1.22.2012

Estudo aponta falhas em pesquisa que relacionou terapia de reposição hormonal ao câncer


Um dos erros apontados é a escolha das voluntárias: elas faziam check-up periódicos, o que indicaria a pré-existência de nódulos ou lesões suspeitas

Câncer de mama: segundo tipo mais frequente no mundo, esse câncer é o mais comum entre as mulheres Câncer de mama: segundo tipo mais frequente no mundo, esse câncer é o mais comum entre as mulheres (Brand X Pictures/Thinkstock)
Uma pesquisa revolucionária que estabeleceu vínculos entre o tratamento de reposição hormonal (TRH) para mulheres na menopausa e a incidência maior de câncer de mama está repleta de falhas, segundo o periódico Journal of Family Planning and Reproductive Health. De acordo com uma avaliação publicada pelo periódico nesta segunda-feira, o estudo tem tantos problemas que não seria possível ter chegado a uma conclusão segura.
A pesquisa, denominada Estudo Um Milhão de Mulheres (Million Women Study ou MWS), estampou as manchetes dos jornais quando foi publicada pela primeira vez, em 2003. Baseado em questionários respondidos por mais de um milhão de mulheres na pós-menopausa na Grã-Bretanha, o estudo estabeleceu que a terapia de reposição hormonal (TRH) aumentava o risco de incidência de câncer de mama. Suas estimativas causaram uma onda de ansiedade — e muita confusão — entre entidades reguladoras, médicos e mulheres que fazem uso da TRH.
A terapia de reposição hormonal consiste no uso dos hormônios femininos estrogênio e progesterona — separados ou combinados —, para aliviar os sintomas da menopausa, como ondas de calor, perda do apetite sexual e ressecamento vaginal.
Riscos superestimados — Atualizações na pesquisa original refinaram os dados sobre os riscos da terapia. Segundo o site do MWS, há um risco 30% maior de câncer em mulheres que fazem uso exclusivamente de estrogênio e duas vezes maior entre as que usam a terapia de estrogênio e progesterona em comparação com aquelas que não fazem uso destes medicamentos.
O risco aumenta de acordo com o tempo em que a mulher faz uso do tratamento hormonal, mas cai para o nível normal no prazo de cinco anos após sua interrupção, destacou o MWS. Mas a avaliação do periódico relata que o desenho do estudo MWS tem muitas falhas. "A TRH pode ou não aumentar o risco de câncer de mama, mas a MWS não estabeleceu que, de fato, o faça", determinou, secamente, o artigo.
Em meio à meia dúzia de tópicos, os autores afirmam que os cânceres detectados alguns meses após o início do estudo já estariam presentes quando as mulheres aderiram à pesquisa. Mas estes casos não teriam sido excluídos da contagem de incidências da doença.
A revista aponta ainda para "uma detecção tendenciosa" através da escolha das participantes: as voluntárias integravam um programa de check-up das mamas quando foram convidadas a participar do estudo. Por este motivo, elas já teriam conhecimento sobre nódulos mamários ou lesões suspeitas relacionadas ao câncer de mama. Como resultado, o MWS encontrou uma incidência 40% maior de câncer de mama entre as voluntárias — independentemente de terem feito uso ou não de terapia hormonal — em comparação com a população em geral.
O artigo também destacou que os cânceres de mama normalmente levam muitos anos para se desenvolver. Portanto, seria "biologicamente improvável" que tantos casos tenham aparecido no prazo de um ano ou dois em que as voluntárias participaram do estudo. "O nome 'Estudo Um Milhão de Mulheres' sugere uma autoridade, além da crítica ou refutação", afirmam os autores, chefiados por Samuel Shapiro, professor de saúde pública da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul.
Shapiro acrescenta ainda que a validade de qualquer estudo depende da qualidade de seu desenho, execução, análise e interpretação. O tamanho por si só não garante que as descobertas são confiáveis.
Resposta — Os responsáveis pelo estudo MWS refutaram as críticas, em e-mail. Eles afirmam que mais de 20 estudos replicaram suas descobertas e que um declínio no uso de TRH levou a uma queda nos casos de câncer de mama. "Cânceres sensíveis a hormônios ainda são três vezes mais comuns em usuárias de TRH do que em ex-usuárias ou não usuárias do tratamento", disse Richard Peto, professor de estatística e epidemiologia da Universidade de Oxford.
A comentarista independente Anne Gombel, professora francesa e membra da Sociedade Internacional da Menopausa, afirmou que emerge um panorama mais complexo sobre o câncer de mama. "A densidade dos seios, o álcool e a obesidade, e não apenas a TRH, agora emergem como fatores de risco que devem ser levados em conta, e não apenas a TRH", diz. "A TRH não traz os mesmos riscos e benefícios para todas as mulheres. Algumas terão riscos aumentados, outras terão só benefícios, e isto também se aplica ao câncer de mama."

Farmácia Popular não passa no teste do vovô


Idosos ficam sem remédio a preço de custo e gastam até 50 vezes mais na rede particular

Rio - “Ao resolver investigar a falta de medicamentos na rede de Farmácia Popular do estado, constatei os problemas que os idosos e a população em geral enfrentam quando precisam dos remédios. Logo ao chegar na unidade do Méier, me deparei com a servidora municipal Ângela Macedo, 64 anos, tentando comprar remédio para o colesterol. Ela me disse: ‘Tentei a Sinvastatina, mas não tinha. Fiquei na mão’.

Dentro da unidade do Méier tem ar condicionado, cadeiras e água gelada. Um ótimo atendimento. Contudo, falta o mais importante: 24 remédios dos 52 oferecidos a R$ 1 na cesta da Secretaria Estadual de Saúde. Eu pesquisei, e o bairro é o que concentra, segundo o IBGE, uma das maiores populações de idosos no Rio. São cerca de 30% de velhinhos.
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Desabastecida, rede Farmácia Popular, um programa público, não cumpre papel social | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Também estive na farmácia de Niterói, onde a situação é crítica. Quem precisa de remédios não encontra 12 de 55 que deveriam ser oferecidos a preço bem mais em conta. Isso significa que, na ponta do lápis, a compra na rede privada pode sair 5.700% mais cara, pesando muito no bolso de quem não pode pagar.

Também pesquisei que Niterói é município com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado e tem cerca de 100 mil idosos. Mas há quem fique sem remédio. A bancária Tânia Moraes, 48 de anos, estava revoltada. E reclamou muito comigo, com toda razão: ‘É um absurdo. Não tenho outra palavra para definir a situação. Toda vez que venho, é esse estresse. Tentei comprar a Hiocina e não encontro na rede popular’.

Quem vai à rede privada paga caro. Remédios como o Aciclovir de 200 mg — que trata Herpes — custam até R$ 57. Para tratar o aumento do colesterol, o Sinvastatina chega a custar R$ 25. O gari Alexandre Viana, 42, me falou que, com cinco pessoas na casa, ou eles comem ou tratam as doenças”.

'A gente fica desesperada'

As contrações seguidas de dor retornam à mente da dona de casa Deise Correa de Souza, 31 anos, quando ela lembra a primeira gravidez de risco: “Era horrível. Não podia me estressar por nada”, conta ao Vovô Secreto. Mas basta sair da Farmácia Popular de Niterói, suando, que o desespero reaparece.

“Olha, o que a gente passa aqui ninguém devia viver em lugar algum. Falta tanta coisa. É fralda, é remédio... a gente fica desesperada”, desabafa.

Hoje, grávida de cinco meses, Deise não consegue comprar remédio para controle da pressão. “Sofro de hipertensão desde jovem e vivencio uma gravidez de risco. Se não encontro o medicamento na farmácia do estado, vou comprar onde?”, questiona.

Muitas das vezes, a gente não tem nem o dinheiro da passagem para chegar ao local. Imagina para chegar até aqui e ouvir que não tem. É mais que frustrante, sabe? É humilhante”, reclama.

Sem remédio na mão, paciente se sente desprotegido

Além de enfrentar as dificuldades causadas pela sequela do Acidente Vascular Cerebral (AVC) do pai, a bancária Tânia Moraes precisa manter o estoque pessoal de remédios para o tratamento do sistema urinário da tia, que é hipertensa: “Ela precisa tomar diariamente medicamento que controle a incontinência. Não dá para ficar sem”, afirma. De acordo com o clínico geral Marcelo Tayah, do Hospital Samaritano, a suspensão de qualquer tratamento pode causar no paciente o agravamento de doenças sob controle absoluto e até o surgimento de outras enfermidades específicas.

“Remédio de pressão, para diabetes, de controle do colesterol ou calmantes são, de forma geral, básicos em uso crônico. Na falta deles, o paciente pode piorar em poucas semanas”, alerta.

Ainda segundo o médico, o agravamento maior é no lado psicológico do doente que fica fora da cobertura. “Quando eles não estão em posse do medicamento, sentem-se desprotegidos. Essa situação é pior porque gera ansiedade, um descontrole emocional muito grande. No fim, é muito desgastante para quem tem de lidar com essa situação”, analisa.

Instituto culpa fornecedor pela falta de estoque

Não é a primeira vez que a rede Farmácia Popular, mantida desde novembro pelo Instituto Vital Brazil, fica sem o estoque completo de medicamentos. Em novembro do ano passado, o órgão emitiu uma nota oficial explicando a reposição de urgência do estoque dos remédios — programada para ser concluída no dia 4 daquele mesmo mês.

Em relação à atual falta, o instituto confirmou, em outra nota, que houve um atraso na entrega dos medicamentos por parte de alguns fornecedores, vencedores de licitação homologada no fim de dezembro de 2011. Ainda de acordo com a nota, a entrega desses medicamentos na rede Farmácia Popular começará a ser feita a partir de amanhã e deverá ser regularizada em um prazo máximo de 10 dias.

Lista de medicamentos em falta

Farmácia Popular do Méier

Aciclovir 200 mg / 10 comprimidos
Amitriptilina 25 mg / 40 comprimidos
Benzoato de Benzila 100/ml - vidro
Carbamazepina 200 mg / 30 comprimidos
Carbonato de Cálcio 500 mg / 30 c
Diazepam 10 mg / 40 comprimidos
Diazepam 5 mg / 30 comprimidos
Digoxina 25 mg / 20 comprimidos
Diltiazem 30 mg / 50 comprimidos
Eritromicina 250 mg / 10 comprimidos
Glibenclamida 5 mg / 40 comprimidos
Hioscina 10 mg / 20 comprimidos
Mebendazol 100 mg / 6 comprimidos
Metronidazol 250 mg / 20 comprimidos
Metronidazol 500 mg / 5G Gel Vag
Nifedipina 20 mg / 30 comprimidos
Nifedipina Retard 20 mg / 20 comprimidos
Paracetamol 500 mg / 10 comprimidos
Predinisona 20 mg / 20 comprimidos
Predinisona 5 mg / 20 comprimidos
Propranolol 40 mg / 40 comprimidos
Ranitidina 150 mg / 20 comprimidos
Sinvastatina 20 mg / 15 comprimidos
Vitamica C 500 mg / 20 comprimidos

Farmácia Popular de Niterói

AAS 100 mg / 40 comprimidos
Carbamazepina 200 mg / 30 comp
Carbonato de Cálcio 1250 mg / 60 comp
Carbonato de Cálcio 500 mg / 30 comp
Diazepam 5 mg / 30 comprimidos
Diltiazem 30 mg / 50 comprimidos
Eritromicina 250 mg / 10 comprimidos
Glibenclamida 5 mg / 40 comprimidos
Glibenclamida 5 mg / 30 comprimidos
Hioscina 10 mg / 20 comprimidos
Ranitidina 150 mg / 20 comprimidos
Sinvastatina 20 mg / 20 comprimidos

Presidente da Petrobras deixará o cargo em fevereiro


Posto será ocupado pela diretora de Gás e Energia da estatal, Maria da Graça Foster; a informação foi dada pelo deputado Paulo Teixeira (PT) no Twitter

José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras Sergio Gabrielli tem pretensões políticas, dizem fontes (Rooselwelt Pinheiro/Ag.Brasil)
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, deixará o cargo em fevereiro e será substituído pela diretora de Gás e Energia da estatal, Maria da Graça Foster. A informação foi publicada neste sábado pelo deputado Paulo Teixeira (SP), que é líder do PT na Câmara, em seu perfil na rede de microblogs Twitter.
Espera-se que o afastamento de Gabrielli, que está desde julho de 2005 no comando da empresa, seja confirmado no mês que vem, quando ocorrerá a primeira reunião do ano do conselho administrativo da estatal.

Graças Foster, por sua vez, é próxima à presidente, tanto que seu nome chegou a ser cogitado para assumir um ministério ou o próprio comando da Petrobras quando Dilma tomou posse no cargo, no início do ano passado.
A informação da troca de comando na Petrobras também circulou na televisão na noite de sábado. O canal Globo News veiculou a notícia de que o presidente da Petrobras teria aceitado renunciar ao cargo.
Surpresa – De acordo com a agência de notícias Reuters, a informação pegou de surpresa autoridades do governo e executivos da própria Petrobras, que disseram não ter informações sobre o assunto.
Na última reunião ordinária do conselho da estatal, que ocorreu nesta sexta-feira, o assuntou não constava na pauta, disse uma fonte da Petrobras. "Para que ocorra uma mudança no comando da empresa é preciso uma decisão do conselho, o que ainda não aconteceu. Então, será necessário convocar uma reunião extraordinária", disse a fonte.
Outra fonte, desta vez do governo, confirmou à Reuters que Graça Foster esteve na sexta-feira no Palácio do Planalto, mas acrescentou que não tinha conhecimento da decisão.
Outro interlocutor que acompanha de perto os bastidores da Petrobras disse que a saída de Gabrielli era tida apenas como uma questão de tempo. A notícia de que a decisão já teria sido tomada e que a troca na presidência ocorreria em fevereiro surpreendeu, entretanto, essa fonte.
Integrantes do governo e também da estatal confirmaram que, nos últimos dias, com a proximidade da reforma ministerial, os boatos sobre a saída de Gabrielli ganharam força.
Aspirações políticas – O executivo teria aspirações políticas e buscaria concorrer a um cargo na Bahia, dizem pessoas próximas a ele. O objetivo dele, segundo fontes, não seria pleitear a prefeitura de Salvador, mas sim o próprio governo da Bahia em 2014. Em café da manhã com a imprensa em dezembro de 2011, no Rio de Janeiro, o executivo negou, no entanto, que seria candidato em 2012.
(com Reuters)

O olhar de Veríssimo sobre o BBB

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo.
 


Luis Fernando Veríssimo
É cronista e escritor brasileiro
Impossível assistir este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB: Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo,
como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.  
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis.


Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados.

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo. Não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.


São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver que tamanha aberração tem milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.


Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.
 Luis Fernando Veríssimo


 
http://twitter.com/BPFARMACEUTICAS

Rede social para cientistas passa de 1 milhão de seguidores no mundo

ResearchGate, criado em 2008 por médico alemão, tem 40 mil brasileiros.
Pesquisadores usam site para trocar artigos, informações e experiências.

Luna D'Alama Do G1, em São Paulo
Uma espécie de Facebook acadêmico é a aposta de cientistas e pesquisadores para trocar artigos, informações e experiências. O ResearchGate, criado em 2008 pelo médico alemão Ijad Madisch, ultrapassa 1,3 milhão de usuários em todo o mundo – 40 mil deles brasileiros.
Segundo a responsável pela comunicação da rede social, Lalita Balz, o principal objetivo é oferecer a oportunidade de discutir tópicos específicos em grupos online, baixar publicações e pesquisar em sete diferentes bancos de dados ao mesmo tempo.
“Além disso, os profissionais podem procurar empregos fora do país e se informar sobre conferências internacionais”, diz Lalita.
ResearchGate valendo (Foto: Reprodução)Rede social ResearchGate começa a ser divulgada entre os pesquisadores brasileiros (Foto: Reprodução)
A ideia surgiu da necessidade de conectar pessoas da mesma área de atuação – a maioria hoje é de medicina e biologia – e saber o que está sendo produzido dentro e fora do país de origem. Para entrar, não é preciso convite, e o cadastro é grátis. O usuário deve informar os dados profissionais, a produção científica e os tópicos de interesse.
“O ResearchGate ainda tem poucos brasileiros porque aqui usamos muito a Plataforma Lattes, que tem perfis sempre atualizados. No exterior, é uma ‘selva’ para achar um pesquisador, e isso só é feito por meio de um site próprio ou da universidade ao qual ele está vinculado”, compara o biólogo e doutorando em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP) Atila Iamarino, de 27 anos.
Ele entrou nessa rede social para cientistas há três meses e diz que funciona como uma vitrine profissional, boa para fazer contato entre os pares. “Minha maior queixa é que o site sugere ‘amigos’ com base na localização do usuário e na área de atuação. Quando criei meu perfil, achei apenas 20 brasileiros”, diz.
Desde a semana passada, quando o serviço foi divulgado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Iamarino tem recebido 15 pedidos por dia para adicionar contatos. “A maioria é da USP, UFSCar, UFMG e UFRJ”, enumera.
Iamarino comenta que profissionais da área biológica são os que têm participado mais ativamente das redes sociais. “Antigamente, eram os físicos. Hoje debatemos muito sobre saúde, biotecnologia e nanotecnologia”, cita. Outro site usado por ele para troca de informações profissionais é o CiteULike.