11.23.2009

Os segredos da boa alimentação



Cafezinho depois do almoço e jantar não é boa pedida. Pudins e derivados de leite após as refeições também devem ser evitados


Rio - Pouca gente sabe, mas espremer limão na panela ao invés de usar óleo para grelhar o frango ou o peixe evita o acúmulo de gordura no sangue. Já acrescentar aveia no preparo do arroz facilita a digestão. E ainda: beber suco de laranja batido com espinafre potencializa a absorção do ferro. Os conselhos podem parecer exóticos, mas nutricionistas garantem que estes e outros segredinhos ajudam a manter o organismo equilibrado e ainda previnem o aparecimento de doenças.

“Muita gente acha que o café faz mal. Na verdade, ele acelera o metabolismo e ajuda a preservar o fígado”, explica Valéria Barcellos, nutricionista da Lucatto, empresa de alimentação hospitalar.

Mas atenção! Nada de tomar cafezinho depois de almoçar ou jantar. A cafeína prejudica a absorção de nutrientes, como o ferro. A deficiência desse mineral pode causar anemia. Chá verde, mate e café devem ser tomados sozinhos ou acompanhados de pequenas refeições, como lanche da tarde. O mesmo acontece com o leite e seus derivados: devem ser evitados após as refeições.

“É um erro as mães darem Danoninho e sorvete de sobremesa aos filhos. Nosso organismo prefere o cálcio ao ferro. Ou seja, se a criança comeu brócolis no almoço e, na sobremesa, pudim de leite, colocou tudo a perder. O ideal para os pequenos é gelatina e frutas”, afirmar Barcellos.

Já as frutas cítricas, que são ricas em Vitamina C, contribuem na absorção do ferro e ainda ajudam a proteger o organismo de resfriados.

Segundo Valéria Barcellos, é importante consumir leite e derivados, como queijo, iogurte e manteiga, até 10h. Após isso, o ideal é evitar o alimento. “Claro que se for comer na casa de alguém e for estrogonofe, por exemplo, você não vai negar. Mas o ideal é compensar no dia seguinte com um prato de bife, salada e suco de laranja”, indica a nutricionista.

O consultor de Marketing Eduardo Canastra, 35 anos, foi obrigado a conhecer os segredos da boa alimentação. Ele aprendeu a comer corretamente há oito anos, depois de passar por uma cirurgia de redução de estômago. Emagreceu 60 quilos. “Quando almoço com outras pessoas, não fico apontando o que é certo ou errado no prato dos outros, só quando me perguntam”, conta.

A nutricionista Amanda Bibiano lembra que, antes de seguir receitas indicadas por conhecidos, o ideal é procurar um profissional apto a elaborar dieta específica para a sua necessidade.

“O que é bom para uns, pode não ser para outros. Quem sofre de doenças crônicas, como diabete e gastrite, por exemplo, deve se preocupar mais com a ingestão de certos tipos de alimentos que uma pessoa saudável não precisaria”, esclarece a nutricionista. “Café para quem tem gastrite, por exemplo, é ruim em qualquer hora”.

MITOS E VERDADES

CHÁ VERDE
Bom para digestão, mas não deve ser tomado após o almoço. O ideal é no meio da manhã ou depois de praticar atividades físicas, pois ajuda a eliminar as toxinas. Mate, chá preto e café também devem ser evitados após almoço e jantar.

GENGIBRE
Pode ser usado como uma espécie de chá, no combate às constipações (prisão de ventre), secreções do nariz e rouquidão. Basta ferver 2 fatias de raiz fresca de gengibre, durante 10 minutos. Pode-se adicionar mel para adoçar.

INGERIR LÍQUIDOS DURANTE AS REFEIÇÕES
O hábito não engorda, mas causa aumento do abdômen, ocupando o espaço da comida.

AZEITE
Ajuda a aumentar o colesterol bom, o HDL. Porém, não pode ser levado ao fogo, pois se transforma em gordura saturada.

TOMATE
Ajuda a combater o envelhecimento e doenças cardiovasculares. Mas evite as sementes.

LEGUMES
É melhor que sejam cozidos com a casca, para conservar as vitaminas. O ideal é usar o mínimo de água possível. Para aproveitar todas as vitaminas e proteínas, use essa água para preparar arroz, feijão, lentilha e macarrão.

FIBRAS
Substitua a massa branca pela integral. A fibra ajuda na digestão e é fonte de energia.

SUCOS DE FRUTAS RICOS EM VITAMINA C
Prefira beber combinando com vegetais folhosos escuros. O suco deve ser consumido logo que fica pronto, pois a vitamina C perde suas propriedades em contato com a luz e com o ar.


Clarissa Mello. O Dia

Benefícios da Atividade Física

Benefícios da Atividade Física
Benefícios da Atividade Física e seus efeitos sobre o organismo
Fonte: Understanding the Human Body 2008

Efeitos da atividade física no organismo humano:
Cérebro:
Proporciona sensação de bem estar.
Melhora a auto-estima.
Reduz sintomas depressivos e ansiosos.
Melhora o controle do apetite.
Como funciona:
A atividade física estimula a liberação de substâncias que "melhoram"
o funcionamento do sistema nervoso central.
Nariz e Garganta:
Reduz a ocorrências de gripes, resfriados e infecções respiratórias em geral.
Como funciona:
A atividade física estimula a produção de alguns aminoácidos
(componentes das proteínas) que melhoram a ação protetora
do sistema imunológico.

Pulmões:
Melhora a capacidade pulmonar.
Aumenta a capacidade de consumo de oxigênio.
Como funciona:
A atividade física aumenta a rede de pequenos vasos que irrigam os
alvéolos pulmonares (estruturas de troca de gases), melhorando o
aproveitamento de oxigênio pelo pulmão. Desse modo, a respiração
fica mais eficiente.

Coração:
Melhora o funcionamento do coração (para um mesmo esforço, o trabalho cardíaco passa a ser menor).
Aumenta a resistência aos esforços físicos e ao estresse
Reduz doenças cardíacas (angina, infarto, arritmias, insuficiência etc).
Aumenta a sobrevida até mesmo nas pessoas que já tiveram um infarto.
Como funciona:
Estimula uma melhor vascularização (aumento da irrigação de sangue para
o próprio coração), o que garante melhor funcionamento do órgão.
Reduz fatores de risco para artérias coronárias - como pressão arterial
e colesterol.

Abdome (obesidade):
Facilita a perda de peso ou a manutenção do peso desejado
Combate a obesidade.

Como funciona:
Reduz a gordura e aumenta a massa muscular. Os músculos são tecidos muito ativos, que ajudam no maior consumo de calorias ao longo do dia.

Pâncreas:
Facilita o controle do diabetes.
Como funciona:
Diminui a resistência à ação da insulina ( hormônio que facilita a entrada
de glicose nas células), favorecendo um melhor controle dos níveis de
açúcar no sangue.

Pernas:
Diminui edemas, varizes e o risco de trombose.
Como funciona:
Aumenta a pressão dos músculos sobre as veias das pernas. Funciona como uma espécie de bomba, que ajuda o sangue a vencer a força da gravidade e voltar mais facilmente para o coração.

Vasos Sangüíneos:
Reduz obstruções nas paredes dos vasos, diminuindo problemas como arterosclerose (placas de gordura), derrames e infartos.
Como funciona:
Reduz as taxas de colesterol total e eleva o HDL (colesterol "bom"), que protege contra a formação de placas de gordura nas artérias. Combate a hipertensão, reduzindo os níveis de pressão arterial.

Músculos:
Fortalece a massa muscular.
Aumenta a flexibilidade.
Como funciona:
A atividade estimula o desenvolvimento das fibras musculares que compõem os diversos músculos do corpo.

Ossos:
Reduz os riscos de osteoporose (enfraquecimento dos ossos) e fraturas na velhice
Como funciona:
Estimula a proliferação dos chamados osteoblastos (células que contribuem para o crescimento do tecido ósseo)

Vacinas para alergia


O que são as "vacinas para alergia"?

O termo "vacina para alergia" é freqüentemente usado para denominar o tratamento imunoterápico com alergenos, ou vacinação anti-alérgica. A imunoterapia com alergenos é um programa eficaz de vacinação que pode aumentar sua imunidade a substâncias chamadas de alergenos, que desencadeiam seus sintomas.

A imunoterapia com alergenos envolve a administração de quantidades gradualmente crescentes de um alergeno a um paciente, por um período de muitos meses. As injeções são inicialmente dadas em base semanal (ou duas vezes por semana) e, após se chegar ao nível de manutenção, em base mensal. Esse processo reduz os sintomas que seriam desencadeados pela exposição ao alergeno. A imunoterapia é o que mais se aproxima a uma "cura" dos sintomas alérgicos, pois uma vez que se atinja a dose de manutenção das vacinas ou tenha terminado o tratamento, seus sintomas estarão, geralmente, muito reduzidos.

Como funciona o tratamento?

Se você é alérgico a uma substância como o ácaro, você não vai tratar sua alergia inalando repetidamente ácaros (poeira) pelo nariz ou pela boca (para ir mais diretamente aos pulmões). Então, como pode acontecer que aumentando a exposição a substâncias que desencadeiam suas alergias —como alergenos do ácaro ou do gato— você será ajudado?

A imunoterapia com alergenos funciona como uma vacinação. Através da exposição do seu corpo a pequenas quantidades injetadas de um alergeno particular, em doses crescentes, seu corpo constrói uma imunidade aos alergenos aos quais você é alérgico. Isto significa que quando encontrar esses alergenos no futuro, você terá uma reação alérgica discreta ou muito diminuída, com menos sintomas.

No início de uma imunoterapia, a primeira injeção consiste de uma pequena quantidade de uma vacina muito pouco concentrada (muito diluída). A cada semana, o paciente recebe quantidades cada vez maiores de alergenos. A velocidade com que se pode aumentar a concentração da vacina depende da sensibilidade do paciente. Geralmente o paciente atingirá a dose de manutenção em cerca de 6 meses após o início do tratamento com vacinas. Essa dose de manutenção é então dada a cada 1-2 semanas e, depois, o intervalo é aumentado para cada 3-4 semanas.

Se você começar um tratamento imunoterápico com alergenos, é muito importante que continue suas injeções em bases regulares até que o tratamento seja descontinuado. Caso contrário não haverá benefícios com o tratamento. Geralmente os pacientes recebem injeções por 3-5 anos ou mais. Após esse tempo, sua sensibilidade a um alergeno particular estará reduzida, freqüentemente por anos após a interrupção do tratamento. Isso pode significar, por exemplo, que você poderá tolerar exposições maiores ao ácaro (por exemplo) sem apresentar sintomas.

A imunoterapia anti-alérgica funciona alterando as respostas imunológicas anormais que causam a alergia. Anticorpos protetores, similares àqueles provocados em respostas a outras vacinas, desempenham um papel nos resultados benéficos da imunoterapia.



Benefícios:


O tratamento imunoterápico anti-alérgico deve ser considerado quando os sintomas alérgicos são moderados ou intensos, quando ocorrem por quase todo o ano, quando não respondem adequadamente às medicações, e quando são desencadeados por alergenos dificilmente controlados, como o ácaro poeira domiciliar.

Por exemplo, se você é extremamente alérgico ao ácaro, você pode experimentar sintomas intensos, como asma, espirros, coriza intensa, olhos e nariz altamente pruriginosos, etc. É impossível, ou ao menos impraticável, evitar esse alergeno trazido pelo ar (aeroalergeno). Apesar de que medidas profiláticas podem ajudar a diminuir a exposição, e que medicações podem ser úteis, você pode continuar experimentando sintomas por períodos prolongados durante o ano. Para tal paciente, a imunoterapia específica pode levar a um alívio significativo.

Possíveis efeitos colaterais:

Como você pode ver, a imunoterapia por alergenos pode ser benéfica para muitos pacientes alérgicos. No entanto, existem alguns senões. Alguns pacientes podem achar que a aplicação repetida de vacinas pode ser inconveniente. Como qualquer tratamento, alguns pacientes podem apresentar reações adversas, i.e., às vezes as vacinas podem provocar reações alérgicas.

Durante o tratamento, alguns pacientes desenvolvem uma inchação ou um nódulo. Quando é grande, pode ser designado como uma "reação local". Os anti-histamínicos orais, compressas de gelo, ou o ajuste da dose da vacina melhoram essas reações.

Raramente, um paciente pode apresentar uma reação mais séria, resultando em sintomas de asma ou em anafilaxia. Os sintomas de asma incluem tosse, chiados no peito e falta de ar. Os sintomas de uma reação anafilática podem incluir espirros, coriza aquosa, coceira nos olhos, inchação na garganta, chiados no peito (ou uma sensação de aperto no peito), náusea, tonteira, ou outros sintomas. Tais sintomas requerem tratamento imediato. Se não forem apropriadamente tratadas, essas reações podem ficar mais sérias. Em certos casos, é necessário que o paciente aplique as doses em consultório ou em local preparado, permanecendo pelo menos 20 minutos após a aplicação.

Em resumo, a imunoterapia com alergenos é um programa de vacinação que é altamente eficaz para os pacientes alérgicos. É o que mais se aproxima de uma "cura" para os que têm rinite alérgica, asma alérgica causada por alergenos como os ácaros, ou alergia a picadas de insetos. Tal terapia traz um alívio aos muitos alérgicos que não podem evitar os alergenos aos quais são alérgicos.

Alergias
O que é alergia?
A alergia consiste em reações exageradas que o organismo sofre quando entra em contato com determinadas substâncias (alérgenos), mesmo que em quantidades pequenas. Cerca de 25% da população sofre de alguma forma de alergia. As formas alérgicas mais comuns são: a asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática), a rinite alérgica e as alergias cutâneas.

A alergia é uma doença?
Trata – se mais de uma característica individual do que propriamente de uma doença. O indivíduo alérgico é aquele que reage de forma exacerbada a determinado estímulo, considerado normal para outro indivíduo não alérgico. Digamos que os indivíduos alérgicos possuem um limiar de tolerância inferior a certos estímulos.

Como ficamos alérgicos?
A alergia não aparece da noite para o dia. A cada vez que nosso organismo tem contato com uma substância estranha (antígeno), ele produz uma substância chamada de anticorpo. Este anticorpo se liga à determinadas células do nosso organismo e faz com que estas liberem substâncias responsáveis pelos sintomas clínicos das reações alérgicas.

O que é alérgeno?
O alérgeno é o termo usado para a substância que causa reação alérgica. Alguns estão no ar como o pólen ou os fungos; outros são encontrados em alimentos como por exemplo o leite, frutos do mar ou ovo. Alguns insetos tem alérgenos em seu veneno; assim como, certas plantas possuem também substâncias alergênicas. No ambiente doméstico, os alérgenos encontrados mais freqüentemente são os tão conhecidos “ácaros”.

Existe uma predisposição para a alergia?
Sabemos que crianças de pais alérgicos tem maior probabilidade de serem alérgicas. Crianças que possuem um de seus pais alérgicos tem 20 a 30% de serem alérgicas enquanto que filhos de ambos os pais alérgicos já tem uma probabilidade de 60%. Por outro lado, a alergia pode se desenvolver em qualquer fase da vida e até mesmo em pessoas sem histórico familiar; basta para isso, que a exposição deste indivíduo à determinado alérgeno ultrapasse o seu limiar de tolerância.

Quais são os diferentes tipos de alergias ?
Quando a reação alérgica ocorre no sistema respiratório, podemos ter desde de uma rinite alérgica até crises asmáticas de intensidades variáveis. Quando o órgão acometido é a pele, podemos ter desde de pequenas manchas avermelhadas como reações alérgicas à picada de insetos até reações urticariformes gigantes.

Como evitar as alergias?
Quando se conhece o responsável pela alergia como, por exemplo, em uma alergia alimentar, basta evitar o alimento na dieta. Quando o agente está presente no ar como a poeira ou fungos, podemos tentar reduzir o seu contato através do que chamamos de controle ambiental. Este consiste em cuidados diversos para diminuir o contato com os alérgenos no ambiente domiciliar, como por exemplo o uso de protetores plásticos de colchão e travesseiros, de pano úmido diariamente nos pisos da casa, a troca das cortinas por persianas etc. É possível também diminuir aos poucos a sensibilidade do indivíduo ao(s) alérgeno(s) através de imunoterapia (vacinas específicas) realizada com supervisão médica.

É possível identificar os agentes responsáveis pelas alergias?
Além dos testes clínicos de provocação oral (exclusão e reintrodução do alimento “suspeito” na dieta ), existe hoje uma serie de métodos para avaliação diagnóstica das alergias , entre eles :

- Testes alérgicos que podem ser de leitura imediata (de 15 a 20 minutos);

- Intradérmicos; de provocação ou de contato (resultado em 72 horas);

- Exame de sangue (dosagem de IgE total e específica) – Neste teste são dosados anticorpos específicos contra uma grande variedade de alergenos como: frutas, grãos, peixes e frutos do mar, proteínas de porco e vaca ovo e laticínios, alergenos inalantes como pêlo de animais, insetos, poeira e gramíneas, drogas, fungos e alergenos ocupacionais.

Como a visão, a audição e o paladar podem se deteriorar com a idade.

Efeitos sensoriais do envelhecimento

O envelhecimento também pode danificar seus cinco sentidos.
Leia para aprender como a visão, a audição e mesmo o paladar podem se deteriorar com a idade.

Visão e envelhecimento
Você está segurando o jornal no comprimento do braço? Apertando os olhos ao ler documentos com letras pequenas? Você precisa de mais luz para enxergar claramente? Cada década vivida acrescenta mudanças que enfraquecem a visão, incluindo a lenta perda da habilidade de focar objetos próximos ou letras pequenas.

A presbiopia, o motivo mais comum para o uso de óculos de leitura, caracteriza-se pela diminuição da capacidade de focar objetos próximos. Geralmente essa condição surge por volta dos 40 anos, mas freqüentemente se desenvolve décadas antes disso.

Algumas das mudanças visuais relacionadas à idade são óbvias, ao passo que outras passam despercebidas até que a visão esteja limitada de alguma forma. Por exemplo, os tecidos ao redor dos olhos perdem seu tônus, e também ocorre perda de gordura, o que resulta na queda das pálpebras superiores e da parte interna e externa da pálpebra inferior.

Por outro lado, a catarata, que embaça a visão evitando que a luz atinja o cristalino do olho, raramente é detectável porque se forma lentamente, não provoca dor e não resulta em vermelhidão ou lacrimejamento do olho. Com os anos, a íris, a parte colorida do globo ocular, perde a flexibilidade.

Suas pupilas (os círculos pretos da íris que respondem à luz) ficam menores e a lente do cristalino começa a acumular substâncias amarelas, possivelmente como resultado da exposição à luz solar. Essas mudanças predispõem ao glaucoma, resultado da pressão excessiva dentro do globo ocular, o que pode levar à perda de visão ou cegueira. Ninguém conhece a causa do glaucoma, mas ele ocorre com mais freqüência em idosos, afro-americanos e pessoas com histórico familiar da doença.

O glaucoma basicamente não apresenta sintomas, até que seja tarde demais. Depois que o glaucoma danifica o nervo óptico, responsável por transmitir as informações visuais do olho para o cérebro, você passa do ponto de tratamento. É por isso que a Fundação do Glaucoma recomenda teste de glaucoma de quatro em quatro anos até os 45 anos e de dois em dois anos depois disso.

Faça o teste de dois em dois anos independentemente da idade se:você é descendente de afro-americanos
há ocorrência de glaucoma em sua família
você é míope
você tem hipertensão
você usa cortisona há muito tempo
A diminuição do fluxo sangüíneo para a retina, o tecido fino como papel que reveste a parte de trás do globo ocular, pode levar à degeneração macular. A degeneração macular destrói, de maneira acentuada, a visão central.

Audição e envelhecimento
Você já se pegou falando "o quê?" muitas vezes? Talvez você não goste tanto de multidões desde que passou a não detectar tão bem as nuanças das conversas. A perda de audição é uma das reclamações mais comuns do envelhecimento, especialmente para homens, que são mais propensos a ela com o tempo.

O envelhecimento produz uma perda de audição progressiva em todas as freqüências, conhecida como presbiacusia. Após os 55 anos, sua habilidade de detectar alterações no tom dos sons cai drasticamente, o que pode tornar sua fala menos compreensível para os outros. Além disso, as paredes de seu canal auditivo se afinam e a produção de cera diminui.

Seu tímpano engrossa. Você pode até ter artrite nas juntas que conectam os ossos localizados no canal interno. Ninguém sabe ao certo, porém, se essas mudanças na audição podem ser atribuídas ao processo de envelhecimento. É certo, contudo, que a perda de células capilares é o que mais diminui a audição.

As células capilares fazem parte do ouvido interno, que ajuda a transmitir impulsos para um nervo que os transfere para seu cérebro para que sejam processados. Danos em nervos, ferimentos e exposição a ruído alto e a certos medicamentos podem causar a perda das células capilares.

Envelhecimento e paladar
Você deve agradecer a seu nariz pelo sentido do paladar, apesar das milhares de papilas gustativas existentes em sua língua: elas apenas detectam quatro dos milhares de possíveis sabores nos alimentos.

A língua reconhece apenas os sabores doce, salgado, amargo e azedo. É por isso que a degustação do alimento é limitada sem um sentido olfativo saudável. Quando você mastiga alimentos e ingere bebidas, seus aromas são liberados em sua boca.

A saliva dissolve as substâncias que produzem o sabor no alimento e na bebida que entram em contato com as papilas gustativas de sua língua. Mais importante ainda, os compostos de sabor dissolvidos vão para a parte de trás de sua garganta, indo para as células receptoras em seu nariz. A partir daí, os nervos transmitem as mensagens de sabor ao cérebro, permitindo que você os perceba e os aprecie.

Se você está tendo problemas para saborear a comida, isso é em decorrência do olfato diminuído. O tempo diminui seu olfato, mas geralmente não antes de você atingir 60 anos, mas isso varia de pessoa para pessoa. Cerca de metade dos adultos acima dos 65 anos sofre alguma diminuição no olfato. Por outro lado, seu paladar para alimentos doces, salgados, amargos ou azedos pode permanecer incrivelmente intacto até você atingir os 70 anos.

Uma deficiência de zinco também pode causar uma diminuição do paladar. A suplementação de zinco pode ajudar se você tem uma deficiência. As infecções ameaçam o olfato e, como resultado, sua capacidade de saborear alimentos. Alguns dos danos da gripe, resfriado ou hepatite podem ser permanentes. Mais freqüentemente, doenças agudas, incluindo infecções e alergias sazonais, bloqueiam aromas das células receptoras que transmitem as informações de sabor para o cérebro.

Como resultado, você não tem tanta capacidade de sentir os sabores da comida. As pílulas que você ingere todos os dias para controlar condições médicas como pressão alta e artrite podem afetar o paladar, principalmente porque atingem as áreas do cérebro em que você percebe os sabores. As drogas quimioterápicas e a radiação de cabeça e pescoço também ameaçam a percepção do paladar, às vezes permanentemente.


Autores:
Elizabeth Ward
Jeffrey Blumberg

As drogas em nossa vida

Drogas são substâncias entorpecentes, excitantes, alucinógenas utilizadas com a finalidade de, primariamente e em caráter provisório, propiciar ao usuário um pretenso estado psíquico que lhe pareça agradável.

Também são chamadas de drogas substâncias farmacêuticas, cujo fim é o amenizar de dores, a cura de enfermidades, o bem estar do convalescente.

No dia-a-dia, quando algo vai mal, uma das palavras mais utilizadas, possivelmente, seja: Droga! Que droga!

A ênfase que se dá na pronúncia, tanto ou mais caracteriza o quanto aquilo é ruim.

As drogas, farmacêuticas ou não, utilizadas de forma leviana, induzem a estados de alteração da consciência. Usuários as denominam viagens.

Viagens que deixam, de retorno, seqüelas graves de ordem física e psíquica.

Infelizmente, é bastante expressivo o número de pessoas que as consomem.

As instituições médicas, religiosas, governamentais têm se preocupado com essas estatísticas que demonstram o desprezo à vida, a desvalorização de si mesmo.

O que será do nosso amanhã, quando a juventude se entrega ao vício, esquecendo valores de intelectualidade, conquistas pessoais, enriquecimento do espírito?

O que será do nosso amanhã, quando crianças, que deveriam estar chutando bola, ralando joelho em quedas de bicicleta, corridas, preferem se drogar, para sentir o prazer que essas atividades lhes propiciariam, sem contra-indicações?

O que será do nosso amanhã, quando adultos se entregam a tal vício, esquecendo da nobreza das lutas para atingir o que sonham?

O que será, enfim, do nosso amanhã, quando idosos, que deveriam estar nos repassando a riqueza das suas experiências, resolvem abraçar as drogas, esquecendo valores e afetos?

O que será...?

* * *

Enquanto a preocupação cresce nesse sentido, não menos preocupante é o panorama de outras drogas que vêm destruindo amizades, instituições, lares.

Falamos da raiva que vitaliza vinganças mesquinhas, assestando suas lanças contra pessoas que nada mais fazem do que pensar no bem do próximo.

Recordamos da inveja que destrói programas de excelente qualidade, cujo único objetivo é consolar corações, asserenar ânimos, concitar ao otimismo.

Tudo porque o invejoso decide que é mais fácil destruir, do que se esforçar para alcançar o patamar do outro, e ombrear com ele, nas mesmas e dignas lutas pelo semelhante.

Lembramos da maldade que estabelece intrigas, espalha a cizânia da mentira, destruindo a honra de pessoas nobres e coloca suspeitas em tarefas de total renúncia.

Essa forma de agir, na surdina, na calada da noite, lançando petardos aqui e ali, de forma sutil, é droga que igualmente produz muitos malefícios.

Por tudo isso, se você não se deseja contaminar, nem servir ao mal, pense um pouco.

Se as informações lhe chegam, destilando veneno, sobre pessoas e instituições, use seu bom senso.

Analise o que fazem os que estão sendo acusados, suas obras, seus feitos.

Coloque na balança da ponderação o que ouve do acusador, seus atos, suas atitudes.

Pense que, enquanto o outro está agindo no bem, este está semeando a intriga, o mal.

E então, com lucidez, não se permita inocular pela droga da raiva, da inveja, da maldade.

Vacine-se com a vigilância e a oração, conforme a orientação de nosso Mestre Jesus.

Não faça viagens pelo país das sombras. Não se deixe enredar pelo mal.

Sirva sempre ao bem. Vibre no bem. Espalhe o bem e contagie a muitos, com a sua disposição de acertar, de ser melhor, em plena consciência de seus pensamentos e atos.

Momentos de Reflexão