7.19.2014

Morre o escritor Rubem Alves



Internado desde o último dia 10 com pneumonia, no Hospital Centro Médico de Campinas, no interior paulista, morreu hoje (19), às 11h50, o escritor e educador Rubem Alves.
Em boletim divulgado mais cedo, os médicos que o assistiam informaram sobre uma piora do estado de saúde do escritor, com agravamento das funções renal, pulmonar e circulatória, que evoluíram para um quadro de falência múltipla orgânica. A nota foi assinada pelo cardiologista intensivista Roberto Munimis.
Rubem Alves nasceu em Boa Esperança, no sul de Minas Gerais, no dia 15 de setembro de 1933, e morava em Campinas, onde mantinha um instituto para promover a inserção social por meio da educação. O Instituto Rubem Alves também dá assistência a educadores.
Além de escritor e pedagogo, Rubem Alves era poeta, filósofo, cronista, contador de histórias, ensaísta, teólogo, psicanalista, acadêmico e autor de livros para crianças. É considerado uma das principais referências no pensamento sobre educação e tem uma bibliografia que conta com mais de 160 títulos distribuídos em 12 países.

Ofensiva israelense de 12 dias mata mais de 330 palestinos em Gaza


France Presse

Civis são mais de três quartos das vítimas, segundo a ONU.
É o conflito mais sangrento na região desde 2009.

Da AFP
Os confrontos entre Israel e o Hamas palestino prosseguem neste sábado (19), no 12º dia de ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza que matou mais de 330 palestinos, enquanto a comunidade internacional se esforça para alcançar um cessar-fogo.
O Exército israelense indicou ter repelido um grupo armado palestino que tentava se infiltrar no sul de Israel através de um túnel. Um combatente foi morto e dois soldados feridos na troca de tiros.
Em Gaza, ao menos 37 palestinos, incluindo três crianças, morreram neste sábado nos ataques israelenses, elevando a 333 o número de mortos palestinos em 12 dias de ofensiva, segundo os serviços de emergência. Segundo a ONU, os civis representam mais de três quartos das vítimas.
Do lado israelense, um beduíno morreu na queda de um foguete disparado a partir de Gaza, elevando a dois o número de civis israelenses mortos desde o dia 8 de julho, informou a polícia. Um soldado israelense também morreu por 'um tiro amigo', de acordo com o Exército.
Na Faixa de Gaza, quatro membros de uma mesma família, entre eles duas crianças, morreram em um ataque em Beit Hanun (norte), onde uma quinta pessoa foi morta em um outro ataque, informou à AFP o porta-voz dos serviços de emergência palestinos, Ashraf al-Qudra.
Na manhã deste sábado, os cadáveres de cinco vítimas foram encontrados em meio aos escombros de uma casa bombardeada durante esta madrugada a leste de Khan Yunes, no sul da Faixa de Gaza.
Nas primeira horas do dia, um ataque matou sete pessoas, entre elas uma mulher, na saída de uma mesquita de Khan Yunes.
Outros ataques custaram a vida de uma criança de seis anos e a de um jovem de 20 anos no norte do enclave palestino, além de uma pessoa ao norte da cidade de Gaza e de uma mulher de 25 anos em Deir al-Balah (centro).
Quatro outras pessoas morreram mais cedo esta manhã em Beit Hanun, Deir al-Balah e Khan Yunes.
Uma outra vítima foi encontrada nos escombros, também em Khan Yunes, e duas pessoas feridas em bombardeios anteriores não resistiram aos ferimentos e também morreram.
No total, ao menos 324 palestinos, incluindo muitas mulheres e crianças, foram mortos desde o início, em 8 de julho, da operação israelense que também fez mais de 2.280 feridos
Segundo o Centro Palestino para os Direitos Humanos, com sede em Gaza, os civis representam mais de 80% das vítimas da ofensiva, lançada por Israel para fazer parar os disparos de foguetes do movimento islamita Hamas, que controla a zona.
Trata-se do conflito mais sangrento em Gaza desde 2009.
Na madrugada de quarta-feira, as autoridades israelenses lançaram uma ofensiva terrestre, uma nova fase da operação.
Neste contexto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decidiu viajar neste sábado à região para ajudar 'na coordenação com os atores regionais e internacionais para acabar com a violência e encontrar uma saída' ao conflito, de acordo com o secretário-geral adjunto para assuntos políticos da ONU, Jeffrey Feltman.
As Nações Unidas também reiteraram os apelos por um cessar-fogo. Contudo, Israel advertiu que irá intensificar sua operação terrestre.
Na fronteira, tropas israelenses e combatentes palestinos se enfrentam neste sábado, segundo o ministro de Segurança Pública de Israel, Yitzhak Aharonovitch, citado pela imprensa local.

Atentado terrorista (Queda de avião)

Após início de incursão terrestre em Gaza, 8 mil deixam suas casas


ONU já advertiu que só tem capacidade para amparar 50 mil pessoas e que possui reservas limitadas

EFE
Israel - A agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) elevou nesta sexta-feira para 30 mil o número de palestinos deslocados em Gaza, após oito mil pessoas terem fugido nesta sexta-feria de suas casas por medo da incursão terrestre iniciada por Israel.
Em um comunicado, o porta-voz da UNRWA na região, Chris Gunness, advertiu que o número de deslocados cresce a cada hora e revelou que a agência abriu 34 centros de acolhida para receber de forma segura a população civil em toda a Faixa de Gaza.
Palestinos protestam contra incursão terrestre israelense em em Gaza e queimam bandeira de Israel
Foto:  Efe
"O número de deslocados que em função dos combates buscaram refúgio nas escolas da UNRWA chegou hoje a oito mil está aumentando. Agora o número de pessoas hospedadas é de 30 mil", afirmou. "Por causa da violência e da insegurança, particularmente no sul, os números oscilam. A UNRWA instalou 34 centros de emergência ao longo de toda a Faixa de Gaza. Pedimos as duas partes em conflito que respeitem a lei internacional para os civis em conflito", acrescentou.
O Exército israelense iniciou nesta quinta-feira à noite uma incursão terrestre em Gaza, que como primeira consequência teve uma intensificação dos bombardeios no norte e no sul da região, em particular nas localidades de Beit Lahia e Beit Hanoun. Dias antes, em meio aos intensos bombardeios aéreos, Israel avisou a população de ambos os bairros, calculada em cerca de 100 mil pessoas, para que abandonassem suas casas, o que causou o primeiro fluxo de deslocados.
A UNRWA já advertiu que só tem capacidade para amparar 50 mil pessoas e que possui reservas limitadas. Além das escolas da UNRWA, os moradores de Gaza não têm outro lugar para fugir, já que Israel impõe um cerco militar por terra e mar sobre a Faixa de Gaza, e o Egito mantém fechada a única passagem para pessoas que comunica a região com o resto do mundo. Até o momento, cerca de 270 pessoas, a maioria civis palestinos, morreram e mais de dois ficaram feridos nos onze dias de ofensiva militar contra Gaza.


Brasil condena invasão do território palestino de Gaza por Israel

A invasão a Palestina, na Faixa de Gaza, agora por via terrestre, após oito dias de bombardeios aéreos é estarrecedor. Desde o início desta ofensiva há pouco mais de uma semana, o número de vítimas fatais já chega a mais de 260 palestinos – a maioria civis, incluindo mulheres, idosos e crianças -, e já são mais de dois mil feridos.
Desde a noite de ontem, a ofensiva terrestre das forças de artilharia – com apoio da Marinha e da Aeronáutica israelenses -  avança pelas ruas de Gaza, principalmente, nos bairros Beit Haoun e Beit Lahia ao Norte; e Khan Yunes e Rafah, ao Sul. Nas primeiras horas desta invasão terrestre foram mortos 18 palestinos e um soldado israelense.
E mais: serviços de emergência palestinos informaram que, nesta 6ª feira, oito membros de uma única família – dois homens, duas mulheres e quatro crianças – foram mortos em sua casa, por disparos de um tanque do Exército israelense.
Logo após a declaração da invasão , na 5ª feira, a presidenta Dilma Rousseff se pronunciou classificando de “desproporcional” o ataque terrestre de Israel a Gaza e enfatizando que a ação vai levar à “morte de mulheres, crianças e civis em geral”.
“No Oriente Médio, por exemplo, estamos vivendo uma situação muito triste, para não dizer lamentável – é o que está ocorrendo na Faixa de Gaza. Porque estamos vendo pessoas perdendo a vida, saindo de suas casas”, afirmou a presidenta. Ela destacou, ainda, o posicionamento do Brasil: a favor da existência dos dois Estados autônomos, sobreranos e livres, como estabeleceu a ONU há 66 anos, o de Israel e, também, o da Palestina.
Nota do Itamaraty
No fim da tarde de ontem, também, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil rechaçava a invasão de Israel a Gaza, apontando que se trata de um “grave retrocesso nos esforços de paz”. Expressando sua total solidariedade às vítimas, o governo do Brasil pediu a ambas as partes a negociação de um cessar-fogo “duradouro”. 
“O governo brasileiro conclama ambas as partes a aderir imediatamente aos esforços empreendidos pelo governo do Egito e pelas Nações Unidas neste sentido. Reitera que a solução de dois Estados, Israel e Palestina, requer que as partes respeitem suas obrigações nos termos do direito internacional e retomem sem demora as negociações de paz para encerrar o conflito”, aponta a nota.
Confira abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Itamaraty:
Nota nº 159 Conflito entre Israel e Palestina