
"A lista de jornalistas escalados para a entrevista foi bizarra, mas previsível. Quando um presidente empossado é entrevistado somente por veículos que defenderam o processo de impeachment que o levou ao poder, é invitável que a conversa decorrente mais se assemelhe a um churrasco animado entre amigos do que uma entrevista contenciosa", afirmam.
Greenwald se espantou com a falta de profissionalismo da imprensa brasileira, que se comportou de forma submissa em relação ao entrevistado, e criticou diretamente a postura de Eliane Cantanhêde, que sugeriu que criticar Temer significa trabalhar contra o Brasil. "Fútil e constrangedor", disse.
Para o jornalista norte-americano, questões centrais foram ignoradas na entrevista, tais como os meandros da conspiração do impeachment e o fato de Temer ser ficha suja. "Foi preciso assistir à entrevista diversas vezes para crer no que os olhos viam. Com o passar dos minutos, ficava cada vez mais claro que o político e os jornalistas, que evidentemente o adoram, se inclinavam a um terno abraço coletivo", diz ainda Greenwald e Dezan.
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