7.30.2010

O que fazer para esquecer um grande amor?

A missão é quase impossível, pois cérebro registra para sempre esta emoção. Até deixa-se de sofrer, mas fica-se eternamente vulnerável
‘Não adianta nem tentar me esquecer; durante muito tempo em sua vida eu vou viver’. Mais do que uma simples canção, a letra de Roberto Carlos retrata fielmente o que acontece quando um relacionamento termina: quanto mais se deseja superar, mais as lembranças surgem para apertar o peito. É quase impossível esquecer um grande amor, afirmam especialistas que participaram do Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções, no Rio Grande do Sul.

Segundo eles, experiências emocionais significativas — como as vivenciadas com a pessoa amada — ficam gravadas para sempre no cérebro. Por isso, resgatar essa memória, mesmo só em pensamento, faz com que a mente reaja como se a estivesse revivendo de fato.

“O simples fato de ver a pessoa na rua faz com que o sentimento volte e você reviva toda a experiência.”, afirma o professor de Neurologia da Universidade de Iowa (EUA), Antoine Bechara. “É como um vício. A pessoa pode até deixar de sentir a dor do amor perdido, mas estará sempre vulnerável”.

Segundo o neurologista André Palmini, com o passar do tempo, o impacto que a pessoa amada causa no cérebro diminui. Porém, sempre que reencontrá-la, a sensação será diferente da que se tem ao encontrar um amigo ou conhecido.

'LUTO’ NECESSÁRIO

“Isso ocorre porque a amígdala cerebral marcou essa pessoa como extremamente relevante na memória. Então vem o frio na barriga. Quando você não está mais com ela, essa sensação é desconfortável, surge num contexto de racionalidade da perda. Daí vem a angústia, a dor, o arrependimento”, explica Palmini.

Bechara ressalta que é mais fácil esquecer um amor quando a pessoa ‘desaparece’: muda de endereço e telefone e não dá mais notícias. Ou morre. Por isso, quem realmente quer deixar de pensar em alguém precisa evitar o contato ou, como ensinam os psiquiatras, devem ‘viver o luto da relação’.

Quando a pessoa ainda está por perto, ainda que em fotos e cartas, é mais difícil esquecer. Trocando em miúdos, ouça os conselhos de Chico Buarque: devolva o Neruda que você nunca leu e livre-se das sombras do amor que acabou.

“Desvencilhar-se dos objetos é uma forma de evitar lembranças e se ajudar. Não fique relendo cartas e vendo fotos da relação que acabou”, orienta a psiquiatra Carmita Abdo.

Como ensinou o poeta Carlos Drummond de Andrade: “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”.

Memórias extintas em laboratório

Imagine se você pudesse esquecer a dor de um relacionamento que deu errado, apagando de vez o fantasma do ‘ex’? Foi possível no filme ‘Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças’, com Jim Carrey e Kate Winslet, e, para especialistas, pode ser possível na vida real. Segundo o neurologista André Palmini, a chamada ‘extinção da memória’ tem sido objeto de estudo. Mas não para esquecer um grande amor, e sim tratar transtornos pós-traumáticos.

Pesquisadores da Universidade de Nova Iorque (EUA) já conseguiram ‘apagar’ do cérebro de ratos lembranças de medo. Primeiro, expuseram os animais a dois sons diferentes. Ao mesmo tempo, davam choques elétricos nas cobaias, para que elas associassem os sons à dor e ao medo.

Cada vez que ouviam os barulhos, os ratos lembravam do choque e sentiam medo. Depois, os cientistas drogaram parte dos roedores com U0126, substância experimental que induz à perda da lembrança. Em seguida, expuseram novamente estes ratos a um dos sons, mas sem dar-lhes choques.

Depois de retirar a droga dos ratos, os cientistas descobriram que os animais perderam o medo daquele som ao qual foram expostos enquanto estavam drogados. Eles não ‘aprenderam’ a não ter medo do som, e sim ‘esqueceram’ aquela lembrança.

FASES DO FIM
Carmita Abdo, psiquiatra, explica que, quando a relação acaba, a pessoa passa por fases que, em alguns momentos, se intercalam.

ANSIEDADE
Diante da iminência da perda eterna, a pessoa se descontrola e só consegue pensar no fim.

NEGAÇÃO
A pessoa nega para si mesma que a relação acabou ou nega a importância do fato.

REALIZAÇÃO
Nesse momento, a pessoa percebe que, de fato, o relacionamento acabou. É seguida de dois tipos de reações: adaptação (quando a pessoa tenta criar uma rotina para lidar com a perda) ou revolta e vingança.

RESOLUÇÃO
É quando a pessoa decide, de fato, lidar com a situação e superar a perda. Normalmente, pode levar até dois anos depois do fim do relacionamento.

Filme discute se vale realmente a pena apagar alguém da memória para sempre

No filme ‘Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças’ (de 2004), Jim Carrey interpreta Joel, jovem que se apaixona perdidamente por Clementine, interpretada por Kate Winslet. Após viverem um romance conturbado, a relação termina. Um tempo depois, Joel descobre que Clementine o deletou para sempre de sua memória.

Inconformado e frustrado por ainda amar uma pessoa que já o ‘superou’, ele resolve retribuir na mesma moeda e submete-se ao procedimento. Entretanto, no meio do processo, Joel percebe que não quer deletar Clementine. Ao contrário, ele quer manter vivas todas as lembranças de momentos felizes — e tristes — que passaram juntos.

Mais do que uma simples história de amor, o roteiro de ‘Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças’ trata da complexidade do cérebro, focando, principalmente, na memória e emoção. Ao tratar com sensibilidade a urgência e o desespero de quem sofre por amor, o roteirista Charles Kaufman traz à tona para os espectadores o questionamento principal do filme: será que realmente vale a pena apagar alguém para sempre da memória?
POR CLARISSA MELLO
O Dia

Para esquecer um grande amor

Infelizmente quando se trata de amor não conseguimos mandar no coração, e quando falamos de amor logo assemelhamos a alguns sofrimentos, principalmente quando se trata de uma grande paixão.Muitas pessoas querem esquecer aquela pessoa que foi tão especial em sua vida, mais que por algum motivo acabaram rompendo relações, por isso viemos trazer algumas dicas de como esquecer o grande amor, e algumas simpatias que funcionam mesmo.

Não há nada pior do que sofrer por amor, quem é que nunca passou noites em claro, e depois dias chorando, sem sentir o gosto da comida, apenas com o sabor das lágrimas na garganta? Mais normalmente, depois de um tempo toda essa dor vai se acabando, porém, quando se ama demais, essa dor e sofrimento parecem não ter fim.
Se você sofre há muito tempo por causa de um grande amor que te deixou, você pode resolver isso de uma forma simples, com uma simpatia do bem. Há milhares de anos as simpatias ajudam as pessoas que sofrem a mudar de vida e se tornarem novamente felizes. Além da simpatia você também pode evitar algumas coisas para conseguir esquecer mais rápido o seu grande amor, primeiramente jogue fotos de vocês juntos, ou somente dele, e retire da sua frente tudo o que ira lhe fazer lembrar do grande amor, posteriormente evite ir a lugares onde a pessoa estará, pois quanto menos ver, mais rápido você conseguira esquecer, posteriormente evite fazer programas que vocês tinham o costume de fazer juntos, desse modo você ira esquecer o grande amor com mais facilidade. Confira a seguir uma simpatia para se esquecer o grande amor.

Numa segunda-feira, às 6h da tarde em ponto, pegue um copo branco, que nunca foi usado, encha de água e despeje em cima de uma flor roxa. Acenda ainda uma vela, também roxa, e ofereça ao seu anjo da guarda, pedindo para esquecer de uma vez por todas a pessoa cuja lembrança faz você sofrer. Deixe o material junto da vela até que ela se apague por completo. Só depois embrulhe tudo em um tecido branco e leve pra um lugar longe de onde você mora ou passa.

Quando amamos alguém de verdade não pensamos com a cabeça, o coração vira o 'cérebro emocional' e é aí que reside o perigo. O apaixonado se entrega, se fecha para tudo a sua volta, deixa os amigos de lado, não enxerga os defeitos, não encaramos a realidade (que na maioria das vezes não é nada agradável). Vivemos em função de nossos sentimentos e por ele aguentamos tudo.

Vivemos em um mar de rosas com ondas de lágrimas provocadas por ventos de ciúme, mas quem disse que isso ruim? Pelo contrário... enquanto vivemos sob o jugo dessa paixão, achamos que o ciúme é zelo, termômetro da relação e além do mais dizemos que fazer as pazes é bom demais. Né? O que a gente nunca imagina e nem cogita é que nada é eterno.

O impossível acontece, o namoro (casamento, noivado, rolo) acaba e não importa o motivo, dói e dói muito aprender a andar sozinho. Parece que nunca mais seremos felizes, tudo faz lembrar a pessoa: Um perfume, uma música, o toque personalizado no celular, os horários, a rotina e a gente começa então a se dar conta do quão dependentes éramos.

A gente perde a fome, perde o sono, o bom humor, não vê a beleza da vida e o colorido torna-se preto e branco, passamos longos dias vegtando e nos questionando o motivo do fim, quase sempre, justificando também. Sempre queremos explicação pra tudo. A sensação de vazio não passa, mas a vida continua e a gente precisa sair do buraco, por mais que doa é preciso seguir em frente.

Infelizmente não existe mesmo receita para esquecer alguém, mas podemos ir aos poucos nos desprendendo de tudo o que um dia foi uma linda história.

Se você que me lê, está passando por essa siatuação, selecionei algumas dicas que, por experiência própria, amenizam a dor:

- Tire de vista tudo o que faça lembrar a pessoa: presentes, cds, DVDs, fotos;

- Pare de ouvir as mesmas músicas e frequentar os mesmos lugares;

- Se distraia. Saia às compras, viaje, faça um curso, enfim, ocupar ao máximo a mente é bastante eficaz;

- Jogue as cartas, bilhetinhos fora, queime, ou então esconda em um lugar de difícil acesso;
- Aproxime-se dos amigos, passe mais tempo na companhia deles, e se caso os amigos forem comuns, peça a eles que não toque no nome da pessoa na sua presença;
- Faça amigos novos;
- Não procure um novo amor tão cedo. A pior coisa que existe é usar alguém pra curar a dor de um amor;
- Se apaixone por você. Se produza mais, mude o visual. Gaste o tempo com você.
Autoria desconhecida

Sete passos básicos ajudam você a esquecer um amor, veja quais são:

Heloísa Noronha
Do UOL, em São Paulo
Superar o fim de um romance, principalmente se a decisão pelo término não foi sua, não é tarefa das mais fáceis. E em muitos casos, quanto mais você quer apagar alguém da cabeça, mais a lembrança dos momentos vividos insiste em perturbar. Isso acontece, em parte, porque a pessoa toma atitudes equivocadas.
UOL Comportamento conversou com especialistas e selecionou sete dicas que ajudam a esquecer um amor. De acordo com a psicóloga Regiane Machado, vale a pena aproveitar esse processo para olhar para si. É hora de se conhecer melhor, reconhecer defeitos e qualidades, buscar melhoras, descobrir ou redescobrir do que gosta ou não gosta e valorizar-se. "E, quando for pertinente, reflita sobre o término e, quem sabe, aprenda com tudo o que aconteceu".

1. Não tente curar a falta de alguém com uma nova paixão
A velha máxima "um coração partido só se cura com outro amor" nem sempre funciona. Para a psicóloga Regiane Machado, o ideal é superar o término de um relacionamento sozinho, buscando refletir sobre o fim. "Ao desejar começar um novo relacionamento, é importante que o término tenha sido superado, para se entregar por inteiro". Para Marina Vasconcellos, psicóloga e terapeuta familiar e de casal, investir tempo em atividades variadas, com amigos e em cuidar de si é que contribui para a superação. "Se nesse processo de cura aparecer um outro amor, tudo acontece mais rápido, sem dúvida. Mas essa não é a condição para esquecer alguém". A psicóloga Angélica Amigo conta que pessoas que não sabem ficar sozinhas dificilmente preenchem o coração com outras coisas. "A única maneira que conhecem para ser felizes é se apoiar em alguém. E isso não é positivo, porque não se pode jogar nas costas do outro as responsabilidades que ser feliz implica. A relação fica pesada demais".

2. Não se transforme em "stalker"
Na opinião da psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos, procurar notícias do "ex" através de amigos em comum ou ficar controlando seus passos nas redes sociais são formas de paralisar a própria vida. "Se acabou a relação, olhe para frente e invista no novo", diz.  É um padrão de comportamento muito comum romper um relacionamento e continuar a se sentir no controle dele. Se transformar em "stalker" seria uma maneira destrutiva de dar continuidade à relação. Ao bisbilhotar a rotina alheia, deixamos a própria vida em suspenso, de escanteio. "Aí nunca esquece mesmo, porque a pessoa age como se ainda tivesse algo com o outro", diz Angélica Amigo. 

3. Pare de alimentar a culpa pelo fim
A raiva e a frustração de ver os planos amorosos ruírem podem levar a uma visão distorcida dos acontecimentos. Não é raro assumir o papel de vítima –para chamar a atenção, para transformar o outro em vilão ou por puro comodismo. De acordo com a psicóloga Regiane Machado, é bom ter cuidado para não se culpar excessivamente nem assumir a responsabilidade plena pelo fim da relação, afinal, um relacionamento é construído por duas pessoas que têm defeitos e qualidades. O comportamento contrário também é prejudicial. Jogar a culpa no outro piora a situação. "Se a pessoa não toma ciência dos próprios problemas e da sua parcela de culpa e responsabilidade no término, não consegue se desvencilhar do passado", diz Angélica Amigo

4. Não se obrigue a ter novos interesses imediatos
"Você precisa se distrair", dizem mãe, pai, irmã, amigos e até o chefe. Porém, nem sempre procurar alternativas de lazer ou fazer uma transformação radical –mudar o guarda-roupa ou o corte de cabelo, por exemplo– são boas soluções, justamente porque têm caráter impulsivo. "Novos interesses são sempre bem-vindos, mas apenas se a pessoa estiver realmente a fim de investir sua energia em coisas novas. Todo final de relação amorosa inclui um pequeno período de luto, e isso tem de ser elaborado devagar", afirma a psicóloga Angélica Amigo. "Acredito que tudo o que acontece impulsivamente não dura. É preciso pensar sobre o assunto e avaliar o que realmente gosta, para depois ir beber de outras fontes”, diz. Segundo Marina Vasconcellos, isso não significa, porém, se isolar. "É preciso sair, sim, relacionar-se com outras pessoas e, principalmente, não deixar de se cuidar", afirma.

5. Passe um tempo sem rever a pessoa
Se não houver filhos, é bom cortar o contato com a pessoa, para que ela vá se tornando menos presente em sua vida. "Certamente, quanto maior for o afastamento, maiores as chances de se superar a perda. Deixar de ouvir a voz ou ver o 'ex' ou a 'ex' vai fazendo com que a presença ‘mental’ da pessoa também perca a intensidade”, diz a Marina Vasconcellos. Angélica Amigo afirma que muita gente coloca o controle no lugar do afeto. A pessoa nem está mais tão apaixonada, mas provoca encontros aparentemente casuais, busca notícias, julga novos companheiros. Ao fazer isso, a vida não evolui, e o relacionamento que não existe mais permanece pairando nos pensamentos.

6. Não alimente as lembranças
Pare de alimentar lembranças --em especial, as felizes. "Para superar uma perda, é fundamental não ficar curtindo a tristeza isolado, fechado em seu próprio mundo, lamentando-se ou lembrando das coisas que eram boas e foram perdidas", conta Marina Vasconcellos. "Isso tudo, é claro, sem deixar de lado a necessidade de se rever, de ficar só por um tempo para entrar em contato consigo e com seus desejos mais profundos". É importante refletir sobre o que não era bom na relação e pensar friamente sobre os motivos que conduziram o casal ao rompimento. O que verdadeiramente provocou a separação deve ser olhado e entendido --e servir de lição para relacionamentos futuros ou para ajudar a aceitar que o fim era mesmo a melhor alternativa.

7. Não finja sentir aquilo que não sente
Fazer de conta que não está se importando com o rumo que os acontecimentos tomaram, quando internamente se sente em pedaços, é uma atitude que não contribui em nada. Mesmo que as pessoas acreditem em você, na sua firmeza, por dentro, o sofrimento só aumenta. Colocá-lo para fora ajuda a esquecer, assim como desabafar com os mais próximos. "Isso tudo faz parte do processo do luto", diz a psicóloga Angélica Amigo. "Elabore primeiro a perda, reveja alguns conceitos sobre o que é estar com alguém e, a partir daí, você conseguirá se reinventar", declara.

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