7.04.2014

Venda de bebidas nas arenas

MP acionará Fifa na Justiça se recomendações não forem seguidas

Agência Brasil
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) vai entrar com ação civil pública na Justiça contra a Federação Internacional de Futebol (Fifa), caso a entidade não acate recomendações relativas à restrição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros. O MP-RJ fez ontem (3) uma recomendação à Fifa e ao Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, para que a venda e consumo de bebida alcoólica nos estádios sejam restringidos a partir de hoje (4).
Caso não seja acolhida a recomendação, o MP-RJ pede que pelo menos a Fifa não venda cerveja em lata ou garrafa. Em nota, a Federação informou que não pretende rever sua política de venda de cerveja dentro dos estádios da Copa.
>> STF vai decidir sobre bebidas em estádios só depois do recesso de julho
Com isso, a Fifa sinalizou que não deve atender à recomendação do Ministério Público fluminense. Além de ameaçar a Federação com ação civil pública, o MP-RJ informa que se houver conflito generalizado e ocorrer danos à integridade dos torcedores, a responsabilidade será exclusivamente da Fifa.
O pedido do MP-RJ era para que as vendas de cerveja fossem suspensas já a partir de hoje, quando França e Alemanha jogam pelas quartas de final da Copa, às 13h, no Maracanã, e Brasil e Colômbia se enfrentam no Estádio Castelão, em Fortaleza, às 17h. A recomendação foi motivada por relatórios da Polícia Militar, que informam sobre episódios de violência envolvendo torcedores alcoolizados no estádio.
Tags: bebida, Copa, Fifa, justiça, venda

Vagão só para mulheres é aprovada em SP

Se for sancionada pelo governador, regra passa a valer em 90 dias.
Meninos poderão usar 'vagão rosa' se estiverem com mulheres.

Do G1 São Paulo
A Assembleia Legislativa do estado de São Paulo (Alesp) aprovou na quinta-feira (4) a lei que obriga as empresas de transporte urbano a manterem, no mínimo, um vagão em cada composição para uso exclusivo das mulheres em trens e metrôs. Menores de idade poderão usar o chamado “vagão rosa” se estiverem acompanhados de mulheres. 
O objetivo é evitar casos de assédio registrados principalmente nos horários de pico. O PL 175/2013, de autoria de Jorge Caruso (PMDB), será enviado nos próximos para o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Com ele em mãos, o governador tem 15 dias úteis para decidir se sanciona ou veta. Caso seja sancionado, as empresas têm até 90 dias para se adaptarem à nova regra.
Detector de metais
Os deputados aprovaram também a instalação de detectores de metais nos presídios e a proibição da revista íntima dos visitantes. O projeto também será encaminhado para análise do governador.

Liminar a favor de Neymar é cassada, e venda de 'Playboy' é liberada


Juíza havia determinado que exemplares fossem recolhidos das bancas.
Empresa do jogador diz que revista divulgou 'mentira' sobre sua vida pessoal.

Do G1, em São Paulo
Edição da Playboy trouxe a chamada 'a morena que encantou Neymar' (Foto: Reprodução) 
Reprodução de página da editora com a capa da
edição de junho da 'Playboy' (Foto: Reprodução)
A revista "Playboy" informou nesta sexta-feira (4) que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) derrubou a liminar que suspendia a circulação da edição de junho, que traz na capa a modelo Patrícia Jordane com a chamada "A morena que encantou Neymar".
De acordo com a decisão judicial, a liminar concedida anteriormente em favor do atacante da Seleção Brasileira foi "desproporcional". "A análise da questão deve também levar em conta outras premissas, como o amplo acesso à informação e a liberdade de imprensa", diz o texto.
A "Playboy" informou, em nota, que a edição de junho não foi retirada das bancas porque a Editora Abril havia entrado com recurso. 
Liminar a favor de Neymar
No dia 25 de junho, a juíza Andréia Galhardo Palma, da 3ª Vara Cível de São Paulo, concedeu uma liminar atendendo a pedido feito pela NR Sports, empresa que representa o camisa 10 da Seleção. Por se tratar de uma decisão preliminar, ainda cabia recurso da revista.

Além da suspensão da edição de junho e da venda de novos exemplares com o uso do nome de Neymar, a Justiça determinou que fossem recolhidas das bancas todas as unidades da "Playboy" de junho à disposição do público e vetou a veiculação de qualquer publicidade ligada à revista desse mês – medidas que valem até o julgamento final da ação, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
"A editora, além de divulgar uma mentira sobre a vida pessoal do Neymar Jr., utilizou indevidamente o seu nome, ou seja, sem a autorização da NR Sports, empresa dos pais do atleta e única detentora dos direitos de exploração da imagem, nome e seus atributos", afirmou a NR Sports na ocasião, por meio de comunicado. A empresa também publicou em seu site a decisão da 3ª Vara Cível de São Paulo.
Em nota publicada em sua página no Facebook, no dia 26 de junho, a "Playboy" disse que não recebeu nenhuma notificação oficial sobre o caso. "A revista continua disponível em bancas e supermercados do Brasil", destacou.

Alemanha tira a França e está na semifinal


Alemanha tira a França e está na semifinal
Após vitória por 1 a 0 no Maracanã, eles agora vão esperar por Brasil ou Colômbia.

Sempre ela: Neuer brilha, Alemanha bate França e vai à 4ª semi seguida

Gol de Hummels no primeiro tempo garante vitória de 1 a 0 em jogo duro no Maracanã e coloca alemães no caminho do Brasil - caso passe da Colômbia

Por Rio de Janeiro
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É como se estivesse determinado nas escrituras da Copa do Mundo, como se estivesse tatuado no espírito do futebol desde que a bola é bola: quando chegar aquele momento em que restarão poucos sobreviventes, a Alemanha será um deles. Onipresente na reta final de Mundiais, alimentada por decisões, a seleção tricampeã do mundo venceu a França por 1 a 0 nesta sexta-feira, sob um sol que chicoteava a pele no Maracanã, e está classificada para as semifinais da Copa de 2014. Pegará Brasil ou Colômbia na busca por lugar na final.
O gol de Hummels, ainda no primeiro tempo, e duas defesas sensacionais de Neuer, uma aos 48 minutos do segundo tempo, num chute de Benzema, deram à Alemanha sua quarta presença consecutiva entre os semifinalistas – foi vice em 2002 e terceira colocada em 2006 e 2010. É a 13ª vez que a seleção germânica garante um lugar entre os quatro primeiros. Ninguém, nem o Brasil, é tão presente quanto ela.
Manter a rotina, porém, foi dos ossos mais duros de se roer. A França, no jogo de sua eliminação, mais comprovou do que questionou o bom desempenho que teve no Mundial. Encarou de frente um oponente que carregava natural favoritismo. Caiu, mas poderia ter seguido.
Alemanha x França Hummels (Foto: EFE)Alemanha comemora gol de Hummels, o lance da classificação às semifinais (Foto: EFE)
Miroslav Klose, empatado com Ronaldo como maior artilheiro da história das Copas, começou o jogo como titular no Maracanã - cuja nova versão recebeu a centésima partida. Mas pouco fez. Acabou substituído no segundo tempo. Agora, tem mais dois jogos para poder bater o recorde. E um deles, quem sabe, justamente contra o Brasil. A semifinal alemã será terça-feira, às 17h, no Mineirão.
Alemanha na frente
Neuer e Benzema  Alemanha x França   (Foto: AP)Neuer trabalha bem e evita empate da França no
primeiro tempo (Foto: AP)
A Alemanha engana bobo. Tem um time de toque de bola, de circulação, de movimentação. É intensa, é propositiva. Parece que vai enrolar o adversário na teia de seu jogo e matá-lo assim, a conta-gotas. Aí é aquilo: quando rola um lance de bola parada, o adversário chega a respirar aliviado – aconchegado na ideia de finalmente não ver a bola girando de um lado para o outro. E se lasca. Aos 12 minutos do primeiro tempo, Hummels, de cabeça, em falta batida por Kroos, colocou a Alemanha na frente na tarde desta sexta-feira.
O primeiro gol do jogo, décimo da Alemanha na Copa, foi a quarta bola que ela mandou para a rede em lances de bola parada no torneio – o próprio Hummels marcara assim contra Portugal. É de deixar o adversário zonzo: quando não chega por baixo, chega por cima.
Mas de zonza a França não teve nada. Antes e depois do gol, foi uma equipe firme – que jamais se permitiu duvidar de sua capacidade de encarar a Alemanha. Com Griezmann entre os titulares e Giroud no banco, Didier Deschamps deu mobilidade ao time. Tornou-o ainda mais vertical.
Foram sete conclusões francesas no primeiro tempo – ou defendidas por Neuer, ou para fora. Pogba foi o síndico do meio-campo, Valbuena movimentou-se como se disso dependesse sua vida, Griezmann apareceu sempre no lugar certo - e tudo convergendo para Benzema. O camisa 10 teve três chances. A zaga cortou a primeira por cima e acossou o atacante, sem espaço para encaixar o corpo, na segunda – após grande defesa de Neuer em conclusão de Valbuena. Na terceira, o goleiro voltou a trabalhar e evitou o empate francês.
Marchemos, marchemos
Restou à França no segundo tempo fazer aquilo que prega seu hino: “Marchemos, marchemos”. Les Bleus partiram para o ataque. Era reagir ou reagir. A posse de bola, antes favorável à Alemanha, migrou para o time de Didier Deschamps. Mas aí a zaga alemã, frágil em outros momentos da Copa, se mostrou segura.
Em nenhum momento a França conseguiu emparedar o adversário do campo de defesa. Teve bons ataques, criou boas chances, mas nada que derrubasse os alicerces do jogo do oponente. Neuer defendeu cabeceio de Varane. E nada. Benzema foi travado por Hummels (que jogo de Hummels). E nada.
Na prática, o contra-ataque alemão se tornou mais perigoso do que os ataques franceses. Chute de Müller flertou com a trave de Lloris. E o goleiro fez grande defesa com o pé em conclusão de Schürrle – o atacante depois seria bloqueado por Varane.
Conforme passava o tempo, mais a França se debatia em busca de algum espaço – e mais a Alemanha se mostrava dona do jogo. Mesmo asism, chute cruzado de Benzema só não entrou porque Neuer, gigante, salvou.

A serenidade alemã, contra um adversário tão bom, talvez tenha sido o maior respaldo para sua classificação. Sem tamanha tranquilidade, talvez não fosse possível chegar às semifinais.

Mas ela chegou. A Alemanha chega sempre.

Reajustes de planos individuais de saúde podem chegar a 9,65%

Agência Brasil
As mensalidades dos planos de saúde individuais poderão ser reajustadas em até 9,65% entre maio de 2014 e abril de 2015, índice maior do que a inflação, que tem ficado por volta dos 6% nos últimos anos. O aumento estipulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é o maior desde 2005, quando o teto para reajuste foi 11,69%.
O teto vale para planos individuais contratados depois de 1999 ou adaptados à Lei 9.656/98. Os planos individuais reúnem 8,8 milhões de beneficiários, 17,4% do mercado brasileiro. Os outros planos vendidos no país são coletivos e não têm o reajuste máximo estipulado pela agência reguladora.
O reajuste autorizado pela ANS será aplicado a partir da data de aniversário do contrato, mas pode ser retroativo, caso a defasagem entre o aumento e a data de aniversário seja, no máximo, de quatro meses.
A agência reguladora explica que a metodologia utilizada para calcular o índice máximo de reajuste dos planos individuais leva em consideração a média ponderada dos percentuais de aumento dos planos coletivos com mais de 30 beneficiários.
A ANS alerta que os consumidores devem ficar atentos aos boletos de pagamento e observar se o percentual de reajuste aplicado é igual ou inferior ao limite autorizado pela agência. Outro aspecto a ser observado é se a cobrança do reajuste é feita a partir do mês de aniversário do contrato.
Em caso de dúvida, a agência pede que os consumidores entrem em contato pelo Disque ANS (0800 701 9656). É possível fazer a queixa também na internet ou pessoalmente em um dos 12 núcleos de atendimento da agência no país.
Para a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), grupo que representa operadoras responsáveis por 38% dos beneficiários de planos de saúde, há necessidade de aperfeiçoamento do atual modelo de cálculo do índice anual de reajuste das mensalidades dos planos de saúde individuais para assegurar o equilíbrio financeiro do sistema.
A entidade alega que a despesa assistencial per capita na saúde suplementar, entre 2004 e 2013, cresceu 133,7%, mais do que o dobro da variação acumulada do IPCA, de 61,1%. Segundo a federação, em 2013, os atendimentos a segurados consumiu 83,7% do que as operadoras arrecadaram com as mensalidades. A margem líquida de lucro das operadoras foi a menor dos últimos cinco anos, de 2,2%.