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Poetas declaram apoio à legalidade do mandato de Dilma Rousseff
Diversos
poetas comprometidos não só com a palavra, mas também com o contexto
político no qual estão inseridos enviaram seus
depoimentos em apoio à legalidade do mandato constitucional da
presidenta Dilma Rousseff.
A iniciativa foi do poeta e colaborador do portal, Claudio Daniel,
que mobilizou outros amigos da poesia para este manifesto. Alguns deles
já contribuíram com a sessão Letras Vermelhas, do caderno cultural
Prosa Poesia e Arte, entre eles, Chiu Yi Chih.
Veja os depoimentos:
“Confio
na integridade e na capacidade da presidenta Dilma. Quem deve ser
cobrado são os integrantes do Congresso mais reacionário dos últimos
tempos, os seus presidentes deploráveis, e o ministro Gilmar Mendes
(colocado no STF pelo ex-presidente Fernando Henrique) que sentou há
mais de um ano em cima do voto, bloqueando a decisão que impediria o
financiamento empresarial das campanhas eleitorais e dos partidos
políticos. Golpe nunca mais! Ditadura nunca mais! Marchas da Família,
etc., nunca mais! Não vão levar no tapetão, o que perderam na
eleição! Golpistas não passarão!” (Augusto de Campos)
“Dilma
foi eleita pelo voto livre, democrático. Falar de impedimento é um
absurdo que a grande mídia estimula tresloucadamente. Isso se chama
golpe, sem tirar nem pôr. Já vi, infelizmente, essa cena: em 1964
multidões foram para as ruas em patéticas "Marchas da Família com Deus
pela Liberdade". Deu no que deu: uma ditadura cruel e sanguinária que
durou 21 anos”. (Armando Freitas Filho)
"Falar
em impeachment de Dilma Rousseff é algo tão sem pé nem cabeça quanto
obrigar os mosquitos da dengue a se mudarem para o Paraná. A água no
estado de São Paulo está no osso, os casos de dengue são mais da metade
dos registrados em todo o país, a polícia promove um verdadeiro
genocídio nas quebradas, há suspeitas de corrupção grossa, nunca
apuradas, no Metrô, na Dersa e nas obras do monotrilho, e não ouço
ninguém pedindo o impeachment de Geraldo Alckmin. Espero que o governo
de Dilma Rousseff consiga fazer a maior faxina possível dentro de Casa e
prossiga com as mudanças sociais que vem acontecendo há mais de uma
década. Mas estou convencido que sem mudanças profundas na difusão
cultural e sem a criação de novos e eficientes canais de comunicação,
teremos que ouvir o coro dos ignorantes por muito mais tempo. Os caras
vão para a rua pedir impeachment e depois voltam para casa para assistir
Faustão e enlatado americano dublado. Assim fica difícil levar uma
discussão de alto nível." (Ademir Assunção)
“Fiquei
feliz com o esvaziamento desse movimento favorável ao impeachment da
nossa presidenta. Na última manifestação, na avenida Paulista, a
concentração não tinha onde chegar e virou, como disse um amigo, uma
passeata que não passeia, uma rua de lazer. Até mulheres nuas e seminuas
desfilaram ao sol. Sem falar dos carros de som tipo trio elétrico,
camisas da seleção, hino nacional e ambulantes vendendo cornetas e
chapéus”. (Rubens Jardim)
“O
Brasil vive uma das situações políticas mais delicadas de sua história.
Está em curso uma articulação golpista, liderada pela grande mídia, que
visa interromper o ciclo de doze anos de governo democrático-popular no
país, que em curto período reduziu a miséria, as desigualdades sociais,
implementou medidas de democratização do estado e da sociedade e
preservou a nossa soberania e independência, com uma corajosa política
externa. O que os empresários midiáticos e seus aliados do PSDB-DEM,
setores do judiciário, banqueiros e latifundiários desejam é fazer o
país voltar no tempo e retornar à sua condição submissa em relação aos
Estados Unidos e ao grande capital internacional, com o mesmo
receituário aplicado por Fernando Henrique Cardoso: privatização de
empresas estatais a troco de banana, arrocho salarial, desemprego e
adoção das medidas recessivas do FMI. No campo cultural, trava-se também
uma séria batalha na sociedade entre os que defendem os direitos dos
trabalhadores, das mulheres, dos negros, dos homoafetivos, e aqueles que
desejam impor uma pauta reacionária, machista, racista, homofóbica, de
retrocesso em todos os campos. Neste momento, precisamos de uma ampla
frente de apoio ao mandato de Dilma Rousseff, à democracia e ao
aprofundamento das mudanças sociais iniciadas por Lula. A unidade dos
trabalhadores, da juventude, da intelectualidade progressista e dos
movimentos sociais é essencial para conquistarmos a vitória." (Claudio
Daniel)
"Considerando
as recentes manifestações de descontentamento com o atual governo
federal, me brotou a dúvida sobre qual dos tipos de ‘imbecildadão’ - que
toma para si a tarefa de impostar a voz vestindo a camisa da
(corrupta) seleção brasileira - seria o mais cretino: o manifestante
que levanta a bandeira do impeachment ou o manifestante que pede a volta
da ditadura militar. O primeiro tipo de cretino certamente não sabe o
que faz, uma vez que a presidenta Dilma foi eleita democraticamente e
governa dentro da legalidade - se ocupando, inclusive (e praticamente de
maneira inédita…!), dos casos de corrupção que inauguraram a escola
político-partidária brasileira. Trata-se, nesse caso, de um cretino
ignorante. O segundo tipo de cretino, ao contrário, parece saber
exatamente o que faz, e deseja veementemente - a despeito de qualquer
consideração pelos direitos civis e democráticos - ver seu pau subir, ao
projetar todo seu desejo de onipotência na figura de um imbecil
musculoso de arma em punho. Nesse segundo caso, trata-se de um cretino
narcísico com delírios apocalípticos. Depois de alguma reflexão, pude
concluir que o primeiro tipo de cretino é o mais cretino dos cretinos
que dão voz a sua cretinice: a ignorância é imbatível - graças a ela,
ibi erat dictatura. Para o segundo caso: habemus divã. Quantos aos
demais casos de manifestação crítica (e necessária) ao atual governo
federal, são bem-vindas, desde que desprovidas de ignorância, narcisismo
e demais amostras adjacentes em ufanismo-verde-e-amarelo." (Ana
Cristina Joaquim)

“Dando continuidade ao programa político e social iniciado no governo
Lula, o atual mandato da Dilma tem contribuído de modo significativo na
luta por um Brasil mais justo, do ponto de vista das melhorias das
camadas mais desfavorecidas, e nesse sentido, é fundamental que seja
respeitada a sua gestão assim como o fato de a presidente ter sido
eleita democraticamente pela população brasileira”. (Chiu Yi Chih)

“Eu confio na presidente Dilma Rousseff. Apoio a continuação de seu
mandato. A oposição, com ajuda da mídia golpista, tem manipulado gente
que não sabe quem é o vice e acha que com a saída da Dilma quem vai
assumir é o Aécio Neves. Que esperar disso?” (Rosana Piccolo)
Eu
e muitos brasileiros
disse Dilma
isso é legal
está legalizado
querer um fora
agora
acaba na hora
com a força do voto
Eu disse sim e quero sim.
(Lúcio Agra)
Artistas e intelectuais lançam manifesto em apoio a Dilma Rousseff
Em carta, personalidades afirmam que é
preciso aprofundar as mudanças em curso no País e que não é hora de
retomar políticas que só desoneram o povo brasileiro
Por Redação
Acontece nesta segunda-feira (15), na cidade do Rio de Janeiro, às
19h, ato dos artistas e intelectuais que apoiam a candidatura de Dilma
Rousseff à Presidência da República. Além do ato em si, personalidades
como Chico Buarque, Beth Carvalho, Ângela Vieira, Marilena Chauí, Chico
César, Marieta Severo, Otto, entre outros, lançaram hoje um manifesto em
apoio à presidenta.
No texto, eles afirmam que é chegada a hora do Brasil escolher qual
caminho vai seguir: o atual, que deve ser aprofundado, ou se o país
“deve voltar ao Brasil de antes, o do desemprego, da entrega, da pobreza
e da humilhação”. Os signatários também consideram que o País nunca
viveu um “processo tão profundo e prolongado de mudança e justiça
social”.
De acordo com o manifesto, “abandonar este caminho para retomar
fórmulas econômicas que protegem os privilegiados de sempre seria um
enorme retrocesso”. A carta não perde o seu lado crítico e diz que junho
de 2013 mandou o seu recado. “O Brasil precisa urgentemente de uma
reforma política. Mas precisa mudar avançando e não recuando”, diz o
texto.
Para aderir e saber quais outras personalidades assinaram o manifesto, clique aqui.
A seguir, confira o texto na íntegra:
“A PRIMAVERA DOS DIREITOS DE TODOS:
GANHAR PARA AVANÇAR
Os brasileiros decidem agora se o caminho em que o país está
desde 2003 é positivo e deve ser mantido, melhorado e aprofundado, ou se
devemos voltar ao Brasil de antes – o do desemprego, da entrega, da
pobreza e da humilhação.
Nós consideramos que nunca o Brasil havia vivido um processo tão
profundo e prolongado de mudança e de justiça social, reconhecendo e
assegurando os direitos daqueles que sempre foram abandonados.
Consideramos que é essencial assegurar as transformações que
ocorreram e ocorrem no país, e que devem ser consolidadas e
aprofundadas. Só assim o Brasil será de verdade um país
internacionalmente soberano, menos injusto, menos desigual, mais
solidário.
Abandonar esse caminho para retomar fórmulas econômicas que
protegem os privilegiados de sempre seria um enorme retrocesso. O
brasileiro já pagou um preço demasiado para beneficiar os especuladores e
os gananciosos. Não se pode admitir voltar atrás e eliminar os
programas sociais, tirar do Estado sua responsabilidade básica e
fundamental.
O Brasil precisa, sim, de mudanças, como as próprias
manifestações de rua do ano passado revelaram. Precisa, sem dúvida,
reformular as suas políticas de segurança pública e de mobilidade
urbana. Precisa aprofundar as transformações na educação e na saúde
públicas, na agricultura, consolidando com ousadia as políticas de
cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, e combatendo, sem trégua,
todas as discriminações.
O Brasil precisa urgentemente de uma reforma política. Mas
precisa mudar avançando e não recuando. Necessita fortalecer e não
enfraquecer o combate às desigualdades. O caminho iniciado por Lula e
continuado por Dilma é o da primavera de todos os brasileiros. Por isso
apoiamos Dilma Rousseff.”
Foto: AdoroCinema
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