6.08.2010

Preço do Viagra cai pela metade

O laboratório Pfizer, fabricante do medicamento Viagra (usado em casos de impotência sexual masculina), anunciou nesta terça-feira que irá reduzir o preço da pílula azul pela metade e lançar embalagem com um comprimido. O anúncio acontece 41 dias após o Superior Tribunal de Justiça definir que os direitos do fabricante sobre a patente do medicamento expira no dia 20 de junho.

Segundo o anúncio, a partir do dia 9 de junho, o preço do Viagra (citrato de sildenafila), será 50% menor do que o praticado até agora em todas as suas apresentações. O valor médio de cada comprimido será de aproximadamente R$ 15.

O laboratório diz que, em média, seis pílulas azuis são comercializadas por segundo. Só em 2009, foram vendidos aproximadamente 7 milhões de comprimidos, de acordo com dados da consultoria IMS Health.

"Com a embalagem de um comprimido, a ideia é incentivar mais médicos a prescreverem o produto, bem como mais pacientes a utilizarem, para que possam comprovar os ganhos em saúde e qualidade de vida que eles podem obter por meio de uma vida sexual ativa", diz Adilson Montaneira.

A iniciativa contribuirá ainda para a diminuição do consumo de medicamentos falsificados, uma vez que o preço mais acessível favorecerá a compra do produto original. A gravidade do problema é tal que um estudo feito pela Pfizer em 14 países europeus e publicado no International Journal of Clinical Practice (Revista Internacional de Clínica Prática, em inglês) mostra que o mercado de medicamentos falsificados movimenta cerca de 10,5 bilhões de euros por ano. O estudo também revela que apenas uma em cada dez pílulas de Viagra apreendidas no Reino Unido continha o princípio ativo do medicamento - a sildenafila -, na mesma quantidade que o comprimido original.

Em 2009, a Pfizer lançou uma nova embalagem para o Viagra, com dispositivos que dificultam a falsificação. Entre eles estão a colagem das caixas, que quando abertas, as quatro abas se descolam e são danificadas. A embalagem do Viagra possui também o selo holográfico de segurança e a "raspadinha" - uma superfície coberta com tinta que reage quando friccionada com um objeto metálico (uma chave ou moeda, por exemplo). Sob essa tinta, aparece a palavra "Qualidade" e o logotipo da Pfizer.

"É importante que o consumidor adquira o produto original. E, para isso, vale lembrar de outros procedimentos ao comprar um medicamento, como adquiri-lo em estabelecimento idôneo, solicitar nota fiscal e observar se a embalagem não está violada",
O Dia

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