12.07.2008

Quando o desejo termina


Falta de apetite sexual afeta metade das mulheres no mundo. Tratamentos dão bom resultado em 80% dos casos

- “Hoje não dá, estou com dor de cabeça”. A frase é a ponta do iceberg de um problema muito mais comum do que se imagina na vida conjugal. Pelo menos 50% das mulheres do mundo sofrem de falta de desejo sexual em algum momento de suas vidas, segundo estudos de especialistas da Fundação Americana de Doenças Urológicas (FADU). A boa notícia é que tratamentos devolvem o prazer aos casais em cerca de 80% dos casos.

O Desejo Sexual Hipoativo (DSH) é a diminuição ou ausência total de fantasias e de vontade de ter atividade sexual. Acontece quando o sexo simplesmente passa a não fazer mais falta, o que acarreta um grande sofrimento para o casal. O DSH já foi chamado de “frigidez” — termo não mais utilizado pelos especialistas da área pela conotação pejorativa.

Entre julho e novembro, o sexólogo carioca Amaury Mendes Júnior realizou estudo com 46 mulheres de diversas faixas etárias, casadas, divorciadas e solteiras. Segundo ele, a falta de desejo sexual apresenta tanto sintomas físicos como também psicológicos.

“O tratamento requer acompanhamento médico, se a causa for orgânica, ou terapia sexual, que pode ser aplicada à mulher ou ao casal. Bons resultados aparecem em três ou quatro meses, em 80% dos casos”.

Amaury explica ainda que, para haver um equilíbrio na intimidade, nenhuma das três etapas da relação sexual deve ser desprezada: o desejo, que é aguçado pelos sentidos; a excitação, quando ocorrem os primeiros sinais orgânicos no casal; e o orgasmo, que é a última fase do ato sexual, quando o cérebro estimula o sentimento de prazer intenso com a relação. Segundo ele, a maioria dos problemas de falta de desejo sexual está relacionada com a ausência de cuidado do casal com a primeira etapa.

VOLTA POR CIMA

Um casao depois de 30 anos de casados resolveram pedir ajuda a um sexólogo para enfrentar juntos as dificuldades a dois.O casal participou de encontros com o sexólogo e conta que, somente em contato com outras pessoas, teve coragem de expor o problema: “Faltava muita comunicação no meu relacionamento. Eu não sabia dizer como me sentir mais confortável na hora do sexo, mas acredito que, se ainda houver amor, é possível ter prazer” .

‘Desculpas’ são o primeiro sintoma

Segundo o sexólogo, é comum as mulheres dizerem que o problema da falta de desejo é hormonal — assim, creditam a “culpa” ao corpo, e não à sua forma de perceber o relacionamento. Durante as reuniões, o especialista registrou os principais problemas ligados ao DSH: ressecamento vaginal (tanto pela menopausa, quanto pela ausência de estímulos), o que causa dor no ato sexual; infecções vaginais; e ausência do orgasmo, a anorgasmia.

“São comuns os casos de moças mais jovens que chegam aqui com dificuldades sexuais por conta da inexperiência com o próprio corpo e a afobação para agradar seus parceiros, tentando atingir rapidamente o orgasmo. Já para as mulheres de mais idade, a falta abertura no relacionamento para falar sobre o assunto é marcante. Como resultado, são comuns as desculpas para não fazer sexo. Aliás, esse hábito é o primeiro sintoma da falta de desejo”, afirma.

O maior desafio da mulher a partir da menopausa é expor para o parceiro a ausência de lubrificação da vagina. “Nesta fase, o eixo do hipotálamo com o ovário fica mais estreito, e o corpo começa a produzir menos estrogênio (hormônio responsável pela lubrificação vaginal e aparência mais jovem das mulheres)”.

. Tratamentos dão bom resultado em 80% dos casos

Fonte: O Dia

Felicidade pode ser contagiosa



















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Pesquisa mostra que felicidade de indivíduo está conectada às pessoas com que se relaciona.

Um estudo publicado na revista científica British Medical Journal aponta que a felicidade de uma pessoa não é só uma escolha ou experiência individual, mas que está ligada "à felicidade dos indivíduos aos quais a pessoa está conectada, direta ou indiretamente".

Usando análises estatísticas, os pesquisadores Nicholas Christakis, da Escola de Medicina de Harvard, e James Fowler, da Universidade da Califórnia, mediram como as redes sociais estão relacionadas com a sensação de felicidade de uma pessoa.

Segundo os dados do estudo, a felicidade de uma pessoa pode "contagiar" aqueles com quem ela se relaciona.

"Mudanças na felicidade individual podem se propagar em ondas de felicidade pela rede social e gerar grupos de felicidade e infelicidade", diz o estudo.

E mais, não são apenas os laços sociais mais imediatos que têm impacto nestes níveis de felicidade, o sentimento consegue atingir até três graus de separação (amigos de amigos de amigos).

"Pessoas que estão cercadas de pessoas felizes e aqueles que são centrais nessas redes de relações têm mais tendência a serem felizes no futuro".

A pesquisa aponta que estes grupos de "felicidade" resultam da disseminação desse sentimento, e não são apenas resultado de uma tendência dos indivíduos se associarem a pessoas com características similares.


Assim, um amigo que viva a uma distância de cerca de uma milha (1,6 km) e que se torna feliz, aumenta a probabilidade de que uma pessoa seja feliz em 25%. Efeitos similares foram observados entre casais que moram na mesma casa (8%), irmãos que vivam a menos de uma milha de distância (14%) e vizinhos (34%).

Surpreendentemente, essa relação não foi observada entre colegas de trabalho, o que sugere que o contexto social pode afetar na disseminação no sentimento de felicidade.

O estudo também aponta que a proximidade geográfica é essencial para a disseminação da felicidade.

Uma pessoa tem 42% mais chances de ser feliz se um amigo que viva a menos de 800 metros de distância se torna feliz. O efeito é de apenas 22% se o amigo morar a mais de 2,2 quilômetros.

Para chegar a essas conclusões, os autores analisaram dados coletados em um outro estudo que reuniu informações de 5.124 adultos entre 21 e 70 anos na cidade de Framinggham, no Estado americano de Massachusetts, entre 1971 e 2003.

Originalmente iniciado para pesquisar riscos de problemas no coração, este estudo também coletou dados sobre a saúde mental dos entrevistados.

Em diversos momentos, os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou discordavam de quatro afirmações: "Me sinto esperançoso em relação ao futuro"; "Eu fui feliz"; "Eu aproveitei a vida" e "Eu me senti tão bem como as outras pessoas".

Para chegar ao conceito de "felicidade" usado em sua pesquisa, Christakis e Fowler levaram em conta a resposta afirmativa às quatro sentenças.

Segundo o professor Andrew Steptoe, especialista em psicologia da University College of London, "faz sentido intuitivamente que a felicidade das pessoas à nossa volta tenham impacto em nossa própria felicidade".

"O que é um pouco mais surpreendente é que essa felicidade parta não apenas daqueles muito próximos a você, mas também de pessoas um pouco mais distantes."

Segundo ele, a pesquisa também pode ter implicações em políticas de saúde pública.

"A felicidade parece estar associada a efeitos protetores à saúde."

"Se a felicidade realmente for transmitida por conexões sociais, ela poderia, indiretamente, contribuir para a transmissão social de saúde".

Vacina contra leishmaniose visceral


Butantan testa em cães a primeira vacina contra leishmaniose visceral

Em janeiro a fábrica da vacina deve ser construída.
Cerca de 90% das pessoas não tratadas morrem da doença.

Instituto Butantan, em São Paulo, deverá produzir uma vacina contra a leishmaniose visceral. No próximo ano, o Brasil dá início aos testes, em cachorros. A reunião deve estipular os valores desses ensaios, quanto tempo durarão e o número de doses necessárias para conter a doença.

A vacina foi desenvolvida nos Estados Unidos, no Infectology Disease Res. Institute (IRDI), em conjunto com o Brasil, durante os últimos dez anos. Por lá, ela foi testada em camundongos -- para verificar sua eficácia -- e em cerca de 30 pessoas -- conferindo que não há risco para a saúde. “Sua eficácia é maior do que 70%”, diz o pesquisador Isaias Raw, presidente da Fundação Butantan.

Agora, a vacina será testada em cães por três instituições brasileiras. “O objetivo é verificar a mortalidade e analisar como ela age nos animais”, afirma Antonio Campos-Neto, do Forsyth Institute, dos Estados Unidos. Os testes deverão durar no mínimo um ano. “Com a biologia molecular isso poderá ser feito mais depressa, vamos debater a possibilidade”.

A vacina contra a leishmaniose visceral será produzida em uma fábrica microbiana estimada em R$ 23 milhões -- R$ 5 milhões provenientes do Instituto Butantan. Os pesquisadores acreditam que em janeiro os recursos estejam disponíveis. Se isso ocorrer, a instalação ficará pronta em abril.

Fábrica microbiana

Os pesquisadores identificaram uma proteína, no protozoário responsável pela doença, que pode ser usada como vacina. Eles inserem a informação genética dessa proteína em bactérias. Esses seres, por sua vez, produzem em massa a proteína que dará origem à vacina. A vacina contra a hepatite é produzida usando essa idéia.

Os cientistas afirmam que a vacina é livre de efeito adverso. Assim que aprovada pelo Ministério da Saúde, imediatamente começará a ser produzida. Por enquanto, os pesquisadores não falam em quanto tempo ela estará disponível para a população.

Haverá uma variação da vacina. Uma será feita especificamente para os cães, que transmitem a doença aos humanos, e outra para as pessoas já contaminadas. “Reduzindo o número de pessoas expostas à doença e tratando as doentes, diminuiremos radicalmente o problema”, explica Raw.


O objetivo é vacinar cerca de 30 milhões de cães do Brasil durante campanha anual de vacinação contra raiva. Mas nem todo brasileiro precisará da vacina. “Moradores do Rio Grande do Sul, por exemplo, onde a leishmaniose visceral inexiste, possivelmente só receberão a dose se apresentarem o problema”, explica.

Para isso a vacina deverá ser submetida ao controle do Ministério da Agricultura, depois de respondidas questões como: quantas doses serão necessárias para imunizar cada cão, por quanto tempo será ativa e qual a forma mais econômica de produzi-la, levando em conta o universo a ser vacinado.

O pesquisador Steven Reed, do IRDI, deverá disponibilizar os lotes iniciais da vacina produzida nos Estados Unidos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o programa Fapesp – SUS investirão R$ 2 milhões nos ensaios clínicos que serão realizados até meados de 2009, nas regiões de maior incidência da doença.

Entenda o que é leishmaniose visceral

A leishmaniose visceral ou doença de calazar é causada por um protozoário. Pode atingir seres humanos e animais como cães, raposas e até gambás. A transmissão ocorre por meio da picada do inseto conhecido popularmente como mosquito-palha, birigui, asa branca, tatuquira e cangalhinha. Eles picam os animais infectados e transmitem a leishmaniose visceral aos humanos.

A doença acomete órgãos do corpo como o fígado e o baço. Os sintomas mais freqüentes são febre, aumento do volume desses órgãos, emagrecimento, complicações cardíacas, problemas circulatórios, desânimo, abatimento extremo, apatia e palidez. Os doentes podem ter também tosse, diarréia, respiração acelerada, hemorragias e sinais de infecções. Quando não tratada, a doença pode levar à morte até 90% dos infectados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a leishmaniose visceral uma das seis maiores endemias do planeta por infectar cerca de 2 milhões de pessoas. Na América Latina, 90% dos casos ocorrem no Brasil, especialmente na região Nordeste. Em 2006, 1.810 apresentaram a doença.

Nas últimas duas décadas, a leishmaniose visceral se espalhou de focos isolados no interior do Nordeste para surtos no Norte, Centro Oeste e Sudeste. O estado de São Paulo registra casos em humanos desde 1999. Mas, atualmente, não existe vacina contra ela. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento específico feito com uso de medicamentos, repouso e alimentação adequada.

Leishmune ®

Vacina contra Leishmaniose Visceral Canina
Uso Veterinário


A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença sistêmica grave e fatal, causada por um protozoário flagelado, Leishmania infantum (chagasi), presente em grande parte do mundo. A Leishmaniose Visceral Humana (Calazar Humano) é atualmente reconhecida como uma das mais importantes Zoonoses pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O cão, como hospedeiro doméstico, é considerado o principal reservatório da infecção para o homem. Os cães infectam-se através da picada de insetos flebotomíneos, conhecidos como "mosquito-palha".

Os sinais clínicos atribuídos à Leishmaniose Visceral Canina são bastante variáveis: desde animais assintomáticos até oligo/polisintomáticos, os quais podem apresentar lesões de pele, descamações, lesões oculares, linfadenopatias, epistaxis, anemia, emagrecimento, diminuição de apetite, alterações articulares ou distúrbios de locomoção, diarréia, hepatoesplenomegalia, onicogrifose, insuficiência renal e morte. A vacinação de cães com LEISHMUNE auxilia na prevenção da doença, reduzindo a incidência e, conseqüentemente, a disseminação da Leishmaniose Visceral Canina.
COMPOSIÇÃO

Leishmune ® é classificada como uma vacina inativada e de subunidade, sendo uma fração glicoprotéica purificada (FML - Fucose Manose Ligand), feita através de um extrato inativado de promastigotas de Leishmania donovani. A produção de um antígeno inativado eficaz, seguro e com grande poder antigênico é possibilitada por técnicas especiais de preparação e pelo uso de um sistema adjuvante especial.

Estudos realizados em áreas endêmicas apresentaram proteção de 92 a 95%.
POSOLOGIA E MODO DE USAR:

Seguindo as normas usuais de anti-sepsia, utilizar agulhas e seringas estéreis, reidratar a fração liofilizada com a fração líquida e misturar o contecendo dos dois frascos. Após misturar completamente o produto, administrar uma dose de 1 mL por via subcutânea.

Para auxiliar no controle de Leishmaniose Visceral Canina, deve-se adotar medidas de higiene e práticas de sanidade adequadas, a fim de reduzir a população dos insetos flebotomíneos.
INDICAÇÕES:

Leishmune ® é indicada como auxiliar na prevenção da Leishmaniose Visceral Canina (Calazar Canino), para a vacinação de cães a partir de 4 meses de idade, saudáveis e soronegativos para Leishmaniose Visceral Canina.
PRECAUÇÕES:

Conservar entre 2ºC e 8ºC, ao abrigo da luz. EVITAR CONGELAMENTO.

Usar todo o conteúdo do frasco após aberto.

Manter fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Os cães comumente respondem à vacinação demonstrando dor transitória no local da aplicação, que geralmente regride em 48 a 72 horas.

Cerca de 25% dos animais vacinados pode apresentar inflamatório transitória no local da injeção, além de letargia ou anorexia. A maioria destes sinais regride em poucos dias.

Em casos raros, pode ocorrer alopecia transitória no local da aplicação.

Em estudos realizados, foi observado que raras de pequeno porte são, em geral, mais sensíveis á dor no local da aplicação.

Embora raras, reações alérgicas ou anafiláticas podem ser observadas. Nestes casos, administrar anti-histamínico ou epinefrina.
APRESENTAÇÃO:

Caixa com 10 doses de 1 mL cada, contendo 10 frascos de vacina liofilizada acompanhados de 10 frascos de 1 mL de diluente (solução salina 0,9%).

Caixa com 100 doses de 1 mL cada, contendo 10 frascos de vacina liofilizada acompanhados de 10 frascos de 10 mL de diluente (solução salina 0,9%).

Sistema Exclusivo de Rótulo Destacável Fort Dodge
O Sistema Exclusivo de Rótulo Destacável Fort Dodge é um método simples e efetivo de registrar e controlar as informações da vacina aplicada nos animais, na prática veterinária.


Globo.com

TIPOS DE DIABETES

pré-diabetes. Como o título já sugere, este termo é usado para identificar as pessoas que possuem risco potencial de desenvolver o diabetes. É uma forma ou um estado intermediário entre a normalidade e o diabetes do tipo 2 no adulto. No entanto, sabe-se que nem todos irão deixar a condição de pré-diabético para se tornar um diabético. Mas, por precaução, são considerados em estado de risco para essa progressão.

Fatores de Risco
Existem fatores que são considerados de risco para o desenvolvimento do diabetes. Entre eles estão: o fator da idade (estar acima de 45 anos); o excesso de peso; o sedentarismo; a hipertensão arterial e as alterações nas taxas de colesterol e triglicérides sangüíneos e a história familiar de diabetes .

Isso serve para ambos os sexos. Mulheres que geraram filhos com mais de 4 kg ou que sejam portadoras de Síndrome dos Ovários Policísticos também têm risco aumentado.

Nesses casos, preconiza-se a realização da dosagem de glicemia de jejum ou a realização do teste oral de sobrecarga com glicose, para possível detecção de pré-diabetes ou mesmo diabetes.

A melhor maneira de identificar o pré-diabetes é através da dosagem da glicemia. Sua definição laboratorial dá-se quando a taxa de glicemia de jejum (mínimo de oito horas) encontra-se entre 100 e 125 mg/dl e/ou quando o valor de glicemia na segunda hora do teste de sobrecarga oral à glicose (tambm chamado de curva glicêmica) está entre 140 e 199 mg/dl (indivíduos classificados também como intolerantes à glicose).

A quantidade de pessoas que evoluem para o diabetes é parecida nos grupos que têm glicemia de jejum alterada e os que apresentam alterações nas taxas de glicemia na segunda hora do teste oral. No mais, apesar de ser raro, outros grupos que não apresentarem essas condições e nem fatores de risco,também podem desenvolver diabetes no futuro.

importante salientar que as pessoas que adquirem novos hábitos no estilo de vida - como a atividade física regular resultando na diminuição de 5 a 7% no peso corporal - ajudam a, no mínimo, retardar o aparecimento do diabetes.

Em grandes estudos realizados com indivduos com pré-diabetes, tais medidas reduziram a taxa de novos casos em mais de 50% em um período de dois a cinco anos de acompanhamento. Essas mudanças ainda são benéficas para o estado de saúde geral, promovendo menor risco no desenvolvimento de outras doenças, especialmente cardiovasculares.

A busca pela perda de peso pode receber o auxílio de algumas medicações, no entanto, não devemos nos esquecer de que todas essas orientações devem ser realizadas pelo médico, analisando cada situação individualmente.

Ou seja, no geral existem muitas evidências de que o diabetes tipo 2 pode ser prevenido ou ter seu início retardado. Os indivíduos com pré-diabetes podem ser facilmente identificados. Alterações no estilo de vida, especialmente redução moderada do peso e aumento da atividade física são indicadas, além de promoverem efeito positivo adicional na saúde como um todo.

O diabetes Tipo 1 (DM1) é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. Isso acontece por engano porque o organismo as identifica como corpos estranhos. A sua ação é uma resposta auto-imune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como esclerose múltipla, Lupus e doenças da tireóide.

A DM1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena.) Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável. As pessoas precisam de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar. Pois, sem insulina, a glicose não consegue chegar até às células, que precisam dela para queimar e transformá-la em energia. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.

A maioria das pessoas com DM1 desenvolve grandes quantidades de auto-anticorpos, que circulam na corrente sanguínea algum tempo antes da doença ser diagnosticada. Os anticorpos são proteínas geradas no organismo para destruir germes ou vírus. Auto-anticorpos são anticorpos com “mau comportamento”, ou seja, eles atacam os próprios tecidos do corpo de uma pessoa. Nos casos de DM1, os auto-anticorpos podem atacar as células que a produzem.

Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o DM1. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença. Mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Pode ser algo próprio do organismo, ou uma causa externa, como por exemplo, uma perda emocional. Ou também alguma agressão por determinados tipos de vírus como o cocsaquie. Outro dado é que, no geral, é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, mas vale lembrar que ela pode surgir em qualquer idade.


Sintomas

Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:
• Vontade de urinar diversas vezes;
• Fome freqüente;
• Sede constante;
• Perda de peso;
• Fraqueza;
• Fadiga;
• Nervosismo;
• Mudanças de humor;
• Náusea;
• Vômito

Diabetes Tipo 2

Sabe-se que o diabetes do tipo 2 possui um fator hereditário maior do que no tipo 1.
Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60%
a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos.

Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sangüínea. Esta é uma anomalia chamada de "resistência insulínica".

O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

Principais Sintomas:

Infecções freqüentes;
Alteração visual (visão embaçada);
Dificuldade na cicatrização de feridas;
Formigamento nos pés;
Furunculose.
Outros tipos de Diabetes
Características Gerais
Os tipos mais frequentes:
Diabetes Gestacional
Diabetes Tipo 1
Diabetes tipo 2
Existem outros tipos de diabetes além do Tipo 1, Tipo 2 e Gestacional, mas esses ocorrem com menor freqüência. São eles:

Diabetes Secundário ao Aumento de Função das Glândulas Endócrinas:
Em determinadas doenças glandulares, quando ocorre aumento de função a ação da insulina é de alguma maneira dificultada ou prejudicada, aparecendo diabetes em pessoas de alguma maneira predispostas. É o que pode ocorrer, por exemplo, com doenças da:

Tireóide (hipertiroidismo);
Supra-renal (doença de Cushing);
Hipófise (acromegalia ou gigantismo).
Também pode aparecer na presença de tumores de:

Sistema nervoso simpático (feocromocitoma);
Células alfa do pâncreas (glucagonoma).
Diabetes Secundário a Doenças Pancreática:
Nesse grupo, o diabetes ocorre mais freqüentemente naqueles com antecedentes familiares do Tipo 2.

Retirada cirúrgica de 75% do pâncreas;
Pancreatite crônica (inflamação geralmente causada pelo alcoolismo crônico);
Destruição pancreática por depósito de ferro denominado hemocromatose (extremamente rara).
Nesses casos, o diabetes está associado à diarréia com perda de gordura nas fezes, pois o pâncreas afetado extensamente também não produz enzimas digestivas suficientes.

Resistência Congênita ou Adquirida à Insulina
A produção de insulina está aumentada, porém com ação ineficaz por causa da diminuição ou defeito de receptores celulares (encaixes para insulina), em tecido gorduroso, músculo etc.

Essas anormalidades, quando congênitas, podem ser defeito dos receptores de insulina, presença de anticorpos anti-receptores.

Diabetes Associado à Poliendocrinopatias Auto-Imunes
Casos onde existem anticorpos anticélulas de ilhotas pancreática produtoras de insulina (Tipo 1). Destes, 20% apresentam anticorpos contra tireóide e(menos freqüentemente) anticorpos contra supra renal, mucosa do estômago, músculo e glândulas salivares, além da ocorrência de vitiligo, alopecia (intensa queda de cabelos), hepatite crônica, candidíase etc.

Diabetes Associado à Desnutrição e Fibrocalculoso
Ocorre em jovens de países tropicais com baixa ingestão protéica, freqüentemente associado a alimentos que contêm cianetos, como a mandioca amarga. Esta associação pode causar dano pancreático, com destruição das ilhotas e diminuição da produção de insulina.

Diabetes Relacionados à Anormalidade da Insulina (Insulinopatias)
A produção da insulina está aumentada, porém com alteração de sua estrutura molecular, não sendo assim eficaz. Aplicando-se insulina, controla-se o diabetes.

Diabetes Tipo LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults)
O LADA caracteriza-se pelo surgimento tardio do Diabetes Mellitus do Tipo 1 e atinge entre 2 e 12% dos casos, ou seja, 1,4 milhão de pessoas no Brasil. Também conhecido como Diabetes Tipo 1.5 (Type one-and-a-half), o LADA costuma ser confundido com o do tipo 2.

A maior incidência concentra-se em pacientes entre 35 e 60 anos, magro e com cetose. O seu diagnóstico é feito pelo teste do anticorpo GAD. A hereditariedade do diabetes tipo 1, doenças de Hashimoto e Graves devem ser levadas em conta num histórico familiar. Atualmente, não há um consenso na literatura médica para o tratamento do LADA.

A manutenção do controle de glicemia é o principal objetivo do tratamento do portador do diabetes LADA. Um aspecto que deve ser levado em conta, refere-se a progressão lenta para a insulino-dependência, assim como um risco maior de complicações cardiovasculares para esses pacientes.


Fontes: Norwood, Janet W. & Inlander, Charles B. Entendendo a Diabetes – Para educação do Paciente. Julio Louzada Publicações. São Paulo, 2000.

A diabetes e o ronco

Mais uma noite de orquestra e, num piscar de olhos, começam os roncos nos mais diversos tons. A platéia, seleta, muitas vezes é composta de uma única pessoa: o companheiro de cama. A respiração ruidosa, porém, não representa o auge do espetáculo. Ela precede um bloqueio na passagem do ar inspirado pelo maestro dessa desafinada orquestra. Na ânsia de recuperar o fôlego, ele tem uma espécie de engasgo, volta a respirar e, em seguida, engata uma nova série de sons barulhentos. Brincadeiras à parte, essa ópera que persiste madrugada adentro é coisa séria e atende pelo nome de apnéia do sono.

O ronco é o mais sonoro sinal da doença. Sete em cada 100 pessoas têm o distúrbio em grau acentuado e outras 20 em cada 100 o apresentam pelo menos uma noite ao longo da vida, estima a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. A apnéia costuma surgir por volta dos 40 anos, sobretudo nos homens, e com uns quilos a mais. A partir dessa faixa etária, a musculatura da faringe fica mais flácida, explica o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Quando o indivíduo se deita, então, esse tubo se estreita e, com a ajuda de possíveis amontoados de gordura na região da garganta, interrompe o caminho do ar. Esse estreitamento provoca uma vibração, o ronco, seguida de uma parada silenciosa da respiração, descreve o otorrinolaringologista Lucas Lemes, pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A faringe se fecha por no mínimo dez segundos e, em casos graves, pode ficar assim por um minuto, completa Reimão.

O regente dos roncos e dos breques na respiração nem percebe o sufoco. Quem tem apnéia dorme até demais, mas dorme mal porque não respira direito, sentencia Dalva. É um sono que não repõe as energias. E o pior: a falta de ar e a inconstante entrada de oxigênio disparam a pressão arterial. Um fenômeno que, no início, se restringe à madrugada, mas, com o tempo, ganha o dia e a vida do apnéico.

Quando a pressão já está nas alturas, a apnéia pode torná-la incontrolável. Ou seja, mais do que predispor ao problema, ela agrava a situação. Não à toa, novas diretrizes da Associação Americana do Coração estabeleceram a importância de tratar o distúrbio do sono para eliminar a hipertensão resistente — quadro em que a pressão não cai mesmo quando se usam três medicamentos. A associação entre os males também foi flagrada por um trabalho da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Aliás, esse foi um dos primeiros estudos no mundo a demonstrar que o elo entre ambas as doenças independe de fatores como idade, sexo ou obesidade. “A apnéia aumenta em cinco vezes o risco de hipertensão resistente”.

Por isso, enquanto a apnéia não é tratada, a pressão alta também não cede. Se você acha que o ronco esporádico ou uma apnéia leve não oferecem riscos, “A apnéia pode evoluir com a idade, ainda mais se a pessoa engordar”. “Quanto mais grave ela for, maior seu efeito sobre a pressão”.

A parceria entre esse distúrbio do sono e os problemas cardiovasculares culmina num círculo vicioso — um agrava os outros, e vice-versa. Aliás, a apnéia afeta até o ritmo cardíaco. E, a exemplo da hipertensão, as arritmias podem perpetuarse quando o indivíduo está acordado.

Outro problema duro na queda que faz da apnéia uma aliada é o diabete. Quem vive às voltas com os picos de açúcar no sangue torna-se mais facilmente apnéico, e o apnéico, por sua vez, está mais suscetível a desenvolver resistência à insulina, ficando a um passo de se tornar diabético. Não à toa, a Federação Internacional de Diabetes passou a considerar o roncar um dos fatores decisivos para o desequilíbrio da glicose.

A apnéia do sono é um tremendo ruído para a saúde. Por isso, se os roncos ou a sonolência diurna ganharem acordes mais intensos, é hora de procurar um médico e iniciar o tratamento. Só garantindo uma respiração adequada durante o sono é que se fecha a cortina para um concerto de problemas que não param de fazer barulho pelo corpo.

DO RONCO À ESCALADA DA PRESSÃO
Entenda como a apnéia do sono é capaz de causar alterações nos vasos sangüíneos e despertar a hipertensão

1. FARINGE FECHADA
A faringe, ao relaxar durante o sono, torna estreita a passagem do ar, provocando as vibrações típicas do ronco. Em determinado momento, ela se fecha por completo e interrompe o fluxo respiratório temporariamente. Essa paradinha é a tal da apnéia.

2. SANGUE MAIS POBRE
Com a obstrução da faringe, o ar pára de chegar aos pulmões. Assim, uma menor quantidade de oxigênio é vertida no sangue, que chega empobrecido ao coração para, em seguida, ser bombeado para todo o corpo.

3. VASOS CONTRAÍDOS
A falta de oxigênio chama a atenção do sistema nervoso simpático, uma cadeia de gânglios situados perto da medula, que tem conexão com o cérebro e outros órgãos isso acontece justamente no momento em que, sem perceber, a pessoa volta a respirar. Numa reação de defesa, esse sistema manda o organismo liberar adrenalina, hormônio que contrai os vasos.

4. LÁ VEM A HIPERTENSÃO
Estimulados a ficar mais apertados, os vasos restringem o espaço por onde o sangue circula. Daí, como esse volume sangüíneo tem de correr pelas vias contraídas, há um aumento da pressão.

Fonte:DiabeteNet.Com.Br