9.09.2014

Medicamentos para emagrecer proibidos pela Anvisa por causa dos riscos à saúde. Agora, o Senado liberou tudo. E os inibidores de apetite vão voltar. A proibição caiu mesmo depois com todos os alertas da Anvisa.

OS RISCOS DESTES MEDICAMENTOS SUPERAM OS SEUS BENEFÍCIOS 

Houve pressão da Indústria farmacêutica, inclusive de algumas associações médicas, de endocrinologistas, favoráveis ao uso desses medicamentos para emagrecer. Quando a Anvisa proibiu estes medicamentos, usou relatórios internacionais que alertavam para possíveis efeitos negativos na saúde dos pacientes, como problemas cardíacos e alterações no sistema nervoso.
Anfepramona, femproporex e manzidol nomes complicados de substâncias conhecidas como anfetaminas, usadas na fabricação de remédios para emagrecer. A relatora da proposta argumenta que esses medicamentos que tiveram a venda liberada são essenciais para os pacientes que sofrem de obesidade mórbida.
Relatora do projeto totalmente equivocada:  “Não é uma questão que pode ser resolvida com dietas, com academia. Essa questão é uma questão muito mais grave”, explicou a senadora Lúcia Vânia, do PSDB-GO, relatora do projeto. (Talvez seja uma questão comercial)
As substâncias estavam proibidas pela Anvisa desde 2011. Os técnicos justificavam que os resultados desses tratamentos não eram comprovados e não compensavam os efeitos colaterais. Para o senador Humberto Costa, que votou contra, não caberia ao Congresso discutir o tema.
“Eu acho que o senado não detém a competência científica para se posicionar sobre a comercialização ou não de um medicamento que, em muitos países está proibido e que existem vários estudos mostrados que ele pode ser extremamente nocivo”, afirmou senador Humberto Costa, do PTPE, líder do partido.
Para o Conselho Federal de Medicina, a liberação dos medicamentos para emagrecer representa mais uma alternativa de tratamento. O foco agora deve ser o rigor na fiscalização para que esses medicamentos sejam usados apenas por quem realmente precisa.
“Esta fiscalização tem que acontecer pelo órgão fiscalizador, que é importante para a sociedade. E que a sociedade procure um médico especialista na área para que não sofra consequências desagradáveis com o uso desse medicamento”, ressaltou Hiran Gallo, diretor do Conselho Federal de Medicina.
Segundo a Anvisa, os medicamentos não serão vendidos imediatamente, porque os registros desses inibidores de apetite foram cancelados. A Anvisa vai propor agora uma nova resolução para que a venda de sibutramina continue com regras rígidas e para que medicamentos à base de anfetamina sejam vendidos apenas depois da análise de efetividade e segurança. A Anvisa diz que os riscos do uso superam os benefícios.

Um comentário:

Malu Silva disse...

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