10.10.2010

Academia, Studio ou Personal Trainer?



Academia, Studio ou Personal Trainer?
Já ficou estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que exercícios físicos são fundamentais para saúde e bem-estar do ser humano. O problema de muita gente é adequar sua agenda de compromissos as atividades, escolher a que mais lhe agrada e até optar por uma academia, Studio ou personal trainer.
As academias, que viraram moda nos anos 80, ainda chamam muita atenção pela variedade de atividades, no entanto a enorme quantidade de alunos e o clima desagrada quem está atrás de qualidade de vida e não só de corpo sarado. As aulas realizadas por personal trainer – que surgiram dos anos 2000, são apontadas pela personalização do trabalho, mas o preço de um professor particular pode assustar.
Atualmente o mais moderno e procurado são os Studios, que unem o trabalho em grupo das academias com a personalização dos personal trainers. Com turmas de no máximo cinco alunos, programas individuais pensados para cada praticante e atenção constante do profissional, esses espaços viraram refúgio de quem busca bem-estar e, por conseqüência, um corpo trabalhado.
O sucesso dos Studios vem da atenção especial que cada aluno recebe. “Quando uma pessoa opta por esse ambiente é porque procura um trabalho mais específico e orientado especialmente para ela”.  No Corpo Vital todas as atividades (pilates, musculação e ginástica elementar) são com turmas de até cinco alunos e os programas de exercício personalizados.
A grande vantagem dos Studios é mesmo o tratamento e o cuidado que cada um recebe em todos os momentos. “No Corpo Vital quando um aluno chega, independente da idade ou da condição física, ele passa por uma avaliação física (com o educador físico) e postural (com fisioterapeuta) onde serão analisadas suas necessidades. A partir daí ele será encaminhado para o melhor exercício, onde o profissional responsável fará uma aula personalizada, o que faz com que os objetivos sejam atingidos mais rapidamente e sem prejuízos futuros, como contusões.”, relata Juliana . Inclusive, vale lembrar, que o acompanhamento constante evita lesões comuns quando se faz o exercício de maneira errada.
Com os Studios acabaram-se as desculpas para deixar os exercícios de lado. Agora só falta escolher a atividade que você mais gosta e curtir o bem-estar que ela irá te proporcionar.

A massagem cardíaca

As técnicas para ressuscitar passaram a dar mais valor às compressões e menos à respiração boca a boca

As técnicas de massagem cardíaca para ressuscitar mudam sem parar. Mas nem sempre foi assim. Em 1960, Kouwenhoven, Jude e Knicker-bocker propuseram pela primeira vez que compressões aplicadas contra a parede do tórax, na área correspondente à metade da linha imaginária que liga um mamilo ao outro, seriam capazes de assegurar a circulação do sangue para o cérebro e para a musculatura do coração, nos casos de parada cardíaca. Em seguida, a respiração boca a boca foi incorporada às compressões para manter a oxigenação.
Naquele tempo, o ritmo proposto era de 5 para 2, isto é, 5 compressões do tórax intercaladas com 2 respirações boca a boca, técnica que permaneceu imutável por décadas. Alguns anos atrás, os fisiologistas demonstraram que as compressões deveriam ser mais frequentes, e o ritmo de 5 para 2 foi para 15 compressões seguidas de 2 respirações. Mais recentemente, várias associações de cardiologia decidiram recomendar que o ideal deveria ser de 30 compressões para cada 2 respirações.
Como paradas cardíacas não escolhem hora ou lugar, e na maioria das vezes ocorrem no ambiente doméstico ou em lugares públicos, é fundamental que todos saibam reconhecê-las e que estejam familiarizados com a técnica, inclusive crianças. O reconhecimento não é complicado, basta chamar a pessoa que desfaleceu. Se responder ou reagir, o coração não está parado. Na ausência de reação, a primeira providência é chamar o resgate.
Desligado o telefone, as massagens devem ser iniciadas o mais depressa possível, e mantidas até que o resgate chegue. Jamais tente transportar por conta própria a pessoa que sofreu a parada, você estará carregando um cadáver. E se o resgate demorar? Prossiga com a massagem sem sair do lugar. E se não vier? Nesse caso estará tudo perdido. Na prática, a questão da respiração boca a boca sempre foi um obstáculo porque não é uma manobra fácil, e muitos não têm coragem de executá-la.
Pesquisas recentes realizadas em porcos colocaram em dúvida a eficácia desse procedimento. Primeiro, porque a interrupção das compressões para insuflar o ar provoca diminuição da pressão de perfusão do sangue que vai para o miocárdio. Segundo, porque a pressão positiva do ar insuflado dificulta o retorno do sangue venoso para a circulação cardiopulmonar.
Pesquisadores americanos e suecos acabam de publicar dois estudos sobre essa questão. No estudo americano, 1.941 pacientes que sofreram parada cardíaca fora do ambiente hospitalar foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu apenas compressões torácicas; o segundo, 15 compressões intercaladas com 2 respirações. Levados ao hospital, sobreviveram 14,4% do primeiro grupo, ante 11,5% do segundo. A diferença não foi significativa.
No estudo sueco, 1.276 pessoas em parada cardíaca foram divididas ao acaso nos mesmos grupos: compressões torácicas versus compressões torácicas intercaladas com respiração. Depois de 30 dias, estavam vivos 8,7% no primeiro grupo e 7,0% no segundo, diferença insignificante.
No caso das paradas ocorridas como con-sequência de problemas cardiológicos, os que receberam apenas as compressões evoluíram um pouco melhor. Quando as paradas surgiram por complicações respiratórias, aconteceu o oposto. No entanto, em ambas as condições as diferenças foram pequenas. Se você encontrar na rua uma pessoa que teve um mal súbito e não esboça nenhuma reação quando estimulada, peça que alguém chame o resgate e inicie imediatamente as compressões torácicas com as duas mãos, uma colocada em cima da outra. Use o peso do seu corpo para ajudar as compressões.

Maitê: uma pessoa de muitas faces

Acha que brasileiro fala mais de sexo do que faz

POR GABRIELA GERMANO
Rio - Ela é dona do jogo. Na disputa pelo amor de Agnello (Daniel de Oliveira) em ‘Passione’, Stela levou a melhor exterminando qualquer chance de Lorena (Tammy di Calafiori). Por mais que muita gente tenha condenado a postura da mãe de investir com tudo sobre o namorado da filha, a intérprete Maitê Proença lembra que esse tipo de situação é mais comum do que se imagina: “Outro dia, gravando uma externa, uma moça da figuração me contou sobre a irmã que era sua melhor amiga. Mas justamente ela tinha lhe roubado o namorado da forma mais desnaturada possível. As duas hoje não se veem, nem se falam. A garota me disse isso repudiando a atitude de minha personagem, mas mostrando que não é coisa de novela. Acontece na vida real”, relata.
Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Pegadora de garotões na trama, Stela só mostra que, aos 52 anos, Maitê está mais sensual do que nunca. Seu poder de mexer com a imaginação dos homens vem pelo menos desde 1986, quando deu vida à cortesã ‘Dona Beija’, na extinta TV Manchete.

A atriz foi a primeira a protagonizar cenas de nudez na TV brasileira. Mas não dá muita importância para essa história de ser vista como símbolo sexual. “Podem me olhar como quiserem, sou uma pessoa de muitas faces. Se não fosse assim, sentiria um imenso tédio ao acordar”, afirma.

Com uma filha jovem em casa, Maria, de 19 anos, Maitê não hesita em dizer o que faria caso enfrentasse na realidade a mesma situação da ficção. “Acho pouco provável que uma de nós duas deixasse isso acontecer. Se houvesse qualquer perigo, ele seria ceifado pela raiz”, minimiza, tentando explicar o comportamento da personagem. “Espera-se que uma mãe seja generosa e abra mão de seus prazeres por uma filha. Mas, para conseguir fazer o que a história pede, eu preciso compreender a Stela. Entendo que o caso dela é uma obsessão, quase uma doença autodestrutiva que a compele para aquele comportamento”.
As cenas de sexo de ‘Passione’ mostraram o lado furacão da atriz. Mas, mulher com opinião forte, Maitê é bem direta ao falar de sua vida sexual. “Gosto mais de sexo hoje do que outrora, mas sempre considerei que não era fundamental. É apenas delicioso. Acho que brasileiro mais fala sobre sexo do que faz. Dá para passar sem e bem. Muita gente passa, mas não diz”, polemiza.

Namorada do empresário Alexandre Colombo, 14 anos mais novo do que ela, a diferença de idade está longe de ser um problema. Pelo contrário, traz vantagens. “Gente mais jovem em geral tem mais entusiasmo para fazer as coisas, conhecer lugares e tudo o que é diferente ou aventureiro”, diz.

Se os homens babam por sua sensualidade, as mulheres invejam sua beleza. Mas com um botox assumido aqui e outro ali, Maitê condena determinados exageros vistos por aí: “Quem tem dinheiro está envelhecendo melhor, pelo menos por fora. Mas há muitas aberrações assustadoras. É bom que seja assim porque servem de freio para quem está se coçando para mudar demais”, critica. “Não me acho mais bonita hoje do que antes. Envelheci razoavelmente bem e tenho alegria dentro de mim, o que disfarça as marcas da idade”, valoriza.

Ela tem lá seus cuidados em nome da vaidade. Mas sem neuroses. “Há mais de 30 anos me alimento de forma pensada e voltada para o que é saudável. Mas o truque é escorregar sempre um pouquinho, porque a disciplina absoluta é para os absolutamente chatos. E chatice envelhece”, dá o recado.

A atriz foca em um exemplo bem contemporâneo, mas pouco óbvio na hora de falar sobre envelhecer bem. “Devíamos todas nos mirar no exemplo da Marina Silva. Quanta dignidade! A altivez, o porte, as palavras que vêm do fundo de uma verdade irrefutável. Acho aquele coque, o batom de beterraba, a roupa fora de moda (mas única, só dela) absolutamente chiques”, elogia.

Nos últimos tempos, ela vive um drama na novela capaz de enrugar qualquer mãe por aí. O filho Danilo (Cauã Reymond) se tornou dependente de craque e, em meio àquele núcleo familiar, ela tem protagonizado momentos de forte carga dramática. “Tento jogar tudo na cena. Mas lidar com emoções pesadas o dia inteiro, gritar, agredir e chorar durante dez horas e ainda decorar outras cenas em casa com o mesmo tipo de energia mexe com a gente. Não saio ilesa, fico perturbada”, desabafa.

Nas ruas, Maitê experimenta a repercussão por tratar de um problema tão sério no horário nobre da Globo. “Todos os dias alguém me para e fala que vive essa experiência. Também enviam mensagens para o meu site contando histórias pessoais. Em uma ocasião, uma senhora deu um jeito de se aproximar. Vi que ela tentava me entregar alguma coisa e estiquei o braço. Ela, com olhar muito doído, me passou um bilhete contando o drama com o próprio filho e agradecendo por falarmos disso na novela. É muito triste”.

Maitê, que em seu livro ‘Uma Vida Inventada — Memórias Trocadas e Outras Histórias’ assume ter usado drogas, diz que em sua casa o tema está longe de ser um tabu. “Conversamos sobre absolutamente qualquer assunto que surgir, drogas inclusive. Maria nunca deu trabalho, definitivamente não é dessa conduta. Sorte nossa. Sou favorável à descriminalização das drogas, mas esse é um assunto cheio de implicações. Teria que ser muito bem elaborada e feita sob medida para nosso País de dimensões continentais, com diversas restrições para a compra no caso de menores e pessoas com doenças psíquicas”, opina.

Essa é Maitê. Sem medo de falar o que pensa. Sua personalidade forte é grande responsável pelo seu sucesso. Mas ela confessa estar revendo essa postura. “Já tive muitos problemas por expor minhas opiniões. Não recomendo. Perdi alguns amigos ou fiz alguns inimigos. Mas farei as pazes com todos. Essa é uma determinação que cumprirei assim que conseguir engolir o último sapinho que ainda está entalado na garganta”

Manifesto para combater guerra suja contra Dilma

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), José Eduardo Dutra, anunciou nesta quinta-feira (7) que a coligação de apoio à candidatura da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, lançará uma espécie de manifesto para combater o que os aliados dilmistas classificam como “guerra suja” por parte de adversários e do candidato tucano ao Palácio do Planalto, José Serra.
“Esse manifesto faz uma análise do primeiro turno e contém uma avaliação de como deve ser a discussão do segundo turno, que vai balizar a ação política da militância dos partidos que apoiam Dilma”, disse Dutra, após reunião da Executiva do PT, em Brasília.
“Temos uma proposta que vamos apresentar a todos os partidos que é um manifesto chamando a militância para neste segundo turno vencer as eleições, para evitar e repelir esta verdadeira guerra suja que está sendo feita por alguns setores, tentando inclusive colocar temas religiosos como centro de uma disputa eleitoral. Nós achamos isso muito ruim para o Brasil, até porque o Brasil é um Pais que se caracteriza pela tolerância, que se caracteriza pela pluralidade”, afirmou.
A primeira versão do documento salienta esta questão. E diz que “é importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e nos campos a voz da mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios”.
No documento, além de combater os ataques moralistas contra Dilma, os partidos trarão uma comparação entre os dois projetos de governo, modelos de desenvolvimento das gestões Lula e Fernando Henrique Cardoso e apontarão questionamentos sobre as privatizações dos anos 90, a dependência de programas do Fundo Monetário Internacional e sobre o marco regulatório do pré-sal, que mudou o sistema de concessão para o sistema de partilha de produção de campos de petróleo.
“Vamos continuar querendo fazer uma campanha de debate de idéias, de projetos. Todas as vezes que nos sentirmos caluniados, atacados, todas as vezes que detectarmos prática de crimes vamos recorrer aos órgãos competentes”, disse José Eduardo Dutra.
Para Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, esse tipo de iniciativa vem em boa hora. “É um texto que ajuda a salientar o aspecto programático da candidatura e ajuda a distinguir o projeto de Dilma, que representa a continuidade com avanços, e o projeto de Serra, que representa uma volta ao passado neoliberal”, afirma.
O dirigente comunista também ressalta que o documento fornece à militância argumentos para combater o jogo sujo que a campanha adversária está fazendo. “Ele (o manifesto) nos ajuda a enfrentar com base em argumentos a campanha suja promovida pelo adversário da direita”, diz Rabelo.
Confira, abaixo, a primeira versão do manifesto, que ainda iria passar por consultas para eventuais mudanças no texto:
COM DILMA NO SEGUNDO TURNO
PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO
Os resultados da eleição do dia 3 de outubro são uma grande vitória do povo brasileiro.
Dilma Rousseff e Michel Temer obtiveram mais de 47 milhões de votos, patamar semelhante aos de Lula nos primeiros turnos das eleições de 2002 e 2006.
Os Partidos que integram a coligação vitoriosa elegeram 11 governadores e disputam o segundo turno em 10 outros estados.
Com mais de 350 deputados, sobre 513, entre aliados e coligados, o próximo Governo terá a maioria da Câmara Federal. Será também majoritário no Senado, com mais de 50 senadores. Terá, pelo menos, 734 deputados estaduais.
Estão reunidas, assim, todas as condições para a vitória definitiva em 31 de outubro.
Para tanto, é necessário clareza política e capacidade de mobilização.
A candidatura da oposição encontra-se mergulhada em contradições. Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia “aparelhismos”, mas já está barganhando cargos em um possível ministério. Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Seus partidários tentam sair dessa situação por meio de uma série de manobras que buscam confundir o debate político nacional. Espalham mentiras e acusações infundadas.
Mas o que está em jogo hoje no país é o confronto entre dois projetos.
De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98.
O Brasil de uma carga tributária que saltou de 27% para 35% do PIB. O Brasil dos apagões e do sucateamento da infra-estrutura. O Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e conseguiu a proeza de dobrar nossa dívida pública. E já estão anunciando novas privatizações, dentre elas a do Pré-Sal.
O Brasil do passado, do Governo FHC, que nosso adversário integrou, é o país que não soube enfrentar efetivamente a desigualdade social e não tinha vergonha de afirmar que uma parte da população brasileira era “inempregável”.
Era o Brasil do desmonte do Estado e da perseguição aos funcionários.
Era o Brasil das universidades à beira do colapso e da proibição do Governo Federal de custear escolas técnicas.
Mas, sobretudo, era o país da desesperança, de governantes de costas para seus vizinhos da América Latina, cabisbaixos diante das potências estrangeiras em cujos aeroportos se humilhavam tirando os sapatos.
Em oito anos, o Brasil começou a mudar. Uma grande transformação se iniciou e deverá continuar e aprofundar-se no Governo Dilma.
O Brasil de Lula, hoje, e o de Dilma, amanhã, é e será o país do crescimento acelerado. Mas um país que cresce porque distribui renda. Que retirou 28 milhões de homens e mulheres da pobreza. Que possibilitou a ascensão social de 36 milhões de brasileiros. Que criou mais de 14 milhões de empregos formais. Que expandiu o crédito, sobretudo para os de baixo. Que fez crescer sete vezes os recursos para a agricultura familiar. E que fez tudo isso sem inflação ou ameaça dela. O Brasil de Lula e de Dilma é o país que possui uma das mais baixas dívidas internas do mundo. Que deixou de ser devedor internacional, passando à condição de credor. Que não é mais servo do FMI. É o país que enfrentou com tranqüilidade a mais grave crise econômica mundial. Foi o último a sofrer seus efeitos e o primeiro a sair dela.
Dilma continuará a reconstruir e fortalecer o Estado e a valorizar o funcionalismo. O Brasil de Lula e de Dilma está reconstruindo aceleradamente sua infra-estrutura energética, seus portos e ferrovias. É o Brasil do PAC. O Brasil do Pré Sal. É o Brasil do Minha Casa, Minha Vida, que vai continuar enfrentando o problema da moradia, sobretudo para as famílias de baixa renda.
Nosso desenvolvimento continuará sendo ambientalmente equilibrado, como demonstram os êxitos que tivemos no combate ao desmatamento e na construção de alternativas energéticas limpas. Manteremos essa posição nos debates internacionais sobre a mudança do clima.
No Brasil de Lula e de Dilma foi aprovado o FUNDEB que propiciou melhoria salarial aos professores da educação básica. É o país onde os salários dos professores universitários tiveram considerável elevação. Onde se criaram 14 novas universidades e 124 extensões universitárias. Onde mais de 700 mil estudantes carentes foram beneficiados com as bolsas de estudo do Prouni e 214 Escolas Técnicas Federais foram criadas. Onde 40 bilhões de reais foram investidos em ciência e tecnologia. Esse Brasil continuará a desenvolver-se porque o Governo Dilma cuidará da pré-escola à pós-graduação e fará da educação de qualidade o centro de suas preocupações. O Brasil de Dilma continuará dando proteção à maternidade e protegendo, com políticas públicas, as mulheres da violência doméstica. Será o Brasil que dará prosseguimento às políticas de promoção da igualdade racial.
Os alicerces de um grande Brasil foram criados. Mais que isso, muitas das paredes desta nova casa já estão erguidas.
A obra não vai parar.
Vamos prosseguir no esforço de dar saúde de qualidade com mais UPAS, Samu, Brasil Sorridente, Médicos de Família.
Vamos continuar o grande trabalho de garantir a segurança de todos os brasileiros, com repressão ao crime organizado e controle da fronteiras, mas, sobretudo, com respeito aos direitos humanos, ações sociais e a participação da sociedade, como vem acontecendo com as UPP.
Vamos continuar a ser um país soberano, solidário com seus vizinhos. Um país que luta pela paz no mundo, pela democracia, pelo respeito aos direitos humanos. Um país que luta por uma nova ordem econômica e política mundial mais justa e equilibrada.
Os brasileiros continuarão a ter orgulho de seu país.
Mas, sobretudo queremos aprofundar nossa democracia. A grande vitória que a coligação PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO obteve nas eleições para o Congresso Nacional permitirá que Dilma Rousseff tenha uma sólida base de sustentação parlamentar.
Diferentemente do que ocorreu entre 1995 e 2002, a nova maioria no Congresso não é resultado de acordos pós-eleitorais. Ela é o resultado da vontade popular expressa nas urnas. Essa maioria não será instrumento para esmagar as oposições, como no passado. Queremos um Brasil unido em sua diversidade política, étnica, cultural e religiosa.
Por essa razão repudiamos aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais. Isso é um desrespeito às distintas confissões religiosas. Tentar introduzir o ódio entre as comunidades religiosas é um crime. Viola as melhores tradições de tolerância do povo brasileiro, que são admiradas em todo o mundo.
O Brasil republicano é um Estado laico que respeita todas as convicções religiosas. Não permitiremos que nos tentem dividir.
O Brasil de Dilma, assim como o de Lula, é e será uma terra de liberdade, onde todos poderão, sem qualquer tipo de censura, expressar suas idéias e convicções.
Será o Brasil que se ocupará de forma prioritária das crianças e dos jovens, abrindo-lhes as portas do futuro. Por essa razão dará ênfase à educação e à cultura.
Mas será também um país que cuidará de seus idosos, de suas condições de vida, de sua saúde e de sua dignidade.
Sabemos que os milhões que estiveram conosco até agora serão muitos mais amanhã.
Para dar continuidade a essa construção iniciada em 2003 convocamos todos os homens e mulheres deste país. A hora é de mobilização. É importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e nos campos a voz da mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios.
À luta, até a vitória.
*Matéria publicada originalmente no site Vermelho

Déficit de atenção pode ser causado por falha genética

Mas cientistas ainda divergem sobre o quanto o ambiente infantil influencia
Crianças que sofrem transtorno têm dificuldade de se concentrar
Crianças que sofrem de transtorno de déficit de atenção (TDAH) podem apresentar uma variação genética rara que seria a responsável pela doença. Uma pesquisa recente da Cardiff University, na Inglaterra, analisou 366 pequenos pacientes e constatou essa deficiência em 15% delas.
“Elas têm uma taxa maior de pedaços de DNA duplicados ou faltando”, explica a pesquisadora Anita Thapar, que coordenou a equipe. Para ela, os resultados do estudo podem acabar com o estigma que a doença enfrenta há décadas. “Há muita confusão sobre esse transtorno. Algumas pessoas acreditam que não é nem mesmo uma condição real, mas apenas o resultado de uma má educação oferecida pelos pais”, salienta.
Esta pesquisa publicada no jornal britânico The Lancet, porém, apresenta um ponto que levantou polêmica entre os cientistas: ela desconsidera a influência do ambiente sobre a criança - como o excesso de cortisol no organismo da gestante nos últimos meses de gravidez -, comparando a doença a um problema cerebral qualquer, como o autismo, que tem causas puramente genéticas comprovadas.
Críticos como Tim Kendall, diretor da National Collaboratng Centre for Mental Health, destacam que apagar os demais fatores da lista de possíveis causas pode prejudicar o tratamento. “É importante que isso não nos leve a pensar que o transtorno é um problema meramente biológico. Porque, assim, teremos apenas os tratamentos biológicos, como o uso da medicação Ritalina”, disse em entrevista à rede britânica BBC.
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