7.13.2007

BNDES E SAÚDE ELABORAM PLANO PARA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

BNDES E SAÚDE ELABORAM PLANO PARA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
10/07 - Uma aliança estratégica para alavancar a política industrial na área de fármacos está sendo costurada entre o BNDES e o Ministério da Saúde. Um grupo de trabalho foi criado e vem se reunindo semanalmente no banco para operacionalizar a parceria. A idéia é usar o poder de compra do ministério para ampliar a demanda por medicamentos, enquanto o BNDES cria instrumentos financeiros para induzir a execução de novos projetos pela indústria farmacêutica. Pedro Palmeira, chefe do Departamento de Produtos Intermediários, Químicos e Farmacêuticos, disse que o novo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, quer dar tratamento prioritário ao setor e está disposto a buscar pontos de intersecção entre a política industrial e a política nacional de saúde, considerada uma área de difusão de tecnologia. "Os discursos de Coutinho e Temporão (José Gomes Temporão, ministro da Saúde) estão afinados neste sentido", afirmou. A política em construção pretende envolver laboratórios públicos, nacionais e até parcerias com subsidiárias de multinacionais, desde que haja transferência de tecnologia da parte delas, destacou Palmeira. A meta é preparar a indústria nacional para competir globalmente. A carteira de financiamentos do BNDES para a indústria farmacêutica já soma quase R$ 1 bilhão, incluindo operações já contratadas, aprovadas, em análise e enquadradas, de 2004 até junho de 2007, correspondentes a investimento total de R$ 1,9 bilhão. Ao todo, foram computadas 48 operações. Coutinho tem planos de dobrar o volume de empréstimos até meados de 2008, assegura Palmeira. Do total financiado , R$ 523,7 milhões foram destinados a projetos de produção de fármacos, R$ 334 milhões a operações de fusões e aquisições de empresas nacionais e R$ 114,7 milhões para 12 empresas com projetos de inovação, como os laboratórios Biolab, Libbs, Baumere Bioinovation ,entre outros. O grande foco do banco é o subprograma de inovação, que teve recentemente redução na taxa de juros fixos de 6% para 4,5% ao ano. "Com esta taxa fixa, o banco rompeu dogmas", diz Palmeira. Nos últimos quatro anos, a política do BNDES obedeceu a três subprogramas de crédito, que incluíam financiamento à produção e modernização para adaptação às regras da Anvisa, financiamento a fusões e aquisições de empresas nacionais, linha restrita a empresas de capital nacional, e o financiamento à inovação de produtos. Nesse período, o banco passou a operar também com uma política de capitalização do setor via equity, ou seja, entrou de sócio em algumas empresas que considerava importante fortalecer, como a Nortec Química, empresa farmoquímica que resistiu à desnacionalização do setor nos anos 90, a Genoa , microempresa que desenvolve pesquisas na área de genética, e a Bioinovation, microempresa de tecnologia. Nas três, o banco tem participação de 20%; No momento, o BNDES se prepara para ter participação também em outra empresa do setor, a Nanocore. No cenário do BNDES, a indústria farmacêutica nacional caminha para um movimento de concentração de empresas, visando escala e competitividade com as estrangeiras. O banco estimula essa tendência, mas não interfere nos "namoros", disse Palmeira. A nova administração pretende incentivar este processo, que é dificultado pela "cultura familiar intensa" das empresas nacionais. O banco espera que muitas operações de fusão e aquisição ocorram no setor nos próximos três anos. Em 2005, a Biosintética foi comprada pelo Aché, a maior empresa nacional do setor. No mesmo ano, a Biolab comprou 80% da Sintefina, empresa farmoquímica de capital nacional e o Libbs adquiriu as operações da multinacional australiana Mayne Pharma do Brasil, de medicamentos oncológicos. Mais uma operação de fusão está em curso, em análise no BNDES. Trata-se da aquisição de uma empresa pequena por um laboratório nacional de grande porte. Essas reestruturações vão ser reforçadas na gestão de Coutinho, pois atendem aos planos de preparar a indústria farmacêutica nacional para a competição global, como aconteceu com a Índia. A partir de 2004, o "filé mignon" do setor vem sendo a produção de genéricos. As companhias de capital nacional respondem atualmente por 80% da venda desses produtos no mercado brasileiro, desbancando as estrangeiras e ajudando a reduzir o preço dos remédios. O fato mudou o perfil do setor de fármacos no país. Hoje, a indústria nacional responde por 40% do faturamento total das farmacêuticas, ante 28% em 2000. "Com a venda de genéricos, indústrias como Aché, EMS, Eurofarma e Meddley estão fazendo caixa para dar saltos na inovação de produtos mais sofisticados. Foi este o caminho trilhado pelos indianos", informa Palmeira. Ele reconhece que, para o BNDES, a inovação "é e continuará a ser o grande motor do setor farmacêutico". "Os genéricos podem ajudar a empresa a criar condições para investir em pesquisa e desenvolvimento, mas não podem ser o objetivo final, senão seremos condenados a permanecer na periferia do mercado mundial no setor." Estudo feito por Palmeira e Luciana Capanema sobre investimentos na indústria farmacêutica prevê que, entre 2007 e 2011, o volume de investimentos da indústria farmacêutica no país totalize R$ 6,1 bilhões. Para este ano, eles prevêem R$ 1 bilhão. Em 2008, R$ 1,1 bilhão, R$ 1,2 bilhão em 2009 e R$ 1,3 bilhão a R$ 1,4 bilhão em 2011, um crescimento em torno de 10% ao ano. PARA EMPRESÁRIOS, GARANTIA DE COMPRA ESTATAL É FUNDAMENTAL - Empresários do setor de fármacos esperam que, em breve, o governo comece a usar o poder de compra do Estado para ampliar a demanda por medicamentos no país. Eles consideram fundamental ter garantia de compra para fortalecer a empresa nacional e fazê-la avançar no mercado doméstico e global, o que já ocorre em outros países. Ogari Pacheco, da Cristália, critica a forma como são feitas atualmente as concorrências públicas, sem levar em conta o custo-Brasil, que representa 33% sobre o preço do produto, enquanto as multinacionais só têm uma alta de 2% no custo, por conta de seguro e frete. A empresa de Pacheco, que tem 100% de capital nacional, é a única no país a produzir o medicamento ritonavir para aids. Recentemente, a empresa perdeu para uma multinacional uma concorrência feita pelo Ministério da Saúde para fornecimento do princípio ativo. Para ele, a iniciativa do BNDES só dará certo "se o exercício deste poder de compra for efetivo, com o Estado dando um tratamento diferenciado para a indústria localmente, sem subsídio às avessas. Só assim o jogo é limpo", diz. Pacheco informou que perdeu a concorrência porque "trouxeram a matriz para competir conosco e baixaram o preço para um nível que se pratica em país africano, para fins humanitários". A Cristália fornecia o ritonavir para o governo há quatro anos. Agora, busca mercado para exportar o produto. "Através da inovação, temos patentes registradas nos EUA, Europa e China", diz Pacheco. A Cristália, que é líder do mercado latino-americano de anestésicos e tem quatro fábricas, três em Itapira e uma em São Paulo, investe 7% do lucro em pesquisa e desenvolvimento e reinveste 90% na própria empresa. No momento, Pacheco estuda a compra de empresas no mercado doméstico e examina a abertura de uma filial na Argentina. Alberto Mansur, da Nortec, que produz matéria-prima para o Dorflex e a Neosaldina, se diz estimulado a investir pelo apoio ao setor sinalizado pelo BNDES. A empresa aplica 8% da receita na pesquisa e desenvolvimento de produtos. Este ano, a Nortec está voltada para desenvolver produtos cujas patentes no mundo estão vencendo entre 2007 e 2008, como a fosfenitoina, princípio ativo usado para fabricação de remédios para epilepsia pediátrica. Um outro produto, a quetiapina, com patente vencendo em 2008, será fabricada numa joint-venture com a americana Cambrex. Também pesquisa com Farmanguinhos e a Unicamp um redutor para colesterol. Dante Alario Jr., da Biolab, acha "ótimo" o uso do poder de compra do governo para estimular o setor. "Isso já existe em outros países e aqui o assunto ainda está em discussão.". Ele disse que participa de licitações há muito tempo, mas nunca entrou numa licitação pública. Criticou o que chamou de "licitações predatórias" , nas quais concorre com empresas indianas, onde predomina o preço político. Alario Jr. contou que a Biolab estuda montar uma fábrica nos EUA e avalia uma aquisição ou parceria na Argentina. A Biolab tem liderança no Brasil de produtos cardiológicos e ocupa 14% do mercado de produtos ginecológicos. No mercado doméstico, estuda operações de aquisições de duas médias empresas. "Nossa meta é juntarmos forças para nos tornarmos um grupo maior". A Biolab tem 12 projetos de inovação para serem financiados pelo BNDES. A Genoa considera "importantíssima" a política de apoio do banco. "Para uma empresa como a nossa, que está começando e investindo muito em inovação, os recursos próprios são limitados", disse Luiz Fernando Camara Lopes, diretor de marketing da empresa (VSD). - Vera Saavedra Durão - Fonte: Valor Econômico

Citação em trabalhos acadêmicos

Orientação à Pesquisa Bibliográfica:
Citação em trabalhos acadêmicos

O que é Citação?

Definição

Citação é a menção, no texto, de uma informação obtida de outra fonte. É utilizada para enfatizar e/ou comprovar as idéias desenvolvidas pelo autor.

Localização

As citações podem aparecer:
a) no texto;
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 Notas de referência: Notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra onde o assunto foi abordado.
 Notas de rodapé: Indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem esquerda ou direita da mancha gráfica.
 Notas explicativas: Notas usadas para comentários, esclarecimentos ou explanações, que não possam ser incluídos no texto.

 Citação Direta

É a transcrição literal de um texto ou parte dele. É reproduzida entre aspas ou destacada tipograficamente, exatamente como consta no original (ipsis litteris), acompanhada de informações sobre a fonte.

 Citação de até três linhas/transcrição curta
A citação deve ser inserida no parágrafo entre aspas. No caso da citação vir com aspas no texto original, substituí-las pelo apóstrofo ou aspas simples.

"[...] Cada avanço científico é um pequeno pedaço da história de uma necessidade humana, dividida e reconhecida por meio de diferentes nomes que se identificam as diversas ciências".(SANTOS, 1999, p. 21)

“A fase exploratória de uma pesquisa é, sem dúvida, um de seus momentos mais importantes”.(MINAYO et al., 1994, p.31, grifo do autor)

 Citação com mais de três linhas/transcrição longa:

As citações longas devem aparecer em parágrafo independente, recuado e digitado em espaço 1, e fonte menor para se destacar do texto (como exemplo, fonte 10), recuo de margem de 4 cm à esquerda, com ou sem aspa.

O Instituto Oswaldo Cruz foi o primeiro instituto de pesquisa, propriamente dito, da história do Brasil, o primeiro a fazer contribuições científicas durante um período de tempo constante, e o primeiro a dar ao Brasil reputação científica no estrangeiro (STEPAN, 1976, p.19)

 Omissões em citações

As omissões de palavras ou frases nas citações são indicadas pelo uso de reticências entre colchetes:

Observem que o uso das omissões no parágrafo foram para dar destaque a fala do autor sobre o progresso nas ciências

Segundo Azevedo (1994, v.1, p.15):

[...] nas ciências físicas e experimentais como nas ciências humanas, registrou-se [...] tamanho progresso que, sob a pressão de inúmeras descobertas e invenções, se desenvolve uma fé quase fanática na ciência e nos seus resultados e benefícios.

 Incorreções/incoerências em citações

Para indicar incorreções ou incoerências em citações devem ser indicadas como aparecem no texto seguido da expressão sic entre colchetes, imediatamente após a incorreção.

"Paráfrase é a expressão da idéia de um autor com palavras próprias, devendo manter a citação aproximadamente no mesmo tamanho do origianl [sic]".(SÁ et al., 1994, p. 86).

 Acréscimos ou comentários em citações

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: Navegar é preciso; viver não é preciso. Quero para mim o espírito [d]esta frase transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só que o torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e (a minha alma) a lenha desse fogo (PESSOA, 1965, p. 15).

 Destaque na Citação

Para se destacar palavra(s) ou frase(s) em citação usa-se grifo, negrito ou itálico. Utiliza-se a expressão grifo nosso. Para destaques do próprio autor usa-se a expressão grifo do autor.

Conforme Medeiros e Andrade (2001, p.9, grifo do autor):

No mundo atual, em que estandardização, com vista na racionalização das mais variadas atividades, é palavra-de-ordem, não se concebe que estudantes, pesquisadores e professores mantenham-se alheios às normas que regem a elaboração e apresentação de trabalhos científicos.

 Dados obtidos por informação verbal (palestras, debates, comunicações etc.),

Indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.

No texto:
As normas NBR 6023, 10520 e 14724 estarão disponíveis para venda a partir do mês de setembro próximo (informação verbal)1.
No rodapé da página:
_________________
1 Notícia fornecida por Claudete Viscaino, Secretária, na reunião mensal do CB-14, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, em São Paulo, em julho de 2002.

 Trabalhos em fase de elaboração

Na citação de trabalhos em fase de elaboração, deve ser mencionado o fato, indicando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.
No texto:
O ponto de acesso principal para materiais cartográficos, neles incluídos os mapas, é geralmente o título, tendo em vista que para estabelecer o acesso por um autor pessoa ou entidade coletiva é necessário que este(a) tenha participado da elaboração do material desde o levantamento do solo o que, obviamente, é muito difícil ocorrer. (em fase de elaboração)1.
No rodapé da página:
_________________
1 Catalogação de materiais cartográficos, de autoria de Maria Tereza Reis Mendes, a ser editado pela Intertexto, 2003.

 Citação Indireta

A citação indireta é a reprodução das idéias de outro(s) autor(es), sem transcrição. É dispensável o uso de aspas, porém, indicar sempre a fonte de onde foi retirada.

Rey (1987) em seu estudo sobre o método científico...

Para Salomon (1978), Rey (1987), Severino (1991) e Minayo et al. (1994) a boa apresentação de trabalhos de iniciação científica depende, antes de qualquer coisa, do planejamento de um projeto de pesquisa bem delineado.

O excesso de citações com pouca ou nenhuma contribuição pessoal, causa à impressão de colcha de retalhos. Para Nunes (1997) deve-se utilizar as citações com bom senso. Não é adequado apresentar um trabalho com uma quantidade muito grande de citações e uma pequena contribuição pessoal.


 Citação de citação (Apud)

Reprodução de informação já citada por outros autores, cujos documentos tenham sido efetivamente consultados. A citação de citação só deve ser usada na impossibilidade total de acesso ao documento original.

Buhler citado por Klein et al. (1973, p.54) chegou a uma surpreendente conclusão: verificou que desde o nascimento até o terceiro mês de vida [...]

 ATENÇÃO


 Se a fonte não tem autoria pessoal ou institucional, usar a primeira palavra do título seguida de reticências:

O medo... (1963), destaca a emergência da violência nas escolas de Belém.

 Se a fonte termina com Neto, Filho, Junior, Sobrinho, inserir o sobrenome mais próximo:

Vieira Neto (2004) refere que a ciência [...]











COMO FAZER CITAÇÕES?

SISTEMA DE CHAMADA AUTOR- DATA


As regras gerais a serem adotadas são as seguintes:

a) USAR LETRAS MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS QUANDO A CITAÇÃO ESTIVER INCLUÍDA NA SENTENÇA. Indica-se a data de publicação, entre parênteses; no caso de citações diretas indicar também a página.

O Ministério da Saúde (2004) adverte que fumar é prejudicial à saúde.

Para Thiollent (2002, p.16) ''[...] o objetivo da pesquisa-ação consiste em resolver ou, pelo menos, em esclarecer os problemas da situação observada''.

Em A Escola... (1988, p.68) afirma-se que pesquisa precisa ser progressiva ao longo dos primeiros anos de estudo para que consigamos obter algum êxito com o ensino com pesquisa [...]

b) USAR LETRAS MAIÚSCULAS QUANDO A CITAÇÃO ESTIVER ENTRE PARÊNTESES.

Saúde para todos no ano 2000 (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1998).

"Se o raciocínio científico deve ser fundamentalmente lógico, todo e qualquer discurso inteligente também é" (REY, 1987, p. 14).

As universidades estão em crise (ENSINO..., 1995).

c) Quando houver coincidência de sobrenome de autores e data, acrescentam-se as iniciais de seus prenomes.

(COSTA A, 1985)
(COSTA M, 1997)

d) Quando se tratar de vários trabalhos do mesmo autor, com a mesma data, usam-se, na citação, letras minúsculas, em ordem alfabética, acompanhando a data, para diferenciar as diversas publicações na lista bibliográfica.

(AZEVEDO, 1952a, 1952b)

Azevedo F. As Ciências no Brasil. Rio de Janeiro: Ateneu; 1952b.
_________. A Cultura no Brasil. Rio de Janeiro: J. Olympio; 1952a.

Quando na citação incluir também outros trabalhos do mesmo autor, publicados em datas diferentes.

Neves (1979, 1981, 1982 a, 1982 b)

e) quando a citação pertencer a dois ou três autores - todos são citados, separados por “e” no início da citação e por ponto-e-vírgula quando entre parênteses, no final da citação, seguidos do ano e página, caso seja citação direta.

2 autores:

Conforme Silva e Brayner (1995)

(SILVA; BRAYNER 1995, p.11)

3 autores:

Goodman, Sorj e Wilkson (1997, p. 173)

(GOODMAN; SORJ; WILKSON, 1997, p. 173)

f) Quando o trabalho de onde foi retirada a citação pertencer a mais de três autores, deve ser citado pelo sobrenome do primeiro, seguido da expressão et al. (do latim: e outros) mais data e página, caso seja citação direta.

Minayo et. al. (1994, p. 21)

(MINAYO et al., 1994, p.31)

g) No caso de citação de trabalhos diferentes de vários autores, segue-se a ordem cronológica das publicações citadas.

Salomon (1978), Rey (1987), Severino (1991) e Minayo et al. (1994)

(SALOMON, 1978; REY 1987; SEVERINO, 1991; MINAYO et al., 1994).

h) No caso de entrada de entidades coletivas seguir regra de entrada conforme visto em referências bibliográficas. Caso haja subordinação (Departamento, Divisão, Centro etc.) as subordinações não devem ser citadas, embora devam constar da referência bibliográfica.

No texto:

Conforme a Biblioteca Nacional (1935, p.10): "o programa obteve, desde o início, aceitação na comunidade".

Na lista de referências bibliográficas:

Biblioteca Nacional. Divisão de Referência Especializada. Relatório de atividades: 1934. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional; 1935.


Para obras cuja autoria é um órgão da administração direta do governo, cuja entrada se inicia pelo nome geográfico (país, estado, cidade) a chamada para citação não deve fazer parte da frase.

No texto:

O Plano Nacional de Obras Raras foi criado com objetivo de “identificar os principais acervos de obras raras existentes em bibliotecas e outras instituições culturais...” (BRASIL. Ministério da Educação e Cultura, 1978, 1 dez. 1982. Seção 1, v.120, n.227, p.224380).


Na lista de referências:

Brasil. Ministério da Educação e Cultura. Secretaria da Cultura. Portaria n.º 23, de 26 de outubro de 1982. Modifica o Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos Brasileiros criado pela Portaria DAC n.º. 31, de 11 de dezembro de 1978. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil]. Brasília, 1 dez. 1982. Seção 1, v.120, n.227, p.22438.

i) Quando a obra não tiver autor ou for uma publicação periódica ou seriada, mencionar a primeira palavra do título, inclusive o artigo que a precede, se houver, seguida de reticências e sua data.

No texto:

“A cultura escrita vem desde a ‘invenção’ da escrita, quer dizer, da utilização de um sistema de traços para anotar a fala” (O LIVRO..., 1979, p.9)
As patentes aparecem como a forma mais segura e eficaz de controlar a troca de informações entre países e tecnologias diversas e assegurar o desenvolvimento de projetos que revertam não apenas em resultados imediatos, mas nos meios de a eles dar continuidade (500..., 2001).
“A paixão do pernambucano pelo mar nasceu aos 13 anos, no Recife. Na época, ele só recebeu o aval da mãe, Susana Pontual”.(A VERDADEIRA..., 2002, p. [44]).
“Alarmante, nas últimas estatísticas apresentadas, a incidência de problemas causados pela automedicação, responsável, por si só, por um alto índice de intoxicação” (DE MÉDICO..., 2000, p. 29).
Na lista de referências bibliográficas:
O Livro ontem, hoje e amanhã. Rio de Janeiro: Salvat; 1979. 142p.

De Médico e de louco, todos nós temos um pouco. Saúde em questão. 2001 out./dez; 7(4): 26-30.

500 anos da inventiva no Brasil. [Rio de Janeiro]: Associação Brasileira de Propriedade Intelectual; 2001.

A Verdadeira onda de Carlos Burle. Caras. 2002 abr; 9 (16):[44].


 ATENÇÃO

Oliveira C. O aprendiz de feiticeiro. 3. ed. Lisboa: Sá da Costa; 1979.
______. Ave solar. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982a.
______. Cantata. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982b.
______. Colheita perdida. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982c.
______. Descida aos infernos. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982d.
______. Entre duas memórias. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982e.
______. Mãe pobre. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982f.
______. Micropaisagem. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982g.
______. Pastoral. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982h.
______. Sobre o lado esquerdo. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982i.
______. Terra da harmonia. In: ______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982j.
______. Trabalho poético. Lisboa: Sá da Costa; 1982l.
______. Turismo. In: ______. Lisboa: Sá da Costa; 1982m.


Sistema de chamada numérico

A identificação do(s) autor(es) e/ou obra(s) citados no texto deve corresponder ao mesmo número da lista de referências bibliográficas, previamente colocadas em ordem alfabética.

Faz-se a citação e, logo após, entre parênteses, coloca-se o número que a obra receberá na lista de referência bibliográfica e a página da qual foi retirada a citação, precedida de vírgula e abreviatura p. (página).

Pode-se considerar vários tipos de produção científica. Um primeiro tipo consiste principalmente em uma série de relatórios, sínteses, publicações que permitem a realização e interpretação de experiências precisas. Em outros termos, os cientistas produzem as representações do mundo que podem ser úteis tendo em vista uma dominação material deste (3, p.140).

Na lista de referências bibliográficas:

1 Fonseca Filho O. Oswaldo Cruz e a pesquisa científica no Brasil. Bol. Acad. Nac. Med. 1972; 144 supl.:8-22.

2 Foucault M. A arqueologia do saber. 2. ed. Rio de Janeiro L: Forense-Universitária; 1986.

3 Fourez G. A construção das ciências: introdução à filosofia e à ética das ciências. São Paulo: Ed. UNESP; 1995.


NOTAS DE RODAPÉ

As notas de rodapé são notações colocadas ao pé da página com a finalidade de esclarecer ou complementar o texto, sendo indicadas, em geral, por números. Deve-se evitar o número excessivo de Notas de Rodapé.

Tipos

 Notas bibliográficas

"As notas de ropadé devem ser separadas do texto por um traço que se inicia na margem esquerda..." 1
______________________________________
1 SÁ, 1994, p.92.
2 WIRTH, 1977, v.2, p.7.
3 AZEVEDO, 1994, v.2, cap. 9, p.258-270.

 Notas de tradução

Nas notas de rodapé podem ser incluídas a tradução de citações feitas em língua estrangeira ou indicação da língua original de citações traduzidas.

 Notas explicativas

As notas explicativas são usadas quando se referem a comentários e/ou observações pessoais do autor. São também usadas para indicar dados relativos a comunicação pessoal, a trabalhos não publicados e a originais não consultados, mas citados pelo autor.

Exemplos:

1 Trabalho realizado com auxílio financeiro da CAPES e CNPq.

2 Alguns autores (BERNAL, 1976, v.2, p.399-400; RONAN, 1987, v.3, p.9; ALFONSO-GOLDFARD, 1995, p.15) afirmam que Colombo baseado em informações obtidas em textos clássicos e apoiado também na cartografia, empreendeu viagem buscando um caminho para o Extremo Oriente, navegando para oeste e desembarcou no Novo Mundo.

3 Ver, a propósito do tema, a publicação: Figueiredo NM. Desenvolvimento & avaliação de coleções. Rio de Janeiro: Rabiskus; 1993.

Expressões e abreviaturas latinas

É muito comum o uso de termos, expressões e abreviaturas latinas, embora devam ser evitadas, uma vez que dificultam a leitura. Recomendamos repetir quantas vezes forem necessárias as indicações bibliográficas. Essas expressões só devem ser usadas, quando fizerem referência às notas de uma mesma página ou em páginas confrontadas.



. PRIMEIRA REFERÊNCIA DE UMA OBRA
___________________________
1 Farias N. Direitos humanos. 4ed. São Paulo: Atlas; 1999.

. REFERÊNCIAS SUBSEQÜENTES
__________________
2 Ibidem. ou Ibid. (MESMA OBRA DA AUTORA ANTERIOR)
__________________
3 Farias, 1999. ou Farias op.cit. (MESMA OBRA EM FOLHA ANTERIOR)


Outros exemplos:
____________________________________
1 AZEVEDO, 1994. v. 2, cap. 9, p. 258.
2 Ibidem. v.2, cap.9, p. 265-270.
3 Ibidem. v.2, cap. 4, p. 19.
4 FURTADO, 1972.
6 Idem, 1976. p.79-80.
7 PAPAVERO, 1994. p. 84.
8 PAPAVERO, loc. cit.
9 PAPAVERO, 1967. p. 88 et seq.
10PRADO, 1971. p.34-72 passim.
1 Cf. KUNH, T. The estruture of scientific revolutions. Chicago, University Press, 1970. 210p.
12 O homem é considerado como animal, como homem e como cidadão. Cf. AZEVEDO, 1933, p.299, nota 51.

7.06.2007

A qualificação dos fornecedores na indústria farmacêutica

A qualificação dos fornecedores na indústria farmacêutica
Marisol Marrafa Macedo

A qualificação dos fornecedores é um requisito das Boas Práticas de Fabricação (BPF), por meio da RDC 210/03, todos os fabricantes de medicamentos devem possuir um cadastro de fornecedores qualificados. O seu cumprimento é obrigatório pela legislação vigente, mas, além disso, é uma necessidade de mercado.
Exigir qualidade em produtos/serviços é uma atitude quase instintiva e um direito que deve ser exercido plenamente. A cada dia as exigências dos clientes aumentam, procurando produtos e serviços de qualidade a preços reduzidos, obrigando os fornecedores a desenvolverem metodologias que atendam e superem a estas expectativas, garantindo assim sua continuidade e sobrevivência.
A qualidade de um produto começa na aquisição dos insumos e dos materiais de embalagem dentro de suas especificações, em boas condições, nas quantidades certas e dentro do prazo previsto. Uma aquisição bem-sucedida é um pré-requisito para a qualidade do produto final. Portanto, para uma empresa que deseja manter uma política baseada em desenvolver, produzir e comercializar medicamentos com alto nível de qualidade é fundamental assumir uma sólida parceria com seus fornecedores.
A manutenção de um cadastro de fornecedores qualificados se constitui numa série de vantagens para a empresa, tais como:
• Evitar devoluções, que podem acarretar em atrasos do início do processo de fabricação de dado produto;
• Evitar não-conformidades que podem ser detectadas adiante, em posições avançadas na cadeia produtiva, ou somente no fim da linha, pelo próprio consumidor, causando diferentes transtornos internos ou podendo afetar a imagem e a sobrevivência da empresa no mercado;
• Otimização da rotina de fabricação de um produto;
• No caso de um fornecedor com qualidade assegurada, pode-se reduzir o nível de inspeções a serem efetuadas, otimizando os processos de recebimento e incorporação ao estoque;
• Conformidade com a legislação de BPF vigente.
O processo de qualificação também traz benefícios para o fornecedor, que deve estar permanentemente buscando um aprimoramento para atender às necessidades de seus clientes, sendo, portanto, uma mola propulsora para sua própria melhoria contínua. De acordo com a RDC 134, para a qualificação de um fornecedor é suficiente um resultado favorável de uma auditoria externa de BPF, periodicamente realizada.
Entretanto, para uma empresa que possua um sistema da qualidade baseado nas BPF e complementado pelos requisitos da ISO 9001: 2000, existe a necessidade de uma avaliação mais abrangente, envolvendo além do cumprimento das BPF, a verificação da qualidade total efetivamente praticada pelo fornecedor: Condições de entrega (prazo,quantidade, local), conformidade dos itens adquiridos (material dentro das especificações) etc. O objetivo deste tipo de avaliação é:}
• Verificar a capacidade do fornecedor em implementar e manter um Sistema da Qualidade eficaz, compatível como nível desejado de qualidade dos produtos e serviços;
• Identificar no seu Sistema da Qualidade, através do exame de evidências objetivas, não-conformidades relevantes, cuja implementação de medidas corretivas contribuam de modo significativo para o aperfeiçoamento ou adequação do seu sistema.
Atualmente existem softwares que auxiliam o processo de qualificação de fornecedores. Mas, se este não for o caso, um exemplo de Programa de Qualificação de Fornecedores, elaborado utilizando este critério, que já vem sendo adotado em algumas empresas, envolve basicamente as três etapas descritas a seguir:
Etapa 1: Auto-avaliação do Sistema da Qualidade – Somente no início do programa.
Objetivo: Permite uma avaliação prévia do Sistema da Qualidade implantado no fornecedor.
Descrição: O fornecedor recebe uma carta explicativa sobre o Programa de Qualificação e seus objetivos. Junto com esta, recebe o "Manual de Qualificação de Fornecedores", contendo a Política da Qualidade assinada pela Alta Direção da empresa, a descrição detalhada do Programa de Qualificação, dos critérios de pontuação e um questionário de auto-avaliação a ser respondido. As questões são inerentes a implementação do seu Sistema da Qualidade, em conformidade com os critérios estabelecidos pela ISO 9001:2000. Também consta neste questionário a avaliação de critérios relacionados ao meio ambiente. Qualidade também implica em crescimento sustentado, sem agressão ao meio ambiente.
O Manual de Qualificação de Fornecedores pode ser enviado por correio, por e-mail ou por fax. O questionário deve retornar para avaliação das respostas, dentro de um prazo determinado. É importante salientar que esta etapa não serve como um parâmetro preciso, apenas permite uma pré-avaliação, uma noção da situação do fornecedor em termos da implementação do seu Sistema de Qualidade. A cada resposta fornecida é atribuída uma pontuação e calcula-se o seu percentual de aproveitamento. A veracidade das informações será efetivamente constatada na auditoria externa a ser realizada, que corresponde à etapa final deste programa. Fornecedores certificados pelas normas de qualidade da série ISO 9000 não precisam responder a este questionário.
2a Etapa: Avaliação de desempenho
Objetivo: Semestralmente, cada fornecedor é avaliado em termos da qualidade total praticada, por meio das condições de entrega e da conformidade dos itens com as especificações estabelecidas. Esta avaliação engloba todas as aquisições consecutivas durante o período de seis meses.
Descrição: O Índice de Qualidade na Entrega (IQE) considera os seguintes requisitos:
• Entrega do produto certo, dentro do prazo acordado, na quantidade certa, no local certo, em condições adequadas etc.
• No caso de matérias-primas, devem vir acompanhadas de certificado de análise.
Em função desses requisitos calcula-se o IQE (por meio de cálculos estatísticos). Normalmente se utilizam planilhas de Excel para cada fornecedor, indicando cada fornecimento, o respectivo lote e uma avaliação dada pela chefia do Almoxarifado (com ou sem restrições). O Índice de Qualidade no Recebimento (IQR) é função do nível de qualidade do produto, após as análises do C.Q. Para cada lote adquirido de uma matéria-prima ou material de embalagem atribui-se o status "Aprovado" ou "Reprovado". Dependendo da quantidade de resultados de aprovação ou reprovação, por meio de cálculos estatísticos, o fornecedor recebe uma pontuação que se constitui no IQR.
Nesta etapa, para as não-conformidades detectadas, deve ser aberto um Relatório de Não-Conformidade (RNC) para investigação e acompanhamento, o qual deve ser encaminhado ao fornecedor. Para cada não-conformidade registrada, o fornecedor perde em pontuação. Vale acrescentar que, no caso de fornecedores de matérias-primas, um item fora das especificações determinadas, deve ser comunicado à ANVISA, dentro de um prazo máximo de 48 horas após a detecção do desvio de qualidade, através do preenchimento do Formulário de Notificação de Reprovação de Droga ou Insumo Farmacêutico.
Devem ser efetuados gráficos de acompanhamento dos índices das avaliações de desempenho para cada fornecedor, observando sua evolução ou declínio com o tempo. Os fornecedores devem ser periodicamente informados acerca de seus resultados.
3a Etapa: Auditoria externa – Anual
Objetivo: Avaliar o cumprimento das BPF segundo as exigências da Vigilância Sanitária e a eficiência do Sistema da Qualidade implementado. As questões ambientais também são verificadas, como parte das Boas Práticas de Fabricação.
A auditoria deve ser agendada em conjunto com a empresa. Uma comunicação escrita deve ser enviada, formalizando data, horário, tempo médio de duração, nomes dos auditores e finalidade da avaliação. No momento da auditoria, a equipe auditora deve possuir os seguintes dados:}
• Índice de Qualidade no Recebimento;
• Índice de Qualidade na Entrega;
• Questionário de Auto-Avaliação do Sistema da Qualidade encaminhado pelo fornecedor;
• Relatórios de Não-Conformidades;
• Check-list de auditoria (roteiro de inspeção de BPF e avaliação completa do sistema de qualidade)
A auditoria deve abranger as reuniões de abertura, desenvolvimento e fechamento. As não-conformidades devem ser detectadas por meio de evidências objetivas. Relatórios de não-conformidades devem ser abertos para cada item não-conforme, os quais devem ser entregues aos representantes do auditado, na reunião de fechamento, os quais devem estabelecer um cronograma de adequação. De acordo com a pontuação atingida na auditoria, calcula-se o IQS (Índice da Qualidade do Sistema).
Após estas três etapas, pode-se calcular o IQF (Índice de Qualidade do Fornecedor), que é a base para a elaboração de um cadastro de fornecedores qualificados. O IQF leva em consideração a Qualidade Total praticada pelo fornecedor, em termos do cumprimento das exigências da Vigilância Sanitária (BPF) e verificação da situação do Sistema da Qualidade. O seu cálculo se baseia em uma média ponderada dos três índices calculados anteriormente ( IQE, IQR e IQS).


INTERPRETAÇÃO DAS CLASSES DE FORNECEDORES:
CLASSE A = A empresa atende satisfatoriamente aos requisitos da qualidade estabelecidos.
CLASSE B = A empresa atende parcialmente aos requisitos estabelecidos, não comprometendo significativamente a qualidade do produto.
CLASSE C = A empresa apresenta várias pendências quanto aos requisitos de qualidade estabelecidos, comprometendo significativamente a qualidade do produto.
CLASSE D = Somente em situação de emergência deverão ser adquiridos materiais destes fornecedores.

O relatório da auditoria deve ser consolidado com cálculo do IQF (Índice de Qualidade do Fornecedor) e uma cópia deve ser enviada ao fornecedor, com carta de agradecimento, indicando sugestões e recomendações, se necessário. O check-list original da auditoria deve ser arquivado, junto com os RNCs, em pasta individual do fornecedor. Os relatórios, cartas, questionários do fornecedor e devem estar arquivados em conjunto, de modo a facilitar a avaliação através de rastreabilidade das informações.

FORNECEDOR COM QUALIDADE ASSEGURADA: Será considerado com "Qualidade Assegurada" o fornecedor que for classificado como classe A, satisfazendo a seguinte condição: no mínimo 12 fornecimentos consecutivos, entregues sem restrição. O fornecedor que atender a estes requisitos será certificado e deve-se trabalhar com esse fornecedor sob a forma de qualidade assegurada. Deve ser observado que este critério de qualificação de fornecedores também pode ser adotado para as empresas com as quais sejam estabelecidos contratos de terceirização de fases do processo produtivo.
Enfim, a qualificação dos fornecedores é uma importante ferramenta para a promoção da melhoria contínua da parceria fornecedor/cliente. Muito além de ser uma exigência das Boas Práticas de Fabricação para os produtores de medicamentos, é uma garantia de melhores aquisições, de um menor índice de não-conformidades associadas. Atualmente, num mercado cada vez mais exigente onde a qualidade é um diferencial competitivo, isto se constitui numa real necessidade. Os consumidores finais agradecem.

7.04.2007

Qualidade de Vida: inimiga silenciosa (hipertensão)

INIMIGA SILENCIOSA
01/07 - Falta de conhecimento facilita o avanço da hipertensão, que já atinge 25% dos brasileiros. Doença ataca órgãos vitais como o coração e pode ser evitada com hábitos saudáveis. Criança, jovem, adulto, velho. Homem ou mulher. Quando se trata de hipertensão, o alvo é tão elástico quanto suas conseqüências. Doença sorrateira, atinge um bilhão de pessoas no mundo e 25% dos brasileiros. Segundo pesquisadores da Escola de Economia de Londres, do Instituto Karolinska (Suécia) e da Universidade do Estado de Nova York, o número de hipertensos nos países em desenvolvimento, como o Brasil, deve aumentar 80% até 2025. Os números são alarmantes. A doença ataca artérias, coração, rins, provoca infarto, angina, derrame - doenças cardiovasculares responsáveis por 1,18 milhão de internações no Sistema Único de Saúde (SUS), só em 2005. A desinformação também impressiona. A Sociedade Brasileira de Cardiologia constatou que apenas 18% da população sabem que pressão alta aumenta chances de problemas cardíacos. O desconhecimento leva a outra conseqüência grave: a falta de prevenção. A pressão alta não tem cura, mas pode ser controlada com medidas simples, basicamente com mudança de hábitos, como a que se submeteu o aposentado João Francisco Miranda. Ele se descobriu hipertenso aos 67 anos. Desde então, segue uma rotina rigorosa de exercícios físicos e dieta saudável. Hoje, aos 82 anos, está saudável. Já o auxiliar gráfico André Lima, de 29 anos, hipertensão diagnosticada aos 23, faz pouco caso do distúrbio. "Não sou hipertenso, sou relaxado", diz. O tom brincalhão contraria a seriedade do assunto e a orientação para evitar a pressão alta. O cardiologista Bruno Ganem é categórico: "O segredo é reduzir sal e bebidas alcóolicas, fazer pelo menos 30 minutos de exercícios físicos todos os dias e manter o peso em níveis ideais. Uma receita que vale para as pessoas de 30, 40, 70, 80 anos ou mais, hipertensas ou não", ensina. A INDÚSTRIA LUCRA E O PACIENTE ADOECE - Entre março de 2006 e março deste ano, o mercado farmacêutico lucrou cerca de R$ 1,87 bilhão com a venda de comprimidos, pílulas e drágeas anti-hipertensivas. Os dados fazem parte do levantamento anual do IMS-Health, órgão que confere as vendas e o faturamento dos laboratórios. No mesmo período, pela primeira vez na história, o medicamento que mais rendeu dividendos ao setor foi um anti-hipertensivo. Um único remédio atingiu a cifra de R$ 200 milhões, desbancando os anticoncepcionais, antiinflamatórios e medicamentos para disfunção erétil, que tradicionalmente são os mais lucrativos. Desse balanço, advém a óbvia conclusão: os brasileiros estão consumindo mais medicamentos para controlar a pressão. Essa certeza vem acompanhada de uma outra: ao mesmo tempo em que procuram na farmácia a solução para a pressão alta, desconhecem informações básicas sobre o distúrbio. Segundo a pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apenas quatro em cada 10 entrevistados sabem que o nível de pressão arterial recomendável para uma pessoa adulta é 12 por 8. O estudo ouviu 2.012 pessoas em 70 cidades do país. "Estamos alarmados com o nível de desinformação sobre os fatores de risco. Precisamos criar programas de alerta", propõe Álvaro Avezum, diretor de Promoção à Saúde Cardiovascular da SBC. Para a cardiologista Núbia Vieira, do Instituto do Coração, unidade do Distrito Federal, o importante, antes de tudo, é convencer as pessoas sobre o perigo da pressão alta. "A doença é assintomática, silenciosa. As complicações vão surgir depois de 10, 15 ou 20 anos. E os pacientes não gostam de pensar no que vai ocorrer no futuro, não tomam uma atitude agora", afirma a médica do Incor-DF. Sem adotar mudanças no estilo de vida para evitar o pior, os portadores de hipertensão ignoram possuir um risco duas vezes maior de sofrer um infarto ou três vezes maior de um derrame. SINAL VERMELHO - 1 bilhão de pessoas são hipertensas hoje, no mundo; 1,5 bilhão será o número de pessoas com pressão alta, em 2025; 25% dos brasileiros são hipertensos; O TAMANHO DO ESTRAGO - No Brasil, a hipertensão é responsável por: 60% dos registros de infarto; 25% das hemodiálises por insuficiência renal crônica; 80% dos casos de acidente vascular cerebral (AVC), o derrame. Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão - MULHERES EM RISCO - Um grupo em especial chama a atenção dos médicos, segundo Otávio Gebara, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). São as mulheres na faixa dos 50 anos, que estão na menopausa. "Elas deixam de produzir o hormônio feminino estrogênio, que protege as artérias, e ficam mais propensas a ter picos de pressão alta", esclarece o cardiologista. Segundo ele, 30% das mulheres com mais de 50 anos são hipertensas. "Algumas ficam até assustadas porque, quando jovens, até por volta dos 45 anos, tinham pressão arterial normal ou baixa. Por isso, é importante fazer a medição periodicamente", orienta. Esse acompanhamento é vital para o controle da hipertensão de qualquer pessoa, seja ela criança, adulta ou idosa, homem ou mulher. "Todo médico deve medir a pressão do seu paciente. Não precisa ser um cardiologista para fazer isso. Um dermatologista, um ortopedista, um psiquiatra, qualquer especialista deve fazer o procedimento", explica Gebara. Fernando Nobre, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão, propõe medidas incisivas. "Precisam ser implantadas políticas para o diagnóstico e o tratamento. As entidades médicas têm boas idéias, mas falta dinheiro. O governo tem recursos, porém, não implementa ações concretas para o controle e o combate da doença", critica. O duvidoso e o certo. André Lima, 29 anos; Hipertenso desde os 23; Como controla: futebol nos fins de semana e redução do sal. O auxiliar gráfico André Lima sofre picos de pressão alta desde os 23 anos. Neto e sobrinho de portadores do distúrbio, ele descobriu o problema por acaso, quando passou mal e recebeu o diagnóstico de arritmia cardíaca. Mesmo assim, não é o que se pode chamar de um exemplo de controle. Certamente, os médicos ficarão seriamente preocupados se souberem que sua rotina inclui atividade física sem regularidade, dieta livre e sobrepeso. André não adota medida preventiva para manter a pressão sob controle. "Como de tudo, apenas com pouco sal. Adoro um churrasco. A minha atividade é o futebol nos fins de semana com os amigos." O peso está acima do recomendável - 92kg em 1,70m de altura. Para ele, a pressão alta tem a ver com o estado de espírito. "A minha hipertensão é de fundo emocional. Sempre que fico muito triste, preocupado ou tenho alguma contrariedade, ela sobe." O maior pico foi de 22 por 18, na morte de um amigo. "Às vezes sinto uma dor de cabeça e é só medir: ela está alta, em torno de 15 por 11, 16 por 12", revela. João Francisco Miranda, 82 anos; Hipertenso desde os 67; Como controla: exames preventivos, medicamentos, calorias contadas, exercícios diários e dança nas horas vagas. A vida do aposentado João Francisco pode parecer insípida e sem sal para muita gente. Sem sal, é mesmo, pois ele baniu o tempero da alimentação por orientação médica. Aos 82 anos, tem um estilo de vida disciplinado. Não por acaso. A rotina diária é organizada para controlar a hipertensão, com a qual ele convive sem problemas desde os 67 anos. "Tive duas crises, a última há nove anos. Desde então mantenho minha pressão em 12 por 8, 13 por 9", conta. Além de dois remédios diários, João Francisco segue uma dieta rigorosa de 1.800 calorias, pobre em gordura. Todo dia, exercita-se por uma hora e 10 minutos, o que lhe valeu uma silhueta de causar inveja a qualquer garotão: 70kg distribuídos por 1,65m de um corpo magro e musculoso. "Estou melhor do que muito jovem", brinca. "Faço os exames cardiológicos de três em três meses e os resultados sempre são normais. Isso porque me cuido." Nas horas vagas, ele gosta de dançar com a companheira Maria Adália, com quem vive há 17 anos. "É um bom exercício. Movimenta todo o corpo e ainda relaxa", ensina. Tânia Battella, 59 anos; Sofria de hipertensão decorrente da obesidade; Como resolveu: emagreceu 45 quilos, com uma cirurgia de redução de estômago, indicada para o caso dela. A arquiteta Tânia chegou ao seu limite em outubro de 2005, aos 57 anos. Os ponteiros da balança marcavam 118kg e os do esfigmomanômetro, o aparelho que mede a pressão arterial, atingiam picos de 18 por 10. Um caso de obesidade mórbida, com um índice de massa corpórea de 46 pontos, pois Tânia mede 1,59m, e de quebra, a hipertensão. O tratamento para o seu caso, segundo os médicos, era um só: emagrecer. "Fiz várias dietas e nenhuma dava certo. Sempre voltava a engordar e a pressão continuava alta", conta. A qualidade de vida só se deteriorava. "Sentia muito cansaço, não conseguia me movimentar, subir escadas e, mesmo tomando remédios, a pressão continuava acima do normal", revela a arquiteta. Depois de conversar bastante com a sua cardiologista, Tânia tomou a decisão de submeter-se a uma cirurgia de redução de estômago no Instituto do Coração, em São Paulo. Em dois anos, emagreceu 45kg, a pressão arterial se estabilizou em 10 por 7 e ela se livrou dos medicamentos anti-hipertensivos. "Fiz a operação por uma necessidade de saúde. Não passo fome, mas me alimento como uma criança de 10 anos, apesar de ter 59. Apenas seleciono o que vou comer. Vivo bem, agora posso brincar com os meus dois netos, caminhar e trabalhar melhor. Isso é o que importa", diz ela. Michele Gomes da Rosa, 28 anos; Sofria picos de hipertensão devido ao uso de anticoncepcional; Como resolveu: suspendeu o anticoncepcional e adotou uma alimentação equilibrada. A advogada Michele sabe que a hipertensão é uma doença séria e ficou preocupada quando em janeiro de 2006 a sua pressão passou de 12 por 8 para 15 por 10. "Pensei que fosse estresse, pois estava cuidando do casamento e da mudança para Brasília", diz. Não era. Os médicos não chegavam a um diagnóstico preciso. Como sentia tontura durante as crises hipertensivas, diagnosticaram labirintite, passaram uma medicação e ponto final. Michele casou, mudou de Porto Alegre para o Distrito Federal, conseguiu um novo emprego, mas continuou a ter crises hipertensivas, apesar da alimentação saudável e de se exercitar. Em janeiro de 2007, ela sentiu uma forte dor de cabeça durante o almoço e procurou um médico que mediu a sua pressão - 19 por 13 - e a encaminhou imediatamente para o Instituto do Coração do DF. "Ali fiz todos os exames possíveis, de sangue, urina, ressonância e tomografia de órgãos internos. Todos normais", diz a advogada. A única exceção foi o monitoramento da pressão arterial por 24 horas, com aquele aparelho que as pessoas usam no braço esquerdo por um dia e que faz a medição enquanto o paciente realiza as suas atividades normais e dorme. A de Michele deu 100% alta. O caso dela virou um quebra-cabeça para os médicos. Poderia ser insuficiência renal, mas os exames descartaram. Até que a cardiologista suspeitou do anticoncepcional. "Só foi retirar o anel contraceptivo e tomar uma medicação preventiva durante três meses para a pressão voltar aos níveis normais", lembra Michele, com alívio. O susto lhe rendeu o hábito de medir a pressão diariamente. "É sagrado. Comprei o aparelho e o meu marido aprendeu a usá-lo." A saída é a prevenção - Crie o seu exercício. Além de diminuir o risco cardiovascular por meio da queda na pressão arterial, os exercícios físicos melhoram o nível de colesterol e o perfil glicêmico, reduzindo a possibilidade de diabetes. O efeito independe da perda de peso que se possa alcançar. A atividade física que traz benefícios não é necessariamente a que se pratica em academia. Os carteiros, por exemplo, se exercitam no trabalho diário e têm risco cardiovascular reduzido em comparação com a população em geral. Qualquer pessoa pode incorporar a atividade física ao seu cotidiano com medidas simples como ir a pé para o trabalho, descer do ônibus um ponto antes, estacionar o carro a um quarteirão de distância do destino, usar escadas em vez de elevador. E adotar hobbies que exercitam, como danças de salão, marcenaria. NA HORA DE COMER... Para manter a pressão arterial sob controle, evite carnes salgadas como bacalhau, charque, carne-seca e defumados, conservas tipo picles, azeitonas, aspargo, patês e palmito, enlatados como extrato de tomate, milho, ervilha. E maionese pronta. O ideal é consumir os alimentos em seu estado natural. Fuja também dos salgadinhos, batata frita, aperitivos como amendoim salgado, castanhas salgadas, e dos aditivos em pacote usados como tempero em sopas e outros pratos. Na hora do queijo, prefira os brancos ou ricota sem sal. SAL NA MEDIDA CERTA - Os brasileiros consomem em média quatro a cinco colheres de café cheias de sal por dia - o equivalente a 10g -, enquanto o organismo precisa de apenas 2,5g, quantidade que existe nos próprios alimentos. A dica é substituir o sal por temperos naturais, como salsinha, cebola, orégano, hortelã, limão, alho, manjericão. E nunca ter um saleiro à mesa. O sal em excesso faz o corpo reter mais líquidos, e o aumento do volume de líquido faz a pressão subir. CONTROLE O PESO - O excesso de peso aumenta o risco de pressão alta, além de provocar excesso de gordura no sangue, diabetes, derrame, doenças respiratórias e cardíacas, cálculo na vesícula e câncer de próstata, mama, útero e cólon. A perda de peso diminui o risco de diabetes e doenças do coração, porque proporciona a redução do açúcar e das gorduras do sangue, como os triglicerídeos, o colesterol total e o colesterol ruim (LDL-colesterol) que se deposita nas artérias. Além disso, aumenta o colesterol bom (HDL-colesterol), que retira colesterol do sangue, evitando, assim, o seu acúmulo nas artérias. E não tem erro: os grandes segredos para a redução de peso são a dieta e atividade física. PARECE, MAS NÃO É... Há pessoas que só têm pressão alta quando estão no consultório médico - são os chamados "hipertensos do avental branco". Fora do consultório, a pressão é normal. Para saber se o paciente se enquadra nesse caso, o médico pode adotar a monitorização ambulatorial, que mede a pressão durante 24 horas com aparelho automático. Fontes: Decio Mion Junior e Carlos A. Segre, médicos, Sociedade Brasileira de Hipertensão, ROTINA DE ESTRESSE - Mário Tomelin, 69 anos; Hipertenso desde 2004, provavelmente devido a estresse; Como controla: medicamentos, exercício físico e alimentação balanceada. O professor Mário é um intelectual. Reitor da Universidade Latino-Americana? e do Caribe e autor dos livros Brasília, cidade quaternária e O quaternário, seu espaço e poder - em que defende a tese de que o conhecimento é a quarta força do mercado -, ele tinha uma rotina bastante atribulada até julho de 2004. Viajava constantemente para países europeus e da América do Sul e Central, dava palestras em universidades e empresas. "Era hipertenso, procurei vários médicos, mas nunca segui nenhum tratamento adiante", confessa. Em 12 de julho daquele ano, ao participar de um evento em um hotel de Brasília, Tomelin teve um pré-infarto, submeteu-se a um cateterismo para desobstruir as artérias e mudou o seu modo de viver. Hoje, caminha 4km três vezes por semana e, aos domingos, aproveita o Eixão livre de carros para andar de bicicleta. Todos os dias, toma dois medicamentos. "Tentei suspendê-los algumas vezes, mas a pressão sobe", explica Tomelin, que agora também cuida da alimentação. "Atribuo a minha hipertensão ao estresse. Tinha uma rotina muito agitada", conclui. DIAGNÓSTICO PRECISO - A pressão arterial varia ao longo do dia. É mais elevada pela manhã e mais baixa à noite, durante o sono. Para medi-la, de acordo com a cardiologista Chris Paulini , o paciente deve ficar sentado ou deitado durante cinco minutos. Verificam-se dois valores: o mais alto é medido quando o coração se contrai (sístole) e o mais baixo, quando ele relaxa entre os batimentos cardíacos (diástole). Nos casos de hipertensão, é comum tanto a pressão sistólica quanto a diastólica estarem elevadas. A pressão é considerada alta quando igual ou superior a 14 por 9. Mas não é apenas medindo a pressão que se diagnostica se o paciente é hipertenso. "É necessário todo um acompanhamento médico, medidas repetidas, exames que auxiliam no parecer definitivo", afirma Chris Paulini. Segundo ela, é comum, nos consultórios, o paciente manifestar a "hipertensão do jaleco branco": a pressão aumenta com o nervosismo da pessoa diante da consulta, mas ela não é hipertensa. Um exame que dá um resultado preciso é a monitorização ambulatória da pressão arterial (Mapa). Durante 24 horas, o paciente usa um aparelho de medição preso ao braço esquerdo para aferir a variação da pressão arterial. Chris Paulini aconselha as pessoas a procurar um centro de saúde ou a emergência de um hospital caso se sintam mal e suspeitem que a causa seja a elevação dos níveis da pressão. "A aferição deve ser feita por um médico ou profissionais de enfermagem treinados para isso. Ter um aparelho em casa e pedir que alguém da família o faça nem sempre dá resultados confiáveis", orienta a cardiologista. O mesmo ocorre em relação aos medidores digitais e máquinas instaladas em algumas farmácias. Os centros de saúde funcionam de segunda a sexta-feira, das 7 às 17h, e as emergências do hospitais, em regime de 24 horas, incluindo sábado e domingo. DE OLHO NAS CALORIAS - Se precisa perder peso para evitar a hipertensão, preste atenção nas bebidas: # 300 calorias estão numa garrafa de cerveja; # 100 calorias, em um copo de vinho; # 120 calorias, em apenas uma dose de uísque, pinga ou conhaque. - Maria Vitória, da equipe do Correio - Fonte: Correio Braziliense