9.09.2011

Sites de compra coletiva continuam comercializando tratamentos estéticos

Em agosto, conselho dos fisioterapeutas proibiu seus profissionais de vender serviços, como drenagem linfática, nesses sites; já conselho de medicina veta que médicos atendam pacientes encaminhados por empresas que oferecem consórcio de procedimentos

Karina Toledo - O Estado de S.Paulo
Aplicação de Botox por R$ 95,90. Drenagem linfática e "lipo sem cirurgia" por R$ 69,90. Laser contra varizes de R$ 350 por R$ 79,90. Peeling a laser com 81% de desconto. Anúncios como esses são comuns nos sites de compra coletiva, embora tenham sido condenados pelos Conselhos Federais de Medicina e de Fisioterapia.  
CFM. Aplicações de drogas como Botox devem ser realizadas apenas por médicos, por serem procedimentos invasivos - Michael Falco/The New York Times
Michael Falco/The New York Times
CFM. Aplicações de drogas como Botox devem ser realizadas apenas por médicos, por serem procedimentos invasivos
Veja também:
link 
Pessoas sem formação oferecem procedimentos
A clínica SkinCare Estética, por exemplo, oferece no site promoferta.com.br Botox aplicado por "médico com 15 anos de experiência". No endereço magote.com.br, é possível comprar um peeling a laser na clínica Deep Laser ou tratamento para varizes na Mega Estética Laser.
Segundo Emmanuel Fortes, do Conselho Federal de Medicina (CFM), esses procedimentos são invasivos e devem ser feitos por médicos. Mas desde 2008 é vedado a esses profissionais o atendimento de pacientes encaminhados por empresas que anunciem ou vendam planos de financiamento ou consórcios para procedimentos médicos.
Essa proibição foi reforçada no mês passado, quando o CFM publicou nova resolução para nortear a propaganda em medicina. "Oferecer serviços em sites como esses é uma forma de burlar nossas resoluções. Se denunciado, o médico pode sofrer um processo ético", afirma Fortes.
Também no mês passado, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) proibiu seus profissionais de vender serviços em sites de compra coletiva. Roberto Cepeda, presidente da entidade, diz que a medida vale para práticas terapêuticas, como quiropraxia e drenagem linfática, e para aquelas consideradas estéticas, como ultrassom para reduzir gordura localizada ou corrente russa para tratar flacidez.
"O paciente deve passar por uma avaliação, antes de comprar o serviço, para saber se não há contraindicações e quantas sessões seriam necessárias para obter o resultado desejado", explica Cepeda. Mesmo um procedimento estético, diz ele, pode trazer risco se mal indicado.
No site globourbano.com.br, a reportagem viu uma oferta da Lotus Clinic que inclui peeling de diamante e laser, lifting manual, drenagem linfática e máscara hidratante por R$ 99,90. O anúncio destacava que "o procedimento é realizado por profissional graduada em fisioterapia". No clubedodesconto.com.br, a Estética Sakura anunciou um pacote de ultrassom e drenagem linfática com 85% de desconto. Procurada, a clínica informou que os tratamentos são feitos por fisioterapeuta.
Segundo Cepeda, a punição para quem desrespeitar a resolução vai de advertência à suspensão do registro profissional.
Outro lado. Clodoaldo de Oliveira, responsável pela SkinCare Estética, diz que o contrato com o site de compras coletivas foi feito antes da nova resolução do CFM. "Está nos últimos dias e não vou renovar." A mesma explicação foi dada por Sueli Domingues, da clínica Deep Laser, e por Edinéia Yagi, da Estética Sakura. Renata Vilella, fisioterapeuta da Lotus Clinic, diz-se surpresa com o fato de a oferta ainda estar no site. A Mega Estética Laser não respondeu às ligações.
OS RISCOS
BotoxSó médicos podem aplicar; se malfeito, pode paralisar músculos não desejados, causar assimetria facial e intoxicação.
Depilação e peeling a laserNão há legislação que determine o profissional habilitado; se mal aplicado, pode manchar a pele e causar queimaduras.
Laser para tratar varizesSó médicos podem aplicar; os riscos são manchas na pele e queimaduras.
Drenagem linfáticaNão há legislação que determine o profissional habilitado; pode prejudicar um pós-operatório; é contraindicada em alguns casos de câncer, como linfoma.

Nanotecnologia e inovação

Cientistas criam menor motor elétrico do mundo com uma única molécula

Aparelho pode ser usado em nanotecnologia e medicina; criadores buscam reconhecimento da inovação no livro 'Guinness'.

Da BBC
Molécula de sulfeto de butil metil (Foto: Nature Nanotechnology / BBC) 
Molécula de sulfeto de butil metil
(Foto: Nature Nanotechnology / BBC)
Pesquisadores americanos dizem ter criado o menor motor elétrico do mundo.
O motor, feito com uma única molécula com diâmetro de um bilionésimo de metro, é tema de um artigo no periódico Nature Nanotechnology.
Por suas dimensões minúsculas, o motor pode ser útil em nanotecnologia e medicina, onde pequenas quantidades de trabalho podem ser aproveitadas de maneira eficiente.
Motores feitos com uma única molécula já foram construídos antes, mas esse é o primeiro que pode ser movido individualmente por uma corrente elétrica.
"As pessoas já descobriram que podem fazer motores movidos a luz ou reações químicas, mas o problema disso é que você dirige bilhões deles ao mesmo tempo", disse à BBC Charles Sykes, químico da Universidade Tufts, em Massachusetts, nos Estados Unidos.
"O que nos empolga em relação ao elétrico é que podemos estimular e observar o movimento de apenas um motor, e podemos ver como as coisas se comportam em tempo real".
Uso em miniatura
O motor consiste de uma molécula de sulfeto de butil metil colocada sobre uma superfície de cobre. O único átomo de enxofre presente na molécula age como um eixo.
A ponta de um microscópio de efeito túnel, ou STM (do inglês Scanning Tunneling Microscope) - uma minúscula pirâmide cuja ponta tem diâmetro de apenas um ou dois átomos -, é usada para enviar uma corrente elétrica para dentro do motor.
Simultaneamente, o STM também produz imagens da molécula enquanto ela gira.
A molécula se move em ambas as direções, com uma velocidade de até 120 rotações por segundo. No entanto, quando se tira a média após algum tempo, observa-se uma rotação real em uma única direção.
Segundo Sykes, se a molécula for levemente alterada, pode ser usada para gerar radiação de micro-ondas ou incorporada aos chamados sistemas nanoeletromecânicos.
'O próximo passo é colocar a coisa para trabalhar para que possamos medi-la - acoplando-a a outras moléculas, enfileirando-as, ao lado uma das outras, para que se transformem em rodas dentadas em miniatura.'
'Depois, podemos observar a propagação da rotação em cadeia', disse o pesquisador.
Segundo seus criadores, o motor elétrico de uma única molécula também pode ser útil em medicina. Ele pode ser usado, por exemplo, para levar quantidades controladas de medicamentos a locais específicos no organismo.
Nesse momento, a equipe de Sykes está em contato com o Livro Guinness dos Recordes para tentar registrar sua invenção como o menor motor do mundo.
G1.com

Não existe memória ruim, só mal treinada.

Memória turbinada

A ciência descobriu que todo mundo pode ser mestre de memória

MENTES BRILHANTES : O método é a mãe da memoria.(Thomas Fuller)

Lapsos rotineiros não são falhas de memória

e sim falta de atenção
Maná E.D.I
Crédito: Maná E.D.I
Tudo começou em um hospital. Aos 18 anos, o inglês Ed Cooke teve de ficar meses internado para tratar um problema na perna. Para espantar o tédio, decidiu dar uma chance a um presente que ganhara de alguém: um livro com exercícios de memorização. Cinco anos mais tarde, Cooke era Grande Mestre de Memória – só existem 35 no mundo. Guardar uma sequência de mil dígitos aleatórios em menos de uma hora, a ordem precisa de 56 cartas de 10 baralhos na hora seguinte, decorar livros de 700 páginas – Cooke é capaz de tudo isso. E você também.

Em 2003, uma pesquisa conjunta de duas universidades inglesas comprovou que o cérebro de gênios memorizadores é igual ao nosso. A diferença é que Cooke e outros participantes de campeonatos de memória treinam constantemente para aprimorar sua capacidade. Partindo de princípios simples, apresentados nas próximas páginas (construir uma história, explorar um cenário conhecido, pensar em situações ridículas), é possível lembrar quantidades extraordinárias de informação. O sujeito começa decorando a lista de compras e termina sabendo localização e preço de todos os produtos do supermercado. Sem falar, claro, nas vantagens bem palpáveis de lembrar onde você deixou as chaves, o aniversário dos parentes e conteúdo daquela prova semana que vem. Só depende da sua disposição – até porque você não nasceu pra isso.


DICA 1 >>> DÊ UM TEMPO | Calcular intervalos entre sessões de estudo ajuda a lembrar na hora da prova.
Maná E.D.I
Crédito: Maná E.D.I
Até os mais atentos são vítimas da “curva do esquecimento”, descoberta pelo psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus no século 19. Você esquece metade do que aprendeu só na primeira hora após aprender. Para driblar essa sangria cognitiva, o psicólogo Hal Pashler,

da Universidade da Califórnia, sugere o estudo parcelado. Pegue o tempo que você tem até a prova e divida o conteúdo em 10 partes, dando o mesmo intervalo entre as 10 sessões de estudo. Assim, você só aciona o cérebro quando ele está pronto para reter novas informações.
CABEÇA DINOSSAURO
Nosso cérebro foi feito para lembrar de muita coisa. Durante a evolução, o ser humano sobreviveu se deslocando para coletar recursos e depois retornar para sua comunidade. E foram essas demandas que esculpiram nossas memórias, não as do mundo moderno. Como regra geral, você nunca vai esquecer das suas necessidades básicas (comer, dormir), e talvez nem sempre lembre do que a sua cabeça pré-histórica considere supérfluo – nas cavernas não havia contas para pagar nem agendamento no dentista. Na definição dos especialistas, uma boa memória de você enganar seu cérebro, tornando memoráveis coisas que esse troglodita deixaria passar batido.

É aí que entra em cena a mneumônica, o conjunto de técnicas conhecidas e ensinadas desde a Antiguidade e que fazem a fama dos Grandes Mestres de Memória. É bem verdade que essas técnicas andavam meio desacreditadas – ao longo do século 20, foram pouco estudadas pelos cientistas, que as viam como decoreba com grife. Mas a coisa começou a mudar no ano passado, quando os psicólogos cognitivos americanos James Worthen, da Universidade do Sudeste de Louisiana, e Reed Hunt, da Universidade do Texas em San Antonio, publicaram o livro Mnemonology: Mnemonics for the 21st Century. Nesse estudo aprofundado, a dupla se vale dos estudos neurológicos mais recentes para separar o joio do trigo mneumônico. Sobram de pé as técnicas apresentadas nestas páginas e a comprovação científica de que, aplicando-as, qualquer zé-mané pode lembrar do que quiser. Só faltava um zé-mané para provar isso.


Editora Globo
Estamos falando do jornalista americano Joshua Foer – até então, o irmão anônimo do famoso escritor Jonathan Safran Foer. Treinando com Ed Cooke, o mestre do início deste texto, ele passou de sujeito esquecido a campeão americano de memória em 2006. E olha que não foi nenhum sacrifício olímpico: “Durante 9 meses, eu treinei duas vezes por semana, cerca de 20 minutos”, diz Froer. Ele narra sua trajetória no livro A Arte e a Ciência de Memorizar Tudo, best-seller do New York Times, com roteiro vendido para Hollywood, que tem lançamento no Brasil previsto para agosto. O título em inglês, “Moonwalking with Einstein”, que mistura o famoso passo de dança de Michael Jackson com o físico alemão, é uma homenagem à técnica de criar imagens bizarras e inesquecíveis.

OK, posso decorar tudo que eu quiser. Mas pra quê? É uma pergunta válida. Mesmo na remota possibilidade de que dígitos aleatórios e decoreba de baralhos façam parte do seu dia a dia, para todo o resto existe auxílio digital: agenda de telefones no celular, caminhos no GPS, tudo no Google. Aliás, passar a memória adiante parece ser a alternativa mais sensata.


DICA 2 >>> LEMBRE ENQUANTO APRENDE | Recordar algo que você recém aprendeu é chave pra fixar o conteúdo.
Maná E.D.I.
Crédito: Maná E.D.I
Um dos vários estudos que comprovam essa regra foi realizado em 2008 por Jeffrey Karpicke, da Universidade Purdue. O psicólogo pediu para 40 voluntários aprenderem o significado de 40 palavras de suaíli, uma língua africana. Metade estudou como quis; a outra metade era constantemente forçada a lembrar as palavras durante a aula, sem consulta, mesmo sem saber se as respostas estavam certas ou não. A turma do laço frouxo acertou 36%. Os que tiveram a memória exigida acertaram 80%. Um jeito prático de usar esse método é fechar um livro a cada duas páginas lidas e tentar recordá-las.
MEMÓRIA TERCEIRIZADA
Um estudo da consultoria de TI International Data Corporation (IDC) mostra a atual multiplicação da informação: o volume mundial de dados digitais dobra a cada dois anos. “Como temos mais fontes de informação do que nunca, há uma chance maior de esquecer exatamente o que queríamos lembrar”, diz o psicólogo cognitivo James Worthen. Mas essa sensação contínua e desagradável de esquecimento não surgiu com os smartphones. Nem com a internet. Muito antes deles, outra novidade tecnológica foi acusada de deixar nossa memória sem fio: a escrita.

O filósofo grego Sócrates, que viveu no século 5 a.C., temia que as letras pudessem “enfraquecer a mente dos homens”. Para ele, a escrita só poderia ajudar alguém a lembrar do que já sabe, e a invenção poderia levar a sociedade a um caminho de declínio moral e intelectual. Ironicamente, seus conhecimentos chegaram a nós por causa de Platão, seu discípulo recém-alfabetizado.

“As novas tecnologias nos livram de fardos. As calculadoras fazem aritmética por nós, e esquecemos como fazer contas. O ciberespaço é nossa memória coletiva”, diz James Gleick, escritor americano que ganhou 3 prêmios Pulitzer e em março lançou o livro The Information: A History, a Theory, a Flood, onde narra a evolução da informação até a enxurrada atual. Em julho, a psicóloga Betsy Sparrow, da Universidade de Colúmbia, nos EUA, publicou um estudo na revista Science em que analisou o impacto das ferramentas de busca em nossos cérebros. Após um experimento com 100 estudantes de Harvard, ela descobriu que esquecemos justamente o que sabemos que podemos encontrar na internet, lembramos melhor o que não está disponível online. Além disso, somos melhores em lembrar onde encontrar alguma coisa na internet do que da informação em si. Ou seja, o “efeito Google” atrapalha nossa memória retentiva de dados, mas aumenta nossas habilidades de procura. A internet virou, de fato, nossa memória externa. “Se escolhermos entregar nossa memória à tecnologia, talvez fiquemos livres para explorar nossa criatividade onde as máquinas ainda não podem competir”, afirma Gleick. E já há quem viva para isso.


DICA 3 >>> DURMA DE TARDE | Cochilar após o almoço é um santo remédio: ajuda até a memória.
Maná E.D.I
Crédito: Maná E.D.I
Em fevereiro de 2010, o psicólogo Matthew Walker mostrou que a memória pode ser melhorada com um simples cochilo à tarde. O professor da Universidade da Califórnia pediu que voluntários memorizassem 100 nomes e rostos ao meio-dia, para depois repetir o procedimento às 18h. A metade que tirou uma bela siesta de 90 minutos aumentou seus acertos em 10% – já quem ficou acordado piorou 10%.
BACKUP DE LEMBRANÇAS
O americano Gordon Bell, pioneiro da computação na década de 60, fez um experimento consigo mesmo para mostrar como finalmente podemos escapar do esquecimento biológico. Tudo começou em 1998, quando Bell decidiu digitalizar todos os documentos de papel que guardava desde os anos 50: fotos, anotações de trabalho e até imagens de suas roupas. No “ápice” do experimento, retratado em O Futuro da Memória (2009, Editora Campus), ele chegou a gravar quase tudo o que acontecia em sua vida. Para isso, usava uma microcâmera em seu peito que tirava fotos a cada 5 segundos, e carregava um gravador para captar todos os sons que ouvia. Tudo o que Gordon lê num computador é automaticamente repassado para um sistema que funciona como um Google pessoal. Lá, ele consegue checar instantaneamente quando e com quem estava em dado momento, e até encontrar o que aquela pessoa disse. “É ótimo ter um backup de memória”, diz o pesquisador da Microsoft de 76 anos. Que critica as técnicas de memorização.

Na verdade, há quem argumente que a cabeça é um dos piores lugares para se guardar uma memória – ao menos se você quiser ser uma versão mais próxima do que realmente aconteceu. Imagine que nosso armazenamento de informações é semelhante a uma trupe de atores (os neurônios) interpretando uma peça. Cada um sabe somente suas falas, que devem ser ditas após a deixa dos outros. Se um dos atores ficar doente, atrapalha a peça, forçando os companheiros a improvisar. A metáfora serve para explicar por que, ao recuperarmos algumas de nossas memórias, nós as fortalecemos, mas enfraquecemos e esquecemos outras que não estão relacionadas. E (desculpe, Gordon Bell) não há arquivo que combata isso.

O neurocientista Greg Dentre argumenta contra e a favor de aparelhos que “externalizam” nosso conhecimento. “Tirar coisas da memória de curto prazo é bom. Se você está pensando em sua lista de compras, nas roupas para lavar, nos afazeres do dia, todas essas coisas impõem uma carga cognitiva, tomando espaço e prejudicando sua performance.”

No entanto, ele admite que retirar coisas da memória e colocá-las em aparelhos externos não é necessariamente bom. “Passei anos trabalhando em maneiras de escrever e procurar minhas notas incrivelmente detalhadas. No final das contas, minhas memórias acadêmicas estavam agora fora de mim, mortas e inertes, inacessíveis e às vezes surpreendentes para mim mesmo”, lamenta o neurocientista.


DICA 4 >>> ABUSE DA COMIC SANS | Fontes difíceis de ler ajudam o cérebro a guardar o que está escrito.

Maná E.D.I
Crédito: Maná E.D.I

Nossa equipe de arte quis censurar essa informação, mas nosso compromisso é com a verdade: estudos indicam que um texto é mais memorável em Comic Sans – fonte tipográfica considerada abaixo de cafona. Uma pesquisa do ano passado feita em conjunto pelas universidades Princeton e Indiana mostrou que absorvemos melhor a informação que lemos em fontes que não estamos acostumados ou são difíceis de ler. A explicação é que a dificuldade de processamento de letras não familiares teria como efeito colateral facilitar o armazenamento daquela informação. Os pesquisadores pediram para os voluntários estudarem descrições de espécies de ETs. Metade estudou na clássica fonte Arial, tamanho 16. O resto leu o material com a fonte Comic Sans e assemelhadas – e em corpo 12. Resultado: com Arial, 73% de acerto; com Comic Sans, 86%. Por esses 13% a mais, não há elegância que resista.
LEMBRANÇAS DO FUTURO
Pelo sim, pelo não, a ciência já planeja desenvolver expansões artificiais de memória. Em junho, um grupo de pesquisadores da Universidade Wake Forest e da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos EUA, usou eletrodos implantados no cérebro de ratos para restaurar e reforçar suas memórias. Mas não há muito espaço para empolgação, já que ainda estamos bem longe de plugarmos um pendrive em nossas cabeças. “Ninguém sabe ainda quais são os mecanismos específicos fundamentais ao aprendizado e memória. Não sabemos se eles são neuroanatômicos, bioquímicos, elétricos ou uma combinação de todos”, afirma o psicólogo cognitivo James Worthen. “De qualquer maneira, ainda não estamos numa posição de garantir se esse é o futuro ou não.”

Essas incertezas não abalam o neuropsiquiatra austríaco-americano Eric Kandel, Prêmio Nobel de Medicina de 2000 pelas descobertas sobre a codificação de memórias de curto e longo prazo no cérebro. Para ele, a evolução da tecnologia caminha junto com a evolução da vida humana, e em longo prazo a humanidade aprenderá a lidar com os desafios que surgirem. “Agora, somos um novo tipo de humanos, com uma relação mais natural com as máquinas. Isso aumentará nossos poderes de alguma maneira, mas não sabemos quais serão os efeitos e consequências”, afirma.

Mas há especialistas que ainda defendem o bom e velho cérebro. “Uma boa memória é importante para a identidade e percepção de mundo de qualquer um”, alerta Ed Cooke, que além de mestre de memória é formado em psicologia e filosofia pela Universidade de Oxford e mestre em ciência cognitiva pela Universidade de Paris. Para Cooke, a memória é muito mais do que informação armazenada. “Se você aprendeu sobre arquitetura, ao olhar para uma casa ela parecerá diferente de como pareceria antes de você saber estas coisas. Não adianta pegar este conhecimento e colocá-lo em seu iPhone. A casa não irá mudar.”

O grande mestre de memória não espera que todo mundo memorize milhares de dígitos, cartas de baralho ou livros de cabo a rabo como ele. Acima de tudo, Cooke só gostaria que você largasse um pouco o smartphone e tentasse aprender alguma coisa enquanto se diverte com isso. Afinal, não faria mal lembrar melhor e ter mais conhecimento. Se isso compensa ou não, a escolha é sua.

Descanso e hidratantes são dicas de beleza das candidatas a Miss Universo

Misses contam como se preparam às vésperas da grande final.
Brasileira aposta no consumo de água e nas horas de sono.

Dormir o máximo possível, usar e abusar de hidratantes e tratar da limpeza da pele após tantos dias de maquiagem, sem descanso. Essas são algumas das dicas das candidatas ao título de Miss Universo 2011, às vésperas da grande final. As belas estão ansiosas, e não disfarçam a preocupação com os cabelos, a pele e o corpo nos últimos dias antes da decisão do concurso.
“Evito doces para a pele não reagir mal. O resto é tudo normal, por isso estou confiante. Tenho de ser confiante, senão eu chego lá [ao concurso] destruída. Procuro ficar o mais calma possível para conseguir sossego e aliviar a ansiedade, o meu nervosismo", diz a Miss Angola, Leila Lopes, 25 anos.
“Eu tiro toda a maquiagem, todos as noites, o que é muito importante. Uso cremes corporais e faciais e massageio meus pés todas as noites porque é muito difícil andar de salto alto o dia todo. Nesta etapa, se você não tiver com os pés descansados, está perdida”, diz ao G1 a Miss Universo Costa Rica, Johanna Solano, 20 anos.
Miss Alyssa Campanella, candidata dos Estados Unidos (Foto: Glauco Araújo/G1) 
Miss Alyssa Campanella, candidata dos Estados
Unidos (Foto: Glauco Araújo/G1)
A candidata norte-americana Alyssa Campanella, 21 anos, também aposta no descanso para estar impecável nos desfiles finais. “Estou tentando dormir o máximo que posso e estou concentrada em mim mesma, porque acho que é disso que trata o concurso. Você precisa realmente ser você mesma. É isso o que os jurados estão procurando”, afirma.
Já a bela brasileira Priscila Machado, 25 anos, prefere não mudar hábitos e cuidados em cima da hora. “Por enquanto estou mantendo os mesmos cuidados que venho tendo, mas intensifiquei algumas coisas. Tenho bebido muita água e estou tentando dormir mais para no dia estar com bastante ânimo porque o dia vai ser bastante longo”, conta.
Miss Adriana Don, candidata da Nicarágua (Foto: Glauco Araújo/G1) 
Miss Adriana Don, candidata da Nicarágua
(Foto: Glauco Araújo/G1)
A Miss Nicarágua, Adriana Don, 24 anos, também dedica tempo para deixar o cabelo e a pele sempre em dia. "Eu cuido muito da minha pele, uso muito hidratante. O cabelo precisa ser hidratado, especialmente porque você precisa usar muitos produtos de cabelo [como spray]. Todo mundo tem sua própria rotina de beleza. O que funciona para mim provavelmente não funciona para você", diz.
A candidata francesa, Laury Thilleman, 20 anos, disse que para ser miss tem de "ser bonita, ter corpo bonito, rosto bonito, estar sempre sorrindo, ser espontânea e sociável com as pessoas". Para ser eleita a mais bonita da França, ela disse que hidrata o corpo e o rosto "todas as manhãs e todas as noites."
Na próxima segunda-feira (12), noite do concurso, 89 candidatas desfilarão em trajes de gala e banho em busca do título de mulher mais bonita do planeta. A final do Miss Universo 2011 ocorrerá no Credicard Hall, em São Paulo. De acordo com a organização, 15 finalistas já foram escolhidas, na noite de quinta-feira (8).
Miss Leila Lopes, candidata da Angola (Foto: Glauco Araújo/G1) 
Miss Leila Lopes, candidata da Angola
(Foto: Glauco Araújo/G1)
'Miss personalidade'
Além de medidas perfeitas e sorrisos constantes, as candidatas ao posto de Miss Universo acreditam que a vencedora precisa ser mais do que bela. Questionadas sobre qual a característica mais importante para a dona do título, as misses foram unânimes em destacar a personalidade e a humildade.
"A principal característica de uma Miss Universo com certeza é a personalidade. Ela tem que ter uma personalidade muito forte para fazer as escolhas certas durante o reinado e para levar ao mundo inteiro a imagem de um exemplo de cidadã e de mulher", diz a brasileira Priscila.
Miss Vanessa Gonçalves, candidata da Venezuela (Foto: Glauco Araújo/G1) 
Miss Vanessa Gonçalves, candidata da Venezuela
(Foto: Glauco Araújo/G1)
Para a Miss Venezuela, Vanessa Gonçalves, 25 anos, a faixa deve ser encarada como um trabalho. "O mais importante para ser Miss Universo é desfrutar do que se faz e ser madura o suficiente para assumir o título como um trabalho. Muita gente pensa que é só estar bonita, mas não é assim. Temos que ter muita responsabilidade."
"Uma Miss Universo não é apenas uma linda menina. Ela tem que ser bonita por fora, mas precisa ter um coração grande e precisa estar aberta a outras pessoas", afirma a Miss Ucrânia, Olesia Stefanko, 23 anos.
A Miss Bolívia Olivia Pinheiro, 27 anos, acredita que o título represente uma ferramenta para trabalhar pelo próximo. "Sinto que uma Miss Universo é uma pessoa pública, que deve utilizar sua voz para se expressar ao mundo inteiro, e usar essa ferramenta para trabalhar pelo bem social."
A mexicana Karin Ontiveros, 23 anos, destaca a necessidade de estar disposta a aprender. "Eu acho que ser humilde é o mais importante, amar o que fazemos e trabalhar duro por isso." .A colombiana Catalina Robayo, 22 anos, disse que a miss precisa ser autêntica e vencer pelos próprios méritos, pelo caráter. "O mais importante é ganhar como a pessoa é e não como outra pessoa".
Folha

Miss Vanessa Gonçalves, candidata da Venezuela (Foto: Glauco Araújo/G1) 
Miss Vanessa Gonçalves, candidata da Venezuela
(Foto: Glauco Araújo/G1)


Miss Leila Lopes, candidata da Angola
(Foto: Glauco Araújo/G1)


Miss Adriana Don, candidata da Nicarágua
(Foto: Glauco Araújo/G1)


Miss Alyssa Campanella, candidata dos Estados Unidos (Foto: Glauco Araújo/G1) 
Miss Alyssa Campanella, candidata dos Estados
Unidos (Foto: Glauco Araújo/G1)


Dormir o máximo possível, usar e abusar de hidratantes e tratar da limpeza da pele após tantos dias de maquiagem, sem descanso. Essas são algumas das dicas das candidatas ao título de Miss Universo 2011, às vésperas da grande final. As belas estão ansiosas, e não disfarçam a preocupação com os cabelos, a pele e o corpo nos últimos dias antes da decisão do concurso.
“Evito doces para a pele não reagir mal. O resto é tudo normal, por isso estou confiante. Tenho de ser confiante, senão eu chego lá [ao concurso] destruída. Procuro ficar o mais calma possível para conseguir sossego e aliviar a ansiedade, o meu nervosismo", diz a Miss Angola, Leila Lopes, 25 anos.
“Eu tiro toda a maquiagem, todos as noites, o que é muito importante. Uso cremes corporais e faciais e massageio meus pés todas as noites porque é muito difícil andar de salto alto o dia todo. Nesta etapa, se você não tiver com os pés descansados, está perdida”, diz ao G1 a Miss Universo Costa Rica, Johanna Solano, 20 anos.
A candidata norte-americana Alyssa Campanella, 21 anos, também aposta no descanso para estar impecável nos desfiles finais. “Estou tentando dormir o máximo que posso e estou concentrada em mim mesma, porque acho que é disso que trata o concurso. Você precisa realmente ser você mesma. É isso o que os jurados estão procurando”, afirma.
Já a bela brasileira Priscila Machado, 25 anos, prefere não mudar hábitos e cuidados em cima da hora. “Por enquanto estou mantendo os mesmos cuidados que venho tendo, mas intensifiquei algumas coisas. Tenho bebido muita água e estou tentando dormir mais para no dia estar com bastante ânimo porque o dia vai ser bastante longo”, conta.
A Miss Nicarágua, Adriana Don, 24 anos, também dedica tempo para deixar o cabelo e a pele sempre em dia. "Eu cuido muito da minha pele, uso muito hidratante. O cabelo precisa ser hidratado, especialmente porque você precisa usar muitos produtos de cabelo [como spray]. Todo mundo tem sua própria rotina de beleza. O que funciona para mim provavelmente não funciona para você", diz.
A candidata francesa, Laury Thilleman, 20 anos, disse que para ser miss tem de "ser bonita, ter corpo bonito, rosto bonito, estar sempre sorrindo, ser espontânea e sociável com as pessoas". Para ser eleita a mais bonita da França, ela disse que hidrata o corpo e o rosto "todas as manhãs e todas as noites."
Na próxima segunda-feira (12), noite do concurso, 89 candidatas desfilarão em trajes de gala e banho em busca do título de mulher mais bonita do planeta. A final do Miss Universo 2011 ocorrerá no Credicard Hall, em São Paulo. De acordo com a organização, 15 finalistas já foram escolhidas, na noite de quinta-feira (8).
'Miss personalidade'
Além de medidas perfeitas e sorrisos constantes, as candidatas ao posto de Miss Universo acreditam que a vencedora precisa ser mais do que bela. Questionadas sobre qual a característica mais importante para a dona do título, as misses foram unânimes em destacar a personalidade e a humildade.

"A principal característica de uma Miss Universo com certeza é a personalidade. Ela tem que ter uma personalidade muito forte para fazer as escolhas certas durante o reinado e para levar ao mundo inteiro a imagem de um exemplo de cidadã e de mulher", diz a brasileira Priscila.
Para a Miss Venezuela, Vanessa Gonçalves, 25 anos, a faixa deve ser encarada como um trabalho. "O mais importante para ser Miss Universo é desfrutar do que se faz e ser madura o suficiente para assumir o título como um trabalho. Muita gente pensa que é só estar bonita, mas não é assim. Temos que ter muita responsabilidade."
"Uma Miss Universo não é apenas uma linda menina. Ela tem que ser bonita por fora, mas precisa ter um coração grande e precisa estar aberta a outras pessoas", afirma a Miss Ucrânia, Olesia Stefanko, 23 anos.
A Miss Bolívia Olivia Pinheiro, 27 anos, acredita que o título represente uma ferramenta para trabalhar pelo próximo. "Sinto que uma Miss Universo é uma pessoa pública, que deve utilizar sua voz para se expressar ao mundo inteiro, e usar essa ferramenta para trabalhar pelo bem social."
A mexicana Karin Ontiveros, 23 anos, destaca a necessidade de estar disposta a aprender. "Eu acho que ser humilde é o mais importante, amar o que fazemos e trabalhar duro por isso." .A colombiana Catalina Robayo, 22 anos, disse que a miss precisa ser autêntica e vencer pelos próprios méritos, pelo caráter. "O mais importante é ganhar como a pessoa é e não como outra pessoa".