Documento idealizado pelo general Hamilton Mourão, vice de Jair Bossal Naro, mas preparado pelo presidente em exercício do Clube Militar, general Eduardo José Barbosa, defende restrições ao direito de greve e à licença maternidade, o fim das cotas nas universidades e do regime de estabilidade dos servidores, assim como a privatização; texto é considerado a 'bíblia' dos militares que rodeiam o candidato do PSL
4 DE OUTUBRO DE 2018 ÀS 10:13
247 – Com os militares protagonizando as eleições deste ano, um manifesto gestado no Clube Militar (sediado no Rio de Janeiro) e denominado "Por um Brasil Melhor” explicita um ataque frontal aos direitos sociais: restrições ao direito de greve e à licença maternidade, o fim das cotas nas universidades e do regime de estabilidade dos servidores, por exemplo. Ao mesmo tempo, defende um programa radical de privatizações e o "livre mercado".
O idealizador do documento é presidente licenciado da instituição, general Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro, mas foi finalizado e divulgado pelo presidente em exercício da entidade general Eduardo José Barbosa, no fim do mês de setembro. O texto é considerado a 'bíblia' dos militares que rodeiam o candidato do PSL. Leia aqui a íntegra do manifesto.
Em entrevista Rodrigo Mattos, do UOL, o general Eduardo José Barbosa, além de defender seu manifesto, atacou a esquerda e defendeu a direita: "Vamos falar mais claramente, a esquerda é mais radical. A esquerda, quando ela é contrariada, se você contrariar, ela vai dizer que você é antidemocrático, fascista. A direita é contrariada, ela se mantém calada e fica numa boa. Ela se defende na argumentação".
No caso da licença-maternidade, que considera um privilégio, o general quer a redução imediata de seu período de quatro meses para um mês. Ele argumentou que o fim da estabilidade para servidores públicos seria uma defesa da população: “Isso é em termos de que o Estado é para servir a população. A estrutura é para servir a população. Não pode ter funcionários que fiquem ali indefinidamente e não possam ser mandados embora. Tudo bem que passaram no concurso, mas se revelam mal educados. Sim, o fim da estabilidade. Mas em casos específicos”. Ele não disse quais servidores ficariam a salvo da mudança.
Fernando Haddad divulgou na manhã desta quinta vídeo com denúncia da enxurrada de fake news contra a campanha do PT e contra ele; o mesmo está fazendo Manuela D'Ávila, que tem sido vítima de uma torrente de notícias falsas; "Está rolando, por exemplo, que eu quero fechar igrejas. Eu sendo neto de um líder religioso. Estão dizendo que estamos distribuindo material impróprio para crianças, eu sendo professor universitário, educador e ex-ministro da Educação"; diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que disseminação de boatos tem turbinado a campanha Bolsonaro nas pesquisas; assista ao vídeo de Haddad
4 DE OUTUBRO DE 2018
247 - O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, denunciou na manhã desta quinta-feira (4) uma enxurrada de fake news contra a campanha do PT e contra ele. O mesmo está fazendo a candidata a vice da chapa, Manuela D'Ávila, que tem sido vítima de uma torrente de notícias falsas.
"Não é fácil construir partido para mudar para melhor a vida do povo brasileiro. Foi um longo percurso para chegarmos até aqui. Mas nessa reta final de campanha está rolando muita 'fake-news', muita mentira nas redes sociais e eu estou aqui para pedir o seu apoio, pedir para você evitar este tipo de mentira, denunciar. Está rolando, por exemplo, que eu quero fechar igrejas. Eu sendo neto de um líder religioso. Estão dizendo que estamos distribuindo material impróprio para crianças, eu sendo professor universitário, educador e ex-ministro da Educação", afirmou o presidenciável em vídeo.
Segundo Haddad, "este tipo de jogo baixo acontece nessa reta final de campanha, mas temos de pensar grande, pensar um Brasil de emprego, educação, saúde, da paz. Não vamos construir um País democrático com mentiras, ofendendo as pessoas, os professores". "E, se vocÊ recebe uma notícia falsa no seu celular, reencaminhe para o número (11) 94131-3327. Vamos tomar as providências devidas. Você merece um Brasil melhor. Até a vitória".
Em sua coluna no jornal O Globo, intitulada "A mentirada que influencia a urna", o jornalista Bernardo Mello Franco alertou sobre fake-news contra Haddad e contra a vice dele, Manuela D'Ávila (PCdoB). Em uma montagem fotográfica, a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul usa uma camiseta com a inscrição “Jesus é travesti”.
A mentira sobre Manuela foi amplamente divulgada com mensagens sugerindo que mães, famílias e cristãos não deveriam votar nela. Manuela rebateu: "Eles dizem proteger a moral e os bons costumes, mas são os primeiros a usar este tipo de estratégia suja nas campanhas (...). Prestem atenção! Mentiras não passarão! Nos ajude a compartilhar a verdade", disse (veja mais aqui).
Segundo o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, a disseminação de boatos tem ajudado a turbinar a campanha Bolsonaro nas pesquisas. "O material está chegando fartamente pelo WhatsApp, o que certamente influencia o eleitor", afirma Paulino.
Sobre Haddad, a notícia falsa, alertou o jornalista, é a de que, em uma eventual gestão dele, as crianças virariam propriedade do Estado.
A campanha do candidato criou um canal para receber e rebater denúncias de fake news e, 12 horas depois da iniciativa, recebeu 5 mil mensagens sobre fake news (leia mais aqui).
Fernando Haddad divulgou na manhã desta quinta vídeo com denúncia da enxurrada de fake news contra a campanha do PT e contra ele; o mesmo está fazendo Manuela D'Ávila, que tem sido vítima de uma torrente de notícias falsas; "Está rolando, por exemplo, que eu quero fechar igrejas. Eu sendo neto de um líder religioso. Estão dizendo que estamos distribuindo material impróprio para crianças, eu sendo professor universitário, educador e ex-ministro da Educação"; diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que disseminação de boatos tem turbinado a campanha Bolsonaro nas pesquisas; assista ao vídeo de Haddad
247- O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, denunciou na manhã desta quinta-feira (4) uma enxurrada de fake news contra a campanha do PT e contra ele. O mesmo está fazendo a candidata a vice da chapa, Manuela D'Ávila, que tem sido vítima de uma torrente de notícias falsas.
"O projeto de Jair Bolsonaro é antinacional, antipopular e antidemocrático. Finge que não tem desigualdade no Brasil. Não tem diálogo, é na base da porrada. É o Temer elevado ao quadrado"; diz o economista Guilherme Mello; "Os únicos que têm a temer numa vitória de Haddad são aqueles que não produzem, não trabalham e só enriquecem. Esses têm a temer porque o programa que o Haddad representa ataca os interesses deles, propõe distribuição de renda", observa
Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no Tutaméia - "O projeto de Jair Bolsonaro é antinacional, antipopular e antidemocrático. Finge que não tem desigualdade no Brasil. Não tem diálogo, é na base da porrada. É o Temer elevado ao quadrado". A definição é do economista Guilherme Mello em entrevista ao Tutaméia.
Integrante da equipe de formulação do programa de governo de Lula/Haddad, Mello trata na conversa de detalhes do plano do PT. Diz: "Os únicos que têm a temer numa vitória de Haddad são aqueles que não produzem, não trabalham e só enriquecem. Esses têm a temer porque o programa que o Haddad representa ataca os interesses deles, propõe distribuição de renda. Mas mesmo esses caras, se pensarem com a cabeça fria, vão ver que é muito melhor viver num país que tem emprego, que está crescendo. Que podem ganhar mais dinheiro do que vivendo num pais como hoje, que é o caos social. Isso não é bom para ninguém".
Para ele, a situação não é fácil porque "existe muito rancor criado nesses anos". E emenda: "O líder tem que ter essa capacidade de superar o rancor, de conversar com quem é contra ele. Só vejo isso no Haddad. O pessoal do mercado que está apostando... Tem gente que está apostando no caos. Sempre tem gente que está apostando no caos. O caos dá dinheiro para algumas pessoas".
Doutor em economia pela Unicamp, ele discorre sobre as conquistas dos governos petistas: crescimento, emprego, redução de desigualdades, políticas de interesse nacional na economia e nas relações externas. "Muito disso desmoronou", afirma. O golpe, ressalta, tirou de cena "o projeto no qual o povo brasileiro é visto como solução".
VENDA DO FUTURO
Na sua visão, foi implantado um projeto "antipopular, antidemocrático e antinacional. É uma descrença total no nosso país e no nosso povo para nos desenvolvermos".
Mello, 35, condena a política entreguista do governo golpista. Fala do desmonte da Petrobrás, da venda da Embraer, do esvaziamento do BNDES. A lógica, segundo ele, é "vender o quanto antes para conseguir dinheiro para pagar as contas. Está se vendendo o futuro, a perspectiva que tínhamos para fortalecer a indústria, a tecnologia, a educação, a saúde. Se a gente não tem projeto de país, os outros têm, a China, os EUA têm".
Para ele, para reverter o legado destrutivo do golpe "será fundamental o apoio da sociedade. Haddad tem um recado claro: esse projeto do golpe eu não quero. Também não quero o projeto do fascismo, quero um projeto democrático popular".
MEDIDAS EMERGENCIAIS E DE LONGO PRAZO
Ao TUTAMÉIA, o economista discorre sobre as medidas emergenciais do plano Lula/Haddad: retomar obras paradas, o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família, fortalecer o salário mínimo. Será preciso, diz, "dar um gatilho na economia, com a retomada na renda, no consumo, com renegociação das dívidas das famílias".
Mello advoga a revogação de medidas golpistas, como as regras para o Pré-Sal. "É preciso rever e rearticular marco para o Pré-Sal, o nosso passaporte do futuro", afirma, falando também sobre a reforma trabalhista e a emenda 95, a "PEC da morte", que fixou teto para os gastos públicos. "Não é possível o Estado brasileiro conviver com essa regra. Ela impede que o Estado brasileiro forneça serviços públicos minimamente de qualidade. É uma emenda à Constituição que destrói a Constituição".
Num terceiro plano, há propostas de médio e logo prazo, como as reformas bancária e tributária. "Está mais claro do que nunca que a nossa estrutura tributária é inaceitável. A sociedade sabe que está sendo penalizada".
CARTEL DE BANCOS
Nesta entrevista, Mello fala sobre câmbio, juros e política industrial. Sobre bancos, afirma:
"O sistema financeiro deve ajudar a ter acesso a crédito. Quando ele atua ao contrário, ele não está cumprindo sua função social. No Brasil, o sistema bancário não cumpre sua função social deste ponto de vista. Em grande medida porque é um mercado altamente concentrado: cinco grandes bancos detêm mais de 80% dos ativos do mercado. É basicamente um cartel, se comportam da mesma maneira".
Para ele, "São poucos bancos que não concorrem entre si. O setor é muito concentrado e tem pouca competição. Esse cenário de alta concentração e pouca competição faz com que os bancos não ofertem o crédito no volume e no preço que poderiam ofertar caso competissem. Eles se protegem, mantêm rentabilidade –sempre muito alta–, mas não cumprem sua função". E aponta:
"Vamos colocar esse pessoal para competir. Vamos criar um sistema de premiação e punição. Quem quiser competir vai ser premiado. Vai pagar menos imposto. Quem oferecer crédito mais abundante a taxas mais baixas vai ter uma carga tributária mais baixa. É a ideia de progressividade aplicada ao mercado financeiro. Ele vai ser forçado a concorrer. Isso vai ajudar a desconcentrar o sistema no longo prazo".
Em levantamento exclusivo para ÉPOCA, o instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores em 152 municípios
ALBERTO BOMBIG
08/10/2014 - 17h01 -
Aécio Neves (PSDB) largou na frente da presidente Dilma Rousseff (PT) neste início da campanha de segundo turno nas eleições presidenciais deste ano. É o que mostra uma pesquisa feita com exclusividade para ÉPOCA, pelo instituto Paraná Pesquisas. Se a eleição fosse hoje, Aécio teria 49% das intenções de voto contra 41% de Dilma. Não sabe ou não responderam somam 10%. Em votos válidos, Aécio tem 54%, e Dilma, 46%. Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os candidatos, Aécio tem 45%, e Dilma, 39%.
Candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que a disseminação de fake news "vulgares" com acusações contra ele explicam o crescimento do apoio ao presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, e desconfia que simpatizantes do rival sejam responsáveis por essas ações
3 DE OUTUBRO DE 2018
SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que a disseminação de fake news "vulgares" com acusações contra ele explicam o crescimento do apoio ao presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, e desconfia que simpatizantes do rival sejam responsáveis por essas ações.
Em entrevista coletiva em São Paulo, o petista anunciou que sua campanha colocou à disposição dos eleitores um número de telefone para que denunciem essas notícias falsas, que classificou de "vulgares", com a utilização de imagens de mulheres nuas e de crianças sendo abusadas.
"Nós acreditamos que essas mensagens no WhatsApp estão fazendo alguma pequena diferença. Nós estamos falando de milhões de mensagens que estão sendo disparadas de mulheres nuas, crianças sendo abusadas, coisas gritantes mesmo", disse Haddad.
A ideia é, a partir das denúncias, buscar as pessoas que iniciaram a dissemição dessas fake news.
"Nós colocamos um telefone à disposição, porque a quantidade de mensagem de WhatsApp que nós estamos recebendo denunciando nossos adversários, sobretudo um —parece que a campanha do Bolsonaro— está agindo muito fortemente em fake news, contra a minha família, contra a minha atuação como ministro, é muito grande. Inclusive muito vulgar, com acusações muito vulgares, com imagens vulgares", disse.
"Isso tem crescido muito nos últimos dias, sobretudo direcionado ao público evangélico, que nós sabemos que cultiva valores que nós também cultivamos", acrescentou.
Haddad disse não ter provas de que Bolsonaro esteja por trás da divulgação desses ataques nem que os apoiadores dele estejam realizando esta atividade, mas afirmou que desconfia de apoiadores do candidato do PSL.
"Nós desconfiamos do Bolsonaro pelo conteúdo", disse. "Eu não posso acusar, mas posso desconfiar pela natureza. É muito compatível com o discurso dele, uma aderência muito grande em relação ao que ele fala", afirmou.
O petista também negou que tenha iniciado agora ataques a Bolsonaro por conta do crescimento do rival nas pesquisas de intenção de voto e de sua própria estagnação nesses levantamentos.
Haddad disse que tem mantido um tom propositivo na campanha, mas que agora chegou o momento de se defender dos ataques feitos pelo candidato do PSL, que lidera a corrida presidencial.
Pesquisa Datafolha na véspera mostrou Bolsonaro passando a 32 por cento das intenções de voto, ante 28 por cento no levantamento divulgado sexta-feira, enquanto Haddad oscilou negativamente 1 ponto, para 21 por cento.