2.19.2019

A direita facista tirou do ar o sistema de avaliação para "Marighella".


Direita derruba 'Marighella', esquerda contra-ataca e IMDb toma atitude


 - A boçalidade da política nas redes sociais começou
 a fazer uma nova vítima no fim de semana e na segunda-feira (18). O alvo
 da vez é o filme "Marighella", de Wagner Moura, que estreou sob aplausos
 no Festival de Berlim na quinta (14).Moura, que se alinha com a esquerda
 e empunhou uma placa com o nome de Marielle Franco na exibição, 
havia antecipado o problema em entrevista aos jornalistas em Berlim.
 "Vamos enfrentar muita merda no Brasil", disse, em referência à polarização
 política no país.
Pois, mesmo sem assistir ao filme, mais de 15 mil pessoas resolveram dar
 nota a "Marighella" no IMDb (Internet Movie Database). O site americano
 é a maior referência mundial para todo tipo de informações sobre cinema 
e produções de TV, trazendo por exemplo o elenco completo dos filmes,
 as músicas das trilhas sonoras, datas de estreias e também uma avaliação 
entre 1 e 10 dada pelos usuários.
Na manhã de segunda, segundo reportagem do site Teleguiado, a nota para o 
filme estava 2,9. Tratava-se uma guerra entre internautas. Os de direita querendo
 baixar a avaliação. Os de esquerda, aumentar. Para ter uma ideia, 119 pessoas 
haviam avaliado o vencedor do urso de Berlim, "Synonyms", contra 15.426 de
 "Marighella".
Aparentemente após perceber que se tratava de campanhas organizadas,
 o IMDb acabou com a brincadeira tirando do ar o sistema de avaliação para
 "Marighella", ainda na tarde de segunda (18). Também apagou as resenhas 
feitas pelos usuários. Nenhum porta-voz do site foi encontrado para comentar.
Às 17h, uma única crítica restava na página do filme, e ela começava assim,
 em inglês: "Minha primeira resenha foi apagada pelo IMDb, e não só 
a minha, mas a de todo mundo!".
Em seguida, o usuário ricardopthomaz reescreve suas opiniões: 
"Eu havia dito que o filme é uma mentira monstruosa sobre um psicopata,
 um assassino homicida chamado Carlos Marighella. Eu também havia 
dito que os brasileiros não gostam do cara e que ele não tem pele negra 
nem é um herói. Ele é um criminoso, assassino e uma pessoa muito ruim. 
Ele é comuna [commie]".
O linchamento na internet foi logo percebido pelo outro lado ainda na noite
 de domingo. Esquerdistas e simpatizantes se uniram no Facebook para,
 de forma igualmente boçal, contra-atacar. "Estão fazendo boicote ao
 filme 'Marighella', não podemos deixar. Estão indo ao site IMDb e 
dando nota 1 ao filme. Precisamos reverter isso!", conclamou uma usuária.
Ou seja, as avaliações e as resenhas feitas a "Marighella" no IMDb não 
tinham nenhuma relação com o filme em si. E sim com a ousadia 
de um artista por ter lançado uma produção sobre um personagem 
de esquerda em 2019.
Como disse o filósofo italiano Umberto Eco (1932-2016) pouco antes
 de morrer, as redes sociais deram o direito à palavra a uma 
"legião de imbecis". Ou duas. Com informações da Folhapress. 
Como todo mundo sabe a direita é mestra em manipulação pela internet,
como aconteceu com a eleição de Bolsonaro e as fakenews que enganou 
os eleitores. 

2.18.2019

Poder de fogo de Bebianno pode estar intimidando Bolsonaro, diz Jandira Feghali




A líder da Minoria na Câmara dos Deputados, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) questionou o atraso na demissão do secretário-geral da Presidência: “Será que o presidente ficou intimidado com o poder de fogo de seu aliado?”
“Bebianno chamou Bolsonaro de louco, fraco e um perigo para o Brasil. Vindo de quem o conhece bem de perto e que convivia com ele não há o que duvidar. O Brasil está em péssimas mãos. O destino da população foi entregue para alguém que não tem a mínima ideia do que fazer na Presidência”, disse ela.
A pergunta que fica é: quais barbaridades Bebianno pode revelar após a demissão?

Diretora premiada em Berlim fala de injustiças contra Lula e Marielle

A diretoria Eliza Capai, que recebeu os prêmios da Anistia Internacional e da Paz, no Festival de Berlim pelo filme “Espero tua (re)volta” falou sobre as injustiças no Brasil ao receber os prêmios.
As injustiças, segundo Eliza, são representadas pela prisão de Lula e pelo assassinato de Marielle Franco. Confira o relato:
“Nem nos meus piores pesadelos eu poderia imaginar que nosso ex-presidente, aquele que estava liderando todas pesquisas para ser eleito o novo presidente do Brasil em 2018, seria impedido de concorrer às eleições. Porque Luiz Inácio Lula da Silva foi colocado na prisão por um juiz, chamado Sérgio Moro, que agora é o ministro da Justiça deste novo presidente de extrema-direita.
E para mim, a imagem de Lula, assim como a imagem de Marielle Franco, a vereadora negra das favelas do Rio de Janeiro que foi assassinada quase um ano atrás, eles são as faces da injustiça que acontece no Brasil. Eles são as caras desse novo governo tentando dizer: “Você, pobre, você não merecem ser o presidente do Brasil. Você, mulher negra, cale a boca. Você, LGBT, volte para o armário. Você, mulher, volte para a cozinha”.
Portanto, estar aqui, como diretora de um filme, uma mulher brasileira neste lugar, isso significa muita coisa. Não somente para mim. E estar aqui com um filme sobre estudantes no Brasil, estudantes pobres, estudantes negros, lutando pelo que há de mais básico, é uma grande honra. Esse prêmio vai para todo mundo que luta por um mundo melhor, por um mundo com justiça, e vai também para cada um dos estudantes, dos jovens, e de todos aqueles de qualquer idade que tenham uma mente jovem e lutam por uma educação mais crítica em todos os cantos do planeta. Muito obrigada!”
Via Instituto Lula.

O desalento político do Brasil



Adriano Machado - Reuters
Não é só no campo do desemprego que o Brasil tem alguns milhões de desalentados – algo em torno de 4,8 milhões. No campo político o número de desalentados deve ser muito maior. Talvez a metade da população ou mais. O capital político do presidente Bolsonaro está evaporando de forma rápida e bem antes do que se esperava. Claro que em política sempre é possível começar de novo, se refazer. Mas os sinais que emanam do Planalto não são estes. São de confusão, desatino, atabalhoamento, arruaça política, falta de noção, de compostura, de decoro e de equilíbrio.
Parece que Bolsonaro tem consciência do seu modo perturbado de ser e de agir. Por isso se cerca cada vez mais daqueles que podem dar-lhe alguma segurança, alguma contenção e algum limite: os militares. Mesmo na condição de comandante em chefe das forças armadas, Bolsonaro parece ver-se na eterna condição de capitão, subordinado a generais, coronéis e majores. A única forma de Bolsonaro sentir-se seguro é entre militares. A única forma de sobreviver é a de entregar-lhe mais poder e ser tutelado por eles. Mas, se exacerbar na indisciplina, à semelhança do tempo da ativa, os oficiais superiores poderão tirar-lhe o poder.
Os militares tornam-se, desta forma, a única força com capacidade operacional dentro do governo. Com a crise envolvendo Bebianno, o PSL perdeu poder e relevância. O governo não tem uma base política sólida no Congresso e nem tende a tê-la. Irá tentar compor maiorias a partir das pautas. Os militares poderão compor-se com o outro centro político com capacidade operacional: o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Ele emergiu forte das eleições internas da Casa e tem mostrado capacidade de diálogo e de articulação. Pode dar uma certa coerência e estabilidade nas votações ao centrão, ao PSDB e ao MDB.
Na medida em que os militares vão controlando efetivamente o governo, controlarão também a economia. Por terem hoje mais afinidade com o liberalismo econômico e menos com o estatismo, mesmo sem descarta-lo totalmente, tenderão a se compor com Paulo Guedes, ao mesmo tempo em que tentarão limitá-lo. O Brasil vai se configurando, assim, como um país que tem um governo militar com verniz civil, emergido de uma eleição. Que argúcia, que perícia, que capacidade, que prudência os militares terão em manter-se dentro dos parâmetros da Constituição é algo que só o futuro dirá.
Com a queda moral dos bolsonaristas e da família presidencial, Sérgio Moro ficou pequeno, encolhido, e vai adquirindo o tamanho que sempre deveria ter tido. Só se tornou alguém por ter violando, com o beneplácito do STF, as leis e a Constituição, não só na sentença contra Lula, mas no próprio julgamento em si. Julgamento de exceção, pois significou a violação do princípio do juiz natural. Lula jamais poderia ter sido julgado por Moro. Na medida em que seu pacote anticrime não ataca as causas da violência, esta deverá continuar alta e Moro irá perdendo relevância.
Outro setor que corre riscos com o crescimento da força dos militares é o setor místico-lunático encastelado nos ministérios das Relações Exteriores, da Educação, do Meio Ambiente e da Família. O vice-presidente Hamilton Mourão já demarcou terreno com esses setores e, ao que tudo indica, em nome dos demais militares.
O que vai ficando cada vez mais claro é que as eleições de 2018 não significaram nem uma recomposição política e nem uma recomposição partidária do país. Bolsonaro mostra-se incapaz de agregar forças políticas, indicar caminhos, comandar um projeto, seja ele de país ou simplesmente de poder. Na medida em que o PSL, maior bancada da base governista, se mostra menos um partido e mais um ajuntamento de indivíduos, também é incapaz de pilotar uma recomposição política e partidária do país com a força do governo. Sequer há aquilo que alguns temiam ou imaginavam: uma força capaz de imprimir um viés fascistizante ao governo.
Mesmo com cerca de 47 milhões de votos no segundo turno das eleições, com força em governos estaduais do Nordeste e com a maior bancada parlamentar eleita, o PT também não se mostra capaz de ser um centro de recomposição política e partidária pela via da oposição. O partido não consegue nem fazer uma campanha consistente em prol da liberdade de Lula e nem avançar na ocupação de espaços políticos e de poder na oposição ao governo. Desta forma, o PT parece ter entrado num círculo da auto anulação: gira em torno do infortúnio de Lula, sem ser capaz de resolver o problema e sem ser capaz de sair dele.Comandado por vozes estridentes, o PT se estreita e se torna caudatário da linha política do PSol. A estratégia do PT não pode ser a mesma do PSol. O PSol é um partido em construção. O seu radicalismo, a sua coragem e a sua combatividade tenderão a arrancar pedaços do PT nas bases. O PT não conseguiu fazer um balanço consistente das eleições e não consegue recolocar-se na conjuntura, não consegue reinventar sua estratégia e coloca-la em consonância com os novos tempos. O PT precisa ter um projeto de país que vá além dos limitados feitos dos 13 anos em que governou. Um projeto de transformação da sociedade e da economia que vá além de um rol de programas sociais que não foram capazes de mudar a estrutura das desigualdades que comanda o Brasil. Um projeto de reformas capaz de combater os privilégios públicos e privados, de modernização da administração e do Estado e de inserção do país no mundo globalizado de forma ativa.
A síntese do que se tem hoje no Brasil é a seguinte: um presidente que gera crises para o seu próprio governo e demonstra não ter capacidade e estrutura psicológica para comandar o país. Um núcleo militar cada vez mais forte no governo. Núcleo que até pode imprimir uma direção racional ao governo, mas que não tem base política no Congresso. Uma direção ultraliberal na economia que acredita que a reforma da Previdência e as privatizações são a chave que, por si sós, alavancarão o crescimento econômico, algo que é sabido que produz apenas efeitos parciais. Uma oposição sem rumo e fragmentada. Uma militância de esquerda pouco animada e sem direção. O maior líder político preso por sentenças injustas e uma carência desértica de novas lideranças políticas populares.
O Brasil elegeu um presidente que já é um desengano sem que se completassem dois meses de governo. A única forma de Bolsonaro sobreviver ao seu governo consiste em governar pouco, comandar pouco e falar pouco. A única forma de sobrevier é entregar-se à tutela dos militares e deixar que os seus ministros operem as ações do governo. Trata-se de um enorme desalento para a maioria dos eleitores que votou nele. Quanto mais desatinado o presidente da República mais se exige ação da oposição para dar direção e sentido ao país, ao povo. A oposição precisa ser capaz de mostrar que seria melhor que o governo que está aí.
Depois da crise política, institucional e partidária dos últimos anos era de se esperar que as eleições produzissem uma alentada esperança. Não é isto o que está se vendo. O Brasil precisa de uma reconstrução política e partidária, de partidos fortes e organizados, capazes de comandar movimentos e processos, renovações e mudanças. Precisa de lideranças inovadoras, prudentes e virtuosas, capazes de conferir dignidade, confiabilidade e legitimidade à política e às instituições. O povo precisa de comando e unidade por meio de líderes fortes e corajosos para que possa mobilizar-se na crença de que é possível construir um futuro melhor, mais digno e mais justo.Como as perspectivas neste sentido não são boas, as bases políticas e sociais do campo progressista precisam se colocar em movimento por si mesmas, pelas suas lutas, pois somente esses movimentos e lutas serão capazes de gerar novas lideranças. Os líderes que estão aí, ou se reciclam, se renovam, ou precisam ser desalojados. Os trabalhadores, o povo, as mulheres, os jovens, os negros, as periferias não podem suportar novas derrotas, novas perdas de direitos, novas interdições do futuro. O palavrório dos dirigentes partidários, dos sindicalistas e dos parlamentares – com exceções, claro – é pouco crível, pouco animador, pouco convincente, pouco estimulante. O que esses dirigentes oferecem hoje é desalentador. O desalento não pode ser aceito.

Deputado do PSL se reúne com Ministro da Educação e propõe livro do torturador Ustra no Ensino Médio


O deputado federal eleito Heitor Freire (PSL) se reuniu com o ministro da Educação, Ricardo Vélez, em Brasília, na última semana. Na pauta, foram discutidos assuntos como as mudanças curriculares para o Ensino Básico. Participaram do encontro os parlamentares Bia Kicis (PRP/DF), Dayane Pimentel (PSL/BA) e Felipe Barros (PSL/PR), bem como secretários e outras autoridades do Ministério da Educação.
“Eu tenho muitos planos para a educação brasileira. Quero recomendar alguns livros paradidáticos, como os do professor Olavo de Carvalho, assim como o livro do Coronel Brilhante Ulstra ‘Verdade Sufocada’ para o Ensino Médio”, planeja o deputado cearense.
Outro tópico abordado foi a questão da eleição dos reitores das Universidades Federais. “Vou apresentar um Projeto de Lei para que as nomeações dos reitores de Universidades Federais fiquem a cargo de livre nomeação do Presidente da República. Com isso nós queremos tirar toda a ideologia e doutrinação que foi implantada dentro das universidades nos últimos anos”, ressalta Heitor.O ministro da Educação exaltou o encontro: “É um prazer estar com o deputado Heitor Freire e outras pessoas que lutam pela reestruturação da educação e do Ensino Básico Fundamental. Nós acreditamos na educação como um instrumento de crescimento da sociedade para a integração e preservação dos nossos valores mais caros”, destacou o ministro.
Heitor Freire ressaltou ainda que segue atuando em prol do Ceará e seu povo, independente da oposição do PT ao governo Bolsonaro, e assegura que está aberto para o diálogo com o governador Camilo Santana para que o Estado receba todo o apoio que precisa do Ministério da Educação.