12.05.2010

Cientista desenvolve novo método para bloquear transmissão de malária

John Quigley vai mostrar técnica em congresso sobre hematologia nos EUA.
Pesquisador é da Universidade de Illnois em Chicago.

Um novo método para bloquear a transmissão de malária foi revelado pelo pesquisador John Quigley durante o encontro anual da Sociedade de Hematologia norte-americana, realizado em Orlando, na Flórida, a partir deste sábado (4) até 7 de dezembro. O cientista é membro da Universidade de Illnois em Chicago.
A técnica consiste na redução da produção de uma proteína conhecida como FLVCR, encontrada no interior de mosquitos que carregam o protozoário Plasmodium, responsável pela doença. A inibição deste componente torna o inseto resistente ao micro-organismo. A explicação é o aumento do "estresse oxidativo" dentro do mosquito, condição que diminui as chances de reprodução do protozoário.
Os pesquisadores da equipe de Quigley conseguiram identificar e isolar o gene ligado à produção de FLVCR em dois dos mais conhecidos mosquitos que transmitem a malária.
Mosquitos fêmeas consomem grandes quantidades de hemoglobina, proteína encontrada no sangue humano, que é necessária para o desenvolvimento dos ovos do inseto. Ao consumir sangue contaminado pelo micro-organismo Plasmodium, o protozoário consegue se reproduzir e infestar o mosquito inteiro.
Quando pica um humano, o inseto irá gerar um novo ciclo de transmissão da doença. A pesquisa de Quigley ainda está em andamento e outros estudos são necessários para saber se a inibição de FLVCR pode mesmo bloquear a transmissão do Plasmodium. Para o pesquisador, a técnica ainda poderia ser aplicada para o combate de outras doenças infecciosas causadas por insetos que se alimentam de sangue como dengue e leishmaniose.
A malária infecta cerca de 300 milhões de pessoas por ano, matando quase 1 milhão delas no mesmo período. No Brasil, o número de contaminados em 2009 ultrapassou 300 mil. Dentro do humano, o protozoário causa a destruição dos glóbulos vermelhos do sangue, as hemácias, responsáveis pelo transporte de oxigênio aos tecidos do corpo, e também de células do fígado
alimentacao

DICAS PARA UMA ALIMENTAÇÃO LEVE E SAUDÁVEL

Dicas para uma alimentação leve e saudável
Escolha os alimentos certos e consiga uma silhueta de causar inveja.

Temperaturas elevadas combinam com uma alimentação mais leve e completamente saudável, não é verdade? Mas, por vezes, temos muita dificuldade de escolher o alimento certo e as consequências podem ser quilos a mais na balança e gordurinhas de sobra na hora de se exibir com um biquíni na praia. Para tirar todas as suas dúvidas, a nutricionista Lílian Assis, responsável pelo Plano de Emagrecimento Suadieta, preparou algumas dicas. Confira:
- Beba bastante água, chás gelados, água de coco, suco de frutas sem açúcar... Lembre-se de que, com o suor, temos uma perda maior de líquidos e, por isso, devemos repor a quantidade necessária para manter o organismo funcionando a todo vapor.
- Abuse das saladas que são leves e geladinhas, mas cuidado com os molhos a base de maionese e creme de leite que podem transformar um prato saudável em uma refeição supercalórica. Para fazer da salada o prato principal, acrescente uma proteína (frango, peixe, carne, soja ou ovo) e um carboidrato ( batata cozida, macarrão integral, quinoa...).
- Cuidado com os sorvetes. Estes são ricos em gorduras saturadas e trans, muito prejudiciais à saúde. Sem contar que são muito calóricos. Opte pelas versões light ou à base de iogurte. Os sorvetes diet são voltados para o público diabético e não para quem quer emagrecer, pois podem ser mais calóricos que a versão comum, mesmo sem adição de açúcar. Outro cuidado que devemos ter é com os acompanhamentos de caldas e confeitos, que aumentam as calorias e o açúcar. Substitua por frutas secas ou frescas e castanhas ou nozes.
- Tudo bem que sopa e verão não combinam. Mas, existem sopas deliciosas que devem ser consumidas geladinhas, como o gazpacho espanhol, feito à base de tomate e pepino.
- Para espantar o calor nos dias mais quentes, faça picolés caseiros (com forma especifica ou na fôrma de gelo). Outra opção é preparar suco de frutas sem açúcar e levar ao congelador. Tome nos lanches da manhã ou da tarde.

Quase 100% dos médicos reclamam de interferência dos planos de saúde

 92% dos médicos declaram sofrer intromissão dos convênios em sua autonomia

Cirurgia
 92% dos médicos reclamam que os planos de saúde interferem em sua autonomia profissional. De acordo com o levantamento, encomendado pela Associação Paulista de Medicina (APM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), 78% dos especialistas afirmaram que a principal intromissão dos convênios ocorre por conta da recusa de pagamento de procedimentos ou medidas terapêuticas, fato conhecido como ‘glosa’ no jargão médico.
A reclamação sobre restrições em relação ao número de exames ou procedimentos fica em segundo lugar no ranking de interferências dos planos, com 75%. Na terceira posição, 70% dos médicos citaram as restrições a doenças pré-existentes, seguidos por 55% que apontaram problemas com o tempo de internação de pacientes, 49% que citaram a prescrição de medicamentos de alto custo e 48% que relataram restrições em relação ao período de internação pré-operatório.
“Se não houver independência no exercício da profissão, nós não temos a possibilidade de exercer a medicina. Os planos de saúde entraram em uma espiral de concorrência predatória entre eles e tiveram que reduzir cada vez mais o que oferecem para poder manter a mesma margem de lucro. Não há como oferecer bons resultados aos pacientes”, diz José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Médica Brasileira.
Para Amaral, falta transparência na relação entre médicos, planos de saúde e os usuários. “Defendo que todas as restrições, os itens contratuais e as pressões direcionadas ao médico sejam do conhecimento de quem contrata o plano de saúde”, afirma.
Nota baixa — Os 2.184 médicos do país entrevistados no levantamento ainda deram notas para os planos de saúde. Em uma escala de zero a dez, a nota média dos especialistas em relação para o plano de saúde com o qual trabalharam nos últimos cinco anos foi 5,4.
Jorge Curi, presidente da Associação Paulista de Medicina, acredita que atitudes precisam ser tomadas para que a saúde do paciente não seja comprometida. Como consequência, ele citou a possibilidade de um descredenciamento em massa e o favorecimento de mercados paralelos, em que médicos cobram por fora um valor para a consulta. “Estamos propondo uma forma de regionalizar as discussões. Juntar as representações locais de médicos, das operadoras e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para debater os temas locais”,

Suplementos alimentares

Vitamina em excesso pode ser prejudicial, diz relatório

Segundo documento, maior parte das pessoas já possui quantidades adequadas de vitamina D no sangue

The New York Times
pílulas (Getty Images/Thinkstock)
Mulheres mais velhas, que usam o cálcio em excesso, correm o risco de cálculos renais. E há evidências de que o excesso de cálcio pode aumentar o risco de doenças cardíacas
Os altíssimos níveis de vitamina D que costumam ser recomendados por médicos – e que só podem ser obtidos por suplementos – são desnecessários e podem ser prejudiciais, segundo um comitê de especialistas. O grupo também concluiu que suplementos de cálcio não são necessários. Os 14 integrantes do comitê de especialistas foram convocados pelo Instituto de Medicina, uma organização científica sem fins lucrativos, a pedido dos governos dos Estados Unidos e Canadá. O grupo examinou as informações disponíveis – cerca de mil artigos – para determinar o volume de vitamina D e cálcio que as pessoas estão consumindo, quanto é necessário para uma boa saúde e quanto é excessivo.
O grupo afirmou que a maioria das pessoas tem quantidades adequadas de vitamina D no sangue fornecidas por suas dietas e fontes naturais, como a luz do sol, de acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira. "Para muitas pessoas, doses extras de cálcio e vitamina D não são indicadas", disse Clifford Rosen, membro do painel e especialista em osteoporose do instituto de pesquisa do Maine Medical Center.
Christopher Gallagher, diretor da unidade de metabolismo ósseo da escola de medicina da Universidade Creighton, em Nebraska, concorda. E acrescenta: "É responsabilidade de quem propõe suplementos de vitamina D e cálcio mostrar que a prática é segura antes de empurrar isso para as pessoas".
Moda — Nos últimos anos, a ideia de que quase todo mundo precisa de doses extras de cálcio e especialmente vitamina D varreu os Estados Unidos. Em relação ao cálcio, garotas adolescentes formam talvez o único grupo em que o consumo está um pouco abaixo do necessário. Mulheres mais velhas, por outro lado, podem estar usando em excesso, correndo risco de cálculos renais. E há evidências de que o excesso de cálcio pode aumentar o risco de doenças cardíacas, escreveu o grupo.
Sobre a vitamina D, alguns médicos proeminentes disseram que a maioria das pessoas precisa de suplemento, ou terá maior risco de contrair uma variedade de enfermidades, incluindo problemas cardíacos, câncer e doenças autoimunes. E mais e mais pessoas, atualmente, conhecem seu nível de vitamina D, pois isso é avaliado em exames de rotina.
"O número de exames de vitamina D explodiu", disse Dennis Black, que revisou o relatório e é professor de epidemiologia e bioestatística na Universidade da Califórnia, em São Francisco.
Ao mesmo tempo, as vendas de vitamina D dispararam, crescendo mais depressa do qualquer outro suplemento, de acordo com The Nutrition Business Journal. As vendas aumentaram 82% entre 2008 e 2009, alcançando 430 milhões de dólares. "Todo mundo tem esperança de que a vitamina D seja uma espécie de panaceia", disse Black. O relatório, acrescentou, poderia acabar com essa loucura. "Acredito que isso terá impacto em muitos profissionais de saúde."
Sem evidências — A vitamina D e o cálcio trabalham juntos na saúde dos ossos. A saúde óssea é, no entanto, apenas um dos benefícios atribuídos à vitamina D, e não há evidências suficientes para apoiar a maioria dos outros benefícios, disse o comitê. Alguns laboratórios passaram a relatar um nível de menos de 30 nanogramas de vitamina D por mililitro de sangue como deficiência da vitamina. Com isso como padrão, 80% da população pode ser classificada como deficiente em vitamina D, disse Rosen. A maioria das pessoas precisaria tomar suplementos para alcançar níveis superiores a 30 nanogramas por mililitro, acrescentou. Mas o comitê concluiu que um nível entre 20 e 30 nanogramas é suficiente para a saúde óssea e praticamente todo mundo está dentro desse quadro.
A vitamina D é obtida a partir da ingestão de muitos alimentos, disse Paul Thomas, do departamento de suplementos alimentares do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Está presente no suco de laranja, leite e em cereais matinais – e agora pode ser encontrada em doses muito elevadas em comprimidos de suplementos. A maioria das pílulas de vitamina D, disse ele, costumam ter não mais de mil unidades internacionais de vitamina. Mas agora é fácil encontrar comprimidos, até em supermercados, com mais de 5.000 unidades. Segundo o comitê, as pessoas precisam de apenas 600 unidades diárias.
Para avaliar a quantidade de vitamina D e cálcio que as pessoas recebem, o painel estudou os dados nacionais sobre dietas. A maioria das pessoas, concluíram, obtém cálcio dos alimentos, cerca de 1.000 miligramas diárias para a maioria dos adultos (1.200 para mulheres entre 51 e 70 anos).
A vitamina D é mais complicada, disse o grupo. Em geral, a maioria das pessoas não recebe vitamina D de sua dieta, mas tem vitamina suficiente no sangue, provavelmente porque também a obtém naturalmente, por meio do sol.

COLESTEROL

O colesterol é um membro da família dos lipídios esteróides e, na sua forma pura, é um sólido cristalino, branco, insípido e inodoro. Apesar da má fama, o colesterol é um composto essencial para a vida, estando presente nos tecidos de todos os animais. Além de fazer parte da estrutura das membranas celulares, é também um reagente de partida para a biossíntese de vários hormônios (cortisol, aldosterona, testosterona, progesterona, estradiol), dos sais biliares e da vitamina D.
É obtido por meio de síntese celular (colesterol endógeno -70%) e da dieta (colesterol exógeno- 30%). Exceto em pessoas com alterações genéticas do metabolismo do colesterol, o excesso dele no sangue resulta dos péssimos hábitos alimentares que possuímos (que são adquiridos desde a infância) e que nos levam a grande ingestão de colesterol e gorduras saturadas (geralmente de origem animal).
O colesterol endógeno é sintetizado pelo fígado, em um processo regulado por um sistema compensatório: quanto maior for a ingestão de colesterol vindo dos alimentos, menor é a quantidade sintetizada pelo fígado.
Como é insolúvel em água e, conseqüentemente, no sangue, para ser transportado na corrente sanguínea liga-se a algumas proteínas e outros lipídeos através de ligações não-covalentes em um complexo chamado lipoproteína.
Existem vários tipos de lipoproteínas, e estas podem ser classificadas de diversas maneiras. O modo pelo qual os bioquímicos geralmente as classificam é baseado em sua densidade. Entre estas, estão as "Low-Density Lipoproteins", ou LDL, que transportam o colesterol do sítio de síntese - o fígado - até as células de vários outros tecidos. Uma outra classe de lipoproteínas, as "High Density Lipoproteins", ou HDL transportam o excesso de colesterol dos tecidos de volta para o fígado, onde é utilizado para a síntese dos sais biliares.

LIPOPROTEÍNAS
As lipoproteínas são classificadas em várias classes, de acordo com a natureza e quantidade de lipídeos e proteínas que as constituem. Dentre as classes de lipoproteínas destacam-se:
  • Quilomicrons: grandes partículas que transportam as gorduras alimentares e o colesterol para os músculos e outros tecidos.
  • Very-Low Density Lipoproteins (VLDL) e Intermediate Density Lipoprotein (IDL): transportam triglicerídeos (TAG) e colesterol endógenos do fígado para os tecidos. A medida em que perdem triglicerídeos, podem coletar mais colesterol e tornarem-se LDL.
  • Low-Density Lipoproteins (LDL): transportam do fígado para os tecidos, cerca de 70% de todo o colesterol que circula no sangue. São pequenas e densas o suficiente para se ligarem às membranas do endotélio (revestimento interno dos vasos sangüíneos. Por esta razão, as LDL são as lipoproteínas responsáveis pela aterosclerose (ver O colesterol no sangue) – deposição de placas lipídicas (ateromas) nas paredes das artérias. Conseqüentemente, níveis elevados de LDL estão associados com os altos índices de doenças cardiovasculares.
  • High-Density Lipoproteins (HDL): é responsável pelo transporte reverso do colesterol ou seja, transporta o colesterol endógeno de volta para o fígado. O nível elevado de HDL está associado com baixos índices de doenças cardiovasculares.

A maior parte do colesterol está ligada a lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e o restante, a proteínas de alta densidade (HDL). O colesterol ligado à LDL é o que se deposita nas paredes das artérias, quando em excesso. Por isso é denominado “mau colesterol”. Por outro lado, o HDL pode ser considerado o "bom colesterol", pois ele retira o LDL colesterol da parede das artérias e o transporta para ser metabolizado no fígado, "como se limpasse as artérias por dentro", desempenhando assim papel de proteção contra a aterosclerose.


VALORES PARA ADULTOS (mg/dL)
DESEJÁVEIS
LIMÍTROFES
AUMENTADOS
Colesterol total
Abaixo de 200  
200-240  
Acima de 240
LDL* colesterol  
Abaixo de 130  
130-160  
Acima de 160
HDL colesterol  
Acima de 40  
35-40
Abaixo de 35
Triglicerídeos  
Abaixo de150 
150-200
Acima de 200  
 * Se a pessoa já manifestou eventos como infarto, cirurgia de revascularização, angioplastia ou fez coronariografia que o LDL precisa ficar abaixo de 130. Se existem fatores de risco associados como diabetes, hipertensão e fumo, deve ficar abaixo de 100.

As lipoproteínas transportam o colesterol no sangue. As LDL levam o colesterol do fígado e dos intestinos para diversos tecidos, onde ele é usado para reparar membranas ou produzir esteróides. As HDL  transportam o colesterol para o fígado, onde ele é eliminado ou reciclado.

O COLESTEROL NO SANGUE
1- O colesterol forma um complexo com os lipídeos e proteínas, chamado lipoproteína. A forma que realmente apresenta malefício, quando em excesso, é a LDL.
2- Nesta interação, a LDL pode acabar sendo oxidada por radicais livres presentes na célula.
3- Esta oxidação aciona o mecanismo de defesa, desencadeando um processo inflamatório com infiltração de leucócitos. Moléculas inflamatórias acabam por promover a formação de uma capa de coágulos sobre o núcleo lipídico.
4- Após algum tempo cria-se uma placa (ateroma) no vaso sanguíneo; sobre esta placa, pode ocorrer uma lenta deposição de cálcio, numa tentativa de isolar a área afetada.
5- Isto pode interromper o fluxo sanguíneo normal (aterosclerose) e vir a provocar inúmeras doenças cardíacas. De fato, a concentração elevada de LDL no sangue é a principal causa de cardiopatias.
O METABOLISMO DO COLESTEROL
Síntese do colesterol
Nos seres humanos, o colesterol pode ser sintetizado a partir do acetil-CoA. O fígado, seguido do intestino, são os principais locais da síntese do colesterol, podendo produzi-lo em grandes quantidades. Pode também ser produzido nos testículos, ovários e córtex adrenal.
Transporte de colesterol
O colesterol proveniente da dieta, chega ao fígado a partir de quilomícrons remanescentes e daí provoca a inibição da síntese da enzima  da HMG-CoA redutase, diminuindo com isto a síntese endógena.
Antes de deixar os hepatócitos (células do fígado), o colesterol incorpora-se nas lipoproteínas VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa). Estas, na corrente sanguínea, recebem  as apoproteínas  E e C2 das HDL (lipoproteína de alta densidade) e, ao passar pelos capilares dos tecidos periféricos, são transformadas em IDL (lipoproteína de densidade intermediária) e depois em LDL. Em indivíduos normais, aproximadamente metade das IDL retornam ao fígado, através dos receptores LDL, por endocitose (LDL e IDL contêm apoproteínas que se ligam especificamente aos receptores LDL – aproximadamente 1.500 receptores por célula), e os remanescentes IDL são convertidos em LDL.
Após ligação com LDL,  a região da membrana contendo o complexo receptor-lipoproteína, invagina-se, migra através do citoplasma celular  e funde-se lisossomos. A LDL é degradada nestas organelas e os ésteres de colesterol hidrolisados pela enzima colesterol-esterase lisossômica. O colesterol liberado é ressintetizado a éster dentro da célula e pode inibir a produção da redutase dentro de poucas horas, diminuindo com isto, a síntese do colesterol intracelular.

Regulação da síntese do colesterol
a- Inibição por “feed-back”: o colesterol proveniente da dieta inibe a síntese de colesterol no fígado, mas não no intestino, através da inibição da síntese da HMGCoA redutase.
b- Ritmo circadiano: a síntese de colesterol atinge o pico 6 horas após ter escurecido e o mínimo aproximadamente 6 horas após a reexposição à luz. A atividade é regulada ao nível da enzima HMGCoA redutase.
c- Regulação hormonal: insulina aumenta a atividade de HMGCoA redutase enquanto glucagon e cortisol inibem a atividade da enzima.
ATEROSCLEROSE E RECEPTORES DE LDL
Para algumas pessoas, exercícios e dieta não são suficientes para diminuir o nível de colesterol. Elas sofrem de uma doença genética denominada hipercolesterolemia familiar. Estudos indicam que existe um defeito na capacidade das LDL de se ligarem aos receptores, e não há inibição por “feed-back” da síntese de colesterol. Sabe-se que na forma grave da doença, os níveis sangüíneos de colesterol freqüentemente excedem 700mg/dL, o que provoca deposição excessiva de colesterol na parede das artérias. As manifestações clínicas incluem nível elevado de LDL (colesterol “ruim”) no plasma, depósitos nos tendões, pele (xantomas) e artérias, e, dependendo do caso, podem ocorrer na infância, o que é  geralmente fatal.
Esse é um dos vários motivos pelos quais a indústria farmacêutica investe milhões de dólares na pesquisa de fármacos capazes de reduzir o nível de colesterol. 

ALGUMAS ARMAS QUÍMICAS CONTRA COLESTEROL
Existem 4 tipos de drogas para o tratamento da hipercolesterolemia:
è Inibidores competitivos da HMG-CoA redutase: agem inibindo uma das etapas na biossíntese do colesterol; também aumentam o número de sítios receptores de LDL no fígado.  Inibidores como a mevinolina (Iovastatina) podem reduzir em 50% os níveis de colesterol.
  lovastatin
èMisturas de Fibras e Proteínas: conduzem ao aumento do catabolismo do  colesterol com o objetivo de repor a perda de sais biliares. O conseqüente decréscimo do nível sérico de LDL induz à síntese de receptores LDL (exceto na hipercolesterolemia familiar). Infelizmente, a queda do colesterol plasmático também induz a síntese da enzima HMG-CoA redutase, a qual eleva a biossíntese do colesterol, resultando numa queda de apenas 15 a 20% do nível sérico do lipídeo
è Sequestradores de ácido biliar: administração de resinas que se ligam aos ácidos biliares. Reduzem a reabsorção dos ácidos biliares e assim mais colesterol do fígado e das LDL é desviado para produzir os ácidos biliares. Dessa maneira, diminuem a concentração de colesterol em 15-20%, por promoverem a conversão de parte do colesterol plasmático em ácidos biliares.
colestid
è Ácido Nicotínico: também conhecido com vitamina B3, esta droga é capaz de diminuir a concentração de VLDL; o que acaba por reduzir a concentração de LDL e aumentar a concentração de HDL..
O QUE FAZER NA DIETA: Substituição de ácidos graxos saturados por ácidos graxos poliinsaturados (ex.: ácido linoleico): são mais rapidamente metabolizados no fígado, diminuindo a concentração de colesterol plasmático

Portanto, concluímos que o uso combinado de medicamentos e dieta poderá resultar numa queda plasmática do colesterol de 50 a 60%, de um histórico familiar de hipercolesterolemia; alerta a necessidade de instituir o tratamento desde a infância do indivíduo como conduta preventiva indispensável.
CONTROLE DA ATIVIDADE DIGESTIVA
A presença de alimento na boca, a simples visão, pensamento ou o cheiro do alimento, estimulam a produção de saliva.
Enquanto o alimento ainda está na boca, o sistema nervoso, por meio do nervo vago, envia estímulos ao estômago, iniciando a liberação de suco gástrico. Quando o alimento chega ao estômago, este começa a secretar gastrina (1), hormônio produzido pela própria mucosa gástrica e que estimula a produção do suco gástrico. Aproximadamente 30% da produção do suco gástrico é mediada pelo sistema nervoso, enquanto os 70% restantes dependem do estímulo da gastrina.
Com a passagem do alimento para o duodeno, a mucosa duodenal secreta outro hormônio, a secretina (2), que estimula o pâncreas a produzir suco pancreático e liberar bicarbonato.
Ao mesmo tempo, a mucosa duodenal produz colecistocinina (ou CCK) (3), que é estimulada principalmente pela presença de gorduras no quimo e provoca a secreção do suco pancreático e contração da vesícula biliar (4), que lança a bile no duodeno.
Em resposta ainda ao quimo rico em gordura, o duodeno secreta enterogastrona (5), que inibe os movimentos de esvaziamento do estômago, a produção de gastrina e, indiretamente, de suco gástrico.
Imagem:  AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997.

Hormônio Local de produção Órgão-alvo Função
Gastrina
estômago
estômago
Estimula a produção de suco gástrico.
Secretina
intestino delgado
pâncreas
Estimula a liberação de bicarbonato.
Colecistocinina
intestino delgado
pâncreas e vesícula biliar
Estimula a liberação da bile pela vesícula biliar e a liberação de enzimas pancreáticas.
Enterogastrona
intestino delgado
estômago
Inibe o peristaltismo estomacal e a produção de gastrina.
CONTROLE DA GORDURA CORPORAL
Quando o valor calórico dos alimentos ingeridos em um determinado tempo supera o total da energia consumida no mesmo período, os alimentos excedentes são convertidos em gorduras corporais. Essa conversão acontece mais facilmente quando ingerimos gorduras do que quando ingerimos proteínas ou carboidratos.
Enquanto houver glicose disponível, ela será usada, e o metabolismo das gorduras será interrompido. O estoque de glicose é representado pelo glicogênio, armazenado no fígado e nos músculos. Em um adulto em jejum, o estoque de glicogênio esgota-se dentro de 12 a 24 horas. A seguir, são consumidas as reservas de gordura e, se necessário, as de proteína, posteriormente. As células podem usar até 50% de suas proteínas como fonte de energia, antes que ocorra morte celular.