9.16.2011

Ginástica laboral ajuda a prevenir doenças decorrentes da má postura

Segundo Associação Brasileira de Ginástica Laboral, brasileiro está cada vez mais sedentário e o trabalho pode ser um lugar de incentivo à prática de atividades físicas

Agência Brasil
BRASÍLIA - A ginástica laboral pode ajudar na prevenção de doenças causadas pela má postura corporal no trabalho, segundo a presidente da Associação Brasileira de Ginástica Laboral (ABGL), Valquíria Aparecida de Lima.
'A inatividade traz prejuízos graves para a saúde', diz presidente da ABGL - Divulgação
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'A inatividade traz prejuízos graves para a saúde', diz presidente da ABGL

"Os números de afastamentos do trabalho no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão cada vez maiores e só a prevenção pode ajudar", afirmou, durante audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir o assunto.

Ela disse ainda que o brasileiro está cada vez mais sedentário, e o trabalho pode ser um lugar de incentivo à prática de atividades físicas. "O trabalho é uma oportunidade de estimular uma vida mais saudável", destacou.

Valquíria informou ainda que uma pesquisa feita em empresas e indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro, com profissionais das áreas administrativa e têxtil, contatou que mais de 80% deles não praticavam qualquer atividade física. "A inatividade traz prejuízos, e essas pessoas estão a caminho de ter alguma doença", ressaltou.

Membro da diretoria e conselheiro fiscal da Associação Brasileira de Ginástica Laboral (ABGL) em Minas Gerais, Marcos Maciel, disse que há várias pesquisas sobre a ginástica laboral e a maioria delas concluiu que a "ginástica laboral é eficaz na redução do estresse, da fadiga e de doenças ocupacionais".

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6.083/09, que obriga os órgãos e as entidades da administração pública federal (direta e indireta) a oferecerem, no próprio local de trabalho, atividades de ginástica laboral aos servidores.
A matéria já foi aprovada na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e será apreciada pela Comissão de Seguridade Social e Família e pela de Constituição, Justiça e Cidadania.

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