3.09.2014

Médicos aumentam idade mínima para exame de próstata de 45 para 50 anos

Prevenção

Mudança da Sociedade Brasileira de Urologia tem como objetivo evitar diagnósticos em excesso e tratamentos desnecessários de câncer de próstata

Exame de PSA: Urologista recomenda que todo homem com mais de 50 anos vá ao médico fazer os exames de câncer de próstata
Exame de PSA: Urologista recomenda que todo homem com mais de 50 anos vá ao médico fazer os exames de câncer de próstata (ThinkStock)
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) vai aumentar de 45 para 50 anos a idade mínima recomendada para que os homens procurem um médico para fazer exames de diagnóstico precoce do câncer de próstata. No caso de pacientes de pele negra, obesos ou que tenham histórico familiar, ou seja, com maior risco da doença, a orientação também muda: a idade mínima para o monitoramento salta dos atuais 40 para 45 anos. As novas recomendações serão anunciadas no 34º Congresso Brasileiro de Urologia, que começa no dia 16 deste mês e será realizado em Natal.

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PSA
PSA é a sigla em inglês para antígeno prostático específico, uma proteína produzida pelas células da próstata e considerada um importante marcador biológico para determinar o risco de desenvolver o câncer de próstata. O exame de PSA sozinho, no entanto, não é capaz de fornecer informações suficientes para determinar se o paciente tem ou não a doença.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, nem sequer recomenda uma idade mínima para que o homem faça exames de rotina — o órgão é contra o rastreamento populacional e recomenda que o homem procure o médico somente quando tiver sintomas.
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Afinal, o PSA é útil ou não para definir o tratamento de câncer de próstata?

Segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU, 25 especialistas se reuniram para discutir os estudos existentes no mundo todo e as atualizações sobre essa prática. Ele diz que o “rastreamento oportunista” (quando o homem procura voluntariamente o médico para fazer exames a partir de uma certa idade) precisa existir como forma de prevenir a doença. “Todo homem com mais de 50 anos deve ir ao médico fazer os exames de PSA (proteína que, em níveis aumentados, pode indicar existência de câncer) e de toque retal.”
Mudanças — De acordo com Nardi, a alteração na idade mínima será feita porque há um excesso de diagnósticos de cânceres de próstata que não se desenvolveriam de forma agressiva. “São os chamados cânceres indolentes. O homem tem câncer, mas ele não chega a ser invasivo, não sai da próstata e se desenvolve tão lentamente que não traria problemas. Acredita-se que cerca de 20% dos tumores são indolentes”, explica. O professor Carlos D’Ancona, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz ainda que o excesso de diagnóstico leva a tratamentos desnecessários, que podem causar efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.
O problema disso, reconhece Nardi, é que não existe um marcador de risco que aponte com segurança se o câncer diagnosticado no paciente será ou não agressivo. Por isso, foram estabelecidos critérios para definir qual seria o câncer indolente. “Se a biópsia da próstata apontar no máximo dois fragmentos alterados que estejam menos de 50% comprometidos e o resultado do PSA for menor do que 10, a suspeita é que esse será um câncer indolente”, diz. Nesses casos, a indicação será monitorar o PSA a cada três meses e refazer a biópsia a cada dois anos.
Diretrizes internacionais — Em maio deste ano, Sociedade Americana de Urologia redefiniu a faixa etária para a qual recomenda o exame PSA, aumentando a idade mínima, que antes era de 50 anos, para de 55 a 69 anos. O órgão manteve a orientação aos grupos de risco: continua valendo a recomendação do teste a partir dos 40 anos de idade.

O que dá grandiosidade realmente à vida é a sua capacidade de se encantar com as pequenas coisas.

A vida é uma jornada de mãos dadas, mas é individual.


O caminho do autoconhecimento e amadurecimento
 pessoal é pessoal e às vezes solitário, cada um está
 no seu caminho, pois não se aprende pelo outro. 
Nesse caminho, porém, descobrimos tudo o que é humano.
 Descobrimos que as nossas fraquezas são as fraquezas
 dos outros também e que as nossas forças são tão nossas
 quanto de toda a humanidade. 
Descobrimos o amor por nós mesmos e nesse amor o
 fundamento que mantém tudo unido, apesar da aparente
 separação.
Posso ter dúvidas em muitas coisas na vida, mas disso
estou certo, podemos estar em caminhos diferentes, 
mas todos eles apontam para o mesmo horizonte,
 o amadurecimento, a descoberta do amor em cada
 um de nós.
(...)desejo paz, abertura para o crescimento, compreensão 
no caminho de cada um esobretudo desejo que o seu olhar 
permita admirar-se com as pequenas coisas da vida.
As coisas simples como um por-do-sol, um olhar, uma palavra, 
um gesto.
Por fim, não desejo amor, pois amor não se cria nem se acaba,
 ele simplesmente se revela quando permitimos.
Desejo que você descubra o amor. Descubra o amor como fonte 
essencial de tudo o que é você..."

Como vender um imóvel quando há mais de um herdeiro?

Internauta herdou um imóvel com seus três irmãos, mas não há um consenso sobre a venda do apartamento; como proceder neste caso?

Editado por Priscila Yazbek, de

Stock.xchngFachada de casas geminadas
Fachada de casas geminadas: quando há vários herdeiros, um pode comprar a parte do outro no imóvel
Dúvida do internauta: Minha mãe faleceu e era viúva. Ela deixou como herança um imóvel que está em inventário. Tenho três irmãos e não nos entendemos sobre a venda do apartamento. Como é o procedimento para a venda do meu direito hereditário nesse caso?

Rodrigo da Cunha Pereira*:
Se não houver acordo ao final do inventário, o apartamento ficará em condomínio entre todos os filhos, ou seja, cada irmão terá direito a 25% deste bem, já que são quatro herdeiros.
Como você deseja vender a sua parte no apartamento, se não tiver a anuência (permissão) dos demais irmãos, você poderá requerer judicialmente a extinção desse condomínio, e, inexistindo interesse dos outros herdeiros em exercer o direito de preferência na aquisição da sua participação no imóvel, o juiz determinará uma avaliação judicial do bem, colocando-o posteriormente em leilão para a venda a terceiros, se nenhum dos herdeiros quiser efetivamente comprar a parte do outro.
Este tipo de ação é muito demorada, e além de tudo, os valores atribuídos judicialmente à propriedade são sempre inferiores ao valor de mercado.
Minha sugestão é que insistam em um acordo para a venda do imóvel (se não quiserem permanecer em condomínio) sob pena de ficarem anos e anos litigando na justiça.
*Rodrigo da Cunha Pereira é advogado, mestre e doutor em direito civil e presidente do Instituto Brasileiro do Direito da Família (IBDFAM).
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Degradação do planeta pode fazer IDH recuar até 15%


Por Vanessa Barbosa, de EXAME.com
Getty Images
 
Calamidade ambiental poderá lançar 2,7 bilhões de pessoas na pobreza extrema, alerta ONU
São Paulo – O novo relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), traz um dado preocupante. Se o mundo não enfrentar os desafios ambientais mais urgentes, os avanços do desenvolvimento humano mais recentes poderão regredir drasticamente.
Para o pior cenário, em que se confirmem as perspectivas do aquecimento global e das mudanças do clima, o relatório prevê que o IDH global poderá recuar até 15% em 2050. As regiões mais pobres do globo deverão ser as mais afetadas, com uma redução no IDH de 22% no Sul da Ásia e de 24% na África Subsaariana.

Vulneráveis, essas regiões correm o risco de ver crescer o número de miseráveis (que ganham menos de US$1.25 por dia) em função do aumento da poluição, a diminuição da água potável, da terra para agricultura, das reservas pesqueiras e de fenômenos climáticos extremos, como secas e enchentes.
Segundo estimativas da ONU, no pior cenário, as catástrofes ambientais lançariam cerca de 2,7 bilhões de pessoas na pobreza extrema em todo o mundo. Desse total, 1,9 bilhão seria de novas pessoas lançadas à pobreza pela degradação ambiental, enquanto outras 800 milhões seriam de gente impossibilitada de sair da miseria por causa das calamidades ambientais.
Estes resultados sublinham a mensagem central do relatório, “de que as ameaças ambientais estão entre os impedimentos mais graves para o aumento do desenvolvimento humano, e que suas consequências para a pobreza tendem a ser mais elevadas”. "Quanto mais tempo ação é retardada, maior será o custo”, setencia o ONU.

Câncer de mama continua a ser o vilão da saúde feminina

AFP / Joel Saget
exame
Uma em cada três mulheres que fazem exames de rotina no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) é diagnosticada com câncer de mama. Segundo o Icesp, que é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), mais da metade (52%) dos pacientes atendidos na instituição são do sexo feminino e 28% desse universo apresentam neoplasia mamária.
A doença "continua sendo a principal vilã dentro e fora do instituto", cita um comunicado do Icesp, levando mais de 1,2 mil pacientes a procurar o Grupo de Mastologia entre consultas médicas e cirurgias. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse mal é o que mais mata e representa 22% de novos casos a cada ano no mundo.
No Brasil, em 2011, foram registradas 13.345 mortes, sendo 120 em homens e 13.225 em mulheres. Para este ano, estima-se o surgimento de 57.120 novos casos. Além do câncer de mama, o Icesp tem diagnosticado grande incidência de tumores também em órgãos digestivos - esôfago, estômago, fígado e o colorretal (cólon e reto), com taxa de 22% entre as mulheres. O câncer de colo retal está entre os cinco mais frequentes entre as mulheres.
O diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff, alerta que "quando a prevenção primária não é possível, o diagnóstico precoce é fundamental na busca pela cura e por uma boa qualidade de vida". Ele recomenda que a partir da primeira relação sexual, a mulher deve adotar o hábito de visitas anuais ao ginecologista, além de fazer os exames de prevenção.
Por meio do rastreamento tradicional de câncer de colo de útero, exame conhecido como papanicolau, é possível detectar precocemente a neoplasia de colo de útero, bem como lesões que antecedem ao tumor, permitindo tratamento mais eficaz e medidas que evitem o desenvolvimento da doença. Já com a mamografia, é possível checar a presença de lesões mamárias. Este exame deve ser feito por mulheres acima dos 50 anos ou sempre que solicitado por um médico