2.22.2013

Crianças ‘viciadas’ em TV têm mais probabilidade de cometer crimes, aponta estudo


Antenas de TV em um telhado da França. Foto: ©afp.com / Philippe Huguen
Antenas de TV
WELLINGTON (AFP) – Uma pesquisa realizada na Nova Zelândia aponta que crianças que assistem televisão em excesso estão mais sujeitas a cometer crimes ou ter atitudes agressivas quando adultas. Ao todo, mais de mil adolescentes nascidos no início da década de 1970 foram acompanhados pela Universidade de Otago, dos quinze aos 26 anos de idade, para avaliar os potenciais impactos da televisão em seus comportamentos.
O estudo, publicado nesta semana na revista americana Pediatrics, conclui que existe uma forte correlação entre a exposição excessiva de crianças à televisão e comportamentos antissociais de jovens adultos.
“O risco de ter um jovem adulto ter antecedentes criminais aumenta em 30% para cada hora que em assistiu televisão em média durante a semana quando criança”, disse Bob Hancox, co-autor da pesquisa.
A pesquisa também apontou que o fato de assistir televisão em excesso está ligado a comportamentos agressivos a à tendência de sentir mais emoções negativas. Essas ligações são ainda mais significantes em termos de estatísticas quando são levados em conta fatores com a inteligência, a condição social e a educação dada pelos pais. “Ao mesmo tempo que não podemos dizer que a televisão leva diretamente a comportamentos antissociais, os resultados da nossa pesquisa sugerem que o fato de passar menos tempo assistindo televisão pode reduzir os comportamentos antissociais na sociedade”, analisou Hancox.
Ele ainda disse que concordava com as recomendações Academia Americana de Pediatria, segundo a qual crianças não deveriam assistir a mais de uma ou duas horas de programas de televisão por dia. O estudo também aponta que é possível que crianças tenham desenvolvido comportamentos antissociais ao imitar o que viram na televisão.
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No entanto, os conteúdos assistidos não seriam o único fator que levaria a estes comportamentos. O isolamento social vivido por pessoas que ficam horas diante da TV também seria um agravante. “É possível que o fato de assistir televisão em excesso leve a comportamentos antissociais mesmo se a criança não está exposta a conteúdos violentos”, disse a pesquisa. “Se ficar tempo demais na frente da televisão, a criança pode ter menos relações sociais com amigos ou parentes além de um desempenho ruim na escola e correr assim mais risco de ficar desempregado”, explicou.
Hancox ainda salientou que o estudo foi baseado em hábitos de crianças no fim da década de 1970 e no início da década de 1980, antes da chegada em massa de videogames. “Se a pessoa passa horas na frente de um jogo que não apenas a expõe a cenas violentas, mas também estimula a matar pessoas, isso pode ser pior ainda, mas não tenho nenhum dado concreto sobre este assunto”, disse Hancox em entrevista à Radio New Zealand.
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Mensalão “Maioria da imprensa abriu mão de fazer jornalismo no julgamento do mensalão”

A maior parte dos jornalista só tinham um foco : condenar o PT

Na cobertura do julgamento do “mensalão”, o jornalista Paulo Moreira Leite foi uma das poucas vozes dissidentes na imprensa brasileira. Em seu blog, então hospedado no site da revista Época, o ex-diretor de Veja, Diário de S.Paulo e da própria Época, cobriu o tema, em suas palavras, de forma “crítica e desconfiada”, evitando o tom meramente condenatório sobre os réus e analisando também as contradições do Supremo Tribunal Federal no caso. “A maioria dos veículos de comunicação abriu mão de fazer jornalismo durante o julgamento e cobriu como se não tivesse mais nada a ser demonstrado”, diz a Carta Capital nesta entrevista. “Esse tipo de senso crítico [ao julgamento] tem valor quando se baseia em fatos, não tem a ver com ser do contra ou a favor.”
Lewandowski é empossado como vice-presidente por Joaquim Barbosa. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF
Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, ministros relator e revisor do julgamento do “mensalão”, respectivamente. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

Os textos publicados no blog durante o julgamento e outros inéditos se transformaram no livro A outra história do Mensalão – As contradições de um julgamento político (Geração Editorial, 353 págs., R$ 34,90), lançado na terça-feira 19. O trabalho chega às livrarias com uma tiragem acima da média no Brasil, em um mercado aquecido por ao menos outras duas recentes obras sobre o tema.
“Isso mostra como as pessoas ainda querem entender o que aconteceu. Elas vão ler e reler o que conhecem sobre o caso. Querem refletir mais profundamente, porque não foi um julgamento qualquer. A sua repercussão sobre a Justiça e a política brasileira ainda precisa ser avaliada.”
CartaCapital: O seu blog se destacou por uma cobertura mais independente. Como foi a recepção? Recebeu muitas críticas negativas?
Paulo Moreira Leite: A recepção foi boa e a audiência cresceu muito, às vezes 500%. As pessoas não necessariamente concordavam com o que eu escrevia, mas sentiam que expressava um ponto de vista importante para o debate. Falava com leitores curiosos, com espírito crítico bastante acentuado e que não acreditavam em tudo o que ouviam.
CC: Essa abordagem diferente da mídia em geral foi algo importante na cobertura deste caso?
PML: Sim. Esse tipo de senso crítico tem valor quando se baseia em fatos, não tem a ver com ser do contra ou a favor. No caso, quando se lê os documentos disponíveis, o relatório da Polícia Federal sobre o caso anexado no processo, se conversa com a defesa e vê as alegações finais das partes, percebe-se que é um processo com contradições. Está longe de ser uma denúncia amarrada. É uma questão intelectual e profissional do jornalista examinar, pensar e não ter receio de desagradar quem quer que seja desde que esteja convencido, como estou, de que está expressando a verdade.
CC: Houve alguma pressão editorial em relação ao conteúdo do blog?
PML: Não. Mas tenho certeza que não expressava a posição unânime de leitores. No meu blog, há muitos comentários agressivos. No entanto, ele cresceu e virou uma referência no debate.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
CC: O fato de ser um blog ajudou no enfoque escolhido para a cobertura?
PML: O blog permite que as pessoas compartilhem o que leram de forma instantânea. Isso é importante, torna a leitura focada, pois vai ler quem quiser saber sobre aquele assunto. Mas não sei se haveria mais ou menos eco se fossem outras mídias, como um grande jornal ou televisão.
CC: Pouco tempo após o fim do julgamento já há alguns grandes lançamentos de livros sobre o caso. O que o senhor acha dessa tendência?
PML: Esse mercado mostra como as pessoas ainda querem entender o que aconteceu. Elas vão ler e reler o que conhecem sobre o caso. Querem refletir mais profundamente, porque não foi um julgamento qualquer. A sua repercussão sobre a Justiça e a política brasileira ainda precisa ser avaliada.
CC: No prefácio do seu livro, Jânio de Freitas diz que parte dos jornalistas que cobriram o caso “enveredaram por práticas que passaram do texto próprio de comentário jornalístico para o texto típico da finalidade politica, foram textos de indisfarçável facciosismo”. O senhor concorda com isso?
PML: A maioria dos jornalistas e veículos de imprensa achou que estava tudo demonstrado e que a culpa de todos estava provada, como se não houvesse um trabalho para fazer sobre o julgamento, a qualidade das provas ou da acusação – que era muito mais frágil do que as pessoas supunham. A imprensa assistiu ao julgamento e contratou advogados, que muitas vezes tiveram papel mais importante que os repórteres. Algo engraçado, pois as pessoas leem o jornal para ver uma investigação, uma apuração. E a maioria dos veículos de comunicação abriu mão de fazer jornalismo durante o julgamento, cobriram o caso como se não tivesse mais nada a ser demonstrado. Mas, ao ver os autos em busca do contraditório, não ó que aparece. O que a Polícia Federal investigou é diferente daquilo que o Ministério Público aponta. Para o MPF e Joaquim Barbosa [relator do caso no STF] os empréstimos do Banco Rural ao PT, que José Genoíno assinou, eram fraudulentos. A PF investigou e concluiu que eram verdadeiros e a partir deles saiu dinheiro para o esquema. E isso muda muito a história.
CC: Qual foi a maior contradição do julgamento?
PML: São várias, mas a maior é apontar a tese de que o mensalão era um sistema de compra de votos e não conseguir indicar um único caso concreto em que se comparam votos. Não foi preciso comprar votos para apoiar nenhuma das reformas do governo, que passaram com larga margem, inclusive com o voto da oposição. No caso da Previdência, que era uma continuidade de uma reforma do governo do PSDB, o bloco governista era tão forte que o governo excluiu petistas que se recusaram a votar na reforma.
CC: O que precisa ser desmistificado neste julgamento?
PML: Banqueiros foram condenados a penas duríssimas, mas nenhum deles concentra o poder econômico do Brasil. Não é o Banco Rural que detém o poder financeiro do País, é um banco secundário. Os políticos que foram condenados são historicamente perseguidos pelo aparelho policial, seja no regime militar ou agora. Não são os homens públicos e poderosos. São pessoas de um governo específico, que representa uma força social específica. Os banqueiros de ponta que apareceram com grandes operações no ‘mensalão’, e que participaram das privatizações, não foram sequer levados a julgamentos ou no mínimo arrolados.

por Gabriel Bonis

Partido e governo

A quem devemos dez anos de progresso: ao PT ou a Lula e Dilma? 
Por Mino Carta

A ideia do PT já se fixava na cabeça de Lula quando o entrevistei pela primeira vez no começo de 1978. Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, representava a vanguarda de um movimento operário em plena mudança. A reforma partidária engendrada pelo Merlin do Planalto, Golbery do Couto e Silva, na segunda metade de 1979, facilitou-lhe a tarefa.

Discrepância. Os governantes foram fiéis aos planos iniciais. O partido nem tanto
Discrepância. Os governantes foram fiéis ao planos iniciais. O partido nem tanto
Singular personagem, Golbery. Única, a seu modo. Fiel do maniqueísmo da Guerra Fria, inventou a ideologia destinada a sustentar o golpe de 1964, estranhamente impregnada por um pretenso, e de fato impossível, propósito democrático. Foi retirado da cena com o fim do curto mandato bienal de Castelo Branco, e só voltou ao governo no período de Ernesto Geisel. Partiu para a demolição do regime que contribuíra a criar, “lenta, gradual, porém segura”, sem que o próprio Geisel tivesse clara noção a respeito.
Enredo singular como a personagem. Mantido na chefia da Casa Civil por Figueiredo, Golbery deu prosseguimento ao seu plano, primeiro com uma anistia ardilosa que não foi “ampla, geral e irrestrita”, depois com a reforma partidária, cujo objetivo era estilhaçar a oposição reunida no MDB do doutor Ulysses, subitamente capacitado a se aproveitar daquelas pretensões democráticas e, a despeito de pressões, ameaças e riscos, a desempenhar um digno e importante papel.
De todo modo, a entrevista de Lula publicada na edição da primeira semana de fevereiro de 1978, deixou Golbery impressionado e muito interessado nos movimentos do astro nascente. Quando Lula ficou preso durante a greve do ABC de 1980, nas dependências do Dops, o mago planaltino enviou a São Paulo dois cavalheiros engravatados com a incumbência de entrevistar o preso no tom de uma conversa de amigos, peripatética, mas sutilmente inquisitiva. Apresentavam-se como subordinados do “cacique”, não melhor especificado, e queriam saber das ideias e tendências políticas do líder metalúrgico.
Golbery sairia do governo em agosto de 1981, em consequência das bombas do Riocentro e da tentativa de Figueiredo e de Octavio Medeiros de emperrar, se possível de vez, o processo de abertura. Da reforma eleitoral resultaram o PMDB de Ulysses, o PP de Tancredo Neves, o PDT de Brizola, a quem a legenda tradicional, PTB, fora sumariamente furtada para ser entregue a Ivete Vargas. E o PT de Lula, que dia 20 deste fevereiro celebrou dez anos de governo.
Longa caminhada, de êxito total. A busca do poder é o alvo de qualquer partido e se eleições fossem convocadas hoje, é mais do que certo que o PT continuaria folgadamente onde se encontra. Como dizia Raymundo Faoro, “eles querem um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo”. Referia-se aos senhores da casa-grande. O governo Lula e agora o de Dilma Rousseff empenharam-se e se empenham para que os milhões se multipliquem às dezenas. E, quanto ao eleitorado, colhem os frutos de sua ação.
É do conhecimento até do mundo mineral que o Brasil progrediu nos últimos dez anos como jamais se dera na sua história, e fique claro que na sua desfaçatez, na sua parvoíce, na sua hipocrisia, a mídia nativa situa-se, queira ou não, em estágio anterior ao mundo mineral. Quem sabe, o magma primevo.
Não evito a seguinte consideração. Uma peculiar discrepância instala-se, na minha visão, entre partido e governo. O PT nasceu à sombra de um ideário político de franco esquerdismo, afinado com os tempos, no Brasil e no mundo. Sobretudo no Brasil, entregue à ditadura. Ao amadurecer, o partido soube adaptar-se às mudanças globais. Hoje pergunto aos meus meditativos botões se os avanços dos últimos dez anos se devem ao PT ou aos governos Lula e Dilma.
Governos do PT? Meus botões não são de cautelas, afirmam: mérito dos governantes, além do mais forçados a alianças nem sempre aprazíveis, a bem da governabilidade. Lula, divisor de águas. Dilma, firme continuadora. À época do surgimento do PT, imaginei um grande, versátil, inteligente partido de esquerda, capaz de produzir mudanças profundas sem maiores conflitos, como se deu em outros cantos do mundo, onde anéis saem dos dedos graúdos somente sob pressão.
O PT não foi essa agremiação ideal, e muitas vezes portou-se como as demais. E muitas vezes ofereceu munição de graça à feroz obsessão da casa-grande. E muitas vezes exibiu inúteis divergências intestinas, a lhe exibirem a fragilidade, quando não a má-fé. E muitas vezes levou a cargos de governos quem não merecia. É a voz dos meus botões.

nota boaspraticasfarmaceuticas: A oposição ao governo  irá dizer que foi o plano real de Itamar Franco que mudou o rumo deste pais. Aí o nosso ex presidente Lula dá o seguinte exemplo: " Todo plano econômico  mal administrado fracassa, como foi o plano 
cruzado do Sarney e outros planos ortodoxos". O grande mérito do governo do PT foi  a distribuição de renda, fim da miséria,  o aumento poder de compra da população, criação de uma  nova classe média, manutenção da estabilidade da moeda  sem aumento da inflação e o grande avanço na área social com melhoria da qualidade de vida da população.      

Últimas noticias (destaques)

Novo teste diagnostica hanseníase em dez minutos

Exame funcionacomo um teste de gravidez e requer apenas uma gota de sangue para identificar a bactéria Mycobacterium lepraeem Empresa brasileira vai produzir o teste ao custo máximo de R$ 4

Viviane Nogueira

Menino exibe sequelas de hanseníase em Lábrea, interior do Amazonas
Foto: Foto de arquivo
Menino exibe sequelas de hanseníase em Lábrea, interior do Amazonas Foto de arquivo
RIO - Um teste simples, rápido e barato de infecção por hanseníase consegue diagnosticar a doença a tempo de ser tratada, mesmo em países pobres e vilarejos remotos. Pesquisadores brasileiros e americanos desenvolveram o teste a partir da proteína LID NDO, a Anvisa o registrou no mês passado, e os primeiros exames devem ser aplicados no país ainda este ano, em dois estados. O novo teste dá resultado em menos de dez minutos, e procura a bactéria Mycobacterium lepraeem a partir de um furo no dedo.
- Funciona como um teste de gravidez e requer apenas uma gota de sangue - disse ao jornal “New York Times” Malcolm S. Duthie, um dos pesquisadores do Instituto de Pesquisas de Doenças Infecciosas, em Seattle.
A empresa brasileira de diagnóstico Orange Life vai produzir o teste ao preço máximo de R$ 4; havendo um volume de milhões de peças o preço pode ser reduzido para US$ 1. Numa primeira fase, o teste deve reconhecer anticorpos da hanseníase multibacilar em pacientes com ou sem sintomas. O tipo paucibacilar, mais difícil de ser diagnosticado, depende da tecnologia smartreader que a empresa desenvolveu e patenteou para smartphones, o que encarece os testes.
- Na terça-feira vou a Brasília para discutir o início dos testes, devemos começar por Maranhão, com as maiores taxas da doença, e mais um estado - conta Marco Collovati, médico italiano que dirige a Orange Life.
A empresa tem sede numa área de mil m² em Vargem Grande, no Rio, já produz o teste para dengue NS1 e tem 60% de um teste para tuberculose desenvolvido, a partir da proteína monoclonal MPT64, que reconhece o bacilo na tuberculose na tosse do paciente infectado: um coletor de ar capta a tosse e uma superfície nanotecnológica prende o bacilo. Com uma imunoflorescência no Smartreader é possível diagnosticar a doença.
- Tenho uma filha de 3 anos e quero que ela tenha a herança de um país onde todo mundo se dá bem; a igualdade social começa na saúde - diz Collovati, que há 13 anos chegou no Brasil e teve que morar no Pavãozinho. - Achei que tinha dinheiro, mas cheguei aqui e o cruzeiro tinha mudado para real, que valia mais que o dólar. Fiquei pobre e fui morar num conjugado na favela, o que mudou meus valores - diz o médico, que hoje mora no Recreio.
Relíquia presente em muitos países
Muitos consideram a doença uma relíquia do passado, mas todos os anos cerca de 250 mil pessoas são diagnosticadas com hanseníase em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Entre os países com mais doentes estão Brasil, Índia, Filipinas, Indonésia e Congo.
A hanseníase tem cura, e uma forma melhor de diagnóstico pode significar que um dia ela seja erradicada, segundo especialistas. Mais importante que o novo teste, no entanto, é a expectativa de diagnosticar a doença um ano antes do aparecimento dos sintomas, já que quanto mais cedo é o início do tratamento, melhores são os resultados.
A bactéria Mycobacterium leprae é transmitida apenas após contato prolongado e se espalha sob a pele nas partes mais frias do corpo, como mãos, pés, bochechas e lóbulos das orelhas. Os primeiros sinais visíveis são geralmente dormência e manchas sem cor na pele, muitas vezes confundidos com fungos, psoríase e lúpus. A vítima pode ter queimaduras frequentes ou cortes sem sentir. Após seis meses de sintomas, as lesões nos nervos se tornam permanentes. Mesmo quando um paciente fica curado — o que normalmente significa um tratamento com três tipos de antibióticos de seis meses a um ano. — ainda há um risco de ter úlceras infectadas ao longo da vida.
Historicamente a imagem da doença está associada à perda dedos das mãos e pés, porque conforma a bactéria mata os nervos, os músculos atrofiam e os dedos se torcem ganhando o aspecto de garras. Após o desuso e repetidos ferimentos, o corpo reage absorvendo o cálcio dos ossos, encolhendo os dedos.