Resultados de eficácia da Coronavac devem sair nesta quarta-feira
A informação foi dada por membros do governo
paulista à CBN. A expectativa é que a eficácia da vacina desenvolvida
pela chinesa Sinovac com o Instituto Butantan fique entre 70% e 80%.
CoronaVac é produzida em parceria com o Instituto Butantan.
CONTEÚDO RELACIONADO
Quarta, 16/12/2020, 16:16Revista Crescer na CBN - Sabrina Ongaratto
Sabrina
Ongaratto alerta para a necessidades de olharmos para as crianças na
pandemia. Mais de 6,8 mil crianças de ate 5 anos foram infectadas, sendo
que 3,1 mil eram bebês de até um ano.
É o que mostra
um artigo publicado na revista científica BMJ. O estudo, feito por
pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, avaliou as compras de doses
de 13 das principais produtoras de vacinas acordadas até o dia 15 de
novembro. De acordo com o levantamento, os países já compraram quase 7,5
bilhões de doses, suficientes para imunizar cerca de 3,8 bilhões de
pessoas, levando em conta que as principais vacinas têm esquema de duas
doses. Desse total, 51% foram reservados por países ricos, incluindo os
Estados Unidos e toda a União Europeia, que representam menos de 14% da
população mundial. O restante deve ser distribuído a países de média e
baixa renda, que representam 85% da população.
No lançamento
do plano de vacinação, o presidente, que estava sem máscara, disse que o
dinheiro deve ser liberado ainda essa semana e será destinado à vacina
que se encaixar nos critérios da Anvisa, que, segundo ele, 'continua
tendo uma participação fundamental na decisão sobre qual vacina deve ser
apresentada'. Bolsonaro também disse que, se alguém tomou alguma
atitude exagerada durante a pandemia, foi no 'afã de encontrar uma
solução' e que a pandemia causada pelo coronavírus 'nos afligiu desde o
início'.
Ao apresentar o
documento no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde criticou
'ansiedade' e 'angústia' em torno do assunto, mas elogiou o SUS e o
Programa Nacional de Imunizações, que vão ser os responsáveis pela
campanha de vacinação. Segundo o ministro, todos os estados vão ser
tratados igualmente, confirmando que os governos locais serão
responsáveis pela logística e distribuição das vacinas.
O secretário de
vigilância do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, citou a adesão ao
consórcio Covax Facility e o acerto para a aquisição do imunizante da
AstraZeneca, desenvolvido com a universidade de Oxford, e falou em
'memorandos de entendimento' com a Pfizer, o Instituto Butantan e
outros.
A região tem
uma das situações mais preocupantes do estado de São Paulo em relação à
pandemia de coronavírus. As prefeituras devem adotar barreiras
sanitárias, restringir a movimentação nas praias e impor limitações ao
comércio.
No estado de
SP, policiais civis, professores, motoristas de ônibus, e promotores do
Ministério Público já se manifestaram publicamente. A justificativa é a
de que esses trabalhadores estão na linha de frente do atendimento à
população durante toda a pandemia da Covid-19.
Em Guarulhos, a
taxa de ocupação chegou a 84% nos hospitais públicos, e a prefeitura já
trabalha para ampliar a capacidade de internação de pacientes com
Covid-19. Já em Mairiporã, 90% das vagas de terapia intensiva estão
ocupadas, enquanto em Caieiras, não há mais leitos disponíveis.
Secretário
Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, acredita que
vacinação contra a Covid-19 no país vai seguir o Plano Nacional de
Imunização, mas ressaltou que a capital mineira está preparada em caso
de falha.
De acordo com o
governador João Doria, a capacidade de produção é de 1 milhão de
unidades por dia. A fábrica vai funcionar ininterruptamente para poder
dar conta das R$ 40 milhões que devem ser produzidas até o fim de
janeiro. Doria afirmou ainda que 12 estados e 912 municípios já
manifestaram interesse em comprar o imunizante
Quinta, 10/12/2020, 12:07CBN São Paulo - Entrevista
Segundo o
infectologista Marcos Boulos, que é membro do Comitê de Contingência da
Covid-19 e professor da USP, o grupo defendia manter os bares fechados,
mas isso não pôde ser dissociado da decisão sobre restaurantes. 'Não
tinha como abrir restaurante e não abrir bar', conta ele. 'Tecnicamente,
os bares não podiam ter sido abertos', completa. O médico destaca que a
situação 'é preocupante', porque, há pelo menos quatro semanas, o
estado de SP vem registrando aumento de mortes e diagnósticos da doença.
'No momento atual, com a população aparentemente tranquila, liberada,
indo para todos os lugares, a chance de você ter um aumento até mais
importante que teve é grande, já que a adesão às medidas de isolamento
social e ao uso de máscara diminuiu muito', explica ele, alertando para o
risco de um 'fim de ano mais complicado'.
A taxa de
ocupação de vagas da terapia intensiva bateu 100% nas unidades da Santa
Casa da capital, de Araraquara e de Ourinhos. O presidente da entidade
afirma que a situação também é muito preocupante em outros estados, como
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Emílio Ribas, que é
referência para o coronavírus, o índice atingiu os 85%
Por que pode ser preciso usar máscara mesmo após vacina contra covid-19
Letícia Mori - @leticiamori_
Da BBC News Brasil em São Paulo
,
Mesmo após tomar a vacina, uso de máscara de proteção será necessário, alertam médicos
Uma
das vacinas que já se provaram eficazes contra a covid-19 — a da Pfizer
— está sendo distribuída no Reino Unido desde segunda-feira (8/12), e
há perspectiva de que no ano que vem alguma das vacinas contra a doença
esteja disponível no Brasil.
Qual
vai ser a primeira coisa que você vai fazer depois de tomar a vacina?
Se já estava fazendo planos de abandonar a máscara imediatamente,
viajar, ir para a balada e rever todo mundo que não conseguiu encontrar
em quase um ano de pandemia, os médicos e infectologistas alertam: na
verdade, a vida não vai voltar ao normal logo após tomar a vacina.
"Depois
de tomar a vacina, é preciso voltar para casa, manter o isolamento
social, aguardar a segunda dose e depois esperar pelo menos 15 dias para
que a vacina atinja o nível de eficácia esperado", explica a bióloga
Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência. "E mesmo
depois, é preciso esperar que boa parte da população já tenha sido
imunizada para a vida voltar ao normal."
Embora
existam particularidades dependendo do tipo de vacina e do tipo de
doença, o mecanismo geral de funcionamento de uma vacina é sempre o
mesmo: ela introduz no corpo uma partícula — chamada antígeno — que
produz uma resposta imunológica no corpo e faz com que ele esteja
preparado para enfrentar um tentativa de contaminação do corpo caso
entre em contato com o vírus no futuro.
Esse
antígeno pode ser um vírus desativado (morto), um vírus enfraquecido
(incapaz de adoecer alguém), pode ser um pedaço do vírus, alguma
proteína que se assemelhe ao vírus ou até mesmo um ácido nucléico (como a vacina da RNA).
O
antígeno provoca uma resposta imunológica, ou seja, faz com que o corpo
se torne capaz de reconhecer aquele vírus e produzir anticorpos para
combatê-lo, explica o médico infectologista Jorge Kalil, professor da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Dá
próxima vez que entrar em contato com aquele vírus, o corpo já terá a
memória de como combatê-lo e conseguirá enfrentar a ameaça de forma
rápida e eficiente, impedindo que o vírus contamine o corpo.
Essa
resposta é chamada de resposta imune adaptativa e ela é específica para
cada vírus. "É uma resposta que demora um pouco mais, são pelo menos
duas semanas até que o corpo aprenda a reconhecer e combater o vírus com
a ajuda do antígeno", explica Natália Pasternak.
Crédito, Getty Images
É
por isso que após tomar uma vacina — quer seja a contra o coronavírus
ou contra qualquer outra doença — você só está realmente protegido
depois de algumas semanas, explicam os cientistas. É como se o corpo
precisasse de um tempo para "processar" aquelas informações e reagir de
forma adequada.
Em
uma pessoa não vacinada, o Sars-Cov-2, vírus que causa a covid-19,
entra nas células dos sistema respiratório e começa a usá-las para
produzir mais vírus. É como se produzisse "células zumbi" que trabalham
para ele.
A
primeira resposta imunológica produzida pelo corpo depois da vacinação é
a produção de anticorpos, que se ligam diretamente ao vírus e impedem
que ele entre nas células do corpo e as utilize para produzir mais
vírus, explica Pasternak.
Ou
seja, em uma pessoa imunizada, o corpo já conhece o vírus por causa da
vacina e a partir do momento em que o patógeno entra no corpo são
liberados anticorpos que impedem a contaminação de células.
Mas
existe um segundo tipo de resposta imunológica, chamada resposta
celular. "São células — as chamadas células T — que não se ligam ao
vírus, mas reconhecem quando uma célula está contaminada com o vírus e a
destroem", explica Pasternak.
Ou
seja, se algum vírus conseguir escapar dos anticorpos e contaminar
alguma célula do corpo, as células T funcionam como "caçadoras" e
destroem essa "célula zumbi", impedindo que mais vírus sejam produzidos.
A
resposta celular demora um pouco mais que a resposta através de
anticorpos — mais um motivo para que a imunização só esteja completa
algumas semanas após tomar a vacina, explica Jorge Kalil.
"Depois de 15 dias, a gente já espera que haja uma resposta celular do sistema imunológico", afirma Kalil.
Duas doses contra o coronavírus
Crédito, Getty Images
Legenda da foto,
Vacinação no Brasil deve começar no início do próximo ano
Além
do tempo que o corpo precisa para desenvolver a resposta imunológica,
no caso específico do coronavírus uma outra questão faz com que seja
preciso manter as medidas de proteção por algum tempo após a vacinação: a
maior parte das vacinas sendo desenvolvidas contra a doença exige duas
doses para que atinja a eficácia esperada.
Vão
ser necessárias duas doses nas quatro vacinas que já tiveram a eficácia
comprovada: a da Pfizer, a da Moderna, a da Oxford/AstraZeneca e a
Sputnik V. Isso vale também para a Coronavac, que está em
desenvolvimento pelo o Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica
Sinovac.
"No
caso das vacinas que provavelmente teremos disponíveis contra o
coronavírus no Brasil, a orientação vai ser tomar a primeira dose,
esperar um mês, voltar para o postinho, tomar a segunda dose e manter
todos os cuidados contra a pandemia, como isolamento social e uso de
máscaras, por pelo menos 15 dias. Só então você estará protegido, de
acordo com a eficácia de cada vacina", explica Jorge Kalil.
A
primeira dose, explica Natália Pasternak, é o que os cientistas chamam
de prime boost. "É como se ela acordasse o corpo para o vírus, dá um
'empurrão inicial' no sistema imunológico. A segunda dose gera uma
resposta imunológica melhor", explica.
A
quantidade de doses necessária varia muito com a formulação da vacina. A
vacina contra a febre amarela, por exemplo, só exige uma dose.
Entre
as 200 vacinas em desenvolvimento contra o coronavírus, existem algumas
que seriam em dose única, mas elas não estão em estágios tão avançados
de desenvolvimento quanto as que vão exigir duas doses.
"Quando
dá para fazer em dose única é melhor, porque do ponto de vista de saúde
pública, é um desafio fazer as pessoas voltarem ao postinho para tomar a
segunda dose. As pessoas esquecem, acham que não precisa", explica
Pasternak.
Juntando
o tempo necessário entre uma dose e outra e o tempo que o corpo precisa
para produzir a resposta imunológica, vai ser necessário pelo menos um
mês e meio para que alguém que foi vacinado possa ser considerado
imunizado.
Mas,
mesmo depois disso, vai demorar para a vida voltar ao normal — e até
que a maior parte da população esteja vacinada, a orientação é para que
mesmo as pessoas vacinadas mantenhas as medidas.
É verdade que a vacina pode não impedir a contaminação de coronavírus?
Não,
explicam os cientistas, porque se houver uma boa cobertura vacinal, uma
vacina consegue diminuir muito a circulação do vírus através da chamada
imunidade de rebanho.
É
verdade que individualmente, se apenas uma pessoa tomar, nenhuma vacina
tem 100% de eficácia, e isso vale também para as contra a covid-19. A
vacina da Pfizer, por exemplo, tem 95% eficácia, de acordo com os
resultados da terceira fase de testes.
A OMS estima que a cobertura vacinal necessária para estabilizar e conter a pandemia seja de 80% da população
Isso
significa que há 5% de chance daquela vacina específica não produzir
uma resposta imunológica no corpo da pessoa vacinada. Mas como então as
vacinas impedem o vírus de se propagar se há algumas pessoas que podem
ser contaminadas?
"A vacina funciona através da imunidade de rebanho, que é um conceito vacinal", diz Jorge Kalil.
O
vírus passa de pessoa para pessoa, explica o médico, e para conseguir
se propagar ele precisa achar pessoas suscetíveis à doença. "A vacina
diminui o número de pessoas suscetíveis, de forma tão significativa que o
vírus não consegue encontrar mais circular e é contido. Foi assim que
erradicamos a varíola", explica o médico.
A
imunidade de rebanho é importante não apenas por causa da eficácia das
vacinas não ser de 100%, mas porque há muitas pessoas que nem sequer
podem tomar o imunizante.
"Tem
gente que não pode receber ou porque não tem idade ou porque não está
dentro do programa de vacinação — as vacinas contra o coronavírus ainda
não foram testadas em crianças, em gestantes", explica Kalil. As pessoas
com alguma doença que compromete o sistema imunológico também não podem
ser vacinadas.
"Quando
há uma cobertura mínima vacinal da população, essas pessoas vulneráveis
ficam protegidas pela imunidade de rebanho", explica Kalil.
No
caso do coronavírus, a OMS estima que a cobertura vacinal necessária
para estabilizar e conter a pandemia seja de 80% da população,
idealmente 90%.
Para
se ter uma ideia da importância da cobertura vacinal, quando houve
queda na cobertura vacinal de sarampo — de 96% em 2015 para 86,5% em
2018 —, diversos surtos da doença aconteceram pelo país.
É
por isso que é importante que, mesmo quem já tiver tomado a vacina e
esperado um mês e meio, não deve abandonar as medidas contra a pandemia.
No
caso da vacinação contra coronavírus, deve demorar algum tempo até que a
vacina chegue à maior parte da população, mesmo após a aprovação da
Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária). A produção de milhões de doses
não é algo que acontece de um dia para o outro. Também há questões como
os acordos do governo com as farmacêuticas, a fila de espera de
diversos países, a dificuldade na distribuição e armazenamento (algumas
vacinas precisam ser armazenadas a temperaturas bem abaixo de zero), etc.
O
ministério da Saúde tem uma lista de pessoas que serão prioritárias no
recebimento das vacinas. Os primeiros devem ser as pessoas com mais de
80 anos e os trabalhadores da saúde. Em seguida, devem receber a vacina
os idosos entre 60 e 79 anos e pessoas em condição de risco, como quem
tem doenças respiratórias crônicas. Há ainda outros três grupos
prioritários, e só então a população em geral será vacinada.
"É
importante que quem receber a vacina primeiro mantenha as medidas de
combate à pandemia porque, mesmo depois de um mês e meio, mesmo que elas
estejam imunizadas, não há garantia de que elas não podem ser vetor da
doença enquanto não houve imunidade de rebanho", diz Pasternak.
A
cientista explica: as vacinas testadas até agora impedem o vírus de se
reproduzir no corpo e deixar a pessoa doente. Mas não há testes, por
enquanto, que comprovem que essa pessoa não vá transmitir esse vírus —
que no corpo dela está sendo combatido pelos anticorpos — para outras
pessoas.
O
resumo disso tudo é que, mesmo se você já tiver tomado as duas doses da
vacina, aguardado mais 15 dias, é preciso aguardar até que a maior
parte da população esteja vacinada para que a vida volte ao normal,
aconselha Jorge Kalil. Isso tanto para se proteger, caso você esteja no
pequeno grupo de pessoas para quem a vacina não terá efeito imunizante;
quanto para proteger outras pessoas — até que a imunidade de rebanho
gerada pela ampla cobertura vacinal seja capaz de conter a pandemia de
vez
O documentário Moro: Mais que Suspeito, produzido pela Campanha Lula Livre,
coloca em perspectiva, com base em provas, depoimentos de juristas, trechos de entrevistas
e autos do processo, as ações que provam a parcialidade do ex-juiz
Sergio Moro. O objetivo do curta-doc é conectar todas as evidências
de forma que a suspeição do ex-juiz se torne ainda mais evidente e
totalmente ausente de dúvidas.
O documentário corrobora a parcialidade de Moro na condução dos
processos da Lava Jato que, nos últimos dias, ganhou contornos ainda mais
questionáveis, como a decisão de se tornar sócio da Alvarez
& Marsal, que tem entre seus clientes empresas que foram julgadas por ele na
Lava Jato como a Odebrecht. A decisão foi classificada como "desastre
político" até por então defensores do ex-juiz.
O documentario nos ajuda a entender não só os direitos do Lula de
participar da vida politica, mas sobretudo o conluio e promiscuidade que se formou
da GLOBO, poder judiciariao, MPF, o FBI dos EUA, para impedir a eleição
do Lula, e destruir empresas que faziam competição com empresas americanas,
além de destruir a Petrobras e e todo setor de construção naval,
o submarino nuclear, que ate hoje mantem preso um Almirante responsável pelo
projeto.