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Bresser diz que compra e venda de deputados precisa acabar no Brasil
O economista e cientista político Luiz Carlos
Bresser-Pereira defende uma reforma política para evitar que a
governabilidade dependa da compra e venda de parlamentares; embora
honesta, a presidente legítima Dilma Rousseff caiu por não conseguir
comprar a turma de Eduardo Cunha; já Temer, denunciado por corrupção, se
mantém comprando parlamentares; "É essencial que o problema da
governabilidade seja enfrentado. O presidente não pode ser obrigado a
'comprar' os parlamentares para conseguir aprovar seus projetos de lei",
diz Bresser Pereira, ao defender o modelo de votação distrital misto,
adotado pela Alemanha desde o pós-guerra; "O eleitor vota no candidato
do distrito e no partido, sendo 50% dos deputados eleitos por distritos e
50% pelo voto proporcional em listas fechadas apresentadas aos
eleitores pelos partidos políticos", afirma
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira, em seu Facebook -
Reforma política
O Brasil precisa de uma reforma política. O sistema
eleitoral existente (voto proporcional com listas abertas) é adequado
para países pequenos e muito desenvolvidos, como os países escandinavos.
Em um país grande como o Brasil, dá origem a um parlamento sem
representatividade, formado principalmente por parlamentares ou ricos ou
corruptos, e torna o presidente eleito sem a maioria necessária para
governar.
Os dois critérios fundamentais de uma reforma política que
faça sentido para o Brasil são barateamento das campanhas e
governabilidade – esta entendida como o fato de o partido que ganha a
eleição presidencial eleger um número de deputados substancialmente
maior do que a proporção de votos que o partido recebeu.
Ontem a Comissão da câmara que analisa a reforma política
aprovou o distritão, que não resolve nem o problema da governabilidade
nem o da redução dos custos das campanhas. E resolveu este segundo
problema com o aumento com um orçamento de R$ 3,6 bilhões.
É essencial que o problema da governabilidade seja
enfrentado. O presidente não pode ser obrigado a "comprar" os
parlamentares para conseguir aprovar seus projetos de lei. A forma mais
simples e segura de aumentar a governabilidade é instaurar o voto
distrital, que é adotado em praticamente todas as grandes democracias do
mundo.
Mas, como distorce de forma excessiva a proporcionalidade, a
alternativa ideal é o sistema distrital misto, que a Alemanha adota
desde o após-guerra: o eleitor vota no candidato do distrito e no
partido, sendo 50% dos deputados eleitos por distritos e 50% pelo voto
proporcional em listas fechadas apresentadas aos eleitores pelos
partidos políticos.
Adicionalmente, é preciso estabelecer cláusula de barreira para reduzir o número de partidos
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