PESQUISA MOSTRA COMO GANHAR QUATRO ANOS DE VIDA A PARTIR DOS 50 ANOS
06/03/2009
Exercícios intensos aumentam expectativa de vida, assim como moderados. Estudo feito na Suécia acompanhou pacientes durante duas décadas.
Praticar exercícios de forma intensa tem o mesmo impacto obtido com a cessação do tabagismo sobre a mortalidade.
Esse foi o principal achado de um estudo que avaliou o impacto dos exercícios sobre homens acima dos 50 anos.
A pesquisa foi realizada na Suécia e será publicada na edição do próximo domingo (8) da revista "British Medical Journal".
Foram mais de 2.200 homens com idade acima dos 50 anos, acompanhados por mais de 20 anos, período durante o qual foram registrados o padrão de atividades físicas e a mortalidade no grupo estudado.
As atividade físicas foram classificadas de leves a intensas de acordo com a frequência e intensidade. Para estar no grupo de atividades intensas os participantes precisavam relatar: atividade esportiva competitiva ou treinamento esportivo, atividades recreativas esportivas ou trabalhos externos, como jardinagem intensa, pelo menos três vezes por semana.
Esse grupo apresentou uma redução de mortalidade de 32% quando comparado ao grupo que não praticava exercícios. Mesmo quem praticava atividades de forma moderada também tinha redução da mortalidade, só que dessa vez de 22%. A avaliação do ganho em anos de vida foi obtida ao se aplicar o efeito de redução da mortalidade sobre a expectativa de vida daquele grupo.
Os pesquisadores chamam a atenção para um detalhe importante. Os benefícios do exercícios só aparecem após 10 anos de atividade física. Como se pode ver o segredo está em se manter fisicamente ativo sempre, seu corpo e sua saúde agradecem. Que tal aproveitar seu final de semana para começar ou retomar as atividades?
Fonte: G1 globo.com
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3.11.2009
TECNOLOGIA DA UNB MOVERÁ PRIMEIRA FÁBRICA DE INSULINA
TECNOLOGIA DA UNB MOVERÁ PRIMEIRA FÁBRICA DE INSULINA
03/03/2009
A primeira fábrica de insulina do Brasil produzirá o hormônio com tecnologia desenvolvida pela Universidade de Brasília.
A comercialização da patente abre perspectivas de rendimento para a instituição, que tem direito a 2% da renda líquida referente à venda do produto. O investimento inicial no empreendimento será de aproximadamente R$ 200 milhões para produzir 800 quilos de matéria-prima por ano.
A fábrica funcionará no Distrito Federal e o produto deverá chegar ao mercado em dois anos, conforme anunciou em fevereiro a União Química, empresa responsável pela produção.
O negócio fechado com a União Química - intermediado pela empresa Biomm, que detém a patente junto com a UnB - inaugura a comercialização de tecnologias da universidade no Brasil.
A transferência de tecnologia a outros países rendeu para a instituição, nos últimos dois anos, R$ 176,6 mil em royalties, valor pago para o detentor de uma inovação pelo seu uso.
Atualmente, a universidade possui 72 patentes registradas e negocia 10 tecnologias. Entre as patentes estão um composto farmacêutico para o tratamento de Doenças de Chagas e um aplicador de fita adesiva, cujo protótipo será produzido este ano. "São inovações desenvolvidas na universidade que podem chegar ao mercado e beneficiar a população", ressalta do diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da UnB, Luís Afonso Bermúdez.
O CDT investiu R$ 18 milhões em registro e transferência de tecnologia em 2008. Valor captado pelo centro em editais de fomento à pesquisa e projetos desenvolvidos pela unidade.
O custo do registro internacional pode atingir valores altos. Para registrar uma patente nos Estados Unidos e México em 2009, o CDT gastou R$ 20 mil. A expectativa de Bermúdez é de um retorno muito maior em longo prazo. Isso porque o diálogo com empresas para fechar negócio demora, em média, 2 anos. O estudo para o desenvolvimento do método de tecnologia para fabricação de insulina, por exemplo, começou dez anos atrás, com a participação da Biomm.
DESAFIOS - A relação entre empresas e universidades ainda é frágil no Brasil. A comercialização de patentes é prática recente. Para se ter uma idéia, a Lei de Inovação, marco regulatório na relação entre empresa e instituições de ensino e pesquisa, é de 2004. "É difícil convencer a empresa a fazer parceria com a universidade, não temos essa tradição.
Países de primeiro mundo, como Estados Unidos e Japão, fazem isso há décadas", afirma a coordenadora de Inovação e Transferência de Tecnologia do CDT da UnB, Rosângela Ribeiro.
Antes mesmo de a lei ser criada, algumas universidades se aventuravam no setor. Na linha de frente, estão a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Federal de Minas Gerais (UFMG), entre as cinco instituições brasileiras com o maior número de patentes registradas.
A Unicamp anunciou 500 patentes em dezembro de 2007, enquanto a UFMG detém hoje exatas 362. A comercialização e transferência de tecnologia rendeu para a Federal de Minas Gerais R$ 1,4 milhão em royalties entre 2004 e 2008. O primeiro produto resultado de tecnologia produzida na instituição chegará ao mercado este ano, uma vacina recombinante contra Leishimaniose para cães, um dos principais vetores do homem.
"O processo é lento, ainda estamos afinando a pesquisa com a dinâmica da empresa", afirma o pró-reitor Adjunto de Pesquisa e Diretor da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, Rubén Dario Milan.
Segundo ele, só agora surgem contratos baseados na Lei de Inovação. A UFMG lançou o primeiro edital nos moldes da lei em 2008. Mesmo com a regulamentação, ainda existe uma insegurança jurídica no funcionamento das universidades, especialmente no que se refere ao papel das fundações de apoio. "Precisamos colocar no papel formas claras de funcionamento", destaca Milan.
Fonte: UnB Agência - Alerta Google
03/03/2009
A primeira fábrica de insulina do Brasil produzirá o hormônio com tecnologia desenvolvida pela Universidade de Brasília.
A comercialização da patente abre perspectivas de rendimento para a instituição, que tem direito a 2% da renda líquida referente à venda do produto. O investimento inicial no empreendimento será de aproximadamente R$ 200 milhões para produzir 800 quilos de matéria-prima por ano.
A fábrica funcionará no Distrito Federal e o produto deverá chegar ao mercado em dois anos, conforme anunciou em fevereiro a União Química, empresa responsável pela produção.
O negócio fechado com a União Química - intermediado pela empresa Biomm, que detém a patente junto com a UnB - inaugura a comercialização de tecnologias da universidade no Brasil.
A transferência de tecnologia a outros países rendeu para a instituição, nos últimos dois anos, R$ 176,6 mil em royalties, valor pago para o detentor de uma inovação pelo seu uso.
Atualmente, a universidade possui 72 patentes registradas e negocia 10 tecnologias. Entre as patentes estão um composto farmacêutico para o tratamento de Doenças de Chagas e um aplicador de fita adesiva, cujo protótipo será produzido este ano. "São inovações desenvolvidas na universidade que podem chegar ao mercado e beneficiar a população", ressalta do diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da UnB, Luís Afonso Bermúdez.
O CDT investiu R$ 18 milhões em registro e transferência de tecnologia em 2008. Valor captado pelo centro em editais de fomento à pesquisa e projetos desenvolvidos pela unidade.
O custo do registro internacional pode atingir valores altos. Para registrar uma patente nos Estados Unidos e México em 2009, o CDT gastou R$ 20 mil. A expectativa de Bermúdez é de um retorno muito maior em longo prazo. Isso porque o diálogo com empresas para fechar negócio demora, em média, 2 anos. O estudo para o desenvolvimento do método de tecnologia para fabricação de insulina, por exemplo, começou dez anos atrás, com a participação da Biomm.
DESAFIOS - A relação entre empresas e universidades ainda é frágil no Brasil. A comercialização de patentes é prática recente. Para se ter uma idéia, a Lei de Inovação, marco regulatório na relação entre empresa e instituições de ensino e pesquisa, é de 2004. "É difícil convencer a empresa a fazer parceria com a universidade, não temos essa tradição.
Países de primeiro mundo, como Estados Unidos e Japão, fazem isso há décadas", afirma a coordenadora de Inovação e Transferência de Tecnologia do CDT da UnB, Rosângela Ribeiro.
Antes mesmo de a lei ser criada, algumas universidades se aventuravam no setor. Na linha de frente, estão a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Federal de Minas Gerais (UFMG), entre as cinco instituições brasileiras com o maior número de patentes registradas.
A Unicamp anunciou 500 patentes em dezembro de 2007, enquanto a UFMG detém hoje exatas 362. A comercialização e transferência de tecnologia rendeu para a Federal de Minas Gerais R$ 1,4 milhão em royalties entre 2004 e 2008. O primeiro produto resultado de tecnologia produzida na instituição chegará ao mercado este ano, uma vacina recombinante contra Leishimaniose para cães, um dos principais vetores do homem.
"O processo é lento, ainda estamos afinando a pesquisa com a dinâmica da empresa", afirma o pró-reitor Adjunto de Pesquisa e Diretor da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, Rubén Dario Milan.
Segundo ele, só agora surgem contratos baseados na Lei de Inovação. A UFMG lançou o primeiro edital nos moldes da lei em 2008. Mesmo com a regulamentação, ainda existe uma insegurança jurídica no funcionamento das universidades, especialmente no que se refere ao papel das fundações de apoio. "Precisamos colocar no papel formas claras de funcionamento", destaca Milan.
Fonte: UnB Agência - Alerta Google
MAIORIA DOS PACIENTES NÃO SABEM RECONHECER DERRAME
Um estudo feito por uma clínica em Jacksonville, na Flórida, Estados Unidos, indica que a maioria dos pacientes não sabe reconhecer quando está sofrendo um derrame cerebral, até que seus efeitos mais graves se manifestem.
Segundo a pesquisa, publicada na edição de janeiro do Emergency Medicine Journal, as pessoas demoram para buscar tratamento médico imediato. O estudo da Clínica Mayo analisou 400 pacientes, que sofreram derrame isquêmico agudo, ou ataque isquêmico transitório (AIT uma interrupção temporária do fluxo de sangue ao cérebro), com base em diagnósticos do Departamento de Emergência da Clínica Mayo de Rochester, Minnesota.
Menos da metade dos pacientes (42%) havia se dado conta de que estava sofrendo um derrame, e a maioria dos participantes do estudo não procurou imediatamente um pronto-socorro quando os sintomas apareceram. Em média, o tempo decorrido entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital foi de mais de três horas e meia. A maioria dos pacientes acreditava que os sintomas iriam simplesmente desaparecer. A demora em buscar ajuda médica foi igual entre homens e mulheres.
Quando perguntados sobre o que sabiam acerca dos sintomas do derrame, aproximadamente um quinto dos pacientes entrevistados disse pensar que um derrame sempre ocorre gradualmente. Somente pouco mais da metade (51,9%) revelou entender que buscar ajuda médica imediatamente é um fator importante. "O tempo é um fator crucial no tratamento de um derrame", afirma o médico Scott Silvers, diretor do departamento de medicina de emergência da Mayo Clinic de Jacksonville, na Flórida.
Independente do seu histórico clínico, o quanto antes o paciente que está sofrendo um derrame ou os sintomas de um derrame chegar à sala de emergência, melhor. "O atendimento médico imediato é um fator decisivo para a redução dos efeitos do derrame, prevenção de maiores danos e para favorecer a recuperação do paciente", completa o médico. "Sem dúvida, as descobertas de nossos colegas indicam, claramente, que o maior conhecimento dos sintomas de um derrame irá levar a um atendimento mais rápido e a melhores resultados", afirma.
O QUE FAZER? Os derrames podem ocorrer como um ataque repentino, ou podem ser um processo de várias horas, com piora progressiva do paciente.
Os coágulos sangüíneos (ou trombos) que causam o derrame podem ser dissolvidos ou desintegrados, para que o sangue volte a circular pelo cérebro. Por isso, o socorro imediato pode significar a diferença entre um dano leve e uma incapacidade maior. Com o uso de medicamentos, stents e outras tecnologias, os médicos podem interromper o derrame antes que se espalhe e limitar bastante os danos.
SINTOMAS:
- Dormência repentina, debilidade, paralisia do rosto, braço ou perna normalmente em um lado do corpo;
-Dificuldade repentina para falar ou entender uma conversação (afasia); -Visão subitamente embaçada, dupla ou debilitada; -Vertigem, perda repentina de equilíbrio ou de coordenação;
-Dor de cabeça grave, súbita, "sem explicação" ou incomum, que pode vir acompanhada de rigidez do pescoço (torcicolo), dor facial, dor entre os olhos, vômito e consciência alterada;
-Confusão ou problemas com a memória, orientação espacial ou percepção.
Fonte: O Dia - Notícias Terra
Segundo a pesquisa, publicada na edição de janeiro do Emergency Medicine Journal, as pessoas demoram para buscar tratamento médico imediato. O estudo da Clínica Mayo analisou 400 pacientes, que sofreram derrame isquêmico agudo, ou ataque isquêmico transitório (AIT uma interrupção temporária do fluxo de sangue ao cérebro), com base em diagnósticos do Departamento de Emergência da Clínica Mayo de Rochester, Minnesota.
Menos da metade dos pacientes (42%) havia se dado conta de que estava sofrendo um derrame, e a maioria dos participantes do estudo não procurou imediatamente um pronto-socorro quando os sintomas apareceram. Em média, o tempo decorrido entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital foi de mais de três horas e meia. A maioria dos pacientes acreditava que os sintomas iriam simplesmente desaparecer. A demora em buscar ajuda médica foi igual entre homens e mulheres.
Quando perguntados sobre o que sabiam acerca dos sintomas do derrame, aproximadamente um quinto dos pacientes entrevistados disse pensar que um derrame sempre ocorre gradualmente. Somente pouco mais da metade (51,9%) revelou entender que buscar ajuda médica imediatamente é um fator importante. "O tempo é um fator crucial no tratamento de um derrame", afirma o médico Scott Silvers, diretor do departamento de medicina de emergência da Mayo Clinic de Jacksonville, na Flórida.
Independente do seu histórico clínico, o quanto antes o paciente que está sofrendo um derrame ou os sintomas de um derrame chegar à sala de emergência, melhor. "O atendimento médico imediato é um fator decisivo para a redução dos efeitos do derrame, prevenção de maiores danos e para favorecer a recuperação do paciente", completa o médico. "Sem dúvida, as descobertas de nossos colegas indicam, claramente, que o maior conhecimento dos sintomas de um derrame irá levar a um atendimento mais rápido e a melhores resultados", afirma.
O QUE FAZER? Os derrames podem ocorrer como um ataque repentino, ou podem ser um processo de várias horas, com piora progressiva do paciente.
Os coágulos sangüíneos (ou trombos) que causam o derrame podem ser dissolvidos ou desintegrados, para que o sangue volte a circular pelo cérebro. Por isso, o socorro imediato pode significar a diferença entre um dano leve e uma incapacidade maior. Com o uso de medicamentos, stents e outras tecnologias, os médicos podem interromper o derrame antes que se espalhe e limitar bastante os danos.
SINTOMAS:
- Dormência repentina, debilidade, paralisia do rosto, braço ou perna normalmente em um lado do corpo;
-Dificuldade repentina para falar ou entender uma conversação (afasia); -Visão subitamente embaçada, dupla ou debilitada; -Vertigem, perda repentina de equilíbrio ou de coordenação;
-Dor de cabeça grave, súbita, "sem explicação" ou incomum, que pode vir acompanhada de rigidez do pescoço (torcicolo), dor facial, dor entre os olhos, vômito e consciência alterada;
-Confusão ou problemas com a memória, orientação espacial ou percepção.
Fonte: O Dia - Notícias Terra
Fabricação de medicamentos no exterior preocupa os EUA
Em 2004, quando a companhia Bristol-Myers Squibb anunciou que fecharia sua fábrica em East Syracuse, Nova York - a última fábrica dos Estados Unidos que produzia os ingredientes-chave para antibióticos essenciais como a penicilina -, poucas pessoas se preocuparam com as consequências para a segurança nacional. \"O foco na época era principalmente a perda de empregos em Syracuse\", disse Rebecca Goldsmith, porta-voz da companhia.
Mas os especialistas e legisladores estão cada vez mais preocupados com o fato de que o país depende demais dos remédios do estrangeiro, e estão pedindo a criação de uma lei para exigir que certos medicamentos sejam produzidos ou estocados nos Estados Unidos.
\"A falta de regulamentação quanto ao fornecimento externo é um ponto cego que abre espaço para problemas de fornecimento, medicamentos fraudados e até bioterrorismo\", disse o senador Sherrod Brown, democrata de Ohio, que liderou as audiências sobre o assunto.
Décadas atrás, a maioria dos remédios consumidos nos Estados Unidos era fabricada no país. Mas assim como outras fábricas, as de medicamentos também migraram para a Ásia porque o trabalho, a construção, os custos regulatórios e ambientais são mais baratos lá.
Os principais ingredientes da maioria dos antibióticos são feitos quase que exclusivamente na China e na Índia. O mesmo vale para dezenas de outros medicamentos essenciais, incluindo o popular remédio para alergia prednisona; a metaformina, para diabetes; e a amlodipina, para pressão alta.
Das 1.154 indústrias farmacêuticas mencionadas nos registros de medicamentos do Food and Drug Administration [órgão regulador de medicamentos e alimentos dos EUA] em 2007, apenas 13% estavam nos Estados Unidos, enquanto 40% estavam na China, e 39% na Índia.
Alguns desses medicamentos são essenciais para salvar vidas, e o sistema de saúde dos Estados Unidos depende deles. Metade dos americanos toma algum remédio prescrito todos os dias.
A penicilina, composto fundamental para duas classes de antibióticos, conta a história da mudança do setor farmacêutico. A produção em escala industrial da penicilina foi desenvolvida por um grupo de pesquisas militares dos EUA durante a 2ª Guerra Mundial, e quase todos os grandes fabricantes de medicamentos tinham fábricas espalhadas por todo o país.
Mas no começo dos anos 80, o governo chinês investiu grandes somas de dinheiro em fermentadores de penicilina, \"desequilibrando os preços em todo o mundo e forçando a maioria dos produtores ocidentais a sair do mercado\", disse Enrico Polastro, belga especialista em antibióticos que é consultor do setor farmacêutico.
Um dos motivos que levou essas fábricas a migrarem para o exterior é que o FDA inspeciona as fábricas nacionais muito mais do que as estrangeiras, tornando a produção mais cara nos Estados Unidos.
\"As companhias dos EUA são mais regulamentadas e estão sob uma supervisão maior do que os produtores estrangeiros, particularmente os dos países emergentes. E isso é totalmente o contrário do que deveria ser\", disse Joe Acker, presidente da Associação dos Produtores de Químicos Orgânicos Sintéticos. \"Precisamos de um campo nivelado para jogar\".
Depois dos ataques de anthrax em 2001, o governo Bush gastou mais de US$ 50 bilhões para proteger o país do bioterrorismo e de pandemias de gripe; parte desse dinheiro foi destinado a aumentar a capacidade de produção doméstica de vacinas contra a gripe.
Mesmo assim, autoridades disseram que durante uma pandemia os Estados Unidos não poderiam depender das vacinas feitas principalmente na Europa por causa de um possível fechamento das fronteiras e falta de fornecimento. E a situação é similar com antibióticos como a penicilina; os pesquisadores descobriram que durante a pandemia de gripe de 1918, a maioria das vítimas morreu de infecções bacterianas, e não virais.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças tem um estoque de medicamentos com antibióticos suficientes para tratar 40 milhões de pessoas. Se mais do que isso for necessário, entretanto, o país não tem as fábricas para produzir. Levaria anos para desenvolver um fermentador de penicilina a partir do zero, disse Polastro.
O Dr. Yusuf K. Hamied, presidente do Cipla, um dos mais importantes fornecedores de ingredientes farmacêuticos do mundo, disse que sua companhia e outras estão cada vez mais dependentes dos fornecedores chineses. \"Se amanhã a China parar de fornecer ingredientes farmacêuticos, a indústria farmacêutica mundial entrará em colapso\", disse.
Uma vez que as indústrias farmacêuticas quase sempre vêem suas cadeias de fornecimento como segredos do setor, pode ser difícil ou impossível encontrar a verdadeira fonte dos ingredientes de um medicamento. O FDA tem uma lista pública de fornecedores de medicamentos, chamada de arquivo mestre dos remédios. Mas a lista não está nem atualizada nem é totalmente confiável, porque os fabricantes não são obrigados a abrir informações sobre seus fornecedores.
Uma base de dados federal lista quase 3 mil indústrias farmacêuticas estrangeiras que exportam para os Estados Unidos; outra lista tem 6.800 indústrias. Ninguém sabe se isso está correto.
As marcas de medicamentos normalmente alegam que os remédios são feitos nos Estados Unidos, mas as fábricas listadas são normalmente lugares onde os pós de medicamentos feitos no exterior são transformados em comprimidos e embalados.
\"As companhias farmacêuticas não gostam de revelar onde ficam seus fornecedores\", por medo de que competidores roubem suas fontes, disse Polastro.
A posição da China enquanto principal fornecedor de medicamentos é o resultado de uma política do governo, disse Guy Villax, diretor executivo da Hovione, fabricante de ingredientes essenciais, com fábricas em Portugal e na China.
O governo de Xangai prometeu pagar à indústria farmacêutica local cerca de US$ 15 mil por qualquer aprovação de medicamentos que conseguirem do FDA e cerca de US$ 5 mil pela aprovação dos órgãos reguladores europeus, de acordo com um documento fornecido por Villax.
\"Isso mostra que há um plano do governo da China para se tornar líder da indústria farmacêutica\", disse Villax.
A crescente dependência dos fornecedores de medicamentos chineses se tornou aparente no caso da heparina. Há um ano, a Baxter Internacional e a APP Pharmaceuticals dividiam o mercado doméstico de heparina, um anticoagulante necessário nas cirurgias e diálise.
Quando os órgãos reguladores federais descobriram que o produto da Baxter havia sido contaminado por fornecedores chineses, o FDA baniu o produto da Baxter e voltou-se quase que exclusivamente para o produzido pela APP. Mas a APP também recebia seu produto da China.
Então por enquanto, a contragosto dos EUA, a China tem a vantagem no jogo. Como diz Polastro, \"se a China em algum momento ficar muito irritada com o presidente Obama, isso pode ser um grande problema\".
The New York Times
Gardiner Harris
Tradução: Eloise De Vylder
Mas os especialistas e legisladores estão cada vez mais preocupados com o fato de que o país depende demais dos remédios do estrangeiro, e estão pedindo a criação de uma lei para exigir que certos medicamentos sejam produzidos ou estocados nos Estados Unidos.
\"A falta de regulamentação quanto ao fornecimento externo é um ponto cego que abre espaço para problemas de fornecimento, medicamentos fraudados e até bioterrorismo\", disse o senador Sherrod Brown, democrata de Ohio, que liderou as audiências sobre o assunto.
Décadas atrás, a maioria dos remédios consumidos nos Estados Unidos era fabricada no país. Mas assim como outras fábricas, as de medicamentos também migraram para a Ásia porque o trabalho, a construção, os custos regulatórios e ambientais são mais baratos lá.
Os principais ingredientes da maioria dos antibióticos são feitos quase que exclusivamente na China e na Índia. O mesmo vale para dezenas de outros medicamentos essenciais, incluindo o popular remédio para alergia prednisona; a metaformina, para diabetes; e a amlodipina, para pressão alta.
Das 1.154 indústrias farmacêuticas mencionadas nos registros de medicamentos do Food and Drug Administration [órgão regulador de medicamentos e alimentos dos EUA] em 2007, apenas 13% estavam nos Estados Unidos, enquanto 40% estavam na China, e 39% na Índia.
Alguns desses medicamentos são essenciais para salvar vidas, e o sistema de saúde dos Estados Unidos depende deles. Metade dos americanos toma algum remédio prescrito todos os dias.
A penicilina, composto fundamental para duas classes de antibióticos, conta a história da mudança do setor farmacêutico. A produção em escala industrial da penicilina foi desenvolvida por um grupo de pesquisas militares dos EUA durante a 2ª Guerra Mundial, e quase todos os grandes fabricantes de medicamentos tinham fábricas espalhadas por todo o país.
Mas no começo dos anos 80, o governo chinês investiu grandes somas de dinheiro em fermentadores de penicilina, \"desequilibrando os preços em todo o mundo e forçando a maioria dos produtores ocidentais a sair do mercado\", disse Enrico Polastro, belga especialista em antibióticos que é consultor do setor farmacêutico.
Um dos motivos que levou essas fábricas a migrarem para o exterior é que o FDA inspeciona as fábricas nacionais muito mais do que as estrangeiras, tornando a produção mais cara nos Estados Unidos.
\"As companhias dos EUA são mais regulamentadas e estão sob uma supervisão maior do que os produtores estrangeiros, particularmente os dos países emergentes. E isso é totalmente o contrário do que deveria ser\", disse Joe Acker, presidente da Associação dos Produtores de Químicos Orgânicos Sintéticos. \"Precisamos de um campo nivelado para jogar\".
Depois dos ataques de anthrax em 2001, o governo Bush gastou mais de US$ 50 bilhões para proteger o país do bioterrorismo e de pandemias de gripe; parte desse dinheiro foi destinado a aumentar a capacidade de produção doméstica de vacinas contra a gripe.
Mesmo assim, autoridades disseram que durante uma pandemia os Estados Unidos não poderiam depender das vacinas feitas principalmente na Europa por causa de um possível fechamento das fronteiras e falta de fornecimento. E a situação é similar com antibióticos como a penicilina; os pesquisadores descobriram que durante a pandemia de gripe de 1918, a maioria das vítimas morreu de infecções bacterianas, e não virais.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças tem um estoque de medicamentos com antibióticos suficientes para tratar 40 milhões de pessoas. Se mais do que isso for necessário, entretanto, o país não tem as fábricas para produzir. Levaria anos para desenvolver um fermentador de penicilina a partir do zero, disse Polastro.
O Dr. Yusuf K. Hamied, presidente do Cipla, um dos mais importantes fornecedores de ingredientes farmacêuticos do mundo, disse que sua companhia e outras estão cada vez mais dependentes dos fornecedores chineses. \"Se amanhã a China parar de fornecer ingredientes farmacêuticos, a indústria farmacêutica mundial entrará em colapso\", disse.
Uma vez que as indústrias farmacêuticas quase sempre vêem suas cadeias de fornecimento como segredos do setor, pode ser difícil ou impossível encontrar a verdadeira fonte dos ingredientes de um medicamento. O FDA tem uma lista pública de fornecedores de medicamentos, chamada de arquivo mestre dos remédios. Mas a lista não está nem atualizada nem é totalmente confiável, porque os fabricantes não são obrigados a abrir informações sobre seus fornecedores.
Uma base de dados federal lista quase 3 mil indústrias farmacêuticas estrangeiras que exportam para os Estados Unidos; outra lista tem 6.800 indústrias. Ninguém sabe se isso está correto.
As marcas de medicamentos normalmente alegam que os remédios são feitos nos Estados Unidos, mas as fábricas listadas são normalmente lugares onde os pós de medicamentos feitos no exterior são transformados em comprimidos e embalados.
\"As companhias farmacêuticas não gostam de revelar onde ficam seus fornecedores\", por medo de que competidores roubem suas fontes, disse Polastro.
A posição da China enquanto principal fornecedor de medicamentos é o resultado de uma política do governo, disse Guy Villax, diretor executivo da Hovione, fabricante de ingredientes essenciais, com fábricas em Portugal e na China.
O governo de Xangai prometeu pagar à indústria farmacêutica local cerca de US$ 15 mil por qualquer aprovação de medicamentos que conseguirem do FDA e cerca de US$ 5 mil pela aprovação dos órgãos reguladores europeus, de acordo com um documento fornecido por Villax.
\"Isso mostra que há um plano do governo da China para se tornar líder da indústria farmacêutica\", disse Villax.
A crescente dependência dos fornecedores de medicamentos chineses se tornou aparente no caso da heparina. Há um ano, a Baxter Internacional e a APP Pharmaceuticals dividiam o mercado doméstico de heparina, um anticoagulante necessário nas cirurgias e diálise.
Quando os órgãos reguladores federais descobriram que o produto da Baxter havia sido contaminado por fornecedores chineses, o FDA baniu o produto da Baxter e voltou-se quase que exclusivamente para o produzido pela APP. Mas a APP também recebia seu produto da China.
Então por enquanto, a contragosto dos EUA, a China tem a vantagem no jogo. Como diz Polastro, \"se a China em algum momento ficar muito irritada com o presidente Obama, isso pode ser um grande problema\".
The New York Times
Gardiner Harris
Tradução: Eloise De Vylder
PLANTAS QUE PODEM ORIGINAR SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICAS
PLANTAS QUE PODEM ORIGINAR SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICAS
Cannabis Sativum
Maconha é designação de origem africana do cânhamo (Cannabis sativa), quando considerada planta medicinal; da resina, obtida das folhas terminais e das inflorescências; das preparações que se fazem com essa resina, essas folhas e essas inflorescências.
São termos equivalentes, no Brasil e na África portuguesa ,diamba, liamba e riamba, também de origem africana; no Nordeste brasileiro, fumo-de-caboclo ou fumo-de-angola; nos EUA e em países hispano-americanos, marhjuana ou marijuana. A variedade indiana do cânhamo (cannabis indica) tida como cânhamo mais ativo, e, principalmente, a resina e as preparações, têm, no Oriente Próximo e no norte da África, o nome de haxixe.
O cânhamo é uma erva dióica, anual. originária da Ásia, de onde largamente se difundiu, sobretudo para regiões subtropicais, nas quais passou a ser cultivada ou se tornou espontânea. Desde tempos muito antigos é conhecida como planta medicinal e as suas fibras aproveitadas, como ainda hoje o são, na feitura de tecidos e cordas, e os seus frutos (impropriamente denominados sementes) na alimentação de aves e no preparo de tintas.
Os chineses, há mais de 2 mil anos, empregavam a resina como anestésico em cirurgia, prática repetida no Renascimento por alguns cirurgiões europeus, entre os quais o francês Ambroise Paré (1517-1590). Seu emprego como droga alucinógena, também muito antigo, sobretudo entre os muçulmanos, aos poucos estendeu-se ao Ocidente, onde, acentuando-se nos dois últimos decênios, passou, principalmente no último, a constituir problema social, menos grave, entretanto, do que o existente na Índia e no Egito, onde, ao que parece, se utilizam preparações mais ativas. Este fato estimulou, nos últimos tempos, o estudo da maconha, até então pouco cuidada.
Ação farmacológica: Para os mesmos pesos de material colhido não há diferença de atividade entre os produtos obtidos de plantas masculinas ou femininas. Entre os diversos compostos químicos que se encontram na maconha, destacam-se: o canabinol, o canabidiol, o ácido cabinólico e, como substâncias mais ativas, diversos isômeros do tetrahidrocanabiol (THC), dos quais o principal é o -delta9-tetrahidrocabinol. Já se sintetizaram diversos derivados do THC, alguns deles com mais atividade do que os produtos naturais.
Estudos em animais, feitos com extratos de maconha ou com THC, administrados por via oral, subcutânea ou pulmonar, mostram efeitos neurofisiológicos, bioquímicos e alterações do comportamento, variáveis com o animal e com a dose, alguns não muito diferentes daqueles determinados pelos barbitúricos: hipotermia, sedação, redução da atividade espontânea e da agressividade, permanência em atitudes impostas (a chamada catalepsia experimental), perda de habilidade e de motivação para atividades complexas e, aé, quadros de alucinação (macacos).
Claviceps Paspali
Datura Suaveolans
Erytroxilum Coca
CocaínaTambém apelidada de "branca", "neve", "coca" ou "pó".
Obtida do processamento das folhas do arbusto da coca, Erythroxylon coca, uma planta nativa dos Andes bolivianos e peruanos.
Em 1860, o alcalóide cocaína foi isolado da planta. Em 1864, um oftalmologista austríaco, Carl Köller, iniciou seu uso médico como um anestésico local; a cocaína foi o primeiro anestésico local (que não induz anestesia geral, ou seja, não provoca o sono) eficaz a ser usado na Medicina. Foi usada principalmente em cirurgia do nariz, garganta e córnea, por ser um bom anestésico tópico (bastava espirrar uma solução sobre a mucosa que ela ficava amortecida) e por ser vasoconstritora (ou seja, provoca o estreitamento dos vasos sangüíneos, diminuindo o sangramento durante a cirurgia). No entanto, eram freqüentes complicações locais (por exemplo, morte da parte anestesiada) e gerais (o paciente ficava intoxicado pela cocaína que absorvia). Hoje em dia, ela foi substituída por anestésicos sintéticos mais eficazes e menos tóxicos, que não têm propriedades psicoativas.
A cocaína vendida no Brasil vem em papéis de pequena quantidade. É uma droga cara. A concentração de cocaína no pó varia muito, sendo que junto com a cocaína em si, várias impurezas e pós inertes (e nem sempre tão inertes...) vêm adicionados para "fazer volume".
Geralmente, a droga é aspirada ou inalada, sendo que absorção se dá para o sangue através da mucosa nasal. Ocasionalmente, a droga é diluída e injetada na veia, o que provoca um efeito imediato e instantâneo (o "pico").
A cocaína é um estimulante do SNC, ou seja, o seu efeito geral é de acelerar corpo e mente. Uma descrição simbólica do efeito da cocaína seria o de ligar um ventilador de 110 V em uma tomada de 220 V.
Segundo os usuários, a cocaína provoca uma sensação de euforia, excitação, um sentimento de bem-estar, uma sensação de poder, de aumento da capacidade mental e física (embora, durante experiências com voluntários, observou-se que ambas estão diminuídas pela intoxicação), de poder.
Freqüentemente usada como "afrodisíaco" (pelo menos, é o que se alega), a cocaína aumenta o desejo sexual, podendo distorcer o mesmo. Não obstante, a impotência sexual é freqüente.
A cocaína aumenta a agressividade do usuário, deixando-o "escamado", "pronto para a briga", com um fraco controle de impulsos homicidas e agressivos. Um dos problemas da cocaína é sua tendência a incitar o usuário a cometer crimes violentos e de cunho sexual durante a intoxicação. Além disso, como a droga é cara, é freqüente o envolvimento do dependente em furtos, prostituição ou estelionato para adquirir a droga.
Complicações psiquiátricas da intoxicação, como agitação, pânico, ansiedade, medo, confusão mental e desorientação, delírios paranóides, alucinações auditivas e visuais, são comuns.
Como a concentração e a pureza da cocaína vendida nas ruas varia, como a capacidade de suportar cocaína varia, e como um dependente ansioso pelo efeito e talvez sob efeito de álcool ou outras drogas não é a pessoa mais indicada para calcular doses, as overdoses são comuns, principalmente no uso intravenoso. do nariz. Como é vasoconstritora, cortando o fornecimento de sangue ao local, ulcerações nasais, perfuração do septo e destruição das cartilagens nasais não são infreqüentes.
O uso endovenoso está relacionado ao risco de infecções transmissíveis pelo sangue, principalmente o HIV e as hepatites B, C, e delta.
Existem programas de distribuição gratuita de seringas descartáveis, mas o preço da seringa não é a causa maior do compartilhamento de seringas, e sim o temor de que a droga cara seja desperdiçada ao descartar a seringa. Injetando freqüentemente uma droga em suas veias cuja esterilidade é questionável e usando uma técnica freqüentemente nada perfeita, o usuário tende a injetar microorganismos em seu tecido subcutâneo e em suas veias. Infecções, abcessos e ulcerações nos locais de injeção são freqüentes. Há sempre o risco de tromboflebite (o sangue dentro da veia coagula, havendo inflamação; as bactérias presentes infeccionam a veia); de trombose (o sangue dentro da veia coagula); de embolia (um êmbolo, por exemplo, um fragmento de sangue coagulado ou uma bolha de ar, se solta na corrente sangüínea, "encalhando" em algum lugar e provocando infarto, por exemplo, pulmonar). Um risco de vida adicional é a endocardite infecciosa: as válvulas do coração capturarem algum microorganismo da corrente sangüínea, e infeccionarem; a condição é potencialmente ameaçadora à vida e de tratamento longo e difícil.
A cocaína provoca dependência física e psicológica rápida e profundamente. Diferente da maconha, "que precisa ser perseguida, cortejada e seduzida", a cocaína "persegue e seduz" o usuário. O tempo e o número de usos necessário para que se instale tolerância e dependência variam de pessoa a pessoa, mas tendem a não serem grandes. A abstinência de cocaína provoca um série de reações psicológicas desagradáveis, em tudo semelhantes à "aterrissagem", mas não chega a por a vida do doente em risco. Os sintomas atingem um máximo do 2° ao 4° dia, e esvanecem ao cabo de uma semana, embora depressão, irritabilidade e ansiedade possam persistir por algumas semanas. A "fissura", ou desejo severo pela droga, diminui de freqüência e intensidade após o primeiro mês, mas pode reaparecer, mais amena, até meses depois. Existem medicamentos não indutores de dependência que podem ajudar o dependente nas primeiras semanas de abstinência. Períodos de depressão são uma constante no dependente em recuperação, principalmente durante os primeiros 6 meses de recuperação, mas são auto-limitados e devem ser encarados de forma positiva. Se graves, algum antidepressivo escolhido por psiquiatra
pode ser eficaz, desde que o paciente não esteja usando nenhuma droga, caso em que qualquer medicamento é ineficaz.
à medida que o efeito da cocaina passa, vem a "aterrisagem" ou "rebordosa" ansiedade, tristeza, irritabilidade, inquietude, fadiga (e, por vezes, sonolncia), desânimo, sentimento de solidão e desvalio substituem o "pique" da cocaína. A cocaína cobra seu preço pela felicidade artificial que proporcionou. O indivíduo é compelido a usar mais da drogas, ou usar outras drogas substitutas
Lophophora Williamsil (Cacto Peyote)
ALUCINÓGENOS NATURAIS:
Várias plantas de famílias botânicas bem diferentes entre si possuem alcalóides alucinógenos, com efeito semelhante ao do LSD.
Índios Yaqui, Tarahumara e Huichol, oriundos do sul dos EUA e norte do México, usam os botões do cacto Peyote, Lophophora williamsi, em cerimônias religiosas próprias, havendo uma religião, o Peyotismo, dedicado ao pequeno cacto, rico em mescalina, um potente alucinógeno. Principalmente nos anos 60 e 70, muitos escritores e artistas experimentaram a mescalina, alegadamente como fonte de "inspiração"
Prestonia Amazônica (Haemadictyon Amazonicum
Papaver Somniferum L...
Cannabis Sativum
Maconha é designação de origem africana do cânhamo (Cannabis sativa), quando considerada planta medicinal; da resina, obtida das folhas terminais e das inflorescências; das preparações que se fazem com essa resina, essas folhas e essas inflorescências.
São termos equivalentes, no Brasil e na África portuguesa ,diamba, liamba e riamba, também de origem africana; no Nordeste brasileiro, fumo-de-caboclo ou fumo-de-angola; nos EUA e em países hispano-americanos, marhjuana ou marijuana. A variedade indiana do cânhamo (cannabis indica) tida como cânhamo mais ativo, e, principalmente, a resina e as preparações, têm, no Oriente Próximo e no norte da África, o nome de haxixe.
O cânhamo é uma erva dióica, anual. originária da Ásia, de onde largamente se difundiu, sobretudo para regiões subtropicais, nas quais passou a ser cultivada ou se tornou espontânea. Desde tempos muito antigos é conhecida como planta medicinal e as suas fibras aproveitadas, como ainda hoje o são, na feitura de tecidos e cordas, e os seus frutos (impropriamente denominados sementes) na alimentação de aves e no preparo de tintas.
Os chineses, há mais de 2 mil anos, empregavam a resina como anestésico em cirurgia, prática repetida no Renascimento por alguns cirurgiões europeus, entre os quais o francês Ambroise Paré (1517-1590). Seu emprego como droga alucinógena, também muito antigo, sobretudo entre os muçulmanos, aos poucos estendeu-se ao Ocidente, onde, acentuando-se nos dois últimos decênios, passou, principalmente no último, a constituir problema social, menos grave, entretanto, do que o existente na Índia e no Egito, onde, ao que parece, se utilizam preparações mais ativas. Este fato estimulou, nos últimos tempos, o estudo da maconha, até então pouco cuidada.
Ação farmacológica: Para os mesmos pesos de material colhido não há diferença de atividade entre os produtos obtidos de plantas masculinas ou femininas. Entre os diversos compostos químicos que se encontram na maconha, destacam-se: o canabinol, o canabidiol, o ácido cabinólico e, como substâncias mais ativas, diversos isômeros do tetrahidrocanabiol (THC), dos quais o principal é o -delta9-tetrahidrocabinol. Já se sintetizaram diversos derivados do THC, alguns deles com mais atividade do que os produtos naturais.
Estudos em animais, feitos com extratos de maconha ou com THC, administrados por via oral, subcutânea ou pulmonar, mostram efeitos neurofisiológicos, bioquímicos e alterações do comportamento, variáveis com o animal e com a dose, alguns não muito diferentes daqueles determinados pelos barbitúricos: hipotermia, sedação, redução da atividade espontânea e da agressividade, permanência em atitudes impostas (a chamada catalepsia experimental), perda de habilidade e de motivação para atividades complexas e, aé, quadros de alucinação (macacos).
Claviceps Paspali
Datura Suaveolans
Erytroxilum Coca
CocaínaTambém apelidada de "branca", "neve", "coca" ou "pó".
Obtida do processamento das folhas do arbusto da coca, Erythroxylon coca, uma planta nativa dos Andes bolivianos e peruanos.
Em 1860, o alcalóide cocaína foi isolado da planta. Em 1864, um oftalmologista austríaco, Carl Köller, iniciou seu uso médico como um anestésico local; a cocaína foi o primeiro anestésico local (que não induz anestesia geral, ou seja, não provoca o sono) eficaz a ser usado na Medicina. Foi usada principalmente em cirurgia do nariz, garganta e córnea, por ser um bom anestésico tópico (bastava espirrar uma solução sobre a mucosa que ela ficava amortecida) e por ser vasoconstritora (ou seja, provoca o estreitamento dos vasos sangüíneos, diminuindo o sangramento durante a cirurgia). No entanto, eram freqüentes complicações locais (por exemplo, morte da parte anestesiada) e gerais (o paciente ficava intoxicado pela cocaína que absorvia). Hoje em dia, ela foi substituída por anestésicos sintéticos mais eficazes e menos tóxicos, que não têm propriedades psicoativas.
A cocaína vendida no Brasil vem em papéis de pequena quantidade. É uma droga cara. A concentração de cocaína no pó varia muito, sendo que junto com a cocaína em si, várias impurezas e pós inertes (e nem sempre tão inertes...) vêm adicionados para "fazer volume".
Geralmente, a droga é aspirada ou inalada, sendo que absorção se dá para o sangue através da mucosa nasal. Ocasionalmente, a droga é diluída e injetada na veia, o que provoca um efeito imediato e instantâneo (o "pico").
A cocaína é um estimulante do SNC, ou seja, o seu efeito geral é de acelerar corpo e mente. Uma descrição simbólica do efeito da cocaína seria o de ligar um ventilador de 110 V em uma tomada de 220 V.
Segundo os usuários, a cocaína provoca uma sensação de euforia, excitação, um sentimento de bem-estar, uma sensação de poder, de aumento da capacidade mental e física (embora, durante experiências com voluntários, observou-se que ambas estão diminuídas pela intoxicação), de poder.
Freqüentemente usada como "afrodisíaco" (pelo menos, é o que se alega), a cocaína aumenta o desejo sexual, podendo distorcer o mesmo. Não obstante, a impotência sexual é freqüente.
A cocaína aumenta a agressividade do usuário, deixando-o "escamado", "pronto para a briga", com um fraco controle de impulsos homicidas e agressivos. Um dos problemas da cocaína é sua tendência a incitar o usuário a cometer crimes violentos e de cunho sexual durante a intoxicação. Além disso, como a droga é cara, é freqüente o envolvimento do dependente em furtos, prostituição ou estelionato para adquirir a droga.
Complicações psiquiátricas da intoxicação, como agitação, pânico, ansiedade, medo, confusão mental e desorientação, delírios paranóides, alucinações auditivas e visuais, são comuns.
Como a concentração e a pureza da cocaína vendida nas ruas varia, como a capacidade de suportar cocaína varia, e como um dependente ansioso pelo efeito e talvez sob efeito de álcool ou outras drogas não é a pessoa mais indicada para calcular doses, as overdoses são comuns, principalmente no uso intravenoso. do nariz. Como é vasoconstritora, cortando o fornecimento de sangue ao local, ulcerações nasais, perfuração do septo e destruição das cartilagens nasais não são infreqüentes.
O uso endovenoso está relacionado ao risco de infecções transmissíveis pelo sangue, principalmente o HIV e as hepatites B, C, e delta.
Existem programas de distribuição gratuita de seringas descartáveis, mas o preço da seringa não é a causa maior do compartilhamento de seringas, e sim o temor de que a droga cara seja desperdiçada ao descartar a seringa. Injetando freqüentemente uma droga em suas veias cuja esterilidade é questionável e usando uma técnica freqüentemente nada perfeita, o usuário tende a injetar microorganismos em seu tecido subcutâneo e em suas veias. Infecções, abcessos e ulcerações nos locais de injeção são freqüentes. Há sempre o risco de tromboflebite (o sangue dentro da veia coagula, havendo inflamação; as bactérias presentes infeccionam a veia); de trombose (o sangue dentro da veia coagula); de embolia (um êmbolo, por exemplo, um fragmento de sangue coagulado ou uma bolha de ar, se solta na corrente sangüínea, "encalhando" em algum lugar e provocando infarto, por exemplo, pulmonar). Um risco de vida adicional é a endocardite infecciosa: as válvulas do coração capturarem algum microorganismo da corrente sangüínea, e infeccionarem; a condição é potencialmente ameaçadora à vida e de tratamento longo e difícil.
A cocaína provoca dependência física e psicológica rápida e profundamente. Diferente da maconha, "que precisa ser perseguida, cortejada e seduzida", a cocaína "persegue e seduz" o usuário. O tempo e o número de usos necessário para que se instale tolerância e dependência variam de pessoa a pessoa, mas tendem a não serem grandes. A abstinência de cocaína provoca um série de reações psicológicas desagradáveis, em tudo semelhantes à "aterrissagem", mas não chega a por a vida do doente em risco. Os sintomas atingem um máximo do 2° ao 4° dia, e esvanecem ao cabo de uma semana, embora depressão, irritabilidade e ansiedade possam persistir por algumas semanas. A "fissura", ou desejo severo pela droga, diminui de freqüência e intensidade após o primeiro mês, mas pode reaparecer, mais amena, até meses depois. Existem medicamentos não indutores de dependência que podem ajudar o dependente nas primeiras semanas de abstinência. Períodos de depressão são uma constante no dependente em recuperação, principalmente durante os primeiros 6 meses de recuperação, mas são auto-limitados e devem ser encarados de forma positiva. Se graves, algum antidepressivo escolhido por psiquiatra
pode ser eficaz, desde que o paciente não esteja usando nenhuma droga, caso em que qualquer medicamento é ineficaz.
à medida que o efeito da cocaina passa, vem a "aterrisagem" ou "rebordosa" ansiedade, tristeza, irritabilidade, inquietude, fadiga (e, por vezes, sonolncia), desânimo, sentimento de solidão e desvalio substituem o "pique" da cocaína. A cocaína cobra seu preço pela felicidade artificial que proporcionou. O indivíduo é compelido a usar mais da drogas, ou usar outras drogas substitutas
Lophophora Williamsil (Cacto Peyote)
ALUCINÓGENOS NATURAIS:
Várias plantas de famílias botânicas bem diferentes entre si possuem alcalóides alucinógenos, com efeito semelhante ao do LSD.
Índios Yaqui, Tarahumara e Huichol, oriundos do sul dos EUA e norte do México, usam os botões do cacto Peyote, Lophophora williamsi, em cerimônias religiosas próprias, havendo uma religião, o Peyotismo, dedicado ao pequeno cacto, rico em mescalina, um potente alucinógeno. Principalmente nos anos 60 e 70, muitos escritores e artistas experimentaram a mescalina, alegadamente como fonte de "inspiração"
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