8.31.2012

Livre-se do mau humor

O sentimento aumenta o risco para doenças cardiovasculares, reduz a imunidade e dificulta a concentração, entre outros prejuízos. Mas a ciência aponta os caminhos para combatê-lo

Cilene Pereira, Mônica Tarantino e Monique Oliveira

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Sabe aqueles dias em que você acorda querendo brigar com a sombra, gritar com o filho porque ele derramou uma gota de leite na toalha da mesa e responder “bom dia por quê?” quando alguém simplesmente o cumprimentou? Você com certeza despertou sob o domínio do mau humor, esse sentimento tão familiar a todos e infelizmente cada vez mais comum. Embora para muitos possa parecer algo banal – sem repercussões além da própria cara feia e do incômodo sentido por quem está por perto –, esse estado de espírito traz muito mais prejuízos à saúde e à vida em geral do que se imaginava. Um crescente campo de pesquisas está revelando que episódios de mau humor causam no organismo danos importantes. “Ele provoca reações fisiológicas que resultam em diversos problemas de saúde”, afirma a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção brasileira da International Stress Management Association (Isma-BR), entidade voltada para o estudo e gerenciamento do estresse. Uma amostra do impacto pode ser observada nos resultados de uma pesquisa realizada pela instituição. De acordo com o trabalho, 85% dos indivíduos mal-humorados apresentam bruxismo ou rangem os dentes, 12% são hipertensos, 42% não têm boa qualidade de sono e 68% apresentam dificuldade de concentração. Além disso, eles sofrem o enfraquecimento do sistema de defesa do corpo, ficando vulneráveis ao ataque de vírus e bactérias, e mudanças metabólicas que contribuem para a maior contração dos vasos sanguíneos, o que eleva ainda mais o risco para doenças cardiovasculares.
Esses danos são basicamente consequência das mudanças provocadas pelo sentimento na química cerebral. Ele é uma resposta emocional a algo considerado uma ameaça ao bem-estar. Pode ser qualquer coisa: uma fechada no trânsito, um encontro com uma pessoa desagradável. Entendido dessa maneira, o cérebro se organiza para reagir a tal ameaça. Estruturas são acionadas e o resultado é a liberação em cascata de hormônios como a adrenalina e o cortisol. “Isso faz com que o corpo fique em estado de alerta máximo, com péssimo resultado para a saúde”, diz o neurologista Fernando Gomes Pinto, do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC-SP).
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Existem conseqüências indiretas também. “O mau humor afeta os pulmões”, diz Ana Rossi. “Quando a pessoa está tensa por causa dele, a expansão pulmonar durante a respiração fica prejudicada. Há predominância da respiração torácica em lugar da abdominal, que é mais profunda”, diz a especialista. Segundo ela, isso faz com que o pulmão não funcione com eficiência. “Um dos resultados é uma sensação constante de cansaço”, explica Ana Rossi. Uma pesquisa da Universidade de Brasília com 64 trabalhadores da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, por sua vez, mostrou como o sentimento pode afetar a ergonomia no trabalho. De acordo com o estudo, a disposição inadequada dos elementos e ferramentas para a prestação de serviços leva a um ciclo de dores posturais e ansiedade, ao mesmo tempo causas e consequências do mau humor dos funcionários. “As localizações do guichê e da recepção de informação encontram-se inapropriadas. Os subordinados não conseguem encontrar os chefes nem os colegas”, descrevem os autores. “Há um predomínio da vivência do sofrimento com claros prejuízos fisiológicos individuais”, pontuaram.
Até aqui, está-se falando do mau humor normal, a que todos nós estamos sujeitos. Mas há um nível ainda mais perigoso: quando ele vira de fato uma doença. Nesse caso, recebe o nome de distimia. Trata-se de um mau humor que perdura por pelo menos dois anos, acompanhado por alterações do sono, do apetite (para mais ou para menos) e que encontra precedentes no histórico familiar. “Ela é um subtipo de depressão”, explica o psiquiatra Táki Cordás, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Segundo o médico, acredita-se que as pessoas com distimia já tiveram depressão em algum momento do passado e ficaram com um resíduo. “A distimia traz prejuízos para as relações e é incapacitante”, afirma o psiquiatra Luis Felipe de Oliveira Costa, do Programa de Estudos de Doenças Afetivas (Progruda), do HC-SP.
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O diagnóstico da doença é geralmente tardio. “A pessoa só vai procurar ajuda quando a vida já está muito comprometida”, explica Elie Cheniaux, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E, até esse período, o indivíduo já foi também exposto ao risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes e depósito de gordura abdominal (condição que eleva o risco para enfermidades cardíacas), entre outras questões. O cérebro também sofre. “Pode haver redução intelectual resultante de perda neuronal”, explica o psiquiatra Cordás. “O nível do hormônio cortisol fica muito mais alto, o que mata alguns neurônios”, diz. O tratamento é similar ao da depressão crônica. No entanto, há o registro de menos tolerância aos antidepressivos em pacientes distímicos. “Mas hoje já há opções bem mais toleráveis”, diz o psiquiatra Ricardo Alberto Moreno, também do Progruda. “Eles não afetam tanto a libido e as náuseas são menos frequentes.”
Não há uma resposta definitiva que explique, por exemplo, por que determinadas pessoas são mais mal-humoradas do que outras. O que se sabe é que, a exemplo de diversas outras características de personalidade, há o peso da genética e o peso do ambiente. Ou seja, filhos de pais marcadamente mal-humorados têm mais chance de manifestar o mesmo comportamento porque herdaram essa tendência e porque crescem em ambientes nos quais o sentimento predomina. “O mau humor é uma associação de temperamento, que nasce com você, com aquilo que você adquire com o meio”, resume o psiquiatra Cordás.
Mais recentemente, aprofundou-se uma linha de estudo que busca identificar outras causas para o mau humor. Descobriu-se que algumas doenças podem estar envolvidas no seu surgimento. A última pesquisa a revelar esse tipo de associação foi divulgada na edição de maio da publicação científica “Diabetes Technology & Therapeutics”. “Distúrbios de humor e sua relação com um controle ruim de glicose, que pode levar a sérias complicações causadas pela diabetes, é um tema de grande preocupação”, disse Satish Garg, da Universidade do Colorado (EUA). “Mas ainda não sabemos o que vem primeiro: se as oscilações de humor estão por trás da diabetes ou o contrário.” Um trabalho conduzido por cientistas da Universidade de Illinois (EUA) deu uma indicação de pelo menos parte da resposta. O estudo monitorou as concentrações de glicose em um grupo de mulheres portadoras de diabetes tipo 2 e concluiu que grandes oscilações da taxa de açúcar no sangue estão associadas a mau humor e baixa qualidade de vida, segundo escreveram os autores da pesquisa. Em outros casos, a relação está mais estabelecida. Um exemplo é a associação entre o hipertireoidismo e o sentimento. A hiperatividade da glândula tireoide pode deixar o paciente mais vulnerável a episódios de mau humor.
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DANOS
Segundo o psiquiatra Cordás, quando o mau humor
vira doença, pode prejudicar o cérebro
Todo o interesse pelo tema é resultante de uma importante constatação científica obtida nos últimos anos: o humor – neste caso, o bom – é mais vital para a nossa sobrevivência do que se pensava. Em primeiro lugar, ele foi uma das razões que possibilitaram a evolução da espécie humana, segundo uma corrente de pesquisas a respeito do assunto. No início do mês, por exemplo, cientistas da Universidade da Pensilvânia (EUA) divulgaram um estudo revelando que um bom senso de humor é uma das principais características procuradas pelas mulheres em possíveis parceiros – fator, portanto, que facilitou a reprodução humana ao longo das eras. “Essa característica pode ser entendida como um sinal de que o homem não é agressivo. A mulher entende que ele não a machucará nem à sua prole”, explicou à ISTOÉ Garry Chick, da Universidade da Pensilvânia (EUA), coordenador do trabalho. “E há pesquisas mostrando que os homens também gostam de mulheres que riem de suas piadas”, complementou o pesquisador. Na visão do psicólogo americano Peter Gray, professor do Boston College University (EUA), o humor também serviu como elemento agregador quando o homem ainda vivia em grupos. “Ele foi uma das maneiras encontradas para impedir brigas e discussões, ajudando a manter a paz entre os indivíduos e, consequentemente, a sobrevivência do grupo”, disse à ISTOÉ.
A outra razão vem da certeza de seu impacto sobre a saúde – tanto o mau quanto o bom. Se o primeiro, como demonstram as pesquisas, é bastante prejudicial, o segundo, ao contrário, é como um bálsamo para o organismo. Há uma profusão de trabalhos atestando seus benefícios. Na Universidade de Ohio (EUA), os cientistas concluíram que o sentimento está associado a uma melhora na qualidade de vida de portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica, caracterizada por dificuldade progressiva para respirar. Depois de analisarem as reações de 46 pacientes após assistir a vídeos divertidos, os pesquisadores concluíram que aqueles que exibiram maior senso de humor reportaram menos sintomas de depressão e ansiedade. “Acreditamos que os pacientes devem ser encorajados a participar de atividades que despertem o bom humor”, afirmou à ISTOÉ Charles Emery, líder do trabalho.
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Na Austrália, cientistas da University of New South Wales verificaram os efeitos positivos na contenção de crises de agitação de pacientes com demência. Parte da equipe de cuidadores de uma instituição que abriga idosos com demência foi treinada para usar o humor no trato dos doentes. “Constatamos que o humor e a brincadeira, quando usados regularmente, reduzem os níveis de agitação”, informou à ISTOÉ Lee-Fay Low, responsável pelo trabalho. A mesma estratégia revela-se útil para reduzir o medo de dentista, conforme demonstraram cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e também aumentar a tolerância à dor, como apontou estudo da Universidade da Califórnia (EUA). “Barreiras psicológicas podem ser quebradas pelo humor”, afirmou Jenny Bernson, coordenadora da experiência sobre o temor de dentista.
Ser bem-humorado ajuda até a memorizar melhor as informações. Esta foi a conclusão a que chegaram os cientistas da Universidade de Notre Dame (EUA) após experimento no qual acompanharam a capacidade de memória de 66 pessoas depois de terem sido expostas a desenhos animados. “Somos mais propensos a nos lembrar de coisas que achamos engraçadas. Isso pode ocorrer porque reagimos ao humor fisicamente”, explicou à ISTOÉ Alexis Chambers, líder da pesquisa. “Ele ativa áreas do cérebro importantes para o processamento das emoções e da memória”, complementou. A recomendação dos pesquisadores é usar o humor para auxiliar na memorização de informações. Uma das sugestões, por exemplo, é criar uma história divertida e embutir nela a informação a ser lembrada.
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Diante de tantas evidências, é mais do que necessário tentar se livrar do mau humor. É verdade, porém, que, dependendo do dia, isso não é nada fácil. “Mas é preciso ter em mente que parte dele pode ser manejada”, afirma a psicóloga Mônica Portella, especialista em terapia cognitivo-comportamental (objetiva mudar padrões de pensamentos que resultam em comportamentos prejudiciais), do Centro de Psicologia Aplicada e Formação, do Rio de Janeiro. “É um trabalho constante. A pessoa mal-humorada precisa se monitorar”, orienta.
Além de disciplina, há estratégias simples que podem ser adotadas para trocar a feição ranzinza por um rosto alegre. “As pessoas podem passar 15 minutos todas as noites pensando em três coisas engraçadas que aconteceram durante o dia”, sugeriu à ISTOÉ Willibald Ruch, da Universidade de Zurique, na Suíça. “Se fizerem isso por um período, terão uma espécie de diário de humor ao qual sempre poderão recorrer quando quiserem melhorar seu estado de espírito”, complementou. Há dois meses, Ruch e sua equipe publicaram um trabalho segundo o qual treinar algumas capacidades – manter o bom humor e expressar gratidão, por exemplo – aumenta significativamente a sensação de bem-estar. E de felicidade.
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Foto: Kelsen Fernandes; Gabriel Chiarastelli; Rogério Cassimiro; Gabriel Chiarastelli; Pedro Dias/Ag. Istoé

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Usar muito salto alto pode causar problemas nos pés, joelhos e coluna

A dica dos especialistas é reduzir o uso e variar os tipos de sapatos.

Apesar do risco existir, não significa que todas as mulheres terão.
Do G1, em São Paulo
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Um sapato de salto alto deixa qualquer mulher elegante, mas com o tempo, o uso excessivo pode causar alguns problemas.
Algumas das regiões que podem ser afetadas são os pés, os calcanhares, os tornozelos, os joelhos e a coluna. Mas isso não significa que todas as mulheres que usam salto terão essas complicações.
O sapato com salto altera a maneira de andar: os ombros vão para trás e a cabeça para a frente e isso muda a angulação da coluna, o que pode prejudicar o pescoço e a lombar, além de aumentar as chances de alteração postural. O calçado ideal deve respeitar o formato dos pés, protegendo-os e evitando zonas de compressão. A dica dos especialistas é reduzir o tempo em cima do salto e variar os tipos de sapatos.
Arte Bem Estar Salto (Foto: Arte/G1)
Especialistas afirmam que até 5 cm, o que equivale a 3 dedos, o salto é relativamente seguro. Acima disso, aumentam as chances de pressão na planta dos pés e outras complicações. Usar o salto três vezes por semana, mais ou menos por 7 horas por dia, é um fator de risco grande para problemas futuros.
No entanto, como explicou o ortopedista Túlio Diniz, a falta total do salto também pode ser prejudicial. Os sapatos baixos, como as sandálias rasteirinhas, não conseguem absorver o impacto da caminhada e isso também sobrecarrega os tornozelos e os joelhos.
Um sintoma muito comum de que os sapatos não estão adequados é o aparecimento de calos. Fora isso, o uso do salto pode aumentar a lordose, dobrar a carga que o joelho recebe e até triplicar a carga que o quadril recebe.
Ao colocar uma carga muito pesada na frente dos pés, as articulações começam a ser esmagadas e afastadas. Por isso, os dedos apertados começam a desviar para fora, formando o joanete. Quanto mais estreito for o salto na parte da frente, pior para formar o joanete.
Há também o sneaker, um sapato que parece um tênis mas tem um salto por dentro. Eles possuem uma plataforma alta, que gera desequilíbrio dos membros inferiores.
Segundo o ortopedista Túlio Diniz, esse sapato faz com que a pessoa coloque um peso maior nas pernas, perca a sensibilidade da pisada e isso facilita o entorse. Por isso, os sneakers devem entrar para a categoria de salto.
O resultado da enquete feita no nosso site foi bastante equilibrado e a maioria das mulheres respondeu que usa o salto apenas uma vez por semana. Veja o resultado no fim da página.
Para as 15% que responderam que usam o salto todos os dias, a dica principal é reduzir esse uso. Para o dia a dia, o ideal é optar pelos tipos com até 5 cm de altura e com base larga.
Os solados emborrachados também são os mais indicados porque absorvem melhor o impacto. E, se for possível, ao sentar, tire o salto e apoie os pés no chão ou outra base de apoio, principalmente se for ficar muito tempo sentada.
Tênis
O médico do esporte Gustavo Magliocca mostrou no Bem Estar os diferentes tipos de tênis e para quais situações eles são recomendados. Os tênis são desenvolvidos com base nos diferentes tipos de pisada.
Para saber qual o melhor, é preciso primeiro pensar para que o tênis vai servir.
Por exemplo, para uma caminhada diária e uma corrida leve, o ideal é um calçado com solado estruturado, bom amortecimento e aderência no solo.
Mas, para as pessoas que correm mais, o indicado é um tênis com um solado que permite a transferência da energia, que tenha boa aderência e um tecido que permite a transpiração, porque isso evita que os pés fiquem aquecidos e apareçam bolhas.
O ortopedista também deu dicas para quem faz academia. Nesse caso, os tênis devem ser mais macios. Para quem malha mais pesado, ele recomenda os tênis com salto maior no calcanhar.
Enquete Salto Bem Estar (Foto: G1)
 

Farmácia Popular: Idosos e pessoas com problemas de locomoção não precisam ir à farmácia; remédios podem ser pegos por representantes por meio de documento legal



31/08/2012
FARMÁCIA POPULAR

Procuração facilita retirada de medicamento gratuito

Pessoas com mais de 60 anos ou com dificuldades de locomoção contam uma alternativa para retirar os medicamentos ofertados gratuitamente pelo programa Farmácia Popular. Se o paciente se encontra em uma das duas situações, fica dispensado da presença física nas farmácias para a retirada do medicamento.
Pela Portaria 184/2011, que dispõe sobre as normas operacionais do programa, um representante legal do paciente – parente ou amigo – pode realizar toda a transação. Basta que ele apresente na farmácia a receita médica atualizada, documentos de identificação do paciente beneficiário e do próprio representante, além de uma procuração simples que autorize a retirada, com firma reconhecida. A procuração pode ser escrita de próprio punho – clique aqui para ver modelo. A única despesa para o beneficiário é o reconhecimento de firma, que custa em média, R$ 5 – conforme cada cartório.
Para o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, o programa Farmácia Popular não apenas amplia o acesso da população aos medicamentos, como também mostra um impacto no bem estar das pessoas de modo geral, sobretudo na população mais carente.
“A qualidade de vida dos idosos e das pessoas com dificuldade de locomoção norteiam este programa como uma ação que considera a saúde e o bem estar. O programa é um bom exemplo mundial desta orientação que considera a cidadania daqueles que mais precisam de uma ação do Estado para fazerem parte de uma sociedade justa e desenvolvida”, afirma.
Os medicamentos podem ser retirados em uma das 557 farmácias próprias, presentes em 441 municípios, ou nas cerca de 20 mil farmácias e drogarias credenciadas ao programa pelo Aqui Tem Farmácia Popular, que cobrem 3.359 municípios em todo o País.
FARMÁCIA POPULAR – Criado em 2004 para ampliar o acesso da população a medicamentos para as doenças mais comuns entre os cidadãos, o programa Farmácia Popular do Brasil oferta medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto. No último ano, o programa registrou um crescimento de 269% no número de pessoas beneficiadas, saltando de 1,2 milhão em janeiro de 2011 para 4,8 milhões em julho de 2012.
Além dos cerca de 810 tipos de medicamentos oferecidos gratuitamente nas mais de 38 mil unidades públicas de saúde localizadas em todos os municípios do país, o programa Farmácia Popular disponibiliza, na rede própria, 113 itens. No Aqui Tem Farmácia Popular, são ofertados 25 itens. São medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, colesterol, glaucoma, rinite, osteoporose, doença de Parkinson, dislipidemia e anticoncepção.
Em fevereiro de 2011, o programa foi reforçado com a ação Saúde Não Tem Preço, que tornou gratuita a oferta de 11 medicamentos para hipertensão e diabetes nas farmácias da rede privada e 14 da rede própria. Os medicamentos para hipertensão e diabetes foram escolhidos para entrar na gratuidade por serem as doenças crônicas que mais afetam a população. Em junho deste ano, como parte das ações do Plano Brasil Sem Miséria, o governo federal também passou a distribuir gratuitamente medicamentos para asma. Desde então, 141,5 mil pessoas em todo o país já retiraram os medicamentos nas farmácias populares.
Acesso – Para ter acesso aos medicamentos do programa Farmácia Popular, tanto na rede própria quanto nas farmácias privadas conveniadas ao programa, o cidadão precisa apenas apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade.

Por Tatiana Alarcon, da Agência Saúde – Ascom/MS
(61) 3315 2918/ 3580