7.08.2018

Erro de Tite provoca eliminação, mas o trabalho deve seguir





KAZAN - Houve um erro de diagnóstico grave na montagem do jogo contra a Bélgica e não corrigido quando a escalação belga foi divulgada. Estava claro que Roberto Martínez trocaria a posição de seu principal armador, De Bruyne. A preocupação não podia ser a bola alta. Fellaini seria volante. Mas De Bruyne...
Tite prendeu Fagner na marcação de Hazard e deixou só Fernandinho com o meia do Manchester City. A bola caía no número 7 e virava jogadas de velocidade para Lukaku, às costas de Marcelo, e Hazard, contra Fagner.
Em sua palestra, Tite disse que o Brasil poderia jogar no funil deixado atrás de De Bruyne. Foi o inverso. Apesar de boas jogadas nos primeiros dez minutos, o contra-ataque estava escancarado. Passe de De Bruyne virou chute de Fellaini e escanteio. Gol contra de Fernandinho.
De Bruyne inverteu com Lukaku na jogada do segundo gol, o contra-golpe anunciado. Marcelo deu dois passos para frente, quando havia três belgas contra quatro defensores brasileiros. Era óbvio que levaria a bola nas costas. O chute de De Bruyne foi perfeito, na bochecha da rede. O risco do terceiro gol da Bélgica ficou iminente, mas o Brasil melhorou na segunda etapa. Conseguiu marcar mais De Bruyne definindo Fernandinho como o homem do combate. Mas esbarrou muito nos dois muros defensivos montados por Roberto Martínez.
Aqui há um erro de conceito que o Brasil ainda não conseguiu perceber. Julgar que o drible é o que destrava sistemas defensivos é um vício de quando o futebol era jogado com espaço maior do que os dez metros entre as duas linhas. É preciso ter drible, mas o engano é achar que ele vai dar certo contra dois marcadores. Ou três. O abuso provocou a simulação de Neymar contra Alderweireld, pedindo pênalti que não houve. Diferente foi a jogada de Gabriel Jesus contra Kompany. Ali havia mais discussão, mas o árbitro Mazic não quis olhar o vídeo.
A seleção cai precocemente pela quarta Copa do Mundo consecutiva. A eliminação mais valente das quatro. O segundo tempo foi brigador, foi a seleção do Brasil. Pela pressão, mesmo no abafa, merecia pelo menos a prorrogação. Foram 23 finalizações, 8 sofridas.
Também é evidente que o trabalho fez o futebol evoluir. Não é para parar. É para Tite continuar. O mínimo de bom senso que se pede para um país que levou 7 a 1 e achou que seu futebol havia morrido, há quatro anos, e percebeu que o Brasil segue numa elite. Só que muito mais apertada.

O Brasil foi depenado


Reuters

 Nos últimos dias, com parte da população brasileira anestesiada pela Copa do Mundo, a base parlamentar que dá sustentação ao governo federal, conquistado pela aliança PSDB-MDB por meio de um golpe parlamentar, pisou no acelerador. O objetivo é claro: acelerar a entrega de riquezas nacionais antes das eleições presidenciais de 2018. Na Câmara, foi aprovada a venda de seis subsidiárias da Eletrobrás e o projeto que permite à Petrobras ceder a petroleiras internacionais 70% das reservas do pré-sal recebidas pelo regime de cessão onerosa. Em paralelo, o Tribunal de Contas da União retirou os entraves para mais leilões de petróleo, ainda em 2018. Como cereja do bolo, a Boeing engoliu a Embraer, formando uma nova empresa em que a participação nacional será de apenas 20%.
Na prática, o Brasil está sendo rapidamente depenado para que, em breve, não reste mais qualquer resquício de soberania nacional. Na energia, o Brasil entrará para a história como o único país do mundo que decidiu entregar passivamente suas maiores descobertas de petróleo. Será também aquele que, sem qualquer discussão com a sociedade, abriu o setor elétrico ao capital privado. Na aviação, a venda da Embraer tira de mãos brasileiras uma empresa de altíssima tecnologia, que recebeu bilhões em investimentos do orçamento nacional. Daqui para a frente, empregos qualificados serão gerados em Seattle, sede da Boeing, e não mais no pólo aeroespacial de São José dos Campos (SP). Além disso, o projeto de compra dos caças pela Aeronáutica, que previa a transferência de tecnologia dos Gripen para a Embraer, também fica prejudicado.
A destruição do Brasil em pouco mais de dois anos não tem paralelo. Setores em que o Brasil era referência global, como a engenharia pesada, foram dizimados. Construção naval não existe mais. O desemprego é o maior da história e, por isso mesmo, o golpe é um fracasso de público e de crítica, sendo rejeitado por mais de 97% dos brasileiros. Para os patrocinadores desse processo, no entanto, isso pouco importa. Muitas das promessas da "ponte para o futuro", que fez o Brasil retroceder 200 anos, foram entregues. A reforma trabalhista não gerou empregos, mas ampliou as margens de lucro das empresas. Joias da coroa estão sendo entregues de bandeja. Na Petrobras, a política de reajustes diários fez com que os consumidores tivessem um arrocho de 50%, enquanto as refinarias nacionais são mantidas subutilizadas.
Nação brasileira é um conceito que já nem existe mais. A obra maior dos golpistas foi a transformação do Brasil, país antes admirado e respeitado no mundo, num gigantesco território habitado por pessoas. Os muito ricos continuarão muito ricos. A classe média desaparece e o Brasil retorna ao mapa da pobreza. Num futuro não muito distante, o Brasil será um caso de estudo: o país que conseguiu se autodestruir.

Intermitente sem trabalho é ‘empregado’ para o governo Temer


247 – O desemprego aumenta a olhos vistos, mas a bolha em que vive Temer e a cúpula de seu governo diz que não. O próprio Temer divulgou que, em maio, foram criados 33 mil novos empregos no Brasil, só que desses, 3 mil são intermitentes - quase uma a cada 10 vagas – e estão sem trabalho.
“Uma pessoa que assinou contrato intermitente, mas não foi chamada para trabalhar e não recebeu salário é um empregado? Para o governo federal, sim. Ao divulgar o dado oficial que mede o desempenho do mercado de trabalho formal, o Ministério do Trabalho tem incluído os intermitentes na estatística, mesmo sem saber se de fato trabalharam.
Esse tipo de contratação foi criada pela reforma trabalhista, em vigor desde novembro. O contrato, também conhecido como zero hora, não prevê uma jornada fixa. Isso significa que o trabalhador pode ser chamado esporadicamente e só recebe remuneração pelo período que prestou serviço. Se não for convocado, não tem salário. Desde a divulgação dos dados de novembro, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) traz a quantidade de intermitentes. O saldo positivo dessa modalidade tem aumentado o resultado geral, apesar de ainda ser pequeno se comparado ao total do mercado de trabalho.”
Leia mais aqui.

DEM tenta sequestrar Ciro para agenda liberal


Reuters Ciro Gomes (PDT) e Rodrigo Maia (DEM) vêm se acenando há algum tempo, mas a equação da aliança é difícil para ambos os lados; a cúpula do DEM já começou a ensaiar os termos que precederiam uma aliança com Ciro Gomes; dirigentes da sigla entendem que a adesão de um partido liberal a uma candidatura alinhada à esquerda precisaria incluir concessões de parte a parte; o DEM defende a entrega do pré-sal, a venda da Embraer e o teto de gastos
8 de Julho de 2018

SARAMPO (notícias)


Manaus confirma morte de bebê de sete meses por sarampo

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Bruno Tadeu 
 

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Jamil Chade