7.10.2011

Consumo de conteúdos adultos cresce entre mulheres.

Comportamento

Pornografia na web não é mais um império masculino Até as produções em vídeo ganham um novo gênero: o pornô feminino

Paula Reverbel
Pornografia para mulheres: empresas brasileiras também estão de olho nesse segmento Pornografia para mulheres: empresas brasileiras também estão de olho nesse segmento (Mark Hunt/Huntstock/Getty Images)
Um dormitório da casa da família Balboa, em Recife, mantém sua porta fechada durante toda a noite. Lá dentro, sentada diante de um computador, uma pessoa conecta o fone de ouvido na máquina e atravessa a madrugada com os olhos grudados no monitor, assistindo a quantos vídeos aguentar, até ser vencida pelo sono. O restante da noite é gasto na troca de mensagens com contatos em redes sociais ou salas virtuais de bate-papo, à procura de mais filmes do gênero consagrado como "pornô". É assim que a fotógrafa Tati, de 27 anos, gosta de gastar o tempo livre.
Ela faz parte de um número crescente de mulheres que apreciam pornografia na internet – e investem nisso tempo e dinheiro. Sim, a exemplo de games, computadores e futebol, esse também não é mais um território exclusivamente masculino. "O consumo de conteúdos pornográficos foi tradicionalmente comum entre homens. Porém, aos poucos, temos observado esse comportamento também entre mulheres", diz Marco Scanavino, responsável pelo Ambulatório de Impulso Sexual Excessivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. "A pornografia passou a fazer parte dos recursos válidos para buscar a satisfação sexual - uma busca que hoje é vista como um direito."
Números do mercado pornô ratificam a observação clínica de Marco Scanavino. A Vivid Entertainment, um dos principais estúdios da indústria de conteúdo adulto americana, já constatou a ascensão das mulheres entre seus clientes. Em quase três décadas, a participação do público feminino nas vendas praticamente dobrou: segundo a companhia informou a VEJA, atualmente, as consumidoras respondem por até 40% do faturamento da marca.
A Vivid não está instalada em Hollywood propriamente. Mas fica perto dali, no Vale de São Francisco. Estima-se que, em 2009, o local abrigava cerca de 200 produtoras do gênero, que empregavam 1.500 atores, produziam 11.000 filmes (algumas produções são quase caseiras, rodadas em três dias) e movimentavam cerca de 13 bilhões de dólares, segundo números levantados pelo jornal The New York Times. Se a participação das mulheres nesse bolo for comparável à que elas mantêm na Vivid, significa que elas gastam o equivalente a 5,2 bilhões de dólares com pornografia só no mercado americano.
O crescente interesse feminino forçou até uma mudança nos filmes. Criou-se uma pornografia feminina. "São filmes completamente diferentes dos  feitos para homens", diz a produtora de conteúdo Roberta, de 27 anos, que trabalha em uma agência de publicidade e prefere não revelar seu nome verdadeiro. "Nos pornôs usuais, não existe uma trama que leva ao sexo, e os atores em geral já começam a história despidos. A safra de obras para mulheres aposta mais na história e na sutileza."
A segmentação já rendeu até uma premiação. A Good For Her – instituição canadense híbrida de sexshop e centro de educação sexual – organiza há seis anos o Feminist Porn Awards (Prêmio de Pornô Feminista), que chegou à sexta edição neste ano. Segundo seus organizadores, o prêmio existe porque o público está cheio de pornografia "degradante e clichê". "Percebemos que não era suficiente criticar filmes adultos por não representar adequadamente a sexualidade da mulher – e, em muitos casos, até a do homem", afirma a organização em seu site.
Empresas brasileiras também começam a explorar esse segmento. É o caso da produtora Brasileirinhas. "Elas querem beijo na boca, mais enredo e um figurino mais cuidado. É pornô com romantismo", diz Katia Teixeira, porta-voz da empresa. "Nos filmes para homens, normalmente o sexo é mais pesado e a capa do DVD já contém uma cena explícita."
Do prazer à compulsão –  A fotógraga Tati estima que dedica ao menos quatro horas diárias ao consumo de vídeos pornográficos na internet. E reconhece que tamanha dedicação acaba roubando horas de outras atividades. "Às vezes, falta tempo para estudar. Eu gostaria de fazer uma pós-graduação, por exemplo", diz. Este pode ser um sinal de alerta, avisa o psiquiatra Marco Scanavino. Segundo o especialista, o interesse pela pornografia – a exemplo de qualquer outro hábito – pode se tornar uma compulsão, sexual neste caso. "Quando isso acontece, a vida sexual do indivíduo acaba interferindo em sua vida social, ocupacional, conjugal e assim por diante", diz.
O psiquiatra ressalta que não é a quantidade de horas dispendidas na apreciação dos vídeos que caracteriza a compulsão. "O problema se revela quando a pessoa tem sua rotina afetada de forma negativa: começa a chegar atrasada no trabalho, não conseguem se concentrar, passa a ter prejuízos financeiros, por exemplo."
Apreciadoras do cinema pornô apontam ainda outros efeitos colaterais. Para a blogueira Juliana, de 39 anos, a maior dificuldade foi revelar o prazer a amigas. "Conversei com minhas quatro amigas mais próximas: nenhuma delas se interessa pelo assunto. Não me sinto uma extraterrestre, mas sei que o número de garotas que curtem pornografia ainda é pequeno", afirma. Problema maior ainda surgiu na hora de explicar o "hobby" a namorados – e ao marido. "Isso é um incômodo em meus relacionamentos."
A partir dos anos 60, e pelas décadas seguintes, filmes e revistas pornográficas foram alvos centrais do movimento feminista. Eles fariam da mulher um objeto e incentivariam a violência contra ela. Nos anos 90, a crítica cultural americana Camille Paglia comprou briga ao romper com esse ponto de vista. "A pornografia não causa o estupro e a violência, que a antecedem em milhares de anos", dizia ela. "A pornografia é uma arena pagã de beleza e vitalidade. Ela deve quebrar todas as regras, ofender toda moralidade."
Para as novas consumidoras de pornografia, debates como esse são arcanos. Pertencem a outra época.  Desde que feita e consumida por adultos (o que exclui produções criminosas que envolvem, por exemplo, a pedofilia) a pornografia diz respeito à intimidade dessas mulheres, e não ao escaninho das questões políticas. No lugar da discussão que marcou o feminismo surgem, no entanto, outras preocupações - a tratar no consultório do psiquiatra, ou no divã do analista.
Veja

Brasil volta a jogar mal e Fred salva o Brasil de uma derrota para o Paraguai.

Futebol

Seleção foi ainda pior do que na estreia - desta vez, merecia ter perdido. A Copa América continua sendo péssima para o técnico Mano Menezes e sua equipe

Jogadores do Paraguai comemoram gol de empate contra o Brasil, durante jogo da primeira fase da Copa América - 09/07/2011 Jogadores do Paraguai comemoram o gol de empate contra o Brasil: para os adversários da seleção, empate foi injusto (Marcelo Sayao/EFE)
A seleção ouviu gritos de 'olé' da torcida paraguaia. E o gol brasileiro no finalzinho acabou decretando um placar injusto para a partida - se alguém merecia ter saído com a vitória em Córdoba, era o Paraguai
Depois de uma estreia muito ruim contra a Venezuela, a seleção brasileira enfrentou o Paraguai em sua segunda partida na Copa América com a responsabilidade de se redimir diante da torcida. Mas o jogo deste sábado contra o Paraguai, em Córdoba, na Argentina, foi ainda pior. O time comandado por Mano Menezes não só voltou a apresentar um futebol paupérrimo como também levou sufoco, empatando no finalzinho, por 2 a 2, com gols de Jadson e Fred para o Brasil e Santa Cruz e Valdez para o Paraguai. Agora, em dois jogos disputados no torneio, o Brasil tem só dois pontos, com dois gol marcado e dois sofridos, e segue com uma situação indefinida num torneio que classifica nada menos que oito das doze seleções que participam da primeira fase. O jogo que decidirá o futuro do Brasil na competição será na noite de quarta-feira, contra o Equador, também em Córdoba (confira a tabela completa). O Paraguai, que também tem boas chances de terminar o grupo em primeiro lugar, fecha sua participação na fase de grupos contra a Venezuela, também na quarta. O Brasil, quem diria, terá de ficar de olho nesse jogo para saber o que precisará fazer para se classificar.

O time entrou em campo modificado em relação à equipe da estréia, com o meia Jadson no lugar do atacante Robinho. Apesar da alteração na formação tática e na escalação, a equipe brasileira teve um início de jogo bastante parecido com o da estreia, no empate sem gols com a Venezuela. O Brasil não conseguiu se livrar da marcação dos rivais e custou a construir boas jogadas. Pior: chegou a ser pressionado pelo Paraguai, que teve a primeira chance de gol da partida, desperdiçada por Lucas Barrios. O primeiro lance feito ao estilo da seleção imaginada por Mano Menezes - veloz, de bom passe e muita criatividade - aconteceu só depois de 110 minutos de Copa América, num ataque costurado por Ganso, Jadson e Alexandre Pato, que invadiu a área mas perdeu uma ótima chance de gol ao tentar driblar o goleiro Villar ao invés de arriscar o chute. Mas o jogo da seleção não fluía, o que levou o treinador brasileiro a se irritar e até dar sinais de desequilíbrio - enquanto seu time fazia um primeiro tempo ruim, Mano Menezes discutia com torcedores que estavam nas arquibancadas atrás do banco.

Leo La Valle/EFE
Jogadores do Brasil comemoram primeiro gol em jogo contra o Paraguai, pela Copa América - 09/07/2011
A festa do primeiro gol, de Jadson
O técnico voltou a se virar na direção das arquibancadas aos 38 minutos, quando o Brasil desencantou e enfim marcou seu primeiro gol na disputa do torneio - e justamente através de uma aposta de Mano Menezes, que bateu palmas olhando para a torcida para comemorar o 1 a 0 marcado por Jadson. O lance, no entanto, foi um lampejo do meia, e não uma jogada bem construída pela seleção. Ramires avançou na marra, enquanto se enroscava com os marcadores paraguaios, e a bola sobrou para Ganso, que soltou rápido para Jadson ajeitar e bater firme, de fora da área, no canto direito do goleiro Villar. E foi essa a participação breve e decisiva de Jadson no jogo - pendurado com um cartão amarelo, ele nem voltou para o segundo tempo da partida. Em seu lugar entrou Elano, o que já mostrava que Mano Menezes não pretendia soltar mais a equipe nem tentar dar espetáculo no gramado de Córdoba. Ganso, que jogou melhor que na estreia mas ainda não foi o camisa 10 que se espera, e Neymar, que não conseguiu desenvolver seu futebol contra o jogo físico dos paraguaios, continuaram em campo enquanto Jadson era substituído.

Falhas - Neymar deu o primeiro chute a gol dos brasileiros no segundo tempo, aos 9 minutos, em lance individual, sem levar perigo a Villar. Um minuto depois, porém, a seleção conseguiu uma proeza pouco desejável: tomar um gol de contra-ataque enquanto vencia a partida e tinha em campo uma formação desenhada para manter a vantagem no placar. Mal posicionada, a defesa brasileira só assistiu enquanto um cruzamento rasteiro vindo da esquerda encontrou o centroavante Santa Cruz sozinho na área, com tempo de sobra para empurrar a bola para as redes. Falha tripla de Lúcio, Thiago Silva e André Santos, que colocou o Brasil de novo sob pressão. Aos 20 minutos, num dos raros lances nesta Copa América em que Ganso e Neymar reeditaram sua parceria de Santos, o atacante recebeu um lindo passe do meia, mas desperdiçou uma chance claríssima de gol, tentando fazer uma finta desnecessária. E o castigo veio no minuto seguinte, com o gol de virada do Paraguai, que surgiu em outro drible inútil, desta vez de Daniel Alves, na grande área do Brasil.

Leo La Valle/EFE
Neymar e Darío Verón disputam bola em jogo do Brasil e Paraguai, pela Copa América - 09/07/2011
Neymar foi a grande decepção
O lateral do Barcelona perdeu a bola de forma tola, e o bom atacante Valdez, que tinha entrado no lugar de Barrios, logo depois do gol de empate paraguaio, recebeu na entrada da pequena área. Lúcio ainda bloqueou o chute de Valdez, mas a bola bateu no paraguaio e caiu no fundo do gol. Enquanto o Paraguai fazia o segundo gol, Lucas aguardava na beirada do campo para substituir Ganso. Em desvantagem no placar, Mano Menezes desistiu de tirar o camisa 10 - o volante Ramires foi o escolhido para deixar o gramado. Mas a substituição não resolveu nada. Lucas mal conseguiu tocar na bola, já que a seleção não tinha volume de jogo suficiente para ameaçar os paraguaios. Enquanto isso, o Paraguai continuava tendo chances - aos 37 minutos, Vera invadiu a área e quase colocou Valdez de novo na cara do gol. Um dos únicos lances de perigo do Brasil no segundo tempo, por incrível que pareça, foi uma bola parada - Elano teve uma falta frontal ao gol para bater, e exigiu uma boa defesa de Villar. A seleção terminava o jogo ouvindo os gritos de "olé" da torcida paraguaia, maioria no estádio. Neymar, uma decepção, saiu de campo vaiado, dando lugar a Fred. E o centroavante do Flusão (campeão brasileiro),numa jogada de craque arrancou o empate aos 44 minutos do segundo tempo. O gol brasileiro no finalzinho acabou decretando um placar injusto para a partida - se alguém merecia a vitória, era o Paraguai.

Terremoto de 7,1 graus atinge o nordeste do Japão

Ásia  09de julho de 2011

Um terremoto de uma magnitude de 7,1 graus na escala de Richter sacudiu neste domingo (horário local) o nordeste do Japão e obrigou o governo a emitir um alerta de tsunami no litoral das províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, informou a Agência Meteorológica japonesa.
O terremoto aconteceu às 9h57 (21h57 deste sábado em Brasília) com epicentro a cerca de dez quilômetros de profundidade no mar em frente ao litoral nordeste do Japão, o mais afetado pelo devastador terremoto do dia 11 de março, de 9 graus na escala Richter.
Após o tremor, a agência emitiu um alerta de tsunami de até 50 centímetros em Miyagi, Iwate e Fukushima, onde por enquanto não foram informados danos, segundo a agência "Kyodo".
A Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, não informou por enquanto sobre anomalias na unidade por causa deste terremoto, embora tenha desalojado temporariamente os técnicos. Também não se informou de danos na central vizinha de Fukushima Daini, paralisada após o terremoto e posterior tsunami de março, que causou mais de 22 mil mortos e desaparecidos.
(com EFE)

A Insustentável Leveza do Ser


 The Unbearable Lightness of Being. A Insustentável Leveza do Ser (em checo Nesnesitelná lehkost bytí) é um livro publicado em 1984 por Milan Kundera. O romance se passa na cidade de Praga em 1968. Foi adaptado para o cinema pelo diretor Philip Kaufman sob o nome de The Unbearable Lightness of Being.

.A história acontece em Praga e em Zurique, em 1968, e atravessa algumas décadas. Narra os amores e os desamores de quatro pessoas: Tomás, Teresa, Sabina e Franz. É permeada pela invasão russa à Tchecoslováquia e pelo clima de tensão política que pairava na Praga daqueles dias.

Personagens

 Tomas

Tomas é um homem jovem, bonito e atraente, do tipo que não encontra dificuldade para aventurar-se amorosamente. Sendo um médico reformado, possui um conforto financeiro que lhe permite dedicar seu tempo para a simples fruição da própria vida. É o que faz com Sabina, por exemplo, estabelecendo com ela uma relação amorosa absolutamente informal, ainda que dotada de uma certa segurança. Encontram-se ocasionalmente para fazer amor, continuando com suas rotinas cotidianas logo em seguida.
Tomas conduz sua vida dessa maneira até conhecer Teresa.
Quando Tomas conhece Teresa, não faz amor com ela no primeiro momento, mas acaba deixando seu endereço para ela, caso ela deseje procurá-lo posteriormente. O que ele não suspeita é que ela acaba fazendo-o, de fato. E o faz da maneira mais inesperada para um homem como Tomas: ao chegar em Praga, Teresa simplesmente deixa sua bagagem no armário da estação de trem e dirige-se para a casa de Tomas, depositando sua vida na possibilidade de encontrá-lo. Tomas, depois de deixá-la entrar pela primeira vez em sua vida, nunca mais consegue livrar-se do "bebe encontrado em um cesto à beira de um rio", como ele costuma referir-se metaforicamente a ela. Muito provavelmente Tomas não desejou fazê-lo. De qualquer maneira, a entrada de Teresa na vida de Tomas representou, de fato, o fim do estilo de vida livre que Tomas possuia até então.

Teresa

Teresa é uma jovem mulher educada em um ambiente bizarro e repulsivo. Sua mãe, uma mulher amorosamente frustrada, fazia questão de esfregar na cara de Teresa a naturalidade da miséria humana, através da nudez, da feiúra, de sua própria flatulência e sujeira. Teresa, dotada de um espírito sensível, acabou tornando-se uma dessas pessoas que exalta a vida do espírito e da alma, em detrimento da vida carnal, que nessa perspectiva assume ares sujos e repulsivos.
Trabalhando num bar cheio de bêbados e homens de mau caráter, Teresa surpreendeu-se ao ver Tomas em uma das mesas, com um livro aberto. O livro, naquele instante, os irmanava de uma maneira sublime, pois era um sinal de refinamento e espírito em meio ao lodo no qual ela vivia.
Depois de conhecê-lo, não tardou a procurá-lo em Praga, uma vez que sua própria vida não possuía nenhum sentido genuíno. Quando encontra Tomas, literal e metaforicamente deposita a responsabilidade por sua vida e por sua felicidade nas mãos de Tomas. Para tanto, lida mesmo com as infidelidades de Tomas de maneira quase estóica.

Sabina

Sabina é uma espécie de versão feminina de Tomas, com todas as singularidades que diferenciam um médico de uma artista.

Problemática filosófica

A presença de conteúdos essencialmente filosóficos no texto de Kundera faz-se notar de modo explícito, por força do estilo narrativo de Kundera. Sua constante "saída" do texto e os capítulos em forma de comentário funcionam à maneira de notas de rodapé, esclarecendo o leitor sobre o terreno filosófico e psicológico em que a história se desenrola. A referência a autores da tradição filosófica como Nietzsche e Parmênides situam o enredo do romance dentro de uma perspectiva existencial, submete as situações a uma análise filosófica, a uma reflexão especulativa. Segue-se, abaixo, um sucinto sumário de temas presentes na obra.

A Leveza e o Peso

A problemática da leveza e do peso possui amparo na filosofia de Parmênides.
Parmênides de Eléia (cerca de 530 a.C. - 460 a.C.), filósofo pré-socrático, situou sua problemática em torno das dualidades ontológicas do Ser. A dualidade, porém, por força de sua perspectiva unitária de Ser, surgem da presença e da ausência de uma entidade. Neste sentido, o frio é apenas a ausência de calor, o não-calor. As trevas são a ausência de luz, a não-luz. Para Parmênides, entretanto, ao contrário do que o pensamento lógico-formal com o qual estamos habituados nos faria supor, a problemática da dualidade leveza/peso revela o peso como ausência, como não-leveza.
Kundera desloca a dualidade do peso e da leveza para uma perspectiva existencial, mesclando-a ao problema da liberdade humana em uma perspectiva próxima à problemática do existencialismo. Para Kundera, a leveza decorre de uma vida levada sob o teto da liberdade descompromissada. A leveza segue-se de um não-engajamento, um não-comprometimento com situações quaisquer, aproximando-se, nesse sentido, das ideias de Jean-Paul Sartre sobre a condição humana. O personagem Tomas é a metáfora através da qual Kundera ilustra as consequências existenciais do comprometimento da liberdade para com uma situação qualquer - no caso, o vínculo afetivo com Teresa. A partir de então Tomas experimenta o peso do comprometimento, peso opressivo de um engajamento qualquer, uma situação qualquer.
A leveza, porém, despe a vida de seu sentido. O peso do comprometimento é uma âncora que finca a vida a uma razão de ser, qualquer, que se constrói - sob uma perspectiva existencialista, evidentemente.
Sob a perspectiva da filosofia nietzscheana, porém, Tomas levava uma vida autêntica, construindo os próprios valores sob os quais conduzia sua vida. Teresa ilustra a problemática da moralidade de escravos: incapaz de realizar um empreendimento como o de Tomas, amarra-o pela força de sua impotência, chegando ao final à admissão do fato de ter "destruído sua vida", no final do livro. Tomás, encarnando metaforicamente a noção nietzscheana de amor fati, revela que não se arrepende de nada, remetendo à doutrina do Eterno Retorno, mencionada no início do livro.

O Eterno Retorno

Kundera entrevê na noção de Eterno Retorno da filosofia nietzscheana a escapatória para o arrependimento que pode decorrer da escolha entre a leveza e o peso, o comprometimento e a liberdade pura.
Kundera explica a ideia de Eterno Retorno no início do livro, no primeiro capítulo da primeira parte. Em linhas gerais, a ideia diz respeito à possibilidade das situações existenciais repetirem-se indefinidamente no tempo, por força de uma finitude das possibilidades frente a infinitude do tempo. O que parece um fundamento cosmológico vazio ganha implicações éticas imensas na perspectiva de Kundera: uma vida que desaparece não tem o menor sentido. A própria história humana só é tratada com descaso pela própria humanidade por força de sua linearidade. Uma mentalidade educada sob a perspectiva de uma história cíclica, repetindo indefinidamente, dificilmente deixaria escoar no vazio a própria vida. O argumento do Eterno Retorno assume então uma face de "convite à vida", com suas alegrias e mazelas. De modo rasteiro, a ideia do Eterno Retorno convida o homem a fazer a vida valer a pena de ser vivida.

A compaixão

Um capítulo inteiro é dedicado à questão da atitude humana de compaixão. Sob uma perspectiva filológica, Kundera compara o sentido da expressão nas línguas latinas e nas línguas germânicas, e as implicações dessa nuance de sentido na vida psicológica e sentimental dos indivíduos.
Kundera afirma que as derivações latinas da palavra compaixão significam simplesmente piedade, um sentimento que se impõe quando um indivíduo está em posição de superioridade frente a um outro que sofre. Assim, a compaixão torna-se uma relação de poder dominadora, na qual um indivíduo se sobrepõe sobre outro, podendo oferecer-lhe sua compaixão como um presente, sem porém compartilhar do sentimento que leva o próximo a sofrer.
Nas línguas germânicas, porém, compaixão assume um sentido de "co-sentimento": o in´divíduo que sente compaixão sofre junto com o seu próximo, o mesmo sentimento. Para Kundera, a compaixão é muito mais terrível do que a piedade porque a incapacidade humana de transpor os limites da subjetividade faz com que o sentimento careça de um certo esforço imaginativo que quase sempre multiplica a dor do próximo, fazendo-a mesmo maior do que a do próximo.
A metáfora utilizada para ilustrar o problema da compaixão é, mais uma vez, Tomas em sua relação com Teresa. É através da compaixão que ele sente por ela que ela consegue prender-se a ele em definitivo desde o primeiro momento.
Para melhor compreensão do livro de Milan Kundera, é interessante abordar temas como a "Primavera de Praga". O livro aborda alguns relatos históricos, inserindo a narração num contexto real. Isto torna o livro ainda mais interessante, pois pode ser visto parte como realidade, parte como romance. No livro, o Amor se torna presente em quase todos os momentos, o que não quer dizer que consista em um "mar de rosas". Muito do que se aborda no livro são conflitos do amor-ideal e "amor-real". Detalhes do cotidiano da época e costumes do povo Tchecoeslovaco (na época, República Theca e Eslováquia eram unidas em um só país) são muito bem descritos. Uma forma de leitura onde o lado psicológico predomina sobre o momento real.
WIKIPÉDIA

Anti-inflamatórios não esteroides


Comprimidos de ácido acetilsalicílico, protótipo dos AINE, tanto pelo seu mecanismo de ação quanto pelo seus efeitos colaterais
Os anti não-esteroides (AINE) são um grupo variado de fármacos que têm em comum a capacidade de controlar a inflamação, de analgesia (reduzir a dor), e de combater a hipertermia (febre)
Apesar de em sua maioria serem constituidos por ácidos orgânicos, sua estrutura química não é relacionada. Caracterizam-se por inibir a atividade de subtipos da ciclo-oxigenase. Fazem parte deste grupo medicamentos muito conhecidos, em parte por alguns já estarem disponíveis há muito tempo, por serem de venda livre (MNSRM), e pelo vasto número de situações em que são usados.
Alguns nomes sonantes incluem o ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e naproxeno. O paracetamol, embora possua um mecanismo de acção semelhante e tenha efeito antipirético e analgésico, é praticamente desprovido de efeito anti-inflamatório.
Piroxicam (vendido no mercado brasileiro sob as marcas Feldene e Inflamene) é um medicamento antiinflamatório não-esteróide usado para aliviar os sintomas da artrite reumatóide e osteoartrite, dismenorréia primária, dor pós-operatória; e atua como um analgésico especialmente quando há um componente inflamatório. Também é usado na medicina veterinária para tratar algumas neoplasias, como o câncer de bexiga, cólon e próstata.

Histórico


Salgueiro
As propriedades no alívio da febre, inflamação e dores proporcionadas pela casca do salgueiro são conhecidas há vários anos. Edmund Stone, um reverendo da Inglaterra, escreveu para um presidente da Royal Society ainda no século XVIII sobre as propriedades de cura do salgueiro no combate à febre. Este reverendo sugeriu que como a planta gostava de nascer em locais de umidade, teria como característica reduzir o calor do corpo. O salgueiro tem como princípio ativo a salicina, que é muito amarga. Este glicosídeo foi isolado por Leroux em 1829. Numa reação de hidrólise, produz glicose e álcool salicílico que pode ser transformado pelo organismo ou via síntese química em ácido acetilsalicílico. Em 1875 o salicilato de sódio foi utilizado pela primeira vez para tratar febre reumática e para reduzir a febre. Assim, Hoffman da Bayer aproveitou uma técnica deixada por Gehardt em 1853, para produzir o salicilato de sódio. Com o sucesso do anti-inflamatório, Heinrich Dreser colocou o produto na medicina com o nome de ácido acetilsalicílico. Depois foram surgindo drogas sintéticas e outros compostos mais seletivos de inibição da COX-2. Desde o isolamento do ácido salicílico em 1828[3], os AINE tornaram-se uma parte importante do tratamento da febre e da dor. Uma parte da sua popularidade deve-se a não causarem dependência ou depressão respiratória, ao contrário dos opióides. Ainda assim, não são desprovidos de efeitos secundários, sendo os mais comuns a nível gastro-intestinal.

Mecanismo de ação

Os AINEs são inibidores específicos da enzima ciclooxigenase (COX). A COX possui duas formas ligeiramente diferentes, designadas COX-1 e COX-2. Estas transformam o ácido araquidônico, uma substância formada a partir de lípidos presentes na membrana celular pela acção da fosfolípase A2, em dois tipos de compostos, as prostaglandinas e os tromboxanos[5]. O papel destes mediadores na inflamação e na dor, assim como em vários outros processos fisiológicos (como na coagulação), é amplamente aceite. No início da década de 1990, a descoberta dos dois subtipos de COX criou expectativas quanto à criação de novos fármacos que mantivessem as propriedades dos AINEs existentes e permitissem diminuir a incidência de efeitos colaterais. A diferente distribuição dos subtipos de COX levou a que fosse colocada a hipótese de que a COX-1 seria "constitutiva", ou seja, estaria sempre presente no corpo e era responsável por funções fisiológicas importantes, e que a COX-2 seria "induzida", surgindo na resposta inflamatória. Desta forma, os efeitos colaterais dos AINEs deveriam-se à inibição da COX-1. Com o aparecimento de fármacos que inibem especificamente a COX-2, designados por coxibs (o primeiro fármaco deste grupo foi o celecoxib), foi possível constatar uma quase completa redução dos efeitos colaterais a nível gastro-intestinal. Contudo, alguns estudos vieram colocar em causa o fundamento desta abordagem, ao demonstrar que a COX-2 também desempenhava um papel fisiológico (protector) importante tanto no estômago como no rim[7]. A inibição destas enzimas pelos AINE na redução da febre ou efeito antipirético é causada pela inibição da formação de prostaglandina E2 pela COX-1. Esta prostaglandina é um mediador importante para a activação do centro nervoso (no hipotálamo), regulador da temperatura corporal. Altos níveis de prostaglandina E2 em estados inflamatórios (como infecções) elevam a temperatura. O efeito analgésico é devido à inibição da produção local de prostaglandinas aquando da inflamação. Estas prostaglandinas, se forem produzidas, vão sensibilizar as terminações nervosas locais da dor, que será iniciada por outros mediadores inflamatórios como a bradicinina. Os efeitos anti-inflamatórios também estão largamente dependentes da inibição da produção de prostanóides, já que estes mediadores são importantes em quase todos os fenómenos associados à inflamação, como vasodilatação, dor e atracção de mais leucócitos ao local.

Efeitos

Os AINEs têm três efeitos benéficos principais:
  • diminuem a resposta inflamatória;
  • reduzem a dor de causa inflamatória e
  • baixam a febre.
Algumas pesquisas revelam possíveis efeitos preventivos em relação à doença de Alzheimer, em particular o Ibuprofeno reduziu a ocorrência da doença em 40% em pessoas que tomaram Ibuprofeno por mais de 5 anos.

Efeitos adversos

A maioria é devida à inibição da COX-1. No estômago as prostaglandinas levam à produção de muco que protege as células da mucosa dos efeitos corrosivos do ácido gástrico.
Aspirina:
  • Síndrome de Reye - grave condição causada raramente pela aspirina em crianças. (A Aspirina não é aconselhada para crianças).
  • A overdose com aspirina causa acidose metabólica.

Inibidores selectivos da COX-2

Durante a gravidez: Tratamento com AINEs em gestantes têm sido associados, à vasoconstrição do ducto arterioso fetal, hipertensão arterial pulmonar síndrome de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido e inibição da agregação plaquetária (anormalidades na hemostasia).

Danos renais

 Com a inibição da COX-1

As prostaglandinas são importantes moduladores fisiológicos do tônus vascular e equilíbrio hídrico nos rins (modulação da hemodinâmica glomerular, reabsorção tubular de sódio e água e regulação da secreção de renina). Ocorrendo a queda do volume sangüíneo, o sistema renina-angiotensina-aldosterona renal é activado, o que contribui para vasoconstrição sistêmica com aumento na reabsorção de sódio e água na tentativa de manter a PA em níveis satisfatórios. Por outro lado, a angiotensina provoca síntese de prostaglandinas renais vasodilatadoras, que são sintetizadas mediante COX-1(presente no endotélio, glomérulo e ductos coletores renais). Na presença de AINES, e conseqüente inibição de prostaglandinas, este mecanismo protetor falha, podendo dar isquemia e com isso irreversíveis danos renais.

Com a inibição da COX-2

A medula renal é o local da maior síntese de prostaglandinas e apresenta importante expressão de COX-1 e também COX-2. A produção de prostaciclina renal, derivada da COX-2, possivelmente na vasculatura renal, contribuindo para o balanço de sódio, apresentando importante papel na homeostase hidroeletrolítica. Novos relatos apontam para possível ação da COX-2 na filtração glomerular. PGs medulares intersticiais podem modular reabsorção de soluto e água também através de efeitos diretos na absorção de sódio no ramo ascendente da alça de Henle e ducto coletor. A perda do efeito inibitório tônico da PGE2 (derivada da COX-2) na reabsorção de sódio em tais segmentos pode contribuir para a retenção deste íon e conseqüente falha a terapêuticas anti-hipertensivas. Retardo na cicatrização de úlceras gástricas com os ICox-2: Diante de úlceras gástricas pré-existentes, observou-se maior expressão de COX-2 nas células epiteliais do estômago, induzindo a formação de prostaglandinas, dentre elas a PGE2, que contribuem para a cicatrização destas lesões.

Usos clínicos

  1. Analgésia principalmente se a causa é inflamatória:
  2. * Dores de cabeça
  3. * Dismenorreia primária e menorragia (ambos oriundos do aumento de prostaglandinas)
  4. * Dores das costas
  5. * Pós-cirurgica
  6. Acção Anti-inflamatória:
  7. * Artrite reumatóide
  8. * Gota
  9. * Qualquer outra condição inflamatória dolorosa.
  10. Febre alta: as temperaturas acima de 40 °C são perigosas. São usados para diminui-la (qualquer indivíduo com febre acima de 40 °C deve consultar o médico imediatamente). As prostaglandinas são conhecidas por mediarem o desenvolvimento da febre.

 Fármacos do grupo

Os inibidores não selectivos são mais antigos e testados, mas o inibidores selectivos da COX-2 tem menos efeitos adversos (observados após comercialização com auxílio da farmacovigilância) e colaterais (já conhecidos).

Inibidores não selectivos da COX-2

Inibem ambas COX-1 e COX-2:
* Observação: Pacientes que fazem uso de antidepressivos possuem maior propensão a terem um aumento no tempo de sangramento e deve-se tomar cuidado com o uso concomitante de AINES não-seletivos, assim como também anticoagulantes pelo mesmo motivo. As plaquetas armazenam cerca de 90% da serotonina circulante e com o uso dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina e outros é de se esperar que esta concentração plaquetária de serotonina se torne menor (menos disponível às plaquetas). Como a serotonina possui atividade na agregação plaquetária, se esta estiver em menor concentração agora disponível às plaquetas e mais disponível às sinápses nervosas, o vaso lesado terá maior tempo para conter o estravasamento de sangue em caso de ruptura.

 Inibidores preferenciais da COX-2

Existe uma outra classe de AINES denominada "preferenciais" para COX-2, enquadrando-se o nimesulide e meloxicam. Estes exibiram in vitro maior seletividade que in vivo para a referida enzima e não devem ser confundidos com os "seletivos".

 Inibidores seletivos da COX-2

Alguns autores denominam esta classe de anti-inflamatórios com "específicos", mas na realidade eles podem também interagir com a COX-1, embora em baixissima escala. Portanto a denominação mais coerente é a que tem sido adotada atualmente: "Seletivos" pois não são específicos, mas tem maior afinidade por interagir, por se "encaixar" nos sítios de ligação da ciclo-oxigenase 2. Alguns inibidores da COX-2 foram recentemente retirados do mercado voluntariamente devido a receios que fossem pró-trombóticos e aumentassem a probabilidade de um enfarte do miocárdio ou AVC. Estes problemas só surgem provavelmente depois de vários anos de uso continuado.

AINE e antiulcerosos

É comum observarmos a prescrição de anti-inflamatórios não esteroidais associados a inidores da bomba de prótons ou anti-histamínicos h2 a fim de que reduzindo a secreção gástrica ácida os efeitos diretos e indiretos do AINE sobre a mucosa gástrica sejam minimizados, uma vez que a secreção normal possa comprometer uma mucosa agora desprotegida e em contato com o AI. No entanto as condições de pH estomacal estão alteradas, portanto há de se considerar que existe repercusão também na absorção do fármaco AINE (caráter ácido fraco), comprometendo em determinado grau a eficácia do anti-inflamatório.
Por que pró-trombótico?
Deve ser considerado que a COX-2 é essencialmente, mas não exclusivamente, inflamatória. Alguns tecidos, como renal, cerebral e pulmonar e células endoteliais sintetizam fisiologicamente a enzima cicloxigenase-2. Esta origina a prostaciclina (PGI2), responsável pela atividade antiagregante plaquetário (papel inverso dos tromboxanos) e, uma vez que grande percentagem desta COX-2 encontra-se inibida, a concentração de prostaciclina torna-se reduzida. Uma vez que não consegue-se inibir tromboxanos em grande quantidade devido a maior seletividade cox-2/cox-1, tende-se a esperar uma redução no Tempo de sangramento, com uma coagulação mais rápida. A PGI2 é um produto das células do endotélio vascular cuja produção é ativada pela COX-2. Seus efeitos consistem em potente vasodilatação e inibição da agregação plaquetária e da proliferação de músculo liso vascular. Desta forma acredita-se que a prostaciclina é um eucosanóide antiproliferativo, e a relativa deficiência dessa prostaciclina, derivada de COX-2, pode predispor aterogênese.
Por que usar AINES seletivos?
A maior vantagem do uso dos AINES Seletivos é a baixa possibilidade de irritação de mucosa gástrica, uma vez que não inibe substancialmente a COX-1 que originará a PGE2, responsável pela mucoproteção gástrica, como ocorre nos não seletivos. No entanto estudos têm demonstrado que a administração dos seletivos em pacientes portadores de úlceras gástricas ativas pode retardar a cicatrização destas, uma vez que a inibição da atividade da COX-2 também influencia na cicatrização das úlceras estomacais. *Alguns autores já relatam também o desenvolvimento de úlceras com AINES seletivos tomados por grandes períodos de tempo. Exemplos de medicamentos AINES seletivos para a COX-2:
Estes receios, mesmo que sustentados, deverão ser pouco significativos em relação aos benefícios de que alguns doentes podem usufruir com o seu uso, portanto há de se estipular o risco-benefício de se utilizar a longo prazo estas drogas anti-inflamatórias (ex. tratamento paliativo da artrite reumatóide) Com a descoberta da Cox-4 e Cox-5, e as possíveis diferenciações entre Cox-1a e Cox-1b, entre Cox-2a, Cox-2b e Cox-2c, e ainda Cox-3 com seus sub-tipos alfa e beta, não há como citar os reais efeitos de tais fármacos, já que tais enzimas foram negligenciadas nas pesquisas, o que quer dizer que nenhum dos fármacos é seguro.