6.10.2013

Lista de produtos 'perigosos' na gravidez abre polêmica

Segundo associação de médicos britânicos, gestante deve limitar ao mínimo possível uso de cosméticos, hidratantes e sabonetes líquidos e até evitar entrar em carros novos.

Da BBC
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Para críticos, instruções são pouco realistas (Foto: PA/BBC) 
Para críticos, instruções são pouco realistas
(Foto: PA/BBC)
Uma instrução oficial da principal associação britânica de médicos obstetras e ginecologistas para que mulheres grávidas evitem usar produtos com muitas substâncias químicas em seu dia a dia está causando polêmica na Grã-Bretanha.
Segundo um documento do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG), assinado pelos médicos Michelle Bellingham e Richard Sharp, as mulheres grávidas e em fase de amamentação que quiserem evitar riscos desnecessários devem reduzir ao mínimo possível o uso de cosméticos, protetores solares, hidratantes ou sabonetes líquidos.
Elas também devem se manter longe de produtos de limpeza, carros novos e tinta fresca, além de evitar consumir alimentos enlatados, acondicionados em embalagens plásticas ou preparados em panelas antiaderentes.
Segundo Bellingham e Sharp, entre as substâncias químicas potencialmente prejudiciais que podem estar presentes em embalagens de alimentos estão o ftalatos e o bisfenol A.
E o fato de um produto ser feito a base de "ingredientes naturais" não quer dizer que seja mais seguro, de acordo com os dois médicos, que defendem não haver informações suficientes sobre os riscos para o feto da exposição materna a substâncias químicas contidas em todos esses itens de uso doméstico.
Críticos, porém, classificaram tais diretrizes como "alarmistas", "inúteis" e "pouco realistas".
"A gravidez é um momento em que as pessoas gastam muito tempo e dinheiro tentando descobrir qual conselho seguir e quais produtos comprar ou evitar. Os pais procuram uma resposta simples à pergunta: 'Devemos nos preocupar?'", diz Tracey Brown, da organização Sense About Science, dedicada a ampliar a divulgação e compreensão de resultados de pesquisas científicas.
"Precisamos de mais apoio para compreender esse debate sobre o efeito de substâncias químicas na gravidez. Mas, infelizmente, o RCOG passou longe disso."

"Não há razões para se preocupar", garante John Harrison, diretor de um centro que avalia as ameaças para a saúde pública da exposição à radiação, agentes químicos e ambientais - o Public Health England's Centre for Radiation, Chemical and Environmental Hazards.
"Concordamos que é sensato que, por precaução, mulheres grávidas evitem o contato com produtos químicos perigosos, como pesticidas ou fungicidas. No entanto, não há evidências sugerindo que esses artigos de cuidados pessoais sejam um risco", opina.
Público-alvo
O documento do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists tem como principal público alvo profissionais da área de saúde responsáveis por prestar apoio a mulheres gestantes e em fase de amamentação, segundo Bellingham.
Seus autores admitem que é provável que a maioria dos produtos listados seja inofensiva, mas defendem que, em função da falta de estudos sobre o tema, é impossível avaliar o risco envolvido em seu uso com exatidão. "Estamos trabalhando para informar melhor as mulheres, não para assustá-las", diz Bellingham.
"Não sabemos como a maioria das substâncias químicas (presentes nesses produtos) pode afetar o desenvolvimento do bebê e vai demorar muitos anos até que tenhamos uma orientação definitiva sobre isso", completa Sharp.
Para Janet Fyle, da Royal College of Midwives, uma associação de parteiras britânicas, as mulheres grávidas devem usar seu bom senso ao avaliar quais instruções seguir. Ela também defendeu a necessidade de mais pesquisas científicas para resolver as dúvidas levantadas pelo RCOG.
Segundo Chris Flower, da Associação de Produtores de Cosméticos, Artigos de Higiene Pessoal e Perfumaria, antes de chegar ao mercado, muitos dos produtos listados pela associação passam por controles de qualidade e análises para detectar riscos envolvidos em seu uso. Só aqueles considerados seguros seriam colocados à venda.

DIETAS

PLANO DE SAÚDE DA FIOCRUZ É NOTICIA


Elio Gaspari - FSP
A pesquisa científica brasileira tem duas joias na sua coroa, a Embrapa e a Fiocruz. Uma cuida de agricultura, e a outra, da saúde pública. Infelizmente, pela segunda vez em menos de dois anos, a instituição fundada por Oswaldo Cruz pula do catálogo das citações científicas para o noticiário dos negócios.
Em 2011 seus diretores firmaram (sem licitação) um contrato de R$ 365 milhões com a empresa portuguesa Alert para receber um sistema de gestão eletrônica de dados. Seu credenciamento foi justificado com a certificação de uma instituição internacional que, expressamente, vedava o uso de seu nome para "validação" de empresas ou programas. Ao apito, o contrato foi suspenso temporariamente, mas teve no ministro Alexandre Padilha um explicador da iniciativa. Passou o tempo, o cancelamento tornou-se definitivo e, para tranquilidade dos interessados, não se falou mais no assunto.
Agora a Fiocruz volta ao palco. Desde 1991 seus 5.000 servidores e seus familiares estão associados ao plano da instituição, o FioSaúde. Como quase todos os planos de funcionários públicos ou de empresas estatais, ele é deficitário. Em 2012 o buraco ficou em torno de R$ 4 milhões.
Quando um cidadão pensa num plano de saúde da Fiocruz, associa-o à excelência do conhecimento das pessoas que lá trabalham. Como o plano é deficitário, alguma coisa está errada. Desde sua criação a FioSaúde foi dirigida por servidores da Fiocruz. No ano passado o comissariado entregou sua diretoria-executiva ao doutor José Antonio Diniz de Oliveira, que vinha da Axismed, uma empresa de produtos de gestão de planos que, em 2011, prestava serviços à operadora da Funasa. A diretora-presidente da firma vinha a ser sua mulher. Posteriormente ela deixou a empresa e fundou uma associação de prestadores de serviços, na qual é a superintendente-executiva.
Em janeiro deste ano o doutor Diniz rescindiu o contrato com a empresa que geria o FioSaúde, e contratou quem? A Axismed. Em março a FioSaúde transferiu para a mesma empresa a gestão do seu programa próprio de tratamento de pacientes crônicos e na semana passada cancelou o serviço de visitas hospitalares.
Se a Fiocruz precisa da porta giratória para administrar a gestão da saúde de seus funcionários, não entende de medicina, ou não sabe fazer contas. Nesse caso, com um orçamento de R$ 2,4 bilhões, o nome do doutor Oswaldo Cruz está em perigo.

GUERREIROS COM ORGULHO

Sobis elogia espírito de luta do Flu: 'Tenho muito orgulho desse grupo'

Atacante marcou gol que começou reação do Tricolor

O Dia
Rio - A partida caminhava para uma derrota, quando Rafael Sobis acertou um belo chute de fora da área e empatou a partida para o Fluminense. No final do confronto, o jogador fez muitos elogios ao grupo do clube carioca.


Sobis arma chute de esquerda
Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia

''Eu tenho muito orgulho de jogar nesse time. Mais uma vez, quando todos davam a gente por vencido, a gente lutou. Mesmo não merecendo perder, estávamos atrás e conseguimos essa virada'', afirmou.
Ao fim do jogo, Sobis teve que receber atendimento médico no gramado. O jogador aparentava ter sentido um mal estar e preocupou a todos. Já recuperado, o atacante explicou o ocorrido.
''Acho que eu tive uma queda de pressão nada demais'', concluiu.

Flu supera desfalques, expulsão de Rhayner e vira sobre o Goiás

Tricolor conseguiu reação no final da partida

O Dia

Rio - Com equipe desconfigurada, Fluminense supera expulsão de Rhayner e bate o Goiás em Macaé. Com o resultado, o Tricolor chega a 9 pontos na competição. A equipe das Laranjeiras tem uma partida a menos no Brasileirão.
Na próxima quarta-feira, o Flu enfrentar a Portuguesa, em São Paulo. Caso vença, o Tricolor termina na liderança do Brasileirão, que tará pausa por conta da Copa das Confederações.

Flu conseguiu virada contra o Goiás
Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia

O JOGO
Atuando em Macaé, o Fluminense começou a partida demostrando a falta de costume de atuar junto dos jogadores, já que o Tricolor estava desfalcado de doze jogadores. Além disso, a equipe mostrava um pouco de afobação e demorou a criar oportunidades. As principais chances criadas pelo time da casa na primeira metade dos quarenta e cinco minutos iniciais foram perdidas por Wagner. Na primeira, o meia recebeu de Diguinho, mas chutou fraco e Renan defendeu. Depois, o apoiador recebeu belo passe de Biro Biro, mas finalizou errado.
Wagner tenta marcar o gol
Carlos Moraes / Agência O Dia
Aos trinta minutos, após bom cruzamento de Bruno, Biro Biro cabeceou com perigo para o gol de Renan. O Fluminense seguia bem na partida, mas não conseguia criar boas chances de gol. O Goiás não ameaçava, mas atuava com tranquilidade na defesa. No fim da primeira etapa, Rhayner deu um carrinho no goleiro Renan e acabou sendo expulso, sem receber cartões amarelos.
Mesmo com um jogador a menos, o Fluminense continuou melhor na segunda etapa. Aos dezenove minutos, Carlinhos cruzou, Wagner cabeceou e a bola passou perto do gol de Renan. Um minuto depois, Diguinho arriscou de fora da área, assustando o goleiro do time goiano. No entanto, a noite não estava muito boa para o Tricolor. Na primeira boa chance, o time esmeraldino marcou. Vitor arrancou, contou com a falha da zaga, e tocou por cima de Berna, abrindo o placar. O Flu se manteve melhor na partida e quase empatou e um lance com Gum, mas a bola foi para fora. Só que o Tricolor lutou até o fim. Aos trinta e cinco minutos, Sobis fez boa jogada pela esquerda e acertou um belo chute, sem chances para Renan. Seis minutos depois, a virada. Monzon cruzou, Digão cabeceou para a área e o jovem Denílson, que entrou no lugar de Biro Biro no intervalo, virou a partida.