7.14.2019

Lava jato lucrativa

Colegas da Lava Jato discutiram a constituição de uma empresa na qual eles não apareceriam formalmente como sócios, para evitar questionamentos legais e críticas. A ideia era usar familiares.
Os procuradores também cogitaram a criação de um instituto sem fins lucrativos para pagar altos cachês a eles mesmos, além de uma parceria com uma firma organizadora de formaturas para alavancar os ganhos do projeto. Leia tudo aqui embaixo:

THEINTERCEPT.COM
Chats privados mostram que procurador debateu com colega a criação de empresa no nome de familiares.

Renan Calheiros sugere que Dallagnol faça delação: 'não dá lucro como as palestras, mas estanca o prejuízo

O senador Renan Calheiros sugeriu, em tom irônico, que diante dos vazamentos das mensagens de suas conversas no Telegram, que o procurador Deltan Dallagnol avalie a possibilidade de fechar um acordo de delação premiada; "Não dá lucro como as palestras mais caras, mas estanca o prejuízo", disse

Renan: Deltan vai representar o MP na assembleia de credores da Odebrecht
Renan: Deltan vai representar o MP na assembleia de credores da Odebrecht
247 - O senador Renan Calheiros (MDB-AL) falou em tom irônico sobre os novos trechos de mensagens vazadas que revelam que o procurador Deltan Dallagnol discutiu com a esposa e com colegas a criação da uma empresa de palestras, em que não apareceria formalmente como sócio, que lucraria com o prestígio da Lava Jato."Espero que @deltanmd examine a possibilidade de fazer delação premiada. Não dá lucro como as palestras mais caras, mas estanca o prejuízo. E como se sabe, os primeiros recebem os maiores benefícios", escreveu o senador em sua página nas redes sociais.

SÉRGIO MORO é um bandido que usava toga, um juiz ladrão que corrompeu a justiça




URGENTE: A demissão e prisão de Sérgio 
Moro é uma exigência dos fatos, ele 
permanecer como ministro da Justiça e 
Segurança Pública é transformar o estado 
brasileiro numa milícia

A PF por Moro é simplesmente uma polícia trabalhando NÃO para o combater o CRIME 
e sim para proteger bandidos oficiais -  Um "ladrão" é o chefe da Polícia Federal - 
Sérgio Moro

 devastadora no Poder Judiciário
 que se acoelhou para a organização criminosa
 chamada LAVA JATO, uma quadrilha
 formada por agentes públicos, liderada por um
 juiz ladrão de nome Sérgio Moro.

As conversas secretas entre os marginais 
Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, um ex-juiz
 e ainda um procurador da república, mostram
 e provam que a LAVA JATO é uma 
imundície, um covil de ladrões, de criminosos.

Tem 18 membros da quadrilha Lava Jato no 
governo Bolsonaro

Não tem maior prova, a presidência de 
Bolsonaro é um bando a serviço do crime,
 não bastam 39 Kg de cocaína no avião da comitiva
 presidencial, há 18 membros 
da organização criminosa Lava Jato em 
cargos comissionados no governo das milícias

Com Supremo com tudo - "aha, uhu, o Fachin é nosso!"

Impossível escolher o que é mais escandaloso
 e criminoso entre Sérgio Moro 
e Deltan Dallagnol na reportagem publicada 
pela revista Veja, nesta sexta-feira (5),
 sem dúvida nenhuma, a revelação de um
 encontro entre Deltan Dallagnol 
e o ministro Edson Fachin(STF) é estarrecedor: 

“Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o 
Fachin é nosso“.(Em 13 de julho de 2015, Dallagnol)

7.13.2019

Delegados da PF, Erika Marena e Igor Romário, aparecem em mensagens da vaza Jato

A tentativa da Polícia Federal de vasculhar a vida bancária Glenn Greenwald é encarada pelo jornalista como uma ação intimidatória em defesa do ministro da Justiça, Sérgio Moro, a quem a PF se subordina. Apesar de obedecer o ex-juiz e ser dirigida por escolhidos dele, a PF tem interesse próprio no material que tem sido publicado por Greenwald. Há delegados nas conversas secretas.
Igor Romário de Paula é um deles. Trocou mensagens escritas com o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em 7 de julho de 2015, por exemplo. “Igor. O Russo sugeriu a operação do professor para a semana do dia 20”, escreveu o procurador, referindo-se a Moro pelo apelido, “russo”. “Opa… beleza… Vou começar a me organizar”, foi a resposta.

Romário é diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF desde a entrada de Moro no ministério. Atuava na Operação Lava Jato em Curitiba anteriormente. O diretor-geral da PF, Mauricio Valeixo, teve trajetória parecida. Chefiou os federais no Paraná durante a Lava Jato e este chegou ao posto atual este ano, pelas mãos de Moro.
Erika Marena é outra delegada oriunda da Lava Jato em Curitiba e que desponta nas conversas secretas. Em 23 de outubro de 2015, dialogou por escrito com o procurador Athayde Ribeiro Costa. Este dizia que o “russo” pedira uma certa planilha com pagamentos da empreiteira Andrade Gutierrez a políticos. Resposta de Erika: “Oi Athayde, o russo tinha dito pra não ter pressa pra eprocar isso, daí coloquei na contracapa dos autos e acabei esquecendo de eprocar. Vou fazer isso logo”. Eprocar: juridiquês para a inclusão de algo no sistema eletrônico do Judiciário.

Erika foi nomeada em março por Moro como representante do ministro no Coaf, o órgão federal de vigilância das movimentações bancárias. Até ali o Coaf subordinava-se ao ministro da Justiça. Em maio, o Congresso devolveu o órgão à jurisdição da área econômica. Consta que depois disso a delegada teria sido despachada para a PF em Santa Catarina, onde trabalhara ao sair da Lava Jato.
Foi exatamente ao Coaf que a PF pediu informações bancárias sobre Greenwald, conforme o site O Antagonista. A deputados em 2 de julho, Moro não negou nem confirmou a investida policial. O Coaf também enrolou ao responder, em 9 de julho, ao Tribunal de Contas da União. “O Coaf não se pronuncia sobre casos concretos”, foi a resposta do número 2 do órgão, Jorge Luiz Alves Caetano.
O representante do Ministério Público no TCU, Lucas Furtado, que havia requerido à corte de contas que cobrasse o Coaf, não ficou satisfeito com a resposta, tida como evasiva. E solicitou ao TCU que ordene ao Coaf que pare de fazer qualquer coisa contra Greenwald.

“Não tenho medo nenhum dessa investigação. Não existe qualquer evidencia de que eu esteja envolvido em qualquer tipo de crime”, disse o jornalista no Senado. Ele sugeriu aos senadores e ao público em geral que compare sua atitude com a de Moro e da força-tarefa da Lava Jato. “Eles sim têm medo”, por isso não negam nada: nem o teor das mensagens, nem a investigação da PF.
No debate, o senador Fabio Contarato (Rede-ES), delegado civil por 27 anos e professor de Direito Constitucional, disse coletar assinaturas para uma CPI sobre a quebra do dever de imparcialidade por Moro. “CPI é para lançar luz e apurar. Quem não deve não teme”, disse. Mas não parecia otimista. Tinha conseguido até ali 13 assinaturas. Precisaria de ao menos 27.
Publicado originalmente na Carta Capital