1.21.2012

Leis contra o aborto não impedem disseminação da prática, diz estudo


América Latina, com legislação mais rígida, tem mais abortos que a Europa, mais permissiva, afirma pesquisa

BBC

 Um estudo publicado na revista médica The Lancet contraria o argumento de que leis severas contra o aborto reduzem a disseminação da prática.
Analisando dados de 1995 a 2008, o levantamento do instituto americano Guttmacher mostra que as mais altas taxas de abortos estão justamente em regiões com legislação restritiva.

Na América Latina, que tem relativamente o mais alto número de abortos em todo o mundo, a maioria dos países proíbe a prática, apontou o estudo, Aborto Induzido: Incidência e Tendências Globais.

Em 2008, uma média de 32 entre mil mulheres (entre 15 e 44 anos) fizeram aborto na região. No mesmo ano, a taxa da África foi de 29 mulheres.
Em contrapartida, na Europa Ocidental - onde a legislação é mais permissiva -, esse número caiu para 12.

Perigo

Apesar de mostrar que a quantidade de abortos, após um período de queda, se estabilizou, o estudo destaca que a prática realizada de maneira insegura vem crescendo.

Em 2008, uma média de 28 mulheres em cada mil fizeram aborto - uma queda em relação a 1995, quando essa taxa era de 35 mulheres.
Mas o número de gestações interrompidas com práticas que apresentam riscos às mulheres cresceu entre os dois períodos analisados, de 44% em 1995 para 49% em 2008.

"Abortos feitos de acordo com as recomendações médicas têm um baixo risco de complicações. No entanto, os que são realizados sem essa preocupação provocam altas taxas de mortalidade materna em todo o mundo", destaca a pesquisa.
O estudo chama atenção especialmente para regiões onde os abortos são realizados apresentando mais perigos para a mulher.

Na África, essa taxa chega a 97% do total de abortos. O continente é seguido pela América Latina (95%), Ásia (40%), Oceania (15%), Europa (9%) e América do Norte (menos que 0,5%).

América Latina

Entre as recomendações relativas à América Latina feitas pelo Instituto Guttmacher, que é parceiro Organização Mundial da Saúde, estão um maior investimento em programas de conscientização sobre métodos contraceptivos.
"Também é necessário aprimorar e expandir o tratamento no pós-aborto para reduzir os altos índices de mortalidade que resultam de abortos feitos de maneira insegura", diz o documento.

O estudo também sugere um maior acesso a sistemas de planejamento familiar nas regiões mais remotas.

"A base da legislação que permite abortos deve ser ampliada, para reduzir a necessidade das mulheres de recorrer a abortos clandestinos", diz o relatório.

Parto domiciliar ganha adeptos, mas ainda enfrenta resistência de médicos

Em meio ao crescimento desse modo de dar à luz, entidades médicas alertam para os riscos, principalmente o de perder faturamento nos hospitais que cobram muito caro para fazer uma cesariana.  

estadão.com.br
SÃO PAULO - O parto domiciliar, tendência que cresce no mundo todo e adotada por celebridades como Gisele Bündchen, encontra resistência de médicos. Se por um lado gestantes e muitos profissionais defendem um modo mais natural de dar à luz, órgãos como o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) alertam para riscos.
Patricia Boudakian, que passou por parto normal em casa, e sua filha Alice Boudakian - Nilani Goettems/AE
Nilani Goettems/AE
Patricia Boudakian, que passou por parto normal em casa, e sua filha Alice Boudakian
Em junho passado, o Cremesp passou a não recomendar o procedimento nos domicílios - salvo em casos de urgência. As mulheres que não abrem mão de ter o filho em casa acabam recorrendo a parteiras e doulas - um tipo de assistente.
Embora não haja dados nacionais sobre mães que preferem o lar ao hospital, sabe-se que o número é crescente. Na opinião delas, o parto em casa é uma conquista, por ser mais humanizado e diminuir as intervenções médicas. E representaria uma vivência de profunda intimidade feminina. Não à toa, os nascimentos em casa nos Estados Unidos subiram 20% entre 2004 e 2008, segundo pesquisa da Birth, publicação especializada em cuidados perinatais.
O posicionamento do Cremesp não é uma medida proibitiva, mas se o médico fizer um parto domiciliar e algo der errado, ele será cobrado, diz Silvana Morandini, conselheira do órgão. "Muitas vezes, a paciente aceita fazer parto em casa porque não sabe dos riscos que ela e seu bebê correm", explica.
Entre os principais problemas estão hemorragia, sofrimento fetal e parada de progressão, que podem resultar em danos graves e morte. "Não existe parto de baixo risco, porque tudo depende das intercorrências. No hospital há muito mais chances de tudo dar certo", diz.
Segundo a conselheira, os órgãos médicos não podem opinar sobre a escolha da mulher, mas eles devem incentivar os médicos a orientar as pacientes sobre as possíveis dificuldades.
É também a posição de Vera Fonseca, diretora da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), um dos apoiadores do Cremesp, ao lado da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). "Parto domiciliar é voltar para trás. É não fazer uso da tecnologia que conquistamos para evitar as dificuldades de antigamente."
Defesa
Os defensores do parto domiciliar argumentam que ele é feito após um bom planejamento e somente se a mulher for acompanhada durante o pré-natal e não tiver outros riscos ou doenças associados. O acompanhamento na hora do nascimento também é rigoroso, com os equipamentos necessários e o hospital a ser procurado em caso de emergência, sem contar com o altíssimo  risco de infecção hospitalar.
Essa preocupação é reforçada pela obstetra Carla Polido, professora da Universidade Federal de São Carlos. "A equipe tem de estar pronta para lidar com situações graves." Segundo ela, a equipe não vai despreparada para uma residência, mas é importante que a família saiba quais são os recursos que podem ser oferecidos e em que ocorrências há mais dificuldade de reversão.
Após quase oito anos, o obstetra e ginecologista Jorge Kuhn não faz mais partos em casa. A decisão veio após a recomendação do Cremesp. "Não quero ir contra o órgão." Ele indica casas de parto, mas os médicos também são proibidos de atuar nesses locais.

Pelo menos dois usuários de drogas são internados à força por dia em SP


Número pode ser maior, porque nem sempre o Ministério Público - responsável pela compilação dos dados - é notificado da internação

Adriana Ferraz - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Enquanto se discute na esfera judicial se a internação compulsória de viciados em crack é válida ou não, pelo menos 5.103 dependentes desta e de outras drogas foram internados de forma involuntária em São Paulo nos últimos oito anos. Na média, são quase dois por dia. Levantamento inédito obtido pelo Estado revela que, contando outras doenças psiquiátricas, esse número pula para 32.719 casos.
Clínica Monte Rey, em Juquitiba. Pacientes fazem oração de mãos dadas antes da refeição - Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE
Clínica Monte Rey, em Juquitiba. Pacientes fazem oração de mãos dadas antes da refeição
A maior parte dos pacientes involuntários apresenta diagnóstico de psicose, esquizofrenia e dependência química provocada por álcool e drogas - doenças diretamente associadas, segundo especialistas, que somam mais de 20 mil casos. Na lista, há relatos de transtornos causados por crack, cocaína, heroína e maconha entre usuários de até 60 anos, incluindo adolescentes.
Os dados são do Ministério Público Estadual, que deve ser notificado quando a internação involuntária ocorre mediante aprovação da família em um prazo máximo de 72 horas. A regra vale para qualquer diagnóstico, relacionado ou não ao uso de álcool e drogas.
Apesar de polêmica, a medida é considerada legal em todo o País desde abril de 2001, a partir da publicação da Lei 10.216, que permite que parentes de sangue optem pelo tratamento mesmo sem consentimento do paciente. A legalidade da internação, no entanto, depende da apresentação de um laudo médico, assinado por um psiquiatra.
A exigência médica - aliada à regra que proíbe que o tratamento involuntário seja solicitado por maridos e mulheres - promove, segundo representantes do Ministério Público, uma subnotificação, especialmente entre pacientes com alto poder aquisitivo, que podem pagar clínicas particulares.
Responsável pelo controle dos dados, o promotor de Justiça Mário Coimbra afirma que um número muito maior de pessoas passa ou já passou por internações contra vontade na capital e em outras cidades do Estado. "Isso ocorre porque as clínicas clandestinas que afirmam tratar dependentes químicos se proliferam no Estado. Elas não fazem a notificação obrigatória quando recebem um paciente internado de forma involuntária porque são irregulares, não têm estrutura física ou médica e, muitas vezes, nem tratamento oferecem", diz Coimbra, que coordena o Centro de Apoio Operacional (CAO) Cível e de Tutela Coletiva da Saúde Pública.
Debate. O promotor defende a criação de uma legislação específica que regule o trabalho dessas instituições, a fim de evitar que familiares se iludam com propagandas enganosas e pacientes sejam maltratados durante a internação. "Temos de promover uma ampla discussão sobre o tema, que determine novas condições de fiscalização. O Ministério Público não tem como atuar sozinho", afirma Coimbra.

Cariocas estão mais ansiosos


Cresce venda de remédios para ansiedade no estado, que é o segundo do país no consumo

Rio - A venda de ansiolíticos — remédios para controle da ansiedade — está crescendo no Rio de Janeiro. Em 2010, foram comercializadas 12 caixas de clonazepam, vendido com o nome de Rivotril, para cada 100 habitantes, contra 9,13 no ano anterior. O Rio é o segundo estado que mais consome estas drogas no Brasil, atrás apenas de Santa Catarina. Os dados, divulgados ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mostram que, o clonazepam, o bromezapan (Lexotan) e o alprazolam (Frontal) são os medicamentos controlados mais comprados no estado e no País.

Segundo o psiquiatra da Unidade Integrada de Saúde Mental da Marinha, Marcelo Allevato, o erro das pessoas está em descontar suas revoltas e ansiedades no excesso de medicação: “Ao invés de tentar resolver seus próprios problemas, suas preocupações, as pessoas tomam medicamento para suportá-los e isso gera um ciclo vicioso”.
Arte: O Dia

Em 2010, no Rio, foram consumidas mais de 1,9 milhão de caixas de clonazepam, 1 milhão de bromezapam e mais de 900 mil de alprazolam. “Estes números são importantes para avaliarmos se as pessoas estão tomando ansiolíticos em excesso ou se, na verdade, está havendo melhora nos diagnósticos psiquiátricos”, disse a chefe do núcleo de Vigilância Sanitária da Anvisa, Eugênia Cury.

No ranking nacional, o Rio ficou a frente de estados conhecidos por serem mais estressantes, como São Paulo. Lá, foram consumidas 4 caixas de clonazepam para cada 100 habitantes — número três vezes menor que o registrado no estado do Rio . “Não há explicação para este excesso no uso de medicamentos ansiolíticos no estado, mas isso acaba com o clichê de que as belezas naturais tornam mais tranquila a vida no Rio de Janeiro”, avaliou Allevato.

Comercialização foi 35% maior no Brasil

Em todo o Brasil, a venda de remédios controlados aumentou significativamente. Em 2007, foram vendidas 167 caixas de clonazepam por drogaria. Já em 2010, este número subiu para 258, o que representa quase 10 milhões de caixas a mais do medicamento comercializadas — um aumento de 35,3%.

Segundo Eugênia Cury, da Anvisa, nas avaliações internacionais, o Brasil tem sido classificado como um dos países que mais consome medicamentos no mundo. “E, além disso, há uma tendência dos países mais desenvolvidos de aumento do uso destes remédios”, prevê.

Na lista das drogas controladas mais vendidas, além dos ansiolíticos, ficaram nos 4º e 5º lugares no ranking nacional o anticonvulsivante fenobarbital (comercializado como Luminal) e o antidepressivo amitriptilina (Tryptanol).

Veja 10 dicas para conseguir emprego

Prepare-se e consiga o emprego dos seus sonhos em 2012. Foto: Getty Images Prepare-se e consiga o emprego dos seus sonhos

Michelle Achkar
Segundo estimativas, devem surgir em 2012, no Brasil, cerca de 2,5 milhões de novos postos de trabalho.
As perspectivas para quem busca uma colocação ou pretende mudar de emprego são favoráveis, mas nada cai do céu. É preciso ir à luta.
Primeiro, é fundamental saber onde buscar as vagas e depois como agir nos contatos e posteriores entrevistas.
Para ajudar na tarefa, Fernando Montero da Costa, diretor de operações da Human Brasil, prestadora de serviços em consultoria, recrutamento e seleção de pessoas, listou 10 dicas para se conseguir emprego em 2012. Confira.
Informe-se a respeito das oportunidades, pois o emprego que você procura pode não estar tão à vista. Pesquise sites de empresas, sites de emprego, anúncios etc., explore todos os canais para poder contar com um campo de busca mais amplo  Foto: Getty Images
Informe-se a respeito das oportunidades, pois o emprego que você procura pode não estar tão à vista. Pesquise sites de empresas, sites de emprego, anúncios etc., explore todos os canais para poder contar com um campo de busca mais amplo
 Invista no seu networking: seja ele pessoal, de amigos, profissional... As redes sociais, como Linkedin e Facebook, dentre outras, têm servido como um bom canal por empresas para localizar candidatos em busca de vagas de emprego  Foto: Getty Images
Invista no seu networking: seja ele pessoal, de amigos, profissional... As redes sociais, como Linkedin e Facebook, dentre outras, têm servido como um bom canal por empresas para localizar candidatos em busca de vagas de emprego
Cuide de sua aparência: ela faz diferença na busca de emprego. Na dúvida, procure ser mais formal do que informal, porque boa parte das empresas valoriza este quesito. Afinal, uma vez contratado, você estará representando a imagem da empresa  Foto: Getty Images
Cuide de sua aparência: ela faz diferença na busca de emprego. Na dúvida, procure ser mais formal do que informal, porque boa parte das empresas valoriza este quesito. Afinal, uma vez contratado, você estará representando a imagem da empresa
Busque apenas colocações que tenham a ver com seu perfil. Não arrisque trabalhar fazendo algo de que não gosta, pois certamente será infeliz. Pior ainda se o selecionador perceber isso na entrevista  Foto: Getty Images
Busque apenas colocações que tenham a ver com seu perfil. Não arrisque trabalhar fazendo algo de que não gosta, pois certamente será infeliz. Pior ainda se o selecionador perceber isso na entrevista
Valorize sua formação escolar: isso conta ponto na hora da entrevista, especialmente se você tiver feito curso técnico. O mercado ainda continua favorável para especialistas e isso pode ser um diferencial para você frente a outros candidatos  Foto: Getty Images
Valorize sua formação escolar: isso conta ponto na hora da entrevista, especialmente se você tiver feito curso técnico. O mercado ainda continua favorável para especialistas e isso pode ser um diferencial para você frente a outros candidatos

Venda bem suas habilidades e competências: primeiro dizendo ao selecionador no que você é realmente bom. Depois, relatando experiências profissionais que o destacaram e o fizeram bem sucedido em outros empregos  Foto: Getty Images
Venda bem suas habilidades e competências: primeiro dizendo ao selecionador no que você é realmente bom. Depois, relatando experiências profissionais que o destacaram e o fizeram bem sucedido em outros empregos
Selecione boas fontes de referências pessoais/profissionais: é sempre bom ter como carta na manga os nomes e dados de contatos de referências a seu respeito, pois os selecionadores usam isso como prática em contratações  Foto: Getty Images
Selecione boas fontes de referências pessoais/profissionais: é sempre bom ter como "carta na manga" os nomes e dados de contatos de referências a seu respeito, pois os selecionadores usam isso como prática em contratações
Seja autêntico. Não oculte ou minta sobre eventuais fraquezas profissionais. Enfatize, sim, seus pontos fortes e, se o selecionador tocar em algum ponto fraco, diga que você buscará melhorar ou terá como meta se aprofundar mais na habilidade requerida uma vez contratado  Foto: Getty Images
Seja autêntico. Não oculte ou minta sobre eventuais fraquezas profissionais. Enfatize, sim, seus pontos fortes e, se o selecionador tocar em algum ponto fraco, diga que você buscará melhorar ou terá como meta se aprofundar mais na habilidade requerida uma vez contratado
Esteja bem atento ao diálogo com o entrevistador: procure não se dispersar durante a entrevista de emprego. Desligue o seu celular, procure demonstrar tranquilidade e segurança e, principalmente, responda às perguntas que o entrevistador fizer de forma clara e objetiva, sem rodeios  Foto: Getty Images
Esteja bem atento ao diálogo com o entrevistador: procure não se dispersar durante a entrevista de emprego. Desligue o seu celular, procure demonstrar tranquilidade e segurança e, principalmente, responda às perguntas que o entrevistador fizer de forma clara e objetiva, sem rodeios
Persista: o emprego dos seus sonhos pode não estar tão visível ou fácil de encontrar. Preencha fichas de emprego, cadastre-se pela internet, atenda às chamadas de entrevistas e facilite a vida do selecionador, encaixando o quanto antes em sua agenda o compromisso da entrevista. Não se deixe abater pelos obstáculos da concorrência ou pelo desânimo de alguma tentativa que não deu certo. Costumamos na vida dar muito mais valor àquilo que conquistamos com muita garra   Foto: Getty Images
Persista: o emprego dos seus sonhos pode não estar tão visível ou fácil de encontrar. Preencha fichas de emprego, cadastre-se pela internet, atenda às chamadas de entrevistas e facilite a vida do selecionador, encaixando o quanto antes em sua agenda o compromisso da entrevista. Não se deixe abater pelos obstáculos da concorrência ou pelo desânimo de alguma tentativa que não deu certo. Costumamos na vida dar muito mais valor àquilo que conquistamos com muita garra

Fonte Mulher - Terra