12.01.2011

Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no SUS.

Política de saúde para público LGBT no SUS

JOHANNA NUBLAT
Keila Simpson e Janaína Lima, duas travestis, foram as mestres de cerimônia da abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorreu nesta quinta-feira na presença de sete ministros do governo Dilma Rousseff.
O Ministério da Saúde aproveitou o evento para disparar ações voltadas ao público LGBT. Uma delas foi a assinatura pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de uma portaria que institui a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no SUS.
A assinatura da medida, que consolida recomendações e ações desenvolvidas de forma fragmentária, foi comemorada por integrantes do movimento LGBT, que tinham dúvidas sobre a efetivação dessa pública frente à pressão, principalmente, dos segmentos evangélicos.
O documento fala em aperfeiçoar tecnologias usadas no processo transexualizador, eliminar a homofobia na esfera do SUS, oferecer cuidado à saúde de adolescentes e idosos gays e garantir direitos sexuais e reprodutivos da população LGBT na rede pública de saúde.
Compete ao Ministério da Saúde, por exemplo, a elaboração de protocolos clínicos sobre o uso de hormônios e implante de próteses de silicone para travestis e transexuais.
Padilha comemorou a portaria. "Agora é regra no SUS", disse, durante bate-papo sobre a vulnerabilidade da população LBGT frente à Aids, na companhia de associações gays, da cantora Preta Gil e de Ziraldo.
Também foi lançada a campanha de 1º de dezembro contra a Aids, este ano focado em jovens gays.
Boletim divulgado esta semana pelo ministério mostra crescimento de novos casos do vírus em meninos homossexuais com idades entre 15 e 24 anos.
"Você é? Ele é. Ela não admite, mas é. E você, é?", provoca a campanha para a TV, que conclui: "Você é preconceituoso? A Aids não tem preconceito."
Fechando os anúncios voltados ao público LGBT, foi anunciada uma coleção de selos e uma cartilha de prevenção à Aids, feitas pelo cartunista Ziraldo. Não são focados exclusivamente no público gay, mas fazem referências explícitas a eles.
Folha

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