5.09.2009

130 milhões de pessoas, dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para ter acesso à assistência farmacêutica.

Hoje 70% dos brasileiros dependem de remédios do SUS

O secretário de Ciência e Tecnologia e de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, médico Reinaldo Felipe Nery Guimarães, disse ontem (7), durante audiência pública sobre saúde promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que 70% dos brasileiros, ou 130 milhões de pessoas, dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para ter acesso à assistência farmacêutica.

Por essa razão, ele sustentou que é a medicina baseada em evidências de grande repercussão, inclusive mundial, que deve balizar os gastos na incorporação de novos medicamentos à lista de fármacos do SUS.

Além disso, afora a comprovada eficiência e registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), esses medicamentos devem apresentar, também, uma relação aceitável entre seu custo e sua eficácia.

Ele ressaltou que, hoje, 30% de todos os casos de intoxicação registrados no país decorrem do uso inadequado de medicamentos, seja por automedicação, seja pelo uso de medicamentos não registrados na ANVISA que não tenham eficiência comprovada.
Diante disso, ele observou que não faz sentido uma ordem judicial que determine o fornecimento de medicamentos não registrados pela ANVISA.

Avaliação
Respondendo a críticas de que o sistema público de saúde brasileiro não possui centros de pesquisa clínica, ele disse que, desde 2004, vêm sendo criados, sim, tais centros em hospitais para avaliar a eficácia de medicamentos e disse que está em estudos a criação de um órgão de avaliação fora do Ministério.

Reinaldo Guimarães destacou que, em 2008, o Ministério da Saúde despendeu cerca de R$ 6 bilhões na assistência farmacêutica, o que representa 14% de todo o orçamento do Ministério, ante 6% há dez anos.

Ele ressaltou, também, o avanço alcançado com a introdução dos medicamentos genéricos na lista do SUS, que, segundo ele, permitiu uma economia de R$ 10,5 bilhões nos últimos dez anos

Usuários
Na sexta e última sessão da série de audiências públicas sobre saúde, hoje enfocando a assistência farmacêutica do SUS, Antonio Barbosa da Silva, representante do Instituto de Defesa dos Usuários de Medicamentos e autor de um dicionário de medicamentos, reclamou o estabelecimentos de uma política de medicamentos para o país.

“Não temos uma política de medicamentos, discutida com a sociedade e com o Congresso Nacional”, afirmou. Segundo ele, existem apenas diretrizes, que variam de governo para governo. “Há programas, que funcionam à base de portarias”, observou.

Ele apontou o superfaturamento dos preços dos remédios nas licitações públicas, a maquiagem de remédios, a falta de planejamento e a estocagem inadequada, entre outros, para a situação atual, em que, com frequência, faltam medicamentos da própria lista do SUS.

Internações
Em virtude dessa situação, ele afirmou que 30% das internações de pacientes em hospitais públicos brasileiros decorrem, hoje, da não conclusão de tratamento dos pacientes, por falta de medicamentos do SUS.

E ratificou a informação antes fornecida pelo representante do Ministério da Saúde de que 30% das intoxicações ocorrem por uso inadequado de medicamentos.

Ele disse que muitos estados desprezam o princípio da economicidade nas licitações, afirmando que, ainda recentemente, isso ocorreu em São Paulo e Minas Gerais. Segundo ele, o superfaturamento dos remédios aumenta seu custo em 50%.

Portanto, por analogia, isto significa que o SUS poderia disponibilizar mais 50% de remédios, se o poder público conseguisse evitar o superfaturamento. Prova disso segundo ele, é que os genéricos, com princípios ativos iguais, são comercializados a preço 50% menor.

“Se fossem fiscalizadas as notas fiscais de saída dos laboratórios e
comparadas com as notas fiscais emitidas no varejo, esta superfaturamento seria constatado”, afirmou.

Ele disse também que alterações na legislação existente, por meio de decretos que se sobrepõem a leis, acabam facilitando a maquiagem de produtos.

Da mesma forma, segundo ele, é desrespeitada a lei que proíbe a existência de medicamentos com nome igual, porém, com princípio ativo diferente.

Por fim, ele reclamou uma atuação mais efetiva do governo na fiscalização do registro de patentes, inclusive no plano internacional.

“Se o metal mais precioso custa R$ 100,00 o miligrama, como pode um miligrama de princípio ativo de um medicamento (no caso, o Interferon), custar R$ 15 mil a R$ 20 mil”? questionou.

Segundo ele, “a indústria dita os preços e o mercado, as regras, para facilitar o lucro, e não para beneficiar o paciente”.

E isto, observou, gera a exclusão de pacientes, o que, em seu entender, seria “uma nova forma de genocídio”.

Aquidauana News

Stents medicamentosos podem trazer mais benefícios que os comuns

Pesquisas desfazem má impressão deixada por dados anteriores.
Uso de estratégia diminui necessidade de novas intervenções.
Os stents medicamentosos, mais modernos e mais caros, sofreram críticas intensas após uma pesquisa, em 2006, apontar aumento da mortalidade nos pacientes tratados com eles. Na edição de 7 de maio da revista "The New England Journal of Medicine", duas pesquisas demonstram a superioridade dos stents medicamentosos sobre os comuns.

No primeiro estudo, pacientes com infartos agudos do coração receberam stents comuns ou medicamentosos. O grupo dos stents medicamentosos necessitou menos de novos procedimentos por fechamento da artérias tratadas no primeiro ano pós-tratamento. Na outra pesquisa, todos os pacientes que receberam stents na Suécia entre 2003 e 2006 foram acompanhados.
Os que foram tratados com stents medicamentosos também mostraram que seu risco de reobstrução era menor. A mortalidade, que foi o motivo principal da crítica em 2006, não foi alterada entre os dois grupos nos dois estudos.

Alem dessas evidências, um grande estudo sobre o tema foi apresentado no Congresso da Associação Americana do Coração. Mais de 260 mil casos de tratamento com stents dos dois tipos foram avaliados.
Nesse estudo, os stents medicamentosos foram associados a uma diminuição das mortes e infartos não fatais. Os especialistas avaliam que as diferenças entre os achados anteriores e os atuais podem se dever a uma melhor seleção do pacientes candidatos ao tratamento.


A angioplastia é um tratamento que desobstrui as artérias através de um cateterismo. Nesse procedimento, um cateter com um pequeno balão é guiado até a região fechada da artéria. Quando atinge a obstrução, o balão é inflado e reabre a artéria, comprimindo a placa de gordura contra a parede arterial.
Como existia a possibilidade do fechamento da artéria logo após sua reabertura, foram desenvolvidos os stents. Essas pequenas estruturas metálicas têm o formato de molas, que se expandem e mantêm a artéria aberta após a angioplastia.

O desenvolvimento posterior foi a adição de medicamentos aos stents com o intuito de prevenir a formação de trombos nas regiões tratadas das artérias.
O futuro parece ser dos stents biodegradáveis, que se dissolvem após algum tempo. Resta aguardar a evolução tecnológica e os resultados clínicos de sua aplicação.

Globo.com

Controle de peso / stress / nutrição / alimentação

Teresa Branco


Por que tenho fome mais rapidamente quando como doces?

A resposta é simples: porque têm um índice glicémico mais elevado!

Atualmente, sabe-se que a melhor forma de recomendar a ingestão dos hidratos de carbono é através do seu índice glicémico (capacidade que um alimento tem de fazer subir o açúcar no sangue).

Todos os alimentos têm um índice glicémico (IG), mesmo que seja zero ou muito próximo disso, contudo, existem alguns alimentos que têm um IG muito elevado, proporcionando uma subida do açúcar no sangue muito rápida e muito acentuada. O índice glicémico de um alimento depende de vários factores, como a solubilidade de um alimento, o processamento do alimento, o teor em fibra e o teor em gordura.

Solubilidade
Quanto maior a solubilidade de um alimento, maior o seu índice glicémico. As batatas cozidas têm um IG mais elevado do que as batatas fritas, porque as primeiras dissolvem-se com maior facilidade, no entanto, ainda assim, é mais saudável comer as batatas cozidas pela menor quantidade de gordura (apesar de ser um indicador de escolhas saudáveis o IG não deverá ser o único factor de escolha).

Grau de processamento dos alimentos
Quanto mais processado for um alimento, mais fácil será a sua digestão. A farinha branca tem um IG mais elevado do que a farinha integral, que apresenta uma mais lenta absorção.

Teor em fibra
Uma vez que as fibras não se digerem, quanto mais fibra contiver um alimento, mais lenta será a sua digestão.

Teor em gordura
A gordura tem uma digestibilidade inferior, fazendo com que os níveis de açúcar não se elevem em demasia.

Uma alimentação saudável implica a escolha de alimentos com um IG baixo, de forma a não proporcionar um aumento do açúcar no sangue. O aumento do açúcar no sangue é sucedido de uma descarga de insulina (hormona que degrada os açúcares), que tem como consequência gerar uma descida do açúcar e, com isto, a sensação de fome.

Quando se pretende perder peso, é necessário adiar a fome e é por essa razão que devemos incluir alimentos de IG no nosso plano alimentar para perda de peso.

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A culpa não é das batatas
A fisiologista de controlo do peso Teresa Branco explica porquê
Não podemos ser fundamentalistas em relação à nossa alimentação. A inibição total de determinados alimentos não poderá, nem deverá, ser a forma como controlamos o nosso peso e a nossa saúde.

Devemos comer de tudo, mas em quantidades moderadas. Para isso, devemos saber que quantidades podemos ingerir de determinados alimentos e qual a actividade física que compensa os nossos excessos alimentares.

Só desta forma é possível controlarmos o nosso peso e a nossa saúde para o resto das nossas vidas. A nova tabela dos alimentos portugueses, elaborada pelo instituto Ricardo Jorge, confirma que alguns produtos considerados o lobo mau da alimentação, afinal, não sendo o cordeirinho, não são tão calóricos como pensamos.

Veja alguns exemplos:

Leite condensado

Informação nutricional: 334 calorias por 100 g.

Veredicto: 2 colheres de sopa de leite condensado têm 30 gramas, cerca de 130 calorias. Tem o valor calórico semelhante a uma fatia de pão.


Natas

Informação nutricional: 323 calorias por 100 g.

Veredicto: As natas que ingere em 3 colheres de sopa de bacalhau com natas somarão cerca de 10 g, assim sendo, ingere 32 calorias fornecidas pelas natas.


Gelados

Informação nutricional: O valor calórico dos gelados oscila, normalmente, entre 70 a 270 calorias.

Veredicto: Para aumentar 1 kg de peso terá que ingerir 7.700 calorias a mais, para além das suas necessidades, o que equivale a muitos gelados. O importante é respeitar as suas necessidades calóricas diárias e, pontualmente, comer o seu gelado preferido.

Carne de porco

Informação nutricional: Por estranho que pareça 100 g de carne de porco do lombo frita com manteiga tem cerca de 180 kcal. 100 g da mesma carne grelhada tem cerca de 189 kcal.

Veredicto: Ao grelharmos a carne, esta perde água e a quantidade da peça que comemos é inferior. Para obtermos um naco do mesmo tamanho depois de confeccionada teremos que ter inicialmente uma peça de carne maior. Com o aumento deste naco, aumentamos também a quantidade de proteínas e gordura presentes, originando um aumento do valor calórico.

Arroz

Informação nutricional: 100 g de arroz cozido simples tem 127 calorias, enquanto 100 g de arroz de polvo com azeite tem cerca de 124 calorias.

Veredicto: O mesmo se passa com muitos dos nossos pratos tradicionais, sendo importante moderar a quantidade que ingerimos, sem nos inibirmos de os consumir.

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Como pode ingerir pratos tradicionais portugueses sem engordar

Muitas pessoas queixam-se que não conseguem gerir o peso porque almoçam frequentemente em restaurantes, jantam socialmente quase todos os fins-de-semana, frequentam festas e aniversários...

Referem, também, que as alternativas apresentadas nesses locais são muito pouco saudáveis, o que impossibilita manter um regime alimentar saudável. Contudo, estes conceitos não passam de mitos, pois as pessoas que se sentam todos os dias para almoçar, que comem de faca e garfo e que preferem as refeições tradicionais portuguesas são, muitas vezes, aquelas que melhor gerem o seu peso ao longo da vida.

Se não acredita, veja estes exemplos:

Cozido à portuguesa

Ao contrário do que possa pensar, o nosso cozido à portuguesa é uma refeição muito saudável e equilibrada. Podemos seleccionar as carnes mais magras (aproximadamente 3 pedaços), 2 colheres de sopa rasas de arroz, 1 de feijão, metade de uma batata e 1 rodela do enchido que mais gostamos. Metade do nosso prato deverá estar cheio com as couves do cozido.

Valor calórico: cerca de 400 calorias

Arroz de polvo

O arroz de polvo é um prato igualmente saudável desde que ingerido na quantidade adequada. Se na sua confecção utilizarmos couve lombarda, por exemplo, reduzimos consideravelmente o seu valor calórico e não lhe retiramos sabor. Utilize azeite para apaladar.

Duas conchas de sopa rasas são, salvaguardando algumas excepções, a quantidade apropriada. Se possível, prefira uma versão de arroz de polvo mais malandrinho.

Valor calórico: cerca de 450 calorias


Feijoada

A feijoada é uma excelente opção uma vez por semana. Se incluir na sua confecção couve, torna-se ainda mais equilibrada. É uma óptima oportunidade para ingerir feijão.

Prefira 3 pedaços de carne mais magra, incluídos nas duas conchas de sopa rasas que deverá conter o seu prato.

Valor calórico: cerca de 450 calorias


Amêijoas à bolhão pato

As amêijoas têm poucas calorias, no entanto devemos comê-las como prato principal e não como entrada, especialmente se queremos molhar o pão alentejano no molho de azeite e coentros. Se ingerir uma dose de amêijoas com uma fatia de pão e uma sopa não estará a ultrapassar o valor calórico recomendado para uma refeição em que se pretende controlar o peso.

Valor calórico: cerca de 450 calorias

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A gordura das mulheres

Saiba como resolver um problema que preocupa o sexo feminino
A maioria das mulheres acumula gordura na região das ancas e glúteos. A essa distribuição de gordura corporal atribui-se o nome de gordura ginóide, ou seja, o formato de pêra.

A massa gorda acumulada na região superior do corpo, barriga, peito e costas denomina-se de andróide e tem a forma de uma maçã.

Actualmente, a investigação científica evidencia um maior risco de doença cardiovascular nas mulheres que apresentam um perímetro da cintura superior a 88 cm, uma vez que indicia a presença de gordura visceral (gordura nos órgãos da cavidade abdominal).

Por essa razão, as mulheres com uma distribuição de gordura em formato de maçã têm um perfil de risco superior às mulheres com gordura nas ancas e glúteos, sendo já assumido, junto da comunidade científica, que este tipo de gordura pode ser protectora da doença cardiovascular.

A boa noticia é que a gordura mais prejudicial à saúde é também aquela que se elimina mais facilmente visto que é mais sensível à acção de determinadas hormonas que promovem a utilização dessa fonte de energia.

O problema e a solução

Independentemente do risco que oferece, a gordura localizada é sempre um factor perturbador para mulheres que se preocupam com a sua imagem.

Uma das soluções para este problema poderá estar na remoção cirúrgica da gordura localizada dessas regiões, que, apesar de eficaz, é um método muito intrusivo.

Outro método que proporciona resultados eficazes (sem ser intrusivo) é o emagrecimento de uma forma saudável através da ingestão de menos calorias e do dispêndio calórico aumentado através da actividade física.

Neste tipo de abordagem os efeitos são conseguidos ao longo do tempo e a alimentação saudável e a prática de actividade física são compromissos para o resto da vida, sendo os efeitos reversíveis na sua ausência.

Como pôr em prática

A alimentação adequada para o emagrecimento e perda de volume nestas regiões terá que ser hipocalórica, ou seja, inferior às nossas necessidades, para que sejam utilizadas essas fontes de gordura corporal.

No entanto, o aporte de calorias não deverá ser muito restritivo de forma a não comprometer a massa muscular corporal. Se gastamos 2.000 calorias diariamente, deveremos no mínimo ingerir 1.500 calorias, desta forma retiraremos 500 calorias diariamente ao nosso armazém de gordura corporal.

E, se gastarmos mais energia, teremos oportunidade de gastar mais gordura corporal.

Esse gasto de energia deve ser aumentado através de actividade física que promova um dispêndio calórico considerável e ao mesmo tempo promova um aumento da massa muscular de forma a não aumentar a flacidez.

O exercício adequado será o intervalado entre o trabalho cardiovascular (aulas de bicicleta, de step, a corrida, a hidroginástica) e o de resistência muscular (treinos de ginásio). Como referência, despenda diariamente 300 calorias em actividade física.

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o stress

Identifique os sintomas da doença e ultrapasse os factores que o deixam com os nervos em franja
O Homem enquanto espécie é programado para se manter vivo e vai tentando melhorar as circunstâncias da sua vida (como sempre fez desde os tempos das cavernas), de forma a reduzir as incertezas do futuro.

Um indivíduo sente-se em stress apenas por um único motivo: quando, ao atribuir o significado de uma circunstância que considera importante para si, desenvolve a percepção de "não tenho controlo sobre as exigências que esta situação me cria".

Como identificar o stress?
Esteja atenta aos seguintes sintomas:

Biofisiológicos: suores, taquicardia, tensão muscular, agitação motora, boca seca, debilidade física e enxaquecas
Cognitivos: dificuldade em tomar decisões, interpretações negativas da realidade e alteração da capacidade de atenção e da memória
Emocionais: tristeza, ansiedade, insatisfação generalizada, medo e preocupação
Comportamentais: evitamento de situações ou de pessoas, irritabilidade com os outros, queda de produtividade, aumento do consumo de cigarros e comida, e descuido com a aparência

Como lidar com o stress?
Nem sempre é fácil reconhecer os agressores. Em termos individuais, poderão estar disfarçados de expectativas pessoais, valores, objectivos de vida, receios, experiências anteriores mal sucedidas ou dificuldades ao nível da auto-confiança ou auto-imagem.

Na família, os agressores poderão estar na dificuldade de organização entre o lar e o emprego, a par das duplas expectativas do cônjuge e dos filhos, e nas dificuldades sentidas após relações falhadas.

Aprenda a gerir o seu stress:


Preencha um quadro com os seus agressores
Indique as razões que a levam a percepcioná-los como ameaça
Hierarquize-os pelo grau de impacto na sua vida (profissional, pessoal, social)
Analise o quadro e identifique o que a faria controlar cada situação. Por exemplo: Tem de falar em publico daqui a um mês e só de pensar nisso fica nervosa e ansiosa.
Agressor: Falar em público
Razões: Todos estarão a olhar para si e tem medo de se esquecer do que vai dizer
Estratégia: Começar a preparar a comunicação com antecedência, treinar em frente a um espelho e depois em frente a várias pessoas.

Saiba como relaxar
A capacidade de relaxar é uma capacidade como qualquer outra (conduzir um carro, praticar um desporto, etc). Logo, qualquer pessoa pode adquiri-la, desde que aprenda um conjunto de procedimentos e os pratique com paciência. Os resultados surgirão de forma gradual e continuada. A prática de Pilates, Yoga ou exercícios de alongamento e relaxamento, por exemplo, também poderá contribuir para a redução dos níveis de stress.

Teresa Branco
Fonte: Revista Prevenir

Brasil é o país do presente, e o futuro pertence aos idosos.



Pessoas que praticam atividades físicas sofrem menos seqüelas após um AVC (acidente vascular cerebral) e se recuperam melhor em comparação às sedentárias, revela um estudo publicado ontem na revista científica “Neurology”, da Academia Americana de Neurologia.
O trabalho avaliou prontuários médicos de 265 pessoas, com idade média de 68 anos, que sofreram um derrame cerebral. As pessoas que já se exercitavam antes do derrame tiveram 2,5 vezes mais chances de sofrer um evento menos severo em relação ao outro grupo.
“Exercício é um fator de risco para derrame possível de ser controlado. Estar em forma não significa estar em uma academia de ginástica. Para as pessoas que participaram desse estudo, exercícios incluíam trabalho em casa, caminhadas na rua, jardinagem ou participação em alguma atividade esportiva”, explica o autor do estudo, o neurologista Lars-Henrik Krarup, da Universidade de Copenhague (Dinarmarca).
Segundo a neurologista Sônia Bruck, da Academia Brasileira de Neurologia, a conclusão do estudo reforça o que os neurologistas já percebiam na prática clínica.
“Os exercícios propiciam um fortalecimento osteomuscular. Também levam os idosos a terem uma noção corporal mais apurada, ou um domínio melhor sobre o corpo. Isso, sem dúvida, tem impacto na recuperação e na reabilitação após um derrame”, afirma a neurologista.


População nesta faixa etária está cada vez mais vulnerável à Aids e governo ainda não percebeu que o futuro será dos idosos

O Brasil ainda entendeu pouco sobre sua transição demográfica. Há algum tempo, já venho falando da magnitude dessa transição sem precedentes em nossa história. E, o que é mais significativo, é bem provável que território verde-amarelo jamais passe novamente por essa transição de forma tão veemente. A questão é que estamos envelhecendo bastante rápido. Por exemplo, é bem possível que jamais tenhamos o número de crianças que tivemos nos anos 90.

De fato, durante essa última semana, três notícias chamaram a atenção: população com mais de 50 anos está, cada vez mais, vulnerável à AIDS; em 16 anos, a longevidade do brasileiro aumentou cinco anos; e o governo terá um gasto maior com inativos do que ativos já a partir de 2009. Ou seja, com o envelhecimento da população, as conseqüências já podem ser notadas hoje.
O Brasil não é mais o país do futuro e nem o futuro pertence às nossas crianças. Na contramão desse pensamento, na realidade, o Brasil é o país do presente, e o futuro pertence aos idosos.

Há muitas organizações sociais no Brasil que já perceberam essa mudança e vêm trabalhando com afinco para minimizar as conseqüências sociais e econômicas de nossa transição demográfica. No entanto, o governo continua esperando a onda vir para remediar. O único problema é que o custo de uma intervenção tardia será o aumento significativo dos investimentos necessários para o bem-estar da população.

O Ministério da Saúde, com base em novos dados epidemiológicos, compreendeu que a população acima de 50 anos deve ser priorizada no combate à transmissão do HIV, já que houve aumento de pessoas com o vírus nesta faixa etária. Outra iniciativa importante é a imunização contra a gripe entre idosos. Este é um bom começo, mas precisamos de políticas públicas integradas que façam repercutir estas iniciativas também a outras causas de mortalidade e pouca produtividade de indivíduos na maior idade.
Programas de alfabetização também devem priorizar esses segmentos, pois preparar para o futuro é também fazer com que os idosos se sintam cada vez mais saudáveis e produtivos.

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População vive mais 5,57 anos se comparada a 16 anos atrás

Os brasileiros estão vivendo mais. A constatação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (1º) dados sobre a expectativa de vida dos brasileiros. A população vive mais 5,57 anos, se comparada a 16 anos atrás.

Em 1991, a expectativa de vida de um brasileiro era de 67 anos. Em 2007, o número aumentou para 72,57 anos. A mortalidade infantil diminuiu em 46% em todo o país no período. Todos os estados nordestinos tiveram um declínio considerável, principalmente Alagoas, com 58, 23%.

Segundo a pesquisa, entre 20 e 24 anos marca a grande diferença entre a expectativa de vida de homens e mulheres. Os mais expressivos diferenciais por sexo são encontrados nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, certamente fruto da combinação de efeitos como a maior longevidade feminina e as mortes por causas externas, como a violência entre a população masculina jovem. Caso não houvesse esse aumento na quantidade de mortes entre homens jovens, a esperança de vida ao nascer de um brasileiro poderia ser de dois ou três anos a mais.

Em 2000, havia mais de um milhão de mulheres em comparação à população masculina nessa faixa etária. A quantidade de homens e mulheres, de acordo com a pesquisa, deve se equilibrar a partir de 2040, quando haverá uma diminuição da população jovem.

A pesquisa mostra também que os homens das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste vivem mais do que os das Regiões Norte e Nordeste. Em alguns estados, essa diferença pode ser de quase 10 anos. Em 2007, um homem em Santa Catarina, por exemplo, tinha a expectativa de vida de 72, 09 anos, enquanto em Alagoas a esperança de vida era de 62,86 anos.

Mesmo assim, entre 1991 e 2007, a expectativa de vida dos homens destas regiões cresceu, principalmente no Nordeste com 6,61%, o maior aumento do Brasil.

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O envelhecimento da população tem que entrar na pauta do desenvolvimento. Essa é a diretriz dada pelo médico, doutor em Saúde Pública pela Universidade de Oxford e um dos maiores estudiosos em políticas públicas voltadas para idoso, Alexandre Kalache, em sua apresentação no HSM Health Care Summit, nessa segunda-feira, 10.

O motivo para o alerta é a rápida inversão da pirâmide etária da população. A projeção dado pelo especialista é que em 2050, quando a população mundial for de 8,9 bilhões, haverá 2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos em todo o mundo, sendo que 1,6 bilhão estarão em países menos desenvolvidos. “O mundo está envelhecendo numa velocidade nunca antes observada, e será necessário o envolvimento de todas as esferas da sociedade para que os idosos tenham uma melhor qualidade de vida”, assinala o especialista, que, por 13 anos, coordenou o Programa de Envelhecimento da Organização Mundial de Saúde. No Brasil, o número de idosos irá dobrar dentro de 17 anos, passando de 10% da população para 20%. “A França levou 115 anos para ter essa transição”, compara.

O grande desafio, de acordo com o especialista, é lidar com as desigualdades sociais existentes. A qualidade de vida na terceira idade está atrelada às condições e ao curso de vida de cada indivíduo, ao capital social e à sociedade em que ele vive. “As estatísticas podem ser enganadoras. Quando se analisa a média não se atenta para a realidade dos fatos”, explica. “Numa cidade como São Paulo, por exemplo, o nascer e viver em uma comunidade pobre significa 17 anos a menos de vida de quem nasce numa região nobre”.

De acordo com Kalache, o cuidado individual é apenas um dos aspectos que podem contribuir com a melhor qualidade de vida na velhice. Atentando-se a quatro fatores, sendo eles sedentarismo, má alimentação, tabagismo e ingestão de bebida alcoólica, já é o suficiente para a se prevenir o aparecimento de doenças crônicas. No entanto, a questão é muito mais ampla que o auto cuidado. “É necessário desenvolver políticas sociais, é necessário o envolvimento da sociedade nesse cuidado e nessa discussão, do envolvimento de empresas, de organizações de saúde, para que haja um melhor cuidado com a questão do idoso no mundo”, enfatiza.

A Organização Mundial de Saúde desenvolveu um programa para garantir uma melhor qualidade de vida para os idosos. A iniciativa contempla aspectos econômicos, sociais, de saúde, de educação, culturais e de conscientização para que haja um maior avanço no cuidado com o idoso. “Os países desenvolvidos enriqueceram antes de envelhecer, os subdesenvolvidos estão envelhecendo antes de enriquecer. O desafio é grande e requer, sobretudo, além de atenção, solidariedade”, conclui.
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“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais!”

(Mário Quintana)

Comer a noite engorda?


Comer a noite engorda?
Esta pergunta muitas vezes é considerada uma afirmação e tida como verdadeira para muitas pessoas, em especial aquelas preocupadas com a saúde e forma física. Porém é preciso estar atento, ser crítico com as informações e verificar se são verdadeiras ou apenas mitos, pois podem ter o efeito inverso do desejado.

O jantar é tão importante quanto o almoço, pois durante o sono o organismo continua ativo em suas funções, especialmente as relacionadas ao crescimento e renovação celular. Portanto esta refeição deve ser completa e conter alimentos de todos os grupos, inclusive carboidratos, porém em menor quantidade visto que o gasto energético diminui a noite.

Alimentar-se em excesso pode causar má-digestão e mal estar, por isso é importante realizar as refeições em local tranqüilo, mastigar bem os alimentos e prestar atenção no que está comendo. Esta é uma das razões pela qual especialistas desaconselham jantar em frente à televisão, já que estudos também apontam que os hábitos alimentares são influenciados por meio das propagandas de alimentos com baixo valor nutricional.

Sabe-se que a dieta influencia na qualidade do sono por meio da má alimentação, pelo excesso ou escolha errada dos alimentos, ou da sua ausência, com a sensação de fome durante a noite.

O sono igualmente influencia a alimentação e o estado nutricional. Estudos recentes revelam que pessoas que dormem por menos tempo, tendem a ter maior massa corporal. A explicação consiste na diminuição do tempo de dormir poder modificar a sinalização de fome e saciedade do organismo, bem como alterar as escolhas alimentares, resultando em desajuste endócrino e obesidade.

Dessa maneira, pode-se concluir que comer a noite é fundamental para manter o perfeito funcionamento do organismo, a qualidade do sono e de vida, porém é importante haver equilíbrio nos alimentos ingeridos e na quantidade. Seguem abaixo algumas dicas para esta refeição:

- Evite alimentos e preparações gordurosas;

- Prefira alimentos leves e nutritivos, boas opções são: macarrão com pouco molho, sopas, sanduíches nutritivos, sem frituras e maionese, com saladas, carnes magras e queijos com baixo teor de gordura;

- Evite bebidas estimulantes: café, chá preto, chá mate, guaraná, refrigerantes a base de cola e chocolate, pois são fontes de cafeína e xantina, estimuladores do Sistema Nervoso Central.

Tenha uma noite tranquila!

Dra Simone M. Zambroni