9.19.2010

Mulheres infelizes com o parceiro têm a saúde mais fragilizada

Problemas no casamento, doenças no coração
Mulheres com casamento problemático têm mais chances de sofrer problemas de saúde como obesidade, hipertensão e colesterol alto - sintomas que levam a doenças cardíacas, diabetes e derrames. O estudo é da Universidade de Utah que mostra ainda serem os homens os menos afetados por estes sintomas. Eles, porém, têm os mesmos riscos que as mulheres de sofrer estresse e depressão.

Dos 276 casais entrevistados, com idades entre 40 e 70 anos, a maioria estava casada em média há 20 anos. Os estudiosos descobriram que as mulheres estavam mais sujeitas à depressão e a doenças cardíacas provenientes de brigas e discussões no relacionamento. Comprovou-se que as mulheres são mais sensíveis a esses problemas do que os homens.
Agência Estado

Quem pensa demais pode acabar ficando depressivo

Demorar para tomar uma decisão também pode levar a lapsos de memória

É a primeira vez que se mostram diferenças consideráveis entre pessoas que estejam diretamente ligadas ao tamanho da região pré-frontal do cérebro
Pensar demais faz mal ao cérebro. Pode-se resumir dessa forma a conclusão de uma pesquisa britânica recente, segundo a qual aqueles que perdem muito tempo filosofando sobre a vida podem acabar ficando depressivos e ter até lapsos de memória.

De acordo com artigo publicado na revista Science, o tamanho do cérebro de uma pessoa varia de acordo com o tempo que ela gasta para tomar uma decisão. No estudo, por exemplo, os voluntários que se mostraram mais seguros e certos de suas escolhas tinham mais células no córtex pré-frontal. É a primeira vez que se mostram diferenças consideráveis entre pessoas que estejam diretamente ligadas ao tamanho dessa região do cérebro - comumente relacionada a desordens mentais, como o autismo.

“Acredito que há diversas implicações importantes para pacientes com problemas mentais que, talvez, não tenham muita consciência de sua própria doença”, afirmou a médica Rimona Weil, co-autora da pesquisa. Para ela, a descoberta é um passo positivo para a conscientização de pacientes que não aceitam alguns tratamentos e remédios.

A psicóloga Tracy Alloway enfatiza que pensar demais pode não ser tão seguro. Um levantamento realizado por ela vai ao encontro do que descobriu a equipe de Rimona. Segundo a terapeuta, meditar demais pode sim aumentar os risco de depressão e as pessoas com uma memória baixa se enquadram no principal grupo de risco. Isso ocorre, de acordo com ela, porque essas pessoas precisam pensar demais sobre qualquer assunto antes de tomarem uma decisão que considerem confiável.

Veja

Substância protege orgãos transplantados

Ingleses criam composto que facilita transplantes
Substância evita que corpo ative defesas contra órgão transplantado

Atualmente, menos de 50% dos órgãos transplantados ainda funcionam depois de uma década no corpo do paciente
Uma equipe de cientistas britânicos desenvolveu uma substância que pode ajudar a superar vários problemas presentes em transplantes de órgãos, como a rejeição do receptor, a curta vida dos órgãos fora do corpo humano e inclusive sua escassez.

O composto, desenvolvido pelos pesquisadores do Centro de Transplantes do Conselho de Pesquisa Médica (MRC na sigla em inglês) do King's College de Londres, simula a própria capa protetora dos órgãos. O procedimento requer recobrir os órgãos com a substância para protegê-los, manter sua qualidade e evitar que se danifiquem antes do transplante.

Os detalhes da pesquisa foram apresentados durante o Festival de Ciência celebrado em Birmingham, na Inglaterra. "Esperamos que essa técnica duplique a vida dos órgãos", afirmou o professor Steve Sacks, do MRC. Apesar dos mais de 50 anos desde que foi realizado o primeiro transplante de um órgão no mundo, estes procedimentos ainda apresentam sérios desafios para os cientistas.

Rejeição — Ao problema da escassez dos órgãos doados se somam as dificuldades para manter a qualidade de um órgão fora do corpo humano enquanto ele é transportado até o centro cirúrgico. E também existe o risco de que o paciente rejeite os tecidos, seja imediatamente depois do transplantes ou nos anos seguintes.

Atualmente, menos de 50% dos órgãos transplantados ainda funcionam depois de uma década no corpo do paciente. A nova substância criada pelos pesquisadores do King's College é utilizada para "lavar" o órgão durante a transferência entre doador e receptor.
Uma vez que se enxerta o tecido, o composto limita a atividade de parte do sistema imunológico – chamado sistema de complemento – que normalmente atacaria e tentaria destruir as células de qualquer organismo externo, inclusive as células de um órgão doado. O sistema de complemento também tem como função apoiar o ataque dos próprios glóbulos brancos do paciente contra o novo órgão. Em circunstâncias normais, a resposta do complemento está regulada por moléculas de proteína que se localizam sobre a superfície das células renais, mas essas moléculas se perdem nos órgãos doados devido ao estressante processo de transferência.

Resultados animadores — Para solucionar esse problema, os cientistas do MRC criaram em laboratório um composto a base de proteínas, que chamaram de Mirococept. E também desenvolveram um tratamento adicional para assegurar que a substância permaneça "fixada" depois de cobrir o órgão.

O professor Martin Drage, especialista em transplantes, disse que "uma das coisas que se deve fazer quando é extraído o rim de um doador é lavar todo o sangue do órgão antes que ele se coagule e destrua o órgão". O processo é realizado antes de colocar o rim no gelo para transportá-lo até onde está o receptor. "O Mirococept se torna parte da solução utilizada no processo de lavagem", explicou.

Até agora, foi realizado apenas um teste com o composto para demonstrar que não prejudica o órgão ou o paciente. Mas já está em execução um ensaio clínico para comprovar sua efetividade. Os pesquisadores afirmam que os estudos de laboratório foram alentadores. Se tudo correr bem, o tratamento pode chegar aos pacientes em cinco anos.
BBC (AFP)

O que falta no prato dos seus filhos?

Não considere só peso e altura para saber se a alimentação está adequada. Há mais 8 sinais importantes
Olha o aviãozinho! Mas não deixe de olhar, também, os os cabelos, unhas, dentes e até brincadeiras de seu filho. Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrologia, esses e alguns outros sinais — como disposição, funcionamento do intestino e tempo de sono — dizem mais sobre a saúde da criança do que se imagina. Eles indicam, principalmente, se seu filho está se alimentando corretamente.

Os novos critérios foram apresentados no III Congresso Internacional de Especialidades Pediátricas. Segundo a pediatra da UTI neonatal do Hospital Pequeno Príncipe, Vanessa Liberalesso, se a criança não se encaixa em um dos itens da lista, pode estar sofrendo alguma deficiência nutricional.

“Os sinais são interligados. Uma criança que dorme mal, por exemplo, se alimenta mal e tem menos disposição para brincar. A falta de algumas vitaminas pode até provocar problemas mais sérios, como anemia”, explica, ressaltando que os transtornos podem chegar à idade adulta.

“Algumas crianças podem ser hipertensas no futuro, porque ingerem muito sódio. Além disso, podem sofrer com a falta de cálcio nos ossos, que provoca osteoporose, porque não ingeriram leite e derivados”, alerta.

COMBINE ALIMENTOS

Liberalesso explica que algumas combinações alimentares são valiosas para o organismo.

“Sempre que comer um alimento rico em ferro, como espinafre e carne vermelha, o ideal é oferecer um suco de laranja, que tem vitamina C e ajuda a absorver o ferro”, afirma, explicando que os pais devem evitar dar aos filhos alimentos ricos em cálcio (leite) após as refeições principais, para não atrapalhar essa absorção.

“No mais, crianças devem comer seis vezes por dia, mastigar lentamente e não pular nenhuma refeição”, explica ela.

Em alguns casos, não basta controlar a alimentação. É preciso criatividade. É o caso da pequena Sofia Campos , 5 anos. A mãe, Mariana Campos, 28, conta que se desdobra para fazer com que a filha coma legumes e verduras. “Como ela não gosta, eu uso a imaginação. Tudo que tem beterraba, por exemplo, eu digo que é comida de princesa, porque fica rosa”, diverte-se.

O QUE OS PEQUENOS DEVEM INGERIR PARA TER SAÚDE

Confira quais são os 10 sinais da alimentação saudável e quais os itens que os garantem

CRESCIMENTO ADEQUADO
Carboidratos: estão presentes no pão, arroz e macarrão
Proteínas: é preciso comer carnes, ovos, leite, feijão
Vitaminas e minerais: frutas, legumes e verduras

FUNCIONAMENTO DO INTESTINO
O ideal é beber pelo menos 2 litros de água por dia
Fibras: é preciso ingerir frutas, legumes e verduras.

BOM APETITE
Zinco: leite, ovos. carnes.
Vitamina A: cenoura e fígado
Ácido fólico: vegetais

DENTES FORTES
Cálcio: leite e derivados (queijo, manteiga, iogurte)

BOA IMUNIDADE
Nutrientes de frutas, legumes e verduras
Vitamina A: cenoura e fígado
Zinco: leite, ovos. carnes.

PESO ADEQUADO
Alimentação balanceada.
Não pular refeições (6 por dia).
Refeições à mesa, com a televisão desligada.
Mastigar devagar.

DISPOSIÇÃO PARA BRINCAR
Aleitamento materno até 6 meses pelo menos
Ferro: carne vermelha, principalmente fígado, espinafre.
Vitamina C: suco de laranja

DORMIR E ACORDAR BEM
Alimentação equilibrada.

PELE CORADA
Alimentos ricos em ferro.

CABELOS E UNHAS FORTES
Alimentos ricos em proteínas, ferro e vitaminas

FONTE: Associação Brasileira de Nutrologia

Pâncreas artificial pode revolucionar tratamento de diabetes

Injeções de insulina são atualmente a unica saida para os diabéticos dependentes de insulina
Leicester (Inglaterra) - Uma cientista britânica desenvolveu um pâncreas artificial que pode revolucionar o tratamento do diabetes, já que permitiria acabar com as injeções diárias que os diabéticos precisam para controlar os níveis de glicose. O pâncreas artificial, que ainda sendo está submetido a exames pré-clínicos, foi criado pela professora Joan Taylor, da Universidade de Montfort, em Leicester (Inglaterra).

A insulina produzida por pessoas com diabetes não consegue regular os níveis de açúcar, o que provoca sérias complicações para o organismo. Algumas pessoas que têm a doença sequer produzem o hormônio.

O órgão artificial, segundo informação do jornal britânico The Times, tem uma carcaça de metal que é mantida em seu lugar por uma barreira de gel, e responde aos níveis de açúcar no sangue, já que gera insulina quando é necessário.

O órgão poderia ser implantado entre a última costela e o quadril e recheado de insulina a cada poucas semanas. "Acredito que podia utilizar certa proteína (que não especifica) para criar um gel que pudesse reagir à glicose. Quando é exposto aos fluidos do corpo ao redor dos órgãos internos, o gel reage de acordo com a quantidade de glicose presente", explicou a cientista. "Os altos níveis fazem com que o gel se abrande e libere insulina na corrente sangüínea", acrescentou.

Segundo o The Times, se os testes forem bem-sucedidos, o pâncreas artificial seria uma solução simples e barata para os diabéticos. A cientista disse que o órgão não tem pilhas e não seria visível na superfície da pele.

Taylor e sua equipe de colaboradores acreditam que vão passar com sucesso pelos testes clínicos nos próximos anos e, caso tenha bons resultados, o órgão artificial estaria disponível dentro de

As informações são da EFE

Saiba Mais:

«Pâncreas artificial» revelou-se eficaz no controle de diabetes em crianças

Investigadores da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, demonstraram que um “pâncreas artificial” pode ser utilizado para regular os níveis de açúcar no sangue de crianças com diabetes do tipo 1, doença crónica caracterizada por uma deficiência no pâncreas na produção de insulina e que pode levar à morte do paciente.

Nos testes que realizaram, os investigadores descobriram que a combinação de um sensor que mede os níveis de glicose em “tempo real” com uma espécie de bomba que fornece insulina ao paciente pode melhorar o controlo do açúcar no sangue durante a noite.

Ambos os materiais já se encontram à venda no mercado, mas separadamente, pelo que este “pâncreas artificial” une-os e usa um algoritmo sofisticado para calcular a quantidade necessária de insulina a ser fornecida, baseando-se nas leituras de nível de glicose em tempo real.

De acordo com o artigo publicado na revista científica Lancet, este dispositivo diminui de forma significativa o risco dos níveis de açúcar no sangue caírem, algo que coloca o paciente em risco de uma crise de hipoglicemia, uma das maiores preocupações para os diabéticos de tipo 1.

"Este é o primeiro estudo aleatório que mostra o benefício potencial do sistema do pâncreas artificial durante a noite, usando sensores e bombas já disponíveis no mercado. O nosso estudo fornece uma base para o teste do sistema em casa", afirmou o líder da investigação Roman Hovorka, do Instituto de Ciência Metabólica da Universidade de Cambridge, de acordo com a BBC.

Ao longo da investigação, 17 crianças e adolescentes diabéticas com idades compreendidas entre os cinco e os 18 anos foram acompanhadas durante 54 noites num hospital, onde uma equipa de cientistas analisou o desempenho do sistema de pâncreas artificial no controlo dos níveis de glicose, comparando-o com o uso da bomba de insulina, que fornece a hormona ao paciente de forma subcutânea em doses pré-estabelecidas.

Numa das fases da investigação, as crianças iam dormir depois de comerem uma refeição maior, prática que pode levar a que a insulina se acumule, o que resulta numa diminuição perigosa do nível de glicose no sangue a meio da noite.Noutro dos testes, as crianças faziam exercício ao início da noite, actividade que aumenta a necessidade de glicose ao início da manha, agravando o risco de hipoglicemia durante a noite.

Nestas circunstâncias, os resultados demonstraram que o pâncreas artificial manteve os níveis de glicose no sangue normais durante 60 por cento do tempo, enquanto a bomba de insulina conseguir o mesmo efeito durante 40 por cento desse período.

Karen Addington, directora executiva da Juvenile Diabetes Research Foundation, que financiou o estudo, afirmou que é preciso "redobrar os esforços para que o pâncreas artificial deixe de ser um conceito na clínica e se transforme em realidade na casa de crianças e adultos que tem diabetes tipo 1".