3.29.2010

Compulsão por gordura funciona como vício em cocaína

Pesquisa com camundongos sugere que dietas gordurosas estimulam produção de neurotransmissor ligado a sensação de prazer.

Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos.


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A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas como cocaína, a compulsão por comidas gordurosas - como doces e frituras - é extremamente difícil de ser combatida.

O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.

Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.

O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.

Obesidade
Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.

"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."

A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.

O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.

Prazer
Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.

O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas.

Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.

A pesquisa foi publicada neste domingo no jornal Nature Neuroscience.

G1.com

Esteróides anabolizantes



O QUE É UM ANABOLIZANTE ?
O termo anabolizante significa substância que faz anabolismo, isto é, crescimento. No organismo humano, a testosterona (hormônio masculino), o hormônio de crescimento e a insulina, são os anabolizantes mais potentes .

O QUE É TESTOSTERONA ?
Testosterona é o hormônio masculino fabricado pelos testículos do homem e em menor quantidade pelos ovários e glândulas supra-renais da mulher.

QUAIS As FUNÇÕES DA TESTOSTERONA ?
Ela tem basicamente duas funções : uma chamada anabólica e outra androgênica. Pela função anabólica ela atua, principalmente, sobre as zonas de crescimento dos ossos .Além disso, ela influencia o desenvolvimento de praticamente todos os órgãos do corpo humano. Pelo lado androgênico, ela é responsável pelo desenvolvimento das características sexuais masculinas (órgãos sexuais , produção de espermatozóides , pelos , barba, voz, etc). E mais : a testosterona age também na distribuição da gordura corporal, dando a nítida diferença entre a silhueta masculina e feminina.

O QUE SÃO ESTERÓIDES ANABÓLICOS ?
são derivados sintéticos da testosterona, que conservam propriedades anabólicas e esteróides (androgênicas ). Na dependência do tipo de molécula sintetizada, alguns derivados aumentam ou diminuem as propriedades anabólicas ou as propriedades androgênicas . Por isso, recebem títulos que os diferenciam, como:
- esteróide anabólico
- esteróide androgênico
- anabolizante esteróide
- esteróide anabolizante androgênico
- esteróide androgênico anabolizante

QUANTOS ESTERÓIDES ANABÓLICOS EXISTEM ?
Aproximadamente 50. Além da testosterona, os mais conhecidos são a nandrolona, o cipionato de testosterona, o enantato de testosterona, o propionato de testosterona, a bolasterona, a oxandrolona, a metenelona, a metiltestosterona, o isocaproato de testosterona, o decanoato de testosterona, o estanozolol, dentre outros .

QUAL A PRODUÇÃO DIÁRIA DE TESTOSTERONA ?
No homem são produzidos 10 mg/dia e na mulher de 0,25 a 1mg/dia. Sua excreção é feita pelas fezes e pela urina. No fígado ela sofre uma s érie de reações químicas e no final de sua ação formam-se produtos chamados metabólitos que estão sempre em alta concentração na bile e nos intestinos . Após os 50 anos de idade, essa produção vai sendo diminuída. o decréscimo de produção é mais acentuado em pessoas portadoras de determinadas doenças , principalmente a DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.

QUAIs AS INDICAÇÕES CLÍNICAs DOS ESTERÓIDES ANABÓLICOS ?
Várias patologias respondem bem ao uso de esteróides anabólicos . As principais s ão:
- deficiência hormonal da testosterona
- desnutrição
- câncer de mama
- anemia aplástica
- osteoporose
- impotência sexual(por insuficiência testicular)
- retardo pubertário masculino
- eunuquismo (castração)
- climatério masculino
Suas contra-indicações absolutas s ão:
- carcinoma de próstata
- gravidez
- câncer mamário masculino

QUAIS As VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DOS ESTERÓIDEs ANABÓLICOs ?
A mais comum é a injetável. Existem produtos orais , cujos efeitos colaterais são piores na superdosagem, principalmente os efeitos hepáticos , porque a droga passa pelo fígado duas vezes , uma na digestão e outra na metabolização.

QUANTO TEMPO DURA A AÇÃO DE UM ESTEROIDE ANABÓLICO ?
A ação inicia-se nas primeiras 24 horas e em alguns produtos encontra seu pico máximo em 14 dias . Sua atuação dura de 2 a 4 semanas . Sempre na dependência da droga usada e de sua dose.

QUAL MÉDICO DEVE SER CONSULTADO PARA UM TRATAMENTO COM ESTEROIDES ?
Teoricamente, os endocrinologistas têm mais conhecimento do assunto, principalmente aqueles mais dedicados aos distúrbios do crescimento corporal e do desenvolvimento genital. Muitos clínicos gerais estão atualizados na indicação desses produtos . Os ginecologistas atuam mais nos casos de osteoporose e os mastologistas e oncologistas nos casos de câncer de mama. Ultimamente, os geriatras fazem muitas indicações de anabolizantes para os casos de climatério masculino. Por causa da dopagem esportiva, muitos especialistas em medicina esportiva, conhecem bem o uso dessas substâncias .

OS ANABOLIZANTES DEVEM SEMPRE SER USADOS COM ACOMPANHAMENTO MÉDICO?
Sempre. Cabe ao médico a perfeita indicação do uso da testosterona e seus derivados , bem como o acompanhamento clínico e laboratorial durante todo o tempo de uso. Só o médico pode fazer adaptações das doses e surpreender qualquer efeito indesejável ou de superdosagem.

QUANDO SURGEM OS EFEITOS COLATERAIS DO USO ABUSIVO DOS ESTERÓIDES ?
Depende de vários fatores :
- Do poder androgênico da droga utilizada.
- Da dosagem
- Do período de uso
- Do ciclo utilizado (crescente, decrescente, em pirâmide, etc).
O uso abusivo quase sempre é observado em atletas de competição e em esportistas de academias que fazem uso dos anabolizantes para aumentar a massa muscular.

O QUE É DOPPING?
Dopping, ou mais propriamente dopagem é o uso de qualquer substância proibida pela regulamentação esportiva, usada com a finalidade de aumentar artificialmente o desempenho físico e/ou mental. Incluem-se na definição, alguns métodos proibidos , como a dopagem sanguínea 
(auto-hemotransfusão) e a manipulação enganosa das amostras do material coletado.

POR QUE OS ATLETAS USAM ESTEROIDES ANABÓLICO EM ALTAS DOSES ?
Principalmente para o desenvolvimento de massa muscular, força e potência. Com isso, a melhoria acentuada do desempenho atlético chega mais fácil às vitórias e aos recordes . Mas , infelizmente eles exageram nas doses e costumam usar esteroides anabólicos muito potentes aumentando consideravelmente o risco do surgimento dos efeitos colaterais que vão desde a simples acne até a morte.

COMO UM ANABOLIZANTE AUMENTA A MASSA MUSCULAR?
Ele aumenta a fabricação de proteínas musculares , principalmente actina e miosina que são respons áveis pela contração dos músculos ; além disso ela bloqueia o efeito destruidor de músculos após o exercício de determinadas substâncias . Como os anabolizantes em altas doses costumam desenvolver um certo grau de agressividade, isso permite mais disposição para aumento de cargas e repetições nos treinamentos .

A AUTOMEDICAÇÃO COM ANABOLIZANTES É PERIGOSA ?
A automedicação é sempre perigosa e irresponsável. Principalmente em se tratando de anabolizantes . Os próprios médicos reconhecem a dificuldade das prescrições de esteroides anabólicos , pelos diagnósticos difíceis , pela variação das opções de receita, pela multiplicidade de ação dos inúmeros anabolizantes e principalmente, pelo controle clínico e laboratorial do paciente durante o tratamento. Imagine-se então, quando existe a automedicação os graves riscos que se corre.

A VENDA DE ANABOLIZANTES EM FARMÁCIA É CONTROLADA ?
A legislação obriga que o médico faça a receita desses produtos em duas vias (uma via em papel carbono) carimbadas com o nome e o CRM do emitente. A segunda-via fica retida na farmácia.

JÁ OCORRERAM MORTES EM ATLETAS POR USO EXAGERADO DE ANABOLIZANTES?
Sim. As primeiras relatadas ocorreram em 1984, num total de sete. A primeira descrita foi por câncer hepático, em Daniel Barouchi, fisiculturista de competição, americano. Desde então, vários casos têm acontecido, a maioria deles por complicações cardíacas induzidas por superdosagem.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE TESTOSTERONA E NANDROLONA ?
A nandrolona é um derivado sintético da testosterona, que é mais anabólica, menos androgênica, sem hepatotoxidade e com mínimos efeitos colaterais em doses abusivas . Com essas características , a nandrolona atua muito no aumento da massa muscular e é preferida pelos atletas que abusam das doses porque ela é pouco androgênica, isto é, não atua muito na esfera sexual o que reduz os efeitos colaterais mais indesejáveis pelos esportistas . A prescrição médica nos casos indicados , também privilegia a nandrolona, por esses mesmos motivos .

EXISTE RISCO DE CÂNCER HEPÁTICO COM A TESTOSTERONA ?
 E COM A NANDROLONA ?
A hepatotoxicidade da testosterona é alta daí poder surgir (geralmente na superdosagem) o câncer hepático. Com a nandrolona, mesmo em doses maiores , o risco dessa patologia é drasticamente reduzido.

QUAIS AS VARIÁVEIS PARA OS EFEITOS ANABÓLICOS DO USO DE ANABOLIZANTES EM ATLETAS ?
Nem todos os esportistas que usam anabolizantes (geralmente por automedicação) apresentam o mesmo resultado no desenvolvimento e aumento da massa muscular. O organismo apresenta receptores específicos para a testosterona e seus derivados , como aliás acontece com qualquer substância endógena ou exógena. Se os receptores de uma pessoa têm pouca afinidade pelos anabolizantes , mesmo em altas doses , o efeito esperado na massa muscular é pequeno.
Além disso, existem outros fatores :
- tipo de esteroide usado
- duração do ciclo (uso)
- estado emocional antes e durante o ciclo
- intensidade do treinamento
- dieta alimentar, principalmente hiperproteica
- uso concomitante de outros hormônios
- uso concomitante de suplementos proteicos
- volume de líquido ingerido durante o ciclo.

DURANTE A SUPERDOSAGEM, CONTINUA A PRODUÇÃO NATURAL DE TESTOSTERONA ?
Quando os receptores proteicos reconhecem a presença no sangue do esteroide artificial, a produção endógena, natural, da testosterona cai muito e pode chegar a zero, principalmente com uso de derivados de altos efeitos androgênicos . Quando o ciclo é interrompido, a produção se retoma, Mas é variável o tempo em que isso ocorre e nem sempre a intensidade dessa retomada chega aos 100%.

Os EFEITOS DOS ANABOLIZANTES SÃO IGUAIS NOS HOMENS E NAS MULHERES ?
Teoricamente, não. Os efeitos são maiores nas mulheres e nas crianças porque têm níveis de andrógenos mais baixos que o homem.

O QUE É USO ABUSIVO DE ANABOLIZANTE ?
O receituário médico e as dosagens corretas de qualquer esteróide anabólico obedece parâmetros bem definidos pela experiência clínica baseada em pesquisas científicas . Além disso, os médicos vão alterando as doses no decorrer do tratamento com base na resposta clínica e no controle laboratorial.
Qualquer dosagem acima disso já deve ser considerada um abuso aumentando os riscos de efeitos colaterais . Por dosagem, deve-se entender não s ó a concentração da substância em cada ampola, mas principalmente o intervalo entre as tomadas e o tempo de uso.

QUAIS OS ACONSELHAMENTOS MÉDICOS PARA OS PACIENTES EM TRATAMENTO COM ANABOLIZANTES ?
O mais importante é seguir corretamente o que está prescrito na receita. Depois , informar ao médico qualquer sintoma ou sinal que o paciente perceba durante o tratamento. Por fim, visitar o médico com a periodicidade que ele indicar para reavaliação do caso e realização dos exames laboratoriais de controle.

QUAIS OS  EXAMES LABORATORIAIS QUE OS MÉDICOS SOLICITAM ?
A "bateria"de exames varia muito de caso a caso, principalmente em função do diagnóstico que motivou a receita. Mas existe um grupo de exames que os médicos solicitam de rotina, principalmente para surpreender o início de efeitos colaterais : determinação da densidade óssea, dosagem de hemoglobina, albumina, creatina, fosfatase alcalina, dosagem de cálcio e fósforo no sangue, colesterol (principalmente o HDL, o bom colesterol), transaminases (enzimas hepáticas ) e glicemia (principalmente nos diabéticos ).

POR QUE ALGUNS ATLETAS TOMAM DOIS ANABOLIZANTES ?
Os receptores químicos que aceitam a presença de anabolizantes podem ter grande afinidade por um derivado de testosterona e pouca afinidade por um outro derivado. Mas , isto não se pode saber antecipadamente. Como esses atletas não querem correr riscos de usar um anabolizante que faça pouco efeito, acabam usando mais que um anabolizante e com isso aumentam os riscos de efeitos colaterais .

O RISCO DO USO ABUSIVO É MAIOR EM ALGUNS ATLETAS DO QUE EM OUTRO ?
Sim. O risco é maior naqueles que têm antecedentes familiares de pressão alta, câncer e problemas cardíacos .

Os EFEITOS COLATERAIS SURGEM LOGO NAS PRIMEIRAS APLICAÇÕES ?
Esse surgimento é muito variável. Alguns efeitos podem surgir durante o ciclo de uso do anabolizante e outros podem surgir após o uso, às vezes , até bem mais tarde.

A HIPERTROFIA MUSCULAR TEM UM LIMITE ?
Tem. Mesmo que os receptores químicos aceitem bem a molécula de um anabolizante e faça aumento da massa muscular, há um ponto em que esses receptores ficam saturados e aí não aceitam mais o anabolizante. O efeito de aumento da massa muscular estaciona nesse momento.

EXISTE ALGUM ESTEROIDE ANABÓLICO QUE SÓ AUMENTA A MASSA MUSCULAR ?
Não. Os atletas estão sempre buscando essa mágica, porque querem ficar fortes e não correr riscos na esfera sexual. Por mais que se tente produzir um derivado de testosterona que seja s ó anabólico, isso tem sido imposs ível. Existem anabolizantes , como é o caso da nandrolona, em que os efeitos androgênicos estão muito atenuados , mas ainda não existe um esteróide que seja 100% anabólico.

QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS DA SUPERDOSAGEM, COMUNS NO HOMEM E NA MULHER ?
A relação de efeitos colaterais indesejáveis é muito extensa. É impossível que todos esses efeitos aconteçam numa mesma pessoa. Tudo fica na dependência do anabolizante usado, do tempo de uso, da dosagem utilizada e principalmente, da suscetibilidade individual. Os mais comuns são:
- acne
- aumento dos níveis do LDL colesterol (o colesterol ruim)
- diminuição dos níveis do HDL colesterol (o bom colesterol)
- edema (retenção de água nos tecidos )
- arritmia cardíaca
- aumento do risco de doença coronariana
- hepatite peleiotica (cistos de sangue no fígado)
- tumores hepáticos
- calvície
- aumento da sudorese (principalmente nos pés )
- amarelecimento da pele
- dores no estômago
- dores ósseas
- sensação de fadiga
- cefaléia intensa
- aumento da press ão arterial
- maior probabilidade de cálculos renais
- maior incidência de les ões nos ligamentos e tendões
- ins ônia
- câimbras
- náuseas e vômitos
- língua muito sens ível
- hálito insuportável
- agressividade

QUAIS OS EFEITOs COLATERAIS PRÓPRIOS DOS HOMENS ?
- alargamento do pênis
- depois , atrofia do pênis
- atrofia de testículos
- ginecomastia
- necessidade frequente de urinar
- diminuição da produção de espermatozoides
- perda dos pelos
- afinamento da voz

QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS PRÓPRIOS DAS MULHERES ?
- alargamento do clitóris
- diminuição da produção de estrógenos e progesterona
- inibição da ovulação
- alterações do ciclo menstrual
- amenorreia (suspensão temporária da menstruação)
- aumento inicial da libido
- pele oleosa
- crescimento dos pelos
- surgimento de pelos em locais não comuns
- rouquidão
- engrossamento da voz
- comportamento masculinizado
- danos irreversíveis ao feto

Fonte: Dr. Osmar de Oliveira

OBS; Não à automedicação (bosapraticasfrmaceuticas)

ERA SÓ O QUE FALTAVA: MÁQUINA QUE LE PENSAMENTOS



Cientistas dos EUA e do Japão criam tecnologia capaz de ler pensamentos

Máquina de ressonância magnética registra fluxo de sangue no cérebro.

Áreas mais irrigadas mudam conforme ideia que passa pela cabeça.

Imagens do fluxo do sangue em diferentes partes do cérebro estão permitindo a cientistas da universidade Carnegie Mellon, no estado americano da Pennsylvania, criar uma tecnologia capaz de identificar pensamentos.


A leitura é feita por meio de um equipamento de ressonância magnética. Quando uma pessoa deita dentro da máquina, os pesquisadores pedem para ela para ele pensar, do jeito que quiser, nas palavras que aparecem no monitor: adorar, odiar, insultar. Enquanto ela pensa, o computador divide o cérebro em 20 mil pequenos cubos, chamadas voxels.

Por onde o sangue passa com mais intensidade - ou seja, nas áreas ativadas por aquele pensamento - os voxels ficam azuis. Nas áreas onde a atividade é ainda mais intensa, eles ficam amarelos. E depois vermelhos. A imagem gerada por cada pensamento é comparada com milhares de outras.


Menina com 50% do cérebro surpreende médicos e já fala em virar bailarina Cérebro só consegue administrar 150 amigos em redes sociais, diz estudo Tamanho de regiões do cérebro indica desempenho em games, diz pesquisa Vítima de ataque de soluços há três anos opera cérebro Evento em Roma apresenta mão biomecânica controlada pelo cérebro
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É pela semelhança entre a imagem produzida pelo novo pensamento e aquelas que estão catalogadas que o computador é capaz de dizer exatamente o que estamos pensando. Assim, eles constroem uma espécie de dicionário de pensamentos, como explica o pesquisador brasileiro Augusto Buchweitz.

"O computador não consegue fazer nada sozinho, a gente tem que dar os dados pra ele, e ele vai procurar coisas que se repetem no cérebro das pessoas, que vai permitir identificar o conteúdo do pensamento de outras pessoas", diz Augusto Buchweitz.

Um dos pesquisadores, o doutor Marcel Just, diz que essa tecnologia poderá ajudar no tratamento de problemas psiquiátricos e neurológicos, identificando o que está errado com o pensamento e orientando a terapia e a prescrição de medicamentos.

Parece ficção científica mas, ainda este ano, pesquisadores esperam ler os pensamentos de uma pessoa no exato momento em que eles estão acontecendo.

Por enquanto, a leitura de mente é um experimento embrionário que depende de máquinas pesadas e só pode ser feito num laboratório. Só que os psicólogos e neurocientistas querem mais. Acreditam que em pouco tempo vai haver um leitor de mentes que funcionaria à distância, decodificando o que passa pela cabeça de qualquer pessoa - para o bem ou para o mal...

Pensamentos roubados

Imaginem, por exemplo, um terrorista numa estação de trem em Nova York. Ele pode montar um equipamento portátil capaz de ler mentes e descobrir, por exemplo, o código de acesso ao computador central do serviço de inteligência dos Estados Unidos, caso aponte a máquina para um funcionário do serviço de inteligência.

E a tecnologia é tão avançada que pode não deixar o menor rastro. O espião terrorista poderia usar o laser para escanear o cérebro do agente enquanto ele está lê os números. Tudo o que é pensado seria interpretado pelo computador.

É claro que os pesquisadores esperam que a leitura de mente seja usada apenas pra fins pacíficos. Mas é um tema tão intrigante que envolve instituições de pesquisa de todo o planeta.
No Japão, eles estão inventando uma máquina capaz de ler até o que nós estamos sonhando.

Gravador de sonhos
As experiências realizadas no Instituto de Pesquisas em Telecomunicações Avançadas, em Quioto, seriam chamadas de mágica, milagre ou telepatia há alguns anos. O cientista Yukiaso Kamitami diz: "a minha meta é gravar os sonhos". Para chegar lá, os pesquisadores começaram a identificar imagens formadas no cérebro. Os primeiros testes foram bem-sucedidos.

Nos testes, os cientistas projetaram lá dentro do aparelho de ressonância magnética símbolos como um quadrado. Os voluntários olhavam fixamente para a figura. O aparelho captava a atividade cerebral e um computador interpretava o que a pessoa estava pensando. O resultado foi que a figura saiu um pouco borrada, mas o equipamento conseguiu ler o pensamento.

Assim como na pesquisa americana, a principal ferramenta dessa tecnologia é um programa de computador capaz de reconstruir imagens que a gente vê a partir das oscilações do fluxo sanguíneo dentro do cérebro. Essas oscilações variam conforme o símbolo apresentado ao voluntário.

Os pesquisadores japoneses dizem que há teorias de que os sonhos são importantes, por exemplo, no processo de fixação do aprendizado. Se isso for verdade, o gravador de sonhos ajudaria o ser humano a aprender melhor.

O professor diz que o domínio dessa tecnologia ainda está longe de acontecer. Mas um dia o que se passa na nossa mente quando dormimos pode deixar de ser apenas um sonho que esquecemos no dia seguinte.

Fonte Fantastico (reportagem)

Diuréticos e insuficiênciais renais e cardíacas





Pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca e tomam diurético têm uma expectativa de vida menor do que os que não tomam o medicamentoEstudos recentes levantaram dúvidas a respeito do uso de diuréticos em pacientes que tem excesso de líquido no corpo e que sofrem de insuficiência cardíaca.


Um estudo com 522 pacientes, de quatro centros médicos ligados à Universidade da Califórnia, que sofriam com graves complicações nos rins, mostrou que o uso de diurético nesses pacientes aumentava o risco de morte.

Outro estudo com 1.354 pacientes com insuficiência cardíaca avançada de um centro médico universitário mostrou que há uma associação entre o uso crônico e prolongado de diuréticos potentes (usado por pacientes com insuficiência cardíaca) e o aumento do risco de morte.

O estudo também mostrou que o risco de morte elevado estava relacionado à dose alta do diurético. Pacientes que tomam altas doses de diuréticos potentes apresentaram risco maior de morte do que os que tomam doses mais baixas.

Um outro estudo com pacientes de mais de 65 anos que sofriam com insuficiência cardíaca comparou um grupo de 651 pacientes que tomavam diurético com outro grupo de 651 pacientes que não tomavam o medicamento. Os resultados mostraram que o uso crônico do diurético estava associado a um risco significativamente elevado de hospitalização e de morte em larga escala nos idosos que sofriam de insuficiência cardíaca.

A relação entre o uso de diuréticos e o risco de morte em pacientes com insuficiência cardíaca com comprometimento grave dos rins (insuficiência renal) foi alvo dos estudos de pesquisadores no Registro Nacional de Insuficiência Cardíaca Descompensada Aguda (ADHERE), maior base de dados sobre insuficiência cardíaca do mundo. A ADHERE possui um banco de dados de pacientes com insuficiência cardíaca desde 2001, com informações de 105 mil pacientes com insuficiência cardíaca.

Nessa análise, os pacientes foram divididos em dois grupos: pacientes com e sem insuficiência renal. A insuficiência renal foi diagnosticada pelos níveis de creatinina sérica - pessoas com níveis de creatinina de 2.0 miligramas ou mais por decilitro foram consideradas pacientes com insuficiência renal. Cerca de 70% dos pacientes em ambos os grupos receberam tratamento com diuréticos.


O estudo descobriu que a insuficiência renal e o uso de diuréticos estavam associados a uma taxa elevada de mortalidade e a um tempo de internação mais prolongado nos hospitais. Pacientes com insuficiência renal que tomaram diuréticos tiveram uma taxa de mortalidade de 7,8%, enquanto os que não fizeram uso do medicamento apresentaram taxa de mortalidade de 5,5%.

Da mesma forma, pacientes com função renal normal que tomaram diuréticos apresentaram taxa de mortalidade de 3,3%, enquanto os que não tomavam o medicamento apresentaram taxa de mortalidade de 2,7%.

Pacientes com insuficiência renal grave na base de dados ADHERE e que estavam sob tratamento prolongado com diuréticos apresentaram a mais alta taxa de mortalidade. Para qualquer nível de disfunção renal, os pacientes sob tratamento prolongado com diuréticos tiveram taxa de mortalidade maior do que os que não foram submetidos ao mesmo tratamento.

Na média, pacientes sob tratamento prolongado com diuréticos também passaram mais tempo internados no hospital. O período médio de internação ficou em 5,5 dias em pacientes com baixos níveis de creatinina e que não usavam diuréticos. Já os pacientes com elevados níveis de creatinina em tratamento prolongado com diuréticos passaram, em média, 6,9 dias hospitalizados.

Os pesquisadores que coordenaram esse estudo concluíram que diuréticos devem ser usados com cautela em pacientes com insuficiência cardíaca e com insuficiência renal. Uma alternativa aos diuréticos seria um procedimento relativamente novo chamado ultrafiltração, que consiste em filtrar o sangue do paciente para fora do corpo a fim de remover o excesso de líquido.


Como diuréticos causam morte em pacientes com insuficiência cardíaca

Diuréticos são medicamentos que ajudam os rins a eliminar o excesso de líquido do corpo, contribuindo para baixar a pressão arterial, reduzir o inchaço e a retenção de líquido. Isso acontece porque o medicamento estimula os rins a eliminar sódio (sal). As moléculas de sódio se associam à água, e água e sódio são eliminadas pelos rins ao mesmo tempo. Isso reduz a quantidade excessiva de líquido no sangue e no corpo.

A insuficiência cardíaca normalmente provoca retenção de líquido. Pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca geralmente recebem diuréticos como forma de tratamento. Evidências recentes sugerem, no entanto, que o uso freqüente e prolongado de diuréticos por pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca pode não ser favorável.

Evidências recentes sugerem que o uso prolongado de diuréticos por pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca pode não ser o melhor tratamento
Quando a insuficiência cardíaca avança, certos sintomas relacionados, como a retenção de líquido, podem se manifestar.

O excesso de líquido pode entrar nos alvéolos do pulmão e reduzir a quantidade de oxigênio que entra no sangue, causando falta de ar - dispnéia. O líquido pode se acumular nos pulmões quando o paciente fica deitado à noite, dificultando a respiração noturna e o sono - a chamada ortopnéia. Pode ainda fazer o paciente acordar de repente e ofegante, o que conhecemos como dispnéia paroxística noturna.

O excesso de líquido pode também aparecer nos membros inferiores e/ou no abdome. Um milhão de pessoas são hospitalizadas todos os anos nos Estados Unidos por insuficiência cardíaca, sendo 90dos casos por sintomas relacionados a acúmulo de líquidos.

Fonte:Jill Ferguson, PhD. "HowStuffWorks

Controle de Qualidade Microbiológico de Produtos Cosméticos e Fitoterápicos



A evolução tecnológica no desenvolvimento e produção de
cosméticos exige o cumprimento de diretrizes regulamentadas
para evitar e prevenir os riscos na qualidade e segurança dos
produtos.

A garantia da qualidade é um importante aspecto a ser considerado
desde o projeto até a liberação do produto ao consumidor.

A qualidade microbiológica de produtos constitui um dos atributos
essenciais para o seu desempenho adequado, principalmente em relação à
segurança, eficácia e aceitabilidade destes produtos. Falha nas medidas
preventivas e de controle do processo de fabricação pode resultar em produtos
inadequados ao consumo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
exige que as empresas produtoras tenham implantado as normas de boas
práticas de fabricação, conforme as normas técnicas oficialmente estabelecidas.

Dentre as exigências presentes nas normas, está a necessidade da realização
de ensaios de controle de qualidade em todas as fases do processo de
fabricação.

Estas normas são dinâmicas e devem ser atualizadas para
acompanhar a evolução tecnológica dos processos, novos equipamentos e
gerenciamento da qualidade.

Relatos publicados em periódicos de grande circulação e abrangência
demonstram como resultado de falha no controle do processo de fabricação de
várias empresas produtoras de cosméticos, graves conseqüências à saúde do
consumidor, pelo uso de produtos em desacordo com suas características de
qualidade estabelecidas, ocasionando problemas aos pacientes.

Os processos de fabricação devem ser documentados a cada lote de
produção, constando do histórico do produto todas as ações de controle de
qualidade em todas as etapas do processo de fabricação consideradas críticas.

Para o controle do processo e do produto terminado, padrões de qualidade são
estabelecidos na fase de desenvolvimento do produto e validação dos
processos. Todos os lotes produzidos devem apresentar conformidade com
estes padrões de qualidade.

A qualidade microbiológica de cosméticos e fitoterápicos é definida por
padrões microbianos descritos em compêndios oficiais e normas
regulamentadoras. Limites máximos de presença de microrganismos no
produto e dentre estes, ausência de patógenos estão estipulados.

Os produtos com composição complexa como cosméticos constituem
fonte rica em nutrientes para o crescimento de microrganismos. Da mesma
forma, produtos com maior atividade de água comparados com amostras com
baixo teor de água também favorecem o crescimento.

Matérias-primas, água e pessoal são fontes importantes de contaminação microbiana e devem ser controlados. As matérias-primas de origem natural incluem grupos de produtos obtidos de plantas, partes de plantas ou mesmo extratos e óleos essenciais
extraídos por processos químicos bem como aqueles oriundos de minerais ou
animais.

Tradicionalmente, acredita-se que produtos formulados com estas
matérias-primas, especialmente plantas, produzem ação desejada causando
menos efeitos tóxicos que as de origem sintética, levando ao emprego
crescente dos mesmos como terapêuticos ou cosméticos.

Nas farmácias de manipulação, prescrições com fórmulas contendo
matérias-primas de origem vegetal ou animal têm sido cada vez mais
freqüentes.

A diferença que existe entre a farmácia de manipulação e a
indústria farmacêutica ou cosmética é a característica de formulação magistral
individualizada.

Portanto, a quantidade de matéria-prima a ser adquirida pela
farmácia é menor quando comparada à produção industrial. Em função disso,
as matérias-primas são fracionadas pelas empresas fornecedoras para atender
pedidos com quantidades específicas.

Neste processo de fracionamento, podem ser carreados para as
matérias-primas partículas viáveis e não-viáveis aumentando a carga
microbiana contaminante.

A contaminação microbiana pode levar ao comprometimento do
desempenho do produto devido à quebra da estabilidade da formulação,
alteração das características físicas e aparência e levar a inativação dos
princípios ativos e excipientes da formulação e ainda, causar a perda de
confiança na empresa. Além disso, a administração de produtos contaminados
pode agravar quadros clínicos de pacientes já debilitados pela doença.

Ressalta-se ainda, a necessidade de investigar o sistema conservante visto que
muitos fabricantes utilizam-no na tentativa de manter a carga microbiana
dentro do limite estipulado, contudo, desconsiderando a toxicidade decorrente
do uso desse sistema.

Para pequenas empresas produtoras e farmácias de manipulação, a
implantação de laboratório de controle de qualidade microbiológico limitada
pelo investimento necessário para a infra-estrutura e pessoal requeridos.

Assim, a realização das análises por laboratórios de prestação de serviços
possibilita o atendimento às exigências da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária

Fonte: PINTO, Terezinha de Jesus Andreoli. Controle biológico de qualidade de produtos farmacêuticos,correlatos e cosméticos. São Paulo: Atheneu, 2000. 309p