5.11.2009

Novo piso salarial ético para farmacêuticos que trabalham em farmácias e drogarias do estado do Rio de Janeiro


Averbação automática somente para contratos com piso salarial ético
Já está em vigor a Recomendação nº 01/2009, do CRF-RJ, que fixa um piso salarial ético para farmacêuticos que trabalham em farmácias e drogarias do estado do Rio de Janeiro. No dia 22 de abril, o vice-presidente do Conselho, Marcus Vinicius Athila, assinou a Ordem de Serviço nº 96/2009, informando que os contratos de trabalho apresentados ao CRF somente serão averbados (validados) automaticamente se estiverem dentro do piso salarial ético (ver valores abaixo). Se o valor estiver abaixo, a averbação não será automática, e o profissional será convocado ao CRF para se posicionar sobre a questão. Vale lembrar que a apresentação do contrato de trabalho com o empregador é uma das exigências para emissão da Certidão de Regularidade Técnica.

"O atual piso não é digno. Nossa intenção é despertar na categoria a valorização do farmacêutico. Como não existe carga horária para a profissão, os empregadores acabam aplicando o que diz a CLT: 44 horas semanais. Por isso, também buscamos apoio no Congresso para determinar a carga horária em 30 horas semanais", disse o vice-presidente do CRF-RJ, Marcus Vinicius Athila.

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ORDEM DE SERVIÇO Nº 96/2009
Ementa: Substitui a Ordem de
Serviço 95/2009
O VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO - CRF-RJ, no uso de suas atribuições legais conferidas pela
Lei Federal nº 3.820, de 11 de novembro de 1960,
RESOLVE:
O Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro é dotado de
personalidade jurídica de direito público, destinado a zelar pela fiel observância dos
princípios da ética e da disciplina da classe dos que exercem atividades profissionais
farmacêuticas no País.
Pelo Código de Ética da Profissão Farmacêutica, para que possa exercer a profissão
farmacêutica com honra e dignidade, o farmacêutico deve dispor de boas condições
de trabalho e receber justa remuneração por seu desempenho.
O Contrato Coletivo de Trabalho – CCT entre o SINFAERJ e o SINCOFARMA
determina o piso salarial, não determina o teto salarial para os farmacêuticos e não
relaciona salário com jornada de trabalho.
A Recomendação nº 001/2009 do CRF-RJ, publicada no DOU no dia 24 /03/2009,
entra em vigor no dia 24/04/2009 e tem que ser cumprida pelos farmacêuticos e
empregadores. A recomendação trata do piso salarial ético e da declaração sobre os
Princípios Fundamentais do Exercício Profissional. (Anexo)
A partir daquela data somente serão averbados automaticamente os contratos de
trabalhos dos farmacêuticos com as farmácias, farmácias com manipulação
alopática e/ou homeopática e as drogarias se constarem na CTPS o salário abaixo,
correspondente às horas trabalhadas declaradas no Termo de Compromisso de

Responsabilidade Técnica e Assistência Farmacêutica:
R$ 1.322,47 por quatro horas diárias, cinco dias na semana, com ou sem sábado.
R$ 1.653,08 por cinco horas diárias, cinco dias na semana, com ou sem sábado.
R$ 1.983,68 por seis horas diárias, cinco dias na semana, com ou sem sábado.
R$ 2.314,30 por sete horas diárias, cinco dias na semana, com ou sem sábado.
R$ 2.644,91 por oito horas diárias, cinco dias na semana, com ou sem sábado.


A averbação no contrato de trabalho para a assunção da responsabilidade técnica
contendo piso salarial ético com valor menor ao da Recomendação não será
automática e deverá ser informado ao farmacêutico de que o mesmo será
convocado a participar de reunião com a Diretoria, na qual será orientado sobre os
Princípios Fundamentais do Exercício Profissional.
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CRF - RJ
Rua Afonso Pena, 115 - Tijuca - CEP 20270-244 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 3872-9200 Fax: (21) 2254-0331
Home Page: www.crf-rj.org.br
Pelo Código de Ética da Profissão Farmacêutica é proibido aos farmacêuticos no
exercício da profissão farmacêutica, aceitar remuneração abaixo do estabelecido
como o piso salarial mediante acordos ou dissídios da categoria, inciso X, art. 13.
Sempre que solicitados, não importa o meio, os funcionários deverão informar que a
recomendação tem que ser cumprida pelos farmacêuticos e empregadores.
A recomendação não se aplica aos contratos de trabalho em vigor. Caso haja
qualquer alteração no contrato de trabalho que necessite de visto, o salário deverá
se adequar à Recomendação.
Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria do CRF-RJ.
Rio de Janeiro, 27 de abril de 2009.
Marcus Vinicius Romano Athila
Vice-Presidente
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CRF - RJ
Rua Afonso Pena, 115 - Tijuca - CEP 20270-244 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 3872-9200 Fax: (21) 2254-0331
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5.10.2009

MARAVILHAS DA VIDA MODERNA


Agradecimento às correntes recebidas

Aos amigos,

obrigada pelas 4512 correntes enviadas este ano. Graças a elas tomei algumas atitudes que mudaram minha vida.

1. Já não saco dinheiro em caixa eletrônico porque vão me colar um adesivo amarelo e quando eu dobrar a esquina vão me roubar.

2. Já não tomo Coca-Cola depois que me avisaram que um cara caiu no tanque na fábrica e ficou totalmente corroído.

3. Não vou ao cinema com medo de sentar numa agulha contaminada com o vírus da Aids.

4. Estou com uma inhaca de gambá porque desodorante causa câncer de mama.

5. Não estaciono o carro em shopping-center com medo de cheirar perfurme e ser sequestrado e violentado.

6. Não atendo celular com medo que alguém peça para digitar *55533216450123=T4RH2 e eu pague uma fortuna de ligação para o Irã.

7. Não como mais big mac pois é tudo feito com carne de minhoca; nem carne de hamburguer com anabolizante para que minhas bolas não fiquem gigantes.

8. Não como mais carne de frango pois os frangos foram alterados gneticamente e têm seis asas, oito coxas e não têm bico, penas nem cabeça.

9. Não saio com mais ninguém porque tenho medo de acordar na banheira cheia de gelo sem meus rins.

10. Refrigerante em lata nem pensar; tenho medo de encontrar o dedo daquele maluco lá de cima ou então morrer da mijada do rato.

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Estratégias para alcançar os seus objetivos

A imaginação é uma arma muito poderosa. Por meio dela podemos erguer muralhas intransponíveis ou construir as ferramentas necessárias para derrubá-las. Aproveite as promessas de ano novo para fazer planos bem altos! Se você quiser superar os seus limites, siga essas dicas e crescerá diante de cada meta que tentar conquistar.

Apóie-se nas suas qualidades para conseguir o que quer. Uma visão positiva de si mesmo é a melhor condição para superar os impedimentos que você se impõe.
Amplie os seus conhecimentos e desenvolva as suas habilidades. Sempre haverá situações novas com as quais aprender. Você poderá fazer isso durante a vida toda.
Adote uma postura dinâmica, que valorize a mudança e que possa transformar aquilo que você observa. Não aposte no estático, no imutável, pois a vida está em constante transformação.
Procure desafios que você considera possíveis enfrentar, mas que, ao mesmo tempo, exijam certo esforço. Assim você se manterá com uma energia positiva, que se realimentará a cada objetivo atingido.
Nunca diga “eu não consigo”. Comece relativizando tudo o que parecer impossível no primeiro momento e mentalmente se repita “eu não posso por enquanto, agora”. E comece a se preparar para mudar o jogo futuro.
Faça todos os dias alguma coisa, por menor que seja, para melhorar as suas possibilidades.
Pense com ousadia e sem preconceitos. Crie o mundo que você deseja na sua mente. O sucesso precisa nascer primeiro na sua imaginação.
Fortaleça os seus melhores desejos. Pense positivo. Deixe de lado a crítica inútil e o pessimismo.
Fortaleça a autocrítica positiva, perguntando-se a partir de uma abordagem otimista: o que eu ganhei, o que eu aprendi, o que eu somei, do que eu me livrei.

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Você sabe que está vivendo no século XXI quando...

1. Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua.
2. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras.
3. Esquecendo seu celular em casa, coisa que você não tinha há 20 anos, você fica apavorado e volta buscá-lo.
4. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o café.
5. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps...
6. Você não sabe o preço de um envelope comum;
7. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...);
8. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular!!);
Você digita o ‘0′ para telefonar de sua casa;
10. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando, volta para casa quando já escureceu de novo;
11. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou;
11. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo.
12. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9.
13. Você retornou a lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem viu que tem dois números 11.
14. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO…
15. Você já está pensando para quem você vai enviar este texto..
16. Provavelmente agora você vai dar um Ctrl-C/Ctrl-V, anexar em um email e clicar no botão ‘Encaminhar’… é a vida…fazer o quê… foi o que eu fiz também… Feliz modernidade!


Fonte: Frente-verso

Auto-medicação


O problema da automedicação é uma realidade no brasil. mais de 20 mil pessoas morrem no país, vítimas de automedicação. Mesmo sabendo que é perigoso ingerir remédios com base na indicação do balconista da farmácia, de amigos, ou achando que os sintomas são de uma doença que conhece ou já teve. Muitas pessoas ainda recorrem a automedicação, para economizar a consulta médica e o exame diagnóstico. Mas, em geral, essa conduta sai mais caro. Os remédios podem agravar doenças, mascarar sintomas, ter efeitos colaterais danosos, ou no mínimo, servir para nada. Existem pessoas que fazem uso de medicamentos que sobraram, sem ter certeza de que se trata da mesma doença. Outras não sabem que a indicação do balconista, ou de amigos, pode induzir à compra de medicamentos sem garantia de qualidade. Outras ainda com uma única receita médica, no mesmo dia, compram várias vezes o mesmo remédio e o consome indiscriminadamente. "boaspraticasfarmaceuticas"

Toma, que é bom para a gripe

Ao contrário da lenda, os tubarões também sofrem de câncer. Um estudo recém-publicado joga por terra definitivamente as pretensões dos comerciantes que apregoam poderes milagrosos para a cartilagem de tubarão.
Essa história começou em 1983, quando um trabalho experimental mostrou que havia nos tecidos cartilaginosos dos tubarões uma substância capaz de bloquear a multiplicação de capilares sanguíneos.
Como os tumores malignos precisam induzir a formação de novos vasos para irrigá-los à medida que crescem, teoricamente, pelo menos, uma substância como essa poderia ter ação antitumoral.
Baseado nessa premissa, um cidadão americano chamado William Lane publicou o livro "Sharks Don't Get Cancer" (Tubarões não têm câncer) e obteve a patente da cartilagem, em 1990. Depois, investiu pesado em publicidade, e o retorno foi rápido: milhões de dólares em vendas no mundo todo.
Em 1998, para testar cientificamente a eficácia da cartilagem de tubarão no tratamento do câncer, pesquisadores americanos realizaram um estudo no qual um grupo de pacientes foi dividido em duas metades.
A primeira recebeu comprimidos da cartilagem, e a segunda recebeu comprimidos de uma substância inerte (placebo). Não houve nenhuma diferença na evolução, na sintomatologia ou na sobrevida dos dois subgrupos.
Agora, dois cientistas americanos, Gary Ostrander e John Harshberger, fazendo um levantamento no arquivo do Registro de Tumores em Espécies Inferiores do Instituto Nacional do Câncer (NCI) dos Estados Unidos, encontraram pelo menos 40 casos de câncer descritos em tubarões.
Desses, três casos eram de câncer primário do tecido cartilaginoso. Isto é, cartilagem de tubarão não evita câncer nem na cartilagem dos tubarões.
No Brasil, cartilagem de tubarão tem sido anunciada em TV, jornais, revistas, programas populares de rádio e é até oferecida, em bancas nos aeroportos, por uma empresa que garante ter sido o produto testado na Universidade Federal do Ceará. Como sempre, o público-alvo são os doentes e suas famílias, ansiosos por algo que lhes possa aliviar o sofrimento.
O episódio ilustra a fragilidade dos assim chamados "tratamentos alternativos" do câncer e de tantas outras doenças.
Alguém diz que cogumelo é bom para isso, babosa, para aquilo, vitamina C cura gripe e fortificante rejuvenesce e sai fazendo propaganda nos meios de comunicação de massa para tomar dinheiro dos incautos.
É fácil, não há leis que impeçam a comercialização de poções milagrosas, não há nem fiscalização do Procon.
O argumento de que esses produtos, "se não fazem bem, mal também não fazem" é inaceitável, porque muitos deles são tóxicos. É o caso do aparentemente inócuo chá de confrei, que pode provocar necrose do fígado. É o caso do betacaroteno nas doses encontradas na maioria dos suplementos vitamínicos, que sabidamente aumenta a incidência de câncer de pulmão nos fumantes. Ou do tradicional biotônico que tantas gerações de mães vêm dando inadvertidamente para seus filhos e que contém 9,5% de álcool - concentração maior do que a existente no vinho e mais do que o dobro da encontrada na cerveja.
Além disso, ao aderir a essas panacéias, muitos retardam intervenções cirúrgicas e abandonam tratamentos clínicos de eficácia comprovada.
Como conseqüência, sofrem muito mais, oneram as famílias e os cofres públicos com internações hospitalares que seriam desnecessárias e, muitas vezes, perdem a oportunidade de cura.
Num país com nível de escolaridade como o nosso, quem dá aos comerciantes o direito de anunciar propriedades terapêuticas que jamais foram demonstradas em seus produtos?
Por exemplo, em que revista científica digna desse nome está publicado o estudo que demonstrou que vitamina C previne, abrevia a duração, alivia sintomas de gripes e resfriados ou aumenta a "resistência" do organismo, como aparece o tempo todo na televisão?
Embora nenhuma classe social esteja imune a esse tipo de publicidade enganosa, está entre os pobres o dano mais covarde.
Pelo país inteiro, milhões de famílias de baixa renda desviam da alimentação o dinheiro para comprar vitaminas que serão integralmente excretadas na urina, fortificantes, "remédios" para o fígado, memória, disposição, apetite ou rejuvenescimento; para não falar na absurda linha de medicamentos destinados a manter, e até melhorar, a saúde dos saudáveis.
Se nos falta coragem para varrer da prateleira das farmácias os milhares de "remédios" sem ação comprovada que envergonham a farmacopéia brasileira, é preciso pelo menos impedir a publicidade deles.
Se concordamos que um fabricante de tampinha de cerveja deva ser processado pela má qualidade de seu produto, como se explica nossa conivência com os que enganam a população apregoando propriedades falsas de substâncias químicas que serão ingeridas ingenuamente por pessoas doentes, gente de idade e crianças pequenas?

Drauzio Varella

A CAPADIDADE INTELECTUAL PODE SER MELHORADA?


5 perguntas sobre a genialidade
O que dizem as pesquisas mais recentes sobre nosso poder para aumentar a capacidade intelectual

Alguns dos melhores cérebros da ciência têm se dedicado a estudar a inteligência humana. Suas pesquisas giram em torno das origens de nossa capacidade mental e de aproveitar esse potencial. Algumas descobertas indicam que a capacidade mental depende muito das condições sociais e pode ser apromorada com educação e, talvez, com exercícios. Só não espere nenhuma droga miraculosa para aumentar o poder do cérebro. O que dizem as investigações mais recentes:

1. O que é inteligência?
A questão é debatida desde 1904, quando o psicólogo inglês Charles Spearman, (1863-1945) se propôs a medir a inteligência. Ele demonstrou, por um método estatístico, que existem correlações entre os resultados de diferentes testes mentais feitos pela mesma pessoa. Essa relação poderia ser atribuída à capacidade mental dela. Em 1905, Alfred Binet desenvolveu um teste para medir esse fator que, depois de muitas modificações, resultou nos testes do quociente de inteligência (QI ). Cem anos mais tarde, o fator g ainda traz muito assunto a ser discutido.

Certos pesquisadores fazem uma distinção entre tipos de inteligência. O psicólogo americano Robert Sternberg estabeleceu, empiricamente, a existência de três formas de inteligência que todos nós expressamos de forma mais ou menos pronunciada: a analítica (escolar), a criativa (capacidade de se adaptar à novidade), e a prática (capacidade de aplicar seus conhecimentos). O mais famoso defensor de várias inteligências é o psicólogo americano Howard Gardner (leia a entrevista).


2. A inteligência é inata ou adquirida?
Se a hereditariedade define os limites da inteligência, o meio determina a abrangência desses limites.” Esta é a conclusão de Erik Turkheimer, professor de psicologia da universidade de Virginia, mundialmente reconhecido por suas pesquisas sobre a inteligência de gêmeos. Os primeiros estudos, conduzidos nos anos 90, mostraram que os resultados de QI obtidos por gêmeos verdadeiros, do mesmo genótipo, eram mais similares do que os dos gêmeos com DNA diferente. Isso confirmou a origem genética da inteligência.

Foi então que Erik Turkheimer pesquisou dados de 60 mil crianças, acompanhadas desde o seu nascimento até os oito anos de idade, grande parte de minorias étnicas e de famílias pobres. O QI deles foi medido aos sete anos. O resultado foi que, se o QI de gêmeos com pais abastados pode ser atribuído à genética, entre as famílias mais pobres, o quociente de gêmeos idênticos variava tanto como se fossem falsos gêmeos.

Conclusão de Turkheimer: “Em um meio difícil, o potencial genético das crianças não tem oportunidade de se expressar plenamente. As famílias abonadas, por sua vez, podem dar o estímulo mental necessário aos genes para que construam o circuito cerebral da inteligência.” Isto significa que o dinheiro faz um bom lar? Não, , responde o autor. “Mas é um fator importante que permite aos pais dedicar tempo e energia, e dispor de meios para estimular as crianças mentalmente.”

De acordo com a noção da inteligência herdada, outros estudos mostraram que o QI de crianças adotadas está mais próximo ao dos pais biológicos. No entanto, mais uma vez os pesquisadores, dentre os quais Michel Duyme, da Universidade de Montpellier, na França, revelaram parcialidade. As famílias pobres raras vezes estão em condições de adotar, assim, as investigações se concentraram apenas em famílias adotivas abastadas. Duyme tem compilado os dados de milhares de adoções na França e novamente o meio desempenhou o seu papel perturbador. As crianças de famílias abastadas passadas para famílias igualmente abonadas apresentaram um QI de 119,6 em média. Mas quando eram adotadas por famílias modestas, o QI médio caiu 12 pontos. E vice-versa. As crianças de famílias modestas acolhidas por uma família das mesmas condições apresentaram um QI de 92,4, enquanto que aquelas colocadas em uma família abastada o QI obtido se elevou para 103,6.

3. O QI de crianças carentes pode ser melhorado?
Sim. Se o ambiente é tão importante para o desabrochar dos potenciais genéticos da criança, então um enriquecimento de seu meio pode ajudá-la a melhorar. Craig T. Ramey, da Universidade de Georgetown, em Washington, apresentou os resultados de uma experiência de intervenção precoce junto a crianças depois de seu nascimento: o Abecedarian Project.
Cento e onze crianças americanas provenientes de meios desfavorecidos, foram divididos em dois grupos e acompanhados durante 21 anos. Dos 0 aos 5 anos de idade, todos receberam uma alimentação ótima, o suporte dos serviços sociais e cuidados com a saúde. Em contrapartida, um só grupo foi beneficiado com atividades pré-escolares, 5 dias por semana, 50 semanas por ano, sob a forma de jogos, portanto, estimulando o desenvolvimento cognitivo, social, emocional e, sobretudo, da linguagem. Resultado: aos 4 anos, 95% das crianças do grupo beneficiado atingiram valores de QI normal nesta idade contra apenas 45% do grupo controlado.

Esse efeito persistiu ao longo do tempo. Aos 15 anos, 48% do grupo sem assistência foi colocado em um curso de educação especializada, em comparação a 12% do grupo beneficiado. Aos 21 anos, os jovens beneficiados continuam apresentando pontos de QI mais altos do que os outros, como quando eram crianças. Além disso, cumpriram mais anos de estudo, conseguiram mais empregos em período integral, consomem menos drogas e sofrem menos de depressão.

Craig Ramey obteve o mesmo resultado com um projeto similar visando crianças que nasceram prematuramente. Em um universo de 985 crianças, os testes de QI aos 3 anos mostram diferença entre um grupo que recebeu estímulos especiais e outro, que apenas teve cuidados de saúde.


4. Existe ginástica para o cérebro?
Pode ser. Michael Merzenich, neurobiólogo da Universidade da Califórnia, apresenta o resultado obtido com testes do programa de ginástica cerebral que sua sociedade, Posit Science, vende ao preço de 395 dólares. São programas de computador com atividades intelectuais. Dentre 182 usuários idosos, 93% viram sua capacidade cognitiva melhorar, segundo ele.

Timothy Salthouse, professor no Laboratório de Idade e Cognição, da Universidade de Virgínia, é mais comedido a respeito. Após uma revisão de testes similares conduzidos por seu laboratório e por outros, ele conclui: “Existem poucas provas científicas para confirmar que um suplemento de atividades estimulantes modifiquem a taxa de envelhecimento do cérebro.


5. Estamos ficando cada vez mais inteligentes?
Há um século, constata-se que nos países industrializados as gerações ganham três pontos de QI a cada dez anos. Essa é a conclusão de James Flynn, da Universidade de Otago (Nova Zelândia). Certos psicólogos alegam que esse fenômeno se deve à melhora da alimentação, outros, a uma elevação do nível de instrução.

Em abril de 2008, os pesquisadores Thomas W. Teasdale e David R. Owen publicaram os resultados de testes cognitivos feitos com jovens dinamarqueses por ocasião de sua incorporação no exército em 1988, 1998 e 2004. Resultado: os 25 mil recrutas de 1998 obtiveram um resultado 2 pontos superior ao dos 33 mil testados em 1988, seguindo a lógica de Flynn. Mas os 23 mil recrutas de 2004, em contraposição, atingiram um valor inferior aos de 1998, caindo para o nível de 1988.

Essa regressão foi igualmente observada nas fileiras norueguesas. Segundo Teasdale e Owen, esse recuo proviria de alterações do sistema educacional dinamarquês, que passou a ser menos dirigido à resolução de problemas lógicos e à rapidez. Eles também apontam como causa a integração de um maior número de imigrantes que - conforme mostram outros estudos - costumam obter resultados inferiores aos dos dinamarqueses natos. Mas como logo virá uma segunda geração de imigrantes igualando as condições, esse efeito sobre o efeito Flynn poderá se atenuar.

Revista Época

HOMENAGEM AS MÃES


Mãe!
Que sofre calada, o labor da estrada
E muitas vezes, em troca de nada
Mas isso não anula
A esperança e a certeza
De ver seus filhos criados
Com muita delicadeza

Ser!
Humano, amável, gentil,
Que arrisca a própria vida
Por um motivo e outros mil

Ser!
Supremo, abaixo de deus
Delicado como uma flor
Firme como uma rocha
Radiante como o esplendor do sol,
Como a claridade da luz da esperança

Brilhante como a lua cheia
Em uma noite escura
Cheia de entusiasmo,
de alegria e de prazer por ver o fruto de seu ventre nascer,
crescer, ser gente

Gente como a gente,
Que entende a gente
Que fala a língua da gente,

Mãe, que palavra mais bela
Pura, sensível, linda, magnífica, especial
Nome, que no mundo inteiro e
Nesta vida não há igual.


de Valdecir dos Santos