfície de água. Se a gota se espalhar, é do tipo O/A. Isso ocorre porque a fase externa da emulsão é miscível com água. Se permanece intacta como uma "bola", é provavelmente do tipo A/O porque sua fase externa não é miscível com água.

eralmente, a quantidade de tensoativo requerida para preparar uma boa emulsão está na faixa de 0,5 a 5% do volume total.

Pastas
O uso de aquecimento na preparação e manipulação de pastas facilita o trabalho

Levigar pós insolúveis com uma quantidade de base fundida

Géis
Pré-misturar alguns agentes geleificantes, como o ácido algínico, com outros pós, às vezes ajuda no processo de dispersão.

Bentonita pode ser dispersa facilmente, polvilhando-a em água, permitindo que as partículas hidratem e sedimentem no fundo do béquer. Glicerina ou outro líquido similar pode ser usado para pré-molhar a bentonita antes de misturá-la com água. A hidratação completa pode levar horas.

A adição de álcool a alguns géis diminui sua viscosidade e limpidez

Quando usar um propelente para preparar um gel, mantenha o propelente no fundo do recipiente para minimizar a incorporação de ar no produto.

Dissolver todos os agentes no solvente/veículo antes de adicionar o agente geleificante

Resinas de carbômeros são dispersas facilmente quando polvilhadas no vórtex de um líquido em agitação vigorosa

Remova todo ar incorporado nas dispersões de carbômeros antes de adicionar um agente espessante. Bolhas de ar podem ser removidas deixando-se o produto descansar por 24 horas ou colocando-o em um banho ultra-sônico. Um antiespumante como silicone pode ser útil

O pH é muito importante para determinar a viscosidade de um gel de carbômero

Géis de gelatina são preparados por dispersão da gelatina em água quente e resfriados em seguida. O procedimento pode ser simplificado pela mistura da gelatina com líquidos orgânicos como álcool etílico ou propilenoglicol, adição de água quente e resfriamento do gel.

Géis de tragacanto são preparados pela adição do pó em água fortemente agitada. Aqui, novamente, etanol, glicerina ou propilenoglicol podem ser usados para pré-molhar o pó. Outros pós podem ser misturados ao tragacanto, enquanto seco, antes da adição de água.

Geralmente, gomas naturais devem hidratar por 24 horas para formar um gel mais homogêneo ou magma.

Loções (tipo emulsão)
Algumas emulsões podem ser feitas em frascos, facilitando a limpeza.

Um misturador mecânico pode ser usado para preparar loções elegantes. Uma variedade de misturadores está disponível, alguns com várias lâminas.

Homogeneizadores manuais podem ajudar na preparação de emulsões

Quanto menor for o tamanho dos glóbulos, mais estável será a emulsão.

Pós
Um moedor de café poderá ajudar na redução das partículas de um pó. A maioria pode ser limpa com pincel de pelos de camelo, enquanto outros devem ser lavados com água e sabão.

Pós com tamanho de partículas e características de densidade iguais podem ser misturados em saco plástico usando uma espátula. Isso minimiza a quantidade de pó que pode se espalhar na área de trabalho

Máscaras contra pó devem ser usadas se o pó é excessivamente leve e escapa da área de trabalho

Se o pó é muito leve, macio, ele pode ser compactado pela adição de algumas gotas de álcool, água ou óleo mineral.

Estearato de magnésio, menos que 1% do peso total da mistura, pode ser usado para reforçar a lubrificação e fluxo, característicos dos pós.

Lauril sulfato de sódio, acima de 1%, pode ser adicionado aos pós para neutralizar as forças eletrostáticas de pós que tendem a se espalhar no ar ou são de difícil manuseio.

Cápsulas
Encapsuladores estão disponíveis para enchimento de 50, 100 ou 300 cápsulas de uma vez. Economizam tempo, se grandes quantidades de cápsulas precisam ser preparadas.

Cápsulas podem ser coloridas pela adição de um corante ao pó antes de ser colocado em uma cápsula limpa. Isso ajuda a distinguir vários tamanhos de pós e cápsulas.

Líquidos podem ser incorporados em cápsulas pela mistura com PEG 6000 ou 8000 fundidos. A mistura pode ser colocada nas cápsulas onde irá solidificar. A cápsula pode ser fechada e dispensada

Um líquido pode ser dispensado em cápsulas usando uma seringa para gotejar o líquido nas bases das cápsulas. O líquido não deve ser solvente de gelatina. Isso é especialmente verdadeiro para óleos.

Uma cápsula pode ser selada por umedecimento da abertura, final da cápsula base ou final da capa da cápsula. Um movimento de rotação selará a cápsula

Cápsulas podem ser limpas com um tecido macio ou toalha

Lauril sulfato de sódio, acima de 1%, pode ser adicionado aos pós para neutralizar forças eletrostáticas.

Dois elementos incompatíveis podem ser mantidos em separado, colocando-se um dentro de uma cápsula muito pequena e então, colocando-se essa cápsula pequena junto com outros pós, dentro de uma cápsula maior.

Pequenos comprimidos com fármacos potentes podem ser colocados dentro de cápsulas, juntamente com elementos adicionais

Oftálmicos

Filtros estéreis descartáveis, pequenos, estão disponíveis para preparação de pequenos volumes de oftálmicos.
Filtros de esterilização, grandes, tipo funil, estão disponíveis para preparação de grandes volumes de oftálmicos (colírios), ex: 100-200 ml.
Supositórios

Um banho seco, feito com areia e mantido a 37o C, irá proporcionar uma temperatura ideal para amaciar e fundir bases de ácidos graxos e de manteiga de cacau, em um tempo mínimo.
Pós devem estar na forma impalpável antes de serem incorporados em uma base de supositório
Moldes para supositórios devem estar limpos e secos para facilitar a liberação dos supositórios. Se o supositório "gruda", um lubrificante deve ser usado.
Destacar os supositórios dos moldes reusáveis é fácil se for usado um lubrificante. O lubrificante não pode ser um solvente da base de supositório. Use glicerina se a base é um óleo vegetal ou manteiga de cacau ou "spray" vegetal PAM, se a base é polietilenoglicol.
Quando moldar supositórios com as mãos, polvilhar uma pequena quantidade de talco nas mãos ou sobre a pedra-mármore para facilitar o trabalho com o material do supositório.
A base fundida deve ser colocada nos moldes, após estes estarem com a temperatura equilibrada com a temperatura ambiente. Moldar com auxílio de moldes gelados pode resultar em cavidades mal preenchidas e os supositórios com tendência a quebrar facilmente
Quando verter a massa fundida nos moldes, começar por uma das extremidades e continuar o enchimento até terminar, sem interrupção. Não passe para outro molde até que todo o primeiro tenha sido preenchido. Um pequeno excesso deve permanecer sobre a cavidade e após resfriamento e contração, a cavidade estará totalmente preenchida.
A quantidade máxima de fármaco e excipiente a ser incorporado ao supositório geralmente é cerca de 30% do peso total do supositório
Quando usar moldes plásticos descartáveis, esteja certo que a temperatura da base fundida é menor que a temperatura que funde o molde.
O excesso de material pode ser removido dos moldes de supositórios com auxílio de uma espátula de aço inox passada previamente em água morna e raspando-se o excesso. A espátula aquecida também serve para acertar o fundo do supositório
Na preparação de supositórios uretrais, um fino tubo de vidro pode ser usado como molde. Uma seringa de tuberculina de um ml pode ser usada como molde, se a barreira do êmbolo for cortada. O supositório uretral pode ser removido da seringa, inserindo-se o êmbolo e forçando o supositório com cuidado.
Supositórios são embalados com elegância em moldes descartáveis
Extratos vegetais quando umedecidos por levigação com uma pequena quantidade de base fundida, são facilmente distribuídos pela base.
Para incorporar materiais cristalinos, duros, pulverizar finamente ou dissolver em pequena quantidade de solvente e combinar a solução com a base.
Ingredientes líquidos misturados com um pó como amido, tornam-se menos fluidos e facilmente incorporados na base.
Uma grande quantidade de pós pode ser adicionado de algumas gotas de óleo mineral ou um líquido miscível com água, como a glicerina, para facilitar sua incorporação em algumas bases.
Pastilhas

A adição de um óleo aromatizante imiscível com a base pode ser obtida colocando-se algumas gotas de glicerina ou algum "solvente intermediário" ao óleo aromatizante, antes de misturá-lo com a base.
Pastilhas macias podem ser feitas com bases PEG, pastilhas mastigáveis com bases de gelatina glicerinada e pastilhas duras podem ser feitas com bases de xarope de açúcar.
Na falta de moldes para pastilhas, as tampinhas plásticas de frascos plásticos podem ser usadas como moldes. Um "spray" vegetal pode ser aplicado como lubrificante e a preparação moldada nessa tampa. Após solidificação, remover a pastilha. Uma alternativa é gotejar a base fundida em folhas de alumínio dispostas sobre cubos de gelo. As gotas irão imediatamente solidificar no contato com a folha gelada. Normalmente, terão forma circular. Checar os pesos cuidadosamente.
Aromatizando e Colorindo

Fármacos com sabor desagradável podem ser preparados como suspensões ou incorporados à fase interna de emulsões com aromatizantes no veículo para melhorar a palatabilidade (sabor)
Agentes aromatizantes e corantes devem ser combinados. Por exemplo: vermelho para cereja, marrom para chocolate, etc.
A efervescência pode mascarar o sabor de fármacos salinos
Miscelânea

Se a mesma quantidade de um líquido é medido constantemente, uma pipeta repetidora deveria ser usada.
Micropipetas devem ser usadas para medir quantidades muito pequenas de líquidos
Fórmulas e técnicas armazenadas em computador podem facilitar o processo de manipulação. Fórmulas padrão com instruções de manipulação para produtos freqüentemente manipulados irão promover a consistência e a qualidade dos produtos (padronização)
Quando manipular grande quantidade de produtos selecionados, pode ser necessário enviar amostras a um laboratório analítico.
Usar balanças eletrônicas no lugar de balanças de torção irá acelerar a pesagem e permitir que o farmacêutico confira pesos de cápsulas, pastilhas, supositórios, etc., muito rapidamente. Algumas balanças também têm uma impressora acoplada, para imprimir cópias para manter arquivos.
Béqueres com alças tornam a manipulação mais fácil quando o aquecimento é usado no processo de preparação
Placas aquecedoras com agitador magnético são versáteis e economizam tempo
Misturadores magnéticos estão disponíveis e permitem a agitação de quatro ou mais béqueres de uma solução, simultaneamente
Uma caixa iluminada pode ser usada para vários propósitos na farmácia de manipulação, como observar a limpidez de soluções, turbidez e uniformidade de suspensões e o nível de enchimento de supositórios em moldes plásticos.

Excipientes
Aglutinantes
Normalmente são compostos naturais ou sintéticos, do tipo polimérico. Atuam aumentando a viscosidade e formam, no momento de sua dissolução, uma película que circula as partículas, podendo retardar a dissolução do fármaco em presença de fluidos aquosos no local de absorção.

Em outros casos, no entanto, o uso de aglutinantes pode favorecer a dissolução ao hidrofilizar a superfície de contato entre as partículas do fármaco e os fluidos biológicos.

Desintegrantes

A desintegração é um passo prévio a dissolução efetiva e, quase sempre, seu fator limitante. A função dos desintegrantes se limita a permitir que o fármaco fique em condições de dissolver-se.

Dependendo da solubilidade da substância ativa escolhem-se o tipo de desintegrante e a concentração adequada para cada formulação.

Diluentes

Os diluentes ou material de enchimento são os adjuvantes adicionados em maior proporção na formulação de comprimidos e capsulas. Podem ocasionar a formulação de complexos absorbatos que diminuem a velocidade de dissolução. Cada formulação deve ser previamente estudada in vitro com relação a dissolução para que se possa antecipar os problemas de biodisponibilidade decorrentes da utilização desses adjuvantes.

Lubrificantes

São adicionados para assegurar a fluidez dos pós ou granulados e facilitar, assim, a dosificação dos mesmos.Como normalmente são utilizadas substâncias hidrofóbicas, dificultam a umectação e, portanto, a dissolução das substâncias ativas.

Os lubrificantes derivados de ácidos graxos podem sofrer fusão durante a compressão, recobrindo as partículas e dificultando a dissolução do mesmo.

Quando os grânulos são de natureza hidrofóbica a utilização de lubrificantes tensoativos solúveis, como lauril sulfato de sódio, pode aumentar notavelmente a velocidade de dissolução da substância ativa.

Os lubrificantes devem ser utilizados em uma concentração que permita um fluxo adequado e a tamisação uniforme da força de compressão no interior do comprimido e que, ao mesmo tempo, seja inferior à que provocaria uma excessiva hidrofobia da substância ativa devido ao recobrimento das partículas através deles.

Além dos problemas relacionados com a umectação do comprimido, os lubrificantes também podem ocasionar a adsorção de substâncias ativas ou causar reações de hidrólise devido à alcalinidade de alguns desses adjuvantes.

Tensoativos

São utilizados na formulação de fármacos pouco solúveis e podem exercer um papel muito importante na biodisponibilidade. Podem agir por umectação, solubilização ou formação de complexos com as partículas do fármaco e/ou favorecendo a permeabilidade das membranas biológicas absorventes. De um modo geral aumentam biodisponibilidade das substâncias ativas, porém em alguns casos apresentam ação contrária.

Ligantes

São responsáveis pela firmeza e resistência dos comprimidos. A firmeza é influenciada tanto pelo excipiente como pela pressão de compressão. Usar sempre a menor quantidade possível, quanto mais ligante menor é o poder deslizante. Um ligante que atua atrasando a liberação do medicamento é o polietileno glico de baixo peso molecular.

Antiaderentes

Facilitam a liberação dos comprimidos da matriz ou das punções.

Agente Flavorizante

Usado para dar sabor e odor agradáveis a uma preparação farmacêutica.

Umectante

Usado para evitar o ressecamento das preparações, particularmente pomadas e cremes, devido à sua capacidade de reter umidade.

Agente Suspensor

Agente que aumenta a viscosidade, usado para reduzir a velocidade de sedimentação das partículas(do fármaco) dispersas em um veículo no qual nao sao solúveis. As suspensões resultantes podem ser formuladas para uso oral, parenteral, oftálmico, tópico ou por outras vias.

Deslizante para comprimidos

Agentes usados nas formulacões de comprimidos e cápsulas para melhorar as propriedades de fluxo das misturas em pó.

Fonte: http://www.ccs.ufsc.br/farmacia/TCCGenericos/Biodisponibilidade/excipientes.html

11.03.2007

Os processos da pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos (conceitos)

Os processos da pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos (conceitos)

*Dr. Paulo Roberto G. Santos

A pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos é um processo que se inicia com a pesquisa básica de um novo composto, passando em seguida para os ensaios pré-clínicos, os ensaios clínicos e finalizado com o registro do medicamento.

PESQUISA BÁSICA

Também denominada fase de descoberta, a pesquisa básica consiste na análise ou na síntese de novos compostos que se mostrem promissores no combate a alguma patologia.

PESQUISA PRÉ-CLÍNICA

Os compostos que se mostram promissores durante a Fase de Pesquisa Básica devem continuar sendo investigados, passando então aos Ensaios Pré-Clínicos, ou Fase de Pré-Desenvolvimento. Nesta fase são checados os parâmetros de segurança e de eficácia através de estudos de toxicidade e de atividade in vitro e in vivo. Também são avaliadas a dose e a apresentação farmacêutica durante a Fase Pré-Clínica por poderem produzir variações importantes de toxicidade e de atividade. Se o composto for aprovado pelos resultados obtidos nos testes em animais, comprovadas a sua segurança e a sua eficácia, passa-se então para os testes em seres humanos, os Ensaios Clínicos.

PESQUISA CLÍNICA

A Pesquisa Clínica, fase de desenvolvimento de medicamentos, consiste em submeter os novos compostos a Ensaios Clínicos para avaliar a segurança e a eficácia do produto em seres humanos. Os Ensaios Clínicos são divididos em três etapas consecutivas que representam o estágio de desenvolvimento propriamente dito, e uma quarta fase, denominada Farmacovigilância, na qual o medicamento continua sendo avaliado após o registro e o lançamento.

- FASE I

Na primeira fase do Ensaio Clínico busca-se conhecer a tolerância e o metabolismo do medicamento. Parâmetros farmacológicos, biodisponibilidade, dose e posologia são analisados nessa fase. Para isso, um pequeno número de voluntários sadios (20 a 100 indivíduos) recebe doses crescentes da nova substância.

- FASE II

Nesta etapa, chamada de Pesquisa Terapêutica Piloto, realizada para determinar a segurança e a eficácia do princípio ativo, em curto prazo, um grupo ainda pequeno de voluntários doentes (entre 100 a 300) recebe uma dose determinada da substância. Essa fase é importante para estabelecer o intervalo adequado entre as doses e os regimes de administração do novo fármaco. O objetivo é alcançar a dose ótima, ou seja, aquela em que se consegue o melhor efeito terapêutico combinado ao menor conjunto de reações adversas.

- FASE III

Esta é a fase do Estudo Terapêutico Ampliado, na qual o medicamento é administrado em um número grande de pacientes, que pode variar de dezenas a milhares, dependendo do tipo de patologia, para se avaliar novamente a eficácia e a segurança do produto. A avaliação é sempre feita de maneira comparativa, utilizando-se placebo ou um outro tratamento de referência, e realizada em condições praticamente normais às de emprego. Análise de risco/benefício do princípio ativo também em curto prazo, cuidados na utilização, estudo dos eventos adversos, interações medicamentosas, fatores modificadores do efeito tais como sexo, idade e raça são analisados nessa fase.

- FASE IV

Também denominada Farmacovigilância ou Pesquisa Pós-Comercialização, essa fase é posterior ao registro e ao lançamento do novo medicamento.

Os Ensaios Clínicos apresentam, quanto à segurança, determinadas limitações inerentes ao seu desenho experimental. Assim é que, devido ao número de indivíduos estudados, novas indicações e efeitos raros podem não ser detectados, e, em função do tempo de duração do ensaio, efeitos decorrentes do uso prolongado do medicamento podem não ser revelados. Além do que, por força do próprio controle experimental a que são submetidas as populações participantes da investigação, não devem acontecer impropriedades nem por parte dos prescritores ao receitarem o medicamento, nem por parte dos usuários no cumprimento das prescrições.

Como também, ainda em razão do controle experimental, não deverão estar entre os pacientes participantes aqueles que possam representar riscos para o estudo por apresentarem problemas clínicos ou situações outras que venham a comprometer o pretendido tratamento, pelo organismo humano, do medicamento testado. Entre estes riscos estão, por exemplo, patologias que não sejam alvo direto dos testes, uso concomitante de outras drogas, ou pertencimento a grupos populacionais específicos como grávidas, crianças e idosos.

Assume-se aqui, portanto, que os Estudos de Fase IV, são sinônimos referentes ao mesmo processo de detecção, acompanhamento e controle de problemas decorrentes do uso já legalmente autorizado e generalizado de medicamentos. Estes estudos são vistos como essenciais em relação aos medicamentos novos, pois proporcionam a avaliação do seu uso em grandes populações. E devem ser desenvolvidos de forma a evitar o domínio de interesses outros que não o público e assegurar, assim, a isenção do processo.

*Dr. Paulo Roberto G. Santos

Chefe do Setor de Farmacovigilância
Serviço de Farmácia Clínica
Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas
Fundação Instituto Oswaldo Cruz

Descoberta revolucionaria ganha Premio Nobel de Medicina

Ciência e esperança

Cientistas do mundo inteiro estão entusiasmados com uma descoberta revolucionária. A novidade deu a dois norte-americanos o Prêmio Nobel de Medicina esta semana. Mas milhares de pacientes se perguntam: que mecanismo é esse que desativa genes que causam doenças como Aids, cegueira e câncer?

Especialistas brasileiros comentaram a importância dessa descoberta – da substância que a célula usa para enviar comandos para as suas diversas estruturas. Se os médicos souberem como controlar essa substância, eles vão poder evitar uma série de doenças. A descoberta é considerada tão revolucionária quanto à das células-tronco.

Saber a função de cada gene é o maior desafio de quem trabalha com genética. Na maioria dos laboratórios do mundo, a ferramenta usada para descobrir que gene faz o quê foi descoberta pelos norte-americanos Andrew Fire e Craig Mello, ganhadores do prêmio Nobel de medicina deste ano.

Eles constataram que um tipo de molécula do acido ribonucléico (RNA) presente nas células funciona como uma espécie de interruptor, desligando determinados genes. Essa molécula também pode ser criada em laboratório e injetada nas células para impedir a ação de genes responsáveis por doenças, um processo conhecido como interferência de RNA.

“Existem várias doenças que, teoricamente, poderiam ser tratadas, quem sabe até curadas, por essa estratégia de desligar, silenciar os genes, como infecção por HIV, uma hepatite C, herpes, alguns tipos de câncer. O que a gente precisa é fazer pesquisa, para ver, na prática, o que vai ser possível”, explica a pesquisadora do Departamento de Biologia da USP, Lygia da Veiga Pereira.

Desde que foi descoberta, a técnica virou alvo de grandes indústrias farmacêuticas, que investem milhões de dólares por ano em pesquisas. A expectativa dos especialistas é que os primeiros tratamentos estejam disponíveis dentro de cinco anos. O grande desafio agora é identificar com precisão os genes que estão ligados a cada tipo de doença e que devem ser desativados.

No Hospital Albert Einstein, em São Paulo, os pesquisadores estudam há três anos o comportamento dos genes de vários tumores. Os médicos acreditam que os pacientes com câncer serão os primeiros beneficiados com a aplicação da técnica.

“Ela traz perspectivas interessantes no tratamento do câncer e de doenças neurodegenerativas, porque nessas áreas nós estamos identificando crescentemente genes cuja expressão anômala, anormal, para mais ou para menos, está ligada à causa de doenças. As perspectivas são muito boas. Elas surgem em um momento em que nós temos condições de aplicar isso terapeuticamente”, afirma o geneticista Carlos Roberto Moreira Filho.

Os geneticistas consideram a descoberta tão revolucionária quanto à das células-tronco. As duas terapias são as maiores esperanças da medicina.

“Nas células-tronco, você visa a repor tecidos que estão danificados por alguma doença. Na utilização desses RNAs, o que você quer é desligar genes que estão causando a doença. A célula-tronco visa a regenerar, consertar um dano que já foi feito, e esses RNAs visam a atacar a causa e parar o dano”, acrescenta a pesquisadora do Departamento de Biologia da USP, Lygia da Veiga Pereira.

Como disseram os pesquisadores, até que essas descobertas sejam transformadas em remédios ou formas de tratamento serão mais alguns anos de pesquisa. Os especialistas acreditam que as primeiras aplicações só vão ocorrer em cinco anos – o que, para a medicina, não é tanto tempo assim.