3.08.2014

Terapia genética para combater a Aids



Um novo método de terapia genética contra o HIV, o vírus causador da Aids, é a mais recente promessa de cura da doença. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, conseguiram reduzir a quantidade de vírus no organismo de 12 pessoas infectadas a partir de um tratamento que altera células do sistema imunológico do próprio paciente. Tudo graças à descoberta de uma rara mutação genética, que atinge somente 1% da população geral e que torna as células T do sistema imunológico resistentes à infecção pelo HIV. Apesar dos resultados iniciais, a cura funcional é muito promissora. Outra boa notícia também foi divulgada na semana passada: mais um bebê nascido com o vírus da Aids teve a taxa viral zerada por meio de um tratamento com antirretrovirais aplicado poucas horas após o seu nascimento. A criança já completou nove meses e o HIV continua negativo em seus exames.por 
Antonio Carlos Prado e Elaine Ortiz

Frases que marcaram a semana


  • "Embora tenhamos sido bastante agressivos para mitigar a crise, acho que no front da política monetária poderíamos ter sido ainda mais"
    Ben Bernanke, ex-presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA
  • "A Venezuela não precisa de mediação internacional. Os problemas que temos, podemos resolver entre nós, venezuelanos"
    Elias Jaua, ministro das Relações Exteriores da Venezuela
  • "Avisem a Dilma que ela está de aviso prévio"
    Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB
  • "A Rússia está se preparando para receber seus colegas, mas, se não quiserem vir, que não venham"
    Vladimir Putin, presidente da Rússia, sobre a reunião do G8, marcada para junho, em Sochi
  • "Não tenho posição a favor e não me oponho à relação homoafetiva. Quanto ao casamento gay, é complexo, são várias nuances"
    Assis do Couto (PT-PR), novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
  • "A todos os sonhadores que estão vendo isso hoje, em lugares como a Ucrânia e a Venezuela, nós estamos aqui. Pensamos em vocês nessa noite"
    Jared Leto, ator americano, em seu discurso ao receber o Oscar de melhor ator coadjuvante por "Clube de Compras Dallas"
  • "Pintar o papa como se fosse uma espécie de Superman, uma espécie de astro, é ofensivo. O é uma pessoa normal"
    Papa Francisco, afirmando que não gosta de ser idealizado - na quarta-feira 13 ele completa um ano de papado
  • "Os palestinos, ao reconhecerem Israel como um Estado judeu, mostrariam claramente que estão dispostos a pôr fim ao conflito"
    Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel

Mais do que "Guerra Fria"

Ucrânia denuncia ataque de russos contra posto de fronteira na Crimeia


Guardas e suas famílias foram expulsos do posto, disse serviço.
EUA estimam que 20 mil soldados russos estão na região.



EFE



O Serviço de Guarda das Fronteiras da Ucrânia (SGU) denunciou que tropas russas atacaram durante a madrugada deste sábado (8) um de seus postos de vigilância na república autônoma da Crimeia e expulsaram os guardas e a suas famílias.
"Forças russas atacaram um destacamento de fronteiras nesta madrugada. Os invasores agrediram o chefe de guarda, que tentou resistir, e tomaram o arsenal", denunciou o SGU em comunicado.
Segundo os guardas ucranianos, "os agressores invadiram os alojamentos em que vivem com suas famílias, tomaram os celulares do chefe do destacamento, de sua esposa e de outros oficiais".
"Ameaçaram com armas, obrigaram todo o mundo a recolher seus pertences e a deixar o destacamento", diz a nota do SGU.
Por sua vez, o jornalista Osman Pashaev denunciou em seu perfil do Facebook que alguns civis tomaram a sede da televisão estatal da Crimeia e não permitem a entrada dos funcionários no edifício.
"A Televisão Estatal da Crimeia foi tomada por criminosos. Tenho um crachá de funcionário, expedido em 1998, e não me deixam ter acesso ao edifício", escreveu Pashaev.
O jornalista também detalhou que a tomada da sede ocorreu com o consentimento das autoproclamadas autoridades da república autônoma, dos proprietários da companhia, da polícia regional e "dos voluntários de Moscou".
O edifício já tinha sido cercado ontem pelas chamadas "milícias de autodefesa da Crimeia", homens perfeitamente equipados e armados que Kiev identifica como tropas invasoras russas.
O Conselho Superior da Crimeia (Parlamento regional) tomou nesta quinta-feira (6) uma decisão para sua reunificação com a Rússia, da qual fez parte até 1954, e convocou um referendo sobre essa questão para o próximo dia 16 de março.
A Crimeia tem uma população de cerca de 2 milhões de habitantes, dos quais 60% são de origem russa, 26% ucranianos e 12% tártaros, favoráveis a manter a região como parte da Ucrânia.
As novas autoridades de Kiev não reconhecem o governo autônomo, que por sua vez considera ilegítimo o Executivo central e só reconhece como presidente da Ucrânia o deposto Viktor Yanukovich, que está refugiado na Rússia.

Obama diz que a Rússia "não tem direito" de usar força militar na Ucrânia


Para o presidente dos EUA, Putin está violando leis internacionais ao intervir militarmente na Ucrânia


REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
05/03/2014 09h41 - Atualizado em 05/03/2014 11h24

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Em visita a uma escola de Washington, Barack Obama conversou com jornalistas sobre a crise na Ucrãnia (Foto: AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira (5) que o presidente russo, Vladimir Putin, "não tem direito" de usar a força para intervir na Ucrânia, e reiterou que a Rússia está "violando leis internacionais". "Acho que todo o mundo reconhece que, embora a Rússia tenha interesses legítimos no que ocorre em um Estado vizinho, isso não dá direito a utilizar a força como meio para exercer influência", disse. Segundo Obama, além dos Estados Unidos, Japão, Canadá e países da União Europeia também compartilham da mesma opinião sobre o desdobramento de tropas russas na região ucraniana da Crimeia.
Obama, que estava em visita a uma escola de Washington, anunciou ainda a suspensão de toda cooperação militar com a Rússia por sua intervenção na Crimeia, o que inclui encontros bilaterais, manobras conjuntas e conferências.
Ajuda financeira
Tanto os Estados Unidos como a união Europeia ofereceram ajuda econômica à Ucrânia. Obama anunciou que disponibilizará um subsídio de cerca de US$ 1 bilhão para energia. A Comissão Europeia propôs uma ajuda financeira de pelo menos 11 bilhões de euros (R$ 35 bilhões) nos dois próximos anos para recuperar economia local e contribuir para uma saída pacífica para a crise no país.
 
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, chega a Paris para se reunir com diplomatas da União Europeia, Rússia e Ucrânia para discutir a crise na Crimeia (Foto: AP Photo/Michel Euler)
O secretário de Estado americano, John Kerry, também condenou"o ato de agressão" russa na Crimeia e expressou o apoio dos Estados Unidos à Ucrânia. Para Kerry, a crise na Ucrânia deve ser resolvida pela via da diplomacia e do diálogo. Na terça-feira (4), o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que existe a possibilidade de enviar tropas às regiões orientais da Ucrânia, que têm uma população majoritariamente ligada à Rússia, se a situação assim exigir."Qual pode ser o motivo para o uso das forças armadas? Certamente um caso extremo", disse. Nesta quarta-feira (5) Kerry se reunirá em Paris com diplomatas da União Europeia, Rússia e Ucrânia para discutir a crise na Crimeia.

Fardadas, vigilantes mantêm o lado 'mulherzinha' e falam de cantadas

'Todo mundo acha que a gente é lésbica ou sapatão', critica vigilante.
No Dia Internacional da Mulher, vigilantes afirmam que sofrem preconceito.

Mariane Rossi Do G1 Santos
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Egle tem cara de durona mas faz dança country e adora usar maquiagem e vestidos  (Foto: Mariane Rossi/G1)Egle tem cara de durona mas faz dança country e adora usar maquiagem e vestidos (Foto: Mariane Rossi/G1)
Duas mulheres resolveram encarar uma profissão bem masculina e realizar a segurança das agências bancárias de Santos, no litoral de São Paulo. Elas precisam driblar o preconceito de estarem em um ambiente característico dos homens, dizem que já receberam cantadas e que são julgadas por escolherem uma profissão perigosa. No dia das mulheres, elas vão contra todas as teorias, dizem que amam ser vigilantes e desempenham o trabalho tão bem quanto os homens. Elas mostram que, atrás da farda, mantém o lado feminino sempre vivo.
Há 17 anos, Neide da Costa é vigilante de uma agência bancária no bairro do Gonzaga. Após casar e ter filhos, ela tinha que ajudar o marido nas despesas de casa. “Eu tinha vontade de ser policial militar, mas como eu casei muito cedo e tive filhos, acabei não conseguindo. Eu optei por ser segurança. Fiz cursinho, fazia de noite e cuidava dos meus filhos durante o dia”, conta.
Neide virou vigilante bem jovem, quando a profissão era exercida apenas por homens, o que logo causou um preconceito por parte do próprio marido. “Ele não queria, achava que eu ia ter muito contato com homem e que não estava certo. Disse que eu teria que escolher entre a minha profissão e a minha família. Ele pensou que eu ia desistir, mas eu persisti e fiz o curso mesmo. Ele até ia me buscar, fazia aquela pressão, mas acabou aceitando”, diz.
Neide é vigilante de uma agência bancária em Santos (Foto: Mariane Rossi/G1) 
Neide é vigilante de uma agência bancária em
Santos (Foto: Mariane Rossi/G1)
Neide antes de entrar para o trabalho (Foto: Mariane Rossi/G1) 
Neide antes de entrar para o trabalho
(Foto: Mariane Rossi/G1)
O currículo mostrava que ela era mãe de quatro filhos e casada, o que dificultou a contratação como vigilante. “Eles disseram que não dava por causa dos filhos, que eu ia me atrasar, ia faltar. O meu primeiro patrão me deu um voto de confiança”, lembra Neide, que foi contratada por uma empresa que terceiriza vigilantes.
Ela passou a trabalhar na agência bancária que está até hoje e é conhecida e respeitada por todos. Apesar disso, assim como no início, ela continua sentindo as consequências de ter escolhido uma profissão exercida em grande maioria por homens. No dia a dia, ela já teve que provar que desempenha a função tão bem quanto os outros. “Entrou dois rapazes, roubaram o malote e, na hora, a moça do caixa gritou. Nós trancamos a porta, abordamos o rapaz, tiramos a arma e apontamos a arma para a cabeça dele. Não tenho um pingo de medo. Para esse lado eu sou muito forte. Eu ponho a roupa de vigilante e mudo”, conta.

De batom vermelho, Egle Tatiane Leandro, de 33 anos, é vigilante de uma agência bancária no centro de Santos. Ela largou o emprego como recepcionista para fazer o que realmente gostava. Assim como Neide, Egle sonhava em ser policial e trabalhar na área de segurança. “Era difícil. Meu pai falou para eu tentar como segurança em banco. Por isso fiz curso de vigilante”, conta.
Egle passou a trabalhar na agência bancária, armada e com colete a prova de balas. A escolha profissional a deixa realizada. “Eu adoro arma. Sou apaixonada por isso. Eu gosto de banco. Já pensei em fazer curso para trabalhar em carro forte. Eu gosto do risco, o risco me atrai”, afirma a jovem vigilante.
Egle trabalhando no agência bancária no Centro de Santos (Foto: Mariane Rossi/G1) 
Egle trabalhando no agência bancária no Centro de
Santos (Foto: Mariane Rossi/G1)
Quando entrou na profissão, Egle ganhou o apelido de pitbull por parecer durona. Ex-praticante de boxe tailandês e atuante no jiu-jitsu, Egle diz que muitos se enganam com sua personalidade e suas preferências. “A profissão é masculinizada. Todo mundo acha que a gente é lésbica ou sapatão. Tem muito disso. Já tive cantada tanto de homem como mulher. Meu pai acha um máximo, meus amigos também, alguns têm medo, alguns têm receio, falam que é perigoso, falam para eu sair, mas eu gosto”, fala.
Vigilante mostra os anéis, pulseiras e jeito feminino (Foto: Mariane Rossi/G1) 
Vigilante mostra os anéis, pulseiras e jeito feminino
(Foto: Mariane Rossi/G1)
Antes de entrar em ação, ela brinca e dá risada com os outros vigilantes do banco. Mas, quando veste a farda, tudo muda. “Eu sou brava na hora que eu tenho que ser. Abriu a agência, minha cara é fechada, dou pouca risada. Não é uma profissão que eu tenho que mostrar os dentes, senão o povo monta e não é assim que funciona”, diz Egle. Se um homem a desafia ou se é grosso com ela, a vigilante diz que responde a altura.

Apesar do jeito das duas vigilantes, elas não perdem a feminilidade. Neide e Egle pintam as unhas, andam com pulseiras, colares e não descartam a maquiagem no ambiente de trabalho. Neide custou a se acostumar com o uniforme igual ao dos homens. “No começo eu sofri muito. Eu relutei para usar colete e coturno. Mas se eu estava nessa, eu tinha que enfrentar”, conta ela. Quando entra ou sai da agência, ninguém imagina qual é a sua profissão. Neide sobe no salto, coloca a blusa rosa e sai de bolsa na mão.

Egle se transforma em vigilante nos banco e, nos finais de semana, vira dançarina nos palcos. A ‘pitbull’ é diretora de uma comitiva de dança sertaneja em Praia Grande. O country é outra paixão de sua vida. “Nos fins de semana nós viajamos e fazemos eventos. Eu tento estar sempre arrumadinha, sempre bonitinha. A música sertaneja é a minha paixão também. Jamais perco a minha feminilidade”, diz. Ela conta que muitos se espantam quando sabem que a mesma jovem que entra no ritmo da dança country, sorridente e descontraída, também consegue manter uma postura séria e lida com armas em seu dia a dia.

A verdade é que as vigilantes dizer amar a profissão que escolheram. Elas dizem que fazem questão de mostrar o valor da mulher, independente da função que escolheram um dia. Para elas, o preconceito ainda existe e, aos poucos, as pessoas estão aprendendo a respeitar o poder feminino no mercado de trabalho. “A mulher está no mesmo nível do homem, às vezes, até melhor. Eu, pelo menos, me orgulho do meu emprego, da minha condição. Eu não sou perfeita, mas acho que trabalho muito bem. A mulher está ganhando o mercado e tem que apostar nisso”, afirma Egle.
Mercado
Na mesma empresa de Neide e Egle, a Gocil, outras 1.121 funcionárias são mulheres que estão espalhadas por oito estados do Brasil. A mais nova delas tem 21 anos e a mais velha 63. Dessas mulheres, 828 tem filhos. De 2013 para 2014, a empresa praticamente dobrou o número de vigilantes mulheres.

Vietnã diz que avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no mar

Aeronave caiu nas águas do Golfo da Tailândia, diz Marinha vietnamita.
Empresa lamenta o desaparecimento em mensagem no site oficial.

Do G1, em São Paulo
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Parente de passageiro do voo MH370 da Malaysia Airlines chora enquanto fala no celular no Aeroporto Internacional de Pequim, China, neste sábado (8). O voo que ia de Kuala Lumpur a Pequim, na China, está desaparecido. Aeronave levava 239 pessoas a bordo. (Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters)Parente de passageiro do voo MH370 da Malaysia Airlines chora enquanto fala no celular no Aeroporto Internacional de Pequim, China, neste sábado (8). O voo que ia de Kuala Lumpur a Pequim, na China, está desaparecido. Aeronave levava 239 pessoas a bordo. (Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters)
A Marinha do Vietnã informou neste sábado (8) que o avião da Malaysia Airlines que desapareceu com 239 pessoas a bordo caiu próximo do litoral da ilha vietnamita de Tho Chu, no sul do país. As informações são da agência de notícias EFE.
O Alto Comando da Marinha vietnamita acrescentou em comunicado que o avião caiu nas águas do Golfo da Tailândia, entre a Malásia e o Vietnã, a cerca de 300 quilômetros da ilha de Tho Chu, na província vietnamita de Kien Giang, segundo o site "Tuoi Tre".
O diretor do centro de coordenação de emergências do Vietnã, Pham Hien, disse anteriormente ao site "VnExpress" que o avião foi detectado a cerca de 220 quilômetros do litoral da província de Ca Mau, também no sul do país.
Às 19h20 locais (8h20 de Brasília), a companhia aérea informou que equipes de resgate da Malásia, Cingapura e Vietnã fazem buscas com navios na região onde o avião teria desaparecido. Por enquanto, nada foi encontrado. Buscas aéreas serão retomadas na manhã de domingo (início da noite de sábado no horário de Brasília).
A aeronave tinha 239 pessoas a bordo (227 passageiros, com 2 crianças, e 12 tripulantes). Todos os tripulantes eram da Malásia. Os passageiros têm 14 nacionalidades: 153 da China ou de Taiwan (incluindo uma criança), 38 da Malásia, sete da Indonésia, seis da Austrália, cinco da Índia, quatro da França, três dos Estados Unidos (incluindo uma criança), dois da Nova Zelândia, dois da Ucrânia, dois do Canadá, um da Rússia, um da Itália, um da Holanda e um da Áustria. Veja a lista com os nomes dos passageiros.
O Boeing 777-200 no voo MH370 saiu de Kuala Lampur às 13h40 no horário de Brasília e deveria chegar às 19h30 (de Brasília) em Pequim. O avião teria perdido contato duas horas após decolar, segundo a empresa.
mapa avião desaparecido malásia  (Foto: Arte/G1)
"Estamos profundamente entristecidos com as notícias sobre o voo MH370", disse a empresa em um comunicado em seu site oficial. "A Malaysia Airlines confirma que o voo MH370 tinha perdido o contato com o controle de tráfego aéreo de Subang às 2h40 de hoje. Houve especulações de que a aeronave pousou em Nanming. Estamos trabalhando para verificar a autenticidade deste e de outros relatos", diz o texto.
A empresa evitou afirmar que o avião tenha caído e disse que desconhece a posição da aeronave. “Estamos trabalhando com as autoridades internacionais na missão de busca e resgate e às 14h locais (3h de Brasília) do dia 8 de março de 2014 não temos nenhuma informação sobre a posição do avião”, disse a companhia aérea em seu último comunicado.
Segundo a empresa, não foram recebidas mensagens ou sinais de que o avião pudesse ter ficado em perigo.
O voo MH370 fez o último contato com controladores de tráfego aéreo quando estava a 120 milhas náuticas a leste da cidade malaia de Kota Bharu, na costa do país, disse o presidente da companhia aérea, Jauhari Yahya.
O site de rastreamento de voos flightaware.com mostrou o avião voando para nordeste sobre a Malásia, depois de ter decolado. O avião subiu para uma altitude de 35 mil pés e desapareceu dos registros um minuto depois, enquanto ainda estava ganhando altitude.
Buscas
O presidente da China, Xi Jinping, ordenou neste sábado que se iniciem "todos os esforços necessários" nas medidas de emergência relacionadas com o avião da Malaysia Airlines.

Segundo a agência oficial chinesa “Xinhua”, Xi pediu ao Ministério das Relações Exteriores e às embaixadas e consulados de seu país no exterior que intensifiquem os contatos com os departamentos pertinentes dos países afetados e se mantenham alertas sobre os trabalhos de busca e resgate do avião.
Oito navios da Administração de Segurança Marítima de Hainan e do Departamento de Resgate de Nanhai, no sul da China, se encontram em estado de alerta e à espera de ordens, informou o ministro.
Além disso, uma pequena frota aérea está preparada para decolar rumo às áreas de busca a qualquer momento.
A China expressou sua “grave preocupação” pelo desaparecimento do voo. A maior parte das pessoas a bordo era de nacionalidade chinesa.
Familiares
No Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, os familiares dos passageiros esperam ansiosamente notícias.

Hamid Ramlan, um policial da capital da Malásia, disse que no voo viajavam sua filha de 34 anos e seu genro de 24, para passariam as férias em Pequim.
"Minha esposa não para de chorar. Todo mundo está triste. Minha casa tornou-se um lugar de luto", disse ele. "É a vontade de Deus, temos de aceitá-la".
Em Pequim, os familiares dos passageiros também esperavam por notícias.
"Eles são inúteis. Não sei por que você não dão nenhuma informação", disse um jovem indignado, referindo-se à companhia aérea.
A Malaysia Airlines (MAS) é considerada uma das companhias mais seguras da região, com registro de poucos acidentes.
O mais grave foi em 1977, quando um avião caiu no sul da Malásia, matando os 93 passageiros e os sete membros da tripulação.
Um novo acidente seria uma péssima notícia para a empresa, que vem há anos perdendo dinheiro, frente a concorrência de companhias de baixo custo como a AirAsia.
Malaysia Airlines, que em 2012 admitiu estar "em crise", registrou nos últimos três meses de 2013 seu quarto trimestre consecutivo de perdas.
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Pessoas passam por anúncio da Malaysia Airlines no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, em Sepang, Malásia, neste sábado (8). O voo que ia de Kuala Lumpur a Pequim, na China, está desaparecido. Aeronave levava 239 pessoas a bordo. (Foto: Samsul Said/Reuters)Pessoas passam por anúncio da Malaysia Airlines no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, em Sepang, Malásia, neste sábado (8). O voo que ia de Kuala Lumpur a Pequim, na China, está desaparecido. Aeronave levava 239 pessoas a bordo. (Foto: Samsul Said/Reuters)