Aquela sobremesa deliciosa do jantar de ontem à noite continua provocando forte lembrança? Um prato especialmente saboroso, apesar de ter sido consumido há alguns dias, ainda provoca água na boca? Não há motivo de culpa. Tais eventos não são exemplos de gulodice, mas da formação natural da memória, segundo um estudo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O estudo, feito por cientistas dos Estados Unidos e da Itália, indica que a ingestão de alimentos ricos em gordura estimula a formação de memórias de longo prazo, aquela que não desaparece rapidamente. O estudo se soma a trabalho recente do mesmo grupo que havia apontado a relação entre gordura ingerida e controle do apetite e tem implicação importante no desenvolvimento de tratamentos para obesidade e outros distúrbios alimentares. Os pesquisadores haviam identificado que os ácidos oleicos, obtidos a partir da hidrólise da gordura animal e de certos óleos vegetais, são transformados no intestino delgado em uma molécula chamada de oleoletanolamina (OEA).
A OEA envia mensagens de saciedade ao cérebro e, em níveis elevados, pode reduzir o apetite e promover a perda de peso e a diminuição de níveis de triglicérides e de colesterol. Liderados por Daniele Piomelli, do Instituto Italiano de Tecnologia e da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI), e por James McGaugh, da UCI, um dos principais especialistas em memória no mundo, os cientistas descobriram que o OEA também causa a consolidação da memória, processo por meio do qual memórias superficiais, de curto prazo, são transformadas em memórias de longo prazo, que podem ser 'armazenadas'.
A consolidação é feita por meio da ativação de sinais de estímulo na amígdala, a parte do cérebro envolvida na consolidação de memórias e eventos emocionais. Em testes com roedores, os pesquisadores observaram que a administração de oleoletanolamina levou à melhoria na retenção da memória.
Quando receptores celulares ativados pelo OEA foram bloqueados, os efeitos da retenção da memória diminuíram. "O composto oleoletanolamina é parte da 'cola molecular' que faz com que as memórias grudem. Por ajudar a lembrar onde e quando foi feita uma refeição gordurosa, a atividade de estímulo da memória do OEA parece ter sido uma importante ferramenta evolucionária para o homem e outros mamíferos" disse Piomelli.
Gorduras são importantes para a saúde geral, ajudando na absorção de vitaminas e na proteção de órgãos vitais. Apesar de a dieta do homem atualmente ser rica em gorduras, o mesmo não ocorreu com os primeiros humanos. Na natureza, alimentos ricos em gordura são raros. "Lembrar da localização e do contexto de uma refeição cheia de gordura foi, provavelmente, um importante mecanismo de sobrevivência para os primeiros humanos. Faz sentido que os mamíferos tenham essa capacidade" disse o cientista italiano.
Apesar disso, segundo Piomelli, tamanha ajuda para a memória talvez não seja tão benéfica atualmente. Enquanto o oleoletanolamina contribui para a sensação de saciedade após uma refeição, ele pode também estimular a vontade de ingerir novamente alimentos ricos em gordura, que, quando consumidos em excesso, podem causar obesidade.
Drogas que simulam os efeitos do oleoletanolamina já estão sendo usadas em estudos clínicos para controle da triglicéride. O grupo do estudo agora divulgado pretende investigar se tais compostos podem melhorar a consolidação da memória em pessoas com deficiência nesse processo.
Fonte: JB Online - Notícias Terr
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5.06.2009
TRATAMENTOS VARIZES COM MENOS DOR
RADIOFREQUÊNCIA TRATA VARIZES COM MENOS DOR
Disponível no Brasil, terapia é indicada a casos graves. Um novo procedimento, que trata varizes por meio de radiofrequência, garante uma recuperação mais rápida, com menos dor e baixo risco de complicações.
Apesar de pouco difundida, a técnica já vem sendo utilizada no Brasil e foi lançada oficialmente durante o congresso internacional de cirurgia endovascular, que aconteceu em abril em São Paulo. A radiofrequência beneficia especialmente os pacientes com varizes graves, em que a doença forma feridas e pode levar a sequelas importantes, como alterações na pele, nas articulações e até trombose. Entre as opções disponíveis para esses pacientes, a cirurgia e um tipo específico de escleroterapia trazem riscos de complicações. Já o tratamento com laser, que utiliza calor, pode ser muito dolorido no pós-operatório e não é muito empregado nesses casos.
"A radiofrequência usa o mesmo princípio do laser mas, por não gerar calor, é menos agressiva, não queima a pele e tem pouco risco de complicação", explica o cirurgião endovascular Sidnei Galego, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. "A recuperação é mais rápida", diz Armando Lobato, cirurgião endovascular do Hospital Santa Catarina, que presidiu o congresso sobre a área. Nos pacientes em que o problema é mais estético, as melhores opções continuam sendo a cirurgia, que hoje é feita com minúsculas incisões e que quase não requer internação, e a escleroterapia. O procedimento-que injeta um líquido na veia doente capaz de destruir o vaso-é usado em microvarizes e na telangiectasias, veias fininhas que parecem uma aranha sob a pele.
Para os casos leves, segundo os médicos, a relação custo-benefício da radiofrequência não compensa, pois esse procedimento-que custa em média R$ 2.000- não é coberto pelo SUS. "A radiofrequência não deve ser usada para tratamento estético", diz o cirurgião vascular Paulo Kauffman, da USP.
Vários fatores podem levar à formação de varizes, que afeta entre 15% e 20% da população. Componentes hereditários e os hormônios femininos, entre outros, facilitam o aparecimento de veias varicosas. Já o excesso de peso e o sedentarismo dificultam o retorno venoso. As paredes do vaso vão perdendo elasticidade e se dilatam, o que deixa as veias alargadas e tortuosas. Gabriela Cupani, da Reportagem Fonte: Folha de São Paulo - Portal Médico
Disponível no Brasil, terapia é indicada a casos graves. Um novo procedimento, que trata varizes por meio de radiofrequência, garante uma recuperação mais rápida, com menos dor e baixo risco de complicações.
Apesar de pouco difundida, a técnica já vem sendo utilizada no Brasil e foi lançada oficialmente durante o congresso internacional de cirurgia endovascular, que aconteceu em abril em São Paulo. A radiofrequência beneficia especialmente os pacientes com varizes graves, em que a doença forma feridas e pode levar a sequelas importantes, como alterações na pele, nas articulações e até trombose. Entre as opções disponíveis para esses pacientes, a cirurgia e um tipo específico de escleroterapia trazem riscos de complicações. Já o tratamento com laser, que utiliza calor, pode ser muito dolorido no pós-operatório e não é muito empregado nesses casos.
"A radiofrequência usa o mesmo princípio do laser mas, por não gerar calor, é menos agressiva, não queima a pele e tem pouco risco de complicação", explica o cirurgião endovascular Sidnei Galego, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. "A recuperação é mais rápida", diz Armando Lobato, cirurgião endovascular do Hospital Santa Catarina, que presidiu o congresso sobre a área. Nos pacientes em que o problema é mais estético, as melhores opções continuam sendo a cirurgia, que hoje é feita com minúsculas incisões e que quase não requer internação, e a escleroterapia. O procedimento-que injeta um líquido na veia doente capaz de destruir o vaso-é usado em microvarizes e na telangiectasias, veias fininhas que parecem uma aranha sob a pele.
Para os casos leves, segundo os médicos, a relação custo-benefício da radiofrequência não compensa, pois esse procedimento-que custa em média R$ 2.000- não é coberto pelo SUS. "A radiofrequência não deve ser usada para tratamento estético", diz o cirurgião vascular Paulo Kauffman, da USP.
Vários fatores podem levar à formação de varizes, que afeta entre 15% e 20% da população. Componentes hereditários e os hormônios femininos, entre outros, facilitam o aparecimento de veias varicosas. Já o excesso de peso e o sedentarismo dificultam o retorno venoso. As paredes do vaso vão perdendo elasticidade e se dilatam, o que deixa as veias alargadas e tortuosas. Gabriela Cupani, da Reportagem Fonte: Folha de São Paulo - Portal Médico
TOMAR ASPIRINA A PARTIR DOS 40 PODE REDUZIR RISCO DE CÂNCER
Aqueles que ingerirem regularmente uma certa dose de aspirina a partir dos 40 anos reduzirão o risco de sofrer de câncer quando forem idosos, afirma estudo divulgado nesta terça-feira pela organização britânica Cancer Research UK.
Uma equipe de cientistas da ONG explica que a aspirina é capaz de bloquear as enzimas COX, encarregadas de permitir o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Por isso, se o medicamento for administrado como tratamento preventivo poderia provocar queda no risco de alguém sofrer da doença no longo prazo.
Não é a primeira vez que a comunidade científica analisa as propriedades da aspirina na prevenção do câncer, e vários estudos realizados anteriormente sugerem que as pessoas que tomam o fármaco com certa assiduidade desenvolvem maior proteção frente ao câncer de mama, de intestino e de próstata. Desta vez, os pesquisadores do Cancer Research UK se basearam nas conclusões de 12 projetos, que contaram com participação de mais de 50 mil pessoas.
Apesar das afirmações contidas no estudo, muitos médicos ainda se negam a recomendar a ingestão de aspirina no longo prazo, devido a efeitos colaterais e secundários que podem ser reforçados, como hemorragias intestinais e úlceras estomacais. Os cientistas dizem agora que o tratamento preventivo com aspirinas deve começar a partir dos 40 ou 45 anos, aproximadamente uma década antes da idade na qual os seres humanos são mais propensos a desenvolver câncer.
Segundo o professor Jack Cuzick, da Universidade Queen Mary, em Londres, o tratamento é mais efetivo nessas idades porque "é nesse período que começam a ocorrer lesões pre-cancerígenas".
No entanto, Cuzick considera que ainda é cedo demais para se generalizar o tratamento, já que "são necessários mais exames para avaliar quais tipos de pessoas poderiam ser beneficiados pelo próprio".
Fonte: Agência EFE -
Uma equipe de cientistas da ONG explica que a aspirina é capaz de bloquear as enzimas COX, encarregadas de permitir o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Por isso, se o medicamento for administrado como tratamento preventivo poderia provocar queda no risco de alguém sofrer da doença no longo prazo.
Não é a primeira vez que a comunidade científica analisa as propriedades da aspirina na prevenção do câncer, e vários estudos realizados anteriormente sugerem que as pessoas que tomam o fármaco com certa assiduidade desenvolvem maior proteção frente ao câncer de mama, de intestino e de próstata. Desta vez, os pesquisadores do Cancer Research UK se basearam nas conclusões de 12 projetos, que contaram com participação de mais de 50 mil pessoas.
Apesar das afirmações contidas no estudo, muitos médicos ainda se negam a recomendar a ingestão de aspirina no longo prazo, devido a efeitos colaterais e secundários que podem ser reforçados, como hemorragias intestinais e úlceras estomacais. Os cientistas dizem agora que o tratamento preventivo com aspirinas deve começar a partir dos 40 ou 45 anos, aproximadamente uma década antes da idade na qual os seres humanos são mais propensos a desenvolver câncer.
Segundo o professor Jack Cuzick, da Universidade Queen Mary, em Londres, o tratamento é mais efetivo nessas idades porque "é nesse período que começam a ocorrer lesões pre-cancerígenas".
No entanto, Cuzick considera que ainda é cedo demais para se generalizar o tratamento, já que "são necessários mais exames para avaliar quais tipos de pessoas poderiam ser beneficiados pelo próprio".
Fonte: Agência EFE -
SURDEZ E DISLEXIA
A surdez em crianças é confundida com dislexia e déficit de atenção. A surdez é uma situação complexa, pois pode afetar o desenvolvimento psicológico, a fala, a aprendizagem e a intelectualidade, prolongando os efeitos. As perdas auditivas não precisam ser severas para produzir prejuízos educacionais e emocionais. Até uma perda leve poderá resultar em uma dificuldade para ouvir de forma plena. A surdez na criança pequena (até 3 anos) tem consequências muito mais graves do que no adulto, pois a audição é necessária para o desenvolvimento não só da linguagem, mas da inteligência. Estima-se que existam 15 milhões de pessoas com algum tipo de perda auditiva no Brasil, sendo 406.588 com até 14 anos. Em cada mil crianças, seis apresentam perda de audição no nascimento, estimativa preocupante. Os problemas de aprendizagem e agressividade infantil podem estar ligados a auditivos; a construção da linguagem está ligada à compreensão do conjunto de elementos simbólicos que dependem de uma boa audição. As avaliações devem ser feitas não só nos casos de risco. Todos os bebês devem ser avaliados. A criança disléxica tem dificuldade de soletrar, ler em voz alta, memorizar palavras e escrever. Isso não quer dizer que são menos inteligentes; aliás, muitos apresentam inteligência normal ou até superior à da maioria. Já as crianças com déficit de atenção têm dificuldade de manter a atenção durante períodos prolongados. Pedidos de tarefa devem ser, portanto, feitos um a um. É fundamental professores observarem crianças em idade escolar. Pessoas mais próximas podem usar métodos simples para saber se há perda auditiva. Mas isso não afasta o diagnóstico médico. - Cláudio Coelho, otorrinolaringologista -
Fonte: Jornal do Brasil - Portal Médico
Fonte: Jornal do Brasil - Portal Médico
Risco de leucemia observado com o fármaco mitoxantrona para a Esclerose
Risco de leucemia observado com o fármaco mitoxantrona para a Esclerose
Um estudo italiano confirma que as pessoas com Esclerose Múltipla (EM) que são tratadas com o fármaco mitoxantrona têm um risco acrescido de desenvolverem leucemia aguda. Além disso, parece que o risco é significativamente mais elevado do que o relatado anteriormente.
O Dr. Vittorio Martinelli, do Centro de Esclerose Múltipla, da Universidade Vita-Salute, em Milão, alertou que o potencial risco de leucemia aguda deve ser cuidadosamente considerado comparativamente aos potenciais benefícios do tratamento com mitoxantrona, para cada paciente isoladamente.
Estudos anteriores tinham associado o tratamento com mitoxantrona a um aumento do risco de leucemia aguda. De acordo com esses estudos, a leucemia aguda ocorreu de 0,07 a 0,25 por cento dos pacientes com Esclerose Múltipla a tomar mitoxantrona.
Contudo, num estudo retrospectivo com 2854 pacientes italianos com Esclerose Múltipla a receber o fármaco, os investigadores descobriram que 21 (0,74%) desenvolveram leucemia aguda, tendo oito dos quais morrido.
A leucemia aguda desenvolveu-se, em média, 37 meses após o início do tratamento com mitoxantrona e, em média, 18 meses após o fim do tratamento.
O Dr. Martinelli alertou que é vital que todos os pacientes com Esclerose Múltipla tratados com mitoxantrona se submetam a um seguimento hematológico prolongado e cuidadoso para verificar a existência de leucemia aguda.
A mitoxantrona é um medicamento de quimioterapia, originalmente desenvolvido para certas formas de cancro. Foi aprovada pela agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) em 2000 para o tratamento da EM secundária progressiva, EM progressiva por surtos e EM recorrente remitente grave.
Tags: esclerose
Um estudo italiano confirma que as pessoas com Esclerose Múltipla (EM) que são tratadas com o fármaco mitoxantrona têm um risco acrescido de desenvolverem leucemia aguda. Além disso, parece que o risco é significativamente mais elevado do que o relatado anteriormente.
O Dr. Vittorio Martinelli, do Centro de Esclerose Múltipla, da Universidade Vita-Salute, em Milão, alertou que o potencial risco de leucemia aguda deve ser cuidadosamente considerado comparativamente aos potenciais benefícios do tratamento com mitoxantrona, para cada paciente isoladamente.
Estudos anteriores tinham associado o tratamento com mitoxantrona a um aumento do risco de leucemia aguda. De acordo com esses estudos, a leucemia aguda ocorreu de 0,07 a 0,25 por cento dos pacientes com Esclerose Múltipla a tomar mitoxantrona.
Contudo, num estudo retrospectivo com 2854 pacientes italianos com Esclerose Múltipla a receber o fármaco, os investigadores descobriram que 21 (0,74%) desenvolveram leucemia aguda, tendo oito dos quais morrido.
A leucemia aguda desenvolveu-se, em média, 37 meses após o início do tratamento com mitoxantrona e, em média, 18 meses após o fim do tratamento.
O Dr. Martinelli alertou que é vital que todos os pacientes com Esclerose Múltipla tratados com mitoxantrona se submetam a um seguimento hematológico prolongado e cuidadoso para verificar a existência de leucemia aguda.
A mitoxantrona é um medicamento de quimioterapia, originalmente desenvolvido para certas formas de cancro. Foi aprovada pela agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) em 2000 para o tratamento da EM secundária progressiva, EM progressiva por surtos e EM recorrente remitente grave.
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