6.12.2015

Mudança climática leva urso polar a se alimentar de golfinhos, diz estudo

Pesquisador flagrou morte de cetáceos no Ártico ao longo de 2014.
Com degelo, golfinhos nadam em áreas onde os ursos são encontrados.

Da France Presse
Um exemplar macho de urso polar é visto próximo de carcaça de golfinho em abril de 2014. Segundo o estudo, o urso começou a encobrir os restos do cetáceo com neve (Foto: Divulgação/Polar Research/Creative Commons)Um exemplar macho de urso polar é visto próximo de carcaça de golfinho em abril de 2014. Segundo o estudo, o urso começou a encobrir os restos do cetáceo com neve para esconder a carne de outros predadores (Foto: Divulgação/Polar Research/Creative Commons)

Durante pesquisas no arquipélago norueguês de Svalbard (Spitzberg), cujos resultados acabam de ser publicados na revista "Polar Research", Jon Aars, especialista em ursos polares do Instituto Polar Norueguês, observou e fotografou em abril de 2014 um urso se alimentando de golfinhos-de-bico-branco.
Pela primeira vez ursos polares foram vistos se alimentando de golfinhos no Ártico, algo que pode ser uma consequência direta das mudanças climáticas, segundo os cientistas.
Estes cetáceos normalmente não fazem parte da alimentação dos ursos polares, que costumam se alimentar principalmente de focas. "É possível que apareçam novas espécies na alimentação dos ursos como consequência das mudanças climáticas, já que novas espécies começam a se deslocar ao norte", declarou Aars.
Embora esta espécie de golfinho seja frequente nas águas setentrionais (que ficam na porção norte do continente europeu) durante o verão, quando o gelo marinho se desfaz, é mais raro que seja vista no inverno ou na primavera, épocas em que o mar está coberto de gelo.
No entanto, segundo os pesquisadores noruegueses, o progressivo degelo durante o inverno na região nos últimos anos pode ter atraído os golfinhos, que ficam presos com o aparecimento repentino de gelo em abril.
Novo hábito
Segundo Aars, o urso provavelmente capturou os golfinhos quando eles saíram à superfície para respirar através de um pequeno buraco no gelo. "Mesmo que tenham visto o urso, os golfinhos não tinham outra opção", acrescenta.
O urso, um macho velho visivelmente faminto, devorou um dos cetáceos e enterrou outro sob a neve, outro fenômeno visto poucas vezes.
"Acreditamos que tentou cobrir o golfinho de neve com a esperança de que outros ursos, raposas ou pássaros não o encontrassem, para assim poder comê-lo um ou dois dias depois, após ter digerido o primeiro", explicou Aars.
Depois destas primeiras observações, foram vistos outros cinco casos de golfinhos presos ou capturados e comidos por ursos polares, acrescentou.
"Não acredito que seja algo revelador ou uma mudança radical" na alimentação do carnívoro, estimou o cientista. "É apenas que o urso polar está entrando em contato com espécies que até agora não tinha o hábito de comer".
No alto da cadeia alimentar, o urso polar é um predador oportunista que também pode se alimentar de pequenas baleias, como a baleia branca ou a narval, dependendo da ocasião.
Esses cetáceos normalmente não fazem parte da alimentação dos ursos polares. O estudo sugere que, com a mudança climática, a espécie passe a fazer parte da dieta deles (Foto: Divulgação/Polar Research/Creative Commons)Esses cetáceos normalmente não fazem parte da alimentação dos ursos polares. O estudo sugere que, com a mudança climática, a espécie passe a fazer parte da dieta deles (Foto: Divulgação/Polar Research/Creative Commons)saiba mais

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA AJUDA A ENVELHECER MELHOR





Alimentação adequada ajuda a envelhecer melhor









Médica geriatra explica que com uma alimentação regrada e balanceada é possível garantir saúde e deixar que os anos cheguem sem medo
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É impossível correr contra o relógio biológico, mas andar na mesma direção que ele, adequando ao seu estilo de vida hábitos mais saudáveis pode sim fazer toda a diferença para envelhecer melhor. A médica geriatra Dra. Elaine Biffi, de São Paulo, explica que com uma alimentação regrada e balanceada, é possível garantir saúde e deixar que os anos cheguem sem medo.

As frutas são excelentes fontes de nutrientes antienvelhecimento, mas vale destacar algumas como as romãs, blueberries, ameixas e uvas roxas. "As romãs concentram os antioxidantes, as ameixas contém boro, que atua na prevenção da osteoporose, e as uvas roxas contêm componentes fenólicos que reduzem a incidência de doenças do coração. Já as blueberries podem ajudar a diminuir o processo da perda da memória decorrente da idade", diz a médica.

O tomate, a abóbora e a cenoura são excelentes fontes de lipídeos solúveis antioxidantes. Os mais ricos em carotenoides são os que carregam as cores amarelo e laranja. "Eles são ricos em vitamina A – uma forte aliada do antienvelhecimento, da manutenção dos tecidos e do sistema imune – reduzindo o risco de desenvolvimento de câncer", fala a geriatra.

Para a médica, a atenção ainda deve incorporar peixes, em especial o salmão, que é rico em ômega 3 e ácidos graxos essenciais, que atuam na melhora das funções cognitivas e no coração. "Mas, o mais importante é levar em conta que o conjunto da dieta é o que fará a grande diferença. As frutas e vegetais frescos, proteína magra, os grãos inteiros e as nozes e sementes combinados harmoniosamente, protegem contra doenças cardíacas e ainda atuam na redução da pressão sanguínea", completa Dra. Elaine.


    REVERSÃO DA VASECTOMIA: NOVA CHANCE PARA OS HOMENS


    Reversão da vasectomia: nova chance para os homens
    Na opinião do especialista, embora a vasectomia seja uma forma de esterilização masculina muito simples e segura para homens que não desejam mais ter filhos, essa decisão tem de ser muito bem pensada, já que, estatisticamente, está aumentando o número de divórcios e de novos enlaces. 

     
    A vasectomia é um método contraceptivo simples, eficaz e muito utilizado no mundo inteiro. Anualmente, cerca de 500 mil homens de várias partes do mundo optam pela vasectomia para não ter mais filhos. Entretanto, entre 25 mil e 50 mil homens mudam de ideia depois do procedimento, devido a circunstâncias como um novo casamento, por exemplo. Embora acreditem que, assim como a laqueadura (ligadura das trompas), o procedimento é definitivo, grande parte deles tem uma nova chance ao procurar ajuda especializada. “Quando bem indicada, é possível realizar a vasovasostomia, que é a reversão da vasectomia. Trata-se de um procedimento muito utilizado para restaurar a fertilidade masculina”, diz Aguinaldo Nardi, especialista em Medicina Reprodutiva e diretor da unidade de Bauru do Fertility Medical Group. 

    Nardi afirma que o procedimento implica na reconexão dos ductos deferentes de cada um dos testículos que foram bloqueados. Quanto mais cedo o paciente se arrepender, maiores serão as chances de conseguir engravidar a parceira. “Quando a vasovasostomia acontece até três anos depois de realizada a vasectomia, as chances de sucesso são de 97%. Já para quem resolveu reverter dez anos depois, o procedimento é bem-sucedido em 79% dos casos. Ou seja, oito em cada dez homens conseguem voltar atrás”. 

    O médico chama atenção que nem sempre o esforço vale a pena, porque vai depender também da idade da parceira. “Como a fertilidade feminina sofre uma queda relevante depois dos 35 anos, é importante avaliar as chances reais desse casal ter um bebê de forma natural, ou seja, com tentativas regulares durante um ano. Em geral, a vasovasostomia consegue restaurar a produção de espermatozoides em 90% dos casos, com taxas de gravidez de até 60%. Mas em determinadas situações, o mais indicado é recorrer à fertilização in vitro, com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI)”. 

    Na opinião do especialista, embora a vasectomia seja uma forma de esterilização masculina muito simples e segura para homens que não desejam mais ter filhos, essa decisão tem de ser muito bem pensada, já que, estatisticamente, está aumentando o número de divórcios e de novos enlaces. “Diante desse padrão de comportamento, o ideal seria – tanto para o homem, quanto para a mulher – optar pela criopreservação de espermatozoides e óvulos, respectivamente. Assim, embora não queiram ter mais filhos na situação presente, qualquer mudança de planos no futuro estará garantida pela ciência”. 

    Suadieta

    Metade das crianças e adolescentes nos Estados Unidos não está bebendo água o suficiente.


    RIO - Levar uma garrafa na bolsa ou na mochila, manter um copo sempre perto, não consumir o líquido só quando está calor talvez sejam medidas necessárias. Um novo estudo da Faculdade de Saúde Pública de Harvard mostrou que mais da metade das crianças e adolescentes nos Estados Unidos não está bebendo água o suficiente.
    A pesquisa, publicada na ? American Journal of Public Health? também constatou diferenças raciais/étnicas e de gênero no estado de hidratação. Os meninos são 76% mais propensos do que as meninas a ficarem desidratados, e negros não-hispânicos são 34% mais propensos do que os brancos não-hispânicos. Quase um quarto das crianças e adolescentes relatou que não bebia água.
    ?A boa notícia é que este é um problema de saúde pública com uma simples solução?, afirmou o autor sênior Steven Gortmaker, professor da prática da sociologia da saúde. ?Se podemos nos concentrar em ajudar as crianças a beber mais água - uma bebida de baixo custo e sem calorias - podemos melhorar seu estado de hidratação, o que pode permitir que muitas crianças se sintam melhor durante o dia e vão melhor na escola.?
    Beber água é essencial para os processos fisiológicos, tais como a circulação, o metabolismo, a regulação da temperatura e a remoção de resíduos. Embora a desidratação excessiva esteja associada a graves problemas de saúde, a leve desidratação já pode causar problemas, incluindo dores de cabeça, irritabilidade, piores desempenho físico, e redução do funcionamento cognitivo.

    Os pesquisadores analisaram dados de 2009-2012 de mais de 4 mil crianças e adolescentes com idades entre 6 a 19, examinando a concentração da urina para determinar a hidratação. Os dados foram retirados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição do país, um estudo anual realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

    Diabéticos podem receber benefícios com possível mudança em lei

    Senado recebeu autorização para votar projeto, 

    que inclui até passe livre nos ônibus

    O Senado pode ajudar o bolso de quem tem diabetes. Um projeto de lei recebeu sinal verde há três semanas para ser votado. Se aprovado, garantirá às pessoas carentes portadoras da doença passe livre de ônibus, saque do PIS e do FGTS sem burocracia, aposentadoria por invalidez sem carência e direito ao auxílio-doença.
    De autoria do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o projeto de lei 389/2008 tramita há sete anos e depende agora somente de um acordo entre líderes de partidos no Congresso para seguir em frente. Segundo a assessoria de imprensa do Senado, a próxima reunião do grupo acontece nesta quinta-feira (11) ou semana que vem.
    Caso seja aprovado, o texto ajudará na vida de brasileiros como Maria Carmelita Santos Messias. Há 10 anos, a moradora do Morro Santa Maria, em Santos, descobriu que tinha diabetes. Hoje, aos 53 anos, ela gasta mais de R$ 300,00 em remédios por mês.
    “Seria bom ter direito a isso. Ganho um salário-mínimo (R$ 788,00) e ainda pago um empréstimo. Sobra bem pouco. E gasto R$ 300,00 em remédios do diabetes. Sem contar que ainda ajudo a comprar os remédios para minha mãe, que tem 92 anos e também é diabética”.
    Maria gasta mais de R$ 300,00 por mês com remédios para diabetes











    O Projeto de Lei 389/2008 não prevê os gastos que estas mudanças representarão aos cofres públicos e isso pode complicar a aprovação do texto, ainda mais na situação atual do Governo Federal.
    Números
    O diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Antonio Carlos Lerário, estima que o Brasil tenha hoje mais de 10 milhões de pessoas com diabetes e que esse número pode chegar a 15 milhões até 2025. Um dado preocupante e que exige mudanças.
    “Só não sei se este tipo de benefício é o ideal, pois generaliza demais. Milhões de pessoas com diabetes têm a vida normal, trabalham e não precisam de auxílio. Acho que deveriam priorizar quem não tem como se sustentar e investir em atendimento mais qualificado, principalmente na rede pública”.