3.22.2017

Lava Jato pode usar Eduardo Guimarães para prender Lula

247 – A operação desencadeada pelo juiz Sergio Moro contra o blogueiro Eduardo Guimarães, repudiada pela Federação Nacional dos Jornalistas (leia aqui), pela presidente Dilma Rousseff (leia aqui) e pelo presidenciável Ciro Gomes (leia aqui), por ter representado a violação de uma garantia constitucional, que é o sigilo da fonte, pode ser usada para objetivo mais ousado: a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Como Moro apreendeu o celular e o computador de Guimarães, a força-tarefa da Lava Jato tentará comprovar a tese de que o blogueiro teria agido como um informante do ex-presidente, para que Lula pudesse destruir provas, obstruindo, assim, a ação da Justiça. Esta tese já vem sendo ventilada por sites de extrema direita, que mantêm proximidade com a força-tarefa paranaense.
Guimarães, por sua vez, irá alegar que procurou o Instituto Lula para checar as informações que recebeu. Ele também dirá que publicou a notícia que obteve no dia 26 de fevereiro de 2016, antes, portanto, da condução coercitiva de Lula, que ocorreu no dia 4 de março do ano passado. Portanto, ele dirá que agiu como jornalista e apenas tentou ouvir o outro lado.
Recentemente, o delegado Moscardo Grillo, que atuou na Lava Jato e conduziu a Operação Carne Fraca, disse à revista Veja que a força-tarefa curitibana havia perdido o "timing" para prender o ex-presidente Lula. Grillo foi rebatido pelo delegado Igor Romário de Paula, que afirmou que a oportunidade poderia surgir no futuro. O caso Eduardo Guimarães poderá servir a esse objetivo, uma vez que, no processo referente ao "triplex do Guarujá", praticamente todas as testemunhas inocentaram Lula. O mesmo ocorreu na acusação sobre o acervo presidencial, em que até o Ministério Público propôs o arquivamento

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