Rio Sul, que fecha num domingo pela primeira vez em cinco anos, fatura R$ 2 milhões por dia
Maria Luisa Barros
Rio - A onda de protestos, seguida por atos de
vandalismo, que se espalhou pelo país levou o Shopping Rio Sul, um dos
mais visitados da cidade, a fechar as portas neste domingo — justo no
segundo melhor dia nas vendas. É a primeira vez em cinco anos que o
shopping, localizado em Botafogo, decide não funcionar. O centro
comercial recebe em média 40 mil pessoas aos domingos.
A medida é preventiva, por causa de mais uma
manifestação marcada para hoje, desta vez em Copacabana. Segundo dados
da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), cada dia fechado
representa um prejuízo de, no mínimo, R$ 700 mil. Nos shopping maiores,
como o Rio Sul, o faturamento de hoje chegaria a R$ 2 milhões.
Após bandidos invadirem concessionária na Barra, funcionários e outros trabalhadores fazem reparos nos danos
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Na sexta-feira, pelo menos sete
shoppings da Zona Oeste encerraram o expediente mais cedo. Foram eles:
Barra Shopping, Rio Design Barra e Village Mall, na Barra da Tijuca;
West Shopping e Park Shopping, em Campo Grande; Shopping Leblon, no
bairro de mesmo nome; e Shopping Grande Rio, em São João de Meriti, na
Baixada.
Além do prejuízo causado aos shoppings, a cidade
sofreu perdas em torno de R$ 203 milhões, somando os danos causados ao
comércio de rua — R$ 100 milhões por dia — à Assembleia Legislativa do
Rio (Alerj), e à prefeitura em apenas três dias de protestos na semana
passada.
A concessionária Ago, da Hyundai, na Avenida
Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, calcula prejuízo de R$ 2 milhões após
invasão de vândalos na sexta-feira, durante manifestação no bairro. O
ataque danificou 45 carros, sendo 30 novos e 15 seminovos. Foram
roubados 20 computadores e duas TVs de LCD.
Ângela foi à loja ver quebrado o carro que tinha comprado
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
A aposentada Maria Ângela chegou
preocupada à concessionária ontem à tarde. De casa ela assistiu à
depredação. Ela iria buscar veículo comprado em abril este fim de
semana. “Quando assisti ao vandalismo, fiquei em estado de choque”,
disse ela, que foi orientada a retornar amanhã. Ontem, o Ilha Plaza
Shopping, na Ilha, adiou a festa junina programada para hoje. A Escola
de Samba Império Serrano, em Madureira, na Zona Norte, cancelou o ensaio
e a transmissão do jogo entre Brasil e Itália.
Grupo de 14 foi levado para a delegacia
Nove homens foram presos em flagrante — entre
eles um foragido da Justiça — e cinco menores foram apreendidos acusados
de depredar a concessionária Ago. A maioria dos suspeitos é da Cidade
de Deus. A Polícia Civil vai buscar imagens da loja, de estabelecimentos
e prédios vizinhos, além de câmeras de trânsito para identificar o
bando. Os adultos foram autuados por formação de quadrilha, furto e
danos qualificados.
A polícia deteve, na sexta-feira, mais 30 pessoas
em Nova Iguaçu e em Duque de Caxias, que estavam infiltradas entre os
manifestantes.Foram ouvidas e liberadas. Um homem preso por furto de
celular pagou fiança e foi solto.
- Todo medicamento deve ter um registro do Ministério da Saúde. Caso
não tenha, deve ser levado ao serviço local de vigilância sanitária. - Não utilize medicamentos vencidos, nem embalagens velhas. - Cápsulas não devem ser abertas. Comprimidos não devem ser partidos, apenas se o médico recomendar. -
Obedecer sempre os horários para ingestão indicados pelo médico na
receita. A bula também indica a quantidade, quantas vezes ao dia e por
quanto tempo deve ser utilizado. - Não tirar os medicamentos da caixa e sempre guardar as bulas. - Os medicamentos devem ser guardados longe da luz, umidade e do calor. Respeitar a temperatura de armazenamento. -
Caso verifique algum efeito adverso, deixe de tomar e relate ao
profissional que lhe recomendou. Se possível relate o efeito adverso a
um serviço de Farmacovigilância. - Não guardar medicamentos em casa e
nem se automedicar são procedimentos fundamentais para evitar
problemas. Não se deve manter uma farmacinha em casa. O que pode acontecer se o paciente tomar medicamento sem prescrição médica Antibióticos – resistência bacteriana, que pode tornar mais complicado outros tratamentos. Vitamina C – distúrbios gastrointestinais, cálculo renal. Vitamina A – distúrbios neurológicos, hipertensão craniana. Analgésicos – lesão no estômago, sangramentos, hemorragias internas, em caso de dengue.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária 2008
Com o objetivo de informar e orientar a população sobre o uso correto
e seguro de medicamentos, alertar sobre os problemas causados pela
automedicação e difundir informações sobre medicamentos para
profissionais de saúde, a Secretaria da Saúde do Estado lança nesta
sexta-feira (21) a Campanha para Promoção do Uso Racional de
Medicamentos, no Hotel Mareiro, Avenida Beira Mar, 2380, Meireles, às
8h30min, com a participação dos coordenadores municipais de assistência
farmacêutica e profissionais de saúde. Os secretários municipais de
saúde assinarão o termo de adesão à campanha para desenvolver atividades
educativas sobre o uso adequado e seguro de medicamentos em seus
municípios. Promovida pelo Centro de Estudos e Informação sobre Medicamentos
(CEIMED), da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (COASF/SESA) e
pelo Grupo de Prevenção ao Uso Indevido de Medicamentos (GPUIM/UFC), a
campanha tem caráter permanente e realizará abordagens dos temas
relacionados ao uso racional de medicamentos em eventos que marcam as
datas de mobilização, como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites
Virais, em 28 de julho, Semana Mundial da Amamentação, de 1º a 7 de
agosto, Dia Nacional de Luta por Medicamentos, em 8 de setembro, Dia
Mundial de Diabetes, em 14 de novembro, e Dia Mundial de Luta contra a
Aids, em 1º de dezembro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), entende-se que há
uso racional de medicamento quando pacientes recebem medicamentos para
suas condições clínicas, em doses adequadas as suas necessidades
individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a
comunidade. O uso racional é indicado por prescrição médica, segura,
efetiva, a partir de um diagnóstico preciso, resultando em menor risco
de aparecimento de efeitos adversos. No Brasil, como na maioria dos países, os medicamentos se apresentam
como o principal agente tóxico, respondendo por aproximadamente 28% dos
casos de intoxicação humana registrados anualmente pelo Sistema Nacional
de Informações Tóxico Farmacológicas (SINITOX). Em 2010, o SINITOX
registrou 27.710 casos de intoxicação por medicamentos, 26,85% de todas
as formas de intoxicação pro agentes tóxicos, com a confirmação de 73
óbitos, 16,59% do total. No mesmo ano, no Ceará foram registrados 321
casos e um óbito. Alguns sintomas de intoxicação medicamentosa incluem
mudança brusca de comportamento, vômitos, diarreia, sudorese, sedação,
tonteiras, palpitação e aumento excessivo da salivação. Para esclarecer dúvidas da população, CEIMED foi instituído com a
finalidade de promover o uso racional de medicamentos, disseminar
informações técnico-científicas, desenvolver ações educativas para
profissionais de saúde e comunidade e realizar atividades de ensino e
pesquisa em serviços. O CEIMED está instalado na Coordenadoria de
Assistência Farmacêutica (COASF), localizada na Avenida Washington
Soares, 7605, Messejana e atende das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas,
de segunda a sexta-feira, ou pelo telefone (85) 3101.2188, e ainda,
pelo endereço eletrônico ceimed@saude.ce.gov.br . Orientações
sobre o uso adequado de medicamentos também podem ser obtidas no Centro
de Informações de Medicamentos, da Universidade Federal do Ceará
(CIM/UFC) pelos telefones (85) 3366.8293 e 3366.8276 e pelo endereço
eletrônico cimufc@ufc.br .
Imprensa internacional repercute discurso da Presidenta Dilma
Jornal 'The Telegraph' publica trechos traduzidos do vídeo da presidente. Propostas apresentadas durante pronunciamento são destaque.
Do G1, em São Paulo
551 comentários
Diversos portais de jornais internacionais publicaram reportagens e
fotos neste sábado (22) a respeito das manifestações que tomaram as ruas
das principais capitais brasileiras - reunindo cerca de 1,2 milhão de
pessoas em 100 cidades - e do pronunciamento em cadeia nacional de rádio
e TV da presidente Dilma Rousseff feito na véspera.
A reportagem do jornal britânico " The Telegraph" diz que a presidente
Dilma quebrou o silêncio sobre os protestos, na noite desta sexta-feira,
afirmando que manifestações pacíficas são parte de uma democracia
forte, mas que a violência não pode ser tolerada. O texto está
acompanhado de um vídeo com trechos legendados do discurso da
presidente. Leia a íntegra.
Reportagem destaca protestos no Brasil e
discurso da presidente Dilma (Foto: Reprodução)
O jornal americano "The Washington Post", além de uma galeria de fotos,
destaca em reportagem que a presidente Dilma prometeu dialogar com os
líderes dos movimentos que reúniram milhares nas ruas do país. Leia a íntegra.
O argentino "Clarín" também destaca o discurso da presidente, com o
título "Tenho obrigação de ouvir as vozes das ruas" em uma reportagem
que também falava sobre as manifestações de sexta-feira, contra a
proposta. Leia a íntegra.
O britânico "The Independent" faz contraponto entre as manifestações
dessa semana e o fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo em 2014,
citando o discurso da presidente Dilma, porém, com menos destaque. Leia na íntegra.
Reportagem do 'Washington Post' fala sobre
as propostas de Dilma (Foto: Reprodução)
O site da "BBC" traz uma reportagem sobre os protestos dessa semana,
também citando a proximidade da Copa de 2014, e um mapa mostrando as
cidades onde houve protestos e algumas fotos das manifestações. Leia a íntegra.
O site do jornal francês "Le Monde" repercute o pronunciamento da presidente: "Dilma Rousseff tenta recuperar o controle". Leia a íntegra.
Em reportagem de página inteira, o diário britânico "The Guardian"
afirma que os protestos realizados em diversas cidades do Brasil "lançam
uma dúvida sobre a Copa do Mundo".
Britânico Guardian (Foto: Reprodução)
De acordo com o jornal, as manifestações provocaram cenas "improváveis
de serem vistas no país fanático por futebol e é a última coisa que os
organizadores da Copa do Mundo desejavam ver no Brasil antes do torneio
do ano que vem". Leia a íntegra.
O espanhol "El País" destaca em seu site a reportagem sobre as
manifestações no país e cita que Dilma prometeu um grande plano para o
transporte público. Leia a íntegra.
A presidente Dilma Rousseff anunciou
nesta sexta-feira (21), durante pronunciamento em cadeia nacional de
rádio e TV, que vai elaborar um Plano Nacional de Mobilidade Urbana que
privilegie o transporte público. Ela também disse que receberá "líderes
das manifestações pacíficas" e que conversará com governadores e
prefeitos das principais cidades para elaborar um pacto para a melhoria
dos serviços públicos.
Clarín destaca o discurso da presidente
O pronunciamento é uma resposta à série de manifestações desta semana
em mais de 140 cidades do país. Dilma passou o dia discutindo com
ministros e assessores a conveniência de fazer o pronunciamento, gravado
no final da tarde (saiba como foi a repercussão no meio político).
A presidente afirmou que se reunirá com as lideranças das manifestações e com representates de movimentos sociais.
"Anuncio que vou receber os líderes das manifestações pacíficas, os
representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos
movimentos de trabalhadores, das associações populares. Precisamos de
suas contribuições, reflexões e experiências. De sua energia e
criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar
erros do passado e do presente."
Países são 'vítimas da mesma conspiração', disse Erdogan. Manifestações na Turquia deixaram mortos e feridos.
Do G1, em São Paulo
170 comentários
O primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan comparou neste sábado
(22) os protestos do Brasil com os que ocorreram recentemente na Turquia. Segundo Erdogan, o Brasil é vítima da mesma conspiração que o seu país, cujo objetivo é desestabilizar o governo.
"O mesmo jogo está sendo jogado sobre o Brasil", disse Erdogan. "Os
símbolos são os mesmos, os cartazes são os mesmos; Twitter, Facebook são
os mesmos, a mídia internacional é a mesma. Eles [os protestos] estão
sendo conduzidos a partir do mesmo centro." As informações são da
agência AP.
O movimento de contestação nasceu em 31 de maio no parque Gezi, quando a
polícia reprimiu violentamente centenas de ecologistas que se opunham
ao corte das árvores do parque. O protesto se espalhou por todo o país
voltado, principalmente, contra Erdogan, que é acusado de autoritarismo e
de querer islamizar a sociedade turca, segundo a agência France Presse.
As manifestações contra o governo do Partido da Justiça e
Desenvolvimento (AKP), do premiê Recep Tayyip Erdogan, no poder desde
2002, deixaram ao menos dois mortos e milhares de feridos.
Essa comparação entre Brasil e Turquia já havia sido feita, não por Erdogan. Em entrevista à rede CNN
nesta quarta-feira (19), o ministro das Relações Exteriores, Antônio
Patriota, negou que os protestos ocorridos na última semana no Brasil
fossem parecidos com as manifestações que tomam as ruas da Turquia desde
o começo de junho. "Acho que é uma situação diferente; as manifestações
tem sido pacíficas, predominantemente", disse Patriota à jornalista
Christiane Amanpour.
"Podem ter ocorrido episódios de violência aqui e ali, e claro, as
forças de segurança tinham que estar preparadas pois havia um grande
número de pessoas envolvidas", disse o ministro. Na Turquia
Neste sábado, o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, disse a
milhares de simpatizantes na cidade de Samsun, na costa do Mar Negro que
as semanas de protestos muitas vezes violentos contra o seu governo
beneficiaram os inimigos da Turquia.
O premiê disse que opositores tanto na Turquia como no exterior haviam
orquestrado as manifestações, dizendo que um "lobby de taxas de juros"
promovido por especuladores nos mercados financeiros se beneficiaram com
a agitação.
"Quem ganhou com estas três semanas de protestos? O lobby da taxa de
juros, os inimigos da Turquia", disse Erdogan, de um palco enfeitado com
seu retrato e um slogan apelando para os seus apoiadores para
"frustrarem o grande jogo" jogado contra a Turquia.
"Quem perdeu a partir desses protestos? A economia da Turquia, mesmo
que em pequena escala, e o turismo perdeu. Eles ofuscaram e mancharam a
imagem e o poder internacional da Turquia", afirmou.
Ao término de seu discurso, cerca de 10 mil manifestantes se reuniram
na Praça Taksim de Istambul, muitos deles para participar de uma
cerimônia para depositar cravos na praça em memória às quatro pessoas
que foram mortas nas manifestações.
Mais tarde a polícia usou canhões de água para dispersar os
manifestantes, no primeiro confronto deste tipo em quase uma semana.
Em Samsun, uma multidão de cerca de 15.000 simpatizantes do Partido AK
de Erdogan aplaudiu e acenou bandeiras turcas, enquanto ele chamava o
público para dar a sua resposta aos protestos nas urnas, quando a
Turquia realizar eleições municipais em março do ano que vem